05/12: Maio

Pois parece que foi ontem que eu tava aqui falando de abril, e já estamos quase em julho rs.. Zoeiras a parte, mais um mês que eu só apareço pra fazer resumo mensal e olhe lá. Não que alguém se importe, mas eu realmente quero manter um mínimo de organização nesse pequeno blog que ninguém lê. 


Maio já parece muuuito distante, mas foi uma DELÍCIA de mês. Porque além da primavera estar full on, é um mês que tem feriados, e que dessa vez trouxe foi logo um verão de vez pra minha vida. Temperaturas na casa dos 30 graus, meu coração não aguenta de felicidade. Teve também uma visita mais que especial: meu irmão, minha cunhada e Olivia, minha sobrinha linda. Eu até hoje passei pouquíssimo tempo com a Olívia, e esses dias aqui com ela foram um sonho. Muita brincadeira, muito abraço naquele corpinho, muito dengo. Passeamos muito por Zurich, fomos pra Berna e pra Lucerna, e botamos muito papo em dia. Meu irmão ainda não tinha me visitado, e foi muito bom dividir um pouco da minha vida aqui com eles, mostrar meus lugares favoritos, e conversar até o papo acabar. 

Olivia e Carlito <3


Foram dias deliciosos, que terminaram meio abruptamente quando eles foram pra Portugal de madrugada. Nem nos despedimos porque nós seguiríamos em outro voo para encontra-los para um feriadão. Pois em janeiro comprei esse voo com a TAP, recebi email de confirmação com localizador e tudo. Eis que na hora de fazer o check in aqui, reserva não encontrada. As malas já prontas, Carlito já no hotel de cachorro. E eu descubro que lá em janeiro o banco bloqueou a transação no cartão, meu pagamento não foi efetivado, e a dona TAP cancelou as passagens sem dar a menor satisfação. Nem um email pra avisar. Comprar uma passagem da Suíça pra Portugal é um preço absurdo, do tipo que sai mais barato voar pra NYC. E a TAP nem se prestou a nos dar um desconto pela cagada deles. Fiquei muito chateada, chorei um monte, de raiva da TAP, de raiva de mim por não ter percebido lá atrás que o valor não estava na fatura do cartão, e de raiva de tudo. Não nos despedimos, não dei um último abraço na Olívia, mas pelo menos fico com a certeza de que eles gostaram tanto daqui que logo estão de volta. 


E se a visita da família foi o highlight, tivemos ainda outros momentos muito legais. Depois de 10 anos, voltei a Berlim, que um dia foi minha cidade favorita no mundo. Essa visita foi rápida, somente um fim de semana. Foi também BEM diferente das outras vezes que estive lá: sem balada lost, sem sair parecendo Walking Dead da Bergheim, sem me enfiar por uns infernos muito loucos. Aproveitamos muito os dias, e fomos dormir cedo rs. Quase um casal de velhos, QUASE. Eu segui amando Berlim, e quero voltar muitas e muitas vezes, mas percebi que hoje tenho a vida que, 10 anos atrás, eu sonhei enquanto andava pelas ruas de Berlim: vivo numa cidade em que aproveito os espaços públicos, tenho liberdades, ando de bicicleta, tenho qualidade de vida. Resumindo, o X da questão não era Berlim em si, mas eu que já estava entrando em crise com a vida de São Paulo na época. É tão bom olhar pra trás e ver que consegui muito do que sonhei lá atrás... 




Alias, em maio eu fui a Berna duas vezes. Fui passar um dia com meu irmão e família, mas fomos também passar um fim de semana para visitar amigos. Nesse fim de semana, acabamos nos hospedando há uma quadra de onde morávamos até a mudança pra Zurich. E eu sou muito apaixonada por Berna, e mais ainda por aquele bairro. Fiquei nostálgica, emocionada, e sei que é porque eu fui muito feliz lá. 


Enfim, maio foi essa mistureba intensa, e agora escrevendo, percebo o quanto de reencontros eu tive em maio: meu irmão, Berna, Berlim, etc. No meio de tanta emoção e coisa pra processar, não por acaso não sobrou muito tempo pra eu cumprir minhas metas rs. Sobre as metas, vamos lá:

- ler dois livros por mês: esse mês fiquei devendo, e li um livro só. Livro excelente, aliás. The Secret Diary of Hendrik Groen. O diário de um homem numa casa para idosos. Pode parecer meio desinteressante, mas é uma ode ao nosso envelhecimento, as amizades, ao amor. Amei demais. 


- fazer 12 hikes: engrossamos a lista com um cantão inédito. Fomos conhecer o penúltimo cantão, Appenzel Ausserrhoden, e fizemos um hiking de algumas horas até o Hundwiller hoch. Era um dia que tava prometendo chuva, mas nossa teimosia foi recompensada e nada de chuva. Mas a vantagem é que a trilha tava bem vazia, tranquila, e foi um domingo gostoso - fiquei depois com dor nas pernas? Fiquei. Mas sempre vale a pena. 



