A volta dos que não foram

Tem hora que eu não sei nem por onde começar. Tenho vindo super pouco aqui no blog, e não é por falta de assunto. É mesmo que a vida real anda tomando muito do meu tempo, da minha energia, da minha criatividade. Eu sabia que quando começasse a trabalhar e entrasse no modo automático, essa coisa do ócio criativo ia dar uma sumida rs... Embora não ande conseguindo nem pensar em assunto pra escrever, confesso que sinto falta do blog, da interação com gente interessante que conheci por aqui, de registrar coisas da minha vida. E por isso, achei de bom tom dar uma passada de leve pelos acontecimentos dos últimos meses rs.

Italia
Esse, sem dúvidas, foi o semestre italiano. Fui pra Italia 3 vezes dentro de poucas semanas. Ao Lago de Como com meus pais, depois para Cinque Terre e Milão para feriados. E gente.. ESSE PAÍS! Por que tão maravilhoso?! Comi comidas deliciosas, vi paisagens incríveis, me senti em casa com gente muito boa, e também dei risada do mal humor de certos italianos rs. Além de tudo, quem mora na Suíça aproveita visitas aos países vizinhos pra fazer comprinhas, e eu não fiz diferente. Pra coroar tudo, ainda encontrei uma grande amiga por algumas horas. E foi excelente! Eu vou sentar pra escrever aqui sobre Como e Cinque Terre, porque acho que vale a pena em tem umas dicas boas pra dar. Agora Milano, se fala tanto sobre ser capital da moda, do luxo, e não sei que mais, que eu esperava uma cidade podre de chique. E não é. Tem sujeira, gente demais, carros demais, não achei fácil de gostar. Mas curti Milão numa vibe diferente, meio que de cidade grande, que por mais que não seja a mais bela de todas, tem muito a oferencer. E fica ainda mais interessante quando você vive a vida na regradinha Suíça rs. Daqui de Berna são só 3h no trem, portanto, Milão que me aguarde. Voltarei. 
Navigli em Milão
Die Länggasse
Nos mudamos em fevereiro e a cada dia que passa eu amo mais esse bairro. Além da conveniência de estar pertíssimo da estação de trem, do centro da cidade, de fazer tudo andando, ainda é cheio de restaurantes, bares e vida. Tem rua fechada pra picnic no fim do dia, tem as casinhas mais fofas dessa Berna, muitas jovens famílias, estudantes universitários, uma filial da melhor sorveteria. Eu poderia passar um bom tempo falando das coisas boas que encontro por aqui, porque mesmo depois de quatro meses de intensa exploração, seguimos encontrando coisinhas novas. Sinto que encontrei nosso lugar: nosso apartamento, nossa vista da janela, e o entorno. Tenho amigos morando aqui, a gente se encontra sem combinar pela rua, fazemos jantares noite a dentro porque ninguém precisa pegar transporte na saída, encontramos festinhas aleatórias espalhadas pelo bairro. Não ligo de viajar 1h por dia para Zurich, porque fico feliz demais de voltar pra cá todos os dias.

Não é fofo demais?!

Trabalho
Falando em viajar pra Zurich... Pra morar onde eu moro, e trabalhar onde trabalho, eu tenho que viajar. E viajo feliz, porque da mesma forma que estou amando o bairro, estou amando meu trabalho. Mesmo com todas as complexidades, dificuldades e frustrações, tem sido um grande aprendizado, uma super expriência, e eu estou me desenvolvendo em várias direções. Estou trabalhando muito, mas quase todo dia termino feliz, exausta mas feliz. Mas ainda to longe de ter sossego: trabalho sob um contrato temporário que acaba em 31 de dezembro. Agora começa a luta para ser efetivada.

Saúde
Há uns dois meses eu comecei a fazer aula de Body Pump. To meio chocada com a gravidade que atingiu meu corpo de uns 2 anos pra cá, e resolvi fazer algo a respeito. Pra falar a verdade, nem sei se vi algum resultado no físico, mas no psicologico ta sendo ótimo hahaha.. saber que eu tenho tentado fazer alguma coisa além de reclamar já me acalma. Hoje também corri a Frauenlaufen, uma corrida só de mulheres em Berna. É um evento super legal. São mais de 10 mil mulheres que participam, em algumas diferentes modalidades: 10km, 5km, ambos corrida e nordic walk (que é aquela caminhada rápida com os pauzinhos de apoio). Tem gente de todas as idades, crianças correndo com suas mães, senhoras bem mais velhas, amigas vestidas em grupo. A organização é toda feita por voluntários, e no dia da corrida mesmo, a maioria dos voluntários são crianças e adolescentes. Eles entregam água nos pontos de apoio, entregam os brindes, acodem quem precisa de ajuda, é uma graça de ver. A cidade vai toda pra varanda, pra calçada, incentivar e torcer pela mulherada. Tem bandas, e é uma energia incrível. Esse ano eu não treinei, só me inscrevi e fui. Acabou sendo bem difícil, mas terminei os 5k sem caminhar no meio, e com um tempo ainda melhor que do ano passado rs. Vai entender... enfim, minha breve carreira de musa fitness é essa daí. E to feliz com ela rs.

A vida ta assim... e acho que lendo assim, elencadinho, tudo que tem me ocupado, deu pra perceber porque ta faltando tempo pro blog. Mas antes devagar do que parado, né?! 

