Friday Mood

To pra lá de cansada... Essa semana foi uma daquelas.
Segunda às 7h da manhã, a caminho do trabalho, dei uma batidinha no carro. Daquelas bem bestas, que não machuca, não amassa, não faz nada, mas estraga o dia. Depois foi uma sequência de cagadas que olha... Tudo que tinha pra dar errado no trabalho deu. Além de tudo, aproveitando a animação de início de ano pra dar um gás nas minhas resoluções, me matriculei num curso de formação para finanças de empresas. Como não estou podendo me comprometer a longo prazo, optei por um curso intensivo, então tenho 4h de aula todos os dias a noite após o trabalho. Resultado: to é morta.
Hoje to vivendo nesse ritmo aqui...
You got a worried mind
I got a worried heart
You don't know what to do
I don't know where to start
We let this beat us down
Or get up off the ground
One thing I know we got to go

Happy Friday you all :)

461 anos de puro amor

Hoje é o dia dela. Da minha SP querida, pra quem já me declarei. E eu poderia falar, falar e falar... mas eu prefiro mostrar.










Feliz Aniversário pra você, que me acolheu 11 anos atrás e me mostrou que a vida aqui não é fácil, mas pode ser deliciosa sim. A beleza está nos olhos de quem vê, e eu vejo tudo de mais belo em você <3 

Isso é uma vergonha!

Essa história de rede social é um barato mesmo... As pessoas estão aí, fazendo belíssimo papel de trouxa há muito tempo. 
Primeiro foi o ICQ com seus lendários ~nicknames~ (que na minha cidade algumas pessoas carregam até hoje, tipo uma menina que chama Ana, e ninguém sabe de que Ana estão falando. Mas se falar Ana Lazy... Aí sim, todo mundo sabe que é a Lazy Girl do ICQ). Esses eram engraçadinhos...
Depois veio o Orkut, que o povo ficava mudando a descrição do perfil, colocando músicas sofridas, ou frases enigmáticas a lá "se definir é se limitar". Eu achava tudo bem cafona, mas era minha escolha ir lá xeretar a cafonisse da pessoa na página dela, beleza.
Com o MSN vieram as indiretas virtuais, esse mal que perdura na humanidade até hoje. O povo colocava o humor do dia, e lá mandava um belo "aprendendo a não confiar nas pessoas". Até eu, num desses dias que você não deve ter nenhuma tecnologia ao alcance das mãos, mandei uma indiretinha por lá. Pois é, quem nunca, neam?
 
E aí, MEL DELS. Inventaram a timeline do Facebook, essa grande esfregação contínua de bizarrice na cara dos outros. As vezes fico pensando que se o diabo existe, a tal da timeline é arte dele. Quantos amigos "perdi", quantas pessoas deixei de admirar, quanta vergonha alheia sofri. E continuo sofrendo.Vergonha na época das manifestações, vergonha monstra nas eleições, e muita vergonha em decorrência de diversos acontecimentos diários. Sabe aquele carinha que você achava muito legal AND gatinho? Pois é, ele achou graça da fala do Bolsonaro para a Maria do Rosário. Sabe aquela colega gente fina de trabalho? É... gente fina até falar que era hora de dividir o Brasil. Agora, a moda é falar que lindas mesmos são as leis da Indonésia, aquele país onde a justiça é levada a sério. Muito me intriga que essas pessoas, que entendem muito sobre o maravilhoso sistema judiciário local, não saibam que lá em algumas províncias o relacionamento gay é proibido e punido com chibatadas, a pena de apedrejamento para adúlteros é regulamentada por lei, etc.
 
Aparentemente essas pessoas ainda não entenderam o alcance das redes sociais hoje, o eco que essas falas desajustadas produzem e onde podem chegar. Saem falando um monte de papagaiada sem pensar que pode chegar no chefe, num possível empregador futuro, nos ouvidos do seus filhos - ou pais, etc. Pior: parece que nem memória não tem. Quando a Dilma foi eleita em 2010, uma estudante de Direito falou um monte de bobagens sobre nordestinos. Foi demitida, processada, passou um apuro do qual não deve ter se recuperado até hoje. Eu ainda lembro o nome e sobrenome da criatura, depois de tanto tempo. Na época todo mundo caiu de pau... mas muitas dessas pessoas, 4 anos depois, estavam falando as mesmas bobagens de forma diferente, com esse papinho escroto de "muro". Melhor ainda as que defendem o fuzilamento do cara, mas são contra aborto, afinal de contas, são defensores da vida. Eu fico parada, olhando pra tela do computador, e não sei nem o que falar, só sentir...
 
