Rio, I love you

Já falei aqui do meu caso de amor bem resolvido com o Rio. E é amor demais. Eu estou iniciando minhas "despedidas" (eu sei que temporárias, porque esses lugares estarão me esperando aqui pra sempre) e estou mega sentimental, então quis fazer uma viagem pra me despedir da cidade que é número 1 no meu coração. Sim... Amo Berlim, amo Chicago, mas o Rio pra mim é campeão. Não me contive a somente fazer minha listinha do que ver em SP antes de ir. Eu também fiz a minha listinha da ultimate trip ao Rio, então senta que lá vem postão. 

Como aqui é pobreza, e estamos guardando todo e qualquer centavo, essa viagem só aconteceu porque fomos de ônibus e ficamos na casa de um amigo. Viajamos de quinta pra sexta, chegamos lá cedinho. Aproveitamos que o dia estava bonito e fomos pro nº 1 da lista: praia da Zona Oeste. Sempre ouvi falar que essas praias afastadas são mais tranquilas - e limpas - do que as da zona sul, mas são de difícil acesso pros turistas sem carro. Meu amigo levou a gente lá, e de quebra deu um super tour na zona oeste. Passamos pelas grandes avenidas da Barra, praia, e pelo que será o Parque Olímpico, onde estão os grandes ginásios que, né, nessas alturas deveriam estar prontos, mas são um verdadeiro canteiro de obras.

A Prainha fica na casa do chapéu. Gente, como é longe. Depois de rodar esse tantão, chegamos lá e valeu toda a jornada. Uma avenidinha simples, um lugar sossegado e um mar limpinho. 
A avenida da Prainha

E esse mar...
Depois de tirar uns cochilos na praia, dar um mergulho esperto e por o bronze em dia, percebi que por ali mesmo eu podia resolver outro item da minha lista: fazer uma trilha. O Rio tem trilhas lindíssimas, e quase todas elas se encerram com uma vista de tirar o fôlego. Eu tinha pensado em fazer a trilha do Pão de Açúcar, que ouvi falar que é facinha. Mas ali na Prainha tem o Mirante do Caeté, e estando ali, resolvemos fazer. É meia horinha de subida, super sossegado. Subi de biquini e chinelo mesmo. A natureza é super exuberante, muito verde, e de vez em quando a mata abre pra gente espiar o mar.
A vista no caminho

E o presente pra quem sobe :)
Depois de repor as energias e tirar fotos bonitas, descemos- foi ainda mais rapidinho -  e seguimos passeando pela orla. O mar estava muuuuito azul, areia branquinha, e eu fiquei apaixonada pela praia da Barra - e só a praia, devo dizer que achei a parte town da área muito americanizada num mau sentido. Mas enfim. Seguimos para a Vista Chinesa. Se na praia o dia estava clarinho e ensolarado, na zona sul a coisa tava mais nublada. Num dia bonito, na Vista Chinesa a foto é essa:
Foto do TimeOut
Eu não dei sorte, e não consegui nenhuma foto publicável. Mas o lugar é lindo, o caminho até lá é super bonito, e nem parece que estamos no meio de uma metrópole do tamanho do Rio. Fomos comer um sushi esperto no Bentô, um restaurante tranquilinho em Ipanema. A idéia era dar um cochilo pra sair de noite, mas adivinha quem só acordou às 9h da manhã de sábado? Isso mesmo, Gabriela e sua trupe. 


Acordando, fomos direto resolver uma pendência que eu tenho na minha to do list do rio há tempos: o Parque Lage. O Parque fica na Av. Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio e como meu amigo mora na Lagoa naquele pedaço, fomos andando. No local hoje funciona uma escola de artes, mas foi construído em mil novecentos e qualquer coisa por um rico para sua esposa, que era cantora lírica. Detalhes da história aqui. Fato é que o lugar é de cair o queixo. Uma vista maravilhosa pro Corcovado, um jardim que mais parece uma floresta, torres, laguinhos, inclusive uma gruta. A jóia é o casarão construído ao redor de uma piscina, onde fica o Café Plage, que serve um brunch delicioso. 
O que é esse lugar?

Por dentro, mesinhas em torno da piscina

E o brunch delícia, com ovos, frutas, frios, pães, geléia, iogurte fresco e bolo
Esse brunch ta na minha mira há anos, mas sempre que acordo no Rio, meu instinto tropical me manda pra praia. Dessa vez não deixei passar, e valeu cada um dos 20 minutos de fila. Foi rápido, sei que aos sábados o povo amarga 1h de espera. Mas tudo conspirou a meu favor :)

