Festival Path

Ano passado andando aqui pela vizinhança vi um monte de gente andando com credenciais, e percebi que o fervo estava ali no Instituto Tomie Ohtake. Quando esse ano vi anúncios do Festival Path na internet logo associei aos banners que vi ano passado, e fui lá ver do que se tratava. 

O slogan do festival é "antes de transformar, transforme-se". Na prática oferece palestras, workshops, exposições, exibição de filmes e shows, tudo com foco em inovação, criatividade, empreendedorismo, sustentabilidade. Eu, que estou num momento de transição total da vida, mudando de país e querendo mudar de carreira, achei que era um sinal pra eu ir lá aguçar meus instintos. Comprei o ingresso que dava acesso às mais de 180 palestras.  A exposição e os filmes eram de graça. Os shows aconteciam em praças próximas de graça durante o dia, e num local fechado durante a noite. Pra quem quis, dava pra comprar ingresso somente para os shows ou um completão que englobava tudo.
Show na praça - e na frente de casa <3

A oferta de palestras era imensa, várias coisas interessantes. Tinha coisas voltadas para start ups, gamers, desenvolvimento e relacionamento com a cidade, novas formas de negócio, novos rumos do marketing, empoderamento, etc. Aqui tem a lista completa dos palestrantes fodas que passaram por lá e dos assuntos abordados. As palestras aconteciam simultaneamente no Tomie Ohtake, no Centro Cultural Rio Verde, no Teatro Cultura Inglesa, No museu A Casa, na Fnac de Pinheiros. É tudo pertinho, pra se ir andando entre uma palestra e outra. Mas o tempo entre elas era de 15 minutos, algumas formavam fila, então não vi exatamente as coisas que eu tinha planejado, o que não foi um problema. A ideia era abrir a mente, e tudo o que eu vi me levou pra isso. 

O primeiro item da minha agenda foi uma mesa de discussão sobre transição de vida. Providencial, não? Ouvi muitas coisas que eu já sabia, mas ouvir de gente que sentiu algumas coisas que eu sinto, e chegou lá, se deu bem, foi de certa forma tranquilizante e energizante. Mas tiveram algumas considerações que eu não tinha feito, e que me prepararam para absorver tudo que teve nesses 2 dias de festival de outra forma. Alias, a melhor delas foi uma metáfora entre transição de vida e uma caminhada no deserto. O que você precisa levar? A sua mochila tem que ter recursos o suficiente pra você não precisar voltar pra casa, mas não pode ser tão pesada que você não consiga carregar, ou tão cheia que não caibam coisas que você encontre pelo caminho. Enfim, parte da discussão foi desenvolver esse mote, o que você precisa entender, como se preparar, resiliência e paciência. Tudo que acabou esclarecendo sentimentos que tenho mas não entendia. 

Ao todo assisti 7 palestras em diferentes áreas, mas que trouxeram muita coisa nova pra dentro da minha cabeça. Eu absorvi cada gota do que foi passado, porque são coisas bem fora do meu dia a dia, e eu estava sedenta por novidades. Selecionei um conteúdo variado sobre marketing, moda e empreendedorismo, e a grande mensagem que recebi de tudo que eu ouvi foi basicamente: vá tentar.

Gente que transformou a própria casa num negócio rentável, que mudou o entorno, que participou de campanhas super relevantes. Uma estilista holandesa que cria roupas tecnológicas com utilidades e design interessante. Uma das mentes por trás daquela campanha maravilhosa de Dove. Novas formas de fazer e consumir moda.
Uma das minhas favoritas: wearables por Pauline van Dongen
 Além desse sopro de inovação e energia que recebi, devo dizer que o festival é frequentado por uma galera muito vibe boa, sabe. Pessoas que puxavam conversa, davam dicas, trocavam insights e ainda mandavam boas vibrações pro futuro. Diria que o Path é um micro cosmo do mundo ideal: pessoas interessantes e gentis, que respeitam o ambiente e o outro, a "cidade" com mobilidade, em que o coletivo impera.

Saí do Path com energias renovadas, com a esperança de que eu vou me encontrar, seja na Suíça ou onde for. Pra mim foi uma experiência tão poderosa, que acredito que os efeitos desses 2 dias serão sentidos por mim ao longo da minha vida. Eu aprendi que não só há muita vida fora dos escritórios, como também que deve haver lugar pra mim. 

4 comentários:

  1. Oi, Gabi! Que bacana a proposta desse festival, nunca tinha ouvido falar nele e achei muito legal tu relatar tudo aqui desse jeito, que sensação única! Gostei muito de acompanhar por aqui.


    Beijos
    Brilho de Aluguel

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    1. Eu também não tinha ouvido falar desse festival, mas achei fantástico! Beijos

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  2. Uau Gabi, que bacana! Essa mesa de discussão sobre transição de vida pareceu muito interessante - e eu gostei muito dessa metáfora do deserto. Veio em boa hora pra você que está prestes a mudar sua vida, né? Muito legal mesmo! :)

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    1. Pra mim a hora foi providencial. Por isso que, mesmo no modo contenção total de gastos que estou, achei que valia o investimento. Foi muito bom!

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