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Cara a cara com uma geleira

Ao final do nosso mês de andança pela Suíça, queríamos encerrar em grande estilo. Mas como era 1 de agosto, o Dia Nacional da Suíça, queríamos também fazer algo meio swiss style. Depois de avaliar algumas opções, decidimos por um hiking. Mati foi atrás de qual trilha fazer, encontrou coisas e eu fui meio às cegas. Montamos nosso picnic, pegamos um trem para Brig, de lá um outro trem sentido Betten, e depois ainda um cable car para Bettmeralp. Ao todo foram 2:30 de percurso, mas que eu nem senti passar porque foi lindo. 



Lá no topo há um restaurante, e então Mati me apontou outra direção: vamos pra lá, vamos em direção à geleira. Nessas alturas eu já estava sabendo que iríamos fazer uma trilha no Aletsch Glacier, a maior geleira alpina. Porém nada te prepara para chegar lá e:

Eu nem conseguia acreditar no que meus olhos viam. Descemos em direção à esse rio congelado e passamos horas caminhando na beirada da paisagem mais surreal que eu já vi na minha vida. É possível ver as entranhas azuis da geleiras, os cristais, aquele gelo eterno que não derrete nunca. Ao redor, essas montanhas enormes, cercadas por nuvens bem dramáticas. E pra deixar tudo ainda mais pitoresco, encontramos várias vezes com grupos de cabras e ovelhas se aventurando nas pedras. Eu tirei trocentas fotos, e nenhuma delas descreve a grandiosidade desse lugar, e a emoção de botar os olhos nisso tudo. Eu chorei de emoção e não foi só uma vez. 
Nossa trilha
As entranhas da geleira


<3 
Sentamos algumas vezes para apreciar a paisagem com calma, comer nosso almoço, depois andamos, e paramos para sobremesa, e assim fomos indo. Depois de algumas horas, entramos em direção a um ponto de apoio, onde a ideia era sentar de nov e depois dar uma volta na montanha, passando pelo Märjelensee, e assim alcançar nosso ponto de chegada em Fiescheralp. Mas aí começou a fechar o tempo, e acabamos optando por cruzar um túnel que cruza a montanha por dentro, o que cortaria o nosso caminho em 1 ou 2h (dependendo da rapidez). O túnel é completamente escuro e gelado, e uma lanterna teria sido boa ajuda rs. Mas a gente se virou mesmo com a luz do celular (de Mati, porque o meu já tinha morrido - e por isso mal tenho fotos dessa segunda parte do trajeto rs). Ao sair, a chuva tinha dado uma trégua e aí, a gente da de cara com o que?

Pois é. Quando eu achei que já tinha visto coisa maravilhosa o suficiente, ainda aparece uma cachoeira imensa rodeada por um arco íris. Mais um ponto alto desse dia que já estava incrível. Seguimos nesse caminho, que é super bonito, até chegarmos em Fischeralp, onde pegamos o bondinho de volta para Betten. 
E a felicidade?
Entre todas as coisas bonitas que eu já vi aqui na Suíça, acho que esse dia foi o mais espetacular. E eu recomendo muito pra quem gosta de trilha ir lá se aventurar no Aletsch Arena, um ecossistema absurdo, repito, a maior geleira alpina (e que vem perdendo alguns centímetros todos os anos, by the way), e fazer alguma trilha. Essa que fizemos (detalhe aqui) não é difícil, encontramos famílias fazendo com crianças, bebês em mochilinhas nas costas. Só não é possível para quem tem mobilidade limitada, já que você anda num barranco com pedregulhos.

O trajeto todo saindo aqui de Berna, para quem não tem nenhum desconto de trem, sai em torno de Fr. 70 o trecho. Para quem tem o Swiss Travel Pass, o trajeto está quase todo inclusive, sendo somente necessário pagar o último cable car com desconto de 50% (e eu já não me lembro mais quanto exatamente foi, mas acho que em torno de Fr.15).

Ps - sorry as fotos de celular, mas a gente é meio beginner nesse negócio de trilha e não queria carregar máquina pesada o dia inteiro rs

Rota: Berna - Domodossola - Locarno

Desde que começamos o nosso mês de férias sabíamos que queríamos passar uns dias no Ticino, a região da Suíça italiana. Seria o único lugar onde passaríamos noites fora de casa. Por lá o clima é sempre mais quente, e tínhamos ouvido dizer que é mais ou menos uma Italia mais organizada, rs. Fomos meio que empurrando a viagem pro fim do mês, porque o clima pro lado de cá estava muito bom. No fim, acertamos em cheio: deixamos o Ticino para a última semana de julho, quando a temperatura aqui despencou e por lá o verão seguia firme e forte. 