Depois de andar pela "floresta" e respirar ar puro, seguimos pro centro. A idéia era ir no Museu do Amanhã, na reformadíssima e linda Praça Mauá. Mas dessa vez a fila não conspirou a meu favor, e diante da espera de 2h debaixo de mormaço, desistimos.
Filinha de leve na Baia
Não entramos no museu, mas andamos no passeio que contorna a construção. Fizeram uns espelhos d´água, um jardim, e é tudo muito lindo. 
Reflexos do Amanhã
Como eu disse da outra vez, a visita à Praça Mauá vale muito a pena, independentemente de entrar no museu. O espaço está lindo, a vista da Baia, com a Ponte Rio-Niterói ao fundo é icônica, e sempre tem uma festinha, um sonzinho, uma faísca cultural rolando. Também tem um letreiro Cidade Olimpica, tipo IAmsterdam, que o povo adora tirar foto. E eu também. 
Maturidade: não trabalhamos.
Como não rolou o Museu do Amanhã, e o MAR- Museu de Arte do Rio- que fica ali na frente, já tínhamos visitado, resolvemos bater perna pelo Centro Antigo do Rio. Fomos ao Mosteiro de São Bento, acho que a igreja mais ostentação que eu já fui na vida. Mas sim, é LINDA demais. 

Muito ouro!
Paramos no CCBB, onde estava tendo uma exposição Zeitgeist - A Arte da nova Berlim. Minha cara, né. Quadros, pinturas, e muito clubbing. Eu amei a exposição, que conseguiu me levar pra Berlim por alguns instantes. Seguimos por vários bequinhos interessantes, e chegamos até a praça onde a cidade do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá. Passamos por uma feirinha de antiguidades e quinquilharias interessantíssima, e muita arte de rua. 

Fomos então tomar uma cervejinha esperta em Santa Tereza, bairro famoso por sua arte de rua, sambinha nas portinhas e bondinho, que infelizmente não estava passando. Sentamos ali na calçada do Bar do Mineiro, e entre cervejas, caipirinhas e pastel de feijoada, o dia foi passando.
Começou a dar uns pingos, então fomos nos esconder num bar na Lapa, ali embaixo. O escolhido foi o Nova Capela, bar super tradicional e presente no Rio desde 1903. Comemos um bolinho de bacalhau de chorar de bom, tomamos mais uma cervejinha, e fomos tentar comprar ingresso pro show da Elza Soares no Circo Voador, mas não rolou, estava esgotado. Pra não perder a viagem, batemos mais um pouco de perna. 
Escadaria Selaron
E os arcos <3
De noite fomos num bar, e depois pegamos uma baladinha gay em Copa, pra dançar muito bate cabelo. Embora eu tenha me divertido muito, não vou encompridar esse post com isso, porque pra mim o Rio é uma cidade do dia, e as baladas não são um must não. 

Domingo era dia de fazer o que eu mais gosto: dia de praia em Ipanema. E pra isso o Rio me abriu um baita sol, com céu e mar azul. Não tem coisa que eu goste mais de fazer no Rio do que isso. Abrir minha canga em Ipanema e passar o dia lendo livro, tomando cerveja, comendo biscoito Globo, mergulhando (e tomando caldo) naquele mar agitado. E assim passei o meu domingo, até dar a hora de vir embora. 
Meus amores. O Rio e esse Gringo no skate
Sair do Rio ontem foi dolorido. Desde que coloquei meus pés na cidade pela primeira vez, em 2009, eu sempre voltei. Sempre soube que ia voltar, que a próxima ida estava logo ali. E assim foi que eu cheguei e saí do Rio 17 vezes (se não tiver esquecido nenhuma viagem). Ontem olhei pro Cristo e caí no choro. Saber que não colocarei meus pés de novo naquele solo sagrado em 3, 4 meses, me apertou o coração. 

Mas eu sei que ele estará lá me esperando de braços abertos. Como sempre esteve. Desde esse dia aqui, em 2009.

Ganhei um Selo!

Recebi o selo Liebster Award da Monique. Antes de responder, resolvi ir atrás e tentar achar o que exatamente significa o selo. Achei algumas coisas - inclusive várias imagens pro selo - , mas nada muito esclarecedor, tipo quem inventou, desde quando está por aí, etc. Suponho que tenha sido algum alemão, né? Ou não.

As regras do selo são as seguintes:

  • Inserir no post a imagem com o selo Liebster Award;
  • Escrever 11 fatos sobre você;
  • Responder as perguntas de quem te ofereceu o selo;
  • Indicar de 11 a 20 blogs com menos de 200 seguidores;
  • Fazer 11 novas perguntas para os blogs que você indicar;
  • Linkar de volta quem te indicou. 

Vamos aos 11 fatos sobre mim - que não estão em ordem de acontecimento ou importância, tá:

1- Falo muito palavrão. Não acho bonito, mas me desestressa; 

2- Já quebrei o braço em dois lugares de uma só vez, o pé duas vezes e o cóccix uma vez;

3- Amo carne crua. Adoro ceviche, carpaccio, sushi, steak tartare, e o kibe cru é uma das minhas comidas favoritas da vida. Alias, digo com propriedade que o do Almanara é o melhor desta cidade;

4- Quando era pequena queria ser dentista, quando era adolescente queria ser juíza e agora não sei bem o que quero ser;

5- Choro por nada, o tempo todo, de alegria, de tristeza, de emoção, de raiva. 

