A minha NY

Aqui eu falei por alto das minhas férias em Nova York. Fiquei com a impressão que cada um vê a Nova York que quer ver... Fiz vários programas turísticos de guia, mas em 15 dias, pude explorar a cidade com calma e andar MUITO. Fui em maio, e o clima estava ótimo.. alguns dias mais frio (mas nada demais) e alguns dias de muito calor, mas tudo tranquilo pra andar. Era primavera, então as flores estavam bem lindas. Uma cidade cheia de cor, com a vida acontecendo na calçada... Achei um pouco busy demais para férias, por isso disse que não entendo que vai todo ano (não que eu tenha que entender alguma coisa das férias dos outros, neam), mas ai.. moraria com força. Enfim, como eu disse, a cidade depende dos olhos de cada um, e eu vou deixar aqui as minhas impressões.
 A Estátua da Liberdade não é tudo aquilo que alguns dizem, mas também não é o programa mico que muito viajante cool prega. Você só tem que entender o quão perto você precisa chegar dela. Eu peguei um ferry no Pier de Wall Street, rumo ao sul do Brooklin. É um passeio delícia, que levou a gente pra uma neighborhood gracinha, com casas bonitinhas, restaurantes de frutos do mar em clima praiano, jardins floridos, uns barracões interessantes, barcos a vista. Foi meu primeiro dia na cidade, e é daquelas primeiras impressões arrebatadoras. E aí, meu bem... na ida e na volta, você vê ela. E ela sorri pra você :)
Liberty, by Gabriela Milan

Outra belezinha da vida é o pôr do sol na beira do Rio Hudson. Fizemos uma parada estratégica num parque em Tribeca, na beira do rio. Imagens lindas, mas tãããão lindas do pôr do sol, que foto nenhuma captou a magia do momento. Tem que ir lá e ver com os próprios olhos, toalha de picnic e garrafa de vinho chá verde.

Bleecker Street no West Village é uma delícia pra andar. Salvo engano, é por onde a Carrie "morava" no Sex and the City. Tem muitas lojinhas conceito, daquelas que meu espírito de rica ama muito olhar (e só olhar, né). As casas com escadinha são tipo de sonho, tem vários restaurantes e cafés charmosinhos, e tem a famosa Magnolia Bakery, que é sim tudo o que dizem - e se eu pudesse materializar o cupcake de red velvet na minha frente agora, me sentiria uma pessoa mais feliz. É uma caminhada muito agradável, e que pode continuar pelas ruas em volta, que seguem a mesma pegada fofinha cool. Por ali, você anda um tico, e chega no ponto alto do oeste nova yorkino...
High Line. É sim um dos pontos altos da cidade. O tal jardim suspenso, a vista, é tudo bonito demais. Confesso que, por ter visto tantas comparações com o que poderia ser feito do Minhocão, achei ele meio estreito. Mas é uma belezinha pra caminhar e apreciar a vista da cidade, os murais com obras, grafite, etc. Em uma das saídas está o Chelsea Market, e ó... outra maravilha. Muita variedade de comida, lojinhas de roupa, de cupcake, de cookies, tudo muito hipster. Destaque pra uma peixaria que tem lá, onde da pra comer sushi fresquinho, ou crabcakes. Demais!
High Line, by Gabriela Milan
Brasilidades no High Line

Os arredores da Brooklyn Bridge são outro ponto a parte. A caminhada pela ponte em si é bem legal, a vista da cidade vale a pena. O Brooklyn por ali é bem interessante (e por outras partes também). Tem a Brooklyn Promenade, que é um calçadão beirando o East River, cheio de banquinhos, gente correndo, silencioso. Você está fora de Manhattan, e sente isso. É uma paz pura... Na outra lateral da ponte tem o Dumbo, que é uma área com cafés, uma mini praia, um carrossel francês e uma vista incrível do skyline de Nova York. Aos domingos tem por ali, no píer 5, o Smogasburg, mercadão de comida, com food trucks e afins. De comer até cansar. Acho que nesse pedaço tirei as fotos mais bonitas da viagem.

