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Seis meses

A maternidade é mesmo uma sequencia de clichês, e talvez o maior e mais verdadeiro deles seja que os dias passam devagar, mas os meses e anos passam muito depressa. E assim, entre dias de 50 horas, parece que os primeiros seis meses do meu bebê passaram num piscar de olhos. E cá estou eu pra, mais uma vez, tentar eternizar em palavras os sentimentos mil que me invadiram nesse tempo. 


A chegada do Dominic ao mundo foi cheia de amor, suas primeiras semanas foram a tal bolha sobre a qual escrevi aqui. E quando ele fez duas semanas, meu marido voltou a trabalhar e eu me vi sozinha em casa com um recém-nascido. Eu senti um pavor imenso, de não ser capaz de manter aquele nenê tão indefeso, tão frágil, vivo e seguro. Aquelas foram as duas semanas mais longas que eu já vivi... eu estava ainda numa neblina emocional muito grande, chorava muito, agarrada naquele pacotinho, e eu mal lembro como passamos nossos dias. Lembro de ficar com ele no colo, parada diante da minha janela, vendo o ponto de ônibus que tem aqui em frente encher e esvaziar, o dia quase inteiro. Mas entre mamadas, fraldas e e partidas do ônibus, sobrevivemos, e então Mati entrou de férias e eu voltei a ter companhia em casa. E quando a semana de folga dele estava chegando ao fim, a minha mãe chegou pra passar um mês aqui comigo. 


O cantinho onde eu passei praticamente a minha licença inteira, desse jeitinho rs

Uma das primeiras vezes que saí com Dominic no canguru, sem saber que seria onde ele tiraria todas as suas sonecas da vida até aqui rs


Foi um mês muito, muito especial, e eu sei que até o fim da vida, lembrarei desse mês com o maior carinho do mundo. Minha mãe chegou aqui num momento muito crítico, quando as cólicas, gases e desconfortos do Dominic tiveram um pico. Ele chorou, praticamente non stop, da sua terceira à oitava semanas de vida. Quando a minha mãe chegou a gente estava penando com ele já há umas 2 semanas, e estávamos exaustos, nervosos, inseguros, atrapalhados, sem saber o que fazer, tentando tudo, e eu me sentindo um fracasso de mãe. Ela cuidou da gente, nutriu, me fez companhia, cantava, acalmava meu bebê como naquele momento eu não conseguia, e deixou nossos dias muito mais leves. Passamos esse mês passeando por Zurich, nos aventurando com Domi no carro e no carrinho (puro desastre), passeando com Carlito, as vezes se bicando, mas sempre dando muita risada, e completamente vidradas vendo o Dominic crescer diante dos nossos olhos. No seu último fim de semana aqui, eu e bofe conseguimos até sair pra um date night, que foram duas horas de oásis no meio da loucura que é a rotina com um recém nascido. 


Minha mãe me fazendo companhia e empurrando carrinho vazio...

... enquanto eu carregava nosso pacotinho

Ao final da oitava semana do Domi os desconfortos foram cedendo, e ele passou a sorrir cada vez mais e mais, a chorar menos e menos. E então a minha mãe foi embora, e quem chorou pencas fui eu. Tive quase que um puerpério 2.0 com a partida dela, e o reencontro com a solidão que é a licença maternidade. Mas depois de uns dias bem borocoxô, eu aproveitei que Domi estava entrando numa rotina mais previsível, e num humor mais social, e comecei a me aventurar para encontrar amigas em cafés e restaurantes. Também comecei a tirar algumas horinhas para mim quando o Matt voltava pra casa.. ia fazer massagem, exercícios, fazer vários nadas. 


Começando a curtir os dias fora...


Em abril eu fiz 39 anos, e me senti a vontade para receber alguns poucos e bons em casa, cantar parabéns, matar saudade da casa cheia. Também nos aventuramos em nossa primeira viagem com o Dominic. Dirigimos até a região da Provença, na França, e foram dias muito, muito gostosos. De voltar a fazer algo que tanto gostamos, mas de um jeito novo. Nessa primeira viagem a gente deu umas barrigadas, mas também acertamos bastante. Estamos aprendendo com ele, em tudo, inclusive como viajar. Ter ido nessa viagem, mesmo com os perrengues (bebê chorando no carro, apartamento com piso que rangia muito e o acordava, cansaço, etc) me deu muita confiança. 



Conhecendo a região de Provença...


