Vamos balançar?

Gente, só to passando aqui pra falar que acordei e puta que o pariuuuu.. ainda é agosto!


Mentira... Agora resolvi que vou fazer balanços mensais. Fiz um em julho gostei muito. Da sensação de realização, sabe? Acho que daqui pra frente vai ser assim. Vou indo de mês em mês, e as promessas de ano novo vão ficar pra outra vida. Enfim, vamos lá. 

* conheci vários bares e restaurantes novos (tenho mania de ficar repetindo os mesmos, e andei me comprometendo a variar). Boca de Ouro, La Central, King of Fork. Considerando que to segurando a onda na gastação, ta de bom tamanho. 

* comprei o bendito do carro e fiz minha mudança, como falei melhor no último post

* recebi, HOJE, o pagamento da indenização final do seguro. To achando que vou ignorar o fato de que é segunda feira e vou gastar tudo num buteco pra comemorar o fim de agosto


* fiz a prova final do meu curso online, passei com 92% de sucesso e to orgulhosa que dói


* passei, mais um mês, sem comprar roupas, bolsas e sapatos. Poréééém, como não sou de ferro e fiz uma mudança, comprei tigelinhas pra minha casa. Vale ressaltar que, além de estarem na mega promoção, eram de extrema necessidade, pois aparentemente gringos não foram educados para tomar sopa/cereal no prato fundo e meu dignissímo já lavou o tapete da sala com leite várias vezes. Antes eu ficava indignada, mas o tapete era dele, haha. Agora que é nosso, acabou a patifaria. 

* consegui aproveitar uma promoção do Melhores Destinos e comprei uma passagem baratex para sair um pouco de SP em novembro. Falta tempo ainda, mas eu sempre vejo as passagens e nunca que elas me servem, então tocou musiquinha do Airton Senna na minha cabeça quando apertei no "comprar". 

* fui numa balada chamada Tropicanagem Baianada e dancei TODAS as coreografias axezentas da minha adolescência na Ilha Comprida. Além das músicas boas tipo uns Caetanos maravi, aproveitei pra me acabar no movimento é sensual, la vai raimunda passeando pela feira, segure o tchan, a noiva loira do tchan, tchan na selva, tchan no egito, tchan no havai, tchan na casa do capeta... Enfim, eu adoro uma festa bagaceira, saí suada, descabelada, feliz e descadeirada. Tenho mais idade pra isso não.  

* aprendi a vender coisas. Nunca gostei de vender coisas pessoais, sempre dei pra amigas e conhecidos. Acontece que eu, poucos dias antes de conhecer Mati, fiz um projetinho pro meu então quarto. Comprei TUDO novo e pela primeira vez na vida, tava feliz em morar e dormir em algo que tinha a minha cara e o meu gosto e não era sobra da casa da mãe, tia, vizinha. Pois é... 1 ano e meio depois, tava eu tendo que me desfazer de tudo. Foi um exercício imenso de desapego me desfazer de cada coisinha escolhida com tanto carinho. Aí respeirei fundo, e pá.. botei na OLX. Parabéns pra mim, que me distanciei um pouquinho de aparecer no acumuladores da Discovery. 

Acho que foi isso aí... ta bom, né? 

Agosto, o terrível

Agosto ta rolando faz uns 6 meses, já... Ta dando uma canseira do inferno, e a impressão é que chega Simone cantando entãããão é Natal!, mas não chega setembro. Apesar de estar de saco pra lá de cheio de agosto, o mês não foi de todo ruim, não. Eu ainda não recebi a indenização integral do seguro do carro, mas consegui dar um jeito e já comprar o carro novo. Assim, pude dar cabo da minha mudança, finalmente. 
Hello, nova vizinhança
Uma vez mudada, minha qualidade de vida vai dando passos largos rumo à decência. Só o fato de, ao invés das 2h de antes, eu gastar meia hora pra voltar do trabalho pra casa, já é um grande adianto. Mas além disso, no prédio novo tem uma mini academia, onde tenho ido dar umas caminhadas na esteira. Também estou me inteirando da programação do Sesc Pinheiros, e em breve quero começar a me exercitar por lá, porque agora sobra tempo, gente! Pra finalizar, lá na casa antiga eu era a louca do delivery. Pedia umas comidinhas todo dia (ou saia pra comer). E por mais que eu não seja nenhuma Ofélia, tenho tentado não sobrecarregar o boy com as tarefas domésticas. Com isso estou me aventurando mais na cozinha, o que significa menos refeições fora de casa, ou seja, money na carteira.

