O tal do consumismo

Estamos em outubro, o que significa que estou há 3 meses sem fazer compras de roupas/bolsas/sapatos além da minha lista de necessidades. Dos itens da lista, comprei só o sapato de trabalho, pois apareceu a promoção que eu estava esperando. Psicologicamente falando, to me sentindo muito bem. Leio várias reportagens e posts sobre essa onda de consumo consciente e me sinto tipo *beijinho no ombro* que eu já to na dianteira. 

Olhar a fatura no cartão e não ver nenhuma parcelinha de Zara, Farm ou Forever 21 é bem delícia, devo admitir. Inclusive, reparei que já andou sobrando um dinheirinho na conta. Dinheiro esse que está sendo devidamente direcionado a outros projetos mais nobres e frutíferos. Mas mais do que o dinheiro extra na conta, andei aprendendo uma ou duas coisas nesse período, e achei legal dividir aqui. Spoiler: nenhuma delas é novidade, mas nada como olhar da experiência, rs.

Fast fashion é amor, mas amor desses amores sem vergonha, sabe? Pois é, a maior parte do meu guarda roupa, como dei a entender ali em cima, vem de fast fashion. E aí que essas roupas me fazem feliz, e mais perto da moda, masss... como são descartáveis! Vão criando bolinha, esgarçando, soltando fio e, em um ano, estão prontas pra ir pro lixo. Aí pergunto: será que não vale a pena comprar menos, coisas de melhor qualidade, gastar um poquinho mais e ter coisa boa, que dure? Minha mãe sempre foi adepta dessa teoria, compre menos e compre melhor, e nada como o tempo pra mostrar que sim, talvez mamãe tenha razão.

Roupa enjoa, enjoa muito. Inclusive até entendi da onde vem meu ímpeto de comprar: me sinto entediada com o que tem dentro do armário de tempos em tempos, aí penso que se eu achaaase um cardiganzinho colorido, ele ía dar novo sentido às roupas velhas. É bem assim que minha mente funciona, e é justamente por esse motivo que quase todo mês eu sinto uma pontadinha de vontade de comprar alguma coisinha, coisinha qualquer. E é aí que entra a criatividade, né. Usar coisas de jeitos diferentes, tacar colar, lenço, o escambal pra dar uma animadinha no vizu, e parar com essa de que "aquela coisinha que tem ali naquela loja vai ser a salvação do meu final de semana".

Fiquei também muito feliz por perceber que eu fiz umas compras espertas de sapatos e acessórios no passado. Tenho sapato vermelho, bolsa verde, bolsa amarela, lenço de bolinhas, sapatilha laranja, colares imensos, etc. Eles estão me ajudando a espantar esse tédio do parágrafo acima, posto que também realizei que a maioria esmagadora do meu guarda roupa é composto de coisas pretas, brancas, cinzas e azul marinho.

Alias, entendi como nunca o conceito de compra inteligente. Coisas que você consegue usar muito, em circunstâncias diferentes, que se combinam, que casam com seu estilo e o resto do seu armário. Apesar de ter ficado bem satisfeita por ter muito disso no meu armário, identifiquei alguns elefantes brancos lá. Coisa parada, difícil de usar. Como a maré não ta pra peixe, to botando todos esses elefantes pra circular na rua, mas né... fica de lição.

Por fim, se eu pudesse dar um conselho a qualquer pessoa sobre esse assunto, seria *faça limpezas periódicas no seu armário*. Em maio do ano passado, doei quase 20 pares de sapato, uma mala de 35kg cheia de roupas e uma sacola de bolsas. Esse ano, pré mudança, enchi a mesma mala de roupas, e mais uma vez se foram muitos sapatos. Dei a maioria das coisas, mas também consegui vender peças que estavam em ótimo estado e que custaram mais caro, como vestido de festa, jaqueta, etc. Tinha sim muita coisa fruto de compra de doida, mas a maioria das coisas era acúmulo dos anos. Sabe quantas dessas peças me fizeram falta até agora? NENHUMA. Além de ter feito uma graninha com as vendas, pessoas felizes com as doações, também descobri coisas esquecidas e que agora estou usando pra espantar a mesmice das peças favoritas. Além do que, fiquei martelando na minha cabeça pra queeee tanta roupa Gabrieláááá?. Pois é... pra que?