... e aprendendo a viajar num ritmo diferente

E se a viagem foi um grande milestone pra gente, em maio tivemos muitos pequenos momentos de conquistas e alegrias. Eu fui sozinha com Dominic para Berna passar o dia, sobrevivendo com muita dignidade ao role de trem e passeio pela cidade rs. Dominic tirou seu passaporte italiano, fechando seu último compromisso burocrático. Ele também aprendeu a rolar, de trás pra frente e de frente pra trás, passou a curtir andar no carrinho, foi no seu primeiro samba (e dormiu rs). Recebemos visita do meu irmão e sua família, e depois fomos encontra-los na França durante um feriado. Passeamos por Lausanne, nossa cidade favorita na Suíça francesa. E por último, mas muito importante: eu fui com amigos ao show da Mãeana, e me senti muito viva, me reencontrei comigo, dancei muito, tomei vinho, cantei bem alto, e passei 3 horas longe de casa, mas que me renovaram e preencheram, e me deixaram muito feliz. 


Meu primeiro dia das mães



O reencontro comigo no show da Mãeana


No fim de maio acabou a minha licença maternidade oficial, mas eu tirei férias durante o mês de junho (a política familiar da Suíça é das piores, se não a pior, da Europa rs, mas é assunto pra outro post). Foi um momento de começar a me acostumar com a idéia que meus dias inteiros com meu bebê estavam chegando ao fim. Nos preparamos para as férias, fomos para a California num novo grande milestone, que é uma viagem longa de avião. Apesar do jetlag, da situação política do nosso destino nesse momento, foi tudo bem, e passamos 15 dias felizes com a família, de descanso e aconchego. E assim, num piscar de olhos, na duração de um post de poucos parágrafos, meu bebê fez seis meses e eu voltei a trabalhar, encerrando um período único e muito especial da minha vida. 




O retorno da minha persona corporativa


Acompanhar o desenvolvimento, as mudanças diárias do Dominic tem sido um privilégio e uma delícia. Eu amo ver como, de pouquinho em pouquinho, ele vai adquirindo novas habilidades, vai aprendendo coisas, vai ficando cada dia mais fofo. Mas acompanhar as mudanças em mim tem sido igualmente interessante. Eu passei os primeiros meses completamente tensa. Tensa pelos medos, pela insegurança de ser responsável por um bebezinho, tensa pelas dificuldades que ele teve, de ter passado seus primeiros meses basicamente chorando, de eu não saber o que seria dele - e de mim - a cada vez que acordasse. Tensa por me sentir 100% tomada por uma nova vida, uma nova versão, e não saber direito como lidar com ela. E então eu fui, bem aos poucos, ficando mais confortável, sentindo a tensão diminuir, e começando a me encontrar. 


Uns meses atrás, antes do nascimento do Dominic, esse vídeo passou no meu instagram (não achei a versão do ig, e numa busca rápida achei ele no tik tok). Essa educadora celebrada nas redes fala sobre como lutar contra a maternidade pode dificultar o caminho, como é importante se entregar. Na época, mesmo grávida, eu achei interessante mas não pensei muito sobre. Mas andei refletindo muito sobre como, principalmente nos ultimos 3, 4 meses, eu deixei mesmo a maternidade me levar, e como isso ta me fazendo bem. Eu não sou aquela pessoa que se define como mãe, que precisa dizer antes de mais nada que é mãe do fulaninho, não é meu perfil, nunca foi. Mas nesse momento eu to bem em paz com as mudanças que a maternidade trouxe pra minha vida. Eu sinto sim saudade de ter tempo pra mim, acho cansativo que qualquer ida ao supermercado pode virar um grande evento de planejamento, mas eu tenho tido tranquilidade para, na tentativa e erro, buscar novas formas de me estruturar. Eu penso muito em como o meu bebê só vai ser pequenino assim uma vez, e isso me dá uma acalmada para viver o agora em todo o seu caos.


Nos meus momentos de angústia dos primeiros meses, lembro de sofrer porque Dominic não dormia no berço, porque chorava muito, porque só tirava sonecas no canguru, porque só queria colo, mamava o dia inteiro, porque eu sentia que não podia nem sentar num café, muito menos viver minha vida. Sentia inveja das mães passeando por aí com seus nenês a dormir tranquilos no carrinho. A fase de não poder sentar num café passou, mas algumas coisas ainda persistem. E aquela angústia deu lugar a uma aceitação de que eu tenho controle sobre algumas coisas, mas não tenho sobre a maioria delas. Que meu filho é quem ele é, independente do que eu quero, projeto, desejo, planejo. E eu sei que esse ciclo de desejos-frustrações-aceitação vai se repetir inúmeras vezes ao longo da maternidade. Eu to aqui meio fascinada com a paciência, a resiliência, que esse menino tem despertado em mim todos os dias. E eu desejo, cada vez mais, não perder esse olhar generoso com que me vejo, e com que vejo a maternidade. Foram só seis meses, mas foram uma vida.



