Coisa de pobre

Com licença, hoje eu vim aqui desabafar.

Lá em 1990 e poucos apareceu o Sai de Baixo, e com ele o Caco Antibes. Na época o único dia que eu podia ficar acordada até mais tarde era domingo, eu podia assistir o Sai de Baixo e eu morria de dar risada com o Caco e suas tiradas pobrefóbicas. Hoje, com um olhar mais maduro, eu vejo que o Caco Antibes era uma alegoria acertadíssima do brasileiro médio. O brasileiro que não tem um centavo na carteira, mas "odeia pobre". Que odeia tudo que tem cara de pobre. Que gasta o que tem e o que não tem para parecer que pertence à elite. E pior: o brasileiro que ganha 5 mil, e se considera mais próximo de quem ganha 100 mil, do que de quem ganha mil. Esse brasileiro aí só esqueceu que o Caco Antibes era engraçado na TV. Na vida real é bem patético. 

E por que eu to aparecendo com essa conversa agora, nesse tom quase amargo? Porque toda hora aparece algo pra me lembrar porquê somos um povo endividado, porquê somos um povo que vive de aparências. Eu já comentei aqui de quando eu tinha um carro popular 1.0 bem simplão, e de como os colegas de trabalho simplesmente zoavam, na caruda, o meu carro. Tinha gente com o mesmo salário que eu que comprava BMW usada e gastava fortunas em seguro e manutenção, mas tirava maior sarro do meu Clio riscado rs. Porque carro popular é coisa de pobre. Outra, dessa mesma galera, foi tirar onda porque eu andava com as bikes do Itaú "credo, você não tem vergonha?! Compra uma bicicleta em vez de ficar andando com essas coisas velhas, eu ía morrer de vergonha". Juro que ouvi essa frase. E andar de transporte público em Paris e NYC? Legal. Mas em SP é coisa de pobre

E repetir roupa em casamentos? Coisa de pobre, né gente... E é aí que a coisa andou me pegando esses dias. Vi umas três blogueiras comentando com certo desdém o fato da Kate Middleton ter usado um vestido repetido no casamento, que era displicente, que o evento "pedia mais". E é aí que eu pergunto: pedia mais por que? Pedia nada. A ocasião pedia que Kate estivesse bem vestida e elegante, e isso ela estava. Period. Todo o resto é coisa da nossa cabeça que acha que a vida é "o diabo veste Prada" e que todo mundo tem que andar por aí numa montação escandalosa e inédita todo dia.

Alias, digo mais: o advento das blogueiras de moda e lifestyle, do instagram catapultou a classe média brasileira para Marte. Porque a viagem que o povo anda vivendo é coisa de outro mundo. Vejo a galera pirando nos looks do dia, indo montada até na padaria. Vejo umas festas de criança que mais parecem bodas de ouro da minha vó, de tanta flor e coisa e tal. Virou um delírio coletivo de tudo ter que ser tão lindo e ryco e instagramável como a vida da Lalá Rudge. Amiga minha cotou festa de quatro anos do filho, e saia nada por menos de 10 mil reais. OI?!?!?! Porque tem que ter buffet, tem que ter brinquedo, lembrancinha personalizada, tem que ter uma mesa esplendorosa, tem que ter tudo. E o que aconteceu com as decorações de cartolina que a mãe fazia em casa? Com as vizinhas enrolando brigadeiro na mão uma semana antes da festa? Coisa de pobre né. O que sei é que ando vendo nas redes festa de criança com trocas de roupas, em salões caros e fico aqui pensando... e errada mesmo é a princesa?!?! Cê jura? Num país em que metade da população vive com menos de um salário mínimo todo mundo acha ok gastar 10 mil em festinha, trocar de carro e de iphone todo ano, e ir em cada festa com um vestido novo?

E eu digo que é delírio coletivo, porque é facinho pra você ir caindo nessa também, não to aqui pagando de superior não. Eu já comprei muito vestido de festa que, analisando friamente, não precisava não. Mas também já botei muitas vezes o pé no freio pra entender qual é a minha realidade, e qual é a minha necessidade. Nunca que eu gastei dinheiro que não tinha pra sair bonita no instagram.

