Em 2015 eu...

- amanheci no Rio de Janeiro
- quis sair do meu trabalho
- vi a endometriose voltar
- passei meu primeiro carnaval em São Paulo
- comecei a cozinhar 
- voltei à Buenos Aires
- resolvi parar de alisar o cabelo
- levei meus amores à Pariquera pela primeira vez
- fui à Cuba, na viagem mais intensa da vida
- comecei a fazer terapia
- comprei meu primeiro carro
- fui, mais uma vez, vítima da violência paulistana
- pratiquei o desapego
- fiz a terceira - e maior - tatuagem
- mudei de casa
- fui morar com Mati
- me senti feliz em ser madrasta
- retornei ao Mexico
- e conheci o Chile
- me senti reconhecida
- comecei a devolver, aos poucos, o que meus pais fizeram por mim
- comemorei 90 anos da minha avó
- e morri de saudade do Zeca

Estou aqui, sentada aguardando meu voo pra California. É uma viagem muito importante, na qual irei conhecer pessoalmente os pais de Mati, entender exatamente de onde ele veio, e o que o faz tão especial. Vamos também fazer uma road trip, uma das minhas viagens dos sonhos. É o fim emblemático de um ano que não foi fácil, mas foi incrível por todos os seus altos e baixos. Me trouxe muito auto conhecimento, me trouxe ensinamentos, me fez mais paciente, mais compreensiva, mais humana. Saio de 2015 uma pessoa melhor, e desejando que 2016 me faça ir além. 
Feliz Ano Novo!

Xmas feelings

O espírito natalino as vezes me pega muito, as vezes só um pouco. Esse ano ele me agarrou, chamou de meu bem e jurou amor eterno. Montei árvore, comprei presentes como nunca antes na história desse país, mandei cartões pelo correio, fiz visitas, confraternizações, e até me emocionei com o coral do shopping. How cafona is that?

Minha mãe sempre montou árvore de Natal em casa, e eu adorava ajudar ela, adorava ver a árvore com suas luzinhas no canto da sala. Então, esse ano resolvi que iríamos ter nossa árvore. Depois de uma leve discussão com o gringo que sabe de nada e queria um pinheiro natural no Brasil em dezembro, optamos por ter nosso arbusto de Natal
Não ficou lindo nosso buchinho natalino?
No meio da porrada de viagens que eu fiz, os presentes estavam ficando pra escanteio. Cheguei ao cúmulo de comprar o presente de um amigo secreto 2h antes da entrega. Mas nesse final de semana eu tirei o atraso, e comprei presente pros sogros, cunhada, mãe, vó, comadres, amigo livro e todos mais que se possa imaginar.

Também, é verdade, comprei uns presentes pra mim e acabei burlando o meu desafio das compras. Não to orgulhosa, não to achando bonito, mas também não vou mentir. Lá na minha lista original tinha roupa de ano novo. E sim, roupa de ano novo quer dizer a coisa toda, parte debaixo, parte de cima, e tal. Mas eu comprei a bendita roupa. E aí eu fui comprar um presentinho na C&A mais próxima e me deparei com duas coisinhas lá, lindíssimas, bem acabadas, cara de roupas ricas, e eu naquele espirito natalino, sabe... Comprei. Errei feio, errei rude. Mas ok, vida que segue - e pra quem se interessar, dê um pulo na C&A, rs... ta cheia de coisa bonita.

Teve almoço do Natal com o pessoal do trabalho, happy hour com os amigos da vida, jantar com as amigas de infância, drinks com as amigas da faculdade, e teve o melhor jantar de todos: chegar de viagem a trabalho, e jantar no aeroporto com Mati que estava seguindo pra California. Estar sentada ali segurando a mão dele, vendo as chegadas e partidas do aeroporto, me fez entender porque o Natal ficou tão importante pra mim: porque eu formei minha família. E Natal é sobre isso, o amor da família da gente. Seja aquela em que nascemos, seja a família  que formamos, seja a que escolhemos.

