Leysin - O belíssimo clichê suíço

Sexta passada fui em uma nova viagem para acompanhar o time de volei. Dessa vez foi mais tranquilo, primeiro porque eu já sabia como funcionava, já conhecia as meninas, e também porque só foram 7 jogadoras. Eu, que ainda não estou familiarizada com as cidades suíças, entendi que mais uma vez iríamos para Lausanne. Chegando na Gare de Lausanne, em vez de sairmos da estação, pegamos um novo trem. Aí que entendi que estávamos a caminho de Leysin, uma cidadinha na base dos Alpes. 


Para chegar em Leysin, saindo de trem de Berna, leva-se duas horas e meia (e para quem tem o half tax, ida e volta custa CHF 56 - ou seja, pra quem não tem, CHF 112). Você vai até Lausanne, e de lá pega um trem sentido Aigle, e por último você sobe a montanha num trenzinho leeento. Parece muita coisa, mas devo dizer que só essa viagem aí já vale a pena, de tão linda que é. A viagem pra Lausanne eu já comentei que é bonita, e a chegada então, quando se avista o Lago Geneva, é de matar. E a viagem de Lausanne para Aigle é outra lindeza, quase toda pela beira do lago, passando por Montreux. A cereja no bolo é o trem até Leysin. É um trem antiguinho, verdinho, fofinho, e que vai bem devagarinho montanha acima. Atenção que ele não dá voltas na montanha não, ele sobe em linha reta, super inclinado, fazendo barulho, e te matando de emoção com a vista. 
Gare de Aigle - e as montanhas ao fundo

Transporte em Bern

Eu já comentei aqui que o transporte de Bern é incrível. E é mesmo. A cidade é bem servida por trams, ônibus, trolles (que eu nunca vi, mas diz que tem) e trens. Tem até um funicularzinho da parte baixa da cidade até o Parlamento, e outro - pago a parte - até o topo do Gurten, uma montanha na cidade. Com a malha de transporte você consegue chegar em qualquer lugar. 

Usei e gostei: Transferwise

Essa coisa de trocar dinheiro pra viajar sempre foi um problema. Eu gostava de habilitar meu cartão de débito e fazer saque diretamente no destino, para evitar andar por aí cheia de dinheiro. Só que com a mudança na lei do IOF uns anos atrás, ficou caro. Então a solução foi viajar com cash, algo que muito me desagrada. No último ano usei várias vezes a Cambio Store, casa de cambio em SP e recomendo o serviço para quem precisar. Eles entregam em casa sem custo adicional dependendo do valor que você compra, e o preço da moeda é bem competitivo. 

TAG - Wanderlust

Eu adoro responder TAGs, me lembra muito a época de caderno de perguntas, alguém mais lembra disso? Hahaha, eu adorava! E por isso mesmo fico felizona quando sou indicada para responder alguma. A Bárbara, que escreve um dos meus blogs favorito, me indicou para responder essa TAG sobre viagens. Voilà.

O que ando fazendo?

Desbravando muitas lojas de segunda mão. A Suíça é cara, não sei se já falei por aqui haha. Tudo custa muito dinheiro, e se você não quer/pode gastar muito acaba sempre nas mesmas lojas: H&M e Zara para roupas e sapatos, Ikea para casa, Migros e Coop para o resto. Mas aqui tem muitas lojas de segunda mão, as Brockis, e pra quem tem olho bom - eu! - e paciência, dá pra achar muita coisa bacana em perfeito estado. Pois bem... Eu, como tenho todo tempo do mundo, ao menos uma vez por semana vou à alguma brocki garimpar coisa pra casa. Foi assim que compramos taças de vinho de cristal, uma cômoda dos anos 20 para o quarto (e já vem montada, sem sofrimento de montagem da Ikea), um jogo lindo de picnic, entre outras tranqueiras. No Brasil essa cultura de reaproveitar coisas usadas, passar pra frente, está começando a decolar. Mas por aqui é uma realidade forte, e eu e meus poucos francos adoramos. 
A chiqueza do meu kit picnic <3

12h em NYC

Quando fui ao Brasil correndo no fim de agosto, acabei num voo muito do desgraçado. Eu não sei vocês, mas eu olho preço e ponto. Se a diferença for MUITO pequena, eu escolho o melhorzinho. Caso contrário, preço é o fator decisório. E foi assim que me enfiei num voo que saia de Zurich, parava em NYC por 10 horas e seguia pra SP. Planejei encontrar uma amiga em Manhattan, mas era domingo, os trens estavam super atrasados, maior caos, e não compensou sair do aeroporto. Aos finais de semana eles fazem obras, reparos, etc, e eu fiquei morrendo de medo de sair e perder a conexão.

Na volta o itinerário desgraçado era o mesmo mas a parada em NYC era de 12h, durante a semana, quando normalmente o transporte por lá é tranquilo. Fiquei com receio de combinar qualquer coisa com alguém de novo, porque além do JFK ter esse problema de distância e trens e afins, a fila da imigração por lá costuma ser longa (numa ida já amarguei 2h de fila). 

Mas no fim deu tudo certo, o voo chegou adiantado, a imigração nem estava aberta ainda - então fui uma das primeiras a passar - e acabou que consegui ir a Manhattan por algumas horas. Para quem for a NYC pela primeira vez nesse esquema, sugiro ler estes posts aqui e aqui, do Rick. Eu já conhecia a cidade, então fui direto para os meus queridinhos. 

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