Em 2015 eu...

- amanheci no Rio de Janeiro
- quis sair do meu trabalho
- vi a endometriose voltar
- passei meu primeiro carnaval em São Paulo
- comecei a cozinhar 
- voltei à Buenos Aires
- resolvi parar de alisar o cabelo
- levei meus amores à Pariquera pela primeira vez
- fui à Cuba, na viagem mais intensa da vida
- comecei a fazer terapia
- comprei meu primeiro carro
- fui, mais uma vez, vítima da violência paulistana
- pratiquei o desapego
- fiz a terceira - e maior - tatuagem
- mudei de casa
- fui morar com Mati
- me senti feliz em ser madrasta
- retornei ao Mexico
- e conheci o Chile
- me senti reconhecida
- comecei a devolver, aos poucos, o que meus pais fizeram por mim
- comemorei 90 anos da minha avó
- e morri de saudade do Zeca

Estou aqui, sentada aguardando meu voo pra California. É uma viagem muito importante, na qual irei conhecer pessoalmente os pais de Mati, entender exatamente de onde ele veio, e o que o faz tão especial. Vamos também fazer uma road trip, uma das minhas viagens dos sonhos. É o fim emblemático de um ano que não foi fácil, mas foi incrível por todos os seus altos e baixos. Me trouxe muito auto conhecimento, me trouxe ensinamentos, me fez mais paciente, mais compreensiva, mais humana. Saio de 2015 uma pessoa melhor, e desejando que 2016 me faça ir além. 
Feliz Ano Novo!

Xmas feelings

O espírito natalino as vezes me pega muito, as vezes só um pouco. Esse ano ele me agarrou, chamou de meu bem e jurou amor eterno. Montei árvore, comprei presentes como nunca antes na história desse país, mandei cartões pelo correio, fiz visitas, confraternizações, e até me emocionei com o coral do shopping. How cafona is that?

Minha mãe sempre montou árvore de Natal em casa, e eu adorava ajudar ela, adorava ver a árvore com suas luzinhas no canto da sala. Então, esse ano resolvi que iríamos ter nossa árvore. Depois de uma leve discussão com o gringo que sabe de nada e queria um pinheiro natural no Brasil em dezembro, optamos por ter nosso arbusto de Natal
Não ficou lindo nosso buchinho natalino?
No meio da porrada de viagens que eu fiz, os presentes estavam ficando pra escanteio. Cheguei ao cúmulo de comprar o presente de um amigo secreto 2h antes da entrega. Mas nesse final de semana eu tirei o atraso, e comprei presente pros sogros, cunhada, mãe, vó, comadres, amigo livro e todos mais que se possa imaginar.

Também, é verdade, comprei uns presentes pra mim e acabei burlando o meu desafio das compras. Não to orgulhosa, não to achando bonito, mas também não vou mentir. Lá na minha lista original tinha roupa de ano novo. E sim, roupa de ano novo quer dizer a coisa toda, parte debaixo, parte de cima, e tal. Mas eu comprei a bendita roupa. E aí eu fui comprar um presentinho na C&A mais próxima e me deparei com duas coisinhas lá, lindíssimas, bem acabadas, cara de roupas ricas, e eu naquele espirito natalino, sabe... Comprei. Errei feio, errei rude. Mas ok, vida que segue - e pra quem se interessar, dê um pulo na C&A, rs... ta cheia de coisa bonita.

Teve almoço do Natal com o pessoal do trabalho, happy hour com os amigos da vida, jantar com as amigas de infância, drinks com as amigas da faculdade, e teve o melhor jantar de todos: chegar de viagem a trabalho, e jantar no aeroporto com Mati que estava seguindo pra California. Estar sentada ali segurando a mão dele, vendo as chegadas e partidas do aeroporto, me fez entender porque o Natal ficou tão importante pra mim: porque eu formei minha família. E Natal é sobre isso, o amor da família da gente. Seja aquela em que nascemos, seja a família  que formamos, seja a que escolhemos.

Que vocês tenham um Feliz Natal <3

Pelo Brasil

Quem me acompanha pelo instagram (@gabtrentini, segue lá!) viu que andei rodando bem por esse Brasilzão. Infelizmente, aproveitei muito pouco, vi mais paisagens pela janela do quarto e do carro. Mas ainda assim, foram semanas intensas que me renderam boas lembranças e belas imagens.
Vamos viajar nesse busão?
Rio Grande do Sul
Eu morro de vontade de desbravar o Sul. Tenho vontade de conhecer Porto Alegre, de passear pelas vinículas da Serra Gaúcha, ver os canions dos aparados da serra. O Sul tem uma cultura muito rica e própria, muita tradição e eu acho lindo! Eu estive por lá do dia 1 ao dia 5 de dezembro. Ficamos hospedados num hotel em Caxias do Sul, fora da cidade. Passamos os dias no hotel em reunião, e saímos de noite pra jantar na cidade. QUANTA FARTURA! Muito frango com polenta, muito brodo, massa, churrasco, sério... Orgia gastronômica.

Em nosso último dia, trabalhamos até o meio dia e depois do almoço seguimos pra Bento Gonçalves para uma visita à vínicula Aurora. A vinícula fica na cidade, então não matei minha vontade de ver lindas parreiras, rs, mas o tour guiado é interessantíssimo. Explica todo o processo de fazer o vinho, mostra diferenças sobre as uvas, bem informativo, legal mesmo. Também fizemos uma degustação rápida, mas o povo da minha empresa é meio amador e, quando vi, só eu já tinha ido pra quarta taça, rs. Achei por bem parar. 
Barris de carvalho onde o vinho "descansa"
De Bento seguimos para Gramado. A cidade é toda alemã, né. A arquitetura dos prédios, aquele telhadinho e faixas de madeira tão característicos. Bem bonito! Além disso, está toda decorada pra Natal, coisa mais linda. A avenida principal tem as lojas e está toda enfeitada. Tem também o teatro do Festival de Cinema, e tudo no clima natalino. PORÉM.. tenho uma sugestão a fazer: seu Prefeito, ano que vem, vê se interdita a rua principal pra carros. A cidade fica toda linda, uma árvore mais bonita que a outra, todas as fachadas iluminadas, parece um sonho, mas a rua fica toda cagada de trânsito. Aí você vai tirar uma foto e fuén.. tem um (ou dez) carros lá, enfeiando a fotografia. Sério.. eu não consegui tirar uma foto da árvore de natal linda lá, sem um bendito de um carro :(
A única foto meio sem carros, e depois de muita espera
Do centrinho fomos tomar um café colonial. Alguém já tomou? Minha gente... é basicamente uma avalanche de comidas, salgadinhos, pãezinhos, franguinho com polentinha, chocolate quente, vinho, frituras, assados, e tudo mais que você possa imaginar. Uma delícia, mas um exagero! Saimos de lá depois das 9h da noite, rolamos até Porto Alegre, de onde peguei meu voo pra SP. Uma pena não ter visto a cidade, mas o Sul é tão lindo quanto imaginei. 