- conhecer lugares novos em Zurich: em maio fui pela primeira vez no La Taqueria, um mexicano bem relax, mas que vive cheio e por isso nunca tinha conseguido mesa (sempre em cima da hora rs). Gostei bastante do clima, a michelada é DELÍCIA, e a comida estava boa. Gostei muito que você pede tacos individuais, então proveite ao pastor, carne asada e frango, e o primeiro definitivamente o melhor!

Também conheci o Das Gleis, possivelmente meu novo bar preferido da região. É bem tranquilo, pra um happy hour no fim do dia, pra ouvir música boa, ver o vai e vem de trens chegando e saindo da estação em Zurich, ver gente bonita e descolada rs. Não tem uma super oferta de comida, não é pra djantar, é bem bar mesmo. Aprovado por esta que gosta bastante de um boteco rs. 

- aprender alemão, viver uma rotina mais saudável: como sempre, as esquecidas no churrasco rs

04/12: O meu mês

Abril é um mês muito feliz nessa casa. Dia 4 de abril de 1986 eu nasci. Em 5 de abril de 2014, fui comemorar meu aniversário no Lollapalooza em São Paulo, e conheci o cara com que, no dia 30 de abril de 2016, eu me casei. Abril chega aqui em casa cheio de festa, sempre. Eu fico contemplativa, eu me sinto amada com a avalanche de mensages que chegam, a gente planeja comemorações com muito carinho, e como se não bastatesse tudo isso, a primavera sempre da as caras deixando os dias mais longos e coloridos. 


E abril de 2022 não foi diferente. Teve bolo de aniversário no escritório, teve festa rave que durou 12 horas, teve viagem de Páscoa, teve jantar chique, teve tudo! Aqui em baixo deixo alguns registros desses momentos festivos e felizes. 

Um arco íris em nosso jantar comemorativo de 6 anos de casamento

Beleza por tudo: Kayserberg, Alsace, na França

Um registro da minha rave de aniversário - um dos poucos publicáveis

Zurich vestida de primavera

Páscoa em Reims, Champagne, na França

Nem só de belezas e festas é a vida. Passamos um susto com um familiar do marido, e ele fez quase um bate e volta pra California. A gente foca no lado bom das coisas, mas se tem um lado negativão de mudar de país, é esse: estar longe da família, em todos os momentos. Nos bons momentos a gente sofre de vontade de estar lá, mas nos difíceis a gente sofre e sente culpa. Lá em casa sempre fomos criados pro mundo, seguir vivendo na cidade dos meus pais nunca foi uma opção, e tomar decisões de morar longe da família pra mim nunca foi muito complicado. E mesmo assim, quando da uma merda, a gente se culpa. Se culpa pelas escolhas que fez (mesmo sendo muito felizes com elas), se culpa por não poder fazer muita coisa, se culpa por não estar lá pra segurar a mão, se culpa até por não ter vontade de arrumar as malas e se mudar pro Brasil. Viver fora do país vai sempre ser esse monte de emoção: orgulho, culpa, não pertencimento, conquista, etc. Eu sempre digo que nenhuma decisão precisa ser pra sempre, e não é mesmo, e que o mesmo avião que traz, leva de volta rs. Falo isso sempre, pra todo mundo que pede meu conselho sobre morar fora. Mas é muito importante estar confiante e confortável com a decisão que toma, porque momentos como esses de dificuldades na família fazem você repensar tudo. 


E passada a crise, voltamos ao trabalho, a primavera, e aos dias cada mais claros, quentes e longos. Sério, essa época do ano eu sou muito feliz, e acabo ficando com muita energia, o que ajuda demais com as metas: 

- ler dois livros por mês: em abril li dois livros, de autoras argentinas, e lindos, lindos, lindos. 

O parque das irmãs magníficas, de Camila Sosa Villas: o livro mais lindo que li esse ano. Eu quis ler devagarinho, porque ele começa lindo e forte, e eu já sabia que era meu tipo de livro. Embora fictício, a história tem sim muito da vida da autora, uma mulher trans sobrevivendo pela vida na província de Córdoba, Argentina. Fala sobre força, sobre feminismo, sobre preconceito, sobre violências, sobre tudo que é tirado de uma mulher trans, sobre toda sorte de abuso que lhes são impostos. Leia, apenas leia. 

Morra, amor, da Ariana Harwicz: esse daí é mais porradão, uma leitura menos linear, mais visceral, e mais uma vez, sobre mulheres. Eu não amei o livro o tempo todo, mas em sua maior parte. 