E aí, como nem tudo nessa vida é tão pesado, tem aquelas pessoas que da vontade de pegar no colo e falar com voz de criança: vamo para de se constranger, vamo?
Tem um cara que estudou comigo na faculdade, que eu não vejo desde então, mas to sempre sabendo se ta namorando, se tomou pé na bunda, porque um dia ele posta músicas melosas do Bon Jovi "praquele alguém especial", exatamente assim, tipo programa de rádio dos anos 90, e no outro tá lá "antes só do que mal acompanhado". A pior das piores foi uma amiga da escola, que estava grávida, e postou um meme que era uma criança no ultrassom com um balãozinho saindo da boca dizendo "ei papai, para de tomar o meu leitinho". EU JURO. Essas daí me dão muita vergonha, mas me dão ainda mais ternura, porque tão no limite da incapacidade, sentido jurídico da coisa. E é por elas que eu não consigo sair do Facebook. Eu preciso constatar todos os dias, com meus próprios olhos, que eu posso não ser o Steve Jobs, posso não ser uma gênia, e nem ter inventado nada revolucionário que me renderá royaties pro resto da vida, mas eu to bem. É nobre da minha parte? Nem um pouco. Mas todo mundo tem defeitos, e pelo menos os meus não passam por ser fã do Bolsonaro.
 
 

London called

Sempre tive expectativas altíssimas com Londres. Achava que era meu lugar no mundo, muito antes de sonhar em pisar nela. Foi aí que nosso relacionamento meio que esfriou, porque né... aquela máxima da vida "crie até pôneis, mas não crie expectativas". Veja bem, não é que não gostei de lá, gostei sim, e bastante. Mas eu achava que só entraria de volta num avião amarrada e empurrada a força pela polícia, e no fim, consegui ir andando sozinha mesmo. Isso foi porque a cidade é tão, mas tããão cara cheia de gente, de turista, de tudo, que você não consegue enxergar ela direito. É difícil ouvir inglês, é difícil conseguir parar pra olhar o que ta acontecendo em volta, e isso pra mim tira um pouco do encanto. Devo reconhecer, no entanto, que ao final dos meus dias lá, deu uma esfriadinha, e num sábado achei a cidade mais vazia e ó: <3.
Lendo fofocas no The Sun

Foi em 2012 que passei uma semana em Londres. Eu não gosto de viagens corridas, passar 2, 3 dias em cada lugar e ver muito pouco e superficialmente. Óbvio, tem lugar que não requer muito mais tempo do que isso, então beleza. Mas Londres é uma cidade gigante, cheia de coisa pra fazer e achei por bem reservar metade das férias pra ela.
Foi uma viagem de amigos, rolou uma mistura boa de turma, entre amigas da faculdade, amiga da vida, amigas do intercâmbio. Nem sempre tava todo mundo junto, porque né.. grupo grande é assim mesmo. Por óbvio, não tem como dar ruim. Danem-se as expectativas frustradas, you´re going to have the time of your life. Era março, a primavera estava dando as caras, pegamos dias maravilhosos de sol, calor de usar shorts durante o dia, noites amenas. Coisa fina.