Recife
Taí um lugar que sempre fui doida pra ir e, quando fui, fiquei quase sentindo que não fui, rs. Confuso, né? Pois é. O cronograma da viagem foi mais apertado, saí daqui quarta, dia 9, às 7h da manhã, e retornei a SP na sexta la pela meia noite. 

Recife não é cidade pra dois dias e meio lotados de reunião, né? A praia de Boa Viagem, só vi pela janela do quarto :( 
Da janela da sala de reunião
Na quarta de noite fomos jantar no centro histórico, e eu senti que ali é o coração da cidade. Um casario antigo lindíssimo, a área portuária sendo revitalizada, muita gente passeando, andando de skate, patins, do jeito que eu gosto. Sentamos no Seu Boteco, e comi bem que só. Eu fiquei curiosa pra ver aquele pedaço durante o dia. Tem esculturas do Bressan que não deu pra ver de noite, e acho que o casario deve ser cheio de cor. 
Mas foi isso mesmo, não deu pra aproveitar nada, não consegui nadar no mar - em Boa Viagem dizem que não é uma boa ideia, né - e vi muito pouco da cidade. Eu morro de vontade de ir à Praia de Carneiros, de ir à Olinda, enfim... Tem tanto pra ver. Gostaria muito de ter esticado pelo final de semana, mas voltar pra casa é preciso. 

Brasília
Encerrando a #gabitour, dia 15 embarquei bem cedinho pra Brasília. Lá o clima anda pesado por esses tempos, né? Hahaha.. Dureza.
House of mother...
As reuniões lá foram mais puxadas, mas na quinta a tarde rolou um city tour. Eu tinha ido à Brasilia com meu pai quando eu tinha 13 anos - minha primeira viagem de avião, e somente com papai. Naquela oportunidade, enquanto meu pai trabalhava, eu fiz um tour com um tio da van que foi muito legal. Ele passou por todos os pontos, palácios, museu, TUDO. Foi um dia super cheio e divertido. No outro dia, fui pro Congresso com meu pai, e vi o povo se engalfinhando, adrenalina pura. Sei que saí apaixonada por Brasília.

Dessa vez minha visão foi outra. Uma cidade que não é lá muito funcional, com essa história de setorização. Me pareceu tudo artificial e impessoal. Aquela coisa bonita que não é tão bonita assim... Sei lá. Não sei se é a desilusão com tudo que causa isso. Mas lembro que aos 13 anos, olhava pra Esplanada dos Ministérios e pensava "é aqui que o país ta acontecendo". Dessa vez olhei e pensei "quanta gente mamando". Acho que são as desiluções de uma vida ouvindo sobre corrupção e afins, não há ingenuidade dos 13 anos que dure.

Por outro lado, foi bem emocionante parar em frente ao STF e ouvir a transmissão do julgamento sobre o rito do impeachment, de ver a estátua da Justiça, e pensar que é meu dia a dia. Naquela época lembro de ter tirado uma foto agarrada nessa estátua, dizendo que seria juíza, e seria cega e justa. Cega não sou, justa tento ser, mas juíza jamais hahaha.

Mas foi muito legal rever alguns desses pontos turísticos com olhar mais crítico e aguçado. Foi legal entrar no Congresso e sentir que a história está acontecendo ali. Legal ver o STF, que virou nossa tábua de salvação, em ação. Legal lembrar dessa viagem com papai. Foi legal estar em Brasília. Foi legal estar pelo Brasil.

Mas mais legal ainda está sendo voltar pra casa e descansar :)

E pra acabar...

Não pensei que Santiago fosse render tanto por aqui. Mas acho que foram dias tão proveitosos, que acabei me apegando aos detalhes. Também, aprendi que quando escrevo logo depois da viagem tenho muita coisa pra contar mesmo.

Fato é que nosso último dia em Santiago foi mais sossegado. Nós pesquisamos pouco sobre a cidade, e estavamos com preguiça. A cidade é gigante e óbvio que tem muito mais coisa pra fazer, mas queriamos mesmo era sossego. Resolvemos fazer o que gostamos e fazemos bem: bater perna sem destino. 

Fomos ao Mercado Central de Santiago. Embora muitos brasileiros digam que parece o Mercadão, é só na arquitetura mesmo. Ali o foco é peixe e tudo aquilo que vem do mar. Não se vê frutas, verduras e grãos. A variedade de peixes é imensa, e tem vários restaurantes por lá. 
Cruzando o Rio Mapocho, que corta a cidade - e alias, com o degelo das Cordilheiras, tava correndo numa velocidade absurda, parecia corredeira de chuva, sabe - tem La Vega, o outro mercado, esse sim voltado pra frutas, verduras e comestíveis em geral. Repito: nenhum dos dois tem a beleza, a variedade e o encanto do Mercadão, mas tem lá seu ~charme~. 
Aproveitamos para comer algumas coisinhas no mercado, e depois continuamos batendo perna pela cidade. Voltamos para Bela Vista, próximo ao Cerro San Cristobal, e almoçamos por lá. As ruas daquela área são bem agradáveis, casas bonitas, muitas árvores e vários bares. Por ali também tem muito bar pega turista, meio caro e tal. Mas vale dar uma olhada onde estão os lugares bons pra entrar. 
E assim, batendo perna, comprando uns vinhos, parando pra aproveitar o sol, passamos nosso último dia, e nos despedimos de Santiago com mais um por do sol arrebatador diante das Cordilheiras.

A última dica que eu daria é: quem for passar mais tempo, deve valer muito a pena alugar um carro, pegar um ônibus, sei lá, e ir pra Viña del Mar e Valparaiso. São cidades litorâneas, Viña mais badalada, e Valparaíso mais tranquila (e com mais uma casa de Neruda aberta à visitação). Por ali também tem vinículas mais atrativas - em Santiago tem a Concha y Toro, mas li que é mais industrial e vive lotadíssima. Acho que seria a única coisa que faria diferente se pudesse.

