Maio, o grande


Maio foi um mês muito importante por aqui. Começou doce que só: 1º de maio, meu 1º dia de casada. Mas daí pra frente foi muita correria, muita realização, várias coisas interessantes, enfim, rendeu muito! 
* * *

Meus sogros e cunhada no Brasil - foi especial demais. Eles não saiam dos EUA há mais de 40 anos, então estavam muito animados. Tê-los aqui para o nosso casamento foi lindo demais. Mati acabou saindo em lua de mel com eles, rs. Em 5 dias foram conhecer o Rio e Foz do Iguaçu, voltaram encantados. E aí então eu me encarreguei de mostras as belezas de São Paulo a eles. Fomos ao Centro, voltei ao Mercadão depois de anos, comemos sanduíche, pastel, experimentamos frutas, castanhas, enfim, aquela beleza que é. Subimos no Terraço Itália, vimos a selva de pedra, andamos pela Paulista, comemos bem. Foi muito legal. A despedida foi dolorida, porque me fez pensar que a partir de agora despedidas serão uma constante na minha vida. Mas a satisfação de tê-los aqui vendo a nossa vida, a nossa casa, conhecendo nossos amigos, foi maior que qualquer dor. 

Pedi demissão - Oh yeah! Estou cumprindo meu aviso prévio e jajá entro na estatísticas dos desempregados desse Brasel, hahaha. Brincadeira à parte, foi muito aliviante pedir demissão, contar o que estou vivendo, me preparar para aos poucos me desligar dos meus projetos. No dia em que falei, a sensação de leveza foi imediata. Além disso, eu trabalho com pessoas muito queridas, de quem eu precisava começar a me despedir de alguma forma, inserir na minha nova vida. Estamos vivendo juntos esse processo, e sou daquelas que sente saudades antecipadas, sabe? Já estou morrendo de saudades dos meus colegas. 
That feeling 
Festival Path - Fui a um festival que fomenta a transformação - dos indivíduos, das cidades, das empresas, da sociedade. Foi uma experiência tão enriquecedora para mim que merece post próprio. Em breve conto mais sobre o que foi e como me afetou. Mas posso dizer que nesse momento de mudança era tudo o que eu precisava. 

Cartagena - Nada como um feriado maravilhoso com as amigas numa cidade super charmosa, né? Para para celebrar as despedidas das solteiras que irão casar (e de quem acabou de casar também, vai), de quem ta indo embora, de quem já foi, da adolescência que ficou par trás, fizemos uma viagem especial. Foi delicia demais. Em breve, muita diversão e dicas de Cartagena por aqui. 
Nós (mais a fotógrafa) e as janelas de Cartagena

Comecei a estudar alemão - já não era sem tempo. Até sabermos que iríamos pra Suíça, eu fiquei meio sem ter como me preparar para essa mudança. Uma vez que soubemos que estaríamos em Berna, na Suíça Alemã, eu poderia ter começado a estudar alemão. Mas fato é que tinha duas questões: (i) eu entendi que lá se falava alemão suíço, e achei que poderia fazer curso direto nessa vertente da língua; (ii) eu tinha muita coisa na mesa, sabe. Precisava me preparar psicologicamente pra mudança, estava trabalhando muito, resolvemos casar, tinha tanta coisa que eu simplesmente não quis adicionar uma tarefa a mais - e ainda achando que a língua lá era outra. Algumas semanas atrás, no entanto, li que os cursos de alemão suíço é somente para quem já domina o alemão. Aí bateu um pânico, mas já estava em cima da hora né. Resolvi começar de pouquinho - baixei o Duolingo, um app de aprendizado de idiomas, e estou aprendendo o básico do básico. É pouco perto do que eu preciso, mas é melhor que nada. E chegando lá, vai ser foco total na língua.
Life Planning - Eu já contei aqui que não sou a maior poupadora de dinheiros. Tento me organizar para não gastar demais, mas nunca tive um planejamento seríssimo. E como essa história de que os opostos se atraem é pra boi dormir, Matinho também não é um grande poupador. Só que Mati já está no seu 5º país desde que deixou os EUA. E eu percebi que é muito fácil cair numa armadilha: passar a vida pulando de país em país e fazendo planejamento de curto prazo, sem se planejar pra velhice. Então eu chamei um consultor financeiro, que veio, explicou mais ou menos alguns pontos básicos, e encaminhamos uma previdência privada, entre outras coisas. Não vamos ficar ricos do dia pra noite - alias, não vamos ficar rico e ponto, rs, muito menos virar investidores de carteirinha, mas eu quero uma velhice com sossego, onde minha grande preocupação seja encontrar roupinhas combinando com Matinho. 

