Redneck's heart

Quem me conhece sabe que a minha vida se divide em AW/DW: antes do Wisconsin, e depois do Wisconsin.


Essa mudança toda não se deve a esse pedaço vermelho no mapa em si, mas às pessoas que eu conheci lá, aos interesses que eu passei a ter, à forma de ver o mundo e as pessoas, enfim, à pessoa que eu me tornei lá. Até então, eu sabia que eu gostava de viajar, mas nunca tinha viajado muito propriamente dito, haha. Acho que eu viajava mais na maionese do que pelo mundo. Eu tinha saído há pouco tempo de Pariquera, e ainda era crua aqui em São Paulo... ainda não tinha conhecido as pessoas que de fato eram diferentes de mim, pensavam diferente, tinham sido criadas de outra forma.E cheguei no Wisconsin e conheci aquela gente toda. Americanos, eslovacos, peruanos, poloneses, ucranianos, jamaicanos, russos, chilenos, lituanos, etc... Eu fiz amigos do CAZAQUISTÃO. Além da adaptação à uma (não) cultura diferente e todo o processo de ficar sozinha pelo mundo.

E não interessa se esse crescimento todo poderia ter sido em qualquer outro lugar: na Flórida, na California, em Pequim, Roma ou no próprio Cazaquistão. Foi no Wisconsin. E é por isso que eu amo aquele lugar.

Desde que voltei, todo americano que eu encontro e conto que morei no WI me olha com cara de "WTF?!".  Eu sempre tento explicar, mas mal começo e já desanimo, porque nunca faz total sentido.

Mas toda vez que eu lembro dele, dos lagos, das maçãs, da minha casa, meus amigos, meu carro, os parques, baladas e histórias (felizes ou não), ainda que 6 anos depois, me da uma nostalgia, e aí eu penso: Wisconsin, ninguém precisa entender, mas eu quero que você, com tudo o que tem dentro, fique pra sempre no meu coração.

*Escrito ouvindo: Tame Impala

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