***

* tenho demorado tanto pra organizar minhas ideias, que rascunhei esse post um mês atrás, mas só vim terminar ele hoje, que Dominic fez 7 meses rs. 

04/12: O meu mês

Abril é um mês muito feliz nessa casa. Dia 4 de abril de 1986 eu nasci. Em 5 de abril de 2014, fui comemorar meu aniversário no Lollapalooza em São Paulo, e conheci o cara com que, no dia 30 de abril de 2016, eu me casei. Abril chega aqui em casa cheio de festa, sempre. Eu fico contemplativa, eu me sinto amada com a avalanche de mensages que chegam, a gente planeja comemorações com muito carinho, e como se não bastatesse tudo isso, a primavera sempre da as caras deixando os dias mais longos e coloridos. 


E abril de 2022 não foi diferente. Teve bolo de aniversário no escritório, teve festa rave que durou 12 horas, teve viagem de Páscoa, teve jantar chique, teve tudo! Aqui em baixo deixo alguns registros desses momentos festivos e felizes. 

Um arco íris em nosso jantar comemorativo de 6 anos de casamento

Beleza por tudo: Kayserberg, Alsace, na França

Um registro da minha rave de aniversário - um dos poucos publicáveis

Zurich vestida de primavera

Páscoa em Reims, Champagne, na França

Nem só de belezas e festas é a vida. Passamos um susto com um familiar do marido, e ele fez quase um bate e volta pra California. A gente foca no lado bom das coisas, mas se tem um lado negativão de mudar de país, é esse: estar longe da família, em todos os momentos. Nos bons momentos a gente sofre de vontade de estar lá, mas nos difíceis a gente sofre e sente culpa. Lá em casa sempre fomos criados pro mundo, seguir vivendo na cidade dos meus pais nunca foi uma opção, e tomar decisões de morar longe da família pra mim nunca foi muito complicado. E mesmo assim, quando da uma merda, a gente se culpa. Se culpa pelas escolhas que fez (mesmo sendo muito felizes com elas), se culpa por não poder fazer muita coisa, se culpa por não estar lá pra segurar a mão, se culpa até por não ter vontade de arrumar as malas e se mudar pro Brasil. Viver fora do país vai sempre ser esse monte de emoção: orgulho, culpa, não pertencimento, conquista, etc. Eu sempre digo que nenhuma decisão precisa ser pra sempre, e não é mesmo, e que o mesmo avião que traz, leva de volta rs. Falo isso sempre, pra todo mundo que pede meu conselho sobre morar fora. Mas é muito importante estar confiante e confortável com a decisão que toma, porque momentos como esses de dificuldades na família fazem você repensar tudo. 


E passada a crise, voltamos ao trabalho, a primavera, e aos dias cada mais claros, quentes e longos. Sério, essa época do ano eu sou muito feliz, e acabo ficando com muita energia, o que ajuda demais com as metas: 

- ler dois livros por mês: em abril li dois livros, de autoras argentinas, e lindos, lindos, lindos. 

O parque das irmãs magníficas, de Camila Sosa Villas: o livro mais lindo que li esse ano. Eu quis ler devagarinho, porque ele começa lindo e forte, e eu já sabia que era meu tipo de livro. Embora fictício, a história tem sim muito da vida da autora, uma mulher trans sobrevivendo pela vida na província de Córdoba, Argentina. Fala sobre força, sobre feminismo, sobre preconceito, sobre violências, sobre tudo que é tirado de uma mulher trans, sobre toda sorte de abuso que lhes são impostos. Leia, apenas leia. 

Morra, amor, da Ariana Harwicz: esse daí é mais porradão, uma leitura menos linear, mais visceral, e mais uma vez, sobre mulheres. Eu não amei o livro o tempo todo, mas em sua maior parte. 


- Conhecer lugares novos em Zurich: 

Pois vi que eu falei do Cartell em março, mas eu fui nele em 1o de abril hahaha.. em todo caso, ta falado. Fomos também no restaurante do Markthalle, tipo um mercadão de produtores aqui do bairro. O restaurante é lindo, embaixo do Viadukt, uma estrutura de arcos. As comidas são feitas com ingredientes das lojas do mercado, mas o ponto alto mesmo foram os drinks feitos por um barman muito apaixonado pelo rolê. Um melhor que o outro. 

Também fomos finalmente comer o hamburguer do Blacktap, uma rede de NY que tem uma filial aqui em Zurich. Achei o hamburguer bom, mas considerando o tanto de fila que faz no lugar, acho que eu esperava mais rs. E eles tem aquelas taças lambuzadas de milkshake, e eu tenho pavor rs. Mas voltaremos sim, porque hamburguer BOM é algo que não tem aqui, e esse daí se sai bem. 

