Phuket - Mai Khao Beach

Acordamos plenos e felizes, sob o Buda gigante aparecendo na nossa varanda fofa. O pesadelo Kata Beach tinha acabado, e era hora de pegar um taxi para Mai Khao, onde amigos nos esperavam. Mai Khao é a praia mais próxima do aeroporto de Phuket, no norte, e mesmo sem trânsito, fazer esse trajeto do norte ao sul, dura uma hora. Phuket é grande assim. 

Chegamos em Mai Khao e logo fomos encontrar a turma. Fomos fazer um passeio de barco até o Parque Nacional em Phang-nga. Foi muito delícia, porque encostamos numa praia que estava vazia, e passamos o dia lá, com o único intuito de conhecer as outras pessoas que estavam lá para a mesma coisa que nós: casar duas amigas queridas. As noivas são amigas de Mati, se conheceram na Tailândia, tem uma história bacana com o país, moraram pelo mundo, e escolheram casar lá e reunir amigos de toda parte do mundo. Foi muito gostoso conhecer tantas pessoas interessantes, com histórias variadas, mas que dividiam conosco o mesmo carinho por duas pessoas lindas. Além da companhia, a paisagem era de babar: na área de Phang-nga tem muitas rochas gigantes, daquelas que a gente imagina em praias tailandesas, sabe? Inclusive a James Bond Island, uma das famosas ilhas. Nós não adentramos pelas pedras, porque estávamos num barco muito grande. Mas ainda assim, elas estavam lá, ao fundo, embelezando o nosso dia. Quando voltamos, ainda tivemos tempo de ir olhar Mai Khao Beach de perto e babar no pôr do sol. Ai Tailândia... 
A lindeza de Phang-nga
Primeiro barquinho florido tailandês
Oi Mai Khao
E o por do sol maravilhoso
Procurando restaurantes e conversando com os nossos hosts, ficamos sabendo que Mai Khao é uma área bem "relax", como já tinha dado pra perceber. Por lá tem muitos resorts, e basicamente todos os turistas da área ficam nesses resorts, aproveitam a estrutura do lugar, e por isso mal tem restaurantes grandes ou lugares muito turísticos. Mas encontramos um lugar na beira da praia pelo trip advisor, e comemos um jantar delicioso, com tudo fresquinho, preparado na hora. Das coisas que mais gostei na Tailândia foi de comer peixe inteiro, sabe? Quando ele vem todinho grelhado, ou defumado, pro seu prato? E tudo muito barato. 

Uma outra coisa bacana de Mai Khao é que como os turistas ficam concentrados em resorts (que devem providenciar locomoção e passeios para os hóspedes), você não vê gente tentando te empurrar coisa no meio da rua. Não tem taxista querendo tirar vantagem. Alias, não tem taxista, rs. Até pra achar tuktuk dá trabalho. E nós, que não estávamos em resort, mas numa delicinha de pousada, acabamos nos locomovendo por lá na base da carona rs. Toda hora que passava alguém de motinha, ou carretinha, a gente pedia, perguntava o valor, combinava ali, e ía. Inclusive um dos momentos impagáveis da viagem foi quando, pra voltar pra casa depois desse jantar aí de cima, paramos uma gangue de tiazinhas hahaha.. Cada um montou na garupa das motinhas delas, e fomos embora.  
Locomoção em Mai Khao


No dia seguinte fomos explorar a praia, e gente... que praia! Um minuto de silêncio para Mai Khao, com sua faixa de areia branca, imensa, sua água azul maravilhosa e seu total de zero multidões. 
O que dizer?
Vocês também estão vendo essas ZERO pessoas? Pois é... isso em Phuket
E quando aparece alguém é um pescador das antigas <3
E eu não queria mais nada da minha vida!
Pra deixar tudo ainda mais bonito, os aviões pousam e decolam ali do lado, mas curiosamente o vento deve soprar pra outra direção, porque não se ouve quase barulho nenhum. Você fica ali, só observando a lindeza da praia, aquele bichão chegando, saindo, parece uma pintura. 

