Santiago

Em agosto surgiu uma promo no Melhores Destinos, e compramos passagens pra passar o Thanksgiving em Santiago. Como expliquei, Mati tem o feriado americano, e eu consegui mais ou menos os dias. Quinta-feira trabalhei até a hora do almoço, e 5 da tarde pegamos o avião em Guarulhos.

O voo pra Santiago é de 4h, e eu dormi até um pouco mais da metade. Quando acordei e fui olhar pela janela, estávamos entrando na área da Cordilheira dos Andes. Só aí a loucura da viagem de final de semana já valeu a pena. O espetáculo de ver aquelas montanhas durante o por do sol é impagável... Sério, eu tirei umas fotos, mas elas não mostram nem 10% da lindeza daquilo.
Cordilheiras ainda com neve...
...e o por do sol absurdo
Nós alugamos um apartamento pelo AirBnb, e chegando em Santiago fomos ao balcão de atendimento turístico entender qual era a maneira mais barata de chegar até ele. Pegamos um ônibus chamado Centrupuerto, tipo um fretado, que custa coisa de R$7,50 e vai até o centro da cidade. De lá pegamos um metrô até as redondezas do apê. Alias, esse ônibus vale bem a pena. Sai de 10 em 10 minutos, e tem esse preço camarada. O metrô de Santiago também te leva por tudo, é ótimo. Ainda sobre locomoção do aeroporto e estadia em Santiago, a Katarina do Outro Blog contou como aproveitou uma conexão mais demorada para se hospedar e conhecer o centro da cidade. Vale a leitura.

O apartamento era tudo aquilo que lemos nas reviews do Airbnb: fofinho, aconchegante, numa rua calma, mas a 10 minutos andando do metrô e do agito.
Cafofo por fora...
... e por dentro.
Nós comemos bola e pesquisamos pouco sobre a cidade. A idéia era relaxar por uns dias, sem muito programa. Pelo que lemos, entendemos que os bairros onde se concentravam as atrações, bons bares e restaurantes eram Providência, Bela Vista e Barrio Lastarria. Muita gente tira ao menos um dia para ir à Viña del Mar e Valparaíso. Nós acabamos não fazendo isso, e acho que foi um erro. Mas a idéia era relaxar, passar dias agradáveis, comer e beber bem, sem muita preocupação e, quanto a isso, missão cumprida!

Depois de nos acomodarmos no apartamento, fomos correndo pra Barrio Lastarria, que ficava 15 minutinhos andando, matar a fome. Alias, em termos gastronômicos, a viagem foi nota 10. Fomos a um bar/restaurante chamado Bocanariz. Foi meu favorito da viagem, e também o melhor custo benefício. Comemos a batata da casa de entrada, e era deliciosa. Eu comi um ceviche de babar, e ainda fizemos degustação de 3 vinhos. Tudo por um preço justo (alias, achei Santiago meio cara, preços tipo SP, sabe?). Com vinho na cabeça, o cansaço do dia corrido e da viagem, me arrastei até o apartamento e cama.

Na sexta-feira eu tive que trabalhar um pouquinho. Mas antes, descemos pra tomar café da manhã num café exatamente embaixo do apartamento, chamado El Festin. Já aí eu percebi que Santiago é a armadilha da mala: de manhã fazia 11 graus, ao meio dia 25, às 3 da tarde, 30 graus, e de noite 10 de novo. Difícil, né?

A tarde saímos pra finalmente conhecer a cidade. Passeamos pelo Barrio Italia, uma rua muito interessante, cheia de tudo: bares, lojas de decoração, lojas de roupa, tudo muito charmoso. Andamos bastante, sentamos por ali pra tomar uma água, e seguimos pro metrô. Descemos próximo ao Costaneira Center, o prédio mais alto da América do Sul, mas achei caro o preço de acesso ao mirante. Como tínhamos a ideia de subir em outro mirante depois, e gastar tempo de viagem em shopping não é do meu feitio, saimos pra andar pelas redondezas, sentamos pra beber cerveja michelada, comer umas bobeiras e ver gente.
Seguimos andando por uma vizinhança muito bonita, arborizada, e que entendi que é o "bairro chic" de Santiago, chama Vitacura. Tinha uma rua lá tipo Oscar Freire, com lojas carésimas e pessoas finas passeando. Dali, seguimos para um hotel, Noi Vitacura, que tem uma vista espetacular das Cordilheiras. Não consegui tirar nenhuma foto digna (alias, abafa que eu esqueci a câmera, então só fiz foto com celular). 

De noite, conseguimos reserva pra fazer uma loucurinha gastronômica. Um dos 10 melhores restaurantes do mundo, segundo o Michelin, é o peruano Astrid y Gaston. Nós conseguimos uma reserva lá, e resolvemos nos dar esse luxo, pois é um Michelin com preço ~pagável~. É caro, mas você não perde os rins. Comemos um trio de ceviches de entrada, e sem dúvidas, o melhor da minha vida. Depois eu comi uma massa negra de prato principal, e Mati comeu um cordeiro, e ficou maravilhado. Achei que ele ia pedir o chef em casamento. Como ele não pediu, voltamos pra casa mortos de tanto caminhar e comer.

Ps 1 - como nossos dias renderam, vou fazer alguns posts sobre a cidade
Ps 2 - as fotos em que eu apareço são de autoria de Mati, as demais, são minhas :)

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