Uma passagem rápida por Santa Barbara

Eu sei que o assunto California já rendeu um monte por aqui. Mas achei uma injustiça com essa cidade tão charmosa deixar ela fora dos relatos. 

Santa Barbara fica coisa de 100 km pra cima de LA. Pra gente, que estava descendo, era a última parada antes de "voltar pra casa". Nos hospedamos em Montecito, um distrito de Santa Barbara. A escolha pelo Coast Village Inn foi simples: as acomodações pareciam bacanas, era barato e disponibilizava bicicletas :) 

Chegamos e estava de noite. Montecito fica fora do centro de Santa Barbara, mas pegamos um ônibus que nos deixou na State Street em menos de 10 minutos. A State é a principal rua da cidade, e eu fiquei absolutamente encantada. Todas as construções seguem a arquitetura colonial espanhola, com arcos, salões amplos, uma graça. A rua tem basicamente restaurantes e lojas. E brasileiros, rs. Fiquei passada que em 10 minutos andando pela State, tinha visto mais brasileiro que em San Francisco toda, juro. Brasileiros com pinta de turista e brasileiros com pinta de estudantes. Outra coisa que me encantou por lá foram os trens. Passam muitos trens em Santa Barbara, e todos eles soltam a famosa businadinha. Me deu uma nostalgia danada da infância em Adamantina, onde o trem da Fepasa parava lá pras 11 da noite, e sim, soltava a businadinha. 
State Street durante o dia
Arquitetura espanhola domina Santa Barbara
Jantamos num restaurante que foi um dos melhores da viagem, se não o melhor, The Black Sheep. Tomei um vinho californiano delicioso, e comemos um risotto excelente. É tipo um bistrozinho, o chef vem nas mesas e conversa, o cardápio é enchuto mas certeiro, e é mais caro mas não é um absurdo. Fica numa travessa da State.

Voltamos pro hotel de novo de ônibus. A tarifa era US$1,75, bem em conta. No dia seguinte, fomos tomar café na Jeannine´s Bakery, que ficava quase na frente do Coast Village. O hotel deu um voucher de 8 dolares pra cada um. O lugar é super charmosinho, com mesinhas na rua, atendentes simpáticos, e a comida ó <3
Eggs Benedict e Bagel com salmão defumado
Pegamos as bikes e seguimos pra Santa Bárbara. A pedalada até a praia é de uns 10 minutos, bem tranquila. Quando chegamos na praia, me lembrei muito das praias brasileiras: faixa de areia longa, pessoas fazendo exercícios, mar calmo, um sossego. Adorei a vibe toda. 



Seguimos margeando a praia até chegarmos no pier. Então, entramos e fomos pra State Street. Eu tinha ficado tão encantada com ela, que queria ver durante o dia. Andamos por toda a parte plana do centro, até que chegamos numa pequena subida. Foi aí que resolvemos voltar. Voltamos de novo pela praia, vimos um cara sendo preso por motivos que desconhecemos (mas que não devia ser grave, porque tava todo mundo rindo, inclusive os políciais e o cara), e parando nos lugares que achamos bonitos. Santa Bárbara também é rodeada de montanhas, e a impressão que fiquei é que o centro é bem comercial. O povo mora mesmo é pro lado das montanhas. 

Voltamos ao hotel, fizemos check out e fomos dar nossa última parada na cidade: a Mãe das Missões. 
{um parênteses pra um pouquinho de história - a California fazia parte do México, e como todo o México, foi colonizada por espanhóis. Daí vem toda essa influência espanhola na arquitetura e nomes. Da mesma forma que aconteceu aqui, lá no México os espanhois foram catequisando os índios locais. Eles construiam missões, que eram as bases católicas e onde ocorria a catequisação. Ao longo da estrada por onde dirigimos eu vi sinos de metais. Esses sinos sinalizam o Caminho Real, ou seja, o caminho das Missões. Há Missões por toda a costa, em San Francisco, San Luis Obispo, etc. Mas a de Santa Bárbara é a maior, e por isso chamada a Mãe das Missões.}
O entorno da Missão
A frente da igreja

O complexo todo, que me lembrou muito o Pátio do Colégio aqui em SP
Eu, sendo católica, não me sinto confortável com essa questão colonialista, que aculturou tantos povos. Mas acho que é história, e não podemos ignorar. Temos que aprender. E a visita à Missão foi muito agradável. Perdoem as fotos que não estão muito boas, mas se eu disser que estava meio cansada de fotografar, vocês acreditam, rs? Acabei não levando a câmera, só tirei fotos com o celular.

No fim, essa foi nossa passagem por Santa Barbara, nem 24 horas. Mas acho que a cidade não requer muito mais que isso pra turismo. Nossa estada foi proveitosa, a cidade é toooda charmosa, e eu fiquei com a ideia de que quem mora lá é feliz.

