São Francisco em 3 dias

Chegar em São Francisco encheu meu coração. Eu olhei pro skyline daquela cidade e já soube que eu amava ela, que queria fincar raiz e morar ali, haha. 
As casas e as janelas. Amor à primeira vista <3
Fomos direto pra casa do Mike, amigo do Mati que nos hospedou. Ele mora muito bem, em North Beach, na esquina da Powell com a Lombard, duas ruas famosas. A Powell porque passa o bonde e a Lombard que é a rua mais íngreme do mundo, com um trecho em zigzag. 
Sair pra jantar e ver a vizinha tocando violino na janela vitoriana. Não é poético?
Vamos ao que interessa. Passei 3 dias intensos em São Francisco, e vou colocar esse roteiro aqui. Ele não é absoluto, mas pro meu gosto foi ótimo. Andamos bastante, mas conseguimos descansar, dormir até mais tarde, e ainda assim ver bastante da cidade mesmo com a luz do dia indo embora às 5 e pouco da tarde. Acho que entre todos os pontos de interesse da cidade, somente não fomos à Alcatraz. Ou seja, rendemos muito! 

Dia 1

Tiramos o dia pra fazer o passeio mais incrível da cidade, na minha modestíssima opinião. Aproveitamos que o dia estava claro (pros padrões de São Francisco), e alugamos uma bicicleta. Você encontra lugares pra locação em vários pontos, e no Fisherman Wharf tem várias opções. Devidamente encasacados, seguimos pelo Fisherman até chegarmos num parque, na beira da água. Dali seguimos na ciclovia, rumo à Golden Gate. A vista é muito boa. Tem a cidade de um lado, Alcatraz de outro, e a ponte longe de outro. O caminho é de boa, plano com algumas poucas (e boas) subidas. Eu sou sedentária e fiz tranquilamente.
Na primeira subida, quando você dá de cara com "ela"
O passeio é todo bom. Além de você ver a cidade, o parque, ainda tem a emoção de ir vendo a ponte ficando cada vez mais próxima. Tinha a tão querida neblina deixando tudo mais mágico ainda, lindo demais. Da pra ir fazendo várias paradas, numa praia, numa mureta, e ela lá, cada vez mais perto.

Surfistas da Golden Gate

A ponte é um colosso. É realmente emocionante cruzar ela, ver o tamanho da torre de suspensão, saber que você está ali. Preciso nem dizer que eu dei uma choradinha enquanto atravessava a ponte pedalando, com o vento na cara, a cidade no fundo, a sensação de estar no topo do mundo. Pra mim esse passeio foi de fato o ponto alto de São Francisco.

Do outro lado da Golden Gate está Salsalito, uma cidade mega charmosa, na beira da baia. Estacionamos as bikes num estacionamento público, e ficamos explorando a cidade. A fome bateu, e fomos a um bar gostosinho, o Bar Bocce. Estavamos com bastante frio depois da pedalada no vento, e ali tinha uma fogueirinha de frente pro mar, comida gostosa, vinho californiano, um aconchego.
A vista em Salsalito
Uma dica pra quem fizer esse passeio: chegando em Salsalito, já fica de olho no horário do ferry pra voltar, porque tem vários, mas depois das 4 são poucos. Da até pra voltar de bike, mas é uma baaaita subida. Não recomendo, rs. Da pra pegar um ferry malandro, que traz a bicicleta também. Devido a intensidade do programa do dia, de noite estavamos desgraçados de cansado, então fomos jantar num chinês - que também recomendo - em North Beach, Henry´s Hunan, e depois cama.

Dia 2

Foi o dia de dar um geralzão em San Francisco. O Mike, amigo do Matt que nos hospedou, estava livre e nos mostrou a cidade quase toda. Começamos andando em China Town. Muito comércio, muitas lojinhas de tranqueirinhas e restaurantes. Percebemos que as ruas estavam forradas de carros antigos, e xeretando aqui e ali, descobrimos que estavam gravando um filme sobre a vida do Bruce Lee.
foto by @mmreyno
Fomos andando por lá até chegar na Union Square, a praça mais famosa de San Francisco, com lojas ricas e famosas, restaurantes, hoteis chics, e tal. O problema é que a praça estava em reforma, então não tive um bom overview. Dali seguimos pela Powell, e passamos pela fila do tram. O bonde de São Francisco é super icônico, mas gente.. uma fila que não fazia sentido. Aproveitei que tinha um estacionado, subi, tirei foto, mas não passeei nele não.

