Ser mulher é...

... passar pelas merdas nossas de cada dia e sair disso tudo de cabeça erguida. 

Merda n° 1
Na tal convenção, cada presidente de país tinha que apresentar os membros da sua equipe, com nome, cargo e descrição em uma palavra. E aí que os homens eram todos "trabajadores", "proactivos", "dedicados", "focado", e a Gabriela? "Guapa". Foda-se se você passa o dia toureado centenas de processos judiciais, se administra um passivo de milhões, se ministra treinamentos pelo Brasil para educar uma empresa sem educação, se passou 2015 garantindo o resultado financeiro da empresa. F O D A S E. Não importa o que você faça nesse mundo, a sua função principal nele é ser um vaso de flor e enfeitar os ambientes que frequenta. 

Merda n° 2
Um senhor prepara uma dinâmica de grupo, e diz que precisa da minha ajuda. Explica que a dinâmica consiste em um debate entre candidados de 3 partidos diferentes, cada um com um tipo de proposta. Aí eu pergunto, ok, em qual partido você precisa de mim? A criatura responde: não, entre um discurso e outro, preciso que você passe com uma plaquinha escrita round one, round two. Aí eu: ah, tipo ring girl? No thanks. 

Merda n° 3
O mesmo senhor que me chamou pra ser ring girl numa dinâmica de trabalho, caiu no meu grupo em um outro exercício. E adivinha se ele não cortou TODAS as minhas falas? Pois é. Pra ser humilhada sendo a gostosa da dinâmica eu sirvo, pra dar opiniões e contribuir com trabalho efetivamente, não.

Ou seja... Foda-se se a empresa, pessoa jurídica, incentiva a igualdade de gêneros. A PJ não pensa, a PJ não fala. Quem pensa e fala em nome da PJ são esses caras, e esses caras acham isso aí, que o que a gente faz de melhor é ser bonita - e olhe lá. 

Por isso, minhas caras, o negócio é se pintar pra guerra mesmo. 

Cancun em 4 dias

Esse ano fui convidada para a convenção da America Latina da minha empresa, que aconteceu nos últimos dias em Cancun. Os trabalhos começavam somente no domingo a noite, mas por uma cagadinha que fizeram aqui na emissão da passagem, cheguei lá sábado de tarde. E aí que eu tava toda empolgada pra cair na praia, certo? Pois é, mas como alegria de pobre é ter saúde, choveu em todo meu tempo livre lá. Incrível! Durante as reuniões sol escaldante, era só dar um tempinho livre e CHUVA!

Independente disso, eu tive uma oportunidade ótima de conhecer um lugar onde possivelmente eu não iria deixar minhas barras de ouro meus dolares por livre escolha. As praias lá são lindas, e eu, no auge dos 20 anos, morria de vontade de ir lá ferver nas loucuras da night. Mas não fui, o tempo passou e eu perdi a vontade de fritar no meio da americanada com biquinão e drink de guarda chuvinha. Há um tempo tenho a impressão, agora confirmada, que Cancun é perfeita pra quem quer farra e eu me divertiria mais em outros cantos do Caribe, inclusive em Tulum ali do lado. 

Ficamos hospedados no hotel Krystal, um resort desses all inclusive. Vou dizer que tirando o café da manhã, que era mara, as comidas eram todas mais ou menos, bebida mais ou menos, sobremesa sempre menos. Mas quem ta indo por conta, já digo que se for pra ficar num hotel sem o all inclusive, fica bem caro pra consumir. Mas eu estava de graça, neammm, então tava achando tudo lindo, mais ainda quando saí na sacada do meu quarto e
Ahhhhhhhhhhhhhhh!
Dito isto, como eu não explorei o local efetivamente, tendo passado a maior parte do meu tempo dentro do hotel, vou falar do que vi - além desse marzão maravilhoso- ok?