Que vocês tenham um Feliz Natal <3

Pelo Brasil

Quem me acompanha pelo instagram (@gabtrentini, segue lá!) viu que andei rodando bem por esse Brasilzão. Infelizmente, aproveitei muito pouco, vi mais paisagens pela janela do quarto e do carro. Mas ainda assim, foram semanas intensas que me renderam boas lembranças e belas imagens.
Vamos viajar nesse busão?
Rio Grande do Sul
Eu morro de vontade de desbravar o Sul. Tenho vontade de conhecer Porto Alegre, de passear pelas vinículas da Serra Gaúcha, ver os canions dos aparados da serra. O Sul tem uma cultura muito rica e própria, muita tradição e eu acho lindo! Eu estive por lá do dia 1 ao dia 5 de dezembro. Ficamos hospedados num hotel em Caxias do Sul, fora da cidade. Passamos os dias no hotel em reunião, e saímos de noite pra jantar na cidade. QUANTA FARTURA! Muito frango com polenta, muito brodo, massa, churrasco, sério... Orgia gastronômica.

Em nosso último dia, trabalhamos até o meio dia e depois do almoço seguimos pra Bento Gonçalves para uma visita à vínicula Aurora. A vinícula fica na cidade, então não matei minha vontade de ver lindas parreiras, rs, mas o tour guiado é interessantíssimo. Explica todo o processo de fazer o vinho, mostra diferenças sobre as uvas, bem informativo, legal mesmo. Também fizemos uma degustação rápida, mas o povo da minha empresa é meio amador e, quando vi, só eu já tinha ido pra quarta taça, rs. Achei por bem parar. 
Barris de carvalho onde o vinho "descansa"
De Bento seguimos para Gramado. A cidade é toda alemã, né. A arquitetura dos prédios, aquele telhadinho e faixas de madeira tão característicos. Bem bonito! Além disso, está toda decorada pra Natal, coisa mais linda. A avenida principal tem as lojas e está toda enfeitada. Tem também o teatro do Festival de Cinema, e tudo no clima natalino. PORÉM.. tenho uma sugestão a fazer: seu Prefeito, ano que vem, vê se interdita a rua principal pra carros. A cidade fica toda linda, uma árvore mais bonita que a outra, todas as fachadas iluminadas, parece um sonho, mas a rua fica toda cagada de trânsito. Aí você vai tirar uma foto e fuén.. tem um (ou dez) carros lá, enfeiando a fotografia. Sério.. eu não consegui tirar uma foto da árvore de natal linda lá, sem um bendito de um carro :(
A única foto meio sem carros, e depois de muita espera
Do centrinho fomos tomar um café colonial. Alguém já tomou? Minha gente... é basicamente uma avalanche de comidas, salgadinhos, pãezinhos, franguinho com polentinha, chocolate quente, vinho, frituras, assados, e tudo mais que você possa imaginar. Uma delícia, mas um exagero! Saimos de lá depois das 9h da noite, rolamos até Porto Alegre, de onde peguei meu voo pra SP. Uma pena não ter visto a cidade, mas o Sul é tão lindo quanto imaginei. 

Recife
Taí um lugar que sempre fui doida pra ir e, quando fui, fiquei quase sentindo que não fui, rs. Confuso, né? Pois é. O cronograma da viagem foi mais apertado, saí daqui quarta, dia 9, às 7h da manhã, e retornei a SP na sexta la pela meia noite. 

Recife não é cidade pra dois dias e meio lotados de reunião, né? A praia de Boa Viagem, só vi pela janela do quarto :( 
Da janela da sala de reunião
Na quarta de noite fomos jantar no centro histórico, e eu senti que ali é o coração da cidade. Um casario antigo lindíssimo, a área portuária sendo revitalizada, muita gente passeando, andando de skate, patins, do jeito que eu gosto. Sentamos no Seu Boteco, e comi bem que só. Eu fiquei curiosa pra ver aquele pedaço durante o dia. Tem esculturas do Bressan que não deu pra ver de noite, e acho que o casario deve ser cheio de cor. 
Mas foi isso mesmo, não deu pra aproveitar nada, não consegui nadar no mar - em Boa Viagem dizem que não é uma boa ideia, né - e vi muito pouco da cidade. Eu morro de vontade de ir à Praia de Carneiros, de ir à Olinda, enfim... Tem tanto pra ver. Gostaria muito de ter esticado pelo final de semana, mas voltar pra casa é preciso. 