Aparecida - Quando resolvemos que não casaríamos no religioso, eu disse a Mateus que queria que nossas alianças fossem abençoadas por Nossa Senhora. Acabamos não conseguindo ir antes do casamento, mas fomos num final de semana em maio para o Santuário de Aparecida do Norte. Eu nunca tinha ido, e a energia que corre naquele lugar é boa demais. A Igreja é linda, bem diferente do que imaginei: embora seja imensa, não tem opulência. As imagens são todas bem estilizadas, com a simplicidade que emana de Nossa Senhora. Assisti uma missa, recebemos nas alianças a benção de Maria e trocamos novamente as alianças diante de sua imagem. Foi muito especial.
* * *
Maio foi cheio, muita coisa aconteceu, mas foi excelente porque comecei a ver alguns ciclos se abrirem e outros fecharem. Muitas das coisas que estavam nos planos das ideias começaram a se concretizar. Novas ideias surgiram para me manter sempre sonhando. Muitas celebrações, muitas emoções, muita intensidade. Acho que os próximos meses serão assim, e maio foi bom pra eu ver que mesmo no meio da loucura, da pra ser muito feliz :) 

Soltando as amarras

Eu sou feminista desde quando não sabia o que era ser feminista. Pois é, eu achava que feministas eram aquelas moças que odiavam homens e não depilavam o suvaco. E só elas. Achava, inclusive, que ser feminista era um problema, já que achava elas amarguradas e agressivas. Peço que me perdoem pelo clichê ridículo, mas eu era nova e não sabia das coisas. 

Mas eu sempre soube que era dona do meu corpo, que podia dar pra quem quisesse, que era direito meu sair na rua com shortinho e que errados eram eles de ficar assediando, que era um absurdo a mulher ser sempre a vagabunda e o homem pegador. Ficava indignada com o fato de que no trabalho os homens acabavam se destacando mais por menos, e com várias piadinhas que ouvia na sala de aula na faculdade e em reuniões corporativas. Com os anos, fui lendo mais sobre o feminismo, aprendendo muito sobre sororidade, empoderamento, e entendi que sempre fui feminista e que sou cada vez mais, me orgulhei pra caramba. 

Mas e aí, minha gente, eu resolvi largar trabalho e tudo e ir pra Suíça acompanhar o marido, de quem ao casar adotei o sobrenome. E tomar essas decisões já não é fácil porque não é - tem o componente família, distancia, língua, etc. Mas meu cérebro feminista tornou tudo ainda mais difícil. Porque era simplesmente inconcebível que eu, a mulher com o cargo mais alto da organização no Brasil, fosse largar tudo pra ir atrás de marido. Sério... Passei noites sofrendo com isso, me sentindo traidora do movimento.

A questão do nome me pegou de outro jeito: Mati nunca pediu nada. Quando eu perguntei se ele esperava que eu mudasse de nome, ele disse "this is not my business, it is your decision". E aí que a minha cabeça deu um nó de vez, porque eu queria mudar. E me senti menos feminista por isso. Passei meses pensando o porquê de eu querer mudar de nome. Levei até pra terapia. Entendi que era uma questão familiar: estaríamos sozinhos pelo mundo, e eu queria ter aquela sensação de família, que não precisa de nome nenhum pra existir, mas que nesse contexto se tornou simbólica pra mim. Quando aventamos a possibilidade de ele também mudar de nome, achei meio nada a ver ficarmos os dois parecendo irmãos de sobrenomes iguais. 