Ali pela vizinhança também tem alguns amigos de Mati. Já faziamos várias coisas juntos nos finais de semana, mas agora tem rolado algumas distrações semanais, e esses gringos tem cada ideia, hahaha... Um dia ficamos viajando com um telescópio, vendo pessoas entrando e saindo do metrô, mocinhas retocando maquiagem no trânsito da marginal e uma menina brincando de fantasma com um lençol no jardim de casa. Eu sei que tem todo um quê de voyerismo, mas foi divertido por uma meia hora. Ontem fomos brincar de fazer sushi, e acreditem se quiser: ficou bom. 

Agora, o que queria dizer mesmo, é que parece que comprei carro faz 6 meses, mas faz 20 dias. Que mudei faz 2 meses, mas faz só 2 semanas. Parece também que comi sushi 10 dias atrás, mas foi ontem. A sensação é essa mesmo... Que o tempo ta arrastado, que o verão não chega nunca, que as férias aconteceram em outra vida, que o futuro mora longe. Eu quero feriado, quero sol, quero dias longos, quero mar, calor e carnaval. Quero que agosto fique pra trás, quero setembro branco pra eu pintar de vida colorida. 

Meu pedacinho de chão

Depois de 10 anos e 3 meses morando neste pedacinho de SP, estou finalmente de malas prontas para deixar a Vila Mariana. Fazer as malas em si não foi tão difícil, tirando a bagunça normal de mudança. Mas me despedir do meu cantinho e colocar no cérebro que essa fase está virando passado é mais complicado. 
A minha vista favorita. Fiz esta foto tantas vezes, mas esse dia ó <3
Não vou ficar contando aqui as mil histórias malucas, engraçadas ou dramáticas que vivi na José Antonio Coelho 435. Mas vou mostrar um pouquinho do porquê que alguém que esteja querendo encontrar um lugar aconchegante pra morar, um bairro delícia pra se apaixonar, e ver uma São Paulo linda, pode considerar morar por ali. E quem já está muito bem obrigada em outro lugar, pode achar razões pra visitar, né?

Pra começar que é meio Vila Mariana, meio Paraíso. Um pedaço espremido entre os metrôs Paraíso e Ana Rosa, entre o Parque do Ibirapuera e a Vergueiro. É abençoado no quesito mobilidade, cheio de metrô, de ônibus, de BikeSampa, com a 23 de maio no meio, te levando de uma ponta à outra da cidade, a 15 minutos de Congonhas. E apesar de assim, no meio do forfé, o microcosmo é de cidade pequena. Eu encontrava o povo do meu prédio na padaria, na academia, no mercadinho coreano da esquina.

Mas vamos ao que interessa!

Cinemateca Brasileira
Foto do Portal Vila Mariana
É a meca do audiovisual em São Paulo. Lá eles são responsáveis pela conservação e restauração de todo o acervo audivisual do Brasil. Tem salas antigas, projeções em preto e branco, uma curadoria incrível. Infelizmente, tem sido negligenciada pelo nosso governo e está passando por uma crise bravíssima.  Uma pena, pois é uma delícia de lugar. Tem um jardim lindo e um café super agradável. A arquitetura do lugar ajuda... É um antigo matadouro, hoje super bem conservado. 
Foto do "Blog da Redação"
Fica quase em frente ao Instituto Biológico Dante Pazanezze, na continuação da Tutóia. Vale muito a visita!