Brasília
Encerrando a #gabitour, dia 15 embarquei bem cedinho pra Brasília. Lá o clima anda pesado por esses tempos, né? Hahaha.. Dureza.
House of mother...
As reuniões lá foram mais puxadas, mas na quinta a tarde rolou um city tour. Eu tinha ido à Brasilia com meu pai quando eu tinha 13 anos - minha primeira viagem de avião, e somente com papai. Naquela oportunidade, enquanto meu pai trabalhava, eu fiz um tour com um tio da van que foi muito legal. Ele passou por todos os pontos, palácios, museu, TUDO. Foi um dia super cheio e divertido. No outro dia, fui pro Congresso com meu pai, e vi o povo se engalfinhando, adrenalina pura. Sei que saí apaixonada por Brasília.

Dessa vez minha visão foi outra. Uma cidade que não é lá muito funcional, com essa história de setorização. Me pareceu tudo artificial e impessoal. Aquela coisa bonita que não é tão bonita assim... Sei lá. Não sei se é a desilusão com tudo que causa isso. Mas lembro que aos 13 anos, olhava pra Esplanada dos Ministérios e pensava "é aqui que o país ta acontecendo". Dessa vez olhei e pensei "quanta gente mamando". Acho que são as desiluções de uma vida ouvindo sobre corrupção e afins, não há ingenuidade dos 13 anos que dure.

Por outro lado, foi bem emocionante parar em frente ao STF e ouvir a transmissão do julgamento sobre o rito do impeachment, de ver a estátua da Justiça, e pensar que é meu dia a dia. Naquela época lembro de ter tirado uma foto agarrada nessa estátua, dizendo que seria juíza, e seria cega e justa. Cega não sou, justa tento ser, mas juíza jamais hahaha.

Mas foi muito legal rever alguns desses pontos turísticos com olhar mais crítico e aguçado. Foi legal entrar no Congresso e sentir que a história está acontecendo ali. Legal ver o STF, que virou nossa tábua de salvação, em ação. Legal lembrar dessa viagem com papai. Foi legal estar em Brasília. Foi legal estar pelo Brasil.

Mas mais legal ainda está sendo voltar pra casa e descansar :)

E pra acabar...

Não pensei que Santiago fosse render tanto por aqui. Mas acho que foram dias tão proveitosos, que acabei me apegando aos detalhes. Também, aprendi que quando escrevo logo depois da viagem tenho muita coisa pra contar mesmo.

Fato é que nosso último dia em Santiago foi mais sossegado. Nós pesquisamos pouco sobre a cidade, e estavamos com preguiça. A cidade é gigante e óbvio que tem muito mais coisa pra fazer, mas queriamos mesmo era sossego. Resolvemos fazer o que gostamos e fazemos bem: bater perna sem destino. 

Fomos ao Mercado Central de Santiago. Embora muitos brasileiros digam que parece o Mercadão, é só na arquitetura mesmo. Ali o foco é peixe e tudo aquilo que vem do mar. Não se vê frutas, verduras e grãos. A variedade de peixes é imensa, e tem vários restaurantes por lá. 
Cruzando o Rio Mapocho, que corta a cidade - e alias, com o degelo das Cordilheiras, tava correndo numa velocidade absurda, parecia corredeira de chuva, sabe - tem La Vega, o outro mercado, esse sim voltado pra frutas, verduras e comestíveis em geral. Repito: nenhum dos dois tem a beleza, a variedade e o encanto do Mercadão, mas tem lá seu ~charme~. 
Aproveitamos para comer algumas coisinhas no mercado, e depois continuamos batendo perna pela cidade. Voltamos para Bela Vista, próximo ao Cerro San Cristobal, e almoçamos por lá. As ruas daquela área são bem agradáveis, casas bonitas, muitas árvores e vários bares. Por ali também tem muito bar pega turista, meio caro e tal. Mas vale dar uma olhada onde estão os lugares bons pra entrar. 
E assim, batendo perna, comprando uns vinhos, parando pra aproveitar o sol, passamos nosso último dia, e nos despedimos de Santiago com mais um por do sol arrebatador diante das Cordilheiras.

