Das coisas que eu não entendo

1 - Eu não sou vegetariana. Eu amo carne. Eu respeito muito quem é vegetariano, porque como eu amo carne, fico com a ideia de que essas pessoas fazem um esforço descomunal para viver assim (embora muitas nem façam, rs). Admiro mais ainda gente que se propõe a viver de um jeito e vai em frente, segue sua vontade. Acho foda. Eu jamais passaria um bife cheiroso na cara de um vegetariano e diria "olha a suculência que você ta perdendo". Eu não entendo porque vários vegetarianos que eu respeito tanto ficam tentando me doutrinar e falando de todos os bichos que EU, assassina, estou impiedosamente botando pra dentro do MEU corpo, que eles carinhosamente chamam de cemitério.
 
2 - Eu tento viver minha vida do jeito que eu acho que é certo pra mim, me esforço pra respeitar minhas vontades, pra respeitar a vontade dos outros, e bola pra frente. Curto muitas coisas bacanas, música alternativa, vou à exposições, leio bons livros, gasto dinheiro com viagens e não com carro ou outros itens de status. Mas também gosto de um monte de merda: gosto sim de umas fofoquinhas (óbvio, daquela que você faz com suas melhores amigas e não de sair apontando o dedo por aí), gosto de BBB - pelo menos gostava até uns tempos atrás, os últimos foram fraquíssimos, hahaha - gosto de Taylor Swift, assisto comédia romântica boba, li Crepúsculo. E acabei reparando que tem um movimento estranhíssimo no ar: as pessoas que antes se preocupavam no que "sociedade" ia pensar, agora não se preocupam mais. Agora elas se preocupam com o que "a sociedade alternativa" vai pensar, rs. Tem gente por aí que se não botar pelo menos uma peça de roupa esquisita, não consegue sair pra rua. Salto alto, então... rola todo um pavor de confiscarem a carteirinha de hipster. Música pop? Oh no, odeio mainstream. Enfim... eu achava que a ideologia hippie-hipster passava por não se preocupar com o que os outros pensam. Mas por "outros" digo qualquer outros. Sejam os outros almofadinhas, sejam os outros qualquer um.
 
3 - Eu sou católica. Não sou muito praticante. Eu respeito todas as fés - e não fés - do mundo. Acho que, sem radicalismo, é bom acreditar ou deixar de acreditar no que quiser. Acho que todo mundo merece ter paz interior, e cada um deve buscar isso onde melhor for encontrar. Eu não entendo gente que vem, a toda e qualquer hora, me enfiar palavra de Jesus guela abaixo. Você dá o endereço da festa pro taxista, e ele já diz que lá é o lugar onde o diabo se esbalda. Você ta com pressa na rua, é parada por um irmão de fé, você diz que não tem tempo, e já toma um "infieeel, vai padecer no purgatório".
 
Pelamor, o purgatório é aqui, e eu já estou padecendo, sabe...
 

3 comentários:

  1. Vc falou tudo que eu quis dizer, mas sabe eu prefiro evitar a fadiga porque tenho PAVOR dessas discussões calorosas, educadíssimas e super coerentes que rolam nas redes sociais. Se eu fosse acrescentar algo sobre o fato recente na França, minha vontade é a de gritar que RIDICULARIZAR A CRENÇA ALHEIA, SEJA ELA QUAL FOR, NUNCA FOI E NEM VAI SER LIBERDADE DE IMPRESSA (o que não justifica a reação dos atiradores, assim como nada nunca vai).


    Só sobraram palhaços, loucos e macacos repetidores nesse mundo.

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    1. É bem por aí, Paula... "palhaços, loucos e macacos repetidores".. Gostei.

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    2. imprensa*
      só agora vi isso ahahaha

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