08/12: Agosto

Agosto começou com férias, sol, calor e Paris, e vai terminando com aquele feeling de reta final do ano, que muito me assusta rs. Apesar das temperaturas ainda bem agradáveis, o outono ta querendo dar as caras aqui na Suíça, e essa pra mim é a pior parte. 

Começamos em Paris, encontrando nosso baby amado, que está muuuuito longe de ser um baby, e já é um pré adolescente. Passamos dias felizes em Paris, fomos conhecer a Normandia, pegamos praia, jogamos Uno, contamos histórias, brincamos muuuuito com Carlito, tivemos conversas filosóficas, sofremos pelo tempo que passa tão rápido quando estamos com ele. Foram dias muito felizes, e chegamos ao fim com a sensação de quero muito mais. Devo dizer que fizemos o que deu, já que a viagem dele era pra ter sido em julho, com muitos mais dias juntos, aqui em casa, etc. Imprevistos mil aconteceram, e a gente mudou nossos planos, e ficamos felizes de, apesar de tudo, poder passar tempo com ele. E é isso que importa. Criamos memórias e matamos saudades. Depois, com calma, volto pra contar dessa viagem, porque agora que contei de Lyon e lembrei como é bom fazer um relato detalhado, vou tentar fazer mais. 

Dias parisienses...


... e pelas praias de pedra da Normandia


Voltamos pra Zurich dia 10, numa viagem pancadão direto de Paris pra casa. 7h de estrada. Mas eu só voltei a trabalhar dia 15, então tivemos ai uns dias pra descansar, fazer uns rolês bacanas, e estreiar na Street Parade, um festival de música eletrônica que rola nas ruas de Zurich todo ano em agosto. Achei beeem vibes carnaval, com a galera coberta de glitter, descoberta de roupa e pudor rs. Todo mundo bem sem limites, subindo no poste, dançando pelado, ficando bebado, e jogando lixo no chão. Confesso que eu sempre gosto desses momentos de ver os suíços perdendo a linha um pouco.. humano, sabe? E me diverti bastante. Não sei se é um rolê pra fazer todo ano nessas alturas da vida, mas na nossa descoberta de Zurich além da pandemia, era uma experiência que queríamos viver. 
Street Parade nas ruas...

... e na água


A minha semana de volta ao trabalho foi meio sofrida rs. Normalmente eu volto das férias cheia de gás, vontade de fazer e acontecer, e dessa vez deu alguma pane na matrix. Passei uns dias desmotivada, e rezando pra ganhar na megasena. Acontece, e tudo bem passar uns dias de merda, né? O importante é não deixar a coisa tomar proporções muito grandes. Aos poucos eu voltei ao meu normal, e o trabalho engrenou legal. E fora do horário comercial tive um fim de semana de festa e agitação comemorando os 30 anos de dona Ana, um dia de voluntariado fazendo trabalho braçal no campo (para adicionar perspectiva, entre outras coisas, foi excelente), um festival de música, e por aí vai. Resumindo: eu não quero que o verão acabe, mas pelo bem da minha saúde talvez seja necessário rs. Que eu não sossego o facho faz é tempo. 
Celebrando...

... voluntariando...

... e festivalizando


E vamos de metas: 
- Ler dois livros por mês: e vamos de mais um mês de meta muito bem batidas. 

On the bright side: the new secret diary of Hendrik Groen - Em maio eu li o primeiro livro dessa sequência, e foi uma agradável surpresa. O diário de um personagem que vive numa casa de repouso nos arredores de Amsterdam. O segundo livro é tão lindo quanto o primeiro. Me apeguei demais aos personagens, chorei muito e ao finalzinho fiquei torcendo para que tenha mais um. São entradas diárias, que retratam a singeleza da vida, das amizades, dos momentos que importam, ... lindo. 

Malibu renasce, da Taylor Jenkins Reed: mais um novelão dramático, que você lê rapidinho porque é história cativante e tal, mas que me deixou meio whatever no final... e mais uma vez li em Português, e não recomendo essas traduções.

Cidadã de segunda classe, da Buchi Emecheta: INCRÍVEL. Mês passado eu li outro dela, e acabei ficando sedenta por mais. É um livro muito doloroso, ainda mais sabendo depois que é baseado na história da autora. Mas tão, TÃO importante... Sério, escritoras nigerianas são uma potência. O livro faz parte de uma sequência que ela depois nomeou como "Adah's story",  e eu quero ler os outros. 

Um outro adendo: percebi aqui que em Junho esqueci de documentar dois livros lidos, e são tão bons que não dá pra deixar de mencionar. Um é o M Train, da Patti Smith, e que eu li por recomendação da Alê. Obrigada, Alê. Esse livro é um abraço. Um livro pra saborear, pra ler devagar, que me fez pensar nos lugares que marcaram minha vida, nas pessoas de todo dia, no casaco que abraça a gente no inverno. Se o outono fosse um livro, ele seria esse <3 O outro foi A Cachorra, da Pilar Quintana. É um livro curtinho, e que tem muito pra dizer por meio de uma história singela. Sobretudo, acho que é um livro sobre maternidade, mas ser ser. Enfim, se alguém ler, volta aqui pra contar rs. 

- Fazer 12 hikes: em Agosto fizemos um hike que ta na minha lista há anos, em Stoos. É um ridge hike, você anda no topo de uma montanha, cercada de vistas de tirar o fôlego. Falando assim parece perigoso e doidera, mas não é. Tem bastante espaço, é super seguro, tinha criança fazendo. Mas eu achei bem difícil e requer um certo condicionamento físico. Enfim, vale a pena demais, e eu recomendo muito para quem quiser fazer um day trip e hike com vistas de cair o queijo (bem acessível de Zurich ou de Lucerna - eu linkei aqui um post que é do blog onde a gente pega muita dica de hike, e eles dão detalhes de como chegar até os lugares, é ótimo). 




- Conhecer um lugar novo em Zurich:
Sternen Grill, aparentemente uma instituição de Zurich. É uma versão suíça do que a gente chamaria de espetinho lá no Brasil rs. Tem as salsichas, linguiças varias, coisas fritas em geral. Você pega no balcão e come ou numa mesa, ou vai pra beira do lago. É delícia, preço bom, e ótimo pra quem ta fazendo um dia de turistagem pela cidade e quer comer algo local e barato. Recomendo muito a Wiediker, linguiça aqui de Zurich. 

- Viver uma vida mais saudável: não da pra dizer que estou super satisfeita com o desempenho em Agosto, mas fui bem ativa, fiz bastante exercício, e até voltei pra academia rs. 

Agosto acabou com os dias já ficando mais curtos, e comigo carregando um casaquinho ao sair de casa, porque de noite as temperaturas mais amenas estão dando as caras. O verão vai realmente ficando pra trás, e eu vou ficando é mais melancólica. Mas não tenho do que reclamar: verão de 2022, você foi incrível!  


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