Dali seguimos viagem, e foi coisa de uma hora e meia até chegar em LA. A nossa ultimate road trip estava acabada, e seguirá pra sempre no meu coração. Foi uma viagem incrível, uma experiência única que recomendo a todo mundo. Já falei aqui em mais de uma oportunidade: cada um tem que fazer a sua viagem. O que contei aqui foram os meus relatos, a minha experiência, e o que fez tudo tão especial pra mim. Não existe "tem que fazer, tem que ver, tem que olhar". A gente tem que viver e ver o mundo com os nossos olhos, sempre, mas digo pra vocês que essa é uma das viagens mais lindas que tem por esse mundão, e quem fizer não vai se arrepender. 

Ser mulher é...

Uma vez escrevi aqui sobre 3 casos de machismo que aconteceram comigo num curtíssimo espaço de tempo. Hoje aconteceu uma outra situação, escandalosa eu diria, e resolvi que agora vou contar aqui TODOS os casos de misoginia que se passarem comigo. Entendi que o registro vai mostrando volume, e a gente vai percebendo o tanto de merda que aguenta nessa vida, e a urgência que a nossa sociedade tem de mudar. 

Hoje de manhã, estava dirigindo quando fui fechada por um carro que mudou de faixa sem dar seta, nem nada. Quase bati. Além de brecar, enfiei sim a mão na busina e dei uma daquelas loooongas businadas. E aí, gente... Começou. 

No momento em que businei, o carro que me fechou, que estava na minha frente, brecou. O semáforo lá na esquina estava fechado, mas ele brecou muito antes do semáforo. E então começou a dar ré. E dar ré. Até encostar no meu carro. E então bateu 3 vezes no meu carro, até empurrar meu carro pra trás. E ai veio e bateu de novo. E eu estava completamente encurralada, com o carro dele na minha frente e um carro atrás (que estava businando com medo de eu bater nele também). Então o sujeito dentro do carro saiu do carro, e começou a me xingar: Vadia, vai tomar no cu, sua puta, sua puta, vai tomar no meio do seu cu, no meio do seu cu, sua puta. Eu não tive coragem de abrir a janela, de fazer nada. Só olhava pro cara e falava, de dentro do meu carro você é louco. Não tive coragem mesmo de fazer algo a mais que isso: 8:40 da manhã, e uma pessoa nesse total descontrole, coisa boa não é. Então ele voltou pra dentro do seu carro, bateu mais uma vez no meu, o semáforo abriu lá na frente e ele seguiu. 

Pergunto: alguém aqui acha que esse cara faz esse circo todo toda vez que alguém busina pra ele? Será que se eu fosse um homem, ou tivesse um homem dentro do carro, ele faria isso tudo? Ou será que ele viu pelo retrovisor que era uma mulher sozinha e resolveu por toda a sua macheza pra fora?

Acabou que não fez nada no meu carro, só amassou a placa. Mas me senti muito agredida, ameaçada. Eu nunca me meti em briga de trânsito, porque sei que a gente não imagina quem ta do outro lado. Mas não posso buzinar? Como sou mulher eu tenho que aguentar todas as irresponsabilidades de terceiros sem dar a mínima manifestação? 

Que nojo dessas pessoas, que nojo.