E assim vamos indo... vivendo, aprendendo, e de quebra economizando.

12 comentários:

  1. Quero ser como vc quando crescer! Mas acho que ainda tô num momento beeeem lá atrás desse seu novo eu consciente. Primeiro emprego, primeira vez que tenho pra gastar como bem entender. Daí ainda tô na fase de descobertas, mas acho que sou até bem controlada. Mas vc me deu dicas valiosas. Comprar coisas boas e que possam ser usadas de várias formas. Pensarei nisso quando for de compras.
    xx

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    1. Nossa, eu nessa época aí do primeiro emprego comprei mais da metade das coisas que eu disse que estavam acumuladas lá no armário, hahaha! Super te entendo. Só de você estar controlada, já está arrasando. E acho que tudo são fases nessa vida, temos que viver todas. Eu entrei nessa onda mais consciente justamente porque já passei pelas outras. Mas é bacana sim dar um uso mais justo ao nosso suado dinheirinho, né? Beijos!

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  2. Os fast fashions sao um problema serio na vida da gente...e muita roupinha fofa e baratinha...rrsrs. Eu ate que sou muito mais controlada hoje em dia, mas quando me mudei pra ca eu gastava muito. Agora to nessa vibe tambem, de comprar coisas de melhor qualidade e que durem mais.
    Beijinhos

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    1. Estando ai nos EUA, fica difícil mesmo segurar a onda, com H&M, Forever, tão baratinhas. Mas o importante é pelo menos tentar manter o foco. Eu to fazendo minhas coisas renderem muito, to super feliz! Beijocas

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  3. Menina, fiz isso ha alguns anos atras e foi tipo, libertador! Hoje compro coisas que realmente preciso e sempre tento comprar de uma qualidade melhor, pra durar mais - principalmente sapatos e bolsas. Ja cheguei a ponto de comprar bolsa "pela cara" e não durar tipo nem 1 mês de tão ruim....hahahaha Vivendo e aprendendo né?!rs

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    1. Pois é.. Só vivendo mesmo, rs. Outra coisa que eu estou aprendendo, é entender o que eu "preciso". Porque quando você vira a louca das compras, você precisa de tudo, ne hahaha. Mas já parei de precisar tanto, rs.

      Obrigada pela visita :) Bjos

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  4. Que legal que você entrou nessa onda! Eu nunca fui de comprar muito e sempre me achei "a estranha" perto das amigas que não sabiam quantas blusas tinham quando toda vida eu tinha 7, uma para cada dia da semana, hahaha! Eu tenho pouquíssima roupa e sempre foi assim, mesmo porque eu fui gordinha a vida inteira, então encontrar roupas que ficassem boas, boas mesmo, nunca foi tão simples quanto é para quem é magrinha...

    Beijos!

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    1. Entrei nessa onda, e estou me sentindo muito responsável, hahaha. Quando eu era mais nova, eu não tinha muita coisa também e acho que foi justamente isso que me impulsionou a comprar tanto quando comecei a ganhar meu dinheiro. Mas é uma coisa que além de desnecessária, não é sustentável, não acrescenta. Além de tudo me falta espaço, rs. Vivendo e aprendendo! Beijos

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  5. Que delicia esse seu novo momento! Inspirador! Eu tambem estou nesse momento menos e mais e de fato e libertador! Beijo Gabi!

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    1. De fato, inspirador! Haja inspiração pra se virar nos 30 com tudo que tem hahaha! Beijos

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  6. Gostei muito de ler este post. Eu ando a fazer um pequeno desafio, que é não gastar dinheiro até sexta-feira. Na sexta-feira tenho um jantar combinado e por isso vou ter de gastar dinheiro mas até lá o objectivo é não comprar nem um café. E também gostava de controlar o meu espírito consumista a longo prazo. Tenho melhorado nesse aspecto, hoje em dia é raro comprar algo espontaneamente. Normalmente faço uma lista das coisas que quero e compro de acordo com ela. Por outro lado, às vezes tenho dificuldades em resistir às promoções online que recebo por email... Beijos e obrigada pela visita lá ao blog! :)

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    1. Eu estou assim também, trabalhando com a lista. Acho que é importante pra dar valor ao dinheiro, e parar de se entupir de coisas desnecessárias, né? Eu que agradeço a visita :) Beijos!

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