O saldo da viagem foi super positivo. Conseguimos ver bastante de Santiago, descansar, aproveitar, falar espanhol, uma beleza.  Mas eu fiquei mesmo passada com a natureza chilena, com a sensação que aquelas montanhas me causaram. Lendo mais sobre o Chile, vi que não é privilégio de Santiago: o Chile tem uma natureza sensacional. E foi assim que nasceu mais um item pra minha bucket list: Atacama. Yo volveré. 

Mais Santiago

Sábado era dia de ver Santiago de cima, então decidimos andar até o pé do Cerro San Cristobal, famosa montanha no meio da cidade onde tem um mirante muito bacana. Paramos no caminho pra tomar café da manhã, seguimos andando por um parque, e foi assim que nem sentimos a distância passar. O dia foi ficando bem quente, e nos parques tinha muita gente tomando sol, nadando nas fontes, uma ocupação muito bacana do espaço público. 

Chegamos no Cerro num horário bom, não tinha fila pra pegar o bonde, que eu não lembro quanto custa, mas é barato.
Chegando lá em cima, ainda rola umas escadinhas e tal, e ai você dá de cara com A vista:
O visual é incrível, mas lá de cima rola uma constatação que você já sente ao passear pela cidade: Santiago tem muita poluição. Três "lados" da cidade são rodeados pelas Cordilheiras, e pelo quarto lado entra um vento do mar. Então, a poluição da cidade (que tem um trânsito intenso, muitos carros e tal) não consegue escapar pro mar, ou subir as montanhas, e fica ali... Toda em cima da cidade. O tempo estava seco, sem chuva, então deu uma prejudicada na visibilidade das montanhas, mas ainda assim, LINDO. Lá também tem uma imagem de Nossa Senhora da Providência, uma igreja, um santuário, muito bonito. 
O que mais fez meu coração bater em Santiago foram as montanhas. É inacreditável aquele paredão imenso rodeando a cidade. Aquela natureza tão bruta, que me dava sensação de que o "desconhecido", o "perigo", estão depois dali. Não sei bem por em palavras, mas a minha sensação é de que a natureza selvagem e todos os seus encantos e perigos estavam ali, como se aquelas montanhas fossem a linha que a gente não deve cruzar. Sei lá, pura viagem, mas me senti nA Vila, lembram daquele filme? 
Foto de Mati
Como esqueci a máquina e só tirei fotos do celular, tive que roubar essa foto de Mati que evidencia o gigantismo na natureza do lugar. Vocês veem o topo nevado? Surreal, né. Alias.. esse prédio altão aí é Costaneira Center, maior prédio da América do Sul. 

Depois de descermos do Cerro, andamos coisa de 10 minutos, e chegamos em La Chascona, a casa de Pablo Neruda em Santiago. A casa foi projetada por ele, para viver com sua segunda esposa, Matilde. Hoje foi transformada em um museu da Fundação Pablo Neruda, e é possível fazer a visita guiada. Vale muito a pena. A casa é linda, os detalhes são todos importantes, a história dele com Matilde é muito bonita, e eu me emocionei em várias partes. Saí de lá anestesiada, achando o mundo mais bonito.

Dali sentamos num bar, mais micheladas, mais tranqueirinhas gostosas de comer. Depois seguimos pro centro de Santiago. Fomos à Plaza das Armas, a principal da cidade. Por conta do calor, a praça estava lotada de gente tomando sol, brincando nas fontes, tinha música e um concurso de danças típicas. Alias, tanto as danças quanto os trajes me lembraram a cultura gaúcha. 



Ainda no centro, fomos andando pelo que seria a 25 de março de Santiago, a Rua Puente, que é um calçadão de pedestre. Não fazia a menor diferença pro centro de SP, bem barulhenta, lotada de gente, promoções mil. Chegamos então a um bar que, em algum momento, algum desses editores de viagem foi lá, resolveu pregar uma peça na galera, escreveu que é o Must Do de Santiago, e o bando de trouxa (eu inclusive) acreditou: La Piojera.  É um boteco lotado da fauna mais ~eclética~ possível: bêbados e crackeiros chilenos, e gringos super cools. Não sei se chegamos tarde naquilo, mas tava tipo zumbilândia, com pessoas caindo pelos cantos, um velhinho brigando com moleques fortes, senhouras com os peitos pulando pra fora da blusa, todo mundo imundo derrubando bebida no amiguinho. A bebida do lugar chama terremoto. Um troço doce, mas tão doce, que você não percebe o quanto é alcoolico. Além de tudo, é imenso (e supervalorizado pra turistas). Lá na metade do meu copo eu já tava meio doida, e achamos melhor ir embora antes que virassemos zumbis também. 

Caminhando pra casa começou a cair a ficha do tanto que tinhamos andado. Minhas pernas doiam muito. Seguimos andando até o Barrio Lastarria, e estava rolando uma feirinha de rua muito interessante, com o pessoal vendendo coisinhas estendidas pela calçada.


Pra mim, esse pedaço do Barrio Lastarria foi a região mais gostosa da cidade. Certamente, onde eu gostaria de morar se vivesse por lá. Paramos por ali num bar chamado Chipe Libre - Republica Independiente del Pisco, e tomamos muitos... piscos! Estavam muito bons mesmo, e eu nem gosto dessas bebidas com ovo. Recomendo. 
O dia rendeu muito, e estávamos mortos. De noite, saímos pra um bar só pra não dizer que passamos o sábado a noite em Santiago e dormindo. Mas eu tava é morrrrrta!

Engraçado que lá, eu fiquei com a impressão de que a cidade, mesmo linda, não era muito fotogênica. Agora, olhando as fotos, percebi que estava enganada :)

Santiago

Em agosto surgiu uma promo no Melhores Destinos, e compramos passagens pra passar o Thanksgiving em Santiago. Como expliquei, Mati tem o feriado americano, e eu consegui mais ou menos os dias. Quinta-feira trabalhei até a hora do almoço, e 5 da tarde pegamos o avião em Guarulhos.

O voo pra Santiago é de 4h, e eu dormi até um pouco mais da metade. Quando acordei e fui olhar pela janela, estávamos entrando na área da Cordilheira dos Andes. Só aí a loucura da viagem de final de semana já valeu a pena. O espetáculo de ver aquelas montanhas durante o por do sol é impagável... Sério, eu tirei umas fotos, mas elas não mostram nem 10% da lindeza daquilo.
Cordilheiras ainda com neve...
...e o por do sol absurdo
Nós alugamos um apartamento pelo AirBnb, e chegando em Santiago fomos ao balcão de atendimento turístico entender qual era a maneira mais barata de chegar até ele. Pegamos um ônibus chamado Centrupuerto, tipo um fretado, que custa coisa de R$7,50 e vai até o centro da cidade. De lá pegamos um metrô até as redondezas do apê. Alias, esse ônibus vale bem a pena. Sai de 10 em 10 minutos, e tem esse preço camarada. O metrô de Santiago também te leva por tudo, é ótimo. Ainda sobre locomoção do aeroporto e estadia em Santiago, a Katarina do Outro Blog contou como aproveitou uma conexão mais demorada para se hospedar e conhecer o centro da cidade. Vale a leitura.