6- Danço até fazer bolha no pé, danço ridícula, danço até o chão, danço em cima do palco, danço na chuva, e tenho o DVD da Beyonce pra copiar as danças dela. Sim, essa sou eu. 

7- Tenho um sono mega agitado. Sonho muito durante a noite, tudo muito real, choro, grito e acordo exausta. 

8- Com 8 anos, aos prantos, chamei uma reunião com a alta cúpula corinthiana da minha casa pra pedir pra virar palmeirense porque estava sofrendo bullying na escola. Acabei sofrendo bullying em casa também, mas grazadeus corinthiana permaneci;

9- Gosto de melancia, mas não de suco de melancia. Gosto de amendoim, mas não de pasta de amendoim ou de paçoca. Gosto de milho, mas não de pamonha, cural, suco, sorvete de milho. Ou seja, não inventem com o vegetal, que eu gosto dele em estado vegetal mesmo;

10-  Meu radar pra gente idiota é bem calibrado. Não costumo errar;

11- Sou péssima com habilidades manuais. Tenho um senso estético muito bom, de cores, composições, etc. Mas nada de fazer com as mãos fica bom. Minha letra é horrível, sempre desenhei mal, minhas agendas nunca ficaram super lindas, meus cartões sempre saem mais xoxo do que eu gostaria. Mas estou aprendendo a fazer coisas fáceis. Quem sabe.

Agora seguem as perguntas da Monique:

1- Como você se visualiza daqui 10 anos?
Vejo muito pouco. Estou num momento tão crucial da minha vida, que estou aprendendo a focar no presente. Mas me imagino com Mateus em algum lugar do mundo, e realizada profissionalmente fora do direito. Vago, né?

2- Qual o conselho você deixaria para o seu eu do passado?
Não sofra tanto por ser quem é. Você ainda vai se orgulhar muito por ser exatamente assim.

3- Qual sua cor preferida?
Azul marinho.

4- Você é uma pessoa que prefere viver no campo ou na cidade? Por que?
Cidade, sem pensar. Eu sou agitada, gosto do caos, gosto de ser estimulada, de ter opções, me sinto em paz no meio da bagunça. O campo me relaxa, mas depois de poucos dias me deprime.

5- Você se considera espiritualizada?
Não. Eu estou aprendendo a ouvir mais algumas coisas dentro de mim, mas confesso que até pouco tempo atrás não dava bola pra espiritualidade, achava perda de tempo.

6- O que você não consegue suportar em outra pessoa?
Forçação de barra, sabe? Quando uma pessoa quer ser muito legal, quer ser muito amiga, ou quer ser muito firme, quer ser muito qualquer coisa. Preciso que as pessoas que me cercam me transmitam verdade, naturalidade, e gente forçada pra mim não transmite nada. Acho que pessoas assim vem e vão com a mesma rapidez, sei lá... fiz sentido?

7- Qual seu próximo destino de viagem?
O Rio. Dentro de algumas horas ;)

8- Um sonho que você acha que consegue/vai realizar em breve?
Morar na Europa era um sonho, e se concretizará em breve. Mas o que eu espero conseguir realizar mesmo, é o sonho de ter uma vida descomplicada. Sabe aquela coisa, ter uma família bacana (isso já tenho), trabalhar com algo que te satisfaça, viver bem com pouco? É isso que eu espero realizar na Suíça.

9- Um conselho para outras pessoas?
Pode ser clichezão, mas uma frase que gosto muito é "onde não puderes amar, não te demores". E é isso mesmo. Não dê valor a quem não merece, não gaste tempo com o que não vale a pena, não dê sua energia em vão. Foque seus esforços no que te faz bem, e a vida vai se encarregar de te levar aonde você quer ir. No campo prático das coisas, eu digo: guarde um dinheirinho. Não precisa virar a louca das economias, mas guarde alguma coisa para nunca precisar aguentar desaforo na vida. Já contei aqui no blog que sofri assédio moral, e embora eu tenha segurado até a última gota porque gostava do trabalho, teve o agravante de eu não ter uma boa poupança que me permitisse mandar tudo pra pqp e sair dali. Foi um grande aprendizado.

10- Um medo?
Morte prematura e/ou violenta de qualquer um dos que amo.

11- Você é engajado em alguma causa social?
Shame on me, mas não. Ou ao menos, não com substância. Já fiz alguns trabalhos spots, mas eu queria poder me dedicar mais.

* * *

Gosto muito de responder essas listas, acho uma reflexão legal sobre mim, registrar as coisas que eu penso neste momento da vida e pra quem lê aqui me conhecer melhor. Monique, muito obrigada por me indicar :)

Vou quebrar a regra de indicar pessoas pra responder, no entanto. As pessoas que pensei em indicar já foram indicadas, algumas pessoas eu não sei quantos seguidores tem o blog. MAS.. Quem quiser responder, responde as perguntas da Monique e manda o link nos comentários, ok? 