De lá seguimos para o Mission, bairro até pouco tempo atrás bem mexicano, e hoje totalmente gentrificado e tomado pelos hipsters. Eu tenho uma opinião sobre essa gentrificação hipsterizada, que cria lugares legais pra gente passear porém tira moradia de tanta gente, mas vai ficar pra outro post. O bairro é uma delícia, super sossegado, com muitas lojas legais, taquerias autênticas, um parque lindo no alto, e as casinhas charmosas sempre lá. Passamos por vários bares bacanas, vários murais de grafite, um prato cheio pra bater perna. A minha recomendação é a Taqueria Farolito. Comida super gostosa com preço bom. A fila é gigante, mas fica a dica: do lado tem uma porta que dá num bar mexicano, frequentado por mexicanos, com juke box cheia de músicas mexicanas, e serve a comida da taqueria, sem fila ;)
Pelos becos do Mission
Quando exaurimos as ruas do Mission, pegamos um Uber e fomos pra Alamo Square, a praça em frente às casas mais famosas de São Francisco. Sim, as painted ladies, também conhecidas como as casinhas do Full House. Essas casas são chamadas de Painted Ladies porque na época da Segunda Guerra todas as casa em São Francisco foram pintadas de cinza. Após a Guerra, alguns donos começaram a pintar as suas casas em tons pasteis, pra trazer mais alegria pra vida, ganhando esse nome. Pela segunda vez no dia, vimos a filmagem de um filme. Esse mais alternativo, e eu anotei o nome aqui pra procurar depois: The Year of Spetacular Men.
Mais uma foto do @mmreyno. Estava começando a escurecer, e meus dotes fotográficos não sabem lidar com lusco fusco.
De lá andamos até o bairro Hippie, Heights & Ashburn. Na real, o nome do bairro é o cruzamento mais famoso: da rua Heights com a rua Ashburn. Lá eu vi um troço interessante: eu já ouvi falar várias vezes que em São Francisco tem muito mendigo e gente louca. Até então não tinha notado, mas no bairro hippie eles apareceram. Eles sendo doidos na deles, falando sozinhos, muita gente aparentemente naquela viagem de ácido que nunca teve fim, nada que tenha me deixado com medo, mas que me fez pensar um pouco nos rumos que a vida as vezes leva.

O dia de novo foi bem puxado, então acabamos voltando pra casa, comendo num indiano delícia que esqueci de anotar o nome e só. Pois é, nosso sábado em São Francisco passou zerado de balada.

Dia 3

Domingo era nosso último dia. O Mike foi pra Napa Valley, o pedaço da California famoso pelas vinícolas. Fica em torno de 1h ao norte de São Francisco, mas nós optamos por ficar na cidade e explorar mais um pouco. Um passeio clássico que poderíamos ter feito nesse dia é a visita à Alcatraz, a famosa prisão de segurança máxima dos EUA. Como toma ao menos metade de um dia, eu decidi que ia deixar pra depois. Eu ainda queria explorar mais.

Então descemos e fomos pro Fisherman Wharf, o famoso pier de São Francisco. Lá é a parte mais turística da cidade, e por consequência, com preços mais salgados. Tem muitos restaurantes - inclusive o Buba Gamp - muitas lojas de souvenir, muitos artistas de rua e muitas focas <3
Depois de muito admirar essas belezinhas, que fedem um pouco e gritam muito, seguimos andando e subimos uma graaaande ladeira, rumo à Lombard Street, a rua mais íngreme do mundo. Tão íngreme que tem uma parte em zigzag.
SF é um grande aglomerado de ladeiras. Você vê a cidade e consegue vizualizar as montanhas em que ela se assenta. É um bom exercício pras pernas, mas olha.. vi gente andando de bicicleta pelas ladeiras, e respect. A Lombard é uma gracinha, tem esse jardim ai na parte em zigzag, mas é tão apinhada de turista que eu fiquei foi com dó dos moradores haha. Alias, foi nesse trecho em que vi o maior número de brasileiros na cidade.

O dia foi entardecendo e chegando a nossa hora de partir. Ainda demos uma andada pelas redondezas do apartamento, e fomos até a Coit Tower, uma torre que da uma vista legal de toda a Baia. A fila estava imensa, então só ficamos pelo térreo. Por estar também no topo de uma colina, já valeu a pena. Voltamos pra casa, nos despedimos do Mike, e caímos na estrada.