O apartamento era tudo aquilo que lemos nas reviews do Airbnb: fofinho, aconchegante, numa rua calma, mas a 10 minutos andando do metrô e do agito.
Cafofo por fora...
... e por dentro.
Nós comemos bola e pesquisamos pouco sobre a cidade. A idéia era relaxar por uns dias, sem muito programa. Pelo que lemos, entendemos que os bairros onde se concentravam as atrações, bons bares e restaurantes eram Providência, Bela Vista e Barrio Lastarria. Muita gente tira ao menos um dia para ir à Viña del Mar e Valparaíso. Nós acabamos não fazendo isso, e acho que foi um erro. Mas a idéia era relaxar, passar dias agradáveis, comer e beber bem, sem muita preocupação e, quanto a isso, missão cumprida!

Depois de nos acomodarmos no apartamento, fomos correndo pra Barrio Lastarria, que ficava 15 minutinhos andando, matar a fome. Alias, em termos gastronômicos, a viagem foi nota 10. Fomos a um bar/restaurante chamado Bocanariz. Foi meu favorito da viagem, e também o melhor custo benefício. Comemos a batata da casa de entrada, e era deliciosa. Eu comi um ceviche de babar, e ainda fizemos degustação de 3 vinhos. Tudo por um preço justo (alias, achei Santiago meio cara, preços tipo SP, sabe?). Com vinho na cabeça, o cansaço do dia corrido e da viagem, me arrastei até o apartamento e cama.

Na sexta-feira eu tive que trabalhar um pouquinho. Mas antes, descemos pra tomar café da manhã num café exatamente embaixo do apartamento, chamado El Festin. Já aí eu percebi que Santiago é a armadilha da mala: de manhã fazia 11 graus, ao meio dia 25, às 3 da tarde, 30 graus, e de noite 10 de novo. Difícil, né?

A tarde saímos pra finalmente conhecer a cidade. Passeamos pelo Barrio Italia, uma rua muito interessante, cheia de tudo: bares, lojas de decoração, lojas de roupa, tudo muito charmoso. Andamos bastante, sentamos por ali pra tomar uma água, e seguimos pro metrô. Descemos próximo ao Costaneira Center, o prédio mais alto da América do Sul, mas achei caro o preço de acesso ao mirante. Como tínhamos a ideia de subir em outro mirante depois, e gastar tempo de viagem em shopping não é do meu feitio, saimos pra andar pelas redondezas, sentamos pra beber cerveja michelada, comer umas bobeiras e ver gente.
Seguimos andando por uma vizinhança muito bonita, arborizada, e que entendi que é o "bairro chic" de Santiago, chama Vitacura. Tinha uma rua lá tipo Oscar Freire, com lojas carésimas e pessoas finas passeando. Dali, seguimos para um hotel, Noi Vitacura, que tem uma vista espetacular das Cordilheiras. Não consegui tirar nenhuma foto digna (alias, abafa que eu esqueci a câmera, então só fiz foto com celular). 

De noite, conseguimos reserva pra fazer uma loucurinha gastronômica. Um dos 10 melhores restaurantes do mundo, segundo o Michelin, é o peruano Astrid y Gaston. Nós conseguimos uma reserva lá, e resolvemos nos dar esse luxo, pois é um Michelin com preço ~pagável~. É caro, mas você não perde os rins. Comemos um trio de ceviches de entrada, e sem dúvidas, o melhor da minha vida. Depois eu comi uma massa negra de prato principal, e Mati comeu um cordeiro, e ficou maravilhado. Achei que ele ia pedir o chef em casamento. Como ele não pediu, voltamos pra casa mortos de tanto caminhar e comer.

Ps 1 - como nossos dias renderam, vou fazer alguns posts sobre a cidade
Ps 2 - as fotos em que eu apareço são de autoria de Mati, as demais, são minhas :)

Santiago

Em agosto surgiu uma promo no Melhores Destinos, e compramos passagens pra passar o Thanksgiving em Santiago. Como expliquei, Mati tem o feriado americano, e eu consegui mais ou menos os dias. Quinta-feira trabalhei até a hora do almoço, e 5 da tarde pegamos o avião em Guarulhos.

O voo pra Santiago é de 4h, e eu dormi até um pouco mais da metade. Quando acordei e fui olhar pela janela, estávamos entrando na área da Cordilheira dos Andes. Só aí a loucura da viagem de final de semana já valeu a pena. O espetáculo de ver aquelas montanhas durante o por do sol é impagável... Sério, eu tirei umas fotos, mas elas não mostram nem 10% da lindeza daquilo.
Cordilheiras ainda com neve...
...e o por do sol absurdo
Nós alugamos um apartamento pelo AirBnb, e chegando em Santiago fomos ao balcão de atendimento turístico entender qual era a maneira mais barata de chegar até ele. Pegamos um ônibus chamado Centrupuerto, tipo um fretado, que custa coisa de R$7,50 e vai até o centro da cidade. De lá pegamos um metrô até as redondezas do apê. Alias, esse ônibus vale bem a pena. Sai de 10 em 10 minutos, e tem esse preço camarada. O metrô de Santiago também te leva por tudo, é ótimo. Ainda sobre locomoção do aeroporto e estadia em Santiago, a Katarina do Outro Blog contou como aproveitou uma conexão mais demorada para se hospedar e conhecer o centro da cidade. Vale a leitura.

O apartamento era tudo aquilo que lemos nas reviews do Airbnb: fofinho, aconchegante, numa rua calma, mas a 10 minutos andando do metrô e do agito.
Cafofo por fora...
... e por dentro.
Nós comemos bola e pesquisamos pouco sobre a cidade. A idéia era relaxar por uns dias, sem muito programa. Pelo que lemos, entendemos que os bairros onde se concentravam as atrações, bons bares e restaurantes eram Providência, Bela Vista e Barrio Lastarria. Muita gente tira ao menos um dia para ir à Viña del Mar e Valparaíso. Nós acabamos não fazendo isso, e acho que foi um erro. Mas a idéia era relaxar, passar dias agradáveis, comer e beber bem, sem muita preocupação e, quanto a isso, missão cumprida!