A última dica que eu daria é: quem for passar mais tempo, deve valer muito a pena alugar um carro, pegar um ônibus, sei lá, e ir pra Viña del Mar e Valparaiso. São cidades litorâneas, Viña mais badalada, e Valparaíso mais tranquila (e com mais uma casa de Neruda aberta à visitação). Por ali também tem vinículas mais atrativas - em Santiago tem a Concha y Toro, mas li que é mais industrial e vive lotadíssima. Acho que seria a única coisa que faria diferente se pudesse.

O saldo da viagem foi super positivo. Conseguimos ver bastante de Santiago, descansar, aproveitar, falar espanhol, uma beleza.  Mas eu fiquei mesmo passada com a natureza chilena, com a sensação que aquelas montanhas me causaram. Lendo mais sobre o Chile, vi que não é privilégio de Santiago: o Chile tem uma natureza sensacional. E foi assim que nasceu mais um item pra minha bucket list: Atacama. Yo volveré. 

Mais Santiago

Sábado era dia de ver Santiago de cima, então decidimos andar até o pé do Cerro San Cristobal, famosa montanha no meio da cidade onde tem um mirante muito bacana. Paramos no caminho pra tomar café da manhã, seguimos andando por um parque, e foi assim que nem sentimos a distância passar. O dia foi ficando bem quente, e nos parques tinha muita gente tomando sol, nadando nas fontes, uma ocupação muito bacana do espaço público. 

Chegamos no Cerro num horário bom, não tinha fila pra pegar o bonde, que eu não lembro quanto custa, mas é barato.
Chegando lá em cima, ainda rola umas escadinhas e tal, e ai você dá de cara com A vista:
O visual é incrível, mas lá de cima rola uma constatação que você já sente ao passear pela cidade: Santiago tem muita poluição. Três "lados" da cidade são rodeados pelas Cordilheiras, e pelo quarto lado entra um vento do mar. Então, a poluição da cidade (que tem um trânsito intenso, muitos carros e tal) não consegue escapar pro mar, ou subir as montanhas, e fica ali... Toda em cima da cidade. O tempo estava seco, sem chuva, então deu uma prejudicada na visibilidade das montanhas, mas ainda assim, LINDO. Lá também tem uma imagem de Nossa Senhora da Providência, uma igreja, um santuário, muito bonito. 
O que mais fez meu coração bater em Santiago foram as montanhas. É inacreditável aquele paredão imenso rodeando a cidade. Aquela natureza tão bruta, que me dava sensação de que o "desconhecido", o "perigo", estão depois dali. Não sei bem por em palavras, mas a minha sensação é de que a natureza selvagem e todos os seus encantos e perigos estavam ali, como se aquelas montanhas fossem a linha que a gente não deve cruzar. Sei lá, pura viagem, mas me senti nA Vila, lembram daquele filme? 
Foto de Mati
Como esqueci a máquina e só tirei fotos do celular, tive que roubar essa foto de Mati que evidencia o gigantismo na natureza do lugar. Vocês veem o topo nevado? Surreal, né. Alias.. esse prédio altão aí é Costaneira Center, maior prédio da América do Sul. 

Depois de descermos do Cerro, andamos coisa de 10 minutos, e chegamos em La Chascona, a casa de Pablo Neruda em Santiago. A casa foi projetada por ele, para viver com sua segunda esposa, Matilde. Hoje foi transformada em um museu da Fundação Pablo Neruda, e é possível fazer a visita guiada. Vale muito a pena. A casa é linda, os detalhes são todos importantes, a história dele com Matilde é muito bonita, e eu me emocionei em várias partes. Saí de lá anestesiada, achando o mundo mais bonito.

Dali sentamos num bar, mais micheladas, mais tranqueirinhas gostosas de comer. Depois seguimos pro centro de Santiago. Fomos à Plaza das Armas, a principal da cidade. Por conta do calor, a praça estava lotada de gente tomando sol, brincando nas fontes, tinha música e um concurso de danças típicas. Alias, tanto as danças quanto os trajes me lembraram a cultura gaúcha. 