As dores da partida

Meus pais estiveram aqui pela segunda vez. Foram dez dias maravilhosos... conversamos sobre tudo, mostrei a eles alguns dos meus lugares favoritos em Berna, fomos pro Ticino e também pra Italia, eles viram a primavera explodindo por aqui, e deram sorte com dias lindos e ensolarados. Foi tudo bem gostoso. Mas foi também melancólico. 

Melancólico porque mais uma vez percebi que, ao deixar o Brasil, deixei também a convivência próxima com eles, o contato frequente, um dia a dia que, mesmo distante, é mais perto, e que nos matem acostumados uns com os outros. Além disso, meus pais não são muito jovens, alias, já passam dos setenta. E com a idade, vem manias, teimosias, que talvez sempre estivessem lá, mas que eu nunca me dei conta. Me peguei em vários momentos irritada com besteiras, os criticando por coisas que eu nunca tinha dado atenção, e indo dormir todos os dias mortificada por culpa de não ser uma filha melhor.

São coisas que talvez, se eu ainda vivesse no Brasil, sentiria também. Mas que por não viver, ficam martelando culpa na minha cabeça. Uma culpa que nunca imaginei sentir. Culpa por estar longe, por ter escolhido viver distante, por ser feliz aqui tão longe, por não ser mais presente, e por ter me tornado tão diferente. Por ficara querendo que eles sejam milimetricamente igual à imagem que eu tenho na minha cabeça, por não dar a eles a folga que eu pedi a vida inteira.

De todas as dificuldades de morar fora, essa é a mais difícil. Porque todo o resto é sobre minha minha vida e minha felicidade. Mas essa é também sobre a deles. E apesar de todas as implicâncias, dos cutucões e das diferenças, o que eu tenho de mais forte e profundo dentro de mim, é o amor por eles. Sentir que, ao colocar um oceano entre nós, deixei com que tantas outras coisas entrassem no caminho, é difícil pra mim. No fim, acho que a gente sempre espera que, na relação de pais e filhos, os culpados por tudo sejam eles. Ao me pegar tão culpada por tudo, senti mais que nunca a responsabilidade pelas escolhas que fiz. E tal qual a criança que sempre serei aos olhos deles, não sei lidar com ela. 

TAG - Personalidade

A Ana me indicou pra responder uma TAG, e eu adoro TAG, estilinho caderno de perguntas. Além de tudo, não ando com muita inspiração pra escrever, então é um ótimo jeito de dar movimento nesse blog caído. Voilà.

1. Qual o motivo da tua maior alegria, actualmente? Dias ensolarados. E meus pais, que chegam amanhã <3

2. Qual o motivo da tua maior ansiedade, actualmente? Trabalho, trabalho, trabalho. Eu não sei brincar... Começo a gostar de um emprego e deixo ele dorminar minha vida, meus sonhos de noite, meu estômago, tudo.

3. Como lidas com as criticas? Gostaaaaaar assim, a gente não gosta. Mas tento sempre refletir e ver se faz algum sentido. 

4. Cita duas pessoas que tu ames muito. Tem quatro que eu queria falar. Como manda falar só duas, não vou falar nenhuma hahaha

5. Cita um defeito teu. Ansiosa, impaciente.

6. Cita uma qualidade tua. Lealdade

7. Poucos amigos ou muitos amigos. Tenho bastante amigos.

8. que te faz sentir raiva de verdade. Gente malvada. Ver a maldade tomando forma ali, de propósito.

9. Doce ou salgado? Primeiro salgado e depois doce e depois salgado e depois doce

10. Vingança ou meditação. Tenho preguiça das duas coisas, mas acho que seria mais fácil eu me vingar que meditar hahaha

11. Conta algo obscuro sobre a tua personalidade.  Eu tento fingir que não sou azeda, mas ai vou guardando o azedume, e a hora que ele explode, Mel Dels. Sai de baixo. 

12. Relembre uma surpresa boa que te fizeram. Minha despedida de solteira

13. Esta semana estarias grata pelo quê? Por ter a oportunidade de receber meus pais em casa, mais uma vez. 

14. Um medo que assombra a tua vida... morte, acidente, desgraça. 

15. Tens algum vicio? açúcar e internet

16. Fazes coleção de alguma coisa? Não

17. És sonhadora ou vives apenas o momento? As duas coisas. Adoro ficar viajando na maionese, porém não me descolo da realidade.

18. És calma ou nervosa? hahaha pergunta pro povo que me atura.. vão dizer que sou calmíssima rs.
Meu espírito animal rs
19. Coisas que mudarias na tua personalidade? Mais paciência, com os outros, comigo, com a vida

20. Marca 5 pessoas que gostarias que respondessem a esta TaG: 
Quem queira responder  :)

E la nave va

Já contei aqui um monte de merda que acontece comigo rs... Contei do roubo do carro na primeira semana, do roubo do apartamento na segunda semana na casa nova. Já contei que fui comprar uma lasanha congelada no mercado e voltei com 4 pontos na perna. E tem um monte de coisinhas que vão acontecendo e eu sempre penso "tinha que ser comigo, né...". E toda vez tem alguém pra me chamar de azarada. E toda vez eu fico meio contrariada.