- Conhecer lugares novos em Zurich: 

Pois vi que eu falei do Cartell em março, mas eu fui nele em 1o de abril hahaha.. em todo caso, ta falado. Fomos também no restaurante do Markthalle, tipo um mercadão de produtores aqui do bairro. O restaurante é lindo, embaixo do Viadukt, uma estrutura de arcos. As comidas são feitas com ingredientes das lojas do mercado, mas o ponto alto mesmo foram os drinks feitos por um barman muito apaixonado pelo rolê. Um melhor que o outro. 

Também fomos finalmente comer o hamburguer do Blacktap, uma rede de NY que tem uma filial aqui em Zurich. Achei o hamburguer bom, mas considerando o tanto de fila que faz no lugar, acho que eu esperava mais rs. E eles tem aquelas taças lambuzadas de milkshake, e eu tenho pavor rs. Mas voltaremos sim, porque hamburguer BOM é algo que não tem aqui, e esse daí se sai bem. 

Terminamos o mês conhecendo o restaurante Alex, do hotel do mesmo nome, que fica em Thalwil, na "grande Zurich" rs. O hotel é 5 estrelas, o restaurante tem uma vista linda sobre o lago (da foto que abre o post) e serviço de wannabe Michelin star (no momento, é só Michelin guide, e tem uma pontuação boa no Gaut Millau). É bom? É. Mas eu achei o cardápio pouco inovador rs. É um restaurante bem caro, até pros padrões já caros da Suíça, e por isso eu gostaria de ter visto coisas mais diferentonas no menu rs. Mas tava tudo uma delícia, pratos bonitos, e valeu a pena. 


Me exercitei mais, bati minha meta de passos por vários dias, e alternei com dias de alimentação muito saudável com dias regados a champagne e queijo. É o ideal? Não. Vou pra França e vou ficar noiando pela alimentação ideal? Também não. Então a beleza ta em encontrar esse equilíbio rs. Encerro o post com essa foto do casal de milhões de centavos completamente ressacado mas fingindo riquena na beira do canal em Zurich num dia BEM lindo. 


* post esquecido nos rascunhos rs, mas antes tarde do que nunca

Março 2022

O tempo está voando, é oficial rs. E nesse momento, isso não é um problema pra mim, já que eu quero mesmo que o tempo voe e tão aguardado verão chegue logo. Março foi um mês que se desenrolou do jeito que eu precisava: depois de tanto tempo falando aqui que to trabalhando igual uma camela, foi um mês em que o trabalho entrou num ritmo bem mais favorável. Tive mais descanso, tempo e vivemos dias lindos de uma primavera cada vez mais próxima. Veja bem, enquanto escrevo esse texto, 2 de abril, está nevando cântaros lá fora. Mas todo ano é assim: a primavera aparece, da um belíssimo teaser do que está por vir, a neve e o inverno voltam para seu BIS antes de irem de vez pra trás das cortinas rs. Estamos vivendo esse momento, e sigo otimista. 


Comecei março indo encontrar uma amiga da faculdade em Davos. Ela mora na Alemanha e estava passando uma semana aqui com amigos. Foi meio uma excentricidade, porque Davos fica a 2h da Zurich e eu fiz bate e volta, mas valeu a pena demais pra colocar o papo em dia, pois não nos víamos desde outubro de 2019. E pra compensar o esforço, ainda fez um dia pra lá de lindo, ensolarado, com neve ótima, perfeito. Esquiamos bastante, conversamos muito e voltei pra casa acabada e dormindo de boca aberta no trem rs. E pra encerrar a temporada de esqui, em meio de março fomos passar um dia em Andermatt, uma estação bem famosa da Suíça, no cantão de Uri. De carro em 1:20h se chega lá, e o resort é IMENSO. Da pra passar muitos dias explorando as várias montanhas, mas fomos num dia de bastante vento e ficamos na montanha mais desafiadora, só de pista vermelha. E assim, encerrei minha temporada com muita superação. Se me contassem que eu terminaria num dia só de pista vermelha eu teria duvidado. 

Dia lindo em Davos

Chegando em Andermatt, pra encerrar a temporada

Mas nem só de esqui vive essa pessoa. Com os dias esquentando e o sol saindo com força, passeei bastante por Zurich, já tive minha primeira tarde de tomar sol na beira do rio, e tivemos um fim de semana delícia no Porto. Aproveitando um dos vouchers que tínhamos com a EasyJet dos problemas pandemicos, escolhemos ir ao Porto porque é um dos poucos destinos saindo de Zurich (EasyJet voa mais de Basel e Genebra), e que, por ser cidade pequena, seria mais fácil de aproveitar em pouco tempo. E realmente, conhecemos Porto praticamente inteira, fomos a vários bares, restaurantes, comemos muito bem, aproveitamos uma festinha em rooftop, e principalmente: reencontrei mais uma amiga. A Ju é uma amiga de infância, nos conhecemos há pelo menos 30 anos, e mora em Portugal. Não nos víamos também desde novembro 2019, então foi delícia demais passar um tempo com ela. Também fui a um ballet, e que saudade que eu estava desse tipo de evento. É tão bom ver a vida voltando ao normal... Aqui ficam umas fotos desses momentos felizes, nevados e ensolarados de março. 