Ainda no centro, fomos andando pelo que seria a 25 de março de Santiago, a Rua Puente, que é um calçadão de pedestre. Não fazia a menor diferença pro centro de SP, bem barulhenta, lotada de gente, promoções mil. Chegamos então a um bar que, em algum momento, algum desses editores de viagem foi lá, resolveu pregar uma peça na galera, escreveu que é o Must Do de Santiago, e o bando de trouxa (eu inclusive) acreditou: La Piojera.  É um boteco lotado da fauna mais ~eclética~ possível: bêbados e crackeiros chilenos, e gringos super cools. Não sei se chegamos tarde naquilo, mas tava tipo zumbilândia, com pessoas caindo pelos cantos, um velhinho brigando com moleques fortes, senhouras com os peitos pulando pra fora da blusa, todo mundo imundo derrubando bebida no amiguinho. A bebida do lugar chama terremoto. Um troço doce, mas tão doce, que você não percebe o quanto é alcoolico. Além de tudo, é imenso (e supervalorizado pra turistas). Lá na metade do meu copo eu já tava meio doida, e achamos melhor ir embora antes que virassemos zumbis também. 

Caminhando pra casa começou a cair a ficha do tanto que tinhamos andado. Minhas pernas doiam muito. Seguimos andando até o Barrio Lastarria, e estava rolando uma feirinha de rua muito interessante, com o pessoal vendendo coisinhas estendidas pela calçada.


Pra mim, esse pedaço do Barrio Lastarria foi a região mais gostosa da cidade. Certamente, onde eu gostaria de morar se vivesse por lá. Paramos por ali num bar chamado Chipe Libre - Republica Independiente del Pisco, e tomamos muitos... piscos! Estavam muito bons mesmo, e eu nem gosto dessas bebidas com ovo. Recomendo. 
O dia rendeu muito, e estávamos mortos. De noite, saímos pra um bar só pra não dizer que passamos o sábado a noite em Santiago e dormindo. Mas eu tava é morrrrrta!

Engraçado que lá, eu fiquei com a impressão de que a cidade, mesmo linda, não era muito fotogênica. Agora, olhando as fotos, percebi que estava enganada :)

Santiago

Em agosto surgiu uma promo no Melhores Destinos, e compramos passagens pra passar o Thanksgiving em Santiago. Como expliquei, Mati tem o feriado americano, e eu consegui mais ou menos os dias. Quinta-feira trabalhei até a hora do almoço, e 5 da tarde pegamos o avião em Guarulhos.

O voo pra Santiago é de 4h, e eu dormi até um pouco mais da metade. Quando acordei e fui olhar pela janela, estávamos entrando na área da Cordilheira dos Andes. Só aí a loucura da viagem de final de semana já valeu a pena. O espetáculo de ver aquelas montanhas durante o por do sol é impagável... Sério, eu tirei umas fotos, mas elas não mostram nem 10% da lindeza daquilo.
Cordilheiras ainda com neve...
...e o por do sol absurdo
Nós alugamos um apartamento pelo AirBnb, e chegando em Santiago fomos ao balcão de atendimento turístico entender qual era a maneira mais barata de chegar até ele. Pegamos um ônibus chamado Centrupuerto, tipo um fretado, que custa coisa de R$7,50 e vai até o centro da cidade. De lá pegamos um metrô até as redondezas do apê. Alias, esse ônibus vale bem a pena. Sai de 10 em 10 minutos, e tem esse preço camarada. O metrô de Santiago também te leva por tudo, é ótimo. Ainda sobre locomoção do aeroporto e estadia em Santiago, a Katarina do Outro Blog contou como aproveitou uma conexão mais demorada para se hospedar e conhecer o centro da cidade. Vale a leitura.

O apartamento era tudo aquilo que lemos nas reviews do Airbnb: fofinho, aconchegante, numa rua calma, mas a 10 minutos andando do metrô e do agito.
Cafofo por fora...
... e por dentro.
Nós comemos bola e pesquisamos pouco sobre a cidade. A idéia era relaxar por uns dias, sem muito programa. Pelo que lemos, entendemos que os bairros onde se concentravam as atrações, bons bares e restaurantes eram Providência, Bela Vista e Barrio Lastarria. Muita gente tira ao menos um dia para ir à Viña del Mar e Valparaíso. Nós acabamos não fazendo isso, e acho que foi um erro. Mas a idéia era relaxar, passar dias agradáveis, comer e beber bem, sem muita preocupação e, quanto a isso, missão cumprida!

