As viagens dos sonhos

Viajar é tipo uma doença. Uma vez que você foi a primeira vez, um abraço... Você nunca mais vai parar de planejar a próxima. E eu sou viciada em planejar, em procurar voos, achar hospedagem bacana, etc... Mas fato é que eu conheço (muito) pouco do mundo. Me dá até tristeza pensar. Por outro lado, os lugares que conheço, conheço bem. Mas ainda assim, é pouco pra minha vontade...
Vamos pintar esse mapa, minha gennntchi!
Como quase todo mundo, tenho uma lista enorme de lugares que quero conhecer. Mas tem muito lugar que é "fácil", eu sei que eu vou a hora que der. Pode não ser esse ano, o próximo, mas eu sei que em algum momento, pode ser aos 60 anos de idade, como a minha mãe, mas eu vou conhecer Paris ou Barcelona, por exemplo. É mais "simples", tem voo saindo todo dia de Guarulhos, com um planejamento financeiro básico é super alcançável (se o Euro baixar da casa dos 3,60 ajuda também). Mas tem outros lugares que são assim, digamos, chefe de fase na vida de um viajante. 

E eu vou fazer aqui uma lista dos 13 lugares que são um objetivo de vida, que podem se realizar ou não, mas que eu sonho, e sonho muito, sem ordem de preferência (porque tenho probleminha pra rankear coisas). Vamos acompanhar o roteiro da Megasena?

1- Islandia

Islandia no inverno...
....e no verão!
Natureza, paisagens de tirar o folego, arquitura única e um sem número de Bjorks andando pela rua e falando palavras compridasaykjkedjkedjkedjke...

2- Tokyo


Sou muito chegada numa cidade grande e caótica, e tenho a impressão que Tokyo deve ser a maior, mais autêntica e mais bonita delas. 

3- Maldivas


Em algum momento esse lugar deve dar até tédio, mas eu preciso de experiências na minha vida, e uma delas é esse tédio luxuoso azul turqueza. 

4- Taj Mahal


A Índia me fascina e me assusta com a mesma intensidade. Mas na hora de decidir o que pesa mais, é nele que eu penso. Eu preciso por meus olhos no Taj Mahal. 

5- Aurora Boreal na Noruega


Eu tenho uma queda forte pelos países escandinavos, e uma vontade louca de ver a aurora boreal. E eu sei que eu posso ver no item 1 mesmo, na Islandia. Mas a minha loucurinha é por ve-la na Noruega, por motivos de: QUERO.

6- Tailandia


Eu sei que já nem é mais tão impossível assim, mas considerando as distâncias envolvidas e as minhas possibilidades de férias, segue sendo sonho. E eu morro de amores por essas praias, pelos elefantes, pelo azul do mar, pela full moon. E tem Bangkok... Que é metrópole caótica do jeito que eu gosto, com aquela loucurada de Sudeste Asiático, misturando templos, tuk tuks, etc...



7- Transiberiana

Quero sair daqui...
... passar por aqui...
... e chegar aqui!
 8- Tunisia

Pra ver camelos....
... e camelos
Eu tenho um verdadeiro encanto por desertos... Não a toa, aparecem nessa lista mais de uma vez. Desde pequena ouvi as histórias do meu pai, que mochilou pelos desertos do Saara e Magreb de carona nos anos 70, e ficava fascinada. Meu pai passou pela Tunísia, e tem esse encontro magnífico com o Mar. Ta feito o combo das maravilhas!

9- Coreia do Norte


Eu apenas acho que a experiência deve ser surreal... É como estar no mundo mas fora dele, sei lá. É, em 2015, somente o país mais fechado do mundo e eu queria saber como é isso.

10- American Road Trip


Porque eu preciso me sentir Telma e Louise nessa maravilhosa vida bandida

Pode ser na linda West Coast...
...ou atravessando Mojave
11- Interior da China


To longe de desprezar a Muralha, mas o que dizer diante dessas imagens?


12- Pirâmides


Já disse que adoro um camelinho?
Acho que de todos os lugares com os quais sonho, foi minha primeira "vontade". Eu era MUITO pirralha a primera vez que encasquetei que queria ir pras Piramides. Pirralha a ponto de achar que eu podia pegar um ônibus pra lá no Graal mais próximo.