Saímos de Berna em direção a Visp, no Valais, debaixo de chuva e com temperatura de 12 graus. O trem passa em Thun, Spiez, e depois atravessa o Lotschberg para chegar no Valais. O Lotschberg é um dos grandes túneis suíços, são mais ou menos 12 minutos para cruzar a base da montanha de mesmo nome, e quando você sai do outro lado, a paisagem é diferente, e as vezes o clima também. Nesse dia, a chuva já tinha ido embora. Em Visp trocamos de trem e partimos rumo à Domodossola, na Italia. A viagem é bem curta, meia hora somente. E depois de passar em mais um túnel, tcharam.... SOL! Pronto, já estava paga a viagem :) 

Domodossola é uma cidade pequena no norte da Italia, já na região do Piemonte, mas beeem próxima da fronteira, e acho que pela proximidade com a Suíça, é bem comum ver bandeiras do país por lá. Saímos da estação central já super animados e fomos andar pelas ruazinhas, e melhor, já com calor, rs. É uma graça de cidade... vimos mercado de rua, gelaterias e o melhor, um baita clima italiano. 
Pracinha fofinha
E ruas com a Igreja ao fundo
Colunas
E italianos vivendo a vida <3

Depois de andar um pouquinho, e babar com essa praça central, resolvemos encontrar um lugar para comer. Temos uma teoria de que é sempre melhor comer fora da praça, rs... e acabamos achando um restaurantinho agradável numa das ruas transversais. Detalhe: entrada, prato principal, café e água por 10 euros. Infelizmente não anotei o nome na hora e acabei esquecendo :(
Saudades Italia
E a vista da nossa mesa :)
Rodamos por ali mais um pouquinho, e realmente, pela cidade não tinha mais o que ver. Imagino eu que quem queira passar mais tempo por lá deve fazer trilhas nas montanhas que as rodeiam. É uma cidade pequenina, mas que vale muito o passeio, só pelo clima italiano envolvido. Ouvir as pessoas falando essa língua tão linda, comer tão bem, e contemplar a paisagem. 



Pegamos então o trem Domodossola - Locarno. Tínhamos ouvido falar que o passeio é super bonito, e por isso escolhemos essa rota (e não o caminho mais rápido para o Ticino, por Zurich e o Gotthard, outro tunelzão). O trem tem vagões normais e outros panorâmicos, e para quem segue no panorâmico e solicitada uma contribuição no valor de 1 euro ou franco. A viagem segue montanha acima, se embrenhando na mata, passando por vilas minúsculas com construções de pedras, vales, rios e cachoeiras. É absurdamente linda. Eu fiquei tão vidrada na janela que quase esqueci de tirar fotos, mas fiz alguns registros bem ruins com o celular rapidinho rs (e alguns stories na época).


Da pra ter uma ideia da beleza do caminho, né?
A chegada em Locarno é o fim da viagem. Estamos no Ticino, com palmeiras, organização e preços suíços, rs. Em breve, mais dessa região maravilhosa por aqui. 

Nêuchatel

Teve um dia aí das férias que de tanto viajar, andar, nadar e observar eu acordei exausta. Minhas pernas doíam, costas, e eu quase chorei que não queria sair da cama hahaha. Aí resolvemos fazer umas mudanças nos planos e ir pra um lugar mais perto de casa. O destino traçado foi pra Nêuchatel, um cantão francês próximo ao Cantão de Berna. Porééém, para me dar folga pero no mucho, Mati achou um jeito diferente de chegar na cidade de Nêuchatel: um cruzeiro por dois lagos. 

Foi assim que fomos parar em Murten, uma pequenina cidade medieval na beira de um lago. A cidade data de 1170, e pra mim isso é muito surreal. A gente é Brasil, né... em 1500 tinha índio lá deitado na rede (nada contra, alias, volta índio, deu tudo errado), e aí a gente se depara com o povo se amuralhando e fazendo baile da corte em 1200 e eu fico bem de cara. 

O fim das férias

As férias acabaram. No caso, as férias de Mati, porque sabe como é, não é que eu tenha um trabalho para ir. Mas nessas seis semanas em que ele esteve de folga, passeamos pela Suíça, tínhamos nossos dias de faxina, encontramos os amigos e fazíamos basicamente tudo juntos. E agora acabou, e eu preciso voltar pra rotina. Porém estou aqui, tentando desenhar uma rotina...