Depois de nos acomodarmos no apartamento, fomos correndo pra Barrio Lastarria, que ficava 15 minutinhos andando, matar a fome. Alias, em termos gastronômicos, a viagem foi nota 10. Fomos a um bar/restaurante chamado Bocanariz. Foi meu favorito da viagem, e também o melhor custo benefício. Comemos a batata da casa de entrada, e era deliciosa. Eu comi um ceviche de babar, e ainda fizemos degustação de 3 vinhos. Tudo por um preço justo (alias, achei Santiago meio cara, preços tipo SP, sabe?). Com vinho na cabeça, o cansaço do dia corrido e da viagem, me arrastei até o apartamento e cama.

Na sexta-feira eu tive que trabalhar um pouquinho. Mas antes, descemos pra tomar café da manhã num café exatamente embaixo do apartamento, chamado El Festin. Já aí eu percebi que Santiago é a armadilha da mala: de manhã fazia 11 graus, ao meio dia 25, às 3 da tarde, 30 graus, e de noite 10 de novo. Difícil, né?

A tarde saímos pra finalmente conhecer a cidade. Passeamos pelo Barrio Italia, uma rua muito interessante, cheia de tudo: bares, lojas de decoração, lojas de roupa, tudo muito charmoso. Andamos bastante, sentamos por ali pra tomar uma água, e seguimos pro metrô. Descemos próximo ao Costaneira Center, o prédio mais alto da América do Sul, mas achei caro o preço de acesso ao mirante. Como tínhamos a ideia de subir em outro mirante depois, e gastar tempo de viagem em shopping não é do meu feitio, saimos pra andar pelas redondezas, sentamos pra beber cerveja michelada, comer umas bobeiras e ver gente.
Seguimos andando por uma vizinhança muito bonita, arborizada, e que entendi que é o "bairro chic" de Santiago, chama Vitacura. Tinha uma rua lá tipo Oscar Freire, com lojas carésimas e pessoas finas passeando. Dali, seguimos para um hotel, Noi Vitacura, que tem uma vista espetacular das Cordilheiras. Não consegui tirar nenhuma foto digna (alias, abafa que eu esqueci a câmera, então só fiz foto com celular). 

De noite, conseguimos reserva pra fazer uma loucurinha gastronômica. Um dos 10 melhores restaurantes do mundo, segundo o Michelin, é o peruano Astrid y Gaston. Nós conseguimos uma reserva lá, e resolvemos nos dar esse luxo, pois é um Michelin com preço ~pagável~. É caro, mas você não perde os rins. Comemos um trio de ceviches de entrada, e sem dúvidas, o melhor da minha vida. Depois eu comi uma massa negra de prato principal, e Mati comeu um cordeiro, e ficou maravilhado. Achei que ele ia pedir o chef em casamento. Como ele não pediu, voltamos pra casa mortos de tanto caminhar e comer.

Ps 1 - como nossos dias renderam, vou fazer alguns posts sobre a cidade
Ps 2 - as fotos em que eu apareço são de autoria de Mati, as demais, são minhas :)

Santiago

Em agosto surgiu uma promo no Melhores Destinos, e compramos passagens pra passar o Thanksgiving em Santiago. Como expliquei, Mati tem o feriado americano, e eu consegui mais ou menos os dias. Quinta-feira trabalhei até a hora do almoço, e 5 da tarde pegamos o avião em Guarulhos.

O voo pra Santiago é de 4h, e eu dormi até um pouco mais da metade. Quando acordei e fui olhar pela janela, estávamos entrando na área da Cordilheira dos Andes. Só aí a loucura da viagem de final de semana já valeu a pena. O espetáculo de ver aquelas montanhas durante o por do sol é impagável... Sério, eu tirei umas fotos, mas elas não mostram nem 10% da lindeza daquilo.
Cordilheiras ainda com neve...
...e o por do sol absurdo
Nós alugamos um apartamento pelo AirBnb, e chegando em Santiago fomos ao balcão de atendimento turístico entender qual era a maneira mais barata de chegar até ele. Pegamos um ônibus chamado Centrupuerto, tipo um fretado, que custa coisa de R$7,50 e vai até o centro da cidade. De lá pegamos um metrô até as redondezas do apê. Alias, esse ônibus vale bem a pena. Sai de 10 em 10 minutos, e tem esse preço camarada. O metrô de Santiago também te leva por tudo, é ótimo. Ainda sobre locomoção do aeroporto e estadia em Santiago, a Katarina do Outro Blog contou como aproveitou uma conexão mais demorada para se hospedar e conhecer o centro da cidade. Vale a leitura.

