Amsterdam (e a vontade de férias)

To com saudade de férias... MUITA saudade! Vai chegando dezembro, e tudo que eu queria era ter 15 anos de novo e passar a vida no mais delicioso dolce far niente.
Pra matar essa saudade (já que férias mesmo, acho que só em junho), vou fazer aqui uma série de posts sobre algumas viagens que fiz. Mais uma vez, importante lembrar que não sou uma viajante profissional e não tenho pretensão de ser uma blogueira de viagens, até mesmo porque acho que não tenho repertório pra isso. Mas escrevo esse blog como um arquivo de memórias, e as viagens são doces memórias que amo reviver. Além disso, eu me diverti pencas lembrando da minha viagem pra Polônia (e ainda serve pra responder aquela pergunta que sempre fazem "como foi a viagem?" e que você não sabe nem por onde começar a falar). Voilà.
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Amsterdam foi a porta por onde entrei na Europa a primeira vez (e curiosamente, na segunda também). A primeira vez que fui, fiquei na casa de um amigo, que estava me esperando no aeroporto. A Europa sempre foi um sonho pra mim, e ir vendo a cidade no nosso caminho até o centro me deu muita vontade de chorar de alegria feat. emoção. Como não era um amigo super próximo, segurei a onda. Chegamos em casa, mal deixei as malas e ele já tava pronto pra gente ganhar a rua. Eu estava tão mais empolgada do que cansada, que nem me liguei que não tinha tomado nem banho depois de 14h de trânsito. Eu fui, e essa foi a primeira foto que tirei:
Não tem como não se apaixonar muito por Amsterdam. É uma cidade em sépia, gente, hahaha... Apesar de venderem muito como a cidade da porralouquice, eu acho uma cidade extremamente romântica. Meu amigo andou muito comigo, me mostrou vários pontos turísticos, como a casa da Anne Frank, o Red Light District, a pequena Chinatown que tem por ali, a Centraal Station (que eu acho divina de linda), o colossal estacionamento de bicicletas, alguns coffee Shops, a Dam Plein, o Iamsterdam. Me levou pra comer comida local, me joguei nas bitterballs e fui a loucura com o stroopwafel. Também me deu algumas dicas de turismo avançado em Amsterdam, tal como fazer check in e check out com o bilhete no transporte público, para pagar somente o preço equivalente ao trecho percorrido e não o preço cheio. Fomos em baladas, e eu passei dias incríveis por lá. Como ainda estava engatinhando nessa vida de viagens e achava que nunca mais voltaria lá, me ative, em 95% do tempo, em programas para turistas facilmente encontrados em qualquer guia. Nos outros 5% do tempo, ele me levou pra um programa incrível: fomos a Zaanse Schans, em Zaandam.
Zaandam é uma cidadezinha coisa de 20 minutos de Amsterdam. Tem inclusive um ônibus que saí da Centraal Station (91 de acordo com o Google). Nela tem Zaanse Schans, que é um museu a céu aberto, coisa mais linda. Um campo com inúmeros moinhos, fábrica de queijos, fábrica de tamancos, fazendinha pra crianças, aluguel de bicicletas, e eu nem sei explicar a lindeza que é olhar aquilo.

Passei horas incríveis no maior sossego. Era um domingo de sol em janeiro, não estava muito frio e não estava cheio. Tinha muitos holandeses com os filhos, e me pareceu um programa bem fora da rota turística. Alias, para ver moinho, vale muito mais a pena do que aquele que tem no meio da cidade. Voltamos para a cidade, meu amigo foi pros afazeres dele, eu fui fazer um boat tour e olha... só recomendo se estiver chovendo, ou caso tenha (muito) pouco tempo na cidade, tipo algumas horas de conexão. A cidade é pequena, e da pra cobrir todos os pontos que o tour mostra a pé, podendo tirar fotos mais belas, no seu tempo, sabe? Eu fiquei encantada com o aspecto "casa de boneca" das construções por lá, mas mais encantada ainda eu fiquei com as casas-barco. Durante o boat tour, passei por um casal mais velho tomando café da manhã num barquinho, e eu decidi que era missão de vida morar numa casa daquelas.
Pois bem... em 2012 eu voltei para Amsterdam (pra quem achava que nunca mais voltaria, voltei bem rápido), e morei numa casa barco por 3 maravilhosos dias.

Sabe aquela varandinha ali no canto direito?

