Virei Tia

To velha. Essa foi a sensação que eu tive ao adentrar ao meu 4º Lollapalooza. Eu sabia que tinha envelhecido (mentalmente) nesse um ano, mas não sabia quanto. 

Já fui em muito festival na vida, inclusive em todos os Lollas aqui do Brasil, virei muita noite em rave, sempre fui adepta da bagunça coletiva. Quando o boy me surge, no almoço de sábado, com o ingresso surpresa, me senti uma adolescente. Uma troca de roupa, duas garrafas de cerveja e um passeio de trem depois, ao me deparar com aquele enxame de gente vestido igualzinha mas se achando muito autêntica, me senti uma tiazona. 

Não que eu nunca tenha feito dessas - saído por aí me achando A estilosa, estando igualzinha a metade do mundo. Mas eu fazia isso quando era jovem, jovenzíssima, hahaha.. então tive uma bela crise de idade no meio do festival. 

Lolla, by Gabriela Milan

Mas foi um dia delicioso... Chegamos na mosca pra ver o Robert Plant. Eu não conheço nada da carreira solo, mas ele cantou coisas do Led Zepellin, e o show foi bonito. Multidão cantando, os tiozões se emocionando, aquela vibe gostosa de festival. 

De lá fomos pro Skrillex.. tipo outro festival, haha.. música eletrônica, molecada indo à loucura, muita luz, muita projeção, mão pro alto, lazer no céu, UHU. Foi divertido, dançamos bastante, mas não é a música eletrônica que me faz esquecer da vida. 

Depois ficamos perambulando, ouvimos um pouco do Major Lazer, que é o projeto do Diplo, passamos no Bastille, e fizemos um pouco de people watching, que eu adooooro.. ainda mais no meio daquela fauna enlouquecida. 11h da noite, quando os fogos anunciaram o fim dos shows, a gente já estava sentando no trem, a caminho da cidade, pra curtir uma bela ressaca em casa. Mati estava doidinho pra emendar uma festa e virar a night na balada, mas a tia veia aqui arrastou o homi pra casa. 

Eu nunca imaginei que eu seria a pessoa a negar balada, mas confesso que não sirvo mais pra eventos megalomaníacos, em que se anda muito, bebe muito, pula muito e se joga muito. Por outro lado, acho que foi essa foi uma despedida da minha vida de festivais à altura, com música boa e a melhor companhia do meu mundo. 

Ontem, vendo o line up, ouvindo o Foster the People, me deu até uma coceirinha, aquela vontadinha de me enfiar no trem de novo. Ao olhar pra cima e ver a nuvem preta no céu, senti menos culpa por ter que rumar pra Alphaville, e trabalhar no escritório por horas a fio em pleno domingo. No fim, é isso mesmo... eu to velha, e a ressaca interminável na cabeça somada às responsabilidades nas costas não me deixam esquecer disso. 


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