O apartamento era tudo aquilo que lemos nas reviews do Airbnb: fofinho, aconchegante, numa rua calma, mas a 10 minutos andando do metrô e do agito.
Cafofo por fora...
... e por dentro.
Nós comemos bola e pesquisamos pouco sobre a cidade. A idéia era relaxar por uns dias, sem muito programa. Pelo que lemos, entendemos que os bairros onde se concentravam as atrações, bons bares e restaurantes eram Providência, Bela Vista e Barrio Lastarria. Muita gente tira ao menos um dia para ir à Viña del Mar e Valparaíso. Nós acabamos não fazendo isso, e acho que foi um erro. Mas a idéia era relaxar, passar dias agradáveis, comer e beber bem, sem muita preocupação e, quanto a isso, missão cumprida!

Depois de nos acomodarmos no apartamento, fomos correndo pra Barrio Lastarria, que ficava 15 minutinhos andando, matar a fome. Alias, em termos gastronômicos, a viagem foi nota 10. Fomos a um bar/restaurante chamado Bocanariz. Foi meu favorito da viagem, e também o melhor custo benefício. Comemos a batata da casa de entrada, e era deliciosa. Eu comi um ceviche de babar, e ainda fizemos degustação de 3 vinhos. Tudo por um preço justo (alias, achei Santiago meio cara, preços tipo SP, sabe?). Com vinho na cabeça, o cansaço do dia corrido e da viagem, me arrastei até o apartamento e cama.

Na sexta-feira eu tive que trabalhar um pouquinho. Mas antes, descemos pra tomar café da manhã num café exatamente embaixo do apartamento, chamado El Festin. Já aí eu percebi que Santiago é a armadilha da mala: de manhã fazia 11 graus, ao meio dia 25, às 3 da tarde, 30 graus, e de noite 10 de novo. Difícil, né?

A tarde saímos pra finalmente conhecer a cidade. Passeamos pelo Barrio Italia, uma rua muito interessante, cheia de tudo: bares, lojas de decoração, lojas de roupa, tudo muito charmoso. Andamos bastante, sentamos por ali pra tomar uma água, e seguimos pro metrô. Descemos próximo ao Costaneira Center, o prédio mais alto da América do Sul, mas achei caro o preço de acesso ao mirante. Como tínhamos a ideia de subir em outro mirante depois, e gastar tempo de viagem em shopping não é do meu feitio, saimos pra andar pelas redondezas, sentamos pra beber cerveja michelada, comer umas bobeiras e ver gente.
Seguimos andando por uma vizinhança muito bonita, arborizada, e que entendi que é o "bairro chic" de Santiago, chama Vitacura. Tinha uma rua lá tipo Oscar Freire, com lojas carésimas e pessoas finas passeando. Dali, seguimos para um hotel, Noi Vitacura, que tem uma vista espetacular das Cordilheiras. Não consegui tirar nenhuma foto digna (alias, abafa que eu esqueci a câmera, então só fiz foto com celular). 

De noite, conseguimos reserva pra fazer uma loucurinha gastronômica. Um dos 10 melhores restaurantes do mundo, segundo o Michelin, é o peruano Astrid y Gaston. Nós conseguimos uma reserva lá, e resolvemos nos dar esse luxo, pois é um Michelin com preço ~pagável~. É caro, mas você não perde os rins. Comemos um trio de ceviches de entrada, e sem dúvidas, o melhor da minha vida. Depois eu comi uma massa negra de prato principal, e Mati comeu um cordeiro, e ficou maravilhado. Achei que ele ia pedir o chef em casamento. Como ele não pediu, voltamos pra casa mortos de tanto caminhar e comer.