Terminamos o mês conhecendo o restaurante Alex, do hotel do mesmo nome, que fica em Thalwil, na "grande Zurich" rs. O hotel é 5 estrelas, o restaurante tem uma vista linda sobre o lago (da foto que abre o post) e serviço de wannabe Michelin star (no momento, é só Michelin guide, e tem uma pontuação boa no Gaut Millau). É bom? É. Mas eu achei o cardápio pouco inovador rs. É um restaurante bem caro, até pros padrões já caros da Suíça, e por isso eu gostaria de ter visto coisas mais diferentonas no menu rs. Mas tava tudo uma delícia, pratos bonitos, e valeu a pena. 


Me exercitei mais, bati minha meta de passos por vários dias, e alternei com dias de alimentação muito saudável com dias regados a champagne e queijo. É o ideal? Não. Vou pra França e vou ficar noiando pela alimentação ideal? Também não. Então a beleza ta em encontrar esse equilíbio rs. Encerro o post com essa foto do casal de milhões de centavos completamente ressacado mas fingindo riquena na beira do canal em Zurich num dia BEM lindo. 


* post esquecido nos rascunhos rs, mas antes tarde do que nunca

As mudanças da vida


Até janeiro de 2016 eu nunca tinha pensado em morar na Suíça. Alias, era bem pelo contrário: por ser um país que meu pai adora, minha cabeça automaticamente o rotulou como país chato. Mati inclusive algumas vezes comentou que tinha amigos morando aqui, e eu sempre fui categórica: não saio do Brasil para ir morar na Suíça. RYSOS. 

Eu só tinha estado na Suíça pra fazer conexão no aeroporto, e Berna eu só conhecia de nome por uma convenção de direito. Sabia que era capital, e mais, sabia que era pequena. Era um "no go" pra mim e quando ele recebeu um convite para entrevista o acordo foi que ele faria a entrevista "só pra praticar". MAIS RYSOS. Há 4 anos ele recebeu essa proposta de emprego em Berna, e eu fiquei muuuuito contrariada. Inclusive teve muita lágrima, sofrência, ligações pra casa da mãe no meio da noite rs... Mas a proposta era atraente, tínhamos outras questões familiares acontecendo, eu conversei com umas amigas que moravam em cidades europeias de proporções similares, e resolvi encarar o desafio. 

E além da minha eterna vontade de ser feliz (que me faz tirar o melhor de qualquer lugar que eu vá), Berna mostrou-se muito, mas muito acolhedora. Confesso que, dia após dia, essa cidade só se fez crescer no meu coração. E eu virei uma Bern lover. Assim, com força. Nos meus anos "sabáticos" (mais rysos aqui porque eu to saudosa e piadista rs) eu aproveitei muito a cidade: andei de bicicleta por ela inteira, entrei em tudo que é café, procurei coisas novas para fazer a cada mês, curti os sábados de museu de graça em agosto, fui em quase todas as piscinas públicas, nadei nesse rio diariamente em meses quentes, piz picnic em muitos parques, fiz trilhas pela cidade, e principalmente, conheci gente muito maravilhosa. Berna me mostrou, mais uma vez, que eu posso dizer até que eu sou bixo de cidade grande, mas eu sou mesmo bixo de onde eu quiser. 

Convenhamos que não é nenhuma missão impossível amar esse lugar, né?
Mas teve uma coisa que Berna não conseguiu me dar: um trabalho. Berna é uma cidade que gira em torno da administração pública, de embaixadas, e de negócios focados na Suíça. Ou seja, Berna é focada no mercado interno e por isso exige um nível bem elevado de alemão pra quem quer trabalhar num escritório. Claro que deve ter uma vaga ou outra aí que facilita, mas eu não as encontrei. E desde agosto de 2018 eu acordo todo dia em Berna, pego um ônibus, depois um trem, depois outro trem, e uma hora e meia depois, sento num escritório em Zurich, de onde só saio depois das 6 da tarde pra fazer o caminho inverso. Ou seja, há um bom tempo eu não vivo Berna :( 

Nesse tempo eu nunca deixei de procurar emprego aqui, mas não rolou. E começou a ficar insustentável. Não só a canseira de viajar 3 horas e 200 quilômetros por dia, mas a falta de perspectiva de reverter essa situação. Todos os currículos que já enviei, todas as vagas que já me interessei (e que tenho qualificações), são fora daqui. 95% em Zurich e arredores, algumas em Basel, e outras espalhadas na área francesa. São cidades mais internacionais, onde é possível trabalhar em inglês. Então, apesar de todo meu carinho por Berna, era questão de tempo. 