E depois de muito me torturar, precisei dar um tapa na minha própria cara, e repetir feito mantra: feminismo é sobre ter o direito de escolha. Feminismo é poder escolher se quero ter o nome do meu marido, e não ser obrigada por ele - ou pela lei, pela sociedade, quem seja. É poder escolher se quero ir, se quero ficar, o que quero fazer. Feminismo é sobre não deixar que ninguém faça minhas escolhas.

Aos poucos, fui ficando menos envergonhada do que decidi pra mim, até ficar completamente em paz com tudo. Porque sim, eu escolhi ir, eu escolhi ficar desempregada por tempo indeterminado para viver um amor, eu escolhi adotar o sobrenome do meu marido. Mas eu estava mortinha de vergonha por ter escolhido tudo isso. Ficava me justificando pelos cantos, como se devesse algo a alguém. No caso, à Gabriela feminista. 

Grande bobagem. Já falei sobre isso aqui, sobre como acabamos passando de um extremo ao outro, sem ponderar nossas vontades. Não vamos cair nessa cilada de ficar sempre colocando "o que os outros vão achar" na nossa frente, sejam os outros quem for. Lembrem-se disso. Eu fico me lembrando. E talvez esteja aqui, de alguma forma, me justificando, mais pra mim do que pros outros mais uma vez. Porque faz parte do processo de se libertar das amarras que a gente mesmo se coloca.

E não custa lembrar:

* Quem quiser aprender mais sobre feminismo, a página Lugar de Mulher é parada obrigatória. Essa ilustração é a capa do livro delas. 

Por aí!

Nas minhas últimas andanças visitei mais alguns lugares em SP. Nunca é tarde para encontrar lugares que desconhecia, e visitar aquele antigo que já estava no radar, né? Eu gosto de conhecer lugares novos, embora tenha a mania de ficar repetindo lugares queridos, então gosto de celebrar aqui os experimentos. Seguem os dos últimos tempos. 

Tan Tan Noodle Bar
Mais um restaurante novo em Pinheiros, a área mais quente de SP no quesito gastronomia. Fica na Fradique Coutinho, entre a Arthur e a Rua dos Pinheiros. Ambiente descoladinho, mesas na calçada, música pop. Comi de entrada uma porção de guioza, e de principal fui num macarrãozinho noodle mesmo. Estava tudo muito gostoso. Os preços não eram super salgados e a porção é beeeem servida. O amigo de Mati que estava junto já morou no Japão e disse que estava tudo muito original, sabe. 
O noodle que eu comi era tipo esse, mas com peito de frango
Mil Plantas
Uma loja que vai levar qualquer pessoa que tenha o mínimo apreço por flores e plantas à loucura. Recebi indicação de duas pessoas diferentes, e na hora de organizar o casamento, foi lá que resolvi as flores e o buquê. Acabei comprando também plantinhas pra minha casa. Tem todos os tipos de planta que você possa imaginar. Uma estufa maravilhosa, e também uma área refrigerada para manter as flores frescas. Sério... Eu gostei tanto da loja que voltei lá algumas vezes para escolher plantas, e uma só pra olhar mesmo. Tem vasos de todo tipo, pratos, itens de decoração, é uma coisa. Eles tem um corner dentro do Ceasa, mas a loja bafo mesmo fica do outro lado da avenida, atrás da Cobasi. Aqui no site da pra fazer um tour panorâmico. 
Um pedacinho inho da loja
Terraço Italia
Um item da minha lista de "to do" pré mudança. Subimos ao piano bar. Eu nem sabia, mas a subida é gratuita. Óbvio que chegando lá eles esperam que você consuma, e fazem uns drinks bem bons porém caros. Tem também o mirante, que entendo que seja a céu aberto, mas não fomos. Demos o azar de o dia estar meio nebuloso, então a vista foi meio prejudicada. Ainda assim, SP é incrível vista de cima. Ficamos ali quase 1h, identificando prédios: a Santa Casa foi o que me deixou mais intrigada, demorei a reconhecer. Eu sou apaixonada por SP, mesmo ela sendo feiona, rs. Mas fiquei pensando o que passa na cabeça dos gringos quando veem essa imensidão de prédios, né? Eu sempre gostei de subir nos pontos altos das cidades que visito, e devo dizer que acho que em todos os lugares que fui, a vista lá de cima era mais verde (menos Cuba, agora lembrei). Nossa SP é meio marrom, bagunçada, mas... é nossa <3

