...try and take over the world!!

Eu sou da teoria que a evolução de Darwin se aplica às amizades: apenas as fortes sobrevivem. Seguindo essa linha, eu acabei me afastando de muita gente e ficando cada vez mais devota das minhas amigas de verdade. 
E foi assim que ela, que sempre foi minha amiga até debaixo d´água, desde os 5, 6 anos de idade, virou a minha companheira número um. Aquela que você divide tudo, que ta sempre pronta, que pode passar o dia dando uma conversadinha, que o assunto nunca acaba. E quando acaba, não tem cerimônia, não tem tchau...só tem um tempo até ele aparecer de novo, nunca tem despedida. 
A gente passava hoooras olhando uma pra cara da outra e dando risada das coisas mais bestas, inventando palavras, e filosofando sobre o nada, ou planejando nos mínimos detalhes como dominaríamos o mundo. 

Sim...nós sempre tivemos PLANOS, no maior estilo Cebolinha de infalibilidade. Cada final de semana era um capítulo novo do livro, aquele que a gente vem batalhando faz 10 anos, e que nunca saiu do papel porque todas as histórias seriam impublicáveis. Ela me consolou quando eu chorei porque o vestido da primeira comunhão era feio, e eu a defendi com unhas e dentes quando falaram que ela não tinha pai. Ela estava xeretando ali do lado quando eu dei o meu primeiro beijo. Eu estava esperando com brigadeiro quando ela levou o primeiro pé na bunda. Estávamos abraçadinhas no primeiro porre..e em todos os outros que vieram depois. E foi assim que em mais de 20 anos nunca estivemos longe. Fomos fazer intercâmbio na mesma época, e vivíamos as duas as novidades de ser estrangeira, cada um no seu canto. Ela escolheu Europa, eu escolhi os EUA. Ela era muito low profile, e eu era muito junkie food. A gente era tão, mas tããããão besta, que fizemos uma sessão de fotos na rua com folhas velhas intitulada "Outono em Nova York". 


E agora pra ela é outono, ela foi pra Nova York. Pela primeira vez estamos definitivamente uma em cada canto do mundo. E eu não parei pra pensar que domingo que vem nós não vamos almoçar no Pé, e nem jantar caldinho do Genésio. E eu não vou dormir no sofá dela com máscara da AirFrance. Alias, ela nem me deixou nenhuma máscara da AirFrance de lembrança. Nós também não vamos sentar na Benedito e ficar rindo das mesmas coisas sem falar nada. E, provavelmente, vai demorar muito até que a gente consiga se juntar numa balada bem lama. 

Mas eu estou tão feliz por ela, que eu não consegui pensar nisso ainda. Nós começamos o ano pedindo sucesso, e não tem como não pensar nela agora e não ver isso: S U C E S S O! A alegria dela é minha, a realização dela é minha, e eu sei que tudo vai continuar igual. Nós continuaremos fazendo PLANOS, nós continuaremos sendo idiotas, e o nosso livro vai continuar ganhando capítulos impublicáveis. A grande diferença é que dessa vez nós realmente começamos a dominar o mundo. 


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