E como vão as metas? 

Bom... nem de todo mal. Se por um lado sigo sem aprender alemão, e não fiz nenhum hike, por outro fiz mais exercícios, li dois livros e conheci vários lugares novos em Zurich. Voila: 

- Ler dois livros por mês: pois li três. 

Elke, Mulher Maravilha, do Chico Felitti. Eu admiro demais o Chico, um jornalista pra lá de sensível, que viralizou com seu texto do Fofão da Augusta. Tudo que ele toca vira poesia. Seu podcast "Além do meme" é engraçado e tocante, seu perfil no instagram é fofo, e o livro da Elke não poderia ser nada além de um fiel e respeitoso retrato dessa mulher maravilha que foi ela. Eu amei o livro, amei conhecer mais da Elke, dessa parte do showbizz que era tão presente na minha infância. 


Marron e Amarelo, do Paulo Scott: mais um livro brasileiro, mais uma paulada. Livraço, que tem o racismo como pano de fundo, e toca em vários temas importantes e atuais. Ao fim do livro me senti conhecedora de uma Porto Alegre que nem sei se existe. É uma narrativa diferente, um texto contínuo, fluído, você vai lendo numa velocidade, é uma coisa... quando vê, acabou e você ta ali com aquele caminhão de sentimentos pra digerir. Bom demais. 


Retratos do passado, do meu pai. Meu pai, aposentado, aos quase 70 anos, resolveu que queria escrever livros. E escreveu. Dois. O Retratos é seu segundo livro, e conta a história da infância que ele viveu, da vida na roça, dos acontecidos com uma pessoa da família. Como eu disse, esse livro é escrito pelo meu pai, e por isso, se por um lado talvez seja um livro que em outras circunstancias eu não amasse, por serem as circunstâncias que são, me deixou emotiva em vários momentos. Eu sei exatamente de onde vem cada história que está lá. Eu sei exatamente o que ele quer escrevendo sua história e deixando livros que vão viver para muito além dele. Eu reconheci muitas pessoas da família em várias passagens. E eu senti muita saudade. 


E sobre os novos lugares em Zurich. 

Urban Fork: a três quadras de casa, oferece brunch BEM americanão. Panquecas, ovos beneditinos, chicken & waffles, mimosas, avocado toast, tudo. Cervejas artesanais também. É bem delicinha, bem aconchegante, e bem lento rs. Tem que ir sem pressa, porque senão passa nervoso. Alias, eles são parentes do Fork & Bottle, um brunch bem famoso aqui em Zurich, na beira do Sihl, e que é igualmente americano e igualmente caótico, só que numa escala bem maior. Preferi o pequeno aqui da vizinhança. 

Nosso pedido no Urban Fork

Nooba: em Europaallee, a área revitalizada próxima a estação central, tem vários restaurantes, bares e afins, e o Nooba é o mais bonito deles. Eu sempre passo na frente, mas ainda não tinha ido. E fui, e digo: é mais bonito que gostoso rs. A cozinha é fusion, e tem uma mistura de pratos indianos, tamil, thai e ramen japones. Eu fui com mais 3 amigas, cada uma pediu uma coisa diferente, e ninguém achou nada demais. Resumindo, só volto pra tomar drinks, porque o ambiente é bonito mesmo rs. 


Cartell: uma taqueria descolada na área mais coxinha da cidade. Tinha tudo pra dar errado, mas não é que é boa? Gostei bastante dos tacos, a michelada estava muuuito boa, e também comi uma quesadilla bem boa. Voltarei!


Eu já desisti de achar que vou voltar a postar entre um mês e outro. Mas pelo menos a função diário ta em dia rs. 

02/12

 Oi gente, meu nome é Gabriela e eu vim aqui contar que em fevereiro eu esculhambei minhas metas. Não li, não comi direito, não estudei nada, não nada. E sabe de uma coisa? Foda-se. 


E com essa intro que eu venho aqui falar de fevereiro. Eu nem sei o que aconteceu, mas a real é que entre trabalho, férias, inverno, dias cinzas, eu simplesmente joguei a toalha e foquei em não endoidar. Sério. Eu gosto muito do meu trabalho, da empresa em que trabalho, e estou feliz. Mas esse começo de ano foi punk. Algumas mudanças deram uma chacoalhada no ambiente, e eu acabei ganhando mais responsabilidade e exposição do que planejado. É bom e estou feliz de, numa nova área, ter chegado tão rapidamente ao nível que eu tinha no Brasil na minha área de formação. Mas é bem natural que isso que tudo isso tenha gerado bastante estresse, e eu me senti completamente esgotada ao fim de cada dia. Para piorar, o pólen chegou com força em Zurique, e desde o dia 10 de fevereiro que eu to completamente entupida, sem conseguir abrir o olho e a base de anti alergico. Isso normalmente acontece comigo em março, mas esse ano chegou mais cedo. E com covid essa situação fica 3x mais desagradável, já que os sintomas da alergia são como de gripe e eu acabei me testando quase que diariamente nessas últimas semanas, por precaução e medo. 