Agora quão paradoxal é você andar nas ruas da Suíça, e ver que o povo não tem carro porque prefere andar de transporte público? E que a galera faz uma farofa nervosa por onde passa? Levam sanduíche, fruta e o escambau pra montanha, nos passeios, pra praia, e pra onde mais forem? Alias, o povo come marmita onde der vontade de comer. No ônibus, na rua, e se não tiver plaquinha proibindo, come marmita até em mesa de restaurante rs... Vai dizer o que? Que é coisa de pobre? Pois é. Com esse post, além de reclamar e desentalar essa irritação que estava presa na minha garganta hehe, eu também quero deixar essa pergunta no ar: e vocês, o que acham mais elegante, heim? Lady Kate repetindo vestido ou essa galera imprimindo riqueza, ostentando o que tem e o que não tem num país todo corroído pela pobreza? 

Deixo esse resmungo gigantesco por aqui. 

26 comentários:

  1. Oi!! Nem sei como vim parar aqui, mas já amei!
    esse texto reflete tudo o que eu penso... Perfeito!

    vou voltar mais vezes...rs! :)

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  2. Perfeito. Concordo total com teu ponto de vista!

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  3. Sabe Gabi, eu só tomo cuidado com essa linha do "gastando o que não tem" porque acho que tem o risco da gente acabar fazendo uns comentários meio pobrefóbicos também, rs. Tipo quando falam que pobre não sabe gastar, que não tem que dar dinheiro, tem que dar comida direto "ou o cara vai gastar em bebida". Sabe? Uma filosofia meio "ostentar tudo bem, desde que você tenha dinheiro"? Saiba o seu lugar, seu lugar não é dando as mesmas festinhas que a blogueira da moda dá. A blogueira da moda tem grana, então ela vai dar uma festa de 20 mil reais por filho dela e tudo bem, e você fica aí passando vontade mesmo... :/
    Meu problema é com a ostentação em si, ou com o desperdício, vai, independente da pessoa ser rica. Precisa jogar dinheiro pela janela só porque não tá faltando? Faz sentido ser dono de uma Ferrari em SP, com todos os custos e riscos associados, mesmo que você adore carros e seja rico? Faz sentido comprar caneta Mont Blanc, pagar mais de mil reais em uma CANETA? Ou gastar um salário numa garrafa de vodka na balada em vez de fazer um esquenta em casa? E por que é tão vergonhoso considerar se casar com vestido de noiva usado? Gente, é um vestido que foi usado UM DIA e vc vai comprar pra usar mais UM DIA...
    Como eu sou a louca do custo-benefício, nunca vou entender. Hahahahaha

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    1. Adorei seu comentário, porque realmente, oferece um ponto de vista interessante. Talvez eu tenha soado pobrefóbica mesmo hahaha..

      Mas meu ponto não é sobre quem efetivamente é pobre, na definição da palavra, é sobre quem gasta mais do que tem para viver uma vida que não lhe pertence, por puro medo de parecer pobre. Como se ser pobre fosse um um defeito. A nossa sociedade tem sim muito preconceito social, e faz tudo que pode para passar recibo de riqueza porque tem horror a classe baixa. Alias, não tem nada mais patético do que os comentários do tipo "hoje em dia até a empregada anda de avião, antes tinha que usar terno e gravata". O pessoal é saudoso de uma época de (ainda mais) privilégios, porque podiam ser facilmente diferenciados. E é aí que mora minha irritação: o pessoal precisa se diferenciar o tempo todo. Precisam TER o tempo todo, porque o ter da a sensação de distância dessa classe que a nossa sociedade despreza.

      No mais, concordo em muito com você :)

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  4. Gabi,gostei de tantas verdades cobertas em um post só que esse assunto precisa entrar no Top Top lá do blog. Eu tinha uma amiga ( ela tinha 17 anos na época)no ensino médio que morava em um bairro muito pobre.Andava de ônibus mas se recusava a usar Avon porque na cabeça dela "era coisa de empregada". Ela só usava de Dior pra cima.