13- ????

Pois é... esse é o destino para onde estou indo em algumas horas. Sempre é tempo de realizar um sonho, não? 

Where?????
Férias, here we go :))))

* O blog vai ficar off por uns dias, mas quem quiser dar uma olhada no instagram, fique a vonts! @gabtrentini
** todas as imagens vem daquele lindo, o Google, exceto pelo meu mapa pobre de lugares visitados, do TripAdvisor

O purgatório

Acabada a novela americana do intercâmbio (capítulos 1, 2 e 3), começou a novela mexicana do retorno. Minha gente... Se vocês pensam que é triste dar tchau pros pais no aeroporto na ida, queiram nem saber a merda que é o dia seguinte da volta. Por que assim, você chega, ta todo mundo te esperando, é uma maravilha reencontrar pai, mãe, tios, amigos, beber 5 litros de Guaraná Antarctica e comer 5 pães franceses, uma salada de palmito fresco, só alegria. Daí você deita pra dormir, e é tudo muito esquisito... Parece que tudo que você viveu mal existiu. De novo, a história da realidade paralela.

Começando que lá eu estava num lugar muito seguro. Deixava a janela do carro aberta e tudo de ruim que acontecia era uma criança abestada ligar meu farol, me deixando sem bateria. Era também um oasis de civilização: embora não tivesse muito pedestre dando sopa, era só um por o pé na rua que os carros paravam. Ao lado da minha última casa tinha um ponto de manutenção de postes da Verizon (a Telefonica deles), e em vários dias de sol eu me esticava de biquini no jardim (lembrem que naquelas terras não tem muros), e não ouvia um fil fil. Os brutamontes de macacão entravam e saiam o dia inteiro, e não davam a mínima pra minha bunda de biquini. Uma paz. 

Ai você dorme, e acorda em São Paulo... caos rolando, semi atropelamento, tentaram bater minha carteira no metrô, aquela maravilha. Vá lá que tinha uns (vários) probleminhas nos EUA também, mas nessas horas a gente não lembra, né. E aí eu, que ganhava alguns mil dolares mensais pra ser salva vidas, virei "mão de obra qualificada". Estagiava por 8h em escritório renomado, e ganhava uma coisinha... E ainda por cima, eu estava apaixonada, meus amigos.. eu estava crentíssima que tinha encontrado o amor da minha vida. E ele não estava no mesmo hemisfério que eu... 

Pronto, tava feita a merda. Chorei dias e noites, tardes e madrugadas, nonstop. Eu dormia na aula, eu chegava no escritório e ia pro fórum, chorava no caminho de ida, no caminho de volta, e entre um processo e outro, chorava na escada de incêndio do João Mendes. Eu era a Maria do Bairro, eu era um trapo de gente. Eu sofri tanto, MAS TANTO, que eu ouvi da minha mãe que aquele intercâmbio foi o dinheiro mais mal gasto da vida dela. Não a julgo, rs... no lugar dela, pensaria a mesma coisa. Eu queria que o Direito explodisse, eu queria que o Mackenzie explodisse, eu queria ser salva vidas pro resto da minha vida, eu queria me afogar em Long island Iced Tea, eu queria meu amor, meus parques, minha liberdade, eu queria nunca mais ter que pedir dinheiro pros meus pais. Eu devo ter semi vegetado por uns 6 meses, só sabia pesquisar qual era o modo mais rápido de sair do Brasil ou, usando as minhas palavras da época, "fugir dessa desordem". Quis ser au pair, quis migrar pra Dinamarca, quis trabalhar em navio, quis fazer qualquer coisa. Só não queria estar onde estava.

Mas, como dizem por aí, não há mal que dure para sempre. Aos poucos a vida foi engrenando. Aos poucos, eu fui encontrando espaço para a Gabriela que voltou. O estágio foi ficando cada vez mais e mais interessante, as melhores amigas do mundo me ajudaram, a gente saía muito, a gente ria muito, a gente aprontava todas, e eu fui vivendo. Revivendo. Entre 2008 e 2010 eu vivi uma fase incrivelmente divertida, complicada, cheia de altos e baixos, cheia de VIDA, da melhor vida que você pode ter, aquela que é bem vivida. Em julho de 2010 eu me formei, eu passei na OAB, eu estava livre para ir para onde eu quisesse. 