Amanhã eu faço 33 anos, e nessa minha curta existência, eu nasci numa família estruturada, que me deu muito amor e possibilidades. Fiz amigas maravilhosas em todas as fases da minha vida, e mantenho o laço com muitas delas até hoje. Fui bem privilegiada, apesar de só ter me dado conta disso há poucos anos. Mas sim, pude me dedicar aos estudos sem trabalhar, frequentar uma boa faculdade, aprender línguas, fazer um intercâmbio. Tive um irmão que conheceu uma menina numa rave, e ela me indicou pra uma vaga de estágio que abriu, direta ou indiretamente, todas as portas da minha carreira. Fui num Lolapalooza, e naquele mar de gente se achando e mal vestida, encontrei o amor da minha vida e casei com ele.

Entre uma coisa e outra rolou um cóccix quebrado, um assalto a mão armada, um coração partido. Mas azarada? Eu diria que não. Sei que tive sorte em muitos momentos da minha vida, mas em todos os outros tinha eu e minha vontade de ser feliz, ou mais ainda, minha falta de paciência pra ficar pra baixo. Eu sempre tive meus momentos de chorar, descabelar, desopilar, e pronto... bola pra frente. Porque é isso, eu gosto de estar tranquila, sem drama, sem estresse, de viver despreocupada. Felicidade pra mim é isso, é poder viver sem complicação. E acho que posso dizer que, no momento, vivo uma vida bem descomplicada. Estou feliz. Então, parabéns pra mim.

E segue o baile.

Mobility: carro compartilhado na Suíça

Desde que chegamos aqui a gente sempre reparou nos carros vermelhinhos espalhados por Berna. Eles estão por todos os lugares. Mobility é uma cooperativa para compartilhamento de carros e para utiliza-los você pode se tornar um cooperado, pagando uma anuidade, ou pagar somente quando quiser usar. O custo de um aluguel varia com o tempo que você fica com o carro, e com a quilometragem usada. Se você for cooperado, tempo/quilometragem são mais baratos. Eles estão pela Suíça inteira, ouso dizer que por tudo que é bairro das cidades maiores. Os carros são dos mais diversos tamanhos: tem mini, tem compacto, tem perua, tem van, etc. Você escolhe de acordo com a necessidade do dia. A gente não tem carro aqui, e ter a possibildiade do Mobility também nos ajudou a relaxar nesse sentido. A gente quase nunca precisa de carro, mas se precisar, é só recorrer a um vermelhinho (isso no caso de pequenas distâncias, necessidades e passeios curtos. Se a ideia é ir mais longe, ou passar alguns dias, o ideal é fazer aluguel normal mesmo). Como sei que o compartilhamento de carro é uma tendência mundo agora, achei legal vir falar do Mobility e saber como que é em outros lugares. Voilà. 

Registro
O registro é feito através do site. Primeiramente você precisa decidir o que vale mais a pena pra você, ser cooperado com taxa anual (pra quem pretende usar o carro com mais frequencia) ou o Click&Drive, que é pra não cooperado, sem taxa e com um valor de aluguel um pouco mais alto. O requerimento básico é ter carta de motorista suíça (sim, turista não usa Mobility rs). Você faz o registro com seus dados pessoais, e anexa a frente e o verso da carta de motorista. Em menos de 1 hora recebi a aprovação do registro, e tava feito. 

Reserva
Através do app da Mobility é possível gerenciar tudo. Ta precisando de um carro? Entra lá, e é possível ver os carros perto de você, ou ainda escolher o tipo de carro que você precisa (tipo um van pra ir na Ikea) e ver onde tem um mais próximo. Então você coloca suas datas, estima o tempo que vai ficar com o carro, e pronto, ta feita a reserva. 

Retirada 
Não sei bem quais as outras possibilidades, mas eu atrelei o Mobility ao meu Swiss Pass, que é o cartão de transporte suíço. Então você vai até o carro reservado, e abre ele colocando o seu Swiss Pass no para-brisa, onde eles indicam. O carro abre automaticamente, e pronto, só sair dirigindo rs. 

Uso
Das grandes vantagens do Mobility: você ta automaticamente segurado, e também não precisa pagar combustível, é só ir num posto Shell credenciado (quase todos que eu vejo, são) e abastacer. Quando você para nos lugares, você tranca e reabre o carro com o Swiss Pass no pára-brisa, super prático.

Devolução
A devolução deve ser feita no mesmo lugar da retirada, e isso as vezes pode ser meio saco. Mas no geral, quem usa retira perto de casa, e devolve também, então ok. Se você quiser devolver mais cedo do que colocou na reserva, é possível no app terminar seu aluguel antecipadamente (e assim economizar uns dinheirinhos). Tem lá a opção Terminate. Se você se atrasou e vai precisar demorar mais, entra lá e arruma o horário de aluguel também fazendo uma alteração na sua reserva. Se tiver alguém agendado pra usar o carro logo depois de você, não é possível fazer alteração, e as multas de atraso são bem caras. Mas se não tiver, eles aceitam a alteração automaticamente.  

Pagamento
Você escolhe o modo de pagamento quando está fazendo seu registro. Tem opção cartão de crédito, smart pay e boleto. Eu, boa brasileirinha que sou, sou chegada num boleto hahaha. 