Ovo e Uva
Esse daqui foi um achado sem querer. Sexta-feira eu queria ir ao Suri, um restaurante peruano aqui em Pinheiros que tem um ceviche muito do bom. Mas ai andando pela rua, antes de chegar no Suri, avistamos esse belo galpão, pé direito alto, decoração bacana e percebi que era um desses wine bar (essas novidades que o povo vive inventando, rs). Como a prioridade é sempre conhecer algum lugar novo, ficamos por lá. A carta de vinhos é obviamente bem variada, e entendi que no happy hour eles servem vinho por taça e com preço amigo. Comemos de entrada um bolinho de cogumelo com queijo da serra da canastra que estava uma delícia. De principal eu fui te steak tartare que estava bom, e Mati foi num fettucine com ragu de costela que estava divino, cheiroso e bonito #invejei.
Uma fotinho da Veja. Ambiente bem legal, né?
Gostei muito do lugar, os preços são ok - nada em SP é barato, gente, não tem jeito. O serviço bom, rápido para o tanto de gente, enfim. Um achado. Fica na Mateus Grou.

Nem parece, mas falta 2 meses pra gente ir embora, e o tempo está voando. Espero que nesses 60 dias eu consiga tirar o melhor de SP, ver coisas que ainda não vi e matar saudades das que tanto gosto. Tem que aproveitar enquanto dá, né? 

Burocracias de Viagem

Recentemente tive 2 amigas que, com viagens marcadas, perceberam o passaporte vencido - e eu mesma tive um probleminha com o meu. A gente programa viagem, fica se empolgando com roteiro e tal, e as vezes acaba esquecendo que tem as encheções de saco né? Então achei legal falar um pouco dessas burocracias malas e como evitar algumas dores de cabeça - tudo com base nas minhas experiências, sem verdades absolutas, ok?

* * *

Passaporte
A União Europeia exige passaporte com até 3 meses de validade após o fim da viagem. Os Estados Unidos, embora muita gente pense que exige 6, na verdade só exige um passaporte válido até o fim da viagem para nós brasileiros. Antes havia essa exigência dos 6 meses, mas o Brasil foi adicionado ao 6 month club e isento de tal exigência. 

Outra coisa... Vai pra algum país do Mercosul? Se não for levar passaporte, tem que ser RG - e com foto atual, emitido nos últimos 10 anos. Carteira profissional (OAB e afins) ou de motorista não valem - isso vale pra membros fundadores e associados do Mercosul. Essa aprendi na dor: cheguei em GRU a caminho de Buenos Aires com minha CNH e pá, dei com a cara na porta. Fiz minha correria, arrumei um motoboy ligeiro que conseguiu chegar com meu passaporte faltando 20 minutos pra encerrar o embarque, mas foi um puta estresse desnecessário, e ver a cara de decepção da minha mãe achando que a viagem tinha melado foi de quebrar o coração. Evitem.

Visto
Outro item básico, mas que muita gente esquece. Tem que olhar direito, e com bastante antecedência, pra onde você vai, se requer visto prévio, se compra na hora, se não precisa. É importante olhar sempre pra sua nacionalidade: brasileiros precisam de visto em tal país? Não caia na burrada de ver se gente saindo do lugar X precisa de visto pra entrar no lugar Y porque não é assim que funciona. E juro que tem gente que faz isso, tipo um amigo de Mati que descobriu no embarque em Londres que americanos precisam de visto pra cá. Ele tinha olhado algo tipo "voo Londres-SP" e não tinha aparecido o tal do visto. Outra coisa é que se você for estudar, o visto pode mudar, dependendo do país. Isso vai depender da quantidade de horas de estudo por semana, etc. Pesquise bem antes de embarcar.