Rua Ambrosina de Macedo
A Vila Mariana é famosa por seu passado de casinhas. Digo passado porque infelizmente essas casinhas foram dando lugar aos grandes condomínios e hoje a cara do bairro é quase outra. Ainda tem pequenas ruas que conservam esse casario, e eu acho elas puro charme. Lembram muito o que São Paulo já foi e como poderia ser. Normalmente são ruas pequenas, e com pouco movimento de carro, árvores bem cortada, vibe interior. Essa rua é pertinho de casa, tem casinhas coloridas e bate uma luz linda, porque fica num pedaço de poucos prédios. Me faz sempre querer sentar na calçada e tomar um solzinho.

Multishopping Vila Mariana
Ele é feiosão por fora, mas tem absolutamente TUDO que você precisa. É uma beleza pra comprar coisas pra casa, presentes de última hora, meias, pijamas, trocar a bateria do relógio. Tem ótica, tem McDonalds, tem loja da Lupo, tem CHURROS minha gente. Cardeta churros, o melhor que já comi desde os tempos de quermesse em Pariquera. Em 10 anos de vizinhança, não teve uma vez que saí decepcionada: sempre que precisei resolver uma bucha, fui lá e saí feliz. Resistência do chuveiro, meia calça desfiada, Subway de última hora, moldura pro quadro que era presente, bilhete da megasena do desespero, Avon e Natura na pronta entrega com desconto. Vai me fazer muita, mas muuuuuita falta!

Sesc Vila Mariana
Colado no Multishopping tem o Sesc. É um dos grandes e bons. A programação de teatro é riquíssima, o restaurante tem comida ótima por um preço amigo, tem muita distração infantil também. O ambiente em si já é muito gostoso, e ainda que seja pra sentar lá ler um livro, já vale muito. Tem também uma biblioteca, jogos, piscina pública. Não fica devendo em nada para os outros grandes Sescs como o Pompeia.
Foto da Vejinha
Rua Dr. Rafael de Barros
É por ali que a gente esquece a dieta. Tem 3 campeões da minha audiência, rs... Indo de baixo pra cima, comecemos no Tandoor, restaurante indiano. A comida é maravilhosa, o ambiente é super simples e o preço é justíssimo. As samosas e o lassi são leves, tem todos os tipos de curry, mas meu prato favorito de tudo é o Murg Nariyal, um frango no leite de coco. De chorar de emoção.

Subindo um pouco tem o Mitsuyoshi, restaurante japonês especializado em robatas. Veja bem, o sushi e o sashimi de lá são deliciosos, fresquinhos, muuuuito gostosos. Mas os espetinhos são a estrela da casa e a variedade é incrível. Tem de tudo, e obviamente não experimentei todos, mas nunca comi um mais ou menos. São todos bons.

Por fim, chegamos na sobremesa: a boa e velha Alaska. Sorveteria das antigas, e com muita cara de sorveteria do interior, que compra ficha antes. Começaram a aceitar cartão de débito há pouco tempo, rs. Os sorvetes são todos bons, e tem aquelas taças que a gente sonhava quando era criança: sunday, colegial e banana split. Mas o que me faz sair da linha mesmo é a cassata, aquele bolo cremoso assorvetado (?!). Dá nem pra se sentir culpada pela bomba calórica. É maravilhosa!

Rua José Antonio Coelho
Sim, ela, a minha querida. Vou nem fazer a ressentida e deixar o furto do carro (sim, em frente a minha casinha amada) dominar minhas lembranças. A José Antonio é maravioooosa. Tem uma boa padaria (e tem outra a caminho), tem uma locadora de video - siiiim, uma locadora!!!! - cheia de preciosidades, tem uma academia super boa com precinho de bairro, tem um mercadinho coreano para as necessidades de última hora e uma vendinha japonesa onde rola comprar fruta descascada e sushi fresco. Tem um campus da Belas Artes bem no finalzinho, onde rola curso de design, artes plásticas entre outros, o que garante uma fauna interessantíssima circulando de dia, de tarde e de noite. Tem meu salão cabelereiro favoritos, onde eu aprendi a domar a juba, e de quem ganhei um tratamento super mimado em domicílio depois do meu pós operatório em 2011. Tem um hostel fofinho, um casa de yoga, um estúdio de dança. José Antonio melhor Rua.