Acho que no geral, o uso do Mobility é bem simples. No site deles também é possível fazer um cálculo de qualto vai custar o seu aluguel, e aí você pode calcular direitinho e ver o que vale mais a pena. Ah... e falando em mobility, a Suíça ta cheia de shared bike, shared patinete. A hora que usar eu venho aqui contar :)

Esquiando nosTrois Vallées, França

Assim que assinei o contrato de 6 meses de trabalho em julho do ano passado, eu já agendei férias para quando o contrato acabasse rs. O fim do meu contrato coincidia com as férias escolares de Mati (aqui na Suíça, e acho que na Europa em geral, as escolas tem um break em fevereiro). Férias de esqui são caras, e tem que ser planejadas com antecedência, então mesmo em julho eu não consegui achar acomodações baratíssimas. O que quero dizer com isso é que, pra quem ta pensando em tirar um break desse ano que vem, jajá é hora de começar a se planejar. 

Na época escolhi a região dos Três Vales - Courchevel, a prima ryca e famosa, Meribel, onde ficamos, e Val Thorens, porque li bastante sobre, e vi que era a maior área de esqui do mundo (600km de pistas no total), com slopes de todos os níveis. Por mais que eu esquie com alguma frequência no inverno aqui, meu nível ainda não é maravilhoso não, e eu prefiro ficar nas pistas azuis (para efeito informativo, o nível das pistas, do mais fácil para o mais difícil, é verde < azul < vermelha < preta). Aqui na Suíça não existe pista verde, os resorts tem pistas azuis, mas tem mais pistas vermelhas, o que dificulta pra mim. Lá na região é possível ir de uma vila pra outra só esquiando por pistas azuis, e esquiar vários dias sem sequer repetir. Ideal. Além de tudo, a viagem de carro aqui de Berna dura mais ou menos 4 horas somente, dependendo do trânsito. A título de informação, o aeroporto mais próximo é o de Genebra, de onde é possível pegar transfers etc. Mas nós alugamos um carro mesmo, e fomos. 

Eu escolhi Meribel por ser o vale do meio, e menos badalado - e caro - que os outros. Achei a escolha acertadíssima, porque a vila é bem fofinha, e sem afetação. No dia que fomos esquiando até Courchevel, já fiquei meio passada com a montação da galera, tanto pra esquiar quanto pra flanar rs. Em Meribel o esquema é mais pé no chão, todo mundo numa pegada mais esportiva mesmo. Por lá os dias começam cedo, todo mundo indo pros lifts por volta das 9h, passando o dia subindo e descendo montanha, tomando uma cervejinha entre uma coisa e outra, curtindo um après ski (a baladinha no fim do dia) e caindo morto na cama no máximo as 10 da noite rs. Claro que pra quem quiser tem balada, mas nem preciso dizer que não chegamos perto haha. 
Fim do dia e nós voltando para Meribel, essa vila embaixo do morro
Pelas ruas de Meribel
Comemos muito bem, em restaurantes pra todos os bolsos. Alguns dias um esquema mais budget, outros normal, e na nossa última noite, um jantar francês bem chique. Meribel tem um pouquinho de tudo. Bebemos muito bem também rs... Quase todos os dias, chegando no hotel, a gente ia ao mercado, comprava umas garrafas de vinho francês, e bebíamos na varanda. Olha que belezinha de fim de dia? 
Ficamos num hotel beeeeem budget, digamos que um patamar acima de hostel, e ele era muito bem localizado, com um bar e restaurante ótimo, mas MUITO barulhento. O vizinhos falavam dentro do quarto deles e eu achava que tinham entrado no nosso quarto. Barulho da rua também, dava pra ouvir tudo. Pra melhorar, eles fizeram algumas baladinhas no bar alguns dias, e não teve plug auricular que desse jeito. Enfim, para o esquema budget que estávamos, em que a outra opção era não viajar rs, recomendo. Mas espero numa próxima poder ficar num lugar com mais paz haha. O nome é La Taverna. Mas sem dúvidas, se voltar a Meribel, voltarei para comer no restaurante deles, comida excelente com precinho justo. 

Mas nós fomos pra esquiar, e nesse quesito foi tudo sucesso. Pegamos dias ensolarados maravilhosos, e a região é um baita acerto. Tem, realmente, muita pista para iniciante e intermediários. Assim, MUITA. Claro que tem também muita gente, mas é tanta pista, que as vezes a gente se pegava sozinho no meio do nada. Passamos 5 dias lá, e esquiamos 4 (um dia fizemos uma pausa porque as dores estavam osso rs), e repetimos pouquíssimas pistas. É possível passar dias por lá só vendo paisagens novas, pingando de vilinha em vilinha. Fomos para Courchevel, St. Martin, Mottaret, etc. Também dá pra ir atrás dos bares animadíssimos pelas montanhas. 
Cap Horn, um dos bares badalados em Courchevel
La Folie Douce, a balada mais cafona e divertida rs
Enfim, eu já falei bastante de esqui pela Suíça, mas se eu pudesse recomendar um lugar pra quem quer aprender a esquiar e curtir, eu recomendaria a região do Trois Vallées com força. Apesar de ainda ser cara (ainda estamos falando dos Alpes franceses, rs), é beeeem mais barato do que na Suíça, e tem muito mais opção de pistas. E pra coroar, a região de Savoya, onde ficam os vales, é também famosa por seus queijos, e por lá da pra comer fondue, raclette, e muita coisa maravilhosa. Se endividar em francos pra que?! 