Desde que comecei a trabalhar em Zurich é claro que a cidade começou a me conquistar. Conforme eu fui passando mais tempo lá, eu fui vendo mais e mais dela, principalmente fora da rota turística. Além disso, fui conhecendo mais gente por lá, passando mais tempo com gente que eu já conhecia, e fui ficando muito mais interessada na possibilidade de mudar pra lá. Nesse verão, principalmente, o commute foi muito pesado pra mim: muitos trens atrasados, estações cheias, vagões sem ar condicionado, e um nível crescente de insatisfação pro meu lado. Tivemos muida conversa e chegamos a conclusão de que seria melhor pra nós. Inclusive passamos um fim de semana por lá pra dar aquela animada. Foi no verão, com dias lindos, com festival de música, Zurich se mostrando toda pra nós. 
Nosso primeiro "chega mais" em Zurich, em agosto
E foi assim que começamos a planejar nossa mudança, que vai acontecer em algum momento da primavera. Eu estou muito animada com o que vem pela frente, em explorar uma cidade nova, em encarar uma mudança e tudo que vem com ela. Estou começando a busca por um lar, conhecendo bairros, prestando atenção em cada cantinho e ansiosa pela fase nova. Estou cada dia mais interessada em Zurich, e na contagem regressiva pra chamar ela de lar! 


O próximo verão vai ser assim :)

A colheita

Se por um lado parece que foi ontem que eu estava em êxtase por voltar a trabalhar, por outro parece que couberam 6 anos nesses 6 meses. Por questões estratégicas, por feeling, por um monte de coisas que eu poderia contar outra hora em outro post, optei por aceitar a vaga temporária de estagiária que me ofereceram, mesmo tendo uma oferta de emprego permanente e bem remunerado na outra mão. Eu sempre tomei decisões estratégicas na minha carreira, decisões que algumas pessoas não compreendiam muito, mas que pra mim faziam sentido no longo prazo. Não foi diferente dessa vez.

Só que pra um estágio fazer sentido nessas alturas da vida, eu tinha que fazer ele render muito. Eu tinha que me mostrar muito, mostrar tudo que aprendi nessa vida, e que eu era uma estagiária "diferenciada". Depois daquela primeira semana que é sempre meio marasmo, eu comecei a me jogar de cabeça no trabalho. Me enfiar em tudo que é reunião, puxar qualquer coisa pra mim, botando a cara no sol rs... Acabei ganhando um projeto de presente, e aos poucos fui criando meu espacinho. Comecei a mostrar para as chefes (sim, ainda tem isso, entrei numa equipe feminina muito incrível :) que eu conseguia fazer muita diferença. E começou a dar certo.

Terça-feira encerrei meu estágio com um contrato de especialista assinado :) Ainda não é uma vaga permanente de emprego, mas um contrato atrelado ao projeto que estou liderando, até dezembro. Se tudo correr como previsto, e o projeto decolar, a gente vê como fica depois. Mas eu estou com um orgulho que não cabe em mim. Por ter seguido minha intuição mais uma vez (e num ambiente tão desfavorável, vamos combinar), por ter conseguido provar meu valor, por estar de volta com tudo nesse mundo corporativo do qual tanto falo mal mas ao qual sou bem apegada rs. Some-se tudo isso que eu estou curtindo muito a empresa, sou liderada por mulheres inspiradoras, aprendo muito, conheço muita gente interessante. 

E por fim, mas não sou hipócrita de dizer que é menos importante: financeiramente entramos numa nova fase aqui. Não que a gente vá ficar rico, porque eu ainda sou empregada, não a dona da empresa hahaha, mas vamos ter um respiro. Nos dois anos em que não trabalhei nos descapitalizamos muito. A Suíça é cara, nós temos Baby que mora em outro país, e tínhamos economias em Reais. A gente não sabia desse problema do visto quando viemos (uma cortesia do RH do emprego de Mati, que nos informou incorretamente), e estávamos preparados para uma eventual demora para eu encontrar emprego, mas pensávamos em coisa entre 6 meses e um ano, mas não dois anos sem poder nem procurar. Eu encontrar um emprego o quanto antes (depois da novela do visto) era imperativo para continuarmos na Suíça. Tínhamos alguns planos B, C, etc, que ao invés de dar conforto, me tiravam o sono à noite. A verdade é que eu gosto muito, mas muito mesmo, de morar aqui e sair desse país sem ao menos ter tido a oportunidade de experimentar o mercado de trabalho era um cenário que me deixava deprimida. E ainda que o estágio não me pagasse um baita salário, ele já possibilitou que a gente refizesse um pouquinho as nossas economias. E agora, voltando a exercer um cargo de profissional graduada, a gente meio que entra numa "vida normal", como seria no Brasil, ou em qualquer outro lugar em que estivéssemos. 