Pois é. Em 2012 fiz uma viagem, que até agora considero a melhor viagem da vida (intercâmbio é intercâmbio, não é viagem, rs), acompanhada de grandes amigas. Depois de ficar muito passada com o preço dos hotéis (que eram muito caros e com avaliações que iam de bedbugs até ratos) e dos hostels, lembrei que era hora de realizar aquele sonho. Recomendo fortemente. Nossa casinha ficava num dos principais canais no Jordaam, o Prinsengracht. O Jordaam é um bairro mega charmoso, cheio dos cafés, restaurantes e holandeses. Sério.. é até sofrido, porque você quer ficar em casa vendo a vida passar pela janelinha, mas quer sair porque né.. está em Amsterdam. Outra parte interessante da experiência foi provar um pouco da falta de privacidade das casas holandesas. Eles vivem com as cortinas abertas, acho incrível que você anda pela calçada e vê a família inteira jantando na moral, com as cortinas abertas, hahaha... Na nossa casa tinha umas janelinhas no nível da rua, e obviamente umas criaturas enfiaram a cara lá, né. Eu tenho um pouco de irritação com lugar apinhado de turista, e o Jordaam é um bairro um pouco mais sossegado.
Ruas do Jordaam
Por ali fomos no restaurante com a melhor torta de maçã que eu já comi. A dica é quentíssima, anote: Winkel 43. O restaurante é puro charme, a comida é muito gostosa (comi uma carne bem delícia) e essa torta... é o sonho em forma de torta. O restaurante fica na pracinha do Noordermarkt onde, às segundas tem um mercado muito legal, com muita roupa, quinquilharias interessantes, discos, tecidos, coisa de babar. Aos sábados na mesma praça tem um farmers market bem animado também.

Fomos ao Van Gogh (missão que eu havia falhado miseravelmente um ano antes). Era segunda de tarde, e não tinha fila. Achei impressionante tanto o acervo quanto a beleza do museu, que fica na Museumplein, praça com os grandes museus de Amsterdam. É lá também que fica o letreiro Iamsterdam e tiramos todas as fotos necessárias para que não confiscassem nossa carteirinha de turista. Depois sentamos na pracinha e eu comi Stroopwafel feito na hora, quentinho, e quase chorei de emoção. Ali do ladinho tem o Vondelpark, o parque mais famoso e gigantesco da cidade. Lá é bem lindo, e tem uma mistura bacana de turista e holandeses fazendo picnic.
Indo pra outra ponta da cidade, à esquerda da Centraal Station, fomos na Openbare Biblioteek Amsterdam - OBA, a maravilhosa biblioteca pública de Amsterdam. Na minha primeira ida li a respeito do observatório no 6º andar, e gostei muito quando fui. Já que estava lá, vamos repetir, né? A biblioteca tem 5 andares de muito entretenimento, com livros, áreas de estudo, brinquedoteca para os pequenos etc. No último andar, tem um restaurante com comidas mais em conta (Amsterdam é bem carinha) e um terraço com uma bela vista:

Nesse pedaço tem esse restaurante oriental flutuante, que não sei dizer se é bom mas é bonito, vai, e também o Nemo, que é um museu científico. Tem ainda o museu do mar que é em forma de barco, que também não fui mas to mencionando para quem se interessar se programar pra visitar tudo de uma vez. Esse museu do mar deve ser interessante, se pensar que a Holanda briga com o mar desde que o mundo é mundo. Taí, acho que preciso ir lá ver com meus olhos.   
Fomos a diversos coffeeshops e cafés (o café é bar, coffeeshop são aqueles, que não vendem bebida), andamos muito, vimos várias lojinhas de mimos e todos os dias voltávamos felizes pra casa, pra ver os nossos patos de estimação no canal. Sério, apareceu até um cisne na nossa varandinha... Estar num lugar desses com duas melhores amigas é uma coisa inexplicável. Como eu disse, é a cidade da porralouquice, então a gente tomou umas (muitas) biritas, dançou pros barquinhos que passavam na nossa varanda (como eu passei um ano antes) e várias dessas merdas que amigas fazem quando se reúnem. Foi ainda mais especial porque uma das minhas amigas tinha se mudado 6 meses antes para Berlim, e foi nossa primeira reunião. Imagine o grau da idiotice das garotas né?

Amsterdam só me traz memórias incríveis, e por ser o primeiro lugar, foi o início de duas belas jornadas. Não tem como não morrer de amores. Quanto mais eu olho essas fotos, mais eu escuto a música (sim, porque sempre tem um músico na rua tocando algo que faz você se sentir num filme com trilha sonora e tudo), e me sinto romântica. É isso, Amsterdam traz uma sensação de estar apaixonada sem estar, de que você está vivendo um filme europeu da melhor espécie. Já passou da hora de voltar.

4 comentários:

  1. Que post gostoso de se ler. Eu sonhei que estava em Amsterdam andando pelas ruas e comprando um livro usado e depois disso fiquei com esse desejo na cabeça. Estive lá em 2012 também, mas só no aeroporto e não conta, né? Quero muito visitar algum dia e vou me lembrar de voltar aqui e pegar essas dicas.
    Beijo

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    1. Sem dúvidas é uma ideia pra tirar da cabeça e por em prática. A chance de você comprar um livro usado pelas ruas lá é altíssima ;)

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  2. mto bom,gostei de mais,moro aqui na Holanda,45 minutos de Amsterdam!!

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    1. Que legal! É uma das minhas cidades favoritas, e eu queria muito ter conseguido mudar praí, mas não foi dessa vez haha. Obrigada pela visita!

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