Eine Pause für das reale Leben

Há 10 dias eu vim aqui toda felizona contar como a vida ia ficando cada vez melhor. E assim foi, sábado de manhã fomos de férias para a França. E o que aconteceu na nossa segunda noite por lá? Um filha da puta resolveu arrombar a porta da minha casa e roubar meu apartamento. Pois é. Na Suíça, é mole?! E se em 2015 eu tive que fazer uma pausa para a vida real, em terras germânicas eu precisei de eine Pause für das reale Leben rs. 

Na segunda-feira pela manhã acordei com uma ligação da Polícia. Quando o policial se identificou, eu meio desorientada de sono, tendo que falar em alemão, só pensava "puta merda, o que será que a gente fez de errado". Até que ele desembuchou, falou tudo, e me caiu a ficha... nosso apartamento novinho, para onde tínhamos nos mudado há 15 dias somente, tinha sido arrombado e saqueado. Eu sou bem prática nessas horas, entro em modo automático, e resolvo tudo que tenho pra resolver. Em meia hora tinha resolvido com a polícia como trancar a porta para manter o apartamento seguro até o nosso retorno, avisado a seguradora, a administradora do prédio, informado meu trabalho que levaram o laptop, o trabalho de Mati. Fomos tomar café da manhã, e resolvemos fingir demência e sair esquiando, rs. Foi só umas 12 horas depois que caiu a minha ficha que alguém tinha estado, maliciosamente, dentro da nossa casa, tocando nas nossas coisas, e então eu desabei a chorar. 

Mas é isso. Não tem sonho, não tem vida perfeita, não tem felicidade que dure muito. A realidade sempre tem que bater na porta e te mostrar que o mundo é bem escroto. E que se rodear de amor, de pessoas queridas, de gente que te cuida, é o que nos resta, para viver em sanidade e enfrentar esses momentos de merda.

Chegamos em casa sexta-feira, fomos à Polícia. Eu já tinha ouvido dizer que em Berna tem dois crimes: roubo de bicicleta e de apartamentos quando ninguém está dentro. A Polícia confirmou que é isso mesmo, que acontece muito, e ainda mais no bairro onde nos mudamos, onde tem muito estudante que volta pra casa de fim de semana. E nesses cinco dias entre recebermos a má notícia e chegarmos em casa, a gente especulou muito o que teria sido roubado (além dos computadores que a polícia já tinha confirmado que não estavam aqui). Eu me preparei para chegar aqui e me deparar com araras vazias, rs. E no fim, acabou que levaram menos coisas do que a gente esperava. Tivemos algumas perdas que serão reparadas pelo seguro, e algumas coisas que são insubstituíveis, com muito valor afetivo. 

O pior mesmo foi a invasão de privacidade, a sensação de que nossa casa não é segura. É um sentimento que me acompanhou aqui nos meus primeiros meses de Suíça, porque em SP tínhamos porteiro, câmeras, um monte de coisa que passa uma falsa sensação de segurança. Cheguei aqui e fiquei me sentindo muito vulnerável numa casa sem portaria, rs. Mas aí depois de um tempo passou. E agora voltou com força. Porém eu quero achar que foi um grande azar e que essa sensação vai passar. Realidade, por favor, seja gentil. 

A colheita

Se por um lado parece que foi ontem que eu estava em êxtase por voltar a trabalhar, por outro parece que couberam 6 anos nesses 6 meses. Por questões estratégicas, por feeling, por um monte de coisas que eu poderia contar outra hora em outro post, optei por aceitar a vaga temporária de estagiária que me ofereceram, mesmo tendo uma oferta de emprego permanente e bem remunerado na outra mão. Eu sempre tomei decisões estratégicas na minha carreira, decisões que algumas pessoas não compreendiam muito, mas que pra mim faziam sentido no longo prazo. Não foi diferente dessa vez.

Só que pra um estágio fazer sentido nessas alturas da vida, eu tinha que fazer ele render muito. Eu tinha que me mostrar muito, mostrar tudo que aprendi nessa vida, e que eu era uma estagiária "diferenciada". Depois daquela primeira semana que é sempre meio marasmo, eu comecei a me jogar de cabeça no trabalho. Me enfiar em tudo que é reunião, puxar qualquer coisa pra mim, botando a cara no sol rs... Acabei ganhando um projeto de presente, e aos poucos fui criando meu espacinho. Comecei a mostrar para as chefes (sim, ainda tem isso, entrei numa equipe feminina muito incrível :) que eu conseguia fazer muita diferença. E começou a dar certo.

Terça-feira encerrei meu estágio com um contrato de especialista assinado :) Ainda não é uma vaga permanente de emprego, mas um contrato atrelado ao projeto que estou liderando, até dezembro. Se tudo correr como previsto, e o projeto decolar, a gente vê como fica depois. Mas eu estou com um orgulho que não cabe em mim. Por ter seguido minha intuição mais uma vez (e num ambiente tão desfavorável, vamos combinar), por ter conseguido provar meu valor, por estar de volta com tudo nesse mundo corporativo do qual tanto falo mal mas ao qual sou bem apegada rs. Some-se tudo isso que eu estou curtindo muito a empresa, sou liderada por mulheres inspiradoras, aprendo muito, conheço muita gente interessante. 