O casamento foi na beira dessa praia maravilhosa, numa das cerimônias mais fofas e cheia de significado que eu já presenciei (e olha que eu presenciei muito casamento maravilhoso nessa vida rs). Teve amiga cantando à capela, teve chegada de tuktuk, teve um pôr do sol arrebatador, teve discursos lindos, Beyonce cover, e teve mergulho na piscina de madrugada. Foi uma catarse coletiva, e foi o momento em que ficamos mais felizes por ter feito essa viagem. Ver os lugares mais lindos do mundo é demais, mas acho que nada dá mais alegria do que ver a felicidade daqueles que amamos. 
E casar nesse cenário?
E com esse por do sol de pano de fundo?
Nossa última manhã em Mai Khao foi meio conturbada, rs. Acordamos bem baleados, e acabamos perdendo o nosso ferry para Koh Lanta. Mas no fim, não teve problema não. Fomos curtir uma ressaca coletiva com o pessoal do casamento, e perder a vista naquele mar maravilhoso. 

Por fim, fica aqui meu apelo: se você quer mesmo ir à Phuket, e não está afim de agito, de turismo  de massa, de apelação sexual, de exploração e de encheção de saco, vá a Mai Khao. VÁ. A . MAI. KHAO. 

Phuket - Kata Beach

Chegamos em Phuket de avião, e mal sabíamos que estávamos prestes a tomar uns tombos rs. Nossa estadia em Phuket foi de 4 noites, divididas em dois extremos da ilha. Passamos as duas primeiras noites em Kata Beach, e as duas últimas em Mai Khao Beach, onde tivemos um dos casamentos mais lindos <3  O post de dicas vem depois, mas anotem: Mai Khao Beach. Para quem quiser ir à Phuket, esse é o lugar. 

Como teríamos que estar em Phuket para o casamento, resolvemos passar uns dias a mais em outra área da ilha para conhecer. Eu só escutava falar mal de Patong, onde o turismo de massa (e sexual) é brutal, e por isso nem cogitei ficar na área. Li que cada uma das praias de Phuket tem um perfil, e optei por Kata Beach, pois li que ali era uma área menos "atacada" pelos turistas, mas ainda com infra estrutura e tal. Kata Beach fica bem ao sul da Ilha, e chegando lá eu até tive a impressão de que a coisa era mais suave. Ledo engano: se aquilo é suave, eu não quero imaginar o que acontece em Patong. Digamos que Kata Beach é toda tomada por turistas de maioria russa, e alguns suecos, na maioria em família. Há prostitutas nas ruas da avenida principal, mas nada agressivo. Agora o que me irritou mesmo foi aquela sensação de "pega turista", sabe? Os tuktuks queriam cobrar 300 bahts pra andar 5 minutos, os passeios que eu ia olhando pareciam extremamente caros, e eu só fui ficando irritada... 

E aí, rolou então a maior merda da viagem, e eu vou abrir aqui um parênteses pra contar sobre a minha primeira grande arapuca viajante rs. 
"Eu tinha feito uma reserva pelo booking num hostel para essas duas noites em Kata Beach. O hostel era todo bonitinho, o quarto era privado, simples, porém gracinha nas fotos e tal. Chegamos lá no horário combinado, já passando das 22h, e a recepcionista, super simpática, falou que no segundo dia teríamos que mudar de quarto. Então pedimos a ela que nos acomodasse diretamente no segundo quarto, pois não queríamos ter que fazer a mudança. Ela falou ok, e que esse segundo quarto era numa "second building" do hostel. A coisa já ficou esquisita quando uma menina veio de carro nos buscar. Que merda é essa?! Que second building longe é essa?! Mas beleza... Chegando lá, o lugar era uma bomba, sério. Eu fiquei bem incomodada, mas estava cansada, pensei ok, vamos dormir aqui duas noites, no big deal. Saímos para jantar, quando voltamos quase meia noite e eu precisei tomar banho no banheiro, comecei a chorar. Sério, o lugar dava nojo, tinha um buraco no chão do banheiro. O lençol da cama estava sujo, tinha um vazamento de água na parede, e naquelas alturas da madrugada sobrou me enrolar na minha canga e dormir chorando, já me coçando pelos bedbugs que eu tinha certeza que iriam se impregnar em mim. Pior, eu fui na recepção pedir papel higiênico, e acabei percebendo que second building o cacete, eles botaram a gente em outro hostel. Acordamos no dia seguinte e tinha sangue jorrando do meus olhos, eu queria guerra. Fizemos as malas e fomos lá pro hostel onde deveríamos estar hospedados. Ou vocês me acomodam no quarto que eu reservei, dentro do hostel que eu reservei, ou quero meu dinheiro de volta. Eu já estava pra lá de puta, porque tinha planejado fazer um passeio de barco nesse dia, e ao invés disso, estava lá armando barraco na recepção do hostel. O cara tentou me enrolar, porque tinha feito overbooking, não tinha como me acomodar, e não queria devolver meu dinheiro. Pensem numa nega saindo do corpo, essa nega era eu. Eu gritei, berrei, chorei, metade do hostel ficou sabendo do babado, tamanha era minha ira. Aquele cara ficou se arrependendo da carniça que ele cutucou. Mati estava incrédulo diante das minhas feições distorcidas, rs. Long story short, eu peguei meu dinheiro de volta, achei outro lugar pelo booking, e saímos de lá. Fim da tragédia, certo?"