Em julho, mesmo com nossas viagens, eu mantive o curso de alemão. Ia para lá de manhã e depois encontrava Mati na estação de trem e saíamos para passear. No fim do mês terminei o nível B1, mas ainda não me sinto apta a começar o B2. Não acho que absorvi a maior parte do vocabulário a que fui exposta, nem estou dominando algumas regras gramaticais básicas. Por isso, resolvi fazer um curso de conversação. Todas as segundas-feiras, por uma hora, irei lá papear. É pouco, eu queria mais, queria duas ou três horas por semana, mas entre as ofertas que eu encontrei aqui na cidade, foi a que se ajustava melhor em termos de horário, preço, etc. São dois meses e vai até o fim de outubro, e aí posso ver se me sinto mais confortável para começar o B2. 

Mas e aí? O que fazer com todo esse tempo livre? Em tempo... em julho fomos fazer a renovação do nosso visto na Gemeinde e a moça me deu esperanças de que conseguiríamos um visto B. Balela. Cá estamos nós, por mais 12 meses com um visto L (e aqui eu falo da diferença entre eles). Sigo aplicando pra vagas, mas sem grandes esperanças de ver algum emprego se concretizando. Ou seja, trabalhar não é muito uma possibilidade, não por minha escolha. Mas estou vendo a viabilidade de fazer trabalho voluntário. 

Também estou em busca de um curso - em inglês, espanhol ou português - de corte e costura. Encontrei uns aqui, mas em alemão e eu não tenho condições. Quando chegamos aqui ano passado, o professor a quem Mati veio substituir ainda não tinha ido embora, e nos mostrou algumas coisas que tinha para vender. Acabamos comprando uma mesinha, um microondas, uma máquina de costura, botas e snowboard, tudo pela bagatela de 90 francos haha. Um ano se passou e eu ainda não aprendi a usar a bendita da máquina e acho que agora é a hora. Não tenho grandes pretensões, tipo participar do Project Runway hahaha, mas gostaria de aprender a usar a máquina, poder fazer barra de calça, fazer uns guardanapos e toalhas aqui pra casa. Sou péssima com habilidades manuais e acho que poderia melhorar um pouco.

Ainda para aproveitar e manter mente sã e corpo são retornei ao ballet duas vezes na semana, que também tinha largado nas férias, estou com um plano aí de voltar a correr, rs, e retomarei minhas caminhadas com a terceira idade. Em breve elas devem acabar, porque né... winter is coming, rs. Mas é ótimo. Tenho contato com suíços, falo alemão, vejo lugares diferentes e aproveito os dias fora, coisa que sentirei muita falta no futuro friorento.

Enfim, estou aqui tentando fazer desse ócio quase forçado um período produtivo. Estou tentando encarar como uma grande oportunidade de exercer criatividade, de aprender coisas diferentes, de me dedicar a mim mesma e de, no futuro, quando estiver trabalhando, não olhar pra trás e pensar que poderia ter aproveitado mais.

Montreux Riviera e arredores

Numa segunda eu e Mati pegamos o trem em Berna as 11 e meia da manhã sentido Lausanne, lá trocamos pra Montreux e quando o trem anunciou Vevey olhamos um pra cara do outro, pegamos as bolsas e descemos correndo. Tendo um dia inteiro pela frente, seria bobagem deixar de dar uma passada em Vevey, uma cidade pequena porém rica riquíssima haha. Vevey está um pouquinho antes de Montreux na beira do lago Genebra, e é a cidade sede de nada mais nada menos que a Nestle. 

Como não nos planejamos estar ali, não sabíamos bem pra onde ir. E quando é assim, você vai é pra beira do lago que lá você se acha. Dito e feito. Achamos um carrossel, achamos pessoas tomando sol em seus barquinhos, achamos uma "praia" com areia na calçada e várias senhorinhas estiradas em cadeiras de madeira, achamos o famigerado garfo (uma escultura feita em 1995 em homenagem ao Museu da Comida), e a estátua de Chaplin - que escolheu a cidade para viver e morrer. Andamos também pelo centrinho, e constatamos que é uma cidade linda de doer. Fofa demais, com lojinhas, cafés e vitrines interessantes. 
O belíssimo Lago Genebra
A "praia" de Vevey
As ruelas fofas - e a estátua do Chaplin na beira do lago