Dumbo, by Gabriela Milan
Vista da Brooklyn Promenade
Dumbo
Brooklin, by Gabriela Milan
Me segura que eu to modela
Ainda falando em Brooklyn, vamos para a hipsterlandia: Williansburg. Adorei. Maior concentração de hispter barbudos estilosos por metro quadrado. Muita comida veggie (alias, modinha pela cidade toda), muita cerveja artesanal, muito brechó, muita lojinha pretensiosa vendendo bugiganga a preços altíssimos e o melhor custo/benefício de restaurante achado na cidade. Dziupla, anota aí. Um restaurante polonês, com combo entrada, prato principal e sobremesa por $15 doletinhas. Um pierogi delicioso, e na Bedford Street, a rua bombada de Williansburg.

Williansburg, by Gabriela Milan
lojinha pricey porém divertida no paraíso hipster
Em um dia ensolarado, pegamos a linha A de metro até o final e fomos a Coney Island, aquele parque de diversões famoso. Não, não nos acabamos na montanha russa, mas escapamos pela tangente, e passamos o dia em Brighton Beach, uma praia ali do lado. Não tem nada demais, mas as amigas new yorkers saindo de um inverno ficaram que nem pinto no lixo. Mas não é mesmo uma maravilha ir a praia de metrô?

Brighton, by Gabriela Milan

Pois é, o metrô nova yorkino realmente te faz pensar na vida. Por vários motivos, inclusive. Primeiro, porque ele te leva pra qualquer lugar. MESMO. Segundo porque ele é difícil, e faz você questionar a sua inteligência. Tem trem que passa e não para, as catracas servem apenas pra quem ta indo pra um sentido, tem estação que não faz sentido. Mas pra onde você olha, tem um metrô. E você pensa que maravilha é morar num mundo assim... exceto pelos ratos. Eles estão por tudo, e é no metrô que a coisa democratiza de vez. Você ta ali de buenas esperando um metrozinho, e então vem aquele rato peludo e pula seu pé. E é aí que você lembra que não da pra ter tudo, né... não da pra ter um metrô eficiente pra cacete, se sentir inteligente e ainda não conviver com ratos. Não dá, amiga, aceita.

Em Midtown e Upper East é que estão grande parte das atrações turísticas. A Times Square, os museus todos, a incrível Biblioteca Municipal (vá, nem que for pra carregar o celular enquanto observa transeuntes), o Central Park, que vale sim cada minuto que você gastar lá, ainda que sejam muitos minutos, as lojas da 5a Avenida, o tal do Little Brazil, tudo isso que tem em todo guia. Eu confesso que passei pouco tempo na área (se considerar que passei 15 dias inteiros na cidade). Fizemos um passeio na ONU, pois tinha uma amiga trabalhando lá, e o acesso foi mais fácil. É bem interessante, e valeu ainda mais apena porque estava chovendo, um bom programa indoor. Por ali, também gostei muito do prédio da Ford Foundation (320 E. 43th Street), que tem uma mini floresta tropical interna. Mas, pra mim, a cereja no topo desse bolo aí é a Grand Central. Estação muito bonita, muito cheia, onde você "sente" NYC pulsando. E de quebra, se tiver assistido Gossip Girl, ainda lembra da Serena, hahaha..
Grand Central, by Gabriela Milan
Agora, o que eu AMEI mesmo, e onde eu queria viver e acabei de um jeito ou de outro passando em algum momento de todos os meus dias, foi o Lower East Side. Seja Chinatown, seja Nolita, o Soho, East Village, todos esses pedaços... achei fascinante. É a área mais antiga da cidade, tem prédios muito peculiares, restaurantes de babar, bares bombadíssimos, gente cool, lojinhas interessantes, comida de rua boa demais. Eu teria páginas de dicas aqui... de tantos brunchs gostosos que tomei, do melhor Donuts da vida que comi, do estúdio onde tatuei, da feirinha onde comprei os melhores cremes anti rugas artesanais, da loja de lenços bonitos onde comprei os melhores presentes, do cemitério minúsculo tomados de trepadeiras por onde passei, etc, etc.
SoHo, by Gabriela Milan