E por fim, mas não sou hipócrita de dizer que é menos importante: financeiramente entramos numa nova fase aqui. Não que a gente vá ficar rico, porque eu ainda sou empregada, não a dona da empresa hahaha, mas vamos ter um respiro. Nos dois anos em que não trabalhei nos descapitalizamos muito. A Suíça é cara, nós temos Baby que mora em outro país, e tínhamos economias em Reais. A gente não sabia desse problema do visto quando viemos (uma cortesia do RH do emprego de Mati, que nos informou incorretamente), e estávamos preparados para uma eventual demora para eu encontrar emprego, mas pensávamos em coisa entre 6 meses e um ano, mas não dois anos sem poder nem procurar. Eu encontrar um emprego o quanto antes (depois da novela do visto) era imperativo para continuarmos na Suíça. Tínhamos alguns planos B, C, etc, que ao invés de dar conforto, me tiravam o sono à noite. A verdade é que eu gosto muito, mas muito mesmo, de morar aqui e sair desse país sem ao menos ter tido a oportunidade de experimentar o mercado de trabalho era um cenário que me deixava deprimida. E ainda que o estágio não me pagasse um baita salário, ele já possibilitou que a gente refizesse um pouquinho as nossas economias. E agora, voltando a exercer um cargo de profissional graduada, a gente meio que entra numa "vida normal", como seria no Brasil, ou em qualquer outro lugar em que estivéssemos. 

Entre um contrato e outro eu pedi férias. Va lá que são não remuneradas rs, porque um contrato terminou e o outro não começou. Mas tudo bem. Passei os últimos dias dando um tapa na casa nova, que ta uma ligeira bagunça rs, e sábado vamos para uma semana de férias nas montanhas. Na volta eu ainda tenho um tempo para curtir minha Berna, relembrar meus dias de absoluta folga por essa cidade (dos quais, não nego, sinto certa saudade, porque o ser humano é um bicho complicado mesmo), tomar todos os cafés com minhas amigas, para retornar ao trabalho zerada. O futuro, ele chegou :)

De mudança na Suíça

Lá em 2016, depois de ter me mudado, eu fiz esse post contando da saga de encontrar nosso primeiro apartamento. Devo dizer que, mesmo sendo novata, fiz uma pintura bem real da função alugar casa em Berna rs. Mas como já contei, resolvemos mudar de casa, por vários motivos, mas o principal deles: estar no centro da cidade. A nossa experiência anterior era de pessoas recém chegadas no país, visitando apartamentos fora do centro. E agora vou contar um pouco da experiência de procurar apartamento no centro, e se mudar tendo já uma residência fixa na Suíça. Voilà.
Nossa primeira varanda, onde fomos muito felizes, e que agora fica pra trás :)
A procura
Como da outra vez, minha principal fonte de busca foi o ImmoScout24, o site onde se encontra o maior número de ofertas. Também usei o HomeHomegateAnibis e um app chamado FlatFox.  Nesses sites é possível filtrar a busca por número de cômodos, bairro desejado, área, preço, etc. Muuitos apartamentos são repetidos entre os sites, mas eu entrava nesses sites uma vez por dia, todos os dias. Assim como há 2 anos atrás, era sempre necessário marcar a visita (as vezes o dia da visita já está marcado no anúncio, o que facilita), ir lá olhar, conversar e, se interessando, pegar o formulário para application. Acho que visitamos, possivelmente, uns 15 apartamentos, senão mais. Mandei candidatura pra mais da metade deles. Sobre essa parte, nada de diferente de antes. Mas...