Drops

Eu sigo firme no desafio das compras. Devo dizer que na California, em janeiro, eu dei uma derrapada. Na minha lista de permitidos tinha um casaco de inverno. Eu acabei não comprando nenhum casaco pesado, mas 3 blusas quentinhas. A questão é que com a mudança já se encaminhando, e eu lá no friozinho do hemisfério norte, me caiu uma ficha: meu armário é fraco de "camadas". É sabido que as camadas (ou layering, como dizem os gringos) é a chave do sucesso pra se vestir no frio desgraçado. Por conta dessa deficiência, acabei trocando o casaco pelas blusas, já que eu tenho um casaco de lã que ainda dá um belo caldo. Mas ontem, em compensação, fui ao shopping, bati perna, entrei nas minhas lojas favoritas, e nem passei vontade. Embora tenha visto coisas lindas por lá, nem me doeu sair de mãos vazias :)
* * *
Já o projeto Elba Ramalho entrou numa fase beeem mais tranquila. Meu cabelo cresce feito grama, então a parte natural alcançou um tamanho bom. Fui lá no salão e cortei um tanto considerável do cabelo, uns 4 dedos acho. Ele ta na altura dos ombros, e super ondulado. Isso mesmo, ondulado. Achei que ia cachear, e tal, mas por enquanto só nas ondas, o que muito me agrada. Aproveitei também a California pra me abastecer de bons produtos. Comprei um set de shampoo e condicionador da Organix, que é de óleo de argan e é muuuito bom. Descobri também uma marca chamada Not Your Mother´s. Comprei shampoo, condicionador e um ativador de cachos, e são todos muito bons, deixam o cabelo definido mas leve, sabe? O shampoo é sem sulfato, que em termos cabelísticos é tipo glútem: o inimigo do momento, rs. Com essa, vou revezando os produtos, e o meu cabelo ta com cara de bem cuidado. Estou feliz de ter largado o alisamento, sabia?
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No quesito leitura, eu deveria seguir relendo os livros que tenho em casa e quero dar. Masss.. acabei comprando um livro lá nos EUA, e foi a última leitura que fiz: #GirlBoss, da Sophia Amoruso. A Sophia é a mente por trás da Nasty Gal, uma loja que começou no eBay e MySpace e hoje é um super case de sucesso. Quando comecei a ler o livro dei uma broxada, porque achei ele com uma pegada de auto ajuda. Ok, a Sophia era uma garota problema, que não terminou a escola, não fez faculdade, tinha DDA e pulava de subemprego em subemprego, e eis que pá... hoje ela é chairman de uma empresa avaliada em mais de 100 milhões de dólares. Mas aquelas pílulas de sabedoria estavam me incomodando, e eu quase parei de ler. Ainda bem que não parei: depois a leitura engrenou, e tem uns insights muito bons, umas histórias engraçadas, e até umas dicas úteis pra quem vai começar a prospectar empregos num mercado diferente como eu.
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Quase me inscrevi pra um curso do Senac. Queria muito aprender umas coisas novas, mais voltado pra marketing. Mas aí enrolei, refleti e pensei, e quando fui lá efetivar a bagaça: curso esgotado. Um balde de água gelada. Acabei encontrando algumas opções online, de graça, e vai ser o que tem pro momento, já que a contenção de gastos está a toda. Massss.. ainda não terminei o curso de excel online, rs. hashtag vergonha. Verdade é que desanimei, mas me prometi que essa semana vou retomar. Oremos.
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Assisti a 2ª temporada de Fargo, e conseguiu ser ainda mais incrível que a 1ª. Recomendo fortemente. A série é policial, sangrenta, mas tem todo aquele tom de humor negro dos irmãos Cohen, que não dirigem mas estão por trás do projeto. Trilha sonora impecável, fotografia impactante e diálogos deliciosos. É maravilhosa! A primeira temporada tem um Billy Bob Thornton sensacional, e a segunda tem um elenco inteiro foda. A grande desgraça é que a terceira temporada só sai em julho de 2017. Mas se alguém aí ta procurando algo pra assistir, vai fundo. 
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Por fim, ontem eu e Mateus fizemos algo diferente: fomos ao cinema. Da pra acreditar que nunca tínhamos ido ao cinema juntos? Pois é. Uma vez ele me falou que não gostava de ir no cinema aqui no Brasil porque o povo fala demais na sala, rs. Ai ficou por isso, e sempre assistimos filme em casa. Mas aí achei um desaforo isso dai de nunca ter pegado um cineminha juntos e fomos. Assistimos "The Revenant". Embora não seja muito meu estilo de filme, gostei bastante. Fiquei tensa, mas as paisagens, a fotografia é uma coisa tão absurda, que vale muito a pena a tensão. Só fiquei com a impressão que o Tom Hardy merecia mais um Oscar que o Leo pelo filme. Mas né, quem sou eu na fila do pão pra dizer. 

E vocês, o que contam?

FAQ da Mudança

Como eu contei aqui, nós vamos nos mudar. Pode ter parecido no post que foi uma decisão tomada de um dia pro outro, mas não foi. Há muito tempo eu e Mati estamos conversando a respeito, amadurecendo a idéia e refletindo sobre os prós e contras. Além disso, queríamos que fosse uma decisão nossa, livre das opiniões e achismos dos outros, por isso mantivemos o mais privado possível. Óbvio que envolvi minha família e amigos no processo, ninguém aqui foi pego de surpresa. Mas foi tudo no tempo certo. 

E assim fomos trabalhando possibilidades, mas sem pressa. Eu sabia que ia acontecer, e até por isso comecei a adiantar minha cidadania italiana, que acho até que falei aqui num post. Lá por outubro Mati começou a olhar com mais afinco o mercado dele, que é mais fácil de mudar. Começou a aplicar pra vagas, e em janeiro foi pra uma job fair na Europa, de onde voltou empregado. 

Devo dizer que nos últimos meses calculamos custo de vida, benefícios, salários, impostos, procuramos apartamentos fictícios e compramos de mentirinha móveis em boa parte do globo. Pra cada vaga que aparecia, lá sentávamos nós, com laptop em punho, e da-lhe pesquisa. 

Mas e aí, dona Gabriela, PRA ONDE?
Pra Berna. Nós vamos morar na capital da Suiça. 
As perguntas que eu recebo quando compartilho a decisão com alguém, invariavelmente, são as mesmas. Deve ser porque são as mais pertinentes pro momento, rs. Então vou responder por aqui, até mesmo porque já da um grande overview do que vem por aí. 

Quando você vai?
Mateus começa a trabalhar em 3 de agosto, e devemos ir em meados de julho pra começar a ajeitar a vida. Ou seja, ainda tenho 5 meses de Brasil pela frente :)

E o que você vai fazer lá?
A menos que meu passaporte italiano saia em tempo - o que é pouco provável, pra não dizer impossível - no meu primeiro ano não poderei trabalhar. Então irei estudar alemão (eu sei, a vida é curta) e quero também fazer uns cursos. Quando estiver apta a trabalhar, irei procurar emprego e é isso aí. 