SoHo, by Gabriela Milan

SoHo, by Gabriela Milan

Eu achei engraçado, porque já li tanto sobre NYC, já vi tanto, que sempre ficava com aquela impressão de que é um lugar que eu nunca fui, mas que conheço muito bem. Aliás, essa impressão era tanta, que eu mal tinha vontade de "gastar férias" pra ir pra lá. Mas tudo isso que escrevi aqui, foram gratas surpresas que encontrei, e que reforçam ainda mais o meu lema que é viver fora do guia quando for a algum lugar. É óbvio que tem sim que fazer coisas de turista, mas eu achei essa NYC óbvia da Times Square tão sem graça, se comparada com a vida que eu vi em outros cantos... E sim, os guias falam de Soho, falam de Brooklyn, do Meatpack District, mas acho que não fazem justiça aos lugares. E essa seria a minha maior dica de New York (e de todas as viagens): faça a sua experiência lá. Fuja do roteiro dos outros, ache a sua cidade, encontre o que faz teus olhos brilhar, gaste seu tempo com o que importa pra você e vá embora com vontade de ficar. Pra sempre <3

by Gabriela Milan 

7 comentários:

  1. Amei as fotos, amei suas impressões, amei as fotos, amei NY, amei tudo. Nunca fui, mas está nos meus planos com toda certeza. Meu ex nasceu lá e ele fala horrores e maravilhas de NY. Imagine a minha curiosidade rs.
    Vc ficou hospedada em hostel/hotel? Dá os contatos ae, pls =D

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    1. Paulinha, fiquei na casa de uma amiga, numa área bem sossegada de Manhattan, chamada Murray Hill. Hospedagem é o que encarece as férias em NY, é muito caro. Mas já recebi algumas indicações de amigos que se hospedaram em lugares bons e baratex para o padrão da cidade... Um é o The Pod (que tem em dois lugares), que é esquema hotel budget, outro é o Q4 hostel, que fica no Queens, mas a poucos minutos de Manhattan de metrô, o American Dream, que é meio hostel, mas arrumadinho, e fica na região da casa da minha amiga, bem sossegada, mas no meio de tudo. Como eu disse, precisando, eu tenho uma liiista de dicas, hahaha.. mas Precisando, eu tenho uma lista de dicas ;) Que bom que gostou das fotos! Beijos

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    2. Obrigada, Gabi. Vou guardar aqui os nomes. Estou pensando em ir pros States ano que vem, pra Montana, mas uma passagem por NYC não seria nada mal, né?
      Beijoo

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  2. Que bom que voce gostou de NYC, alias voce captou super bem a essencia dos lugares. A area turistica e bacana mas a area fora dela e melhor ainda, Eu vi que voce gostou de Williansburg, eu ao contrario odeio aquela, eu acho tudo muito caro, muito sujo e muito sem graca...rs. Se voce tiver em NY em uma proxima vez super recomendo tentar os restaurantes e o Chinatown no Queens, e bem melhor que o de Manhattan, alias passar pelo Queens pra comer e uma maravilha e muito restaurante pequeno com otimos precos e comidas maravilhosas. Uma coisa que voce falou que vez por outra eu sempre repito no meu blog, nao entendo esse povo que todo ano vem pra NYC passear, eu sei que as ferias nao sao minhas mas pelo mesmo dinheiro existe tanta boa opcao de lugares pra se conhecer..eu acho que e um shame...rs.
    Beijinhos

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    1. Eu acabei indo ao Queens apenas uma vez, em Astoria, para ir numa festa em casa de conhecido. Achei a região uma graça, tranquila, pra morar mesmo! Mas não deu tempo de me aprofundar nas redondezas... vai ficar pra próxima. Eu adoro morar em uma cidade em ritmo de loucura, como é SP, e como é NY. Mas pra férias, eu acho um pouco cansativo.. óbvio que é legal ir conhecer, mas sei de gente que já perdeu as contas de quantas vezes foi pra Nova York, mas nunca pisou na Europa.. sei lá, acho esquisito, rs.. Beijos!

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  3. Lendo o seu relato eu me teletransportei pra NY e tudo o que você escreveu eu senti, só que eu fiquei hospedada em Upper west side e adorei, meu passeio preferido era pegar o metrô e descer em alguma estação só pra ver o que tinha, hahaha, eu adorei o soho, noho e nolita, moraria ali fácil, NY me lembrou uma mistura de Londres, Barcelona e Buenos Aires é uma cidade incrível que dá vontade de voltar mil vezes, ô saudade <3
    http://quartodeviagem.com/

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    1. Eu acho que não conheci o Uper West side, para o West o mais alto que fui foi Hells Kitchen. Mas eu achei NYC toda boa, exceto justamente pela Times Square, que detestei haha. Essa parte do sul foi minha favorita. Sábado irei passar o dia, e dessa vez o foco vai ser o Brooklyn :) Beijos!

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