- é tudo muito americano! O estilo das construções, as redes feito Outback, Bubba Gump, e também os malls espalhados pela avenida que corta a zona hoteleira, as baladas com meninas semi nuas dançando dentro da taça, enfim. Zero mexicano, zero autêntico. Me pareceu um lugar pra se ficar aproveitando hotel, aproveitando o mar e as praias de dia, e fritando na balada a noite, mas enquanto cidade... Sei não, não é do meu gosto.

- o mar, enquanto atração principal do local, não faz decepção. A água tem sim os propagados 7 tons de azul, é quentinha, calma, uma lindeza. Mesmo com o tempo chuvoso e de vento que fez na maior parte do meu tempo livre, entrar no mar era uma delícia, um calmante natural. Como esse ano no verão deu muita alga no mar, tava rolando todo um cheirinho de pum estranho na praia, mas era super tolerável, e a paisagem é de uma beleza estonteante, uma água cristalina, que te faz esquecer qualquer alguinha.

- um dia nossas reuniões terminaram mais cedo, e a empresa fez a grande cortesia de nos levar ao Xcaret, um parque situado numa reserva ecológica. O parque é lindo, tem ruínas maias intactas, animais de toda sorte, da pra fazer aquelas fotos com golfinhos e tubarões, que eu não gosto muito. Tem atividades pra passar um dia inteiro, mas chegamos lá meio tarde, então fui correndo nadar pelo rio subterrâneo. Incrível! Você pode nadar ao longo de um rio que fica dentro de cavernas a maior parte do trajeto, no escuro, com alguns pontos de luz exterior. É LINDO! Também aproveitamos uma piscina natural, e de noite assistimos a um espetáculo chamado Mexico Espetacular, com encenação da história do Mexico, bem como danças de todas as regiões. O show é muito bem produzido, lindo mesmo, com música ao vivo, orquestra, figurinos riquíssimos, e eu que nem sou muito desses shows, fiquei embasbacada. Fico imaginando que deve ser nível aqueles espetáculos da Disney, só que com uma temática muito mais bacana e histórica. Assistimos o show junto com um jantar, um menu degustação completíssimo, que foi disparada a melhor comida da viagem. Alias... uma das melhores refeições dos últimos tempos! Esse passeio ai é meio salgado pra quem está por conta, a admissão no parque fica em torno de 130 dolares, com direito ao show, e o jantar no teatro coisa de 60. Se converter, não sei se vale a pena, mas eu fiquei felicíssima que tive a oportunidade de aproveitar esse dia!
Estrutura do parque
Altar maia
Araras lindas e soltas!
Ao final das reuniões, eu optei por voltar pra casa. Mati não poderia me acompanhar, e Cancun não é bem um lugar pra se explorar sozinha. Mas se eu fosse ficar, certamente alugaria um carro e seguiria para Playa del Carmen e Tulum, cidades próximas, com mar igualmente azul, e um espirito mais sossegado e mexicano. Certamente esses destinos vão entrar na minha lista de viagens, e espero em breve retonar ao México, e me matar de comer guacamole e beber Sol michelada :)

Mexico City

Estive em Cancun para alguns dias de trabalho, mas ainda não consegui organizar minhas ideias e opiniões sobre esse tão falado paraíso. Enquanto isso, aproveitando que eu estava na vibe mexicana, achei legal registrar aqui minhas impressões na breve visita que fiz a Cidade do México ano passado.

A visita foi super corrida, agendada de última hora pelo meu chefe, e esbarrando nas minhas férias - então nem consegui me programar ou esticar a estadia. Cheguei numa segunda-feira pela manhã, 5 de mayo, e fui embora quinta de noite. Meus dias lá foram abarrotados de reuniões e correria e, infelizmente, sequer consegui explorar o centro histórico da cidade. Também não consegui tomar uma tequilinha no 5 de mayo :( mas tomei uma margarita :)
Porém, ainda que no vapt vupt, consegui ter algumas impressões, e já digo: foram muito positivas! Eu imaginava que encontraria uma cidade bagunçada, feia, de certa forma favelizada, e tipo... NÃO. Bagunçada com certeza, tipo São Paulo, mas muito mais bonita. Prédios mais baixos, avenidas largas e com canteiros centrais enormes, forrados de árvoes. É uma cidade muito verde!