    Eu digo que o nosso povo tem o complexo do cachorro vira lata : tudo dos outros é melhor( importado).

    Já passei por várias situações onde familiares entram em contato comigo somente para perguntar " se tinha como eu ver produto x,y ou z" ou " se tinha como eu mandar tal coisa pra eles" . Eu não mando , mas mando o site onde eles podem comprar diretamente.

    Uns familiares fizeram uma viagem para cá, a gente os levou no shopping e eles dando de pau a comprar Polo, Ralph Lauren só que moda casual. O meu marido viu aquilo e disse: porque eles gastam tanto dinheiro com moda causal? Aqui a gente vai na Ralph Lauren ou no Polo se for algo mais para se vestir social. E várias vezes meu marido( muito inocente) disse pra eles: olha se vcs quiserem a gente leva vcs no American Eagle, No Aeropostale , é bem mais em conta. Mas não é o que é em conta, é o que eles tinham que mostrar que trouxeram de lá. Depois rolou o boato da família que metade das coisas que eles tinham comprado para consumo próprio agora estavam vendendo por lá para cobrir o rombo no cartão.

    Triste :(

    Beijos!

    www.vivendolaforanoseua.blogspot.com

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    1. Sim, é exatamente esse o espírito. A pessoa tem uma vida confortável, e podia viver tranquilamente dentro desse conforto se não quisesse ostentar tanto uma coisa que não é. Aí vai lá, gasta um dinheirão pra comprar coisas pra mostrar pros outros, e depois não tem dinheiro pra pagar o cartão. Pra mim não faz sentido, sério... E é daí minha indignação.

      Alias, um belo exemplo disso é o fato da Louis Vuitton do Brasil ser a única do mundo que parcela. Tipo... no mundo inteiro, compra lá quem tem bala na agulha. Tem 2 mil dólares sobrando pra comprar uma bolsa? Então compra a bolsa. Não tem, não compra. E no Brasil o povo parcela em 8, 10 "suaves prestações" rs.

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  5. Você tinha um carro popular e o meu primeiro carro foi um Voyage 84 que eu comprei em 2001. Fiquei com ele 5 anos, altas aventuras. Eu era a própria Furiosa em Mad Max: Fury Road. Uma vez minha prima veio ficar falando mal do meu carro enquanto eu levava ela pra casa num domingo à noite, pensa! Falei "tá ruim? então vou te deixar bem ali naquela parada de ônibus, ok?". É realmente uma mentalidade que eu não entendo. Te falei do lance de ser ET na vida neh? Pronto, aí está um pequeno exemplo. Que bom que a internet me deu a oportunidade de te conhecer pq cada vez mais eu entendo porque nosso santo bateu hahahha

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    1. Muito estilosa essa Ale, andando de Voyage 84 hahaha e muito folgada essa prima gente hahahaha... Fez certíssimo em oferecer pra parar.. que isso gente, que folga hahaha.. mas é bem essa a pegada, o povo prefere nem ter carro do que comprar um carro que não imprima riqueza, sei la.. loucura!

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  6. Gabi, você é minha blogueira preferida! rs Blogueira no sentido roots da palavra, aquela que escreve seu próprio blog, e não blogueira dessas que vemos no instagram. Mas vem cá, que blogueiras você viu falando do vestido da Kate? #curiosa

    Cara, você tem muita razão - o personagem do Falabella faz muito sentido. É bizarro. Eu entendo você querer ter coisas de maior qualidade, ter "do bom e do melhor", e acho que quem tem menos condições financeiras tem tanto direito de ter coisas "caras" quanto quem tem mais grana. Mas de fato, entrar em dívida pra ter coisas só pra exibir é demais. Você conhece a Mirelle do instagram @13anosdepois? Ela já fez uma reflexão sobre isso, especialmente no que se refere à festas infantis onde pais gastam 10, 15, 20 mil reais. Pra quê isso, gente? Acho que as redes sociais fizeram a coisa crescer e sair do controle - essa de festa de mêsversário, por exemplo, que porra é essa?!!! Mas isso não é só no Brasil não, acho que copiamos essas tendências megalomaníacas dos EUA!