Quero fazer umas considerações sobre Berna que podem valer pra outros lugares nessa Europa. Berna é uma cidade de mil anos, mas quando você sai do centro, é tudo "novo", de 1950 pra frente. Quando você vai pro centro da cidade, há prédios dos séculos XVIII, XIX, imaginem só rs. E aí tem várias coisas que são muito importantes de avaliar na visita: iluminação, divisão, etc. No centro de Berna tem muito prédio geminado, que só tem janela na frente e atrás, e por consequência, não recebem muita luz natural. Isso também pode acontecer com apartamento no último andar, os dachwohnungs, por conta to telhadinho em A, sabe? Outra coisa bem comum é o apartamento corredor (denominação minha rs): você entra e é um corredor cheio de portas. Aí numa porta é sala, noutra é cozinha, noutra é quarto, etc. Não tem um espaço aberto. Aparentemente esse tipo de coisa fazia sucesso em outras épocas, mas pra mim é um deal breaker. Por fim, uma outra preocupação que a gente nem pensa muito no Brasil: prédio tombado. A cidade antiga de Berna é inteira tombada, e cheia de apartamentos super charmosos onde mora muita gente. Mas se você tiver um vazamento, um probleminha qualquer, você tem que enfiar a Unesco no meio pra resolver. Tivemos amigos que ficaram quase um ano com vazamento no banheiro enquanto a burocracia se resolvia. Nosso antigo apartamento é da década de 40, e tem um layout um pouco "mais moderno". Tem sala aberta, e tal. Apesar de uns probleminhas, sou apaixonada por ele, e queria que desse pra fazer que nem em desenho animado (ou nos EUA haha): botar ele num caminhão e mudar pro centro, rs. Mas como não dá, a gente se atentou muito nas visitas, e também aceitamos que morar no centro seria possivelmente não morar tão bem e pagando mais. A vida é feita disso aí, né... escolhas. Enfim, tenham essas coisas em mente.
Cidade antiga: um sonho que pode virar um pesadelo
O application
Da outra vez éramos recém-chegados na Suíça, e por isso a gente não tinha referências, histórico nenhum. A escola de Mati se colocou como nossa referência, e era tudo que tínhamos, mas como estávamos procurando coisas fora do centro, onde a concorrência é mais baixa, foi suficiente. Dessa vez não.  Nesse tempo aqui aprendemos que uma cover letter com foto ajuda, e muito, no sucesso do application. Então fizemos uma, que a princípio eu mandei em inglês, mas ~curiosamente~, nos ofereceram um apartamento para o qual mandei a carta em alemão. Como já moramos aqui, além de preencher o application com as informações que pedem lá, precisamos anexar o Betreibungsregisterauszug, que é uma certidão negativa de débitos, e enviamos a cópia do nosso permit. Essa certidão você tira num órgão de administração da cidade, e tem que ser pra todos os moradores da futura casa. Aqui tiramos um pra mim, um pra Matt, e custou 17 francos cada um. Em todos os applications pediram referência do atual locador, e em alguns pediram referências pessoais e profissionais. Inclusive, ligaram pra minha chefe pra confirmar que eu trabalhava mesmo onde disse que trabalhava e se ganhava quanto disse que ganhava. Ou seja, não mintam rs... 
Meu favorito de todos os visitados. Infelizmente não rolou :(
Concorrência 
Quando começamos a procurar apartamento em 2016 nos falaram que a concorrência por casa aqui na Suíça era feroz, e vimos isso num apartamento que visitamos na Lorraine, um bairro meio hipster aqui de Berna. Mas fora do centro, mais precisamente em Ostermundigen e Muri, onde focamos a nossa busca, a concorrência não era tão alta. Lembro que até vimos outras pessoas olhando, mas era pouca gente. Acho que no máximo outros dois "concorrentes" ao mesmo tempo. Aplicamos pra quatro apartamentos e recebemos duas ofertas. Sucesso de 50% rs. Dessa vez o buraco foi BEM mais embaixo. Visitamos apartamentos que tinham outras 10, 15 pessoas olhando ao mesmo tempo. Mandamos pelo menos uns 10 applications, e recebemos duas ofertas somente rs. Alias, uma curiosidade: no começo do processo consideramos nos mudar pra Zurich, e eu acabei indo visitar um apartamento lá porque o preço estava bom e era bem próximo ao meu trabalho. Pois chegando lá, a fila pra entrar no apartamento descia do terceiro andar até a calçada. Eu fiquei uns 40 minutos lá, devia ter umas OITENTA pessoas, juro. Ou seja, em Berna a coisa é feia, mas realmente, nas "grandes cidades", como Zurich e Genebra, é bem pior. 
A foto é ruim porque eu tava tentando ser discreta rs.. Mas essa fila aí é de gente pra visitar o apartamento em Zurich 
Limpeza
Aqui na Suíça quando você sai de um apartamento tem uma limpeza obrigatória. E não é uma limpeza simples não.. é uma LIMPEZA forte. A minha imobiliária até mandou um checklist com as coisas que eles olham. Tem que tirar o calcário de tudo, limpar o filtro interno dos aquecedores, dentro do fogão, o filtro do exaustor, cada etc. Cada cantinho da casa é escrutinado na saída, e se acharem que não ta bom, eles mandam você limpar ali na hora. Muita gente encara a limpeza por conta. A gente optou por pagar uma empresa pra fazer, e é um troço CARO. Cotações para a limpeza (e a mudança, para quem se interessar, podem ser feitas no Movu). 

Por fim, de saída, é importante avisar todos os órgãos e empresas envolvidos no processo: prefeitura, empresa de energia, correio, seguro, etc. É um trabalhão do cão. Nos mudamos ontem, e o sentimento é de que estamos somente começando a resolver a trabalheira rs...

(des)Inspiração

Estou meio sumida daqui porque tem me faltado inspiração para escrever. Parece que anda me faltando assunto, não porque eu não tenha vivido nada interessante, mas porque minha cabeça está altamente dominada por alguns tópicos: trabalho, mudança e esqui. E aí que, pra não deixar esse blog às moscas, vim falar um pouco sobre esses temas, que tanto tomam conta dos meus pensamentos no momento. Voilà. 

Trabalho
O sorriso da criatura num workshop do trabalho... acho que ta gostando, né?
Em algumas semanas meu contrato de seis meses de estágio termina. Tem sido uma jornada daquelas... Me adaptar novamente à uma rotina de trabalho, somando aí um commute diário de mais de 3h, foi uma paulada. Mas foi muito bom entrar numa empresa e ir me descobrindo aos poucos muito interessada por ela. Acho que faz tempo que eu não curtia tanto um trabalho... alias, sei bem: desde 2013. E com isso foi me dando uma vontade enorme de ficar, o que me deu ainda mais gás pra trabalhar, pra ser notada, e valorizada. Ainda não tenho uma resposta em definitivo sobre o meu futuro, mas estou felícissima com a oportunidade que tive, com a forma como a agarrei e com tudo que desenvolvi nesses seis meses. Estou também bem cansada rs... E como nesses seis meses eu, no ritmo frenético, não usei todos meus dias de férias, nas próximas semanas terei vários rs, o que vai ser providencial pra esse momento de mudança. Falando nela... 