Eu circulei basicamente pelos bairros de Polanco e La Condesa, mais próximos aos escritório. Polanco é o "Jardins" de Cidade do Mexico, super arrumadinho, caro, cheio de restaurantes, com um shopping fancy, uma belezinha coxinha. Já La Condesa achei puro charme. Até as ruas menores do bairro tem esse canteiro central grande com árvores, muitos bares com mesa pra fora, um clima mais relax, prédios mais antigos, coisa linda. Vi muitas bicicletas públicas, tipo bike do Itau, em vários pontos. Esses bairros são mais planos, e eu morri de vontade de montar em uma e explorar. Pena que né... :(
Pelas ruas de Polanco
O hotel em que fiquei foi numa avenida que suponho ser uma das principais da cidade, a Avenida da Reforma. Nela tem um passeio público lindo, o Paseo de La Reforma, forrado de árvores enormes, banquinhos, e pega o comprimento dela toda. É LINDO! Um dia acordei mais cedo, e fui andando por ela até o final, onde peguei um taxi e segui para o escritório. Foi ótimo, e ao menos me senti explorando um pouco a cidade. Ao final dela, me encontrei com o monumento famoso do Anjo da Independência.
Paseo de la Reforma

Angel de la Independencia
Um ponto importante é a questão da segurança: andando por essas áreas, me senti super segura, como me sentiria no Brasil. Mas conforme fomos de uma reunião para outra, passamos em alguns lugares mais "esquisitos", em que fui orientada a manter a janela fechada, porque es muy peligroso aca. Também fui orientada a somente pegar taxi do hotel, jamais na rua. Todos os recibos que peguei de taxista tinham um aviso em inglês na parte de trás para não pegar taxi na rua sob risco de sequestro.
Povo andando de boa, e eu tirando foto de boa
No sentido gastronômico, a viagem foi quente! Eu nunca fui maluca por comida mexicana, como muita gente é. Mas tive a oportunidade de ir a restaurantes deliciosos, todos com comidas excelentes, e voltei apaixonada por tacos e burritos. Mas é aquilo: todo cuidado é pouco! A comida é pesada, a pimenta então... Jesus! A pimenta mais leve deles, é algo que pra mim já é beeem puxado. Tenso. Aí por óbvio, no meu último dia acordei com meu estômago pedindo arrego, doendo pra cacete.

Por fim, a grande atração turística da minha viagem: enfrentei meu primeiro terremoto. No meu último dia acordei suando frio, com meu estômago em chamas por conta do abuso. Fui trabalhar só respirando fundo, porque fiquei com medo de desandar a vomitar e nunca mais parar, e eu teria que pegar um voo às 6 e meia da tarde. Fui pro escritório, e fiquei verde no meu canto, enquanto esperava minhas reuniões. De repente, senti minha vista bagunçada, tontura, tudo meio dançando, achei que ia desmaiar. Até que lembrei onde eu estava, ouvi os barulhos e me liguei: era um terremoto. A sensação foi aterrorizante. O barulho das paredes, da estutura do prédio, a mesa balançando, o livro caindo da estante, tudo. A parede da minha sala era de vidro, então pra não fazer a maluca desesperada, fiquei observando os locais. O tremor durou cerca de 1 minuto, e quando acabou, aos poucos eles se levantaram e foram rodeando as pilastras que tinham no escritório. Me explicaram que se o prédio cair, estar em volta de colunas de sustentação era o mais seguro. Depois de alguns minutos, voltamos cada um pra sua mesa, xeretei na internet, e descobri que fui brindada com um 6.9 na escala. Coisa de gente grande!

A experiência mexicana foi concluída, porém não me dei por satisfeita Fiquei curiosíssima pra voltar a Cidade do Mexico, conhecer e explorar mais, ir ao grande centro, ver aquelas praças imensas, igreja de Nossa Sra. de Guadalupe tão linda, e ainda ir ver as pirâmides que tem ali por perto. Espero conseguir voltar logo!