Blausee & Oeschinensee

Desde que eu comecei a ler sobre a Suíça, volta e meia ele aparecia em algum texto, algum post do buzzfeed, lindo e absurdamente azul, o Blausee. Um lago que parece sonho e fica aqui no Cantão de Berna. Estava na minha Swiss Bucket List há mais de ano, e eu não via a hora de vê-lo. Agora, durante o nosso mês de exploração da Suíça obviamente que ele não ía ficar de fora. Comecei a ler algumas coisas e vi que seria uma boa casar a visita ao Blausee com o Oeschinensee, outra pérola nos Alpes. Tava feito o roteiro de um dos melhores dias das férias inteiras :)

Saímos aqui da Bahnhof de manhã rumo à Frutigen, uma viagem de 45 minutos. Chegando lá pegamos então o ônibus 230 sentido Kandersteg e descemos na parada Blausee. É bem fácil e basicamente todo mundo no ônibus desceu também. Na descida do ônibus já da pra ver a entrada no parque e a entrada custa 8 francos por adulto. Logo na entrada há uma trilhinha bem fácil e gostosa, e dura sei lá, 5 minutos se você for bem devagarinho rs.. e aí tcharam:

O mês mais incrível da minha vida

Semana passada completamos o nosso mês rodando pela Suíça e agora posso dizer com propriedade o que o título desse post diz. Sem exagero. Pra começar que a última vez que eu tive um mês de férias, de não fazer NADA, de não ter compromisso nenhum, faz mais de dez anos. E nessa época minhas férias se revezavam entre Pariquera, Adamantina e Ilha Comprida. Não nego que me divertia muito, mas convenhamos que as paisagens ficavam devendo. 

E outra que nós fizemos sim do limão uma limonada, e conseguimos, em um mês:
- rodar mais ou menos 4.700 quilômetros. Parece pouco? Lembre que a largura da Suíça é de 350 km e o comprimento máximo  é de 250km... Agora me diz se 4.700 km não é chão?
- visitar 17 cantões; 
- passar por outros 3 países que fazem fronteira com a Suíça; 
- passear em 34 cidades (entre cidades grandes e conhecidas como Zurich, e comunidades com 250 habitantes como Gandria); 
- visitar 13 diferentes lagos e nadar em 6 deles - Mati nadou em mais, mas eu sou mais sensível à temperaturas, rs; 
- ver grandes rios que povoavam meu imaginário, como o Reno e o Ródano;
- ver algumas bizarrices, como um festival medieval e um campeonato de Schwingen, a luta suíça; 
- ver as paisagens mais pitorescas que eu poderia imaginar, andar ao lado de uma geleira, fazer trilha e nadar em lagos com vacas, encostar em paredes erguidas há quase mil anos atrás, e no fim do dia voltar pra casa. 

Eu nunca imaginei entrar numa jornada dessa, e acho que comecei subestimando o potencial do país. Por todas as surpresas que encontramos no caminho, por todas as vezes que meus olhos mal conseguiram processar a beleza da paisagem que estava na minha frente, por todas as viagens que já eram lindas antes mesmo de chegarmos ao destino, e por todos os dias em que vivi tudo isso com a melhor companhia ao meu lado, digo sem exagero, que foi o mês mais incrível da minha vida. 
Tomando um negocinho na estação de Zurich
Chegando em Nêuchatel
Eu, no Acesso às Utopias 
Bernese Oberland
Lungern, uma das vilas mais fofas que eu já vi 
Schwingen em Zug
Pelas ruas de Fribourg
E eu tentando sair da foto mas acabou que ficou bonito, né?
Nas escadarias de Lausanne
De cara com uma geleira
Deu pra convencer rapidinho assim todo mundo a vir pra Suíça?
* * *
Ps 1 - Tentei ir escrevendo conforme as coisas foram acontecendo porque quando o tempo passa eu desanimo e perco a inspiração. Claro que no ritmo em que viajamos, acabou não rolando sempre. Então vou tentar postar as coisas desse mês conforme for lembrando. 

Ps 2 - As fotos em que eu apareço foram tiradas pelo digníssimo Matinho, também conhecido como @mmreyno. Ele é muito muito talentoso, curte muito fotografia, e quem quiser ver mais do nosso mês (e da Suíça) pelo olhar dele, só seguir no instagram :)

Thun & Interlaken

Todas as vezes em que que subimos pras montanhas, ao passar pelo lago Thun eu ficava abismada. É um lago imenso, azulzinho, cheio de barquinhos, e eu imaginava o verão lindo que devia rolar por ali. Ano passado passeamos pela cidade, mas já estava frio e nem chegamos a ir para a beira do lago. Então em nossa primeira semana explorando a Suíça resolvemos tirar uma manhã para ir nadar por lá. 