Vacinas
Alguns países exigem que se tome algumas vacinas antes da visita. Algumas vacinas precisam de um certo prazo para fazer efeito. Por exemplo: pra ir pra Cuba, tomei a da febre amarela, que demora 10 dias pra fazer efeito. Então, você tem que tomar no mínimo 10 dias antes de ir, né? E não adianta ir no postinho do bairro. Tem que ser em algum lugar que emita o certificado internacional, para o caso de você ter que apresentar na imigração. Aqui em SP sei que tem em alguns lugares, mas eu fiz no Hospital das Clínicas e indico muito. Não demorou 15 minutos. Tem também a opção de validar a sua carteirinha do postinho no aeroporto - eles transformam o seu certificado simples em internacional. Mas aí tem que se programar e chegar com antecedência no aeroporto, ver se o escritório vai estar aberto. 

Seguro
A maioria dos destinos internacionais "exigem" um seguro viagem pro turista. Eu vou dizer que nunca me pediram pra ver, mas eu sou neurótica. Já tive vários acidentes idiotas ao longo da vida - um dia conto uns engraçados aqui - e fico pensando que se fosse no meio da viagem, me custariam alguns olhos da cara. Por isso prefiro evitar a fadiga. Já comprei pela STB, mas a última vez foi em 2011. Na época, um com uma cobertura boa, pra uns 17 dias acho, ficou em torno de R$250. Hoje em dia compro a passagem de avião com um cartão Platinum, e a própria bandeira do cartão oferece. Já comprei com a Visa e com a Master - mas você precisa comprar a passagem com o seu cartão, ou no caso de milhas, pagar as taxas. Ai, antes de viajar sempre baixo o livrinho de instruções caso precise de fato usar, e voilà

Moeda
Isso aqui é pessoal. Mas eu, particularmente, acho mais interessante viajar com Dolar ou Euro. Ok, no caso do Chile e da Argentina, viajei com Real mesmo, troquei lá super fácil, preço bom, tudo certo. Mas todas as vezes que olhei, comprar qualquer outra moeda europeia, por exemplo, aqui não valia a pena, porque o volume de venda é baixo, então o preço é sempre alto. Com essas duas moedas principais, você chega no seu destino e troca pela moeda local. De novo, parece simples. Mas tem gente afoita que tenta comprar rublo russo aqui no Brasil e paga uma fábula né. A ideia de chegar na Suécia com os dinheirinhos suecos e se jogar num taxi pode ser muito tentadora, mas a minha recomendação é: troque pouca coisa, que seja uns 50, 100 dolares/euros só no aeroporto, que normalmente tem taxa ruim, e depois já na cidade ache um lugar pra trocar com câmbio mais favorável.

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Enfim, essas foram as coisas que lembrei. Como vocês sabem, esse não é um blog de viagens. Mas o tema interessa muito essa que vos escreve, e como falo bastante das minhas viagens por aqui, achei legal registrar como organizo certas coisas, e de quebra ajudar alguém, quem sabe. 

Dia de fúria?

Hoje o dia começou daquele jeito... com capacidade pra ferrar com a semana inteira. Como estou precisando aliviar a tensão, vou desabafar a merda toda aqui, rs. Quem sabe melhora. 

Faz uma semana que estou pedindo pra me enviarem um arquivo X. Já me mandaram email com arquivos A, B e C. Reiterei meu pedido pelo arquivo X. Recebi Y, W e Z. Aí fui, delicadamente pedir pelo arquivo X, a pessoa simplesmente ficou brava. Ficou brava porque eu sou chata. E isso era 7:30 da manhã. 

Ai eu segui com meu dia. Fui sair com o carro da garagem, o que acontece? O portão começa a baixar bem quando eu estou passando debaixo. Acelerei correndo, mas ouvi um puta estrondo. Na hora já me conformei que ia gastar alguns mil reais desamassando o carro. Quando fui olhar, nem sei que mágica que aconteceu, mas não amassou. Respirei fundo, e vamo embora. 