Precisamos falar sobre a elite brasileira

Tem muita coisa que acontece aqui no Brasil (e tantas outras que deixam de acontecer) que me fazem pensar imediatamente em como o brasileiro carece de educação. Pra quase tudo que a gente tem de problema aqui, a reação inicial é: falta educação. Aquela velha - e sempre atual - colocação de como a educação pública é falida, de como a grande maioria da população não tem acesso nenhum à educação e cultura, como isso alimenta uma roda viva de problemas como violência, corrupção, etc. Mas esse discurso todo é sobre uma maioria esmagadora da população que não tem acesso à educação, certo? Pois é. Mas como lidar com uma elite altamente deseducada? 

Explico. Namorado é americano, veio ao Brasil contratado por uma escola americana. Escola essa que segue o calendário americano, currículo americano, é creditada nos EUA, só fala inglês, prepara para as universidades americanas, e cujo target, inicialmente, era filhos de expatriados, que voltariam ao seu país de origem e não queria ter "perdido tempo". Hoje é frequentada, por mais ou menos 50% de gringos e 50% por parte da clase AAAA de SP, que desembolsa mensalmente uma pequena fortuna pra por o rebento lá. 

E aí, minha gente... Que o grupo de piores alunos da escola, de acordo com o Instituto de Pesquisas Ládecasa, é composto por esses filhos da elite brasileira. Não fazem tarefas, inventam doenças pra faltar nas provas, roubam trabalhos da internet, não participam das aulas, coisas que sabemos que é um problema de seres humanos em formação, mas, cereja do bolo, são acobertados e defendidos com unhas e dentes pelos pais. Pais esses que, inclusive, por vezes mandam o advogado da família na ~reunião de pais e mestres~. É mole?

Enquanto crianças coreanas/chinesas/americanas estão tendo problemas pra escolher entre Harvard, Yale, Oxford ou Stanford, tem pai brasileiro mandando email mal criado pro meu digníssimo dizendo o seguinte: se ele não faz lição de casa, é escolha dele. Eu não posso fica recebendo email do Sr. cada vez que ele não se comporta, porque tenho mais o que fazer. To. Falando. Sério. Inclusive, enquanto esse post estava na pasta de rascunho, aconteceu um outro episódio bem engraçado de um aluno ameaçar o professor de processo judicial caso fosse excluído de um grupo. 

É claro, não é que 100% da brasileirada da escola é assim, tem muita gente bacana e esperta. Não são todos os brasileiros que estão no grupo de maus alunos, mas todos os maus alunos são brasileiros. São crianças ricas, riquíssimas, que não foram educadas pra ter disciplina, pra seguir regras, pra passar por frustrações, que nunca ouviram um não na vida. Que fazem tudo se quiserem, quando quiserem e do jeito que quiserem. Que nunca enfrentaram uma consequência por seus atos, que mal sabem o que consequência significa, que não buscam uma lógica para as coisas porque seus sobrenomes suplantam qualquer lógica.

Pergunto: o problema estrutural da educação, onde ele começa? Será que é só um problema do Estado mesmo? Será que é só um problema de acesso à educação? E a nossa elite, tão rica, com tanto acesso a tudo, qual é o problema dela então?

Drops de uma Shopaholic

* Contei aqui que tinha comprado um Satinelle. MELHOR AQUISIÇÃO. Eu tinha um trauma desgraçado desse troço, porque com 12 anos eu tava lá chorando de perna peluda antes de uma festa porque ninguém ia querer dançar comigo, e minha mãe resolveu passar aquilo pra ver se eu parava de repetir em looping eterno que era eu ia acabar dançando com a vassoura. Eu quase morri de dor na primeira encostada, fui pra festa peluda mesmo (e dancei, tá), e nunca mais deixei ela chegar perto de mim com o bendito. Passei a vida quase toda na gilette, e uns anos atrás fui pra cera no salão. O negócio chegou aqui em casa e eu fiquei toda desconfiada, morta de medo, enrolei, enrolei um monte, outro dia levei pra debaixo do chuveiro e... O incômodo não tem nem comparação com a dor que eu passava na cera quente. Rapidinho eu tava lisa, sem pelo, sem dor. Sucesso! Paguei 200 reais, e depilação nunca mais. Indico muito. 