Mas para além de estresse, teve 5 dias de férias na montanha, teve um fim de semana delícia em Freiburg na Alemanha para comemorar aniverśario do bofe, teve hike em uma paisagem incrível. Um pouco desses momentos: 

- Flumserberg: saindo de carro de Zurich, em 1:20h você chega nessa montanha, onde no inverno se esquia e no verão da pra fazer hikes lindos. Eu gosto bastante pra passar o dia na montanha, esquiar e voltar pra dormir em casa. Acaba também saindo um um rolê mais em conta (o esqui pass de um dia sai CHF 67, e não precisa gastar com hospedagem e jantar). Tem área pra iniciantes, pistas mais de boa, pistas mais desafiadoras, e umas pretas das quais não chego perto. De alguns pontos a gente esquia olhando o Walensee, que é um lago maravilhoso de lindo. Até agora só fui até Flumserberg pra esquiar, mas esse verão quero ir fazer uma trilha. 

Pista vermelha de cara pro Walensee

- Lenzerheide: na Suíça tem muitos resorts de esqui bem famosos, como Davos, Gstaad, St. Moritz, Zermatt, etc. Esses lugares são bem legais e icônicos, mas por conta do hype, são ainda mais caros do que os preços já absurdos desse país. Por isso que eu gosto muito de Lenzerheide. É zero hypado, quase não tem turista internacional, é uma área bem suíça raiz rs. Fica no Graubünden, o maior e mais antigo cantão Suíço, e da pra chegar lá de Zurich em menos de 2h. Hospedagem, restaurante, é tudo mais pé no chão e mais em conta. E tem muuuuuita pista em Lenzerheide, que ainda é conectada com Arosa. O ski pass da acesso as duas regiões, mas nunca nem chegamos a ir pra Arosa, e isso porque nos dias que passamos lá esquiamos mais de 100km. Fomos ano passado, fomos esse ano, e voltaremos. Ou seja, recomendo demais pra quem quiser fazer férias de esqui na Suíça. 



- Freiburg im Breisgau, Alemanha: passamos um fim de semana para comemorar o aniversário de Mati, e fiquei me perguntando porque demoramos tanto para conhecer. Freibrug é a cidade mais ensolarada da Alemanha, fica a menos de 2h de Zurich, é agitada, com muita vida cultural e gastronômica. A cidade é a entrada da Floresta Negra, dos contos dos Irmãos Grimm (e daquele bolo rs), mas fica também bem perto da fronteira com a França, mais precisamente da região de Alsace, então tem também bons vinhos e gastronomia. Chegamos lá na sexta de noite em tempo de correr pra um jantar, e curtir um bar de vinho. Passamos nosso sábado passeando pela cidade antiga, sentando pra tomar sol, fazendo algumas compras, e finalizamos o dia com um belíssimo jantar de 6 courses num restaurante bem legal. No domingo andamos mais um pouco pela cidade, subimos uma motanha urbana que tem lá pra ter uma vista mais ampla, antes de seguir pra casa.



Mas pra não dizer que não fiz nada de nada em termos de meta, teve duas que eu consegui cumprir rs. Vamos lá: 

"fazer 12 hikes": fizemos então o primeiro hike do ano. A idéia era dar a volta no Wägitalersee, um lago pequeno no cantão de Schwyz, coisa de meia hora de Zurich com o carro. Fomos num dia muito ensolarado, e apesar do frio, tava gostoso de tirar o casaco. Um dos lados do lago estava completamente na sombra rs.. e por isso acabamos indo até uma de suas pontas e voltamos, num total de 11 km de caminhada fácil. Foi muito gostoso! 

Quando saímos do sol e entramos na parte de floresta

E fim de hike

"conhecer um lugar por mês em Zurich": quando achei que essa meta também ficaria descumprida em fevereiro, quase no último dia do mês acabei indo encontrar amigas para jantar no Miki, um bar de rámen. Fica em Lochergut, uma área da cidade que eu gosto muito: zero turista, mais descolada, muitos bares, muitos restaurantes pequenos, e bastante comércio de imigrante. O rámen em si não foi o melhor que já comi, mas tava gostoso sim. Valeu a visita!