Fiquei num hostel em Camdem (St. Christopher Inn) e não era muito bom, mas era OK. Além do que, os preços em Londres passaram há muito da hora da morte (socorro, libra!) e era o que dava pra pagar. Amei a localização - além de ter vários pubs, restaurantes e o famoso Camdem Market, é um bairro onde é possível ver muitos locais perambulando AND a uma distância andável do belíssimo Regents Park, com seus jardins lindos - passeio que vale a pena para quem tiver pela área. A região em si já é um programão, e passamos um bom tempo explorando as ruazinhas, lojinhas e minha nossa.. os cafés. Nada como Eggs Benedict em Londres :)
Fiz quase todos os passeios que a bula de turista recomenda: andei do BigBen ao Palácio de Buckingham, passei pela Abadia onde a Princesa casou (mas não entrei porque paga, e eu preferiria gastar com birita estava em choque com os preços da cidade), St. Paul Cathedral, London Bridge, Tower of London, Trafalgar Square, Hyde Park, Tate, Millenium Bridge, Picadilly Circus, Covent Garden. Presenciamos - e participamos - inclusive, de um protesto em frente ao Parlamento.
Não fui a alguns outros locais que gostaria, como Abbey Road, porque não tem jeito, você pode ficar 1 mês lá, e não vai esgotar as possibilidades. E como eu não gosto de passar correndo por tudo só pra dizer que fui, segui no meu ritmo. Mas vamos aos meus favoritos, aqueles lugares que fazem meu coração se encher novamente por aquela Londres dos meus sonhos.
St. James Park

Que parque lindo! O St. James vai do BigBen ao Palácio de Buckingham. Dá pra você fazer esse caminho por fora, ou ir por dentro dele, se apaixonando pelos lagos, esquilos, jardins e, se em março/abril, cerejeiras. De encher os olhos.
Borough Market
Outra maravilha na terra. Fomos sem pressa, descemos na London Bridge, e passamos algumas várias horas divinamente entretidas por muita comida boa. Sério... chegamos por volta das 11h da manhã e saímos perto das 15h, hahaha.. Tinha muitos londrinos almoçando de terno e gravata, no meio do expediente (se entendi bem, a área onde estão os bancos e afins é por ali). Mesmo assim, não estava super cheio. Estávamos em 3, e fomos dividindo os pratos pra todo mundo provar de tudo. Como não me deu uma dor de barriga, eu não sei. Mas comemos paella, um gnocchi super levinho, tortinha inglesa, pastas árabes, raclette suiça, macaroons  e sorvete de sobremesa. Fui muito feliz.
London Eye
É turistagem? Pura. Vale a pena? DEMAIS.
A fila anda rápido, e do preço você se recupera a hora que o negócio começa a subir. A vista é linda de doer. Fomos ao final do dia, e a luz natural estava bem bonita. A capsula é grande, cabe bastante gente, mas não deixam apinhar, então você consegue achar espaço na janelinha, e a volta toda demora tempo suficiente pra você olhar pra todos os lados da cidade com calma. Embaixo dela, tem um passeio que margeia o Thames, e ficamos lá até acender as luzes do BigBen, falando bobagens, dando risada, sendo puramente felizes, como o momento pede.
Notting Hill
Foi aqui que meu coração definitivamente fez as pazes com Londres. Fomos ao Portobello Market, que é o mercadinho de antiguidades famoso. Ele é bem lotado, e tem muita tranqueira, mas lá pelas tantas aparecem muitas coisas legais.
O mercado é bem longo, e da pra passar várias horas andando, vendo coisinhas, olhando as ruas laterais. Tem música, tem comidinhas e tem muita gente interessante.

Ao final, você chega no coração do bairro, onde tem casinhas britânicas coloridas, e da vontade de ficar ali mesmo, pra sempre. De achar marido, criar filhos e ver a vida passar. Tudo permeado por cerejeiras que estavam floridas e rosas. Eu não sei se eu sou muito retardada, mas de tempos em tempos a voz do Elvis Costello começava a cantar "She" na minha cabeça, e eu ficava com o sorriso de orelha a orelha. Ah é.. ainda tem essa. A lojinha do filme ta lá, mas não é mais uma livraria de viagem, mas de sapatos feios, rs.
Fomos a vários pubs, à uma taverna tradicionalíssima onde alguém muito importante estava quando a notícia do fim da 2a Guerra chegou (pois é, não lembro quem), e ao Fifteen do Jamie Oliver - que foi o programa rico da semana.
Londres tem esse detalhe: te faz sentir pobre, muito pobre. É tudo muito caro, e é possível gastar quase R$50,00 num café da manhã bem simples num restaurante idem. Por isso, dá uma desanimada. É muito ruim contar dinheiro em viagem, mas não tem jeito, se você não ficar esperto, muito antes do fim da sua estadia vai estar zerado. Por isso, é possível que eu não volte tão cedo.
Os dias estavam tão bonitos (ao contrário do que se espera da cidade) que queríamos aproveitar pra fora, então acabei indo a poucos - ou melhor, a UM - museu, o que é quase um pecado. Mas quem sabe alguma reviravolta na vida, tipo uma megasena, assim, não me empurra de volta pra lá em breve, né?
Mas é isso, na sessão nostalgia de férias que estou vivendo, muito me alegra lembrar que eu tive o prazer de passar uma semana ensolarada em Londres, que pode até não ser exatamente aquela do meu imaginário romântico, mas é sim uma cidade encantadora.

