As férias

As vezes eu acho graça falar das "minhas férias", porque né... eu nem trabalho rs. A real é que a gente atrela muito o conceito de férias à ideia de se matar de trabalhar antes. Mas eu estudo, ta? Esse semestre foi bem doido: teve curso de alemão, teve pós graduação (que segue firme e forte semestre que vem), teve trabalho voluntário, e a real é que eu to até cansada. Então é ferias SIM! 

O blog periga ficar meio caído nas próximas cinco semanas, porque não é só férias, mas sim as maiores férias que já tirei na vida hehe. No segundo semestre teremos grandes mudanças, coisas que mais pra frente contarei com detalhes, e achei que para fechar um ciclo e se preparar para o próximo seria interessante tirar umas férias bem longas e gostosas, com menos to dos e mais to feel, cheia de família.

Mas vamos aos planos, né?
Amanhã embarco pela primeira vez num voo da Ryanair (oremos) para uma rápida passagem por Mallorca, uma das ilhas que eu tenho mais vontade de conhecer na vida. Serão somente 3 dias, mais uma vez no esquema bem low budget, mas imagino que suficientes pra tomar muito sol e sangria, e se apaixonar para querer voltar. Mal posso esperar!
Foto tirada daqui
Voltamos quarta a tarde para 24h depois embarcarmos rumo a Minneapolis, onde pegamos Baby e depois seguimos para 10 dias com a família de Mati na California. 
Nossos dias por lá normalmente são assim :)
E então, depois de voltar para Minneapolis e deixarmos Baby, voamos para meu Brasil <3 Eu to que nem aguento de ansiedade para voltar a SP, estar com a família e amigos, comer todas as comidas possíveis, amar todas as minhas pessoas. Inclusive, só de pensar nisso fui olhar umas lembranças, e segue aí uma surra de São Paulo pra já entrar no clima <3
Avenida São Luis, meu amor maior

Edifício Louvre - ainda morarei lá 

O fim do dia lá é assim <3

Meu teatrão

E essa que foi a minha vista por 10 anos. Saudades sem fim

O dançarino e o polícia no Ipiranga
E, como vocês sabem, eu to longe de ser ryca, rs... então essa viagem conta com várias escalas de mais de 10 horas, conta com umas fuleragens e tal, mas vai ser maravilhosa. Em breve venho contar os causos aqui, mas para quem quiser acompanhar pelo instagram, @gabitrentino ;)
Toca esse sino, SP, que eu to chegando

Dois anos de Suíça: pequenas mudanças

Daqui um mês faço dois anos de Suíça, mas como o blog ficou fechado por uns dias achei legal voltar com um post comemorativo :) Ano passado falei aqui das minhas impressões sobre os suíços. Esse ano resolvi falar um pouco das mudanças que esses dois anos provocaram em mim. Voilà!

Os minutos agora contam
Acho que via de regra, todo mundo arredonda hora, né? Se são 12:12, você diz meio dia e quinze, ou meio dia e dez. A gente não costuma dar trela pros miúdos, rs. Mas acho que essa foi uma das mudanças mais significativas da vida na Suíça: aqui cada minuto conta. Todo mundo sabe que o transporte do país é referência em pontualidade, e essa questão dos minutos entra aí. Por exemplo: perguntei pra minha amiga americana visitando que horas eram. Ela respondeu 13:15. Aí eu: mas é 13:15 mesmo, qual o minuto? Ela tinha arredondado e achou muito engraçado ahhaha.. Mas é que pra pegar o trem que passa aqui às 13:17, se fosse 13:12 dava tempo. Se fosse 13:15 já não dava mais. E isso é uma constante, estamos sempre de olho nos minutos. 
Evitamos essa cena lamentável hahaha
Atividade: check!
Me tornei uma pessoa muito mais ativa. Não temos carro, fazemos tudo de bicicleta ou de transporte público. Tem dia que vou à cidade e volto na bike umas três vezes rs. A Suíça é o país das trilhas, e chegando aqui é impossível não ficar um pouco "verde". As trilhas são muito bem sinalizadas, estão em todo lugar, e normalmente proporcionam paisagens lindas, não tem como não se render. No inverno, tem o esqui, e no verão a gente nada no rio e nas piscinas públicas. Praticamente desde que cheguei sigo no ballet, firme e forte. Péssima bailarina, devo dizer, mas me divirto, é uma delícia de momento. E pra finalizar, inventei de correr. Esse mês finalizei a minha primeira prova, modestos 5km. Mas pra quem passava o dia inteiro sentada no carro ou no escritório, não dá pra negar que eu to ativa demóóóóis, né?!

