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Cancun em 4 dias

Esse ano fui convidada para a convenção da America Latina da minha empresa, que aconteceu nos últimos dias em Cancun. Os trabalhos começavam somente no domingo a noite, mas por uma cagadinha que fizeram aqui na emissão da passagem, cheguei lá sábado de tarde. E aí que eu tava toda empolgada pra cair na praia, certo? Pois é, mas como alegria de pobre é ter saúde, choveu em todo meu tempo livre lá. Incrível! Durante as reuniões sol escaldante, era só dar um tempinho livre e CHUVA!

Independente disso, eu tive uma oportunidade ótima de conhecer um lugar onde possivelmente eu não iria deixar minhas barras de ouro meus dolares por livre escolha. As praias lá são lindas, e eu, no auge dos 20 anos, morria de vontade de ir lá ferver nas loucuras da night. Mas não fui, o tempo passou e eu perdi a vontade de fritar no meio da americanada com biquinão e drink de guarda chuvinha. Há um tempo tenho a impressão, agora confirmada, que Cancun é perfeita pra quem quer farra e eu me divertiria mais em outros cantos do Caribe, inclusive em Tulum ali do lado. 

Ficamos hospedados no hotel Krystal, um resort desses all inclusive. Vou dizer que tirando o café da manhã, que era mara, as comidas eram todas mais ou menos, bebida mais ou menos, sobremesa sempre menos. Mas quem ta indo por conta, já digo que se for pra ficar num hotel sem o all inclusive, fica bem caro pra consumir. Mas eu estava de graça, neammm, então tava achando tudo lindo, mais ainda quando saí na sacada do meu quarto e
Ahhhhhhhhhhhhhhh!
Dito isto, como eu não explorei o local efetivamente, tendo passado a maior parte do meu tempo dentro do hotel, vou falar do que vi - além desse marzão maravilhoso- ok?

- é tudo muito americano! O estilo das construções, as redes feito Outback, Bubba Gump, e também os malls espalhados pela avenida que corta a zona hoteleira, as baladas com meninas semi nuas dançando dentro da taça, enfim. Zero mexicano, zero autêntico. Me pareceu um lugar pra se ficar aproveitando hotel, aproveitando o mar e as praias de dia, e fritando na balada a noite, mas enquanto cidade... Sei não, não é do meu gosto.

- o mar, enquanto atração principal do local, não faz decepção. A água tem sim os propagados 7 tons de azul, é quentinha, calma, uma lindeza. Mesmo com o tempo chuvoso e de vento que fez na maior parte do meu tempo livre, entrar no mar era uma delícia, um calmante natural. Como esse ano no verão deu muita alga no mar, tava rolando todo um cheirinho de pum estranho na praia, mas era super tolerável, e a paisagem é de uma beleza estonteante, uma água cristalina, que te faz esquecer qualquer alguinha.

- um dia nossas reuniões terminaram mais cedo, e a empresa fez a grande cortesia de nos levar ao Xcaret, um parque situado numa reserva ecológica. O parque é lindo, tem ruínas maias intactas, animais de toda sorte, da pra fazer aquelas fotos com golfinhos e tubarões, que eu não gosto muito. Tem atividades pra passar um dia inteiro, mas chegamos lá meio tarde, então fui correndo nadar pelo rio subterrâneo. Incrível! Você pode nadar ao longo de um rio que fica dentro de cavernas a maior parte do trajeto, no escuro, com alguns pontos de luz exterior. É LINDO! Também aproveitamos uma piscina natural, e de noite assistimos a um espetáculo chamado Mexico Espetacular, com encenação da história do Mexico, bem como danças de todas as regiões. O show é muito bem produzido, lindo mesmo, com música ao vivo, orquestra, figurinos riquíssimos, e eu que nem sou muito desses shows, fiquei embasbacada. Fico imaginando que deve ser nível aqueles espetáculos da Disney, só que com uma temática muito mais bacana e histórica. Assistimos o show junto com um jantar, um menu degustação completíssimo, que foi disparada a melhor comida da viagem. Alias... uma das melhores refeições dos últimos tempos! Esse passeio ai é meio salgado pra quem está por conta, a admissão no parque fica em torno de 130 dolares, com direito ao show, e o jantar no teatro coisa de 60. Se converter, não sei se vale a pena, mas eu fiquei felicíssima que tive a oportunidade de aproveitar esse dia!
Estrutura do parque
Altar maia
Araras lindas e soltas!
Ao final das reuniões, eu optei por voltar pra casa. Mati não poderia me acompanhar, e Cancun não é bem um lugar pra se explorar sozinha. Mas se eu fosse ficar, certamente alugaria um carro e seguiria para Playa del Carmen e Tulum, cidades próximas, com mar igualmente azul, e um espirito mais sossegado e mexicano. Certamente esses destinos vão entrar na minha lista de viagens, e espero em breve retonar ao México, e me matar de comer guacamole e beber Sol michelada :)