Estava eu seguindo em direção à Praça da Sé, porque preciso fazer meu RG novo. Long story short: meu passaporte vence em junho, fiquei esperando o casamento para fazer um novo já com o nome novo. Aí fui fazer, eles estão com um bug e o passaporte ta demorando mais de mês pra ficar pronto. Só que eu vou pra Cartagena daqui 15 dias, mas fiquei tranquila porque sabia que eles aceitavam RG. Porém tem que ter sido emitido há no máximo 10 anos. E o meu está com 9 anos e 8 meses, rs. Por excesso de zelo, resolvi fazer o novo. 

No caminho, enquanto eu estou parada no semáforo, um motoqueiro passa e leva metade do meu retrovisor embora. Abri a janela, gritei pra ele voltar, e ele voltou e recolheu tudo que caiu no chão e me devolveu. Mas sobrou um retrovisor despedaçado, pedindo reparo. 

Chegando no Poupatempo, adivinhem? Pois é. Emitiram a minha certidão de casamento errada. Embora eles tenham ficado com a minha documentação por 50 dias, tenham a minha certidão nascimento dizendo que nasci em Pariquera, e mais 3 formulários preenchidos por mim, dizendo que nasci em Pariquera, eles colocaram na minha certidão que eu nasci em São Paulo. 

Aí a moça lá do Poupatempo disse: eu estou vendo no meu sistema, e no seu RG antigo, que você nasceu em Pariquera, mas terei que colocar como está na sua certidão de casamento. Aí depois você arruma, e volta aqui pra fazer um RG novo. Ai eu falei "então, não seria mais fácil você manter o correto, que está no seu sistema, e eu somente arrumo a minha certidão de casamento?". Ao que ela responde: não posso, senhora, terei que emitir com a cidade de São Paulo. Eu comecei a chorar de soluçar na mesa da moça. Que ficou me olhando com cara de pena, que doida essa menina, né. Peguei meus papeizinhos e fui embora. 

O quão absurdo é você pagar 430 reais pra casar, e receber uma certidão com dados errados? 

Enfim... Eu precisava ir pra Alphaville, mas fiquei até com medo do que poderia acontecer. Voltei pra casa querendo fim de semana às 10h de segunda-feira, pura derrota. Ainda bem que me sobraram uns bem casados aqui. Derrotada porém devidamente glicosada.

* * *

Update necessário - depois de achar que o Brasil inteiro tinha embarcado no meu dia de merda, com a Câmara fazendo patacoada e tals, achei por bem comer mais alguns bem casados, ir ao Cartório e fazer eles arrumarem a tal da certidão. Uma vez arrumada, fui ao Poupatempo de novo, e tcharam: habemus RG novo. Quer dizer, não habemus nada, mas haberemos em 7 dias. 

{ a m o r }

Eu ainda estou inundada pelo mar de amor e boas vibrações que me invadiu na última semana. Entre a correria que foi organizar os detalhes finais, a ansiedade por estar vivendo algo tão intenso e as noites mal dormidas, era uma alegria imensa receber os recados carinhosos, os desejos de felicidade e todas as manifestações de amor que chegaram até nós. Sério, foram os dias mais especiais da minha vida. 

Amigos de toda a parte do mundo nos mandaram mensagens por whatsapp, facebook, instagram, site do casamento, cartão, tudo. Nós vimos tudo o que planejamos para esse dia se materializar da forma mais perfeita. Nós vimos nossas famílias se encontrarem e se abraçarem. Nós brindamos com as pessoas mais importantes da nossa vida. Nós dançamos até amanhecer com os melhores amigos que alguém pode ter. Nós choramos as lágrimas mais felizes. E acho que pro resto da minha vida, irei fechar os olhos e lembrar o que foi entrar no salão e ver aqueles olhos olharem para minha família e sentir o que eu sinto todos os dias: amor. 

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