Crônicas de uma desastrada

Numa terça-feira, por volta das 23h, fui com minha tia dar uma volta no quarteirão e levar o cachorro pra fazer xixi. Começou a dar uns pingos de chuva, era verão, nada que fizesse voltar correndo pra casa. Eis que passando em frente a garagem de um prédio, eu levei um escorregão na calçada meio molhada, daqueles que as pernas vão pra cima, e você vê a vida passando como um filme enquanto se espatifa no chão. Na hora senti uma dor desgraçada, não conseguia levantar, mas eu bem queria dar risada porque a cena estava patética. Moral da história: saí do chão 40 minutos depois, numa maca de ambulância, e com o cóccix estilhaçado em vários pedaços.
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Primeiro dia útil do ano, aquela preguiça imensa de cozinhar, resolvi ir ao Pão de Açúcar comprar uma lasanha congelada porque sou dessas. E sabe como é primeiro dia útil do ano, né: mercado resolve torrar o estoque de espumante fazendo torres de garrafa pelo mercado inteiro. E aí bati minha bolsa numa dessas torres, percebi umas garrafas querendo cair, segurei uma, mas a outra PLA, caiu no chão. Vocês já viram o estouro de uma garrafa de espumante? O gás e a pressão mandam vidro pra todo lado. Moral da história: fui comprar lasanha e voltei pra casa com 4 pontos na perna. 
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Sexta-feira a noite, botei um vestidinho branco lyndro, fiz esquenta com as amigas, e nos jogamos na noite paulistana. Acho que na época a Disco era uma baladinha interessante. E lá fomos nós. Dada hora da noite, um mocinho esbarra em mim, e eu desequilibro do salto. Pra não cair no chão, sentei no sofá que tinha atrás de mim. Eis que tinha duas tacinhas de champagne no sofá. Moral da história: fui pagar de gatinha na night e voltei pra casa com 3 pontos em cada bunda. 
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Essa semana fui dar um pulo no mercado. Voltei pra casa com uma sacolinha cheia e uma garrafa de vinho na mão. Chegando no prédio, pus a garrafa no banquinho que tem na frente da porta, pra procurar a chave na bolsa. Não sei o que eu fiz, mas aparentemente a sacola bateu na garrafa, que se espatifou na frente da porta. Bem puta da vida, subi as escadas, abri a porta, deixei as compras, peguei paninho e saquinho e fui lá embaixo limpar a sujeira. Claro que ao juntar os cacos acabei cortando a mão em 3 lugares, aqueles cortes que são pequenos mas que jorram sangue. Quando estava toda cagada sangrando, olho pra porta e tcharam: porta fechada. Gabriela, toda ensanguentada, trancada pra fora do prédio, que pelo lado de fora só abre com a chave (que ficou lá na porta do apartamento). Moral da história: pode passar o tempo que for, podem me mandar pra Marte, mas tirem os vidros da minha frente e me garantam um bom plano de saúde. 

10 comentários:

  1. Eita Gabi, quanto desastre! Compra garrafa de plástico da próxima vez, hehe.

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    1. Ana, por mim eu fico só no plástico mesmo hahaha.. Mas vinho que vem em garrafa de plástico normalmente é ruuuim, né hahaha. Aí não dá!

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  2. Gabi, seria cômico se não fosse trágico rsrsrs. Gostei da sugestão da Ana Célia, pra vc tudo tem que ser de plástico. :)
    Se cuida !!!
    Bjs

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    1. Eu aprendi a rir das minhas desgraças, viu Rose! Beijos

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  3. Espero que voce nao tenha precisado de pontos dessa vez e gostei da sugestao da garrafa de plastico..he he he.

    Beijinhos

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    1. Dessa vez sem pontos, só vexame mesmo hahaha. beijos!

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  4. Gente, ainda bem que o seguro saúde na Suíça é obrigatório, hahahaha. Você não poderia viver sem um :-). Bjs

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    1. Jamais, Sandra. Inclusive optei por estender a cobertura internacional do meu no período de transição, até termos tudo acertado por aqui, porque não arrisco nem em sonho. E eu parei nessas histórias pro post não ficar longo, mas já quebrei perna, braço, bati a cabeça na madeira e desmaiei, um fiasco puro hahaha. Beijos!

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  5. Tive traumatismo craniano primário no trabalho, sabes aqueles prédios em que o último andar é cheio de torás de madeiras chamados em alemão die "Balken"? Pois, fiquei zarolha de dor, no mundo da lua como anestesiado, pedi socorro a uma aluna que mora ao lado, deixei para vomitar quando os pais levaram os filhos para casa! Foi punk e a médica diz que não existe remédio a não ser esperar e... que tive sorte!!! 8-)

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    1. Nossa! Taí, alguém desastrada como eu haha. Que perigo, Marie. Que bom que ficou tudo bem!

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