Errado. A gente precisando chegar nesse outro lugar, que era bem perto porém um morro e complicado de chegar a pé com malas, e os caras olhando a situação e querendo cobrar uma fortuna de tuktuk. Taxi pelo taxímetro, nem pensar: "500 baht". Eu mandei uns cinco caras tomar no c*, assim mesmo, em português, porque as minhas entranhas barraqueiras já estavam todas ali pra fora mesmo.

Mas aí chegamos no nosso lugar novo e ele era lindo, xuxu, bonito, cheiroso, no meio da mata e ainda com uma vista pro grande Buda, que é tipo uma estátua do Cristo, só que do Buda rs. Nosso passeio de barco já era, já passava das 13 horas, e pra não deixar a hérnia raivosa explodir dentro de mim, comemos um belíssimo curry e fomos pra praia. A nuvem negra começou a se dissipar, pero no mucho. Porque a praia tava bem da cheia, porque tinha criança jogando areia pra todo lado, porque eu queria aquelas praias maravilhosas tailandesas só pra mim, a real é que eu queria que Kata Beach explodisse com todo mundo dentro rs.

Mas ok, eu mergulhei, eu tomei uma cerveja, eu deixei aquele grande Buda começar a agir sobre meu espírito, rs. Vimos um por do sol lindíssimo, tomamos um mojito delícia, preparado por um tailandês muito, mas muito gentil, que nos lembrou de todas as outras pessoas simpáticas da viagem, de todas as coisas bacanas que tínhamos visto, e nos ajudou a esquecer o bando de filho da puta que povoou o nosso dia. Jantamos uma comidinha gostosa, e fomos para nosso bungalow na floresta.
A praia em Kata Beach... nada mal, né?
E esse arroz frito no abacaxi, que lindeza?
Eu e o por do sol maravicherry que Kata nos deu de presente, suponho que tentando fazer as pazes com a gente
E Gabriela lavadeira "lava rooooupa todo diiia que agoniiia"
Eu queria ter tirado mais fotos desse lugar incrível em que fomos parar na nossa segunda noite. Se alguém for a Kata Beach tome um banho de sal grosso antes lembre-se de ficar Kanya Cozy Bungalows. Salvou o nosso dia.
A vista da nossa varanda <3
E como esse post ta muito raivoso, ele não combina com todo o amor que rolou depois em Mai Khao. Por isso Phuket vai der duas partes: a parte Ruth e a parte Raquel. Raquel ficou aqui, encalacrada em Kata Beach. Próximo post é Rutinha <3

Dicas de Chiang Mai

Aqui contei sobre os nossos três dias e quatro noites em Chiang Mai, e agora vamos às dicas:

A chegada
Chegando no aeroporto você tem algumas opções. Nós pegamos taxi porque estávamos cansados, e não rolou taxímetro. Mesmo o que estava sinalizado como "meter taxi" foi preço fixo. Pagamos que 300 baht se não me engano. Outra opção são os tuktuks, que em Chiang Mai são um pouco diferente. São caminhonetes vermelhas que você senta na caçamba coberta, e o cara te leva pro lugar que você quer. Normalmente eles custam entre 30 e 50 baht por pessoa. Outra opção é negociar um transfer com o seu hotel/hostel. É bem comum pela Tailândia, e o preço é acordado previamente. O aeroporto é bem perto da cidade, e o trajeto não dura mais que 20 minutos. 