Das coisas que eu não entendo

1 - Eu não sou vegetariana. Eu amo carne. Eu respeito muito quem é vegetariano, porque como eu amo carne, fico com a ideia de que essas pessoas fazem um esforço descomunal para viver assim (embora muitas nem façam, rs). Admiro mais ainda gente que se propõe a viver de um jeito e vai em frente, segue sua vontade. Acho foda. Eu jamais passaria um bife cheiroso na cara de um vegetariano e diria "olha a suculência que você ta perdendo". Eu não entendo porque vários vegetarianos que eu respeito tanto ficam tentando me doutrinar e falando de todos os bichos que EU, assassina, estou impiedosamente botando pra dentro do MEU corpo, que eles carinhosamente chamam de cemitério.
 
2 - Eu tento viver minha vida do jeito que eu acho que é certo pra mim, me esforço pra respeitar minhas vontades, pra respeitar a vontade dos outros, e bola pra frente. Curto muitas coisas bacanas, música alternativa, vou à exposições, leio bons livros, gasto dinheiro com viagens e não com carro ou outros itens de status. Mas também gosto de um monte de merda: gosto sim de umas fofoquinhas (óbvio, daquela que você faz com suas melhores amigas e não de sair apontando o dedo por aí), gosto de BBB - pelo menos gostava até uns tempos atrás, os últimos foram fraquíssimos, hahaha - gosto de Taylor Swift, assisto comédia romântica boba, li Crepúsculo. E acabei reparando que tem um movimento estranhíssimo no ar: as pessoas que antes se preocupavam no que "sociedade" ia pensar, agora não se preocupam mais. Agora elas se preocupam com o que "a sociedade alternativa" vai pensar, rs. Tem gente por aí que se não botar pelo menos uma peça de roupa esquisita, não consegue sair pra rua. Salto alto, então... rola todo um pavor de confiscarem a carteirinha de hipster. Música pop? Oh no, odeio mainstream. Enfim... eu achava que a ideologia hippie-hipster passava por não se preocupar com o que os outros pensam. Mas por "outros" digo qualquer outros. Sejam os outros almofadinhas, sejam os outros qualquer um.
 
3 - Eu sou católica. Não sou muito praticante. Eu respeito todas as fés - e não fés - do mundo. Acho que, sem radicalismo, é bom acreditar ou deixar de acreditar no que quiser. Acho que todo mundo merece ter paz interior, e cada um deve buscar isso onde melhor for encontrar. Eu não entendo gente que vem, a toda e qualquer hora, me enfiar palavra de Jesus guela abaixo. Você dá o endereço da festa pro taxista, e ele já diz que lá é o lugar onde o diabo se esbalda. Você ta com pressa na rua, é parada por um irmão de fé, você diz que não tem tempo, e já toma um "infieeel, vai padecer no purgatório".
 
Pelamor, o purgatório é aqui, e eu já estou padecendo, sabe...
 

Mensagem para você

Ontem fui tomar um sorvete e vi uma cena tão triste mas tão bela, que não saiu da minha cabeça até agora. Uma velhinha, aparentemente com Alzheimer, chorava aos soluços sofridos porque sua roupa estava feia. Era um choro tão doído que foi duro me segurar e não chorar junto com ela. O marido, um senhorzinho todo grisalho, falava "sua roupa é nova,você tá linda". E eu vi aquilo com uma dor enorme e uma admiração ainda maior. Lembrei tanto do meu vô, durante os quase 30 dias de coma da minha vó, que chamava todos os dias "Acorda Dirce, acorda que eu quero falar com você" e entendi que é isso mesmo... a vida vai nos lembrar sempre, de um jeito ou de outro, que ela é sofrida, a jornada é longa, mas o importante é não faltar amor.

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