E você vai poder ser advogada lá?
Depende, acho que advogada de empresa até poderei. Mas se você me conhece bem, sabe que não sou daquelas que não se enxerga fazendo outra coisa da vida. Hoje, inclusive, mais administro do que advogo. Gosto de business, de estratégia e tenho loucura em aprender. Ou seja, estou aberta pro que a Suiça me oferecer.

Mas você trabalhou tanto pra chegar a gerente de multinacional... Vai largar tudo?
Justamente. Aprendi que trabalhando sério você pode ir muito longe. Quando me mudar terei 30 anos. Sou nova e me acho sim com a vida inteira pela frente, com tempo de sobra pra recomeçar. 

E o frio?
Então... Fui feliz no Wisconsin, sabe. 

E o que sua família achou?
Se eu estou feliz, minha família está feliz. E eu tenho certeza que foi a melhor decisão que podíamos tomar, então eles também tem. Devo dizer que meu pai está mais serelepe do que de costume, pois a Suiça calha de ser seu país favorito, rs. 

Como estão os preparativos?
Não estão, haha. Por enquanto trocamos algumas informações com o RH da escola em que Mati vai trabalhar, e eu estou devorando a internet. Estamos aguardando os comandos sobre o processo do visto, que será feito pela própria escola. Mais pra frente certamente vamos resolver algumas coisas práticas, mas por ora, tudo que me resta é manter o pé no chão.

Quando vocês voltam?
Não temos data pra voltar. Queremos construir um lar e ficar o quanto quisermos ficar, até pra sempre se for o caso.

Vocês estão fugindo do caos do Brasil?
Ih gente, to fugindo de nada não. Depois do choque do retorno do intercambio, aprendi a gostar ainda mais do Brasil. Valorizo as belezas, as pessoas, vejo o lado bom, vejo oportunidades pro futuro, tento ser uma versão melhor de mim pro meu país. Alias, gosto e amo tanto que por anos esqueci de algo que eu sempre me fascinou: viver fora. Eu fui viver fora, eu fui feliz. E eu queria mais. Sempre quis. Estou indo viver um sonho, e o melhor de tudo: estou sonhando a dois. Cafona, né? Pois é. A vida as vezes é cafona. 

Mas Mateus não é americano? Por que não Estados Unidos?
Seria mais fácil mesmo ir pros Estados Unidos, dar entrada no Green Card, poder trabalhar e já ser fluente na língua local, com duas multinacionais americanas no currículo. Mas sabe o que seria ainda mais fácil? Ficar onde estamos. Tenho uma carreira, Mati tem um emprego estável e está completamente adaptado, ama o Brasil, tenho minha família, meus amigos, minha casa, amo minha cidade e minha vida. Logo, se fosse pra ser fácil, era só ficar onde estou. Mas optamos por viver algo diferente e aproveitar que temos o pique e a vontade que recomeçar requer. 

E por que a Suiça? Por que Berna?
Como eu disse, Mateus prospectou muitas vagas. Tínhamos sim alguns lugares em mente (beijo, Amsterdam, não foi dessa vez), mas tinha que rolar uma sinergia gigante de vaga interessante pra ele, salário compatível, interesse do empregador, cidade atraente pra morar e um mercado minimamente promissor pra mim no futuro. Bela matemática, não? Por exemplo: ele recebeu uma proposta em Berlim, uma das minhas cidades favoritas no mundo. Mas financeiramente era uma lástima. Precisamos pesar o que compensava mais. E compensou dizer não pra minha querida Berlim, pois viveríamos com várias restrições, e não estou falando do estilo de vida do Brasil, mas pensando no custo de vida local. No caso, as escolas da Suiça eram financeiramente mais atrativas - e temos que considerar aqui que eu não terei salário no início -, a localização era interessante, a qualidade de vida na Suiça é inquestionável, Berna é uma capital, etc. Quando veio a proposta, a equação fechava. 

E por fim, a pergunta que ninguém fez, mas que interessa muito pra esse espaço:

O blog vai virar um blog sobre a Suiça?
Esse blog é meu diário, é um registro da minha vida, onde quer que eu esteja. É sobre as coisas que vejo da minha janela, e o que elas dizem sobre mim. Certamente, nesses 5 meses contarei coisas sobre o processo de mudança, e depois a minha paisagem vai mudar, eu vou mudar. Mas este blog, ele não vai mudar não.