Entre um contrato e outro eu pedi férias. Va lá que são não remuneradas rs, porque um contrato terminou e o outro não começou. Mas tudo bem. Passei os últimos dias dando um tapa na casa nova, que ta uma ligeira bagunça rs, e sábado vamos para uma semana de férias nas montanhas. Na volta eu ainda tenho um tempo para curtir minha Berna, relembrar meus dias de absoluta folga por essa cidade (dos quais, não nego, sinto certa saudade, porque o ser humano é um bicho complicado mesmo), tomar todos os cafés com minhas amigas, para retornar ao trabalho zerada. O futuro, ele chegou :)

De mudança na Suíça

Lá em 2016, depois de ter me mudado, eu fiz esse post contando da saga de encontrar nosso primeiro apartamento. Devo dizer que, mesmo sendo novata, fiz uma pintura bem real da função alugar casa em Berna rs. Mas como já contei, resolvemos mudar de casa, por vários motivos, mas o principal deles: estar no centro da cidade. A nossa experiência anterior era de pessoas recém chegadas no país, visitando apartamentos fora do centro. E agora vou contar um pouco da experiência de procurar apartamento no centro, e se mudar tendo já uma residência fixa na Suíça. Voilà.
Nossa primeira varanda, onde fomos muito felizes, e que agora fica pra trás :)
A procura
Como da outra vez, minha principal fonte de busca foi o ImmoScout24, o site onde se encontra o maior número de ofertas. Também usei o Home, Homegate, Anibis e um app chamado FlatFox.  Nesses sites é possível filtrar a busca por número de cômodos, bairro desejado, área, preço, etc. Muuitos apartamentos são repetidos entre os sites, mas eu entrava nesses sites uma vez por dia, todos os dias. Assim como há 2 anos atrás, era sempre necessário marcar a visita (as vezes o dia da visita já está marcado no anúncio, o que facilita), ir lá olhar, conversar e, se interessando, pegar o formulário para application. Acho que visitamos, possivelmente, uns 15 apartamentos, senão mais. Mandei candidatura pra mais da metade deles. Sobre essa parte, nada de diferente de antes. Mas...