São Francisco era tudo aquilo que eu imaginava: uma cidade linda, que vibra, charmosa, com pessoas interessantes, comida gostosa, um clima leve, tudo de bom. Eu fiquei apaixonada pela vida que a cidade transmite, pelas casas, pelas janelas, e queria morar lá no instante em que pisei nela. Feliz é quem mora, e feliz é quem volta. Eu voltarei.
If you are going to San Francisco... 

Aquele tipo de dia...

Aperta o enviar, fazfavor. 

Road Trip - A chegada a São Francisco

No dia 7 de janeiro, uma quinta, acordamos, terminamos de arrumar nossas coisas, dar as últimas pesquisadas e caímos na estrada. Um fato curioso: nós não estávamos com planos de dados no telefone, então a viagem foi old school, com mapa de papel haha. O nosso plano era seguir de LA direto pra São Francisco, onde ficaríamos até domingo na casa de um amigo do Mati. Depois, pegando a famosa Pacific Highway, passaríamos uns 3 dias na estrada, dormindo em Santa Cruz, em algum lugar de Big Sur e em Santa Barbara. Nada muito definido, sem reservas, mas com um plano na cabeça que era mais ou menos assim:
Então pegamos a Highway 5, e seguimos rumo a Sao Francisco, numa viagem de mais ou menos 650km. Essa estrada é o caminho rápido, por dentro (de A até B no mapa acima). 

Quando deu a hora do almoço, paramos num bolsão lá com várias lanchonetes, e eu aproveitei pra "ticar" um dos clássicos da California: In-n-Out. Eu não sou a louca do hamburguer, mas o lanche é bem gostoso, tudo fresquinho. Com o estômago forrado, seguimos em frente. 

A estrada em si é bem chata pra quem dirige, porque são muitas retas, uma coisa meio monótona. Mas eu achei as paisagens bem bonitas, montanhas, alguma nevinha no topo de umas poucas delas.
Tivemos que parar algumas vezes pra esticar as pernas, tomar um café, dar uma espairecida. Mati estava bem cansado de dirigir, e eu não podia ajudar. Viajamos com o carro do pai dele, e eu não entro na cobertura do seguro. Assim, escolhemos alguns lugares ~interessantes~ pra fazer nossas paradinhas rápidas:
Maior céu azul no velho oeste
Depois da fase montanhosa, um horizonte lindo se desenhou na estrada. As montanhas ficaram mais ao fundo, e passamos pelo que Mati me explicou ser a região responsável pela maior produção de alimentos dos EUA. Vimos plantação de pistache (segundo a plaquinha, capital mundial dos pistaches), plantação de alface, laranjas, citrus, e quando o carro foi tomado por um cheiro de estábulo horrível, estávamos passando pelo Harry´s Ranch, que diz o Wikipedia ser o maior produtor de carne dos EUA. Eu sou da roça e nunca tinha visto tanta vaca junta na minha vida. Sério. Milhares, um horizonte sem fim de boi, vaca e afins. Pena que minhas fotos ficaram zoadas pela luz, mas foi de cair o queixo. 

Lá pelas 5, fomos nos aproximando da região metropolitana de São Francisco. A paisagem já era diferente, o por do sol estava dando uma cor linda ao céu, e o trânsito das pessoas que trabalham na cidade e vivem nos subúrbios estava puxado. 
Eu já estava ansiosa, e sentindo a emoção de estar chegando num lugar onde sonhei tanto em ir. Estávamos cansados da viagem, mas super empolgados. E então ela apareceu: a Bay Bridge. A ponte que te leva de Oakland diretamente ao coração de São Francisco. Eu quase chorei. 
Eu estava emocionada, dentro do carro, que andava e parava, e quando lembrei de tirar uma foto com o celular, por óbvio saiu uma merda. Mas fica aí, a ilustração do que foi o primeiro momento de tirar o fôlego de uma viagem que foi toda assim: incrível!

* * *

Eu não queria fazer 10 posts sobre a California, mas to vendo que farei, rs. Eu vi muita coisa, tem muita foto pra postar, e não quero que cada post fique um pequeno tratado. Também, gosto de contar no detalhe, afinal de contas esse blog é meu "diário", é meu registro. Por fim, digo que as fotos de hoje são todas do celular com o carro em movimento, o vidro sujo, etc. Mas prometo que daqui pra frente, só fotão!