Ps 1 - Mati se chama Matthew, mas eu chamo ele de Mateus. Ele gosta, tá. 
Ps 2 - todas as fotos desse post mostram Berna e foram tiradas do www.myswitzerland.com 

Diga sim

Quando eu disse sim pro amor da minha vida, eu disse sim pra tudo. Eu disse sim pro amor eterno, eu disse sim pro acordar feliz (ou não) de todo dia, eu disse pros planos malucos, sim pros desafios, eu disse sim pros momentos difíceis, eu disse sim pra parceria incondicional. E ele disse sim pra mim. Ele disse sim pra me fazer feliz, ele disse sim pra me apoiar em tudo, ele disse sim pras minhas paranóias, ele disse sim pras minhas ideias, ele disse sim pra me ouvir chorar, ele disse sim pra me fazer sorrir. 

E foi por isso tudo que disse sim pra nova vida que se desenhou pra nós. Disse sim pra aventura. Disse sim pra um sonho. Disse sim pra Gabriela de 21 anos, de quem jamais esquecerei. Disse sim pro Mati de 90 anos, de quem estarei ao lado, em qualquer lugar desse universo. Eu disse sim pro mundo. E o mundo disse sim pra mim.

Mati recebeu uma proposta para sair do Brasil. E nós dissemos SIM. 

Tem gente que acha que eu estou doida, que largar uma carreira em ascensão é irresponsabilidade, que eu vou quebrar a cara, e bla bla bla... Pra essas pessoas, eu deixo um link. Pra todas as outras, eu peço: digam sim. Eu estou feliz demais. Fiquem feliz por mim.

We are folia!

E aí que ano passado passei o Carnaval em SP e gostei. Gostei mais ainda da sensação de sair destruidérrima do bloco e tomar banho no meu chuveiro, dormir na minha cama e acordar no aconchego do lar. Logo, nada mais justo que repetir a dose, né?

A verdade é que eu AMO carnaval, mas to meio veia. Sendo assim, fiz um esquema bem delicinha de revezar carnaval com descanso. Baguncei dois dias, e nos outros dois aproveitei o tempo livre pra relaxar, me recompor e lembrar dos avanços da idade.

Sábado sai endiabrada pelos blocos da vida. 
O Confraria do Pasmado, meu bloco favorito da vida, sai da porta da minha casa. Acordar com a bateria afinando o samba é um convite ao pé na jaca. E esse ano ficou tanta gente em São Paulo, que a gangue tava muito completa. Tinhamos nosso próprio estoque de cerveja, chup chup de vodka e banheiro limpinho lá de casa. Perfeição!
Bateria do Pasmado é amor
De lá seguimos pro Bloco do Magal, na Vila Mariana. A ideia era ótima, mas devo dizer que estava tão, mas tããããão cheio, que foi estilo procissão. Um mundo de gente andando sem música, rs. Não vi Sandra Rosa Madalena, muito menos vi o sangue dele ferver por mim. 

Domingo foi dia de descanso, passear com bebezinho, comer bem, reencontrar alguns amigos, repor as energias. Aproveitamos para conhecer o Forquilha, um restaurante italiano com drinks excelentes pertinho de casa. Comi uma lasanha deliciosa, e me senti gente de novo. 

Segunda botei o gringo pra fazer churrasco em casa. Ele arrasou! Parecia um gaúcho no comando dos espetos hahaha. Foi um esquenta poderosíssimo pra depois sair pro Bregsnice, um bloco de músicas bregas em tom de axé que tomou a Faria Lima. 
To sofrendo, gente
Teve muita dança, muito confete e muita catuaba. Haja amor. Caiu uma chuva, mas uma CHUVA daquelas. Com ventania, raio e baldada divina na cabeça da galera. Mas o que a gente fez? Isso mesmo. Dançou na chuva, rebolou na chuva, cantou Vando e Reginaldo Rossi, e depois ainda perambulou pelas ruas de São Paulo até a pilha acabar. 

E então acabou. E foi incrível. E foi demais. Te amo Carnaval. Te amo SP. 

TAG - Bloggers out and About

A Bárbara, do Barbaridades me indicou pra responder essa Tag. Eu, que não me acho blogueira, fiquei me achando com a indicação, hahaha! E sendo ainda sobre viagens, coisa que adoro, fiquei animada pra responder. Voilà.

* * * 

1- Onde você nasceu?
Na grandiosa, maravilhosa, poderosa salve salve Pariquera-Açu/SP. 

2- Onde você mora hoje?
Em São Paulo capital há exatamente 11 anos, 11 meses e 4 dias. 

3- Qual foi o destino da sua última viagem?
Fui para a California. Visitei Los Angeles, São Francisco e desci a Pacific Road. 

4- Qual é o destino da sua próxima viagem?
Vou com as amigas de infância para Cartagena em maio, numa super despedida de solteira quadrupla. 

5- Qual foi a sua melhor viagem?
Complicadíssima essa, heim? Ir a Buenos Aires com minha mãe foi muuuito especial. E Cuba terá sempre seu lugar cativo no meu coração, pelo destino único que é e por ter sido minha primeira grande viagem com Mati. 