* Lojas do Brasil: melhorem! Eu tenho várias roupas da Farm, a grande maioria P. A última roupa que comprei antes do meu desafio das compras foi uma saia de lá, P também. Tive que mandar ajustar, porque ficou gigante. Pois eis que esses dias fui comprar um dos itens da minha lista, que seria a roupa de ano novo. Vi la no site um vestido que eu to paquerando há muitos meses, que estava R$219, e foi caindo de preço, caindo, caindo até que apareceu por R$79. Era a hora dele vir colorir meu ano novo! Comprei o P, o vestido chegou aqui em casa rapidinho, cheirosinho e MINÚSCULO. Se eu levantar o braço pra gritar Feliz Ano Novo, fico com a bunda de fora. Agora pergunto: como é que se faz compra online com essa zona de tamanhos? To nem falando de uma loja pra outra, estou falando de uma loja só. E eu sei que a maioria das lojas segue essa falta de padronagem. Fica díficil... Vo nem dizer que o vestido, além de curto, era transparente. Ou seja, paguei R$79 pra continuar pelada, hahaha. Ta na lista de devolução. 

* As tentações, elas são foda. Eu sigo muito firme no propósito de segurar a onda na gastação. Mas esse mês eu quaaaase escorreguei. Sexta feira estou saindo na Calypso Tour... Uma série de convenções da empresa que começa no Mexico e acaba em Recife quase no Natal. Ou seja: viagens a trabalho NA PRAIA. Tem inconveniente maior? Já faz uns anos que eu aderi ao biquinito brasileiro, e aí eu queria comprar um biquinão, um maiosão, sei lá, algo pra cobrir minhas vergonhas na frente do povo da firrrma. Porém, não queria sair do meu desafio justamente por motivos de trabalho, depois de mais de 4 meses no foco. Sem falar nos preços proibitivos da moda praia no Brasil. Aí botei a criatividade pra andar, fuxiquei umas coisas que eu tenho lá na casa da minha mãe, dei meus pulos, e praia aí vou eu, sem mostrar demais, e sem comprar a mais :)

* Entããããão é Natal... Pois é. Simone cantando já chegou aí pra vocês? Aqui ela já passou belíssima de terno branco, arrasando no permanente. E eu, que nem piso em shopping pra não cair em desgraça, tenho que comprar presentes. Dureza, viu... Comecei comprando presentes alternativos, tipo canga do Senhor do Bonfim pra cunhada californiana, fiz encomenda de doce de leite com coco, queijo da serra da canastra e afins pra sogra, e vou tentar manter essa linha. Mas que é difícil segurar o cartão giletado nessa época, é muito. Oremos.

O Rio de Janeiro continua...

Eu e o Rio temos um caso muito bem resolvido de amor. Não aguento ficar longe da cidade maravilhosa, e já estava cheia de saudades. Rolou uma mudança na programação com o baby em cima da hora, então compramos passagens de ônibus mesmo, fechamos um quartinho num hostel e fez-se a mágica... Passamos 3 dias de descanso, paz, praia, algum sol, pedaladas, chopinhos, comidinhas, amigos, amor demais. Foi ótimo pra repor as energias depois de uma semana muito estressante e pesada. 
Começando o feriado sem filtro <3
A energia que corre naquele lugar é de outro mundo, um clima bem mais descontraído, pura leveza. Eu já fiz vários tipos de viagem pra lá, e a programação muda de acordo com a ocasião: ano novo, carnaval, pegada turística, etc. Qualquer hora faço um post dos meus favoritos cariocas. Mas dessa vez ficamos num esqueminha mais relax, sem programação, e foi bom demais. 