Mexico City

Estive em Cancun para alguns dias de trabalho, mas ainda não consegui organizar minhas ideias e opiniões sobre esse tão falado paraíso. Enquanto isso, aproveitando que eu estava na vibe mexicana, achei legal registrar aqui minhas impressões na breve visita que fiz a Cidade do México ano passado.

A visita foi super corrida, agendada de última hora pelo meu chefe, e esbarrando nas minhas férias - então nem consegui me programar ou esticar a estadia. Cheguei numa segunda-feira pela manhã, 5 de mayo, e fui embora quinta de noite. Meus dias lá foram abarrotados de reuniões e correria e, infelizmente, sequer consegui explorar o centro histórico da cidade. Também não consegui tomar uma tequilinha no 5 de mayo :( mas tomei uma margarita :)
Porém, ainda que no vapt vupt, consegui ter algumas impressões, e já digo: foram muito positivas! Eu imaginava que encontraria uma cidade bagunçada, feia, de certa forma favelizada, e tipo... NÃO. Bagunçada com certeza, tipo São Paulo, mas muito mais bonita. Prédios mais baixos, avenidas largas e com canteiros centrais enormes, forrados de árvoes. É uma cidade muito verde!

Eu circulei basicamente pelos bairros de Polanco e La Condesa, mais próximos aos escritório. Polanco é o "Jardins" de Cidade do Mexico, super arrumadinho, caro, cheio de restaurantes, com um shopping fancy, uma belezinha coxinha. Já La Condesa achei puro charme. Até as ruas menores do bairro tem esse canteiro central grande com árvores, muitos bares com mesa pra fora, um clima mais relax, prédios mais antigos, coisa linda. Vi muitas bicicletas públicas, tipo bike do Itau, em vários pontos. Esses bairros são mais planos, e eu morri de vontade de montar em uma e explorar. Pena que né... :(
Pelas ruas de Polanco
O hotel em que fiquei foi numa avenida que suponho ser uma das principais da cidade, a Avenida da Reforma. Nela tem um passeio público lindo, o Paseo de La Reforma, forrado de árvores enormes, banquinhos, e pega o comprimento dela toda. É LINDO! Um dia acordei mais cedo, e fui andando por ela até o final, onde peguei um taxi e segui para o escritório. Foi ótimo, e ao menos me senti explorando um pouco a cidade. Ao final dela, me encontrei com o monumento famoso do Anjo da Independência.
Paseo de la Reforma

Angel de la Independencia
Um ponto importante é a questão da segurança: andando por essas áreas, me senti super segura, como me sentiria no Brasil. Mas conforme fomos de uma reunião para outra, passamos em alguns lugares mais "esquisitos", em que fui orientada a manter a janela fechada, porque es muy peligroso aca. Também fui orientada a somente pegar taxi do hotel, jamais na rua. Todos os recibos que peguei de taxista tinham um aviso em inglês na parte de trás para não pegar taxi na rua sob risco de sequestro.
Povo andando de boa, e eu tirando foto de boa
No sentido gastronômico, a viagem foi quente! Eu nunca fui maluca por comida mexicana, como muita gente é. Mas tive a oportunidade de ir a restaurantes deliciosos, todos com comidas excelentes, e voltei apaixonada por tacos e burritos. Mas é aquilo: todo cuidado é pouco! A comida é pesada, a pimenta então... Jesus! A pimenta mais leve deles, é algo que pra mim já é beeem puxado. Tenso. Aí por óbvio, no meu último dia acordei com meu estômago pedindo arrego, doendo pra cacete.

