11/2017

Já é fim de novembro, já é fim do ano. Está chegando aquela época que a gente faz balanço do ano, da vida, que a gente faz promessa, que a gente celebra, reencontra, olha pra trás, pra frente. Mas eu quero parar e ficar olhando pra novembro. 

No começo do mês recebi a Laura aqui em casa. A conheci no Wisconsin, há 11 anos, e desde então temos uma amizade a distância, nos falamos de vez em quando, sabemos meio por alto como está a vida uma da outra e nos encontramos em outras duas oportunidades desde que vim embora de lá. Mas esses reencontros são leves, são naturais, são como se o tempo mal tivesse passado. Se por um lado tudo mudou desde o Wisconsin, por outro parece que as poucas e boas amizades que fiz por lá ficaram paradas no tempo, num bom sentido. Para elas o tempo não passa, as coisas não mudam, simplesmente porque nada importa, a gente se entende. Foi assim com a Laura, e é assim com outras duas pessoas especiais que conheci lá. Ter a Laura aqui em casa foi como unir vários mundos paralelos. E foi legal demais!
Laura, my yoggi friend
Nesse meio tempo Mati viajou a trabalho e eu fiquei. Pela primeira vez não fiquei ultra incomodada de estar aqui sozinha. Já aconteceu outras vezes, e eu ficava agoniada, como se minha vida aqui sem ele não fizesse sentido, porque eu não trabalho, "não tenho motivo" pra estar aqui além dele. Sério, eu me senti muito assim nas poucas noites que passei por aqui sem ele. É bizarro, mas é coisa da cabeça da gente, e não tem como evitar. Mas dessa vez foi diferente. Minha vida é aqui, minha cabeça aceitou. E ao invés de paranóias, dessa vez teve uma night com as amigas, diversão, e ao invés de sofrimento, rolou um aconchego.
Vinho & Amigas
Logo depois chegou minha irmã. Minha irmã mais velha, com quem sempre uma relação de altos e baixos. Mas nada como o tempo, a idade, e até a distância, para fazer as coisas entrarem no seu melhor. Ela passou dez dias por aqui, passeou pela Suíça toda, fizemos programas gostosos, andamos na neve, vimos vilas fofinhas, fomos nadar em termas, esquiar numa montanha absurda, e aproveitamos bastante. Foi bom ver que a vida adulta traz paz para velhos conflitos.
Nos divertimos pela Suíça
Foi também o fim de uma sequencia de visitas maravilhosas. Desde julho que não passamos mais que 15 dias sem visitas. Parece cansativo, mas a verdade é que pra mim foi uma delícia. Mostrar um pouco da minha nova cidade, do meu novo país, dividir minha vida, dividir minha casa com amigos, com família, foi muito bom.
Amigos
E mais amigos
E novos amigos (foto feita pela Bárbara)
E as visitas mais esperadas e amadas: meus pais <3
Mais do que isso: me fez feliz ter muita companhia. Eu não estava estudando todos os dias, desde agosto que só vou na escola uma vez por semana, e muitas vezes, nos dias em que eu estava sozinha em casa, com Mati no trabalho, eu dava umas choramingadas. Porque estava entediada, porque não tenho trabalho, porque não tenho visto, e aí meus amigos, é uma ladeira acima na escala da choramingância. E eu gosto de casa cheia. Então ter a casa cheia de amigos, ter companhia, ter gente que falar meu bom português, tudo isso deixou os meus dias por aqui mais alegres, me fez sentir que minha vida está como sempre foi, só que num outro lugar. E isso pra mim é ouro.