La La Land

Se alguém um dia imaginou que Los Angeles seria como toda e qualquer grande cidade desse mundo, onde você só precisa se hospedar no lugar certo, e andará por tudo, ou usará o transporte público, pode tirar o cavalinho da chuva. LA é uma cidade espalhada, as coisas são muito longe uma da outra, o transporte público é bem fraco. A cidade é feita pra ser explorada de carro.  

Vou contar um pouco do que eu vi, e apesar de ter passado a maior parte do meu tempo pelos arredores, não vi tudo. Diria, inclusive, que vi pouco, rs. Essa sensação de que voltaremos pra lá tantas vezes acabou me tirando a noção de tempo, e quando vi era hora de vir embora. 

Fomos à Hollywood em duas oportunidades. Em uma noite, fomos pra casa de um migo de Matt, que mora em West Hollywood. De lá, fomos num bar por ali, chamado Barney´s Beanery. Adorei o bar: tocando pop bagaceira, um pub quiz pra lá de animado, comida gostosa. Ficamos enchendo nosso canequinho e sendo arrasados no jogo, até a hora que o movimento caiu. Fomos pra outro bar ali perto, chamado The Den. Cocktails muito gostosos, e jenga na mesa. Diversão pura.

No dia seguinte amanheceu chovendo. Como estávamos por ali, aproveitamos pra ir no Hollywood Boulevard, também conhecido a Calçada da Fama. Ali tem muitas lojas, hoteis famosos e grandes teatros: o Nokia Theatre, TCL Chinese Theatre, onde ocorrem grandes premiações como o Oscar, Grammy, VMA, etc. Por estar chovendo, estava mais vazio, o que foi bom porque eu pude ler estrelinha por estrelinha, e tirar foto com aquelas que importam, néééé:
Brinks gente, tirei foto com gente importante de verdade haha.. Mas eu gosto mesmo é de passar vergonha aqui
Só que a chuva apertou. Fiquei bem brava com o El Niño maldito. Fazia meses que não chovia, a California na maior seca da história, e tinha que chover cântaros bem quando eu estava tentando ser glamourosa em Hollywood?  Resolvemos ir no LACMA, o museu de arte de LA. Porém era quarta-feira, e anotem: ele fecha às quartas. Acabamos abortando a missão e voltando pra Orange County, sobre "quem" falarei mais pra frente. 

Voltamos outro dia, e batemos perna de carro a valer. Fomos ver o Hollywood sign, e tipo, ok, nada demais. Tiramos algumas fotos, e thats it. Então seguimos pra Beverly Hills. Demos uma passada pelas ruas, bem lindas com palmeiras altas e mansões gigas. Andamos pela tal Rodeo Drive, a rua chic com lojas chics, e eu fiquei me sentindo a Cher.
Passamos também pela Melrose Avenue. Muitas lojas: começa com coisas bem acessíveis, lá pro meio fica mais fancy e acaba toda riquíssima nas lojas grifadas. Mas tem também bares, restaurantes, fiquei com vontade de gastar um tempo (porque gastar dolares não está dando) por ali. Acabamos dirigindo por algumas das famosas Hollywood Hills, morros onde tem as mansões dos famosos, e com uma vista legal, mas acabei não encontrando a minha bff Jennifer Lawrence. Quando sentimos que deu uma aliviada no trânsito - porque o trânsito de LA não fica devendo em nada pro de SP - voltamos pra casa. 

O plano era que no sábado, nosso último dia, iríamos passar o dia nas praias. Eu conheceria Santa Mônica e Venice Beach, que estão no meu radar. Mati aproveitaria pra jogar volei de praia, que ele ama. Infelizmente, tivemos um pequeno imprevisto em cima da hora, e eu acabei não conhecendo esse pedaço - que tenho certeza, seria o meu favorito. 
Santa Mônica Pier. Foto do blog https://santamonicabeachmom.wordpress.com/
Se pareci um pouco desanimada pra vocês, é porque eu achei meio meh mesmo. Sabe quando não tem um lugar, não tem uma cidade, não tem arquitetura, não tem um negócio que você olha e fala MEEU, QUE CIDADEEE! Pois é, não tem. Parece até São Paulo, sabe? Hahaha. E tal como São Paulo, acredito que seja interessante enquanto cidade em que você vive, passa mais tempo, e conhece mais profundamente.