E pra onde eu quis ir? Isso mesmo, pra lugar nenhum. 

E aqui ainda estou. Gostaria ainda de morar fora um dia? Sim. Mas nada grave... Não explodi o Direito, muito menos o Mackenzie, não me afoguei num copo de cerveja, não virei au pair, não voltei a ser lifeguard. Eu amo São Paulo, amo meu caos, e não amo o que eu achei que era amor. Eu simplesmente aprendi que a vida se encarrega de levar a gente pra onde a gente deve ir. A nossa única obrigação é perceber pra onde o vento está soprando.

E por que eu estou contando isso? Porque na época da loucura desenfreada de EU PRECISO IR EMBORA DESTE LUGAAARRRRR, ou seja, segundo semestre de 2007, por aí, eu comecei a acompanhar blogs de brasileiros e portugueses pelo mundo. Eu queria ver o mundo pelos olhos dessas pessoas, queria aprender sobre lugares pra onde eu talvez pudesse ir, e mais do que tudo, queria me alimentar de esperanças de que havia luz no fim do túnel. Acompanhei muitas dessas pessoas por anos, "vi" famílias lindas serem construídas, histórias malucas pelo mundo, retornos melancólicos, recomeços esperançosos. A vontade de fugir passou, mas eu continuava adorando ver a vida pelo mundo. Dessa leva de blogueiros que comecei a ler em 2007, acompanho ainda uns 2 ou 3. Mas fui pingando de blog em blog, "conhecendo" muita gente, torcendo pelas vitórias, ficando feliz com as conquistas, como se fossem amigos meus. E acho que de alguma forma são sim, amigos que as vezes nem me conhecem, mas que me ajudaram de alguma forma a sair das trevas, haha.

Obrigada, blogosfera, você fez do meu purgatório um lugar muito mais habitável <3

A minha SP

Que eu sou louca de paixão por essa São Paulo bagunçada não é novidade... Mas não me canso de amar sempre mais. São 11 anos na loucura e já tive várias fases por aqui. Fase dos botecos da Vila Mariana, fase Vila Madalena, fase Baixo Augusta (melhor fase, gente.. VOLTA STUDIO!), fase Centro. Agora to numa fase TUDO. To num momento que meu gosto está espalhado pela cidade e tenho circulado bastante. Fiquei com vontade de fazer uma lista das minhas delícias paulistanas do momento. Quem sabe alguém não se anima de me visitar nessas terras áridas... por enquanto ainda tem até água!

***

Praça Dom José Gaspar
Essa é dos favoritos da vida! Eu amo o nosso Centro. É sujo, é mal cuidado, mas é LINDO! E a Avenida São Luis pra mim é a jóia mor. A Praça está ali, quase no cruzamento da São Luis com a Consolação, atrás da Biblioteca Mario de Andrade. Tem muito verde, tem o Paribar delicioso com seu brunch, croquetes e Selvagem nos domingos. Tem a Cachaçaria do Rancho com samba, feijoada e as melhores comemorações das amigas da vida. E tem o Metrópole, com shows e festinhas bombadas, pra chacoalhar o esqueleto. 
Foto do Google porque as minhas são impublicáveis
Ciclovias
Quando mudei pra SP torcia o nariz pra bicicleta aqui. Pois é. É que na grandiosa Pariquera de onde vim, andar de bike não era um programa. Era meio de locomoção, pura e simplesmente. Me incomodava absurdamente o programa aqui ser "andar de bicicleta". - oi, tudo bem? Vamos andar de bicicleta? Hahaha.. Acontece que as ciclovias estão aí, aos trancos e barrancos se espalhando pela cidade (inclusive passa pela minha Praça amada aí de cima), e já me é possível tocar minha vida de final de semana sobre uma magrela. Puro amor <3
Mati levando baby pra almoçar num Domingo molhado

Pirajá
Boteco com alma carioca e bolinhos de carne seca indescritíveis. Eu não gosto de carne de porco, de carne seca e eu sou viciada nos tais bolinhos. Se deixar passo os sábados inteiros na base de bolinho e Caju Amigo. O fato de ser na frente da casa do Mati contribui para esse momento paz e muito amor entre eu e o Pirajá.