Ficamos no Oztel, um hostelzinho arrumado no Humaita (eles dizem Botafogo, mas ta ali na esquininha com o Humaita). Fiquei lá uma outra vez em 2012 com uma amiga, num quarto compartilhado e gostei, então voltamos agora para ficar numa das suítes privativas. As acomodações são simples, o preço é justo (pro Rio, que está tudo absurdamente caro), tem um café da manhã básico porém gostoso, com frutas, pães e bolo, e a localização é excelente. No bar do hostel rola um movimento bom aos sábados, inclusive com locais. Tem linhas de ônibus por perto, vários bares delícia pela redondeza, predinhos e pracinhas charmosas, e pertinho da Lagoa. Recomendo!
Oztel em foto tirada daqui
Todos os dias pegamos as bikes do Itaú pelo aplicativo (serei eternamente grata por essa lindeza existente no Rio e em SP), numa estação exatamente ao lado do hostel, e circulamos a Lagoa. Eu acho que não tem nada que traz mais bom humor pra um dia do que dar de cara com um cartão postal logo de manhã. A Lagoa é incrível! Ali do Humaita, tanto circundando ela por um lado, quanto pelo outro, em meia hora chega-se em Ipanema ou Leblon. 

Embora a Zona Oeste esteja cheia de praias de tirar o fôlego, tipo a Joatinga, Prainha, etc, eu acabo sempre ficando pela Zona Sul por questões de praticidade. É duro chegar nesses paraísos sem carro, e impensável no taxi! E apesar da lotaçãozinha básica, pegar praia em Ipanema é benção. 

Apesar do feriado chuvoso Brasil afora, demos muita sorte! Sábado foi dia de praia, com um sol escaldante até as 6 da tarde. Domingo teve praia com o sol até umas 3 da tarde e depois partimos pro centro rumo à farra. Fomos pra Praça Mauá, e sério! Que lindeza que está. Tiraram a Perimetral, uma via elevada que ficava por ali embarangando o lugar. Fizeram um projeto urbanístico foda, dando uma nova cara pensando nas Olimpíadas, e o espaço ficou ótimo. Ali tem o MAR - Museu de Arte do Rio, que visitei num dia chuvoso em outra viagem, e vale muito a pena. Mas caso o dia esteja claro, vale também sentar e tomar uma cervejinha com uma bela vista pra Ponte Rio-Niteroi. 

Por ali estava rolando algumas festinhas de rua, tipo preparação pros blocos de Carnaval (pois é, JÁÁÁ). Nós fomos pro Bunytos de Corpo, um bloco de carnaval que é bem bagaceira, tipo eu, cheio de lurex, brilhantes, com muita música pop eletrônica das boas. 
Povo chegando pra festa, ponte ao fundo <3
Aos poucos a galera foi chegando, a farra partiu pelas ruas do centro, eu fui me enchendo de sacolé de vodka, muita dança, movimento sensual e bambolê, uma maravilha. O melhor foi a hora que desceu um descarregamento de turista japonês na praça, e tava essa galera nesses lindos outfits, dançando Khaled. A cara dos japoneses foi impagável, hahaha... 

Testamos alguns bares e restaurantes novos, e voltamos a alguns queridinhos. Conheci o Comuna em Botafogo, um bar com música boa, galera bonita e um hamburguer arrasa quarteirão. Também fui conhecer o Escondido, um bar em Copa bem legal, com cervejas artesanais, importadas, um bolinho de arroz com queijo muito bom. Entre os lugares que sempre valem o retorno está o Gringo Café, ótima pedida pra um brunch bem gordo, com ovos, pancakes e mimosas com refil free. 

Segunda estava incoberto, então aproveitamos pra fazer uns exercícios, Mati arrasando nas manobras no skate, pulamos em alguns bares praquele chopinho esperto, e assim fomos nos preparando pra voltar pra casa e cair na realidade. 
Rio de Janeiro sendo lindo em preto e branco
E foi assim que eu deixei um outubro xoxo pra trás, e entrei com pé direito numa fase que vai ser deliciosamente atribulada. Que as aventuras de novembro sejam todas tão boas quanto foi esse começo <3

*agora em novembro tenho algumas viagens legais, entre trabalho e divertimento. Quem quiser ficar de olho, me segue no instagram @gabtrentini

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