Vale lembrar que as metas não cumpridas foram: voltar a estudar alemão, ler dois livros por mês e rotina saudável rs. Mas ok, vida que segue. E esse post foi escrito no começo do mês, e sabe-se lá porque, esqueci de publicar. Antes tarde do que nunca, né?

Seria janeiro o novo agosto?

Temos ai um novo mês mais longo do ano rs? Pode ser que sim. Janeiro teve uns 60 dias dentro deles. E isso porque os primeiros 10 eu passei de férias rs. Comecei o ano no Brasil, tomando sol, curtindo a casa e o colo da mãe, sendo filha, sendo mimada, e foi ó.. M A R A V I L H O S O. Morri de saudade de casa, do marido, do cachorro... mas foi bom demais aproveitar meus pais, não ter que me preocupar com nada, ser meio folgada. Foi um gás de energia que eu nem sonhei em que me daria. Foram férias bem atípicas, porque não fiz um passeio, não vi uma coisa diferente, não fiz nada. Fiquei na casa dos meus pais, saí de lá pra ir pra casa dos meus avós, voltei pra casa dos meus país, fui pro aeroporto. De vez em quando é muito bom simplesmente desintonizar do mundo, das coisas que te deixam alerta, do mundo e seu excessos de informação. E eu voltei renovada, bronzeada, cheia de vitamina D, de afeto, e feliz. Recomendo.


Dia 4 pousei na gelada Suíça, ao mesmo tempo que Matinho rs. Coordenados que somos, chegamos em casa com meia hora de diferença. E das outras coisas boas que arrumei pra mim nesse começo de ano: voltar do Brasil e continuar mais uma semana de férias em casa. Organizei a vida, entrei no fuso, curti a cidade, fui esquiar, fui em médico, e quando voltei ao trabalho estava realmente pronta pra encarar o novo ano. E daí pra frente foi tiro, porrada e bomba rs. O trabalho andou exigindo demais de mim, da minha paciência, e da minha cútis. Acabou que demorei a entrar num ritmo de comida, de exercício, de leitura, de tudo. Some-se à vida dura do proletario o tempo tenebroso que é janeiro por aqui. Frio do caramba, escuridão, dias cinzas... energia andou baixa. Mas ok. 


Em termos de metas, vejamos: 

- "ler ao menos dois livros por mês": Li dois mto bons. "O Lugar", um livro auto biográfico da Annie Ernaux. Foi muito impactante ler esse livro, sobre a relação dela com o pai, no meu voo de volta do Brasil. Me impactou, mexeu, chorei, e o livro ficou reverberando em mim por uns dias.  Também li "A Pediatra", um livro de ficção da Andrea del Fuego, e sério.. leiam hahaha. É uma história bem doida, uma protagonista tão má, tão vilã, que é caricada, a leityra vai que vai porque você vai sugada pras maluquices. 


- "continuar na rotina saudável": esse mês foi aquela coisa, um pouco de droga, um pouco de salada rs. Não tive constância, nem consistência, e na boa... nem ligo. Acho que o importante é focar no equilíbrio, e se contentar com a não perfeição, desde que o resultado seja positivo. E foi. 


- "voltar a estudar alemão": o ano nem começou direito e eu já estou me perguntando que diabo de resolução é essa rs... 


- "fazer 12 hikes": conforme esperado, não fizemos nenhum hike no meio do frio e da neve que nos acompanha. 


- "conhecer um lugar por mês em Zurich": Essa foi a tal da meta que eu bati com força rs. Fui em alguns restaurantes que não conhecia aqui, alguns nos bairros de sempre, mas outros em áreas da cidade que visito pouco. Entre bares, cafés e restaurantes, foram 7 lugares novos. UAU! 

Osso: esse bar e restaurante abriu faz uns 9 meses e fica a 50m de casa, sempre comentávamos de ir, nunca tínhamos ido, e em janeiro acabamos indo duas vezes rs. O ambiente é bem legal, o cardápio é enchuto, sazonal, de execução bem boa, mas o que gostei mesmo foi do bar.. vinho bom com preço camarada pros padrões suíços. 

The Caribbean Restaurant: um restaurante caribenho, claro rs. Pratos generosos, de cozinha creolle, que tem semelhanças com a brasileira. Tudo delícia. Servem até caipirinha rs. O ambiente é aquela coisa... uma zona sensorial, Luis Miguel na tv, e nada sofisticado. Mas na boa? Não va lá pra isso. Va pra comer bem. 

Stubä: barzinho descolado que vira baladinha lá pras tantas da noite. Dj legal, mas fomos, intencionalmente num dia que estava vazio de tudo. Moral da história: pista pra mim, minhas amigas, e outros 3 caras avulsos, sem zoeira. Pista pra de dança pra 6 pessoas em tempos pandemicos: 10/10. 

Kafi Freud: cafézinho hipster, estilozinho, no Kreis 6. Comida delícia, serviço meio caótico, café DELÍCIA. Lugar perfeito pra tomar um sol da tarde. 