Javali

Fotos do Javaface
MELHOR. FESTA. DE. SP. Há 3 anos sou Javalover de carteirinha. Como não morrer de amores por uma festa que toca todas as músicas que você já quis dançar loucamente na vida? Toca o canto dessa cidade sou euuuuuuuuuu, toca Toxic fase brilho da Britney, as bexigas caem ao som de Total Eclipse of the Heart, as pessoas brincam de estourar bixiga na barriga, todo mundo canta Spice Girls, todo mundo ama, tem mosh minha gente....


Última passada por lá saímos se arrastando às 8h da manhã... a vibe é a melhor da vida. 

Ramona
Misto de restaurante e bar de cocktails. Cardápio enxuto, mas tem um Steak Tartare dos bons (sou muito fã, e já provei quase todos da cidade, haha) e drinks muuuy buenos. A música é boa e vai aumentandinho. Não queria ser repetitiva, mas fica ali no Centro, quase de frente pra Praça Dom Gaspar, rs....

Benedito Calixto
Essa não sai de moda nunca. Praça boa pra comprar quinquilharias, ver gente bonita, sentar na calçada e tomar Original da garrafa, comer acarajé da baiana, ver a vida passar num sábado ensolarado. 

Villa Lobos
Eu, vizinha do Ibirapuera, ando bem traídora mesmo e in love com o Villa Lobos. Cest la vie. É mais vazio, te um piso plano e liso bom de patinar, da pra fazer picnic sem que a bola do vizinho acerte a sua taça. Como o parque é novo e as árvoes idem, ele era meio carente de sombra. Mas ta melhorando... As quadras também são menos disputadas, tudo é mais fácil por ali. E é lindo. 
5 segundos antes do tombo
Baccio di Latte
Tem várias, mas a minha queridinha é a da Vila Madalena, que é bem ampla, bonitona mesmo. Os sorvetes são um escândalo a parte... Meus favoritos são Doce de Leite e Chocolate Belga. Sério... pode ser o pior dia da sua vida. Tome o sorvete. Um sorrisinho qualquer vai surgir no seu rosto.  

Trackers
O que dizer de um prédio desgraçado no meio da Av. São João, abandonado, com apartamentos amplíssimos, invadido por um coletivo artístico que além de expor trabalhos, faz festas incríveis, com música da melhor qualidade, projeções belíssimas e povoada da fauna mais interessante? Amor demais. Desde a reabertura (pois é, ficou fechadinho porque esse panorama passado acima não me parece exatamente, hum.. legalizado) eu ainda não fui, mas é de longe o melhor clube da minha São Paulo. 

Minhocão
É uma aberração arquitetônica no meio de SP? Sem dúvidas. Mas eu gosto dele. Gosto de dirigir por cima dele (fora do rush, pelamor), mas gosto mais ainda de passar a pé quando está fechado. É um grande parque a céu aberto, com feirinhas gastronômicas, mercado de coisas usadas, gente andando de bicicleta, meninos jogando bola e a vista mara do Copan. Tem bloco de Carnaval, tem grafitti, tem cantores de ópera na sacada dos apartamentos. É lindo!
A minhoca de domingo
Por hora, é isso. 
Talvez esse post tenha que ter parte 2, pra não ficar muito extenso... porque sim,eu vejo muito amor em SP, e por mais que eu tenha uns muitos queridinhos, essa cidade tem coisa bonita demais. 

E aí, alguém animou pra me visitar?

Cozinha for dummies

Cozinha nunca foi minha praia, sabe... Nunca me interessei muito e sempre tive muita preguiça de cozinhar. Só de ir olhando a pilha de louça se acumulando já me dava uma gastura. Pra piorar, eu só tiro a bunda do sofá quando a fome já está me matando, e aí fico pensando que já ta tarde pra começar a fazer do zero. Confesso, no entanto, que tenho uma invejinha branca de quem domina a arte... Fico vendo os bolos da Marcela ou as receitas simples e com cara de "casa" da Ana, e morro de vontade. 

Mati gosta mais da cozinha... tem uma super habilidade de fazer catadões na geladeira e transformar numa bela janta. Ele sempre entrou com a janta em si, e eu ficava dando umas ajudinhas, picava um tomatinho aqui, um pimentão lá, e lavando a louça sempre. Mas coitado, né... não é porque estamos numa casa feminista que ele não tem direito de ter preguiça né, haha.. Ele volta e meia pedia pra eu fazer algo, e eu até me esforçava, sempre saia gororobinha, mas enchia a barriga. 