Quatro meses pra explorar SP

O tempo está voando. Eu mal aprendi a escrever 2016 nos formulários da vida, e já estamos encaminhando pro fim de março. E está me dando uma gastuuura que eu estou muito ansiosa pra saber como vai ser minha vida na Suíça, mas eu sinto que meu tempo está apertando e tem muita coisa pra eu ver, matar a saudade, amar e aproveitar em São Paulo. Eu amo essa cidade zoneada, caso não tenha dado pra perceber, rs.

Pra aproveitar esses meses que nos restam, eu e Mati fizemos uma lista do que queremos fazer em SP. Vou colocar aqui porque algumas dessas coisas são bons programas pra quem quer aproveitar a cidade - outras são programas de índio mesmo, rs, mas fiquem a vontade. 

* Bar do Bin Laden - boteco imundo no Anhagabaú. Andar por esse pedaço é pura história, as construções são lindas, e eu quero acabar tomando cerveja num boteco sujo, coisa que adoro. 

* Fazer o tour pelos Cemitérios da Consolação e do Araça, onde tem muita gente importante enterrada e várias obras de arte. 

* Comer coxinha do Veloso - Eu já comi várias vezes, morava lá do lado. Mati nunca foi. E sim, eu quero me refestelar de coxinha antes de ir embora
* Parque Burle Marx - Tendo em vista que Roberto Burle Marx foi um renomado paisagista, responsável por alguns jardins bonitos e famosos do Brasil, suponho que o parque seja bonito. As fotos que vi me dão uma ideia linda, e quero ir numa manhã de sol para tirar fotos bonitas. 

*Brunch do Emiliano - Esse é um passeio clássico e chique. Reza a lenda que é uma orgia gastronômica sem precedentes. O problema é que é CARO. Eu e Mati estamos esperando alguma ocasião pra comemorar e justificar os reais que ficarão por lá. Mas não conheço ninguém que tenha se arrependido. 

* Casa de Vidro - É a casa projetada pela arquiteta Lina Bo Bardi, a mesma que projetou o Masp. Ela foi pioneira, construiu sua casa numa época que o Morumbi era só mato, e fez um projeto de babar, super integrado à natureza. Os horários da casa são péssimos, somente durante a semana e em horário comercial. Mas de novo, tenho certeza que vale muito a visita. 
Da pra acreditar que é SP?
* Feirinha de Embu das Artes - Embu fica logo depois de São Paulo, coisa de meia hora daqui de casa, se o trânsito não desgraçar. A feira é super famosa, com muito artesanato, antiguidades, artes, coisas legais de casa. Sei que não vamos comprar nada pra casa, mas o que escuto é que a atmosfera de lá é uma delícia, e os olhos se esbaldam nas artes. 

* Bar da Dona Onça - fica debaixo do Copan, no meu pedaço favorito de São Paulo, e só isso é motivo pra eu ir lá demais até me mudar. Eu adoro o bar, o menu, as caipirinhas, as pessoas que frequentam, é tudo gostoso. Mati não conhece. Mais um motivo para irmos bastante. 

* Brunch da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano - não sei se falei, mas adoro brunchs, haha. Esse é outro concorrido, e o lugar também é lindo. Não é tão salgado como o do Emiliano, o que me faz pensar que estou comendo bola de já não ter ido há tempos. 
Fora o sossego que esse lugar transmite, né?
* Memorial da America Latina - um passeio que fiz várias vezes com minha mãe na infância. Na vida adulta fui numa festa lá, e devo dizer que pouco me lembro, mas tinha tequila envolvida. Mas da infância trago lembranças de painéis muito bonitos de arte, várias obras coloridas, tapetes ricos, e quero voltar lá. O espaço também me interessa, é projetado pelo Niemeyer. 

* Pinacoteca do Estado - um dos principais museus de SP. Tem sempre exposições interessantíssimas rolando, sempre com filas. Mas independente de exposição, o acervo fixo tem fama de ser muito rico, e ainda tem um café que diz Mati ser bem gostosinho. Fica na região da Luz, outra região que eu acho apaixonante. 

*Terraço Itália - Acho um fiasco eu nunca ter ido no icônico prédio de São Paulo. Eu adoro ver as cidades de cima, e sempre que visito algum lugar, busco ir em algum ponto alto, o que faz ser ainda mais fiasco que eu não conheça. Mas conhecerei. Coming soon. 

* Mocotó - restaurante de comidas típicas brasileiras na zona norte. Todo mundo fala maravilhas de lá, só que as filas são sempre desencorajadoras. Porém quero. 

*Beco do Batman - Cantinho famoso do grafite paulistano. Fica na Vila Madalena, na rua Harmonia, próximo ao cemitério. Eu já levei um monte de gringo lá, menos adivinhem quem? Isso mesmo, O gringo. 