Quero fazer umas considerações sobre Berna que podem valer pra outros lugares nessa Europa. Berna é uma cidade de mil anos, mas quando você sai do centro, é tudo "novo", de 1950 pra frente. Quando você vai pro centro da cidade, há prédios dos séculos XVIII, XIX, imaginem só rs. E aí tem várias coisas que são muito importantes de avaliar na visita: iluminação, divisão, etc. No centro de Berna tem muito prédio geminado, que só tem janela na frente e atrás, e por consequência, não recebem muita luz natural. Isso também pode acontecer com apartamento no último andar, os dachwohnungs, por conta to telhadinho em A, sabe? Outra coisa bem comum é o apartamento corredor (denominação minha rs): você entra e é um corredor cheio de portas. Aí numa porta é sala, noutra é cozinha, noutra é quarto, etc. Não tem um espaço aberto. Aparentemente esse tipo de coisa fazia sucesso em outras épocas, mas pra mim é um deal breaker. Por fim, uma outra preocupação que a gente nem pensa muito no Brasil: prédio tombado. A cidade antiga de Berna é inteira tombada, e cheia de apartamentos super charmosos onde mora muita gente. Mas se você tiver um vazamento, um probleminha qualquer, você tem que enfiar a Unesco no meio pra resolver. Tivemos amigos que ficaram quase um ano com vazamento no banheiro enquanto a burocracia se resolvia. Nosso antigo apartamento é da década de 40, e tem um layout um pouco "mais moderno". Tem sala aberta, e tal. Apesar de uns probleminhas, sou apaixonada por ele, e queria que desse pra fazer que nem em desenho animado (ou nos EUA haha): botar ele num caminhão e mudar pro centro, rs. Mas como não dá, a gente se atentou muito nas visitas, e também aceitamos que morar no centro seria possivelmente não morar tão bem e pagando mais. A vida é feita disso aí, né... escolhas. Enfim, tenham essas coisas em mente.
Cidade antiga: um sonho que pode virar um pesadelo
O application
Da outra vez éramos recém-chegados na Suíça, e por isso a gente não tinha referências, histórico nenhum. A escola de Mati se colocou como nossa referência, e era tudo que tínhamos, mas como estávamos procurando coisas fora do centro, onde a concorrência é mais baixa, foi suficiente. Dessa vez não.  Nesse tempo aqui aprendemos que uma cover letter com foto ajuda, e muito, no sucesso do application. Então fizemos uma, que a princípio eu mandei em inglês, mas ~curiosamente~, nos ofereceram um apartamento para o qual mandei a carta em alemão. Como já moramos aqui, além de preencher o application com as informações que pedem lá, precisamos anexar o Betreibungsregisterauszug, que é uma certidão negativa de débitos, e enviamos a cópia do nosso permit. Essa certidão você tira num órgão de administração da cidade, e tem que ser pra todos os moradores da futura casa. Aqui tiramos um pra mim, um pra Matt, e custou 17 francos cada um. Em todos os applications pediram referência do atual locador, e em alguns pediram referências pessoais e profissionais. Inclusive, ligaram pra minha chefe pra confirmar que eu trabalhava mesmo onde disse que trabalhava e se ganhava quanto disse que ganhava. Ou seja, não mintam rs... 
Meu favorito de todos os visitados. Infelizmente não rolou :(
Concorrência 
Quando começamos a procurar apartamento em 2016 nos falaram que a concorrência por casa aqui na Suíça era feroz, e vimos isso num apartamento que visitamos na Lorraine, um bairro meio hipster aqui de Berna. Mas fora do centro, mais precisamente em Ostermundigen e Muri, onde focamos a nossa busca, a concorrência não era tão alta. Lembro que até vimos outras pessoas olhando, mas era pouca gente. Acho que no máximo outros dois "concorrentes" ao mesmo tempo. Aplicamos pra quatro apartamentos e recebemos duas ofertas. Sucesso de 50% rs. Dessa vez o buraco foi BEM mais embaixo. Visitamos apartamentos que tinham outras 10, 15 pessoas olhando ao mesmo tempo. Mandamos pelo menos uns 10 applications, e recebemos duas ofertas somente rs. Alias, uma curiosidade: no começo do processo consideramos nos mudar pra Zurich, e eu acabei indo visitar um apartamento lá porque o preço estava bom e era bem próximo ao meu trabalho. Pois chegando lá, a fila pra entrar no apartamento descia do terceiro andar até a calçada. Eu fiquei uns 40 minutos lá, devia ter umas OITENTA pessoas, juro. Ou seja, em Berna a coisa é feia, mas realmente, nas "grandes cidades", como Zurich e Genebra, é bem pior. 
A foto é ruim porque eu tava tentando ser discreta rs.. Mas essa fila aí é de gente pra visitar o apartamento em Zurich 
Limpeza
Aqui na Suíça quando você sai de um apartamento tem uma limpeza obrigatória. E não é uma limpeza simples não.. é uma LIMPEZA forte. A minha imobiliária até mandou um checklist com as coisas que eles olham. Tem que tirar o calcário de tudo, limpar o filtro interno dos aquecedores, dentro do fogão, o filtro do exaustor, cada etc. Cada cantinho da casa é escrutinado na saída, e se acharem que não ta bom, eles mandam você limpar ali na hora. Muita gente encara a limpeza por conta. A gente optou por pagar uma empresa pra fazer, e é um troço CARO. Cotações para a limpeza (e a mudança, para quem se interessar, podem ser feitas no Movu). 

Por fim, de saída, é importante avisar todos os órgãos e empresas envolvidos no processo: prefeitura, empresa de energia, correio, seguro, etc. É um trabalhão do cão. Nos mudamos ontem, e o sentimento é de que estamos somente começando a resolver a trabalheira rs...

Novembro Intenso

Eu ainda to me beliscando que novembro ta acabando e meu deus do céu, é natal...
Oi bininas, tutu bom?
Novembro foi um mês intenso, cansativo, dramático, babaaaaado nessa minha vida hahaha, e eu vou fazer recap sim porque to eu mesma ficando meio de boca aberta com tanta coisa que aconteceu rs. 

Começamos o mês numa viagem do vôlei da escola de Mati. Não sei se já comentei por aqui, mas além de professor, ele é técnico de vôlei do time feminino da escola e quando há viagens, é necessário sempre que uma mulher acompanhe e eu normalmente me voluntario para fazer esse serviço rs (me voluntariava, porque ao fim dessa viagem rolou um mini drama, teve um email mega mal criado de um pai, e eu resolvi que num sou nem paga nem treinada pra lidar com essa patifaria, portanto encerrei minha carreira de chaperon voluntária rs). Mas voltemos a Lausanne, rs. Mati conseguiu que um colega dividisse o trabalho com ele, ficando com as meninas até as 15h do primeiro dia de torneio, e por isso a gente conseguiu passear por Lausanne, cidade que adoro, abrir a temporada de fondue, curtir um pouquinho, e foi delícia demais! Acabei só fazendo uns stories e nada de fotos, mas pra fins de ilustração, vai foto de stories mesmo (e lembrem: visitem Lausanne, é linda :)
No fim de semana seguinte fomos para Budapeste, numa viagem que não pensei muito e agendei uns meses atrás numa promoção da Easy Jet. Eu morria de vontade de conhecer a cidade, sempre li maravilhas sobre. Budapeste é linda mesmo como todos dizem, tem hora que até te tira o fôlego. Mas devo dizer que me lembrou bastante Praga, e mais, acho que uma Praga com ainda mais resquícios de comunismo. Acho que Budapeste foi o lugar (tirando a Rússia, claro) em que essa lembrança do comunismo se fez mais presente . Foram dois dias inteiros, intensos, em que conseguimos fazer quase tudo que queríamos sem ter que correr por aí. Comemos bem, curtimos a cidade e ficamos cheios de  boas lembranças <3 
E como nem só de viagens e programinhas românticos é feita a vida, novembro teve seu lado bem bandido. Contei no começo do ano que comecei uma pós graduação. As aulas do curso acabaram sexta-feira, e agora só me falta entregar um paper, cujo prazo é fevereiro. MAS... antes de acabar, deve um bendito estudo de caso em grupo. Apesar de termos dois meses pra fazer, é claro que foram nas últimas semanas que o bicho pegou. Teve colega folgadésima não entregando nada, teve choro, teve noites mal dormidas, mas no fim, teve apresentação, uma sabatina feroz, e teve aprovação. Ta mais do que bom. 