Bohemia: um restaurante que muuuita gente já me falou sobre o brunch ser bom demais. Tomara que seja, porque fui jantar e achei bem meia boca rs. 

Pur Pur: mais um bar vazio em que me meti. Mas esse achei DJ chato, ambiente cafona, drinks caros, e eu heim... 

Collective Bakery: Café bem gostoso - barista inclusive é mega premiado. Pastries muito bons também! Vale a visita. 


Além das metas desse ano, eu não esqueci de alguns objetivos do ano passado. Principalmente, nossa meta de conhecer todos os cantões da Suíça. Com ela em mente, fomos ao Klöntalersee, em Glarus. Um lugar liiiindo, um lago congelado, rodeado de montanhas. Aproveitamos pra passear pela cidade de Glarus (spoiler: não tem nada) rs. Mas ta aí, menos um cantão. 


E no quesito passeio, além de Glarus, fomos também passar um fim de semana em Davos, uma das famosas vilas alpinas. Davos fica no Graubünden, o maior cantão suíço, e onde já estivemos muitas outras vezes. Mas ainda não conhecíamos Davos, e fomos lá esquiar uns dias. Todo mundo conhece Davos pelo Fórum Economico Mundial, pela atmosfera de poder e dinheiro que ronda o local. Verdade seja dita, não ta nem no top 30 de belas vilas alpinas rs. Davos não é bonita. Massss, veja bem, MASSSS.. é uma delícia pra esquiar. Tem muita pista, pista grande, muitos bares de montanha, agito.. sério.. virou um dos meus lugares favoritos. Voltarei. 


E ficam aqui mais umas imagens de dias lindos de janeiro. 





O que eu quero pra 2022?

Mais um ano, mais uma lista de resoluções. Encerrei 2021 de forma bem positiva, tendo cumprido quase todas as metas que me propus. Isso dá um bom gás pra começar um ano novo, mas como eu disse no post anterior, eu preciso focar em algumas poucas e certeiras metas. Ficar criando listas extensas é uma armadilha: no início de janeiro parece tudo lindo, fácil e motivante, mas ao longo do ano, é só mais uma forma da gente se sentir vagal, pouco comprometido e tal. Então prefiro focar aqui em algumas poucas coisas. E voilà.


Em 2022 eu quero... 

- ler ao menos dois livros por mês: manter o hábito da leitura, no ritmo que li em 2021

- continuar minha busca por uma rotina saudável, com alimentação balanceada, exercício, e pouca neura: cuidar do lado de dentro, do lado de fora, ser constante. E nessa, eu resolvi ser bem ousada: quero, em todos os dias úteis (de segunda a sexta) tirar pelo menos cinco minutos para cuidar de mim. Seja 5 minutos de exercício, de ioga, de meditação, de respiração. Claro que se puder ser mais, ainda mais em se falando de exercício, seria ótimo. Mas o ponto é: todos os dias, pelo menos 5 minutos. Valendo. 

- voltar a estudar alemão: no verão de 2021 larguei as aulas. Agora quero voltar, quem sabe tirar um certificado? Sem grandes pressões... voltando a estudar já está de bom tamanho 

- fazer 12 hikes: a princípio a idéia era um hike por mês, mas considerando o foco em não me auto sabotar, eu sei que não vai rolar fazer hike no inverno, então vamos botar a média anual como meta

- conhecer um lugar novo por mês em Zurich: alguns anos atrás fiz essa meta com Berna e foi muito legal. Hoje moro num bairro que tem muita coisa, é central, e acabo ficando muito por aqui. Voltemos a explorar! 

Por fim, deixo aqui uma foto minha prestes a descer uma pista vermelha... Em 2017 eu tracei uma meta de terminar a temporada descendo pista vermelha. Na época não rolou rs... Mas 2 anos depois, lá estava eu descendo pista vermelha abaixo. E acho que é importante me lembrar que a gente faz o que dá, o importante é seguir na jornada. 



E comecemos 2022!

12/12: e o que você fez? Eu fiz o que deu!

E é assim que a gente vai ficando velho... sem nem me dar conta direito, mais um ano se passou. Não precisa dizer muito que, no contexto global, 2021 foi um ano horroroso. Mas se eu resolver focar no meu umbigo, 2021 foi um ano bem bom. Eu e minha família passamos ilesos de covid, todos com saúde. Concluí a mudança de carreira com a qual venho sonhando há pelo menos 6 anos. Consegui uma posição permanente na empresa em que eu gosto de trabalhar, depois de três anos de dedicação. Voltamos a fazer algumas viagens, e pude até nadar no mar. Consolidamos amizades, e nossa vida em Zurich. Entre dias bons, dias ruins, momentos incríveis e choros inevitáveis, me senti feliz. Principalmente: eu realmente entendo, aceito e me sinto cada vez mais confortável com a idéia de que a vida não é, e não será perfeita. Que a felicidade plena reside justamente em reconhecer e aproveitar os bons momentos e passar pelas merdas da vida sem perder a esperança, sabendo que não há mal que dure para sempre. 