Por fim, a grande atração turística da minha viagem: enfrentei meu primeiro terremoto. No meu último dia acordei suando frio, com meu estômago em chamas por conta do abuso. Fui trabalhar só respirando fundo, porque fiquei com medo de desandar a vomitar e nunca mais parar, e eu teria que pegar um voo às 6 e meia da tarde. Fui pro escritório, e fiquei verde no meu canto, enquanto esperava minhas reuniões. De repente, senti minha vista bagunçada, tontura, tudo meio dançando, achei que ia desmaiar. Até que lembrei onde eu estava, ouvi os barulhos e me liguei: era um terremoto. A sensação foi aterrorizante. O barulho das paredes, da estutura do prédio, a mesa balançando, o livro caindo da estante, tudo. A parede da minha sala era de vidro, então pra não fazer a maluca desesperada, fiquei observando os locais. O tremor durou cerca de 1 minuto, e quando acabou, aos poucos eles se levantaram e foram rodeando as pilastras que tinham no escritório. Me explicaram que se o prédio cair, estar em volta de colunas de sustentação era o mais seguro. Depois de alguns minutos, voltamos cada um pra sua mesa, xeretei na internet, e descobri que fui brindada com um 6.9 na escala. Coisa de gente grande!

A experiência mexicana foi concluída, porém não me dei por satisfeita Fiquei curiosíssima pra voltar a Cidade do Mexico, conhecer e explorar mais, ir ao grande centro, ver aquelas praças imensas, igreja de Nossa Sra. de Guadalupe tão linda, e ainda ir ver as pirâmides que tem ali por perto. Espero conseguir voltar logo!

Conta Gotas

* Conheci mais um país. Fui rapidinho ao México a trabalho, e fiquei muito surpreendida. Os mexicanos são uns doces - pessoas de riso fácil, que te recebem bem e fazem você estar falando bobagem depois de 5 minutos. A comida é uma delícia (e não, nunca fui fã de restaurante mexicano aqui no Brasil, e muito menos gosto de pimenta) e farta. Cidade do México é uma São Paulo mais charmosa, com muitos restaurantes gostosos, avenidas largas e arborizadas, prédios baixos, pichações, fiquei mega interessada em voltar. Ah! Lá também me deparei com o meu primeiro terremoto, um belo 6.9 na escala Richter. Uma curta porém intensa experiência.
 
* Tirei férias. Pois é, depois de 2 anos e alguns meses, eu finalmente reencontrei o caminho das férias. Foram 2 dias voando e 15 dias inteirinhos em New York. Gostei muito do que encontrei, mas não sei se entendi bem porque tantos brasileiros gostam de passar todas as férias lá... alias, até entendi, mas estou longe de concordar. Por outro lado, é uma cidade na qual eu moraria: é agitada, o ritmo é frenético, tem mil possibilidades, bebe-se bem, come-se melhor ainda, tem muita programação cultural, e o Lower East Side.. que charme! Você encontra todo tipo de gente, dos mais variados estilos, sentar num banco e ficar observando pessoas (um dos meus programas favoritos) é garantia de diversão. Ainda tem a vantagem de que, tirando um ponto ou outro, os turistas se misturam, e não se sobrepõem aos locais. Então, você sabe que ta cheio de turista por perto, mas escuta inglês, vê o povo que mora lá. Foram dias muito bons de muita caminhada, sol, reencontros, risadas, compras, bons drinks e uma nova tatuagem. Também foram muitos ratos pela rua, metro sujo, contas caras, garçons e taxistas de cara amarrada. Definitivamente é um lugar onde eu moraria, mas para visitar, ta visitada. Só volto em alguma ocasião especial.

* A Copa ta chegando, e com ela o caos está instalado: semana passada, eu não estava aqui, mas ficou público que o trânsito de São Paulo parou e as pessoas quase dormiram na rua. Agora estão tentando arrumar as vias que não arrumaram nos últimos 3 anos, e tá difícil andar pela cidade. Paulista, Rebouças e várias das vias importantes da cidade estão sendo recapeadas - ao mesmo tempo. Você não consegue entrar no carro pra uma viagem de menos de meia hora. Qualquer ida na esquina toma pelo menos isso. Com isso, o bom humor que eu regatei com 2 semanas de férias foram embora com 2 dias de ida e volta à Alphaville. Não tem como ser feliz assim, levando 1 hora pra ir trabalhar, e levando outras 2 pra voltar.

* Estou apaixonada. E sobre isso não falo mais, porque acho que ainda não consigo.
 

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