* Jardim Botânico - Ali pra zona sul de SP tem um tantão de natureza: Zoologico, Simba Safari, Parque do Estado e o Jardim Botânico. O Zoológico e o Simba Safari eu fui quando era criança e depois adolescente. O Parque do Estado eu passo desde a história do maníaco do parque. Mas o Jardim Botânico quero ir. É super bonito, e uma amiga fez um picnic lá e adorou. Gostei da idéia, e em breve quero botar meus queijos e meus vinhos da cesta e me jogar pra lá. 

Será que dou conta de matar essa lista? O tempo urge e a sapucaí é grande, mas eu sambo pra caramba haha. Em julho volto pra contar. 

Ninguém tem que nada

To numa fase da vida que é muuuito legal, mas que demanda um certo esforço pra ariana bocuda feito eu não sair mandando metade do mundo tomar no meio daquele lugar. Antes que me achem mal criada - e até sou de vez em quando, mas agora não rs, explico. 

Tenho um enteado, né. Depois que ele entrou na minha vida, comecei a prestar muito mais atenção nesses papos de mãe, porque de certa forma, passou a fazer mais parte do meu dia a dia. E aí que percebi que é um festival de cagação de regra, né. tem que dar colo, tem que deixar chorar um pouco, não pode deixar ver tv, tem que dormir a tarde, tem que tirar a fralda logo, tem que botar na escola, tem que mil coisas. Povo é rei de saber o que é melhor pro filho dos outros. 

Eu, que sou madrasta, já tento não me meter nas diretrizes das coisas, mas é só ir no mercadinho da minha rua que a tia do caixa é cheia de pitaco (juro). Outro dia ela lá falando "tem que tirar a fralda desse menino". Eu sei que é na melhor das intenções, ela é um amor. Ela dá uva pra ele e deixa ele sentar no caixa, fingindo que ta registrando as compras. Mas outro dia tive que falar: eu que troco as fraldas não acho. Você acha por quê? Porra, respeita o espaço dos outros, sabe. Quem cria conhece a criança, conhece a evolução da criança, conhece o tempo da criança, e sabe a hora de botar na escola ou tirar a fralda. Acho uma tremenda invasão. E isso acontece em todo canto. Todo mundo tem um pitaco sobre a maternidade alheia. E o tanto que andam crucificando mães por aí? Dizendo quem cria filho certo, quem cria filho errado? Que parto tem que ser assim ou assado? Tem que amamentar não sei que jeito, senão num é mãe... 
Ai eu vou casar. Não vou fazer festão, não to bridezilla, não nada. Estamos fazendo tudo do nosso jeito, e acaba que estou vivendo esse momento na maior solidão. Isso porque cada vez que alguém me pergunta algo e eu começo a falar, o povo vem com os "tem que". Tem que ir vestida de noiva, tem que ter véu, tem que tocar marcha, tem que chamar num sei quem, tem que ter mesa de doces.

Só que eu não tenho que merda nenhuma. O casamento é meu, o sonho é meu, e se eu quiser ir de jeans e camiseta, eu vou. Porque afinal de contas, tem que ser do jeito que eu quiser, e não do jeito que o povo acha que tem que ser, sabe? To fazendo algum sentido? 

É uma pena, porque eu acabo deixando de falar sobre esse momento especial com um monte de gente. Ou então, acabo no meio de diálogos desagradáveis, tipo um que foi eu falando pra uma amiga super querida algo do tipo "então, mas você não sabe quais são os meus sonhos pra esse dia. E não tem nada a ver com isso aí que você ta dizendo que eu tenho que fazer". E aí, ela se sentiu mal, eu me senti mal, e pronto, olha a merda... Eu simplesmente estou evitando o assunto. 

Opinião todo mundo tem. Eu também tenho. Me pergunte sobre qualquer coisa aí, que é muito provável que eu tenha uma opinião. Mas eu to tentando saber a hora de expor essa opinião. Me perguntou? Ótimo, vou falar. Caso contrário, tento segurar a minha onda. E mais que isso: precisamos parar de achar que os outros tem que suprir nossas expectativas. Ou que os outros tem que seguir a nossa concepção de "certo" e "errado". Esse é um exercício constante.

Precisamos aprender a hora de segurar o "tem que" que tem dentro da nossa boca, e lembrar que as pessoas, na maioria dos casos, não tem que nada. Não tem que casar, não tem que namorar, não tem que engravidar, não tem que dançar valsa, não tem que financiar casa, não tem que comer orgânicos. Talvez o único tem que obrigatório, seja o "tem que respeitar os outros". 

Batendo perna em Pinheiros

Pinheiros é meu bairro aqui em SP. Um bairro por onde eu andava muito pouco até alguns anos atrás, mas que só me faz cativar cada vez mais. Por aqui você encontra de tudo, é muito pedestre friendly, tem a melhor ciclovia da cidade (a da Faria Lima), um parque lindo, algumas praças bonitas, muuuitos restaurantes bons - inclusive alguns de chefs badalados, bares, enfim, rende um belo caldo. 