Estadia
Nós ficamos próximo ao Night Market, num Bed and Breakfast chamado Nice Sleep Box. Quando eu reservei, achei o nome super engraçado e não me liguei que era um hotel feito de conteiners, rs. Mas foi um acerto. Era tudo bonitinho, limpinho, tinha um café da manhã simples porém honesto, com ovos e pão. Todos os dias eles arrumavam o quarto, e quando deixamos a plaquinha de do not disturb na porta, eles deixaram uma sacolinha com água e papel higiênico para repormos. Mas o melhor de tudo era o Uncle Tao, o dono do lugar. Ele nos ajudou a organizar os passeios, e no último dia até nos levou para o aeroporto. E tudo isso por 25 francos a noite. Valeu demais! A área do Night Market fica fora da cidade antiga, mas coisa de 10 minutos a pé de uma das entradas, e é onde tem mais agito a noite, o que significa que é mais barulhenta. Acho que o legal é ficar mesmo ou por ali, ou na cidade antiga, que é onde você vai passar a maior parte do seu tempo em Chiang Mai.
Nossa Nice Sleep Box por dentro
... e por fora
Locomoção 
Andamos muito a pé em Chiang Mai, e quando precisamos pegamos os tuktuks vermelhos, que eram super práticos e baratos. Vi pouco transporte público, só alguns ônibus, e honestamente, não senti muita necessidade de pegar, dado o risco de se meter no ônibus errado ou não saber onde descer. 
Nos tuktuks de Chiang Mai
Clima
Chiang Mai é uma cidade "nas montanhas" da Tailândia, o que significa que tem uma altitude maior. Se em Bangkok penamos com os 33 graus no inverno, lá a gente penou foi com o friozinho da manhã e da noite rs. Para quem for no inverno, fica essa dica: de manhã e a noite as temperaturas podem chegar nos 12, 13 graus. Durante o dia fica bem quentinho, em torno dos 25, 27 graus. Ouvimos dizer por lá que demos "azar" e pegamos os 3 dias de frio que faz por ano lá rs... Mas enfim, levem um cardigãzinho, ou um moletom. Eu só tinha uma calça e uma camisa de manga comprida, e foi o que me restou.

Compras
Eu achei a parte de artesanato e coisas típicas muito mais bacanas em Chiang Mai do que em Bangkok. Tive a impressão de que são mais originais, de que rola um trabalho manual mais forte, de que eles são efetivamente mais especializados no assunto. Então acho que por lá é um bom lugar para comprar souvenirs, lembranças, roupas feitas em produção local, etc. Eu comprei uma bolsa de palha a coisa mais linda por lá, custou 10 francos, e fez muito sucesso no casamento. Também comprei uns imãs da Tailândia que bem diferentes do que vi nos outros lugares. E vi tanta roupa bonita, chic, puro design, sabe? Dava vontade de comprar tudo.  
Lojinhas do night market
Passeios
Não organizamos nada com antecedência, mas recomendo que quem queira visitar o Elephant Nature Park o faça, porque chegamos lá em dezembro e a próxima data disponível era fevereiro. Agendamos tudo de véspera com o Uncle Tao - ele ligava e conversava em tailandês com as pessoas, e no dia seguinte o carro estava lá nos esperando rs. Fizemos isso com a aula de culinária e o santuário de elefantes e olhando no preço do site, não pagamos nada a mais. Como contei no outro post, fizemos a aula de culinária da Asia Scenic, mas também recebi ótimas recomendações da A lot of Thai, cuja dona inclusive já foi algumas vezes cozinhar no Obá, um dos meus restaurantes favoritos em São Paulo. 

Preços
Ligeiramente mais barata que Bangkok, foi essa a impressão que tive de Chiang Mai. A estadia definitivamente foi bem em conta, e os restaurantes seguiam quase a mesma linha de preço. Não fizemos nenhum jantar fancy por lá, para poder comparar com os dois restaurantes mais bacaninhas que fomos em Bangkok. Mas no geral, gastávamos uns 20 dólares por refeição com drinks para os dois, em restaurante. Comendo na rua, haha.. acho que no Waroros, gastamos 5 dólares para nos refestelar de frango grito, sticky rice e manga.