6- Qual o lugar mais bonito que já visitou?
Hummm.. Acho que tem tipos diferente de beleza, né? As paisagens que vi na Pacific Road foram de matar. Acho que como cidade, Praga é a mais bonita em que já estive. Em termos de praia, preciso ficar com a Bahia :)

7- Que lugar você quer muito visitar?
Eu tenho uma bucket list de viagens. Mas pra manter bem simples, digo que se pudesse ir hoje no aeroporto e comprar uma passagem qualquer, iria pra Paris. 

8- Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer?
Miami. 

9- Onde você gostaria de estar agora?
Como estou aqui morta na ressaca de Carnaval, queria estar numa praia de águas claras e calmas, com uma capirinha de sakê bem gelada, que levanta qualquer defunto. 

10- Onde é o seu "lar", o lugar onde se sente mais feliz? E por que?
O meu lar é aqui, a casa que divido com Mateus e bebezinho. É onde me sinto em paz, segura dos problemas do mundo, onde coloco minhas ideias em ordem, descanso e me sinto amada. E a casa dos meus pais pra sempre será meu lar, vou sempre me sentir uma menina por lá, e adoro ir deitar na cama deles de manhã. Sim, ainda. Me faz muito feliz. 
Cabelos ao vento em São Francisco. A última viagem <3

Pacific Road - A melhor Parte

Entrar na área de Big Sur é definitivamente o clímax da Pacific Road. A cidade de Big Sur em si é esse ponto D no mapa acima, mas quando se fala em Big Sur, se fala em toda essa parte que margeia a área verde abaixo do ponto D. Você dirige entre uma rocha imensa e o abismo para o Pacífico. A estrada é simples, mão dupla, e a dica de ouro é: descer sempre. Por mais tentadora que seja fazer a viagem de Los Angeles para São Francisco, opte sempre por fazer o sentido inverso, de descida. Assim, a vista incrível para o mar fica do seu lado. 
Paisagens incríveis e neblina fina
Outra coisa é que a estrada tem inúmeras sobras do lado que desce. Então você simplesmente encosta o carro e admira a natureza de cair o queixo. Alias, é muito importante anotar uns pontos de interesse antes de começar a decida: não tem placas, e as vezes você vai ver vários carros e vai sentir que precisa parar também, mas as vezes se você não vai ver nada, e pode perder algo legal. 

Ir dirigindo e parando, sem pressa, para perder a mente na imensidão do mar é o melhor da viagem. Ver a força do oceano batendo nas rochas me deu uma sensação maravilhosa de poder. Não de poder sobre algo, mas de se sentir imenso por estar olhando aquilo tudo de cima. É indescritível. Sei que nessa de andar e parar, demoramos umas 5 horas para andar 30 milhas. Mas valeu cada minutinho. 
Panorâmica do primeiro ponto em que paramos
Antes de cruzar a Bixby Bridge - a ponte está a mais ou menos 150 metros do mar
E depois. Aqui da pra ver a estrada contornando as montanhas.
Numa saidinha da estrada, pegamos uma estradinha pequena de barro, parecia que estávamos entrando numa floresta, quando chegamos no Pfeiffer Beach State Park. Pagamos 10 dolares para estacionar o carro, e andamos até a Pfeiffer Beach. Uma praia linda, com rochas em forma de arcos e uma encantadora areia roxa. 
Areia roxa e um intruso em minha foto
A água entrava com uma força absurda no vão do arco

Eu e a praia, by @mmreyno
Um comentário: chegamos na praia por volta das 16:00. Faltava ainda mais de 1h pro pôr do sol. Pois tinha várias pessoas com seus tripés montados em frente a rocha principal, de maneira que ficou quase impossível a gente conseguir uma foto boa. Eles ficavam lá, conversando, sem arredar o pé, e vendo a gente se desdobrar pra conseguir um click sem sua ilustre presença. Achei um desaforo. O melhor que consegui foi essa foto do meio ai em cima, mas que não pega a onda entrando no arco.

Como percebemos que o tempo encoberto não ia render um belo por do sol - e essa gente ai atormentando por nada - resolvemos seguir viagem. Tinhamos uma cachoeira pra ver, mas acabamos perdendo a entrada, e quando percebemos já estávamos longe. Então que o dia estava acabando, e achamos que era hora de achar um lugar pra passar a noite. Alias, essa dica é esperta: não dirijam de noite por essas bandas. É um pecado disperdiçar a vista, e o breu é total.
Céu granulado e um fiapo de lua
Então paramos em Lucia, uma cidade que você não vê onde começa nem onde termina, porque ela meio que não existe, rs. É o nome dado praquele trecho da estrada. Tinha um lodge por ali, mas estava lotado. Nos indicaram que o próximo lugar seria Gorda, outra cidade dessas. Quando chegamos em Gorda, a cidade era composta de um posto de gasolina, restaurante, minimart e hotel, todos grudados um no outro, na beira da estrada. Ao entrar no mercadinho, vi a plaquinha na porta "City Hall". Gargalhei, né... A cidade era aquilo mesmo. Três comércios, todos do mesmo dono, que por sinal era prefeito, e que quis cobrar da gente 200 dolares por um quarto. Thanks but no thanks