Com alguns afazeres na agenda, sábado saímos batendo perna por aí, pra tentar adiantar a vida. Acabou que não resolvemos tudo, mas passamos por alguns lugares deliciosos desse bairro. 

Pra começar o dia com energia, passamos pelo Brigadeiro Café. Esse lugar é puro charme, e fica aqui na frente da minha casa. Além do óbvio brigadeiro, que é maravilhoso, tem sanduiches, sorvetes, café, pão de quejo, saladas, sopas e uma empanada de espinafre de comer chorando. As vezes quando eu faço home office gosto de ir ali almoçar um wrap de frango ao curry, ou um bagel de salmão defumado. Minha única reclamação: é CARO. Por isso, vou menos do que gostaria. Mas era sábado, dava pra ser um pouco indulgente, rs.
Foto do Guia da Semana
De lá seguimos até o Largo da Batata, e subimos a Cardeal. Estávamos a caminho da Kalunga, mas no meio do caminho vimos uma ruazinha, chamada Irmão Lucas. Uma rua só de casas fofas, uma mais coisinha que a outra. Eu fiquei com muita vontade de morar ali. Ficamos ali admirando as casinhas, escolhendo a nossa favorita. De quebra, tinha uma arquiteta na rua fotografando as construções, e deu uma aula pra gente sobre o que fazer e o que não fazer quando se está construindo uma casa. Adoro essas pessoas!
Uma das minhas favoritas
Depois da Kalunga pegamos a Fradique Coutinho sentido Vila Madalena. Além de várias lojinhas interessantes que tem por ali, sábado é dia de Feira Livre. Eu adooooro uma feira. Adoro as cores, os cheiros, as pessoas. Adoro comer pastel com molhinho, experimentar coisas, pechinchar preço, é uma beleza. Devo dizer que não vou com frequência, e acho que até por isso ir à feira pra mim é muito menos um compromisso de rotina, e mais um programa feliz. 
O cheiro dessa banca, gente... Cheirinho de tempero bom, sabe?

E as cores das bacias?



Vontade de levar tudo pra casa... Legumes, temperos e flores!
Paramos ali pra ver gente e tomar água de coco. Eu adoro ver a interação entre feirantes e fregueses na feira. ADORO! Rola toda uma intimidade entre gente que tem um encontro marcado toda semana, sabe? Essa feira pega uma quadra da Fradique e depois sobe a Aspicuelta, rua famosa dos bares da Vila. É bem grande, tem de tudo: legumes, frutas, verduras, flores, artesanatos, peixes, temperos, queijos, frios em geral, tudo que você possa precisar. 

Nessas alturas já tínhamos feitos tudo o que dava pra fazer da nossa lista, voltamos em casa pra deixar as compras e resolvemos continuar na vibe de explorar a vizinhança. Seguimos andando até o Mercado de Pinheiros. Além dos boxes pra comprar carnes, peixes e vegetais, agora o mesanino ta cheio dos bares. Inclusive uma filial do famoso Mocotó. 
Foto tirada do site da Prefeitura
A nossa idéia era comer um ceviche, mas estava A fila. Foi assim que descobrimos que o Mercado de Pinheiros está na moda. O Mocotó também estava com uma fila assombrosa. Resolvemos andar até o Ambar Bar, um novo bar de cerevejas artesanais que abriu por aqui. Alias, parenteses necessário: {Pinheiros é a meca paulistana pra quem gosta de IPAs, Pale Ales e afins. Tem aqui o Empório Alto de Pinheiros, a Brewdog, Delirium Café, Cervejaria Nacional, Choperia São Paulo, Salumeria Tarantino, o Ambar, entre outros que não conheço.Todos esses bares com torneiras de chop artesanal, nacionais e importados}. Mas o Ambar estava fechado :(

Então fomos pela Rua dos Pinheiros, e resolvemos comer nosso ceviche na La Cevicheria, um restaurantinho peruano, que me parece novo. É num esquema mais informal: você vai ao balcão, pede, paga, e eles te levam o prato na mesa. Tem uma variedade de comidinhas peruanas, pisco, cervejas. Eu comi um ceviche de pescado no molho clássico, e estava gostoso mas poderia ter mais molho. Mati comeu um misto, com peixe, lula, polvo e camarão, e teve a mesma opinião: gostoso, mas faltou molho. O preço é quase caro - como tudo em SP - R$25 o ceviche de pescado, R$28 o misto. 

Como o dia estava bonito e tinha energia sobrando, seguimos pra outro canto de SP, sobre o qual falarei outra hora. Mas e aí, animou pra vir me visitar em Pinheiros? Comida boa, lojinhas gracinhas e gente interessante pela rua. 
Largo da batata, pelo Coletivo Teatro Dodecafônico

Não teve nada, mas teve tudo

Esse final de semana foi um daqueles. Eu cheguei no fim de domingo achando que tinha passado sossegada, e de repente, fiz as contas e me dei conta que ele foi deveras movimentado, rs. 