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    1. Uma das blogueiras foi a @futilish, que eu acompanho. Outras vi no instagram, acho que até a Monica Salgado fez um coment meio infeliz no stories.

      Pois é... acho que o ponto é esse. Viva a vida que você tem condições de viver, e não julgue quem não tem (pq aí ninguém tem julga rs). Eu não estou aqui fazendo um manifesto contra riqueza, não mesmo. Tem uma bolsa aí que é um dos meus sonhos de consumo. O dia que eu tiver dinheiro sobrando, eu vou comprar. Mas sabe quando que eu iria sacrificar o hoje, o amanhã, gastando esse dinheiro numa bolsa agora? Nunca! Mas sei de um monte de gente que faz. Porque "faz vista", porque ajuda a sentir que "pertence", que faz parte de uma classe, que no fim, não faz. Essa da festa de criança é uma grande vitrine pra pais se exibirem.. porque honestamente, a criança ta NEM AÍ, se você serviu lembrancinha personalizada, garrafinha de água com o nome, a criança quer rasgar papel e pronto... ou seja.. os pais fazem para SI, para mostrar, pra postar, sei la.. eu acho uma viagem sem fim!

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  7. perfeita a reflexão. vivemos para q, afinal? sempre me dou essas freadas qdo vejo q quero algo pela marca, pelo apelo social, pelo fetiche. ótimo ler essas reflexões sinceras em meio há tanta babaquice.

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  8. Sim, o brasileiro infelizmente é muito classista e elitista. Logo quando as passagens de avião foram ficando mais acessíveis, muita gente ficava comentando que aeroporto estava parecendo rodoviária, como se o direito de ir e vir (de avião), fosse restrito a "uma outra classe".
    Eu sempre gostei de ter coisas boas (hahaha, quem não?), mas nunca gostei de ostentar nada. Isso é uma das coisas que eu gosto muito na Suíça: ostentação zero por aqui. Quando eu vou para o Brasil é que me começa a cair a ficha do quanto é importante para uma grande parcela da população ostentar marcas ou poder dizer que frequenta certos lugares, como eu ouvi de um "amigo" que fez questão de dizer que pagou quase 700 reais por um jantar especial com a esposa, quando eu comentei que comer fora na Suíça (em restaurantes "bons") ficava bem caro. Tipo, quis me mostrar que aqui nem é tão caro assim... hahahaha... e pelo que eu observei o filho pequeno dele está indo pelo mesmo caminho de mostrar "que pode" ter mais que os demais. Que triste!

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    1. Falei dessa história do aeroporto aí em cima em algum comentário... O pessoal quer se diferenciar de qualquer jeito. Antes, andar de avião diferenciava rico de "pobre", e agora ficam puto que democratizou. E é isso.. eu gosto de coisas boas, você gosta, todo mundo gosta. Mas virar esse "tem que ter" porque te inclui num clube é ridículo. E essa coisa aí de ta sempre falando quanto pagou, quanto gastou... sério... pobreza de espírito define.

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  9. Sabe, Gabi, depois de ter tido uma experiência com uma ex-sogra que era praticamente a definição de tudo isso que você falou, cada vez mais eu penso que essa coisa de ostentar é pra classe média e/ou emergente. A mulher tinha dinheiro, don't get me wrong, mas lembro até hoje da criatura no sofá da sofá assistindo Luciano Huck (era de uma obsessão com a vida dos famosos que vou te falar) e reclamando que a casa que o cara deu pra família tinha a cama encostada na parede. Ria alto e repetia "cama na parede é tão coisa de pobre".
    Lembro mais vividamente desse dia, mas foram várias as críticas aos tais "pobres", desde gente levando coisa no teto da kombi nas estradas, até o apartamento novo do ex marido com um banheiro por quarto. Tudo que não era como o dela era "coisa de pobre", e me espantei ao descobrir que a ryca tinha vindo de origens humildes. Sempre assim, né? Sobe na vida, passa a arrotar caviar.
    Cada vez mais acredito que ostentação é coisa de gente insegura, que precisa se provar para o mundo a todo segundo. E, pior, que mede sua felicidade (e sucesso) na vida exclusivamente por bens materiais.
    Só lamento.
    Beijos!