Depois de nos acomodarmos no apartamento, fomos correndo pra Barrio Lastarria, que ficava 15 minutinhos andando, matar a fome. Alias, em termos gastronômicos, a viagem foi nota 10. Fomos a um bar/restaurante chamado Bocanariz. Foi meu favorito da viagem, e também o melhor custo benefício. Comemos a batata da casa de entrada, e era deliciosa. Eu comi um ceviche de babar, e ainda fizemos degustação de 3 vinhos. Tudo por um preço justo (alias, achei Santiago meio cara, preços tipo SP, sabe?). Com vinho na cabeça, o cansaço do dia corrido e da viagem, me arrastei até o apartamento e cama.

Na sexta-feira eu tive que trabalhar um pouquinho. Mas antes, descemos pra tomar café da manhã num café exatamente embaixo do apartamento, chamado El Festin. Já aí eu percebi que Santiago é a armadilha da mala: de manhã fazia 11 graus, ao meio dia 25, às 3 da tarde, 30 graus, e de noite 10 de novo. Difícil, né?

A tarde saímos pra finalmente conhecer a cidade. Passeamos pelo Barrio Italia, uma rua muito interessante, cheia de tudo: bares, lojas de decoração, lojas de roupa, tudo muito charmoso. Andamos bastante, sentamos por ali pra tomar uma água, e seguimos pro metrô. Descemos próximo ao Costaneira Center, o prédio mais alto da América do Sul, mas achei caro o preço de acesso ao mirante. Como tínhamos a ideia de subir em outro mirante depois, e gastar tempo de viagem em shopping não é do meu feitio, saimos pra andar pelas redondezas, sentamos pra beber cerveja michelada, comer umas bobeiras e ver gente.
Seguimos andando por uma vizinhança muito bonita, arborizada, e que entendi que é o "bairro chic" de Santiago, chama Vitacura. Tinha uma rua lá tipo Oscar Freire, com lojas carésimas e pessoas finas passeando. Dali, seguimos para um hotel, Noi Vitacura, que tem uma vista espetacular das Cordilheiras. Não consegui tirar nenhuma foto digna (alias, abafa que eu esqueci a câmera, então só fiz foto com celular). 

De noite, conseguimos reserva pra fazer uma loucurinha gastronômica. Um dos 10 melhores restaurantes do mundo, segundo o Michelin, é o peruano Astrid y Gaston. Nós conseguimos uma reserva lá, e resolvemos nos dar esse luxo, pois é um Michelin com preço ~pagável~. É caro, mas você não perde os rins. Comemos um trio de ceviches de entrada, e sem dúvidas, o melhor da minha vida. Depois eu comi uma massa negra de prato principal, e Mati comeu um cordeiro, e ficou maravilhado. Achei que ele ia pedir o chef em casamento. Como ele não pediu, voltamos pra casa mortos de tanto caminhar e comer.

Ps 1 - como nossos dias renderam, vou fazer alguns posts sobre a cidade
Ps 2 - as fotos em que eu apareço são de autoria de Mati, as demais, são minhas :)

Chegou a sexta-feira

Novembro passou como um borrão pela janela do carro... voando! Começou no calor maravilhoso do Rio de Janeiro, passou por Cancun e acabou em Santiago do Chile. Entre uma coisa e outra, me matei de trabalhar, comi feito uma esfomeada, comprei presentes e minha primeira árvore de Natal. Eu queria agitação, e isso novembro me deu de sobra!
Falando nos acontecimentos do mês, vou fazer um bate bola aqui, porque preciso sentir que rendi. Se rendi mesmo, sei lá, mas eu fiz algumas coisinhas:
- comecei meu curso de excel online. Não terminei ainda, mas começar ~já é o começo~ neam?

- li pouco, mas terminei um livro pendente, e agora já estou na metade de outro. Sigo relendo livros meus antigos, que precisarei doar em breve porque está faltando espaço em casa. Agora é a vez dO Livreiro de Cabul, e estou tão impressionada como estive da primeira vez que li. 

- Eu morro de vontade de ter um cachorro. É uma vontade que me mata desde a infância, mas com a rotina corrida que temos seria bem irresponsável ter mais um ser que depende tanto da gente. Se já esperei 29 anos, terei que esperar mais um pouquinho. Mas eu queria ver a família crescer, e procriar não está na minha lista de afazeres do momento. Assim, encontramos o 4º integrante da nossa animada família:
Welcome Mr. Red
- em termos de exploração de SP, não fiz muita coisa. Pedalei bastante por Pinheiros, mas não consegui sair muito disso. Por outro lado, no quesito conhecer bares e restaurantes novos, fiz algumas boas descobertas. Perto de casa abriu o Bonagastro, um restaurante LINDO, num salão de chão de madeira por dentro e coberto de heras por fora, e que prega a gastronomia simples (e com preço justo). Comi uma pasta com frutos do mar que estava delíciosa - e eu nem sou chegada em camarão, heim. Recomendo muito! Também fui ao Zucco, no Jardins, com uma amiga. O ambiente é bem chic, cheio das senhoras finas da vizinhança, o atendimento é refinado e gentil. Errei na escolha do prato, e acabei detestando a comida (uma massa fina recheada de burrata - super enjoativa!). A minha amiga comeu um gnocchi que tava bem bom, mas saí frustrada com os reais gastos, rs. Fomos também conhecer uma taqueria nova que abriu na Augusta, chama Chicano Taqueria. Achei beeeeem gostoso! Diz Mati que é bem estilo das taquerias da California, comandadas por mexicanos. Comi tacos de frango e estavam muito saborosos, Mati comeu burritos e ficou feliz da vida. Por fim, dividimos churros e mel delsssss... Churros é sempre bom, né? Não tem erro. 

- também andei cozinhando em casa, gente... Olha o milagre aíí meu pooovo! Eu sou a rainha das receitas for dummies, e nada do que eu faço leva mais de 10 minutos. Outro dia fiz essa carne com shimeji, facinha, rapidinha e morri de orgulho porque ficou boa demais. Relevem a descompostura do prato, porque eu to aprendendo a cozinhar, mas cozinhar bonito é um nível extra, que ainda não alcancei. 

