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Oh Berlin...

Gate, by Gabriela Milan

Acordei, mais uma vez, nostálgica de Berlin. Com uma vontade daquela que é a minha cidade favorita no mundo. Com saudades do dia em que pus pela primeira vez os meus pés nela e fiquei paralizada pelo peso e pela personalidade que ela carrega. 
Prenz, by Gabriela Milan

Prenz II, by Gabriela Milan

Com saudade dos dias em que passei lá no inverno, e vi crianças todas empacotadas andando de bicicleta e brincando na pracinha. Com saudade da hora que cheguei ao topo da torre de TV, e a neve caiu, pintando a cidade cinza de branco. Com saudade de passar por todos aqueles pontos importantes e sentir uma pontada na alma por coisas que não vivi. 
Memo, by Gabriela Milan

Com saudade de ver aquela gente toda numa bagunça desorganizada, cada um com seu estilo, cada um na sua, todo mundo no coletivo. Com saudade daquelas artes todas, por todo lado, em todos os prédios. 
Berlin, by Gabriela Milan

Com saudade daquela primavera. Dos jardins floridos, e das pessoas tomando um sol quentinho na grama. Daquela luz maravilhosa, que me fez sentir alegria saindo pelos poros.
Berlin II, by Gabriela Milan

De ver beleza em cada lado que olhava, de ver o mundo em cada lado que olhava. Saudade de me sentir parte de um mundo muito maior por estar ali.
Berlin III, by Gabriela Milan

Gallery, by Gabriela Milan

Saudade das noites inesquecíveis, dos dias mais divertidos da minha vida, da loucura que aquela cidade tráz, da liberdade que ela te impõe. Saudade de ver a noite ir embora, e o dia chegar, e o tempo parecer nem passar. 
Warschauer, by Gabriela Milan

Ai Berlin... A gente precisa se encontrar.

Mein liebe

Já falei sobre meu amor por Berlim aqui. Inclui Berlim numa viagem por questão de conveniência geográfica, não pesquisei absolutamente nada sobre a cidade, e desembarquei lá de trem com tudo que eu lembrava das aulas do colégio. Só. E como dizem por aí, não criar expectativas é uma virtude... Veja bem: se você criar altas expectativas sobre Berlim, elas serão alcançadas, fique tranquilo. Mas cheguei lá sem fazer idéia do que me aguardava, e isso conseguiu deixa-la ainda mais incrível. Me apaixonei instantaneamente pela cidade, pelos bairros, pela vibe, pichações, batida eletrônica, e pela sensação de estar no meio de tudo, na maior paz. Detalhar como ver e viver tudo isso fica pra outro post. Agora, apenas um appetizer...


Ich liebe Berlim <3

She's up there somewhere now

Ontem foi o dia das mães e eu passei o meu dia inteirinho agarrada na minha.
Hoje, depois de chegar morta do trabalho, resolvi assistir um dos meus filmes favoritos, o excelente Adeus, Lenin!
Assisti a primeira vez em 2004, porque o professor do cursinho disse que era um filme que podia ajudar na Fuvest. Fiquei encantada: é um filme muito original, sagaz e fofo...muito fofo! Alguns anos depois eu assisti de novo, e achei ainda mais interessante, os diálogos e as sacadas muito inteligentes. E então eu fui pra Berlim.. e eu me apaixonei por Berlim. E me apaixonei ainda mais pelo filme, em ver Berlim tão linda nele, tão igual e tão diferente dele. E hoje, vendo pela vigésima vez, eu entendi porque eu amo tanto: porque o que move o filme, além de Berlim, é uma mãe. O amor de mãe. E o amor que mãe desperta. E é tão lindo ver tudo o que o Alex faz pela mãe dele, e como ele é feliz de fazer... Não tem jeito. Não importa da onde você vem, em que época viveu... alguns sentimentos, só a mãe da gente faz brotar.


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