Quis falar um pouco dos tesouros mais escondidos. Mas importante lembrar de novo que vivi esses 10 anos há minutos do melhor parque urbano do planeta (ó o exagero aí minha geeeentchi), o Ibirapuera, que dispensa apresentações. Da mesma forma, era só caminhar 10 minutos e eu chegava na Paulista, puro ícone. Se estiver no pique com sebo nas canelas, chega-se andando na Liberdade (se não, é só andar duas estações de metrô). Acho que meu amor incondicional está pra lá de justificado, né?

Eu sou péssima pra despedidas, sempre fui, mas é isso aí... estou indo. Vou de coração aberto, ansiosa para ser feliz em outras paragens!

* ps - fotos publicadas neste blog e não creditadas são de autoria desta que vos escreve. 

As dores de crescimento

Gosto de cultivar as amizades que faço pelo caminho. Tento manter contato, estar presente de alguma forma, e ter pessoas de diferentes momentos da vida comigo. E ainda que vá conhecendo tanta gente pela estrada, tenho até hoje as minhas amigas de infância. São pessoas que se conhecem desde que farmácia escrevia com ph, aquelas que estiveram em todas as festinhas de aniversário e são família, abrem a geladeira da casa dos meus pais sem a menor cerimônia.

Tenho as amigas do cursinho, as amigas da faculdade, as amigas do meu primeiro emprego, amigas que fiz pela vida. E apesar do vínculo individual que tenho com cada uma dessas amigas, nenhum grupo se manteve tão unido como aquele, o primeiro. 

Juntas saímos do ensino fundamental, fomos pra Porto Seguro, cada uma deu seu primeiro beijo, viramos calouras de faculdade. Nem todo mundo no mesmo lugar, mas todo mundo sempre junto. Viajamos, fizemos intercâmbio, nos formamos, trabalhamos, namoramos, nos consolamos, pulamos muito carnaval. Na Ilha Comprida, em São Luis do Paraitinga, no Rio de Janeiro. Sempre estivemos vivendo mais ou menos a mesma fase, sempre fomos um coletivo e nunca existiu uma, sempre fomos todas.

Estamos aqui, todas batendo na casa dos 30 e, pela primeira vez, tenho a percepção que estamos começando a olhar pras nossas vidas de forma individual. E como dói... Como é triste ver que a distância começa a crescer, que a vida pode nos levar por caminhos distintos (embora a direção não seja muito diferente). Que as vezes não entendemos mais as decisões umas das outras. Que deixamos de ser um bando de meninas malucas e viramos mulheres com suas conquistas, seus problemas e toda a bagagem emocional que vem com eles.

Não deixamos e nunca deixaremos de ser o melhor grupo de amiga de infância que alguém pode querer ter. Acho, inclusive, que todo mundo passa por isso, né? Sempre tem aquele momento em que você não sabe o que sua amiga tão maravilhosa ta fazendo com aquele boy xoxo, ou ainda aquele momento em que você fala "se você beber outra tequila você vai vomitar e eu não vou segurar o seu cabelo", e ela toma, vomita e você segura, muito puta da vida. Todo mundo tem...

Mas agora que estamos ~crescidas~, fico com a impressão que esses momentos são mais sérios. Hoje nossas vidas são mais independentes e é muito fácil ter uma briguinha besta e ficar 10 dias sem conversar, afinal de contas tem relatório pra entregar, chefe pra aturar, trânsito pra enfrentar, namorado pra amar. Além do que, nós, que sempre fizemos tudo juntas, não estamos mais exatamente no mesmo estágio das coisas. Tem uma que vai casar, a outra vai juntar, a outra ta na pixta pra pegar... Tem quem queira estudar, quem queira trabalhar e quem precise decifrar o que será do futuro. E por mais que sigamos falando a mesma língua, começam a surgir alguns bois na linha.