- viajei bastante, né. Na maionese, e na estrada mesmo! Fui pro Rio de busão, fiz uma correria vapt vupt por Cancun, e no momento vos escrevo de Caxias do Sul! How bizarre... Mas eu queria falar mesmo é de Santiago. Lembram que contei aqui que aproveitei uma passagem do Decolar? Pois é. Semana passada foi Thanksgiving. Mati trabalha no calendário americano, e assim teve quinta e sexta off. Eu em tese não teria, mas como viajei pro Mexico numa sexta a noite, consegui as folgas pra compensar. E foi assim que quinta-feira passada nos enfiamos em mais essa aventura. Foram 3 dias intensos, renderam pra caramba e, em breve, vai ter muito Santiago por aqui!

Estamos em Dezembro, a sexta-feira do ano! O mês mais reflexivo e divertido! Acho que todo mundo em dezembro da aquela paradinha pra pensar no que fez, e no que quer fazer, né? Eu gosto muito disso. Mas gosto ainda mais das confraternizações, dos abraços, dos happy hours, das reuniões daqueles que tentam se reunir o ano todo, mas que em dezembro fazem todas as concessões e fazem acontecer. 

Bom dezembro pra você <3

Ser mulher é...

... passar pelas merdas nossas de cada dia e sair disso tudo de cabeça erguida. 

Merda n° 1
Na tal convenção, cada presidente de país tinha que apresentar os membros da sua equipe, com nome, cargo e descrição em uma palavra. E aí que os homens eram todos "trabajadores", "proactivos", "dedicados", "focado", e a Gabriela? "Guapa". Foda-se se você passa o dia toureado centenas de processos judiciais, se administra um passivo de milhões, se ministra treinamentos pelo Brasil para educar uma empresa sem educação, se passou 2015 garantindo o resultado financeiro da empresa. F O D A S E. Não importa o que você faça nesse mundo, a sua função principal nele é ser um vaso de flor e enfeitar os ambientes que frequenta. 

Merda n° 2
Um senhor prepara uma dinâmica de grupo, e diz que precisa da minha ajuda. Explica que a dinâmica consiste em um debate entre candidados de 3 partidos diferentes, cada um com um tipo de proposta. Aí eu pergunto, ok, em qual partido você precisa de mim? A criatura responde: não, entre um discurso e outro, preciso que você passe com uma plaquinha escrita round one, round two. Aí eu: ah, tipo ring girl? No thanks. 

Merda n° 3
O mesmo senhor que me chamou pra ser ring girl numa dinâmica de trabalho, caiu no meu grupo em um outro exercício. E adivinha se ele não cortou TODAS as minhas falas? Pois é. Pra ser humilhada sendo a gostosa da dinâmica eu sirvo, pra dar opiniões e contribuir com trabalho efetivamente, não.

Ou seja... Foda-se se a empresa, pessoa jurídica, incentiva a igualdade de gêneros. A PJ não pensa, a PJ não fala. Quem pensa e fala em nome da PJ são esses caras, e esses caras acham isso aí, que o que a gente faz de melhor é ser bonita - e olhe lá. 

Por isso, minhas caras, o negócio é se pintar pra guerra mesmo. 

Cancun em 4 dias

Esse ano fui convidada para a convenção da America Latina da minha empresa, que aconteceu nos últimos dias em Cancun. Os trabalhos começavam somente no domingo a noite, mas por uma cagadinha que fizeram aqui na emissão da passagem, cheguei lá sábado de tarde. E aí que eu tava toda empolgada pra cair na praia, certo? Pois é, mas como alegria de pobre é ter saúde, choveu em todo meu tempo livre lá. Incrível! Durante as reuniões sol escaldante, era só dar um tempinho livre e CHUVA!

Independente disso, eu tive uma oportunidade ótima de conhecer um lugar onde possivelmente eu não iria deixar minhas barras de ouro meus dolares por livre escolha. As praias lá são lindas, e eu, no auge dos 20 anos, morria de vontade de ir lá ferver nas loucuras da night. Mas não fui, o tempo passou e eu perdi a vontade de fritar no meio da americanada com biquinão e drink de guarda chuvinha. Há um tempo tenho a impressão, agora confirmada, que Cancun é perfeita pra quem quer farra e eu me divertiria mais em outros cantos do Caribe, inclusive em Tulum ali do lado. 

Ficamos hospedados no hotel Krystal, um resort desses all inclusive. Vou dizer que tirando o café da manhã, que era mara, as comidas eram todas mais ou menos, bebida mais ou menos, sobremesa sempre menos. Mas quem ta indo por conta, já digo que se for pra ficar num hotel sem o all inclusive, fica bem caro pra consumir. Mas eu estava de graça, neammm, então tava achando tudo lindo, mais ainda quando saí na sacada do meu quarto e
Ahhhhhhhhhhhhhhh!
Dito isto, como eu não explorei o local efetivamente, tendo passado a maior parte do meu tempo dentro do hotel, vou falar do que vi - além desse marzão maravilhoso- ok?

- é tudo muito americano! O estilo das construções, as redes feito Outback, Bubba Gump, e também os malls espalhados pela avenida que corta a zona hoteleira, as baladas com meninas semi nuas dançando dentro da taça, enfim. Zero mexicano, zero autêntico. Me pareceu um lugar pra se ficar aproveitando hotel, aproveitando o mar e as praias de dia, e fritando na balada a noite, mas enquanto cidade... Sei não, não é do meu gosto.

- o mar, enquanto atração principal do local, não faz decepção. A água tem sim os propagados 7 tons de azul, é quentinha, calma, uma lindeza. Mesmo com o tempo chuvoso e de vento que fez na maior parte do meu tempo livre, entrar no mar era uma delícia, um calmante natural. Como esse ano no verão deu muita alga no mar, tava rolando todo um cheirinho de pum estranho na praia, mas era super tolerável, e a paisagem é de uma beleza estonteante, uma água cristalina, que te faz esquecer qualquer alguinha.

