E pra acabar...

Não pensei que Santiago fosse render tanto por aqui. Mas acho que foram dias tão proveitosos, que acabei me apegando aos detalhes. Também, aprendi que quando escrevo logo depois da viagem tenho muita coisa pra contar mesmo.

Fato é que nosso último dia em Santiago foi mais sossegado. Nós pesquisamos pouco sobre a cidade, e estavamos com preguiça. A cidade é gigante e óbvio que tem muito mais coisa pra fazer, mas queriamos mesmo era sossego. Resolvemos fazer o que gostamos e fazemos bem: bater perna sem destino. 

Fomos ao Mercado Central de Santiago. Embora muitos brasileiros digam que parece o Mercadão, é só na arquitetura mesmo. Ali o foco é peixe e tudo aquilo que vem do mar. Não se vê frutas, verduras e grãos. A variedade de peixes é imensa, e tem vários restaurantes por lá. 
Cruzando o Rio Mapocho, que corta a cidade - e alias, com o degelo das Cordilheiras, tava correndo numa velocidade absurda, parecia corredeira de chuva, sabe - tem La Vega, o outro mercado, esse sim voltado pra frutas, verduras e comestíveis em geral. Repito: nenhum dos dois tem a beleza, a variedade e o encanto do Mercadão, mas tem lá seu ~charme~. 
Aproveitamos para comer algumas coisinhas no mercado, e depois continuamos batendo perna pela cidade. Voltamos para Bela Vista, próximo ao Cerro San Cristobal, e almoçamos por lá. As ruas daquela área são bem agradáveis, casas bonitas, muitas árvores e vários bares. Por ali também tem muito bar pega turista, meio caro e tal. Mas vale dar uma olhada onde estão os lugares bons pra entrar. 
E assim, batendo perna, comprando uns vinhos, parando pra aproveitar o sol, passamos nosso último dia, e nos despedimos de Santiago com mais um por do sol arrebatador diante das Cordilheiras.

A última dica que eu daria é: quem for passar mais tempo, deve valer muito a pena alugar um carro, pegar um ônibus, sei lá, e ir pra Viña del Mar e Valparaiso. São cidades litorâneas, Viña mais badalada, e Valparaíso mais tranquila (e com mais uma casa de Neruda aberta à visitação). Por ali também tem vinículas mais atrativas - em Santiago tem a Concha y Toro, mas li que é mais industrial e vive lotadíssima. Acho que seria a única coisa que faria diferente se pudesse.

O saldo da viagem foi super positivo. Conseguimos ver bastante de Santiago, descansar, aproveitar, falar espanhol, uma beleza.  Mas eu fiquei mesmo passada com a natureza chilena, com a sensação que aquelas montanhas me causaram. Lendo mais sobre o Chile, vi que não é privilégio de Santiago: o Chile tem uma natureza sensacional. E foi assim que nasceu mais um item pra minha bucket list: Atacama. Yo volveré. 

6 comentários:

  1. Cara, que delícia de relatos e que bela essa última foto, hein? Adorei, ficou linda! Eu tinha muita vontade de conhecer o atacama há uns anos, mas depois que coloquei a ideia de intercâmbio na cabeça meio que esqueci. Quero muito poder visitar mais países da América do Sul, principalmente o Chile e o Peru... quem sabe numa extensão de férias o Brasil, né? rs

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    1. Eu penso isso direto.. Me planejo tanto pra conhecer os quatro cantos do mundo, e esqueço das coisas incríveis que estão aqui "perto". Sem dúvida rola aproveitar umas férias mais compridinhas por aqui e ir ver a América do Sul.

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  2. Adivinha!? Depois de Santiago eu vou pro Atacama \o/

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  3. Foi muito legal acompanhar sua viagem para Santiago, parece ser uma cidade incrivel e com uma beleza natural linda, alias so de ver fotos pela internet ja fico encantada..rsrs.
    Beijinhos

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    1. É bem linda a cidade, viu. Vale a pena uma visita, ainda que rápida, se estiver pelo Brasil e quiser variar. Beijos

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