Fora da cidade antiga
Passeamos na área de Nimman Road, que é afastada da cidade antiga, e me pareceu ser o "Jardins" da cidade rs. Lá tinha muito tailandês, e muitos gringos que moram na cidade. Vários shoppings, inclusive uns bem chics, muita gente curtindo um happy hour, enfim, uma vibe diferente da cidade antiga. Chegando aqui fui pesquisar e bingo! é isso mesmo. É onde a tailandesada mais "abastada" e os gringos moram. Achei massagem com precinhos mais amigos (eu ia fazer massagem, e Mati ia tomar cerveja rs), e vi várias lojinhas bonitinhas. Comemos também um frango frito maravilhoso no Cherng Doi, um restaurante bem simples porém bombado. Ir para Nimman é um must do da cidade? Sei lá, acho que não... mas se você tiver vários dias por lá, ou estiver de saco cheio de se sentir turistão manada rs, vale a pena sim. No meu outro post comentaram que Chiang Mai é a terra dos nômades digitais, onde vários deles ficam por meses, e eu tenho certeza que se hospedam em Nimman rs.

Agora, honestamente, acho que vale muito a visita em Chiang Mai. A cidade é muito gostosa, os templos são lindíssimos, o ritmo é bem mais tranquilo, e muitas pessoas com quem conversei disseram que preferiram Chiang Mais à Bangkok. Eu nem sei se consigo comparar as duas, mas fiquei feliz de ter comprado a ideia de Mati e ido pro norte :)

Chiang Mai

Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia, é também chamada de "Rosa do Norte", e apesar desse apelidinho fofo eu confesso que nem tinha muita curiosidade de ir. Mas por vontade de Mati foi incluída no roteiro, e que bom que assim fizemos. Embora seja uma cidade imensa, é bem mais slow do que Bangkok, eu diria que nem se compara. Lá é possível fazer muitas coisas a pé, caminhar a esmo, bem menos trânsitos e businas... Chegamos lá numa quarta-feira a noite e tivemos três dias inteiros para explorar a cidade. Foi suficiente para nós, mas tem muita gente que prefere se jogar por lá por cinco dias, uma semana, e ter um respiro. 

Chiang Mai tem uma cidade velha que tem basicamente tudo que você quer ver. É um grande quadrado, e dentro dele você encontra um templo a cada duzentos metros, muitos restaurantes e bares, muitas casas de massagem, mercadinhos, e tudo mais que se imagina da Tailândia. Dedicamos nosso primeiro dia inteiro a andar por lá e ir vendo os templos que pareciam ser mais interessantes ou que eram bem recomendados. Passamos umas 10 horas andando pela cidade e acho que entramos em pelo menos oito templos, mas meus favoritos foram o Wat Chedi Luang, onde tem um Buda de jade (que antigamente era de esmeralda, mas esse agora fica em Bangkok), e o Wat Phra Singh, onde ouvimos o canto dos monges, uma experiência que traz paz instantânea pra dentro da sua cabeça, do seu corpo e do coração. 
Wat Chiang Man, por onde começamos o tour


Árvores gigantes maravilhosas na entrada do Wat Chedi Luang


Wat Chedi Luang e seus monges
Pelas ruas de Chiang Mai

O maravilhoso Wat Phra Singh

O canto dos monges, que traz paz, muita paz

Nos jardins de Wat Phra Singh
Eu tinha lido que uma das coisas legais a se fazer em Chiang Mai era uma aula de culinária,  mas como não sabíamos direito como seriam os nossos dias lá, não reservamos. Mas aí começamos nosso segundo dia com uma aula de cinco horas na Asia Scenic. Fizemos a reserva um dia antes e logo as 8:30 da manhã a van da escola passou para nos pegar. A aula começou com uma visita a um mercado, e a professora deu uma geral nos ingredientes básicos, o porquê de se usar cada coisa. Também passou na horta da própria escola, pegamos nas ervinhas, tudo muito atencioso. E então partimos pro desafio: fazermos cinco pratos cada um. Uma sopa, um stir fried, rolinho primavera, pasta de curry e o curry propriamente dito (a seleção do menu foi feita por nós). Devo dizer que mandamos muito bem, e eu fiquei satisfeitíssima comendo a minha própria comida. Recomendo muito fazer a aula, é super divertido, você aprende umas noções básicas e ainda come bem. A minha primeira ideia era ir numa escola super recomendada por aí, mas eles estavam cheios e então fomos pra Asia Scenic, e eu recomendo muito. Mais barato, super organizado, e ainda no fim ganhamos um livro de receitas.