- um dia nossas reuniões terminaram mais cedo, e a empresa fez a grande cortesia de nos levar ao Xcaret, um parque situado numa reserva ecológica. O parque é lindo, tem ruínas maias intactas, animais de toda sorte, da pra fazer aquelas fotos com golfinhos e tubarões, que eu não gosto muito. Tem atividades pra passar um dia inteiro, mas chegamos lá meio tarde, então fui correndo nadar pelo rio subterrâneo. Incrível! Você pode nadar ao longo de um rio que fica dentro de cavernas a maior parte do trajeto, no escuro, com alguns pontos de luz exterior. É LINDO! Também aproveitamos uma piscina natural, e de noite assistimos a um espetáculo chamado Mexico Espetacular, com encenação da história do Mexico, bem como danças de todas as regiões. O show é muito bem produzido, lindo mesmo, com música ao vivo, orquestra, figurinos riquíssimos, e eu que nem sou muito desses shows, fiquei embasbacada. Fico imaginando que deve ser nível aqueles espetáculos da Disney, só que com uma temática muito mais bacana e histórica. Assistimos o show junto com um jantar, um menu degustação completíssimo, que foi disparada a melhor comida da viagem. Alias... uma das melhores refeições dos últimos tempos! Esse passeio ai é meio salgado pra quem está por conta, a admissão no parque fica em torno de 130 dolares, com direito ao show, e o jantar no teatro coisa de 60. Se converter, não sei se vale a pena, mas eu fiquei felicíssima que tive a oportunidade de aproveitar esse dia!
Estrutura do parque
Altar maia
Araras lindas e soltas!
Ao final das reuniões, eu optei por voltar pra casa. Mati não poderia me acompanhar, e Cancun não é bem um lugar pra se explorar sozinha. Mas se eu fosse ficar, certamente alugaria um carro e seguiria para Playa del Carmen e Tulum, cidades próximas, com mar igualmente azul, e um espirito mais sossegado e mexicano. Certamente esses destinos vão entrar na minha lista de viagens, e espero em breve retonar ao México, e me matar de comer guacamole e beber Sol michelada :)

Mexico City

Estive em Cancun para alguns dias de trabalho, mas ainda não consegui organizar minhas ideias e opiniões sobre esse tão falado paraíso. Enquanto isso, aproveitando que eu estava na vibe mexicana, achei legal registrar aqui minhas impressões na breve visita que fiz a Cidade do México ano passado.

A visita foi super corrida, agendada de última hora pelo meu chefe, e esbarrando nas minhas férias - então nem consegui me programar ou esticar a estadia. Cheguei numa segunda-feira pela manhã, 5 de mayo, e fui embora quinta de noite. Meus dias lá foram abarrotados de reuniões e correria e, infelizmente, sequer consegui explorar o centro histórico da cidade. Também não consegui tomar uma tequilinha no 5 de mayo :( mas tomei uma margarita :)
Porém, ainda que no vapt vupt, consegui ter algumas impressões, e já digo: foram muito positivas! Eu imaginava que encontraria uma cidade bagunçada, feia, de certa forma favelizada, e tipo... NÃO. Bagunçada com certeza, tipo São Paulo, mas muito mais bonita. Prédios mais baixos, avenidas largas e com canteiros centrais enormes, forrados de árvoes. É uma cidade muito verde!

Eu circulei basicamente pelos bairros de Polanco e La Condesa, mais próximos aos escritório. Polanco é o "Jardins" de Cidade do Mexico, super arrumadinho, caro, cheio de restaurantes, com um shopping fancy, uma belezinha coxinha. Já La Condesa achei puro charme. Até as ruas menores do bairro tem esse canteiro central grande com árvores, muitos bares com mesa pra fora, um clima mais relax, prédios mais antigos, coisa linda. Vi muitas bicicletas públicas, tipo bike do Itau, em vários pontos. Esses bairros são mais planos, e eu morri de vontade de montar em uma e explorar. Pena que né... :(
Pelas ruas de Polanco
O hotel em que fiquei foi numa avenida que suponho ser uma das principais da cidade, a Avenida da Reforma. Nela tem um passeio público lindo, o Paseo de La Reforma, forrado de árvores enormes, banquinhos, e pega o comprimento dela toda. É LINDO! Um dia acordei mais cedo, e fui andando por ela até o final, onde peguei um taxi e segui para o escritório. Foi ótimo, e ao menos me senti explorando um pouco a cidade. Ao final dela, me encontrei com o monumento famoso do Anjo da Independência.
Paseo de la Reforma

Angel de la Independencia
Um ponto importante é a questão da segurança: andando por essas áreas, me senti super segura, como me sentiria no Brasil. Mas conforme fomos de uma reunião para outra, passamos em alguns lugares mais "esquisitos", em que fui orientada a manter a janela fechada, porque es muy peligroso aca. Também fui orientada a somente pegar taxi do hotel, jamais na rua. Todos os recibos que peguei de taxista tinham um aviso em inglês na parte de trás para não pegar taxi na rua sob risco de sequestro.
Povo andando de boa, e eu tirando foto de boa
No sentido gastronômico, a viagem foi quente! Eu nunca fui maluca por comida mexicana, como muita gente é. Mas tive a oportunidade de ir a restaurantes deliciosos, todos com comidas excelentes, e voltei apaixonada por tacos e burritos. Mas é aquilo: todo cuidado é pouco! A comida é pesada, a pimenta então... Jesus! A pimenta mais leve deles, é algo que pra mim já é beeem puxado. Tenso. Aí por óbvio, no meu último dia acordei com meu estômago pedindo arrego, doendo pra cacete.

Por fim, a grande atração turística da minha viagem: enfrentei meu primeiro terremoto. No meu último dia acordei suando frio, com meu estômago em chamas por conta do abuso. Fui trabalhar só respirando fundo, porque fiquei com medo de desandar a vomitar e nunca mais parar, e eu teria que pegar um voo às 6 e meia da tarde. Fui pro escritório, e fiquei verde no meu canto, enquanto esperava minhas reuniões. De repente, senti minha vista bagunçada, tontura, tudo meio dançando, achei que ia desmaiar. Até que lembrei onde eu estava, ouvi os barulhos e me liguei: era um terremoto. A sensação foi aterrorizante. O barulho das paredes, da estutura do prédio, a mesa balançando, o livro caindo da estante, tudo. A parede da minha sala era de vidro, então pra não fazer a maluca desesperada, fiquei observando os locais. O tremor durou cerca de 1 minuto, e quando acabou, aos poucos eles se levantaram e foram rodeando as pilastras que tinham no escritório. Me explicaram que se o prédio cair, estar em volta de colunas de sustentação era o mais seguro. Depois de alguns minutos, voltamos cada um pra sua mesa, xeretei na internet, e descobri que fui brindada com um 6.9 na escala. Coisa de gente grande!

A experiência mexicana foi concluída, porém não me dei por satisfeita Fiquei curiosíssima pra voltar a Cidade do Mexico, conhecer e explorar mais, ir ao grande centro, ver aquelas praças imensas, igreja de Nossa Sra. de Guadalupe tão linda, e ainda ir ver as pirâmides que tem ali por perto. Espero conseguir voltar logo!