Novembro não encerra o ano, mas encerrou alguns ciclos por aqui. E foi maravilhoso por isso. Obrigada :)

12 comentários:

  1. Gabi, que semestre fantástico pra vocês, quantas visitas! Eu também amo receber gente aqui, dá um calor no coração poder mostrar nossos lugares favoritos aos amigos e famílias, a gente fica todo orgulhoso, né? E fico super agradecida mais uma vez por você ter nos recebido tão bem e ter sido uma guia tão legal. Ainda tô besta em como nós conversamos e nos conectamos aí em Berna. Mal posso esperar pra devolver o favor e ser a guia de vocês aqui!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que receber visitas queridas é sempre gostoso, mas nesse momento da vida aqui, pra mim foi essencial. Foi bom demais!
      E sim, quero em breve pay back essa visita aí!!! Fiquei morrendo de vontade de tomar brunchs gostosos e ver outras coisas mais que vocês falaram com tanto carinho. Beijão!

      Excluir
  2. Gabi, super me identifiquei, minha mãe e minha sogra chamam a nossa casa aqui de "o hotel", porque temos visitas o tempo inteiro. O sofa-cama tá sempre na posição "cama". hahahahaha Mas a gente ama! Só assim pra não morrer de saudades... :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Hahaha falaram o mesmo por aqui, o Hotel Reynolds. Mas eu adorei!!!

      Excluir
  3. Olha Gabi, primeiramente, super parabéns meeesmooooooo porque eu não tive esse insight durante o tempo que eu não estava trabalhando e meu processo estava parado. Talvez teria aproveitado muito mais e choramingado menos. Eu entendo demais esse sentimento de não ter motivo para estar em casa e ficar sensível, porque tem semanas que a gente chora a fios sim, não sabe o porque, mais dói, e às vezes é uma dor tão profunda que quem só entende é a gente e Deus. Só de vc se programar para receber essas pessoas, vc já foi muito proativa contra esses momentos que trazem vunerabilidade. E olha, só resultou em muitas coisas boas. Á medida que lia o post ia sorrindo, sorrindo, sorrindo... E ficou claro pra mim que vc teve um Sweet November! Cheers to you, amore !!!

    www.vivendolaforanoseua.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu tento, viu. Eu e Deus (e os poucos leitores desse blog hahaha) são testemunhas de que eu ando tentando muito, que eu não deixo me abater, não. Temos dias e dias, alguns fantásticos, que me sinto super feliz, e tem outros que é uma grande merda rs.. mas no fim, acho que tudo é aprendizado. A gente aprende muito nesse tempo nosso conosco :) Beijos!

      Excluir
  4. Nossa Gabi, você descreveu perfeitamente o que aconteceu com a relação que tinha com a minha irmã do meio. A vida toda nos entendemos muito mal. Depois que vim morar aqui tudo mudo. O nosso amadurecimento ajudou, mas acredito que a distância teve papel principal. Depois que tive o Thomas tudo melhorou 100 por cento. Hoje me arrependo de ter perdido tanto tempo com os nossos desentendimentos. Que bom que tudo mudou pra melhor entre nós e entr e vocês!
    E esse seu encontro com Bárbara foi de fazer invejinha haha. Queria tanto conhecer as duas ❤

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu fiquei pensando exatamente nisso, quanta energia e quanto tempo desperdiçado com brigas, né? Mas que bom que a gente cresce! E é engraçado que vc disse isso do Thomas, porque minha irmão também é apaixonada pelo Baby, e muita coisa mudou assim que ele entrou em nossas vidas!
      E sim, quero muito encontra-la também. Nossa hora vai chegar <3 Beijos!

      Excluir
  5. Que bom ler este post! Fiquei muito feliz por você aos poucos criar o seu próprio mundo aí. Eu trabalho e ainda assim há dias em que questiono muito as coisas, sem trabalho sei que seria ainda mais difícil. Há dias maus mas o que interessa é continuar a lutar, e você está de parabéns pela determinação! Beijo

    ResponderExcluir
  6. Que delícia receber essa galera em casa! Gata, pode mandar uns áudios pra mim se bater uma carência. Se não bater pode também hahaha Sei que minha passagem por aí foi bem relâmpago, mas foi linda e você é muito responsável por isso. Se você considerar visitar a Ucrânia nos próximos 2 anos, pode ter certeza que retribuirei o passeio guiado com muita alegria. Beijos!

    ResponderExcluir

Follow @ Instagram

Back to Top