Palmirinha em ação
E Jamie Oliver orgulhoso de seus rolinhos primavera

Curry paste
Olhaí meu stirfried, que bonito 
Minha sopa de leite de coco com frango, e meu curry massamn. Fiz bonito, não?
E no caminho de volta pra casa, mais um templo rs
Depois de jiboiar um pouquinho no ar condicionado, pegamos um tuk tul (que em Chiang Mai são menos charmosos rs... é uma caminhonete que você senta atrás e paga por pessoa) em direção à montanha. Coisa de uma hora separa a cidade do templo mais maravilhoso da cidade: Wat Phrathat Doi Suthep. A viagem até lá é é tipo uma subida de serra, e eu quase fiquei enjoada com as curvas da estrada, rs, mas chegando lá, valeu muito a pena. O templo é imenso, lindo, gigante, e sentimos uma religiosidade mais forte. Tinha muita gente peregrinando, fazendo rituais, pessoas para quem aquele lugar era realmente especial, e isso torna tudo bem mais interessante. A dica de ouro é ir nesse templo ou ao amanhecer ou ao fim do dia, para poder presenciar o canto dos monges. Mais uma vez, é um som que entra pelo ouvido e logo toma seu corpo, dá uma paz incrível.
As escadarias


Peregrinação
E o canto maravilhoso dos monges


Na escuridão
Para o nosso terceiro dia reservamos o dia todo para uma visita a um santuário de elefantes. Há algumas opções nos entornos de Chiang Mai, e o mais recomendado é o Elephant Nature Park. Como não organizamos antes, eles estavam cheios e acabamos indo no Elephant Land. Eles ficam dentro de um parque nacional e têm três elefantes, duas elefantas resgatadas e o filhote de uma delas, que está grávida de novo. É que no parque tem um elefante solto, e aparentemente ele engravida as mocinhas rs. Uma das elefantas tem 45 e a outra 40 anos, e por mais de 30 foram exploradas em atividades em fazendas e depois em atividades turísticas. O filhote, por ter nascido já fora da exploração, não é treinado, e por isso é mais rebelde. Lá a gente recebe umas roupas, que devemos usar para que o elefante nos "reconheça" como pessoas. Você os alimenta, vai passear na floresta com eles, toma banho de lama, e no fim até um banho de cachoeira. Os elefantes ficam livres, durante essa caminhada na floresta eles vão pra onde querem, a gente meio que só segue. No banho de lama, idem. A gente bem queria ficar lá tomando banho, mas eles levantaram e foram embora rs. Foi bem gostoso, e eu, que não queria de jeito nenhum ir, curti. 
ahhhh como ela é fofinhaaaa
E essa maravilhosidade toda?
Agora quer mesmo meus 2 centavos de opinião? Por óbvio que é melhor do que serem maltratados, apanharem para fazer gracinha pra turista. Bem melhor. Mas no fim, eles ainda seguem comandos. Vai dar banana? Você fala bonbon, e eles abrem a boca. O que eu queria mesmo é que eles nunca tivessem sido submetidos a nada disso, não soubesse o que é comando, não soubessem o que é gente. Mas sabem, e no fim, esses santuários são o de melhor que pode acontecer pra eles nesse momento. Conversando com o guia, ele disse que os bebês que nascem já nos santuários não estão sendo treinados, mas honestamente, não sei como irão fazer a inserção desses animais na natureza, e se realmente tem a intenção de o fazer. O pessoal trata eles com o maior carinho, mas ainda não são livres na natureza né... O guia disse que a população de elefantes em Chiang Mai já foi de 20 mil elefantes, e hoje em dia são menos de 5 mil, sendo que a grande maioria vive em alguma forma de cativeiro. Existem pouquíssimos elefantes livres nas matas, mas eles tentam, nos santuários, forjar a rotina que esses elefantes teriam se fossem livres. A rotina é basicamente essa: comer e andar. E eu curti acompanhar, abracei, beijei, mas no fim, fiquei com um gosto bittersweet na boca. 

Chegamos dos elefantes esgotadíssimos, mas demos uma descansada e seguimos para o Waroros Night Market, um mercadinho de rua, e o mais legal ali de Chiang Mai, porque os frequentadores eram tailandeses em sua maioria. Seguimos a nossa regrinha de ouro de olhar onde os thai estavam comendo, e assim comemos uns franguinhos fritinhos no meio da rua, comi até um espetinho de coração, olha que amor rs. De sobremesa comi uma manga e abacaxi, e tudo isso enquanto a gente fazia um maravilhoso people watching.

Saímos de lá muito bem jantados, e fechamos assim, com muita autenticidade e comida gostosa a nossa estadia em Chiang Mai. 

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