Fomos conhecer um restaurante novo, o mexicano El Mariachi. Fica na Rua dos Pinheiros, que é recheada de restaurantes bons - e alguns nem tão bons assim. Esse é bem autêntico, comida gostosa, preço OK (sempre considerando que em São Paulo até comer milho na rua ta pela hora da morte). De entrada fomos de nachos com guacamole, e depois comi tacos que estavam divinos. Os amigos comeram carnitas, e além de estar deliciosa, estava bem no clima mexicano, com a tortilla no potinho marrom. Por óbvio tinha mariachis no salão, que é bem simples, com cadeiras de madeira e toalhinhas vermelhas. Gostei muito, e fiquei feliz de ir em algum lugar novo.

Comecei a assistir a 4ª temporada de House of Cards. Eu sei que essa é batida, todo mundo já viu e tal, mas não me canso de AMAR essa série. É boa demais! Só foram 2 episódios por enquanto, porque quero saborear ela aos poucos, já que depois só ano que vem. Quem ainda não começou, se faça esse favor e assista. Qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência, mas caso você esteja bem atoa aí no seu sofá e já tenha visto a série, faça esse teste aqui.

Domingo de manhã eu me animei e resolvi fazer panquecas, aquelas de café da manhã americano. Abri a primeira receita que apareceu na internet (essa), vi que tinha os ingredientes e voilà. Não ficou bonitinha que nem essas da foto, rs. Não aprendi ainda a deixar elas bonitas. Mas gente, ficaram tão, mas tããããão fofinhas, que fiquei até com dó de comer. Queria mandar lá pra casa da minha mãe pra ela ver que eu já aprendi a cozinhar alguma coisa hahaha. Fica aí a dica pra quem quiser fazer panquecas: siga essa receita, ela dá certo MESMO.

Mr. Red nos deixou :(
Depois de meses de carinho, amor e diversão, nosso peixinho partiu. Na sexta-feira a noite percebi que ele estava mastigando alguma coisa, e me dei conta que eu não tinha dado jantar pra ele ainda. Fui ver, e tinha formigas mortas boiando na água do aquário. Ele comeu as benditas formigas, que foram xeretar sabe lá o que. Troquei a água rapidinho, mas ele já tinha comido. Sábado ele acordou amuado, não quis comer, e sua cor já estava diferente. De noite, percebi que ele nem reagia mais ao toque no aquário, e estava quase branco. Meu peixinho cor de fogo estava indo embora. Eu chorei de tristeza. Sábado ele não acordou, e já estava branquinho. Demos a ele um funeral bem digno, falamos coisinhas bonitas, e bebezinho disse que "love Mr. Red very much". Agora ele descansa em paz num cantinho do jardim do prédio.

Fiz a modelo e vesti as roupas que eu to querendo passar pra frente, pra Mateus fotografar. Como contei, estou firme no desapego. Ontem mesmo fotografamos, fiz o blog simples e joguei a ideia no ar. Algumas fotos, depois olhando no computador, não ficaram boas e terei que refazer, por isso acabei colocando menos coisa do que o planejado a venda. Mas é o começo, né? Em junho vai ter até carro por lá, rs. Também ontem de noite dei uma scaneada mental no meu armário, e identifiquei outras coisas que vão entrar na lojinha. Já tem gente interessada em algumas coisas, e o feedback tem sido bem legal :)

Por fim, a mais doce das tarefas: sábado fomos ao cartório nos habilitar para o casamento. Yes, I am a bride to be. Desde que fomos morar juntos, tinhamos certo que em algum momento deste ano casaríamos. Com a mudança se concretizando, quisemos reunir as famílias, celebrar a união, e ter um momento nosso pra lembrar antes de mudar. Em 54 dias, estaremos juntos de nossos familiares, numa celebração que está sendo planejada pra ter a nossa cara, e que vai ficar pra sempre na nossa memória. E eu mal posso esperar <3

Garage Sale

Nessa de "viver com menos", desde a reforma do meu quarto antigo lá no outro apartamento que eu venho reduzindo o tamanho do guarda-roupa. Na época foi uma mala de 40kg de roupa e uma sacola com mais de 20 pares de sapatos e algumas bolsas. 

Quando mudei pro meu atual apartamento, de novo, mais uma limpeza. Vendi algumas coisas, dei outras, e reduzi mais ainda. Mas fato é que deixei uma mala cheinha de coisas que precisava fotografar e por a venda. Agora, com a mudança, não da mais pra enrolar, né? E tem bastante coisa legal, com pouquíssimo uso. 
Fiz um outro blog, com o objetivo único de vender essas coisas. A quem possa interessar: https://gabivende.wordpress.com/ 

Em breve vou fotografar mais e também vou colocar algumas coisas de casa, como utensílios e móveis. 