Turisticamente, Los Angeles é um monte de referências que temos dos filmes e da TV, todas espalhadas, mas sem nenhum impacto. Sensação de que falta alguma coisa, sabe? Alias, vou contar um belo exemplo: Malibu. A gente tem na nossa cabeça uma ideia de que Malibu é uma praia linda, badalada, água azul e tal. E não é. Só tem mato e mansão. Sendo a cidade cara que é, onde tem que alugar carro, etc, a minha sugestão é sempre casar LA com outros destinos: San Diego, Vegas, San Francisco, etc.  

Fiz uma lista de coisas que quero ver na próxima visita aos sogros: por óbvio as praias que faltaram, o LACMA, Griffith Observatory e a Universal Studios. Quem sabe isso muda minha opinião, né? Masss.. de LA a gente subiu pra San Francisco. E gente.. GENTE. Aguardem. 

Retomando

Tudo que é perfeito a gente pega pelo braço, joga lá no meio, joga em cima joga embaixo tem prazo de validade. E assim foi com minhas férias. Hoje, depois de longas horas de comuta, desci em São Paulo toda trabalhada no jetlag, mas cheia de energia pra curtir minhas últimas horas de folga. 

Desfiz mala, fiz as unhas que estavam em petição de miséria, matei saudade da comida do Pirajá, desmontei meu buchinho de Natal - que partiu dessa pra melhor e mórreu de sede durante as férias :( - falei com pai, mãe, fui funcionar o carro pra ver se a bateria tava em ordem, e no momento to encolhida em posição fetal porque agora sim, senhores, game over

Vai ter California por aqui? Oh se vai. Foi uma das viagens mais incríveis da minha vida. Encontrei pessoas maravilhosas, comi comidas deliciosas, fui a lugares lindíssimos. Conheci Los Angeles, San Francisco, desci pela Pacific Road e to cheia de história pra contar. Preciso organizar as idéias e as fotos, pra fazer tudo direitinho. 

Mas vai ter merda? Sempre tem. Infelizmente, hoje soube que entraram no apartamento da minha irmã. Sério... Eu fico muito puta da vida com essa insegurança que sentimos em todos os lugares. Imagina você chegar na sua casa, e a sua porta estar arrombada, estar tudo revirado? Levarem tantas coisas que você comprou com o suor do seu trabalho ao longo dos anos? Repito: um estranho andando na sua casa, mexendo nas suas gavetas, vasculhando a sua vida, e levando vários pedaços da sua história com ele? Eu fiquei enjoada. Me deu dor de barriga, vontade de chorar e tirou toda a paz que esses quase 20 dias no paraíso tinham instaurado no meu corpo e na minha mente. 

Mas as coisas materias a gente repõe, e temos um novo ano pela frente. E eu gostei dessa tal dessa paz de corpo e alma aí, e é atrás dela que eu vou. Como eu disse, esse ano eu quero ir além. E ficar aqui lamentando as coisas da vida logo no começo do ano não é coisa de quem quer ir a lugar algum, rs.. Então a gente montou uma força tarefa pra ajudar minha irmã, vamos resolver o que tem que ser resolvido, pensar positivo e pra frente, e assim entro eu em 2016: cheia de fogo no rabo e vontade de fazer e acontecer.

Hello from the other side

Olá, diretamente de Orange County. Hoje o dia amanheceu muito chuvoso por aqui, e eu nem tenho coragem de reclamar, porque esse pedaço do mapa ta marrom de tanta seca. Resolvi aproveitar e por a leitura em dia, avancei no livro, li as 476 (sim!) mensagens no whatsapp, dei uma zapeada nos emails, e agora vim aqui para uma experiência diferente: contar sobre a viagem no meio dela, rs. 

