Adaptando

O processo de mudar de país em definitivo nessa altura da vida não é nem de longe tão simples como as pessoas acham. Eu nunca tive ilusões, mas muita gente acha que é fácil, que é só sair do Brasil e do dia pra noite você fica bem sucedido e feliz. Ouvi muitas coisas do tipo que nada, a vida fora do Brasil é rica, você não vai nem sofrer. Mas o fato é que a gente precisa construir um lar, se sentir em casa, e isso não é simples. Não vem com uma ida na Ikea, assim como não se forma um arco íris em cima da sua cabeça só porque você fincou a barraca em solo europeu. 

Crônicas de uma desastrada

Numa terça-feira, por volta das 23h, fui com minha tia dar uma volta no quarteirão e levar o cachorro pra fazer xixi. Começou a dar uns pingos de chuva, era verão, nada que fizesse voltar correndo pra casa. Eis que passando em frente a garagem de um prédio, eu levei um escorregão na calçada meio molhada, daqueles que as pernas vão pra cima, e você vê a vida passando como um filme enquanto se espatifa no chão. Na hora senti uma dor desgraçada, não conseguia levantar, mas eu bem queria dar risada porque a cena estava patética. Moral da história: saí do chão 40 minutos depois, numa maca de ambulância, e com o cóccix estilhaçado em vários pedaços.

Blogagem Coletiva - Cinco coisas que amo fazer em viagens

Faz um tempinho que não colaboro com as postagens coletivas do Bloggers Out and About, um grupo de discussão de viagens. O tema desse mês, sobre coisas que mais gosto de fazer em viagem, vem bem a calhar. Venho de uma série de viagens que só fiz o que gosto, deixando a turistagem um pouco de lado. Então vamos lá. 

Swissagens - Capítulo 1

Resolvi abrir uma coluninha aqui pra tratar de alguns peculiaridades do dia a dia na Suíça, porque é o tipo de coisa que eu gosto de ler sobre qualquer lugar. E, principalmente agora no começo, que tudo gera estranhamento/encanto vou ter muito material pra isso. Voilà.

Ah Holanda!

Quinta passada eu acordei bem cedo, peguei um trem pra Basel e de lá um avião pra uma viagem muito especial. Eu voltei a Amsterdam, depois de mais de 4 anos, para mais um capítulo especial de 2016. Casar mais uma amiga querida, mais uma vez acompanhada das pessoas maravilhosas que a vida me deu. 

Kinder Garten

Desde o dia que botei os pés aqui em Berna rolou uma frustração forte com o fator língua. Eu já viajei para lugares onde não fazia idéia do idioma, mas eu cheguei aqui pra morar, e a barreira de comunicação em casa virou um calo no meu pé. 

Sobre amores e amigas

Andei sumida, mas é porque eu estava respirando amor por aí... Acabo de chegar do Brasil. Como assim, mal vim e já voltei? Isso mesmo. Tem algumas coisas na vida da qual não dá pra não participar. E se não dava pra eu não estar presente nesse primeiro mês em Berna, ao lado de Mati, descobrindo nossa nova cidade e novo lar, também não dava pra não estar ao lado dela no dia do sim

Já falei aqui sobre o quanto prezo minhas amizades, o bem mais valioso que cultivei na vida. E ela está na minha vida desde os 5 anos de idade, desde o fatídico aniversário do Paulo Victor. Desde aquele dia, nos acompanhamos nos primeiros dias de aula, ela me viu beijar pela primeira vez, eu a consolei no primeiro término. Nós planejamos dominar o mundo, e assim fizemos. Começamos conquistando São Paulo, a USP e a Maria Antonia. Fomos pra França e pro Wisconsin. Voltamos espalhando nosso domínio pela Faria Lima, festas da GV e bares da Vila Madalena. Voamos alto, levamos o encanto pra Bahia, Rio de Janeiro, Ilha Grande. E então ela foi pra NYC. Mas seguimos comandando a conquista por Chicago, Brooklyn, Chelsea, Cartagena. Como a gente fala, fizemos um grande mosh na vida.










E todas essas conquistas nos levaram pra Praia do Forte, pro dia 27 de agosto, o dia em que mais uma vez, estávamos lado a lado, no altar, no dia mais lindo da vida dela, um dia lindo pra mim, um dia lindo pra nós. A assessora disse que nunca viu madrinhas tão unidas, tão amigas. E eu acho que é verdade mesmo... Porque poucas pessoas no mundo tem essa sorte, de ter há quase 30 anos a companhia de amigas, irmãs, parceiras na riqueza e no puxadinho com rato de São Luis do Paraitinga. E é por isso tudo que eu viajaria o mundo quantas vezes precisasse pra estar ao lado dela nesse dia. E viajarei pra sempre, pra trocar aquele olhar que só a gente entende, aquele abraço que como poucos acolhe, e pra olhar pra ela e saber que ela é a pessoa mais feliz do mundo.

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