Assim andamos mais 12 milhas e chegamos em Ragged Point. Uma cidade, que assim como Gorda, cabia numa panorâmica:
Ragged Point inteira: ali na esquerda é a Pacif Road
Um restaurante, um hotel e um minimart - dessa vez tinha nem posto de gasolina, rs. Mas olha, que bela surpresa. Além do preço ser pagável (99 dolares a noite), quando entrei no quarto quase chorei de emoção. Era super arrumado, com decoração clean, bonito, sabe, com cara de hotel mesmo. Cama confortável, lareira elétrica, pé direito alto, uma beleza. Fomos ao mercadinho comprar um vinho, e tcharam: a cidade tem um vinho próprio. E era bom gente! De manhã fomos comer panquecas e ovos no restaurante, e mais uma vez, tudo ótimo. Muito feliz por ter parado em Ragged Point, e recomendo a qualquer um que estiver se programando para fazer a viagem. Fica quase no fim da área montanhosa em verde do mapa lá do início.
Surprise dun voyage
E a vista no fundo do restaurante em Ragged Point
Seguimos viagem, e logo saímos da área de Big Sur. A estrada continua linda, mas aquele clima misterioso da montanha, abismo e neblina fica pra trás, e a estrada fica mais plana, com praias ao lado. Ainda assim, o Pacífico é de uma força absurda. Em todas as praias que vimos, as ondas eram surreiais de grandes e violentas. Em alguns pontos, chegavam a 3, 4 metros de altura. 
Deixando Big Sur pra trás
E as ondas quebrando na estrada
Paramos numa beiradinha da estrada pra dar uma espiada numa praia, e percebemos algo:
Você ta vendo uma morsa?
Chegamos no ponto ocupado pelas morsas, lá chamadas de elephant seals. Conforme fomos andando, fomos vendo elas dominando as praias, tomando seu solzinho, esquentando esses corpinhos roliços, e jogando areia pra cima pra refrescar de novo. Descobrimos que a época de reprodução acabou de passar, e elas deram a luz em dezembro. Assim, os machos estavam descansando e as fêmeas alimentando as crias. 
Dormir de conchinha, que não gosta?
Em pouco tempo chegamos ao Elephant Seal Vista Point. Um santuário onde você pode estacionar e observar milhares - sim, milhares - de morsas que pesam entre 700 kg e 1,5 toneladas. 
Morsas para um lado...
Morsas - e esta que vos escreve - para o outro. Ao fundo, um farol :)
 Andando mais um pouco, chegamos à Morro Bay. A cidade é bem praiana, com muito comércio, lojinhas, bares - efetivamente uma cidade, sabe? Paramos para uns bons drinks e para aproveitar o calorzinho. Ali já estava sol, quentura, clima de praia, mais uma das tais "beach communities". 
O "morro" de Morro Bay

Wine with a view
Essa foi nossa última penúltima parada rumo à Santa Bárbara. Queriamos ver mais uma cidade, mas nossa prioridade era pegar um por do sol arrebatador em algum lugar. Assim paramos rapidinho para tomar a sopa clássica da região, de ervilha no Andersen´s  - que vale todo o hype, muuito gostosa - e seguimos em frente.

Um pouquinho antes de Santa Barbara, conseguimos encostar o carro na beira da estrada num ponto ótimo para ver o por do sol - um trilho do trem, do alto de um morro que nos dava uma vista privilegiada, um Pacífico azul e sem fim à frente. 
Pura poesia
Assistir a isso, enrolada num casaco, em boa companhia e sentindo cheiro de mato:  <3

E quem passou?
Assim terminamos uma jornada incrível, num momento cheio de paz. Eu estava me sentindo plena e abençoada por viver tudo isso. Sentir a liberdade dessa viagem correr tão solta pelo corpo e a cabeça é uma coisa maravilhosa. Eu desejo esse sentimento pra todo mundo.

Pacific Road - Parte 1

Saímos de São Francisco no domingo ao escurecer. Ver a Baia ficando pra trás me deu até dor no coração. Mas por outro lado é sempre interessante desbravar o novo, né? E foi assim que, em instantes, mudamos de leve a rota da viagem - uma das delícias de viajar sem muitos planos. Alias, daqui pra frente vocês vão perceber que esse mapa é meramente ilustrativo, porque ele mostra o que queríamos fazer, e não o que acabamos fazendo, rs.
De B a C foi o plano para nosso domingo. Na hora, acabamos descendo pela última "tripa" amarela, abaixo de Palo Alto
A tão falada Pacific Road (PCH para os íntimos) é a estrada número 1, que vai de São Francisco até Los Angeles. A parte efetivamente turística dela começa em Santa Cruz, e disse Mati que o primeiro trecho logo na saída de SF é bem perigoso e sem atrativos. Assim a gente ia por dentro até San Jose, e depois pegar a PCH. Mas no meio do caminho resolvemos descer antes, e saímos num lugarzinho chamado Half Moon Bay. Uma cidade mini, com um downtown todo fofinho, nenhuma grande cadeia de restaurante ou loja - nem um Starbucks! - , só comércio e restaurantes locais. Puro charme. Ali, Mati usou uma expressão pra descrever o lugar, e que depois apareceu em mais algumas ocasiões: "northern California beach community". Da pra imaginar o clima surf hipongo da coisa, né?

