Dia 30 de maio chegamos em Zurich com mala e cuia, mais 55 caixas e todos os móveis. Foi um dos dias mais cansativos de que tenho memória, e que me fez pensar que eu não mudo tão cedo desse apartamento simplesmente porque não tenho saúde pra isso. Os primeiros dias do mês foram de adaptação contínua: estamos num bairro super gostoso, mas badalado rs. Badalado o suficiente pra eu, caipira de Berna, ter passado meus primeiros dias meio overwhelmed, e questionando a nossa "escolha". Com muitas aspas, porque não foi bem uma escolha, foi o apartamento que a gente conseguiu, nesse mercado imobiliário doido que é Zurich.
Passamos os primeiros dias arrumando a casa, deixando tudo com cara de lar, mesmo que com muitos ajustes. Eu não consigo sossegar enquanto não tiver o mínimo de organização em volta de mim. O caos e a bagunça me tiram do centro, e então em coisa de 3 dias, a nossa casa já estava bem organizadinha, e toda a bagunça restante devidamente escondida no quarto de visitas com a porta fechada rs.
Também começamos a dar umas voltas e explorar Zurich como moradores. Eu conheço um pouquinho mais a cidade, por estar vindo aqui diariamente há quase dois anos, mas Mati conhecia bem pouco. Então passamos alguns dias caminhando pelo nosso bairro, e dando uns roles de bike, o tipo de coisa que a gente adora. Fizemos várias rotas por lugares que nenhum de nós conhecia, e tivemos aquele feeling de descobrir a cidade juntos. O verão chegando trouxe dias lindos propícios pra isso, inclusive.
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O lago de Zurich num fim do dia em Kusnacht, na costa dourada
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| Diversão no Limmat com a cidade antiga ao fundo |
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E por aqui também tem diversão na bóia
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E então, dia 22, acordamos bem cedinho e fomos até a fronteira com a Áustria buscar o novo integrante da família, que veio sendo planejado há anos. Junho trouxe também Carlito, o cachorro mais fofo e amoroso que se tem notícias rs. Em um post separado eu vou contar sobre o processo de adoção por aqui. Mas já adianto que apesar da fofisse, nem tudo são rosas, e confesso que nunca ninguém me avisou que poderia rolar um puerpério canino rs... só que rolou. De qualquer forma, por ora vamos superando tudo.
E foi assim que Junho de 2020 foi um mês de grandes mudanças: novo normal com tudo, cidade nova, casa nova, e um novo habitante. Terminei o mês na melancolia de uma crise existencial, que também explorarei mais pra frente, quando eu mesma tiver plena claridade do que tem passado na minha cabeça e acontecido no meu corpo. 2020, o ano das dificuldades inesperadas.
Que julho traga sol, calor, amor e paz, porque eu to precisando.