Olhar o preço das coisas
Não me orgulho, mas também não nego que em SP a vida era ir no mercado e pegar os produtos das marcas que a gente conhece. Simples assim: sabão em pó OMO, amaciante Comfort, macarrão Barilla, etc. Eu fazia o mercado em 15 minutos sem dar muita atenção aos preços, porque simplesmente estava acostumada com essas marcas desde criança, e porque "é assim que tem que ser". Chegando aqui até tem algumas dessas marcas, mas tem várias outras que eu não conheço, também os preços do mercado na Suíça são puxados e nós vivemos de um salário. Além disso, eu tenho um artigo valiosíssimo que antigamente não tinha: tempo. E aí comecei a comparar muitos preços, preços de marcas, de mercados, e hoje em dia penso no preço das gramas, sei de cor o que é mais barato comprar onde, e frequento três mercados diferentes na semana para comprar coisas diferentes.

Falando em preço... 
Ainda numa variante do tema acima, é importante lembrar que em SP tínhamos uma vida confortável de classe média, e claro que pensávamos nos gastos, mas focávamos menos nos detalhes. Hoje vivemos somente com um salário, e eu diria que o diabo mora justamente nos detalhes. Precisamos prestar atenção no destino de nosso dinheiro, e com isso vamos menos a restaurantes, pensamos mais no que consumimos nos bares, as vezes acabo recusando programas triviais pra economizar (coisa impensável há alguns anos), compramos coisas de segunda mão, nos programamos por meses para fazer algumas compras maiores (que olhando bem, nem são tõ grandes assim). Fazer trocas virou parte da rotina: quero comprar uma blusinha nova? Tira o ônibus da vida por duas semanas, pedala dia e noite, noite e dia, debaixo de chuva e tals, e pronto, taí o dinheiro da brusinha hahaha... Não foi um processo fácil, mas me fez enxergar como eu gastava dinheiro com bobagem, e perceber que no fim, não é nem questão de "poder", mas de comodidade. A gente se acomoda numa vida de pequenos gastos desnecessários, e não presta atenção na conta que eles somam no fim do ano. Nesses dois anos de budget apertado, cortar esses pequenos gastos significou fazer viagens e experimentar coisas que um salário só jamais permitira em nossa antiga vida. 
Como as pessoas pensam que é a minha vida na Suíça...

... e como a vida por aqui realmente é hahaha
Agora eu tenho agenda
Eu sempre fui a rainha da espontaneidade rs... Acho que ter sido criada numa cidade pequena, onde você pode combinar de encontrar uma amiga num bar e chegar lá 10 minutos depois, me fez desgostar um pouco de planos com muita antecedência. Em SP a vida já demandava um planejamento um pouco melhor, por questões de trânsito e tal, mas nada compara com as coisas aqui. Tudo é planejado com muita antecedência, as pessoas programam festas e jantares mais de um mês antes, e eu acabei precisando me adaptar pra não sair por aí marcando coisas no mesmo dia, esquecendo de eventos, e afins. Hoje em dia tenho uma agenda pra vida pessoal, e acho meio uó hahahaha.. Mas ao menos tenho me organizado e evitado furos.

I don't look perfect, and it is ok
A questão da beleza já foi tema por aqui. Quando cheguei na Suíça, em pouquíssimo tempo eu tinha virado um relaxo só hahaha.. As pessoas aqui ligam muito menos pra aparência, prezam pelo conforto, e rola todo um contraste com nossa cultura de salão toda semana no Brasil. Mas depois de um tempo eu percebi que esse relaxo todo também não me fazia 100% feliz. Eu precisava encontrar um meio termo que me permitisse sentir bem comigo mesma, mas sem criar paranóias de "tem que ter/ser". E acho que cheguei nesse ponto aí... Gosto de me olhar no espelho antes de sair de casa e me sentir bonita, mas não deixo de vestir saia num dia de sol porque a depilação não está em dia. Saber que ninguém está olhando, e muito menos julgando, é efetivamente libertador. Inclusive, em conversas com amigas de vários lugares, percebi que o "meio termo" de cada uma varia muito, e isso é maravilhoso. Cada um segue no ritmo que lhe apetece, eu também.

Deve ter ainda outras coisas que eu nem percebi, ou talvez coisas que no longo prazo eu vá sentir mais. No momento, acho que essas são as que mais me impactaram. Post a ser atualizado no futuro ;)

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