Bom, outro dia eu falei aqui sobre como viabilizar viagens. Uma das minhas dicas sempre será ficar de olho em passagens baratas. Acabei esquecendo de mencionar que passagens baratas nem sempre (ou quase nunca) são as melhores, né... Então peguem essa: eu saí da minha casa em SP dia 30 às 17h, decolei de GRU às 22h, desci em NYC 9h depois, gastei 2h entre imigração, segurança e afins. Voei outras 4:40h para Salt Lake City, onde esperei por 5h, até finalmente pegar meu vôo de 1:30 e finalmente ver o sorriso lindo de Mati no aeroporto de Los Angeles, no dia 31. Foram 30h em trânsito, mas who cares, quando se pagou 1800 reais com uma bela vista pela janela?
Lado cheio do copo, neam?
Cheguei na California um trapo de gente, e com um jetlag poderosíssimo por conta das 6h de atraso no fuso. A recepção que tive foi um afago no meu coração ansioso. Um dia terei a inspiração necessária para falar dos momentos especiais que estou vivendo aqui com essa família. Bebezinho ficou tão empolgado que fomos direto pra árvore de Natal abrir presentes, jantamos, foi uma alegria. 

A casa dos meus sogros fica em La Habra, em Orange County, subúrbio de Los Angeles. A vida aqui é bem diferente do que estamos acostumados, tudo é feito de carro, as ruas são grandes estradas de 5 faixas, american way of life levado ao extremo. Para a noite de ano novo fomos até o centro de Fullerton, uma cidade aqui do lado, com muita iluminação de Natal, festa na rua. Tava bem frio, e eu estava exausta. Ficamos num bar até meia noite, depois vimos fogos, e viemos pra casa porque eu estava entrando em colapso, rs. No horário do Brasil era quase 7h da manhã, e eu estava com o cansaço da viagem me matando. 

Como baby estava aqui, aproveitamos esses primeiros dias para explorar a região. Dia 1 fomos à Laguna Beach, e eu fiquei emocionada em meu primeiro encontro com o Pacífico. A cidade estava bem cheia, porque era uma das poucas com comércio aberto. Apesar do frio, a praia estava movimentada, mas claro que ninguém se aventurou na água. 

Alias... Curiosidade: The OC, o seriado filmado em Orange County foi filmado em Newport Beach, uma praia antes de Laguna Beach. Por ali, só mansões e carrões circulando. Aqui por onde Mati mora é uma vibe mais simples. Estamos há 45 minutos do centro de Los Angeles. Tem muitos parques, áreas verdes, um lago muito fofo cheio de patos voando, é puro sossego.

Estávamos andando ainda por Laguna quando eu tomei uma cagada violenta de uma gaivota. Somando isso ao pôr do sol arrebatador de lindo que presenciamos, tenho certeza que 2016 será um ano de muita sorte e felicidade.
Também aqui em Orange County fica a Disneyland, a primeira e original Disney. O parque fica em Anahein e é um colosso, a cidade gira em torno disso. A Disney é uma cidade dentro da cidade, com sistema de transporte, trem, ônibus, tudo próprio, e óbvio, um movimento absurdo.

Sábado a noite fomos até Downtown Disney para encontrar uma amiga querida do Wisconsin. Esse encontro foi um presente inesperado: era mora na Grecia, e postou algo no facebook. Eu captei que ela estava na California, e conseguimos nos encontrar. Foi uma noite de drinks, fofocas, risadas, de delicioso reencontro. 
Esse Downtown é uma cidade que fica fora dos portões do parque. Tem lojas, restaurantes, cafés, balada, bar, loja de souvenir, tudo sem precisar o ingresso pro parque. Ontem foi nosso dia de passear na Disney com baby. Aproveitamos para fazer todos os passeios fofos do mundo: todos os trens, a casa e os sonhos do Ursinho Puff, corrida com o Macqueen e o Lightning, desfile de personagens, voar no Dumbo, etc.

A Disney é um sonho, lotado e cheio de filas, mas um sonho. Eu não tenho pique pra ir pra Florida passar 5 dias indo em parques, então achei o esquema da Disney aqui perfeito. Você passa o dia, se diverte, mas tem muito mais pra ver pela região. Minha sogra é habitue do parque desde que nasceu, e foi uma delícia ir com ela, fazendo o melhor caminho, aproveitando dicas. No final do dia eu e Mati conseguimos ainda ir em algumas montanhas russas, no simulador do Star Wars (que por ser 3d me deu vertigem #tiaveia) e vimos os fogos de artifício mais bonitos da minha vida. 

Hoje baby foi embora, e começamos uma segunda parte dessas férias. Vamos nos aventurar por Los Angeles, redondezas, e então partir para uma roadtrip até São Francisco. São férias mais tranquilas, em outro ritmo, família, e eu estou me sentindo em casa. Não tenho pressa, não tenho hora. Sinto que estarei por aqui muitas vezes ao longo da vida. 

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