A Mudança
Mudamos daqui 10 dias, no dia 2 de fevereiro. A gente acabou optando por levar a facada e pagar uma empresa pra fazer nossa mudança. Não contratamos o pacote todo, daqueles que a galera vem e empacota sua casa, mas como meu apartamento novo é no 5o andar, achei por bem contratar a empresa para levar as coisas daqui pra lá, e desmontar e montar os móveis. Assim que cheguei de férias, pedi as caixas e comecei a empacotar de leve. Eu não sou uma Marie Kondo da organização, rs, mas tenho pavor de não cumprir prazos (advogada né mores hahaha), e a ideia de chegar dia 1 sem estar com tudo pronto tem me assombrado. Então comecei empacotando a sala, que basicamente só tem decoração, e foi bem rápida. Semana passada foi a vez do quarto de visitas, onde a gente acaba guardando (e acumulando) muita tranqueira. Agora, chegando mais perto, estamos andando com as roupas e demais coisas do quarto, e semana que vem, pra fechar, será a cozinha. Nesse processo acabei doando muita roupa, jogando muita coisa fora, e me chocando com o tanto de coisa que adquirimos em 2 anos e meio rs. Apesar da chatisse que é gastar meu tempo livre com afazeres domésticos, eu acho um exercício super necessário: avaliar as coisas que estão aí só atravancando o caminho, acumulando poeira e ocupando espaço. Dez longos dias pela frente. 
O bairro novo, em foto do Der Bund por Valérie Chételat
E minha rua nova, em foto do Wikipedia. Can't wait!
Esqui
Meu tema favorito do inverno rs... Nos outros anos, estando em casa, eu ia toda sexta-feira esquiar com a turma da escola de Mati. Quem vê eu falando assim, pensa que eu estou pronta pras Olimpíadas de Inverno hahaha mas realmente, não é o caso. É um esporte que, quanto mais velho você fica, mais difícil é de aprender. Você depende muito mais de partes do seu corpo que você nem lembra que existe, e principalmente, do seu psicológico. Se uma criança nem faz ideia de que a morte existe, eu devo dizer que o meu subconsciente adulto está ali lembrando dela quase o tempo todo hahaha e travando minhas pernas, claro. Mas ainda assim, vivendo aqui na Suíça, faz parte do inverno, e é um jeito de aproveitar as belíssimas paisagens, por isso sigo firme tentando melhorar. Nos arredores de Berna tem várias estações, e fim de semana passado eu fui pro meu primeiro esqui do inverno em Lenk. Fiz uma aulinha pra retomar a confiança, e eu recomendo, pra quem não esquia desde a vida inteira, a fazer aulas de vez em quando, pra melhorar a técnica, lembrar os básicos e espantar o medo rs. Com os dias de folga que mencionei ali em cima, devo aproveitar para ir com Mati mais algumas vezes, e em fevereiro faremos nossa primeira viagem de esqui. Vamos passar uma semana na França, e eu estou MUITO empolgada. 
Empolgada, eu?!?!?!
E é isso... Eu espero que esse marasmo de ideias passe logo, e que em breve eu encontre coisas mais interessantes pra falar rs. Mas esse blog é pra isso mesmo, né... pra eu registrar a minha vida, e acho que esses momentos de mente vazia fazem parte. E vocês, o que contam? 

Oi 2019

Feliz Ano Novo! 

Saí da California debaixo de uma gripe terrível, e depois de uma viagem pavorenta de 26h, eu cheguei em casa sexta a tarde pedindo socorro. To aqui, acordada desde as 5 horas da manhã, olhando pras plantas semi mortas, pra árvore de natal murcha, na companhia de um cesto de roupa suja e da minha gripe. Fui ao mercado debaixo de neve pra encher a geladeira. Ela não dá trégua, e enquanto escrevo fico olhando pela janela, os flocos ficando cada vez mais gordos. Um belíssimo sábado, não fosse o jetlag e tudo que tenho que fazer. 

Mas é isso, as férias passam num sopro, né? Foi uma delícia estar com meu bebezinho, curtir a família de Mati, aproveitar um tempo mais quentinho. Não fizemos muitas coisas, ficamos mais se curtindo mesmo. Aproveitei também pra fazer umas comprinhas, porque ninguém é de ferro, e pra comer muita coisa boa, porque nada como estar num país em que a gente da conta de pagar restaurante, né? hahaha

Agora é hora de juntar os cacos, melhorar da gripe, voltar ao trabalho, e dar pontapé nesse ano. Tenho uma mudança pra organizar e várias ideias, várias coisas que eu quero fazer. Eu sempre começo o ano com um gás absurdo rs... então mesmo cansada e doente, estou aqui com a cabeça fervilhando. Planejar as tais viagens que quero tanto fazer, encontrar os amigos, pensar em como a casa nova vai ficar, curtir o inverno, a neve, esquiar, e principalmente, me jogar no trabalho e cavar uma vaga pra eu ficar onde estou muito feliz :) 

Deixo aqui algumas lembranças das férias, e o desejo de que o ano seja muito ensolarado, iluminado e cheio de amor pra todo mundo <3 
Um hiking pelas terras desérticas da California
Meu amor ama a Disney <3
Newport Beach
E começando o ano pulando ondas, porque eu saio do Brasil mas o Brasil não sai de mim

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