Ps 1 - como nossos dias renderam, vou fazer alguns posts sobre a cidade
Ps 2 - as fotos em que eu apareço são de autoria de Mati, as demais, são minhas :)

Chegou a sexta-feira

Novembro passou como um borrão pela janela do carro... voando! Começou no calor maravilhoso do Rio de Janeiro, passou por Cancun e acabou em Santiago do Chile. Entre uma coisa e outra, me matei de trabalhar, comi feito uma esfomeada, comprei presentes e minha primeira árvore de Natal. Eu queria agitação, e isso novembro me deu de sobra!
Falando nos acontecimentos do mês, vou fazer um bate bola aqui, porque preciso sentir que rendi. Se rendi mesmo, sei lá, mas eu fiz algumas coisinhas:
- comecei meu curso de excel online. Não terminei ainda, mas começar ~já é o começo~ neam?

- li pouco, mas terminei um livro pendente, e agora já estou na metade de outro. Sigo relendo livros meus antigos, que precisarei doar em breve porque está faltando espaço em casa. Agora é a vez dO Livreiro de Cabul, e estou tão impressionada como estive da primeira vez que li. 

- Eu morro de vontade de ter um cachorro. É uma vontade que me mata desde a infância, mas com a rotina corrida que temos seria bem irresponsável ter mais um ser que depende tanto da gente. Se já esperei 29 anos, terei que esperar mais um pouquinho. Mas eu queria ver a família crescer, e procriar não está na minha lista de afazeres do momento. Assim, encontramos o 4º integrante da nossa animada família:
Welcome Mr. Red
- em termos de exploração de SP, não fiz muita coisa. Pedalei bastante por Pinheiros, mas não consegui sair muito disso. Por outro lado, no quesito conhecer bares e restaurantes novos, fiz algumas boas descobertas. Perto de casa abriu o Bonagastro, um restaurante LINDO, num salão de chão de madeira por dentro e coberto de heras por fora, e que prega a gastronomia simples (e com preço justo). Comi uma pasta com frutos do mar que estava delíciosa - e eu nem sou chegada em camarão, heim. Recomendo muito! Também fui ao Zucco, no Jardins, com uma amiga. O ambiente é bem chic, cheio das senhoras finas da vizinhança, o atendimento é refinado e gentil. Errei na escolha do prato, e acabei detestando a comida (uma massa fina recheada de burrata - super enjoativa!). A minha amiga comeu um gnocchi que tava bem bom, mas saí frustrada com os reais gastos, rs. Fomos também conhecer uma taqueria nova que abriu na Augusta, chama Chicano Taqueria. Achei beeeeem gostoso! Diz Mati que é bem estilo das taquerias da California, comandadas por mexicanos. Comi tacos de frango e estavam muito saborosos, Mati comeu burritos e ficou feliz da vida. Por fim, dividimos churros e mel delsssss... Churros é sempre bom, né? Não tem erro. 

- também andei cozinhando em casa, gente... Olha o milagre aíí meu pooovo! Eu sou a rainha das receitas for dummies, e nada do que eu faço leva mais de 10 minutos. Outro dia fiz essa carne com shimeji, facinha, rapidinha e morri de orgulho porque ficou boa demais. Relevem a descompostura do prato, porque eu to aprendendo a cozinhar, mas cozinhar bonito é um nível extra, que ainda não alcancei. 

- viajei bastante, né. Na maionese, e na estrada mesmo! Fui pro Rio de busão, fiz uma correria vapt vupt por Cancun, e no momento vos escrevo de Caxias do Sul! How bizarre... Mas eu queria falar mesmo é de Santiago. Lembram que contei aqui que aproveitei uma passagem do Decolar? Pois é. Semana passada foi Thanksgiving. Mati trabalha no calendário americano, e assim teve quinta e sexta off. Eu em tese não teria, mas como viajei pro Mexico numa sexta a noite, consegui as folgas pra compensar. E foi assim que quinta-feira passada nos enfiamos em mais essa aventura. Foram 3 dias intensos, renderam pra caramba e, em breve, vai ter muito Santiago por aqui!

Estamos em Dezembro, a sexta-feira do ano! O mês mais reflexivo e divertido! Acho que todo mundo em dezembro da aquela paradinha pra pensar no que fez, e no que quer fazer, né? Eu gosto muito disso. Mas gosto ainda mais das confraternizações, dos abraços, dos happy hours, das reuniões daqueles que tentam se reunir o ano todo, mas que em dezembro fazem todas as concessões e fazem acontecer. 

Bom dezembro pra você <3

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