Eis que ano passado um amigo meu lançou um negócio, um site que entrega os ingredientes para sua refeição, nas porções exatas e com o passo a passo do preparo. São receitas mais elaboradas, todas elas criadas por chefs de restaurantes aqui de SP. No começo, confesso que achei o cúmulo da preguicite classe média de SP, sabe... pagar um app pra comprar suas porções no mercado, rs. Mas acabei comprando uns kits até pra dar força no projeto do amigo.

E minha gente... ta nascendo uma cozinheira. Seguuura Berenice! O que eu nunca tinha pensado, é que a experiência com os kits ía me dar algo fundamental pra cozinhar: segurança. Eu sempre achei que tempero, essas coisas, era complicados de acertar, fácil de errar a mão, etc. Também sempre evitei carne. Mio dio que eu não cozinhava carne nem com reza brava.

Mas acabou que já estou usando as "técnicas" que fui aprendendo nos kits em outras receitas, improvisando mais, e to até começando a me divertir na cozinha. Esse fim de semana fiz um carré de cordeiro e cuzcuz marroquinho e ó, ME ACHEI. 

Ta faltando dominar composição do prato ainda, rs...
E o melhor de tudo, as receitas são rápidas. Claro que facilita (e muito), o fato de a cebola já vir picada, e tal.. Mas o preparo de todos os pratos são práticos. Já fiz picanha com shimeji e batatas, um salmão ao molho de laranjas, e em breve testarei a lasanha vegetariana. Como eu estava pensando em fazer um curso de culinária, achei mais legal investir nos kits, assim eu podia cozinhar em casa, com os utensílios que tenho em mão e com um investimento menor. Pra mim foi um acerto.

To orgulhosa que só!



* Diante da parca audiência deste blog pessoal mal divulgado, achei que não fosse necessário dizer que isso NÃO é publicidade. Mas uma vez que me foi questionado, digo: NÃO É. Meu amigo do site, bem como muitos dos meus amigos, desconhecem a existência desde humilde espaço de desabafos e mimimis. E se conhecesse, saberia que não valeria qualquer investimento, hahaha.

De volta às origens

Quem me vê hoje não diz, mas fato é que meu cabelo é esse aqui da esquerda, ó:

Do tempo, by Gabriela Milan
Ai que festinha maneira na garagem
Sabe como criança crespa sofre, né? Com piolho, com bullying, com meses de bad hair day em sequência... Era um projeto da minha vida dar uma alisada na juba. Aí, lá com uns 16 anos, minha mãe deixou eu fazer um relaxamento natureba na raiz. E pronto... Foi um caminho sem volta. 

Com uns 18, prestes a me mudar pra SP, fiz o tal relaxamento natureba no cabelo inteiro de vez. Ajeitou legal. Mas aí, começou a ficar com a ponta meio espigada, sabe? Daquele tipo que estoura uma bixiga, hahaha.. Sei que entre tentativas mil de liso de mais e sedoso de menos, liso de menos e frizz de mais, uns anos atrás achei meu mago patalógico do cabelo, e eis que fiquei assim, lisa e volumosa:

Selfie, by Gabriela Milan
Aôô selfona de guerra!
E ta ótimo. To felizona há anos, nesse esquema que o cabelo fica assim sem precisar secar. Se secar no secador ele escorre de liso. E apesar de ter experimentado coisas inexperimentáveis pra uma crespa, tipo ter uma franjinha mara, to cansando. Ta me dando gastura toda vez que preciso ir no salão e ficar lá 3 horas sentada. 

E daí que esses dias, que minha raiz já ta bem crescida e seria hora de um retoque, tomei uma decisão: vou voltar ao natural. Vou deixar o cabelo crescer e ver qualé que é... A minha meta é ver o que vira em 6 meses. Se eu estiver satisfeita, testar mais 6 meses, e assim vamos indo, até a coisa estar toda selvagem natural.

Que minha cabeça não vire um xaxim, porque aí vai ser o projeto mais curto de todos os projetos. Oremos!

Follow @ Instagram

Back to Top