Do ponto de vista mais prático, me sinto vencedora com relação às minhas metas - e eis aí mais uma coisa que aprendi nesses 35 anos bem vivids rs: ser realista, justa e generosa comigo mesma. Ficar fazendo lista de 30 resoluções é receita certa pra decepção e auto depreciação. Em 2021 me propus a cumprir 5 metas, algumas mais focadas em mudança de hábitos, e outras mais pragmáticas: 

"cuidar mais do meu corpo e da minha saúde: em 2021 quero perder os kilos encontrados em 2020, quero me exercitar ao menos três vezes por semana, e quero me alimentar de forma saudável de segunda a sexta.":  adotei uma dieta mais saudável e balanceada, fiz exercício com certa frequência, e esse combo, além de me dar uma sensação de bem estar, me fez perder sim uns quilos. Posso considerar essa meta 100% cumprida.

"ler um livro por mês: eu leio muito em férias, e quase nada no resto do ano. Mas é isso, em 2021 eu quero ler um livro por mês (e não é média, mas acumulativo).": mais uma meta 100% cumprida. Em todos os meses do ano eu li pelo menos um livro, mas cumulativamente, eu dobrei a meta rs. Terminei 25 livros em 2021, e deixei 3 não terminados pelo caminho. A minha idéia era retomar o hábito de ler mais romance e menos noticiário rs, e me deixa muito satisfeita ver que incorporei mais leitura no meu dia a dia. 
E para não deixar de fora, aqui vão os dois livros lidos em Dezembro: 
- Vulgo, Grace, da Margaret Atwood: a autora é bem conhecida pelo Handmaid's Tale, e esse livro é mais uma excelente obra. Conta a história de Grace Marks, uma assassina do século 19 no Canadá. Eu não conhecia a história, então a leitura ficou ainda mais interessante. É baseado em fatos verídicos, mas devidamente romanceado pra ficar ainda mais envolvente. 
- A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, da Martha Batalha: mais um delicioso romance brasileiro. Alias, fiquei bem satisfeita com o tanto de autores brasileiros que li esse ano. A história se passa num Rio de Janeiro lá pros anos 50, e é muito gostosa de ler. Impossível não identificar nossas avós, tias e mães nessa história de mulheres maravilhosas. 

"conhecer os cinco cantões que ainda não conheço na Suíça: Nidwalden, Glarus, Appenzel Aussernhoden, Appenzel Innerhoden e Thurgau": Pois foi a meta não cumprida do ano rs. Mas conhecemos Thurgau e Appenzel Inner. Ficam aí 3 cantões para 2022. 

"ser menos procastinadora: não deixar nenhum email sem resposta de um dia para o outro. Isso aqui é um problema específico das coisas que eu não quero fazer. E eu HEI de ser maior que a minha preguiça.": Até que fui maior que minha preguiça sim. Acho que saio de 2021 bem menos procrastinadora. E pro que sobrou de procrastinação em mim, não acho que tenha (e nem que precise ter) solução. Ta tudo bem deixar pra amanhã alguma das coisas que poderíamos fazer hoje né? O importante é não deixar tudo hahaha e esse balanço acho que encontrei. 

"fazer uma girls trip: em quase todos os últimos anos, rolou alguma viagem bacana com amigas. Já teve os carnavais da vida, já teve Cartagena, Paris, Amsterdam. Em 2020, o mais próximo que cheguei de uma girls trip foi passar um dia em Lugano com uma amiga querida rs. Em 2021, nem que seja num chalé aqui em Zurichberg, eu quero passar uns dias só mulherada.": Mais uma meta devidamente dobrada. Fiz duas girl trips, com a mesma turma. Comentei aqui de amizades consolidadas, né? Hoje sinto que tenho alguns poucos grupos de bons amigos na Suíça, e entre eles, uma turma ponta firma de amigas queridas, e com elas fui à praia, e fui ao frio. Passamos 5 dias em Mallorca no verão, e um fim de semana prolongado em Copenhagen. Dias de muita risada, presepada, histórias engraçadas e a sensação de que a gente segue muito jovem na vida. 

Não tenho do que reclamar, né? Metas cumpridas, dobradas e no geral, uma sensação de que Yes, I Can :) Ou seja, 2021 foi mesmo um ano bom pra mim. E eu quero mesmo é que 2022 seja bom não só pra mim, mas pro mundo. 

Encerro com alguns highlights do ano, e desejando a todo mundo um 2022 M A R A V I L H O S O! 






Follow @ Instagram

Back to Top