Eu sei que elas estarão comigo pra sempre, sei que o filho de uma será filho de todas, que seguiremos forever and ever dando pitacos não solicitados e usando todo o passado mal assombrado que ficou em Pariquera (e no bosque da USP, no Largo de São Francisco, na Gioconda, em Ipanema e no Burguer King da Santo Amaro) para sacanear quem for preciso, mas as vezes eu só queria que o tempo parasse de fazer isso com a gente. Parasse de esfregar na nossa cara que crescemos, que podemos ser egoístas, que sabemos viver sozinhas no mundo.

Tempo, tenho certeza que daqui 50 anos, vamos fazer um churrasquinho regado a caju amigo e tirar uma foto pra você:

Que ano é hoje?

Ontem foi dia dos pais. Eu passei aqui, e de tarde fomos almoçar todos no Butantã Food Park, uma área cheia dos carrinho de cachorro-quente food trucks. Estávamos eu, Mati, baby e a mãe do baby, todos animados, presentes, cervejas e afins. E gente... as pessoas. AS. PESSOAS.

Estamos em 2015 e ainda é incompreensível pra alguns que esta, entre tantas outras, é uma das formas da família atual. Sim, nos damos todos bem, nos ajudamos, dividimos as responsabilidades. E sim, somos todos normais. Mas é incrível... O pessoal que dividia a mesa com a gente, pensando que éramos todos gringos, ficou falando a respeito da caruda "nossa, que gozado, né... todo mundo paz e amor, esses gringos são muito diferentes mesmo". E eu só quieta porque não tava afim de constranger ninguém no almoço de dia dos pais, rs. Quando fui jogar minha lata no lixo, percebi que a mesa de trás também estava comentando. Really, people?

E não é a primeira vez. Teve uma situação que me deixou bem indignada, justamente pelo machismo envolvido, e adivinhem? Isso mesmo, vindo de outra mulher. Foi em uma das primeiras vezes que saímos os 3 pra almoçar, eu, Mati e baby. Como ele ainda não estava acostumado comigo, Mati estava se ocupando de dar a comida pra ele, e eu estava lá de boa, escolhendo nossos pratos, fazendo gracinha pra ele, mas sem por ~a mão na massa~. Quando percebi, uma senhora na mesa de trás estava com o seguinte discurso: "Tem gente que não devia ser mãe. essa daí, por exemplo, não merece ser mãe... entrega pro pai, vê a criança fazendo manha pra comer e não se mete". Então, né, não tem jeito... numa sociedade em que mulheres pensam assim, homem vai sempre achar que qualquer coisa que faça é ajuda, é favor, e não que é responsabilidade e dever. Alias, quando conto que eles dividem absolutamente tudo em 50%, responsabilidades, deveres, custos, costumo ouvir de volta que ele é raridade.

Enfim, eu acho triste quando alguém fala que essa civilidade é ~coisa de gringo diferente~, como se o normal mesmo fosse todo mundo viver em pé de guerra e um dificultando a vida do outro. Acho triste que as pessoas, ainda que de forma indireta, acreditem que mulheres tem que viver competindo entre si. E pior: acho triste que ainda achem que o homem deve ser mero espectador, ou provedor, da criação dos filhos, que mulher deva se sentir "grata" quando tem um parceiro que assume todas as responsabilidades que a paternidade implica - ou seja, as mesmas que a maternidade. 

Achados

Estou num momento da vida que, se deixar, eu passo 24h por dia reclamando das coisas que precisam acontecer e não acontecem, ou que não deveriam ter acontecido e aconteceram. Então, ao invés de reclamar, resolvi dar umas dicas aleatórias de coisas legais que andei vendo, lugares que andei indo, etc. Vamos olhar o copo meio cheio, né?