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    1. Pois é, é esse mesmo o espírito da coisa, é dessas pessoas que eu estou falando. E eu acho que cada um compra o que quer, sei lá.. não to aqui regrando o que as pessoas devem viver. Mas me choca que o foco seja a ostentação, ainda que pra isso tenha que sacrificar coisas básicas. Como você disse, medir felicidade por bens materiais, pela "admiração" de terceiros pelas coisas que tem... acho de uma pobreza de espírito total. Concordo em muito com seu comentário! Beijos

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  10. Oi Gabi...vim fazendo "baldiação" de blog em blog rs e cheguei neste seu post. Eu já me questionei muito sobre o comportamento das pessoas a respeito disso. Assim como você: nunca dei um passo maior do que a perna. Mesmo podendo, nem carro comprei. Sempre andei de busão e metrô. Era mais fácil mesmo em SP. Já cheguei a pensar se eu não era a errada. Como dizem estas pessoas aí, a vida é uma só e o importante é usufluir, cair no glamour mesmo com o nome sujo no SERASA e devendo pra Deus e o mundo! Será que é bom mesmo ter tanto discernimento? hahahaha Porque esta gente não tem limites, se endividam cada vez mais sem dor na consciência! Pudores, nenhum!
    Eu só tenho uma coisa a dizer... se é coisa de pobre mesmo ou POBREZA DE ESPÍRITO!?!?!
    Até mais!

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    1. Outro dia li alguém falando que "ter nome limpo é coisa de pobre. Rico deve até dizer chega e não perde um minuto de sono". E cada vez mais eu fico achando que é verdade rs....
      Obrigada pela visita :)

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  12. e parcela tudo em 12x no cartäo de crédito. e tá endividado até a morte e a próxima encarnaçäo. sempre achei difícil entender esse delírio coletivo e depois que mudei pra alemanha (onde o esquema marmitex é bem esse da suiça) acho ainda mais difícil. como as pessoas näo veem?

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    1. Pois é... eu sempre achei meio estranho o rumo que as coisas estavam tomando, e agora vendo de longe, é chocante!

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  13. Esses dias eu tava na casa da minha mãe e estava passando a reprise do Sai de baixo, e pensei a mesma coisa! Que absurdo que era, e que é! Ainda por cima estão reprisando!
    Além da zoação com gente pobre, do enaltecimento de gastar o que vc não tem, tem a questão do machismo escancarado. A Magda é humilhada o tempo todo, chamada de burra, e o único trunfo dela é ser gostosa. O figurino dela é sempre acima das coxas. Hoje em dia me dá raiva assistir a esse programa.
    E sim, eu vejo frequentemente meus colegas de trabalho, que ganham o mesmo que eu, reclamando de dívidas, mas estão lá com Iphone na mão, tenis de marca no pé, carro do ano, filhos em escola particular...é um absurdo tão grande! E como vc disse, é um delírio coletivo!
    Eu fico passada com essas coisas!

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    1. Com relação ao machismo, o programa era DEMAIS de machista. Não tem desculpa... Agora sobre o Caco Antibes, hoje eu olho com outros olhos. Penso que era um deboche lascado da classe média paulistana. O cara era um trambiqueiro, sem um puto no bolso, e se achava melhor que todo mundo porque tinha origens "nórdicas" hahaha.. Sabe aquele povo de SP que não tem nada além da prataria deixada pela bisavó e que se sente a realeza?! Eles todinhos ali no Caco Antibes.

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  14. Triste mas tão verdade.... compra o carro do ano mas só tira da garagem uma vez por semana pq não tem dinheiro pro combustível... Parcelar uma blusinha em 10x tendo 254 no armário... é de chorar...

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