Precisamos falar sobre a elite brasileira

Tem muita coisa que acontece aqui no Brasil (e tantas outras que deixam de acontecer) que me fazem pensar imediatamente em como o brasileiro carece de educação. Pra quase tudo que a gente tem de problema aqui, a reação inicial é: falta educação. Aquela velha - e sempre atual - colocação de como a educação pública é falida, de como a grande maioria da população não tem acesso nenhum à educação e cultura, como isso alimenta uma roda viva de problemas como violência, corrupção, etc. Mas esse discurso todo é sobre uma maioria esmagadora da população que não tem acesso à educação, certo? Pois é. Mas como lidar com uma elite altamente deseducada? 

Explico. Namorado é americano, veio ao Brasil contratado por uma escola americana. Escola essa que segue o calendário americano, currículo americano, é creditada nos EUA, só fala inglês, prepara para as universidades americanas, e cujo target, inicialmente, era filhos de expatriados, que voltariam ao seu país de origem e não queria ter "perdido tempo". Hoje é frequentada, por mais ou menos 50% de gringos e 50% por parte da clase AAAA de SP, que desembolsa mensalmente uma pequena fortuna pra por o rebento lá. 

E aí, minha gente... Que o grupo de piores alunos da escola, de acordo com o Instituto de Pesquisas Ládecasa, é composto por esses filhos da elite brasileira. Não fazem tarefas, inventam doenças pra faltar nas provas, roubam trabalhos da internet, não participam das aulas, coisas que sabemos que é um problema de seres humanos em formação, mas, cereja do bolo, são acobertados e defendidos com unhas e dentes pelos pais. Pais esses que, inclusive, por vezes mandam o advogado da família na ~reunião de pais e mestres~. É mole?

Enquanto crianças coreanas/chinesas/americanas estão tendo problemas pra escolher entre Harvard, Yale, Oxford ou Stanford, tem pai brasileiro mandando email mal criado pro meu digníssimo dizendo o seguinte: se ele não faz lição de casa, é escolha dele. Eu não posso fica recebendo email do Sr. cada vez que ele não se comporta, porque tenho mais o que fazer. To. Falando. Sério. Inclusive, enquanto esse post estava na pasta de rascunho, aconteceu um outro episódio bem engraçado de um aluno ameaçar o professor de processo judicial caso fosse excluído de um grupo. 

É claro, não é que 100% da brasileirada da escola é assim, tem muita gente bacana e esperta. Não são todos os brasileiros que estão no grupo de maus alunos, mas todos os maus alunos são brasileiros. São crianças ricas, riquíssimas, que não foram educadas pra ter disciplina, pra seguir regras, pra passar por frustrações, que nunca ouviram um não na vida. Que fazem tudo se quiserem, quando quiserem e do jeito que quiserem. Que nunca enfrentaram uma consequência por seus atos, que mal sabem o que consequência significa, que não buscam uma lógica para as coisas porque seus sobrenomes suplantam qualquer lógica.

Pergunto: o problema estrutural da educação, onde ele começa? Será que é só um problema do Estado mesmo? Será que é só um problema de acesso à educação? E a nossa elite, tão rica, com tanto acesso a tudo, qual é o problema dela então?

Drops de uma Shopaholic

* Contei aqui que tinha comprado um Satinelle. MELHOR AQUISIÇÃO. Eu tinha um trauma desgraçado desse troço, porque com 12 anos eu tava lá chorando de perna peluda antes de uma festa porque ninguém ia querer dançar comigo, e minha mãe resolveu passar aquilo pra ver se eu parava de repetir em looping eterno que era eu ia acabar dançando com a vassoura. Eu quase morri de dor na primeira encostada, fui pra festa peluda mesmo (e dancei, tá), e nunca mais deixei ela chegar perto de mim com o bendito. Passei a vida quase toda na gilette, e uns anos atrás fui pra cera no salão. O negócio chegou aqui em casa e eu fiquei toda desconfiada, morta de medo, enrolei, enrolei um monte, outro dia levei pra debaixo do chuveiro e... O incômodo não tem nem comparação com a dor que eu passava na cera quente. Rapidinho eu tava lisa, sem pelo, sem dor. Sucesso! Paguei 200 reais, e depilação nunca mais. Indico muito. 

* Lojas do Brasil: melhorem! Eu tenho várias roupas da Farm, a grande maioria P. A última roupa que comprei antes do meu desafio das compras foi uma saia de lá, P também. Tive que mandar ajustar, porque ficou gigante. Pois eis que esses dias fui comprar um dos itens da minha lista, que seria a roupa de ano novo. Vi la no site um vestido que eu to paquerando há muitos meses, que estava R$219, e foi caindo de preço, caindo, caindo até que apareceu por R$79. Era a hora dele vir colorir meu ano novo! Comprei o P, o vestido chegou aqui em casa rapidinho, cheirosinho e MINÚSCULO. Se eu levantar o braço pra gritar Feliz Ano Novo, fico com a bunda de fora. Agora pergunto: como é que se faz compra online com essa zona de tamanhos? To nem falando de uma loja pra outra, estou falando de uma loja só. E eu sei que a maioria das lojas segue essa falta de padronagem. Fica díficil... Vo nem dizer que o vestido, além de curto, era transparente. Ou seja, paguei R$79 pra continuar pelada, hahaha. Ta na lista de devolução. 

* As tentações, elas são foda. Eu sigo muito firme no propósito de segurar a onda na gastação. Mas esse mês eu quaaaase escorreguei. Sexta feira estou saindo na Calypso Tour... Uma série de convenções da empresa que começa no Mexico e acaba em Recife quase no Natal. Ou seja: viagens a trabalho NA PRAIA. Tem inconveniente maior? Já faz uns anos que eu aderi ao biquinito brasileiro, e aí eu queria comprar um biquinão, um maiosão, sei lá, algo pra cobrir minhas vergonhas na frente do povo da firrrma. Porém, não queria sair do meu desafio justamente por motivos de trabalho, depois de mais de 4 meses no foco. Sem falar nos preços proibitivos da moda praia no Brasil. Aí botei a criatividade pra andar, fuxiquei umas coisas que eu tenho lá na casa da minha mãe, dei meus pulos, e praia aí vou eu, sem mostrar demais, e sem comprar a mais :)

* Entããããão é Natal... Pois é. Simone cantando já chegou aí pra vocês? Aqui ela já passou belíssima de terno branco, arrasando no permanente. E eu, que nem piso em shopping pra não cair em desgraça, tenho que comprar presentes. Dureza, viu... Comecei comprando presentes alternativos, tipo canga do Senhor do Bonfim pra cunhada californiana, fiz encomenda de doce de leite com coco, queijo da serra da canastra e afins pra sogra, e vou tentar manter essa linha. Mas que é difícil segurar o cartão giletado nessa época, é muito. Oremos.

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