***
Holambra

Ano passado, em fins de agosto, seguimos para Holambra, interior de São Paulo (próximo à Campinas), onde tem a Expoflora, uma enorme festa das flores. Holambra é uma colônia holandesa, e eu nunca imaginei que era tanto: é cheia de holandeses for real. Tem dancinhas típicas, torta de maçã, batata frita no cone com maionese, chuva de pétalas de flores - inclusive caindo de um helicoptero - e muito chopp Amstel. Na cidade você vê a arquitetura holandesa principalmente no centrinho, com muitos canteiros com tupilas, muitos restaurantes em predinhos típicos com gente comendo batatas de todo tipo, uma belezinha. É uma cidade arrumada e bem cuidada, com uma estrutura boa de pousadas e hoteis, tudo com preço honesto. Considerando que estamos chegando na época da festa, achei bacana lembrar desse final de semana agradável :)
Kafka on the Shore

Ganhei esse livro do Haruki Murakami de aniversário, e li suas 600 e tantas páginas todinhas em Cuba. O livro trata duas histórias paralelas que em algum momento se encontram. Sendo um livro de escritor japonês, a cultura japonesa está no livro todo. Os hábitos, lugares do país, crenças, lendas. É muito interessante, prende muito a atenção e a leitura flui muito bem. Va lá que em algum momento do livro uma das duas histórias me interessava mais do que a outra, eu acabava lendo correndo esta pra chegar na outra logo, rs... Eu li a versão em inglês, mas vi que foi traduzido também para português, com o nome de "Kafka à beira-mar".

La Central

No final de semana que passou, em mais uma das incansáveis andanças pelo Centro, demos nesse restaurante mexicano logo embaixo do Copan. A informação que recebi é de que a dona é uma mexicana mesmo. A decoração é bem clean, salão amplo, atendimento um pouco lento mas gentil e o cardápio é de fato a estrela. 
Foto tirada do Google, feita pela Casa Vogue
Pedimos uma guacamole pra começar e de entrada eu fui no taco de ceviche (!!!) que tava de chorar de tão bom. Mati comeu um de carne, provei também e estava muito bom. Dividimos depois uma enchillada de frango com molho de espinafre e era deliciosa, mas pequena pelo preço. A amiga que estava acompanhando pediu uma salada tropical com tomates, mangas, folhas, bem bonitona. Por fim, pedimos sobremesas, comi um bolinho de chocolate incrível e Mati comeu um sorvete com frutas secas e caldas que achei bem equilibrado, sobremesa gostosa que não estufa, sabe. Achei tudo muito acima da média (se for considerar ainda os mexicanos mequetrefes que temos aqui, esse ganha tipo 4 estrelas no Michelin, rs), mas não é muito barato. Como nada tá muito barato em São Paulo, vale muito a visita.

Bron/Broen (The Bridge)

Que série, meus amigos que série! Mati recebeu uma indicação e, sem dar muita importância, começamos a assistir essa série policial, uma produção sueco-dinamarquesa. A história começa com a descoberta de um corpo na ponte que liga a Suécia e a Dinamarca e, em razão do local, as polícias dos dois países trabaham juntos para solucionar o caso. Os responsáveis pela investigação, uma sueca e um dinamarquês, são dois tipos: ela tem um leve espectro de asperger, o que impacta nas suas relações interpessoais, e ele é tem lá seus desvios de caráter, mas é muito carismático. A evolução da trama e dos personagens é incrível, a produção é impecável, é tudo muito sombrio. A segunda temporada manteve a qualidade e eu estou que não agueeeento de esperar a terceira... Super recomendo! A gente achou pra baixar na internet, não sei se tem nos Netflix da vida. Sei também que os EUA lançou a série por lá, com a Diane Kruger no papel principal (The Bridge, o nome), mas não conheço alguém que tenha assistido pra saber se a adaptação ficou boa. Sou mais ir direto no original mesmo e botar as legendas. 

Plataformas Online de Ensino Gratuíto

No meu último post eu falei que estava fazendo um curso online, e depois que me perguntaram onde, achei legal dividir. Já tem um tempo que surgiram algumas plataformas de e-learning, e são muito boas porque contam com o apoio de grandes universidades do mundo todo. Hoje eu conheço o Coursera, o EdX e o Udemy. Quem souber de outras, deixa aí nos comentários, ok?