Chegamos então em Santa Cruz, onde passaríamos a noite. Santa Cruz é onde Mati fez faculdade, então tinha todo um clima nostálgico no ar. Na segunda de manhã fomos andando até a praia, onde Mati jogou volei de praia nos anos em que morou lá. A praia é bem simples, nada demais, tem um pier imeeeenso e um parque de diversões. No pier tem restaurantes, e debaixo dele algumas foquinhas usam a estrutura de madeira pra tomar um solzinho de inverno. Anote: se você estiver andando num pier no norte da California e ouvir um grito, olhe pra baixo.
Afinal de contas, quem não quer tirar a nhaca do inverno?
É uma cidade universitária, mas que tem um clima sossegado. Wikipedia me diz que tem mais ou menos 60 mil habitantes, e uma população de estudantes da UCSC (Universidade da California, Santa Cruz) de 17 mil. Ou seja, muito na cidade gira em torno dos estudantes. Santa Cruz também se destaca por ter sido pioneira na alimentação orgânica. Tem uma comunidade alternativa bem grande - e vou dizer que em termos proporcionais, vi mais gente louca lá que em São Francisco, rs. 
O norte da California é todo trabalhado na neblina enigmática, então as fotos são meio cinzas mesmo
Em Santa Cruz visitamos muitos lugares que Mati gostava de ir, entre cafés e bares, fui ver a casa onde ele morou, e ele também me mostrou a faculdade, que me deixou muito impressionada. Um campus imenso, no meio da natureza e totalmente integrado à ela. Trilhas pra ir de um prédio a outro, algumas de madeira, muitas árvores, um cheiro maravilhoso de madeira misturado com a brisa do mar. Entendi de pronto porque Mati só queria estudar lá. Preciso abrir um parênteses e contar o maior orgulho: não sei se já falei aqui, mas Mati joga volei, e já jogou profissional em alguns países da Europa. Pois cheguei lá na faculdade, e no ginásio tinha uma plaquinha de 2006 com o nome do meu digníssimo - "most valuable player of the year". É ou não é pra se orgulhar?
No campus da UCSC
Nós acabamos dormindo duas noites em Santa Cruz, porque tiramos uma tarde para subir no Vale do Silício e visitar uns amigos do jogador favorito deste blog, rs. A viagem de Santa Cruz ao vale foi de uns 40 minutos. Fomos a Cupertino, cidade onde está sediada a Apple, e a Mountain View, casa do Google. Confesso que fiquei bem interessada por este pedacinho da California: gente nova e criativa passeando por todos os cantos, e foi por pouco que perdemos o carro sem motorista do Google passando na rua.

Mas voltando à Santa Cruz, acho que pra quem faz essa viagem no verão vale parar na cidade para ir às praias. A gente não gastou muito tempo nisso, por motivos de: 10°, mas as praias fora da cidade são lindas, cercadas por natureza. Vi várias fotos que me fizeram suspirar. No inverno, acho que vale parar pra almoçar, dar uma esticada nas pernas, mas não é nada imperdíííível! Pra mim, no entanto, considerando que essa viagem tinha como pano de fundo A descoberta do Mati do passado, foi muito especial. 

Saindo de Santa Cruz, o que a maioria das pessoas faz é parar em Monterey, onde tem um aquário famoso. Eu não sei se já comentei aqui, mas depois de grande, desgostei de lugares onde animais ficam em cativeiro, como aquário e zoológico. Entendo que uma criança tenha curiosidade e acho ok levar, mas euzinha prefiro ver animais silvestres na TV, no Google e no mato (nessa ordem). Por isso pulamos Monterey. 

Depois de pouca estrada chegamos em Carmel, uma cidadinha de praia onde os ricos passam seus verões. Curiosidade sobre Carmel: seu prefeito mais ilustre é nada mais, nada menos, que Clint Eastwood. A cidade é toda charmosa, é um vilarejo com estrutura, sabe? Não sei se no verão fica over, mas pra mim ali tava parecendo uma fonte inesgotável de sossego. Fomos andar na praia e eu senti a maior paz. Muitas pessoas brincando com cachorros, uma neblina fina e o Pacífico quebrando umas ondas imensas e barulhentas, coisa mais linda. 

Em Carmel amoçamos numa casa de lanches muito boa, e da-lhe estrada. E então nós chegamos no melhor ponto da estrada: aquele momento em que a Pacific é uma rocha de um lado, um despenhadeiro com pedras e pedras e ondas imensas de outro. E daí pra frente foi tudo tão, mas tão incrível, que merece um post próprio. Por isso teremos Parte 2 ;)

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