Se alguém se interessar, ou conhecer quem se interesse, fique à vontade pra compartilhar. Gabizinha agradece <3

Cidadania Italiana

Como já comentei, estou trabalhando na minha cidadania italiana. Eu diria que é um processo doloroso, uma gravidez de baleia, sei lá, um troço complicado e, principalmente, demorado. Enfim, tratando-se da novela que é, achei legal registrar aqui a minha experiência, vai que ajuda alguém, né? Importante grifar aqui que to falando da minha experiência, porque a internet está cheia de verdades absolutas e isso me cansa. Outra coisa é que cada processo é um processo.
Enfim, na minha família, sempre achamos que o italiano do pedaço fosse o Nono, que vem a ser o avô da minha mãe. Ficamos achando isso até eu voltar dos EUA com fogo no rabo pra ir embora, e começar a pesquisar a fundo. Assim, descobrimos que na real, o italiano é meu tataravô Gregório. Ouvindo história daqui, caçando coisa dali, xeretando no museu do imigrante, descobrimos que o Gregorio vinha da região de Mantova, mais precisamente duma vilinha chamada Borgoforte. Em 2007 ainda era tempo de Orkut, tinha uma comunidade muito bacana chamada "Cidadania Italiana". Através dela meu irmão conheceu um cara, que numa viagem de final de semana passou por lá e tcharam: pegou a certidão de nascimento do Gregorio, e de seu casamento com a Artidora. E aí, quando eu tinha tudo isso na mão, eu desencanei do assunto, rs. Meu irmão foi atrás de todas as certidões simples, mas o processo ficou por aí.

Então, agora em 2015 quando retomei o processo, não comecei exatamente do zero. Entrei num grupo sobre cidadania italiana no facebook, e percebi que muita gente "pasta" pra achar os documentos do italiano, descobrir da onde veio, essas coisas. Pra gente, até por questão de sorte com essa alma abençoada que nos ajudou, não foi tão difícil. Contratei uma assessoria que está me guiando. Isso também é algo que vai de cada um. Você pode contratar alguém pra fazer as coisas pra você, pode ir descobrindo tudo na raça sozinho. Eu não tinha tempo nem know how pra ir por conta própria, mas optei por gastar menos e contatar alguém que me ensina a fazer, porque é o que eu podia bancar.

Enviei todas as certidões simples para a assessoria, que olhou e verificou que eu tinha direito à cidadania. Então, fui orientada a tirar todas as certidões de nascimento, matrimônio e óbito, em formato inteiro teor, das pessoas entre o italiano e eu, para verificar se estava tudo em ordem com os registros. Ou seja, óbito do Gregório aqui no Brasil, e tudo do Nono, do meu vô, da minha mãe e meu. Esse processo foi mais simples. Eu já tinha todos os números de registro, livros e folhas, então liguei em cada cartório, e segui os trâmites. Aí eles variam muito. Teve cartório que só me pediu um email solicitando a certidão e o depósito dos emolumentos. Teve cartório que me pediu pra fazer requerimento pro juiz, etc. Segui os trâmites de cada um, e depois de 3 semanas estava com as 10 certidões em casa.

Digitalizei todas as certidões e enviei para nova análise da assessoria, que devolveu um parecer que eu já tinha previsto: todas as certidões precisarão de correção. Tem todo tipo de erro. Em nenhuma referência ao Gregório, inclusive sua certidão de óbito, consta seu nome do meio. A Artidora, em todos os documentos aparece como Teodora. O Nono, que em todos os documentos se chama Luis (e é esse o nome que conhecíamos), na certidão de nascimento se chama Segundo, rs. E a cereja do bolo: ninguém é Trentino, como consta nas 10 certidões. Gregorio nasceu Trentini, somos todos Trentini.

Com isso, agora estou na fase de encontrar a melhor forma de corrigir todos esses documentos. A via  no meu caso é o processo judicial (caso o problema fosse só a troca de uma letra, por exemplo, daria pra resolver no cartório mesmo). Embora eu seja advogada, o processo de correção é bem específico, não domino, então estou pesquisando um advogado para fazer esse processo, que deve demorar no mínimo 6 meses. Ou seja... Mais atraso.

Mas é isso, estamos nesse pé. Não vejo a cidadania saindo do papel nos próximos 12 meses, e tudo bem, vida que segue. Quando tiver mais novidades sobre o assunto, contarei aqui. De novo, trata-se de um registro da minha experiência, e se ajudar uma pessoa que seja, já serei feliz.

Depois que encontramos essa documentação toda, ficamos todos em casa sonhando, imaginando como era a vida do Gregorio com a Artidora na Italia, o que os motivou a buscar uma nova vida no Brasil. Em 2011, meus país foram até Borgoforte, passearam, conversaram com pessoas, foram à igreja onde o Gregório foi registrado, batizado e casado, e eu não vejo a hora de fazer o mesmo. Descobrir mais sobre a minha família do coração, de onde vem toda a minha italianisse, me enche de alegrias, de memórias das coisas que vivi na fazenda do Nono. Eu me sinto muito italiana, e penso na cidadania não só como uma possibilidade de facilitar a minha vida, mas como um registro documental de um sentimento muito grande que tenho no coração.
Onde tudo começou

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