Um dia em Biel e Arredores


Dando a largada pro nosso mês explorando a Suíça resolvemos não ir muito longe. Mais precisamente, começamos nossa jornada em Biel (ou Bienne), uma cidade aqui no Cantão de Berna, a 25 minutos de trem. A cidade fica na fronteira da suíça alemã com a suíça francesa, e por isso é a cidade com a população mais dividida do país. Tão dividida que até o nome oficial da cidade é Biel/Bienne. Biel é alemão, Bienne é francês. A população se divide entre as duas línguas, e não há uma só placa naquela cidade que não esteja em francês e alemão. Já que esse blog aqui anda focado no alemão, fiquemos com Biel hahaha. 

Já há um tempo estávamos com curiosidade para conhecer a cidade, mas ninguém falou coisa boa de lá. O grande trunfo de Biel é ser a sede de grandes empresas de relógios, como Swatch, Omega, Tissot, entre outras. Mas nos disseram que isso não se traduzia em atrativos turísticos. Como há um lago, e nesses dias quentinhos estamos priorizando água, demos uma busca em coisas pra fazer na área e na segunda pegamos o trem. A real é que saindo da estação a cidade não tem nada demais mesmo, e é bem feinha. Mas andando uns 10 minutos chega-se na cidade velha ae  coisa fica um pouco mais interessante. Tem uma pracinha medieval, com suas igrejas, sinos, prédios coloridos fofinhos, bares, janelinhas e escadinhas. Eu adoro. Tiramos algumas fotos, sentamos pra olhar a vida passar, mas depois de uma hora tínhamos esgotado a cidade velha. Um ps - Jean Jacques Rousseau, nascido em Genebra, passou um período na área, quando era foragido por perseguição religiosa. Em Biel, por acaso demos de cara com a casa onde ele se refugiou. Não é possível fazer visita, mas tem uma placa na parede. Ele ficou lá por pouco tempo e depois foi parar numa ilha, da qual vou falar um pouco ali embaixo.
 

Explorando a Suíça em um mês

Em julho fazemos um ano de Suíça. Nesse 11 meses e 10 dias até que passeamos bem, ainda mais se considerar nossas limitações de tempo e dinheiro. Estivemos em 12 dos 26 cantões que compõem o país, e já passeamos pelas principais cidades: Zurich, Basel, Lausanne, Lucerna e Genebra. Também nos aventuramos por algumas montanhas e lagos, mas esse país é enorme e tem muito a oferecer, e o que vimos é muito pouco. 

Pois bem. Dado esse panorama, e as férias de 6 semanas de Mati que começaram segunda-feira, resolvemos comemorar nosso um ano de Suíça explorando-a ao máximo. Fizemos um GA (General Abonnement), que é um passe que dá direito a toda rede de transporte público nacional: ônibus, trens, trams, barcos, ferries, etc - e com ele pretendemos tirar vantagem do território reduzido da Suíça e também da posição centralizada de Berna. Faremos muitas day trips (alias, já começamos hoje), pretendemos fazer alguns hikings, nadar em todos os lagos em que for possível, e curtir muito esse verão e esse país. O GA pode ser feito anual ou mensalmente - e por ora, claro, fizemos somente para o mês de julho.

Alias, quem um dia quiser passear pela Suíça sem lenço e sem documento, saiba que não precisa de um mês não. Em 4, 5 ou 7 dias é possível fazer muita coisa por aqui, ver paisagens diferentes, contrastantes, ouvir línguas e dialetos, comer variadas cozinhas e se encantar. E pra isso, no mesmo esquema que o GA, existe o Swiss Pass - da acesso a tudo, mas você pode fazer por períodos menores (3, 4, 8 e 15 dias), conforme sua conveniência. Vale a pena dar uma fuçada e ver o que vale a pena - ainda mais porque o transporte público na Suíça, o que tem de eficiente, tem de caro. Então, se a ideia é montar base num lugar e fazer day trips, o Swiss Pass vale super a pena. 

Enfim, acho que esse mês vai dar muito material aqui pro blog - tanto pelo potencial turístico da nossa empreitada, como por estarmos aprofundando nosso conhecimento no país em que escolhemos viver. Em breve, muita Suíça por aqui!

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