Até hoje, só usei o Coursera. Eles tem curso sobre absolutamente TUDO. Business, educação, literatura, marketing, TI, matemática, redação, psicologia, gestão, etc.. São milhares de cursos oferecidos por diversas instituições pelo mundo, em várias línguas. Como eu mesma já confessei, estou em vias de terminar um curso pela primeira vez, mas já comecei curso de Direito Europeu na Universidade de Leiden na Holanda, curso de Finanças em Wharton e mais outros dois que nem lembro. Os cursos são gratutítos, mas existe a possibilidade de pagar uma taxa para obter um certificado.

O EdX é mais voltado para tecnologia, o que faz todo sentido, tendo em vista que é uma iniciativa do MIT, nos EUA. Meu irmão já fez alguns cursos de programação por lá, inclusive ministrados por Harvard. Tem também muita coisa voltada pra empreendedorismo, claramente de olho no pessoal que está trabalhando com startups.

O Udemy eu não utilizei, mas entendi que os cursos são em maioria pagos. Os custos não são altos, são valores pagáveis, e é algo a se pensar quando se fala em e-learning. Por experiência própria, a coisa só andou mesmo quando eu enfiei a mão no bolso. A variedade é grande, e mais uma vez, recheada de universidades renomadas.

Acho que essas plataformas são uma excelente janela para quem quer aprender coisas mas tem dificuldade com horários, ou não quer se comprometer a longo prazo. É também uma ótima possibilidade de dar uma bisbilhotada naquela área que te interessa, mas é bem distante da sua formação. Acho que vale muito a pena!

Ella

Por fim, essa versão delícia do Oliver Nelson para Ghost, da Ella Henderson (sim, a menina que participou do X Factor). Gosto mexmo!


Gotas

* O Projeto Elba Ramalho segue de vento em popa - e por isso ando mais descabelada que nunca. Sério... cheguei na fase cogumelo, e tá bonito não. A raíz ta armada, o cabelo segue enrolando por uns 8 dedos e depois desce aquela coisa lisa e sem vida pra baixo. É de chorar de tristeza, mas vamos que vamos. Comprei uns cremes de hidratar, tenho dado uma atenção especial, gastado uns dinheirinhos no salão e espero do fundo do meu coração ser recompensada com uma cabeleira a la Ana Paula Arósio (ahammm senta lá, Claudia). 

* Estou prestes a terminar um curso online. Vocês tem noção da magnitude de uma coisa dessas? Eu já comecei uns 4, nunca terminei. Va lá que dessa vez eu paguei em barras de ouro em doláres para ter o certificado da Universidade, então eu tinha obrigação de levar a sério, mas né... Segue sendo uma evolução. Falta só fazer a revisão e a prova final. To MUITO orgulhosa - e cantando vitória antes da hora, as always

* A indenização do seguro ainda não chegou. Hoje de manhã, fui dar aquela olhada no internet banking, e uma lágrima escorreu quando vi que a segunda parcela do financiamento do carro caiu. Todo dia um 7 X 1...

* A morte lenta e dolorosa da Becky Bloom segue sob controle. Um mês se passou, e não comprei nadica. Parabéns pra mim!

* Me dei conta que estamos em agosto, e que minhas metas para 2015 estão bem mal das pernas. Os exercícios físicos estão limitados às pedaladas de final de semana, os livros ficaram nas férias, a Europa foi trocada por Cuba (bom motivo, ao menos), o voluntariado também perdi de vista, enfim... Shame on me. Será que em 4 meses eu consigo reverter? Se alguém quiser me dar uma passagem pra Europa, já adianta pro meu lado.

* Hoje lembrei dessa música, uma das minhas favoritas lá do tempo do Wisconsin... Fazia anos que não houvia, e como sempre, me arrancou uma risadinha. Que agosto seja suave :)


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