Teve também trabalho, muito trabalho. Eu contei que estou fazendo um estágio, né? E por mais valiosa que esteja sendo a experiência, não vou ser besta, a verdade é que eu quero um emprego fixo, um salário compatível com minha experiência, um sossego pra minha vida. E como já é sabido, no pain, no gain. Eu to trabalhando que nem doida, tentando mostrar pra essa galera que, apesar de toda a loucura envolvida, eu sou um belo asset pro time rs. Eu estou trabalhando com coisas muito interessantes, mas que são novidades pra mim, então além do esforço natural que é mostrar serviço, eu to tendo que estudar bastante, aprender, dar com a cara na parede, enfim... ta sendo uma experiência interessante, mas exaustiva. 

Por fim, estamos de mudança. Olha que maravilha? Hahaha.. na verdade, só nos mudamos em fevereiro. Mas desde o fim de setembro estávamos procurando um novo lar pra chamar de nosso, e isso na Suíça é quase um emprego integral rs. Quando chegamos por aqui queríamos morar no centro da cidade, mas não sabíamos quando eu iria trabalhar, e optamos por um bairro um pouco mais afastado e por isso mais em conta. Gosto muito de de Ostermundigen, o bairro em que moro, mas depois de dois anos, estamos com saudades de viver na "muvuca" (bem entre aspas, porque em Berna não tem muvuca, rs). Isso aliado à minha rotina de viajar pra Zurich todos os dias facilitou a decisão de começar a procurar. Foram uns 45 dias visitando apartamentos quase todos os dias, preparando papelada pra application, escrevendo cartinhas, quase se humilhando e pedindo pelamordedeeeeeusss me deixa morar aí, encaixando essas visitas na nossa rotina louca. Se você me segue no instagram e viu várias casinhas fofinhas pelos stories, era eu explorando possíveis bairros haha. Mas enfim, achamos um canto pra chamar de nosso, finalmente. Agora é hora de começar a planejar essa mudança. 
Mas sabe o que é melhor mesmo? É que a vida ta tão, mas tão agitada, ando tão ocupada, que não deu tempo pra sentir depressão de inverno. Me lembro bem que desde que cheguei aqui, acaba o verão e  nessa altura do ano eu estava imprestável, chorosa, deprimida e derrubada. Os dias curtos, cinzas, cheios de névoa, sugavam minha energia e tudo era muito difícil. Esse ano, pelo menos por enquanto, não tive nem tempo de me deprimir. E sim, essa sou eu tentando olhar o lado bom das coisas, porque no fim, eu descobri que sou essa pessoa haha.. 

E novembro foi isso daí. Agora é hora de encher a banheira, botar uma músiquinha, acender uma vela, descansar as pernas e começar a pensar no que que eu fiz de 2018, e o que eu quero pra 2019. No fim, a gente tira um sarro da Simone, mas convenhamos que chega fim de novembro, a gente fica assim mesmo, né... então é Natal e o que você fez?!

E a vida, heim?

A vida vai muito bem, obrigada. Depois de dois anos de sofrência, chegou o tão desejado visto, o tão desejado emprego, e a vida segue aqui tomando novos contornos. Hoje em dia tenho uma rotina completamente diferente dos meus dois primeiros anos em solo suíço, e devo dizer que ainda não estou 100% adaptada. Mas ok, imagino que deve ser normal o corpo tomar um tranco com tanta mudança depois de tanto tempo numa maciota, né?!

Eu levanto 6h da manhã todo dia, às 7h pego o trem pra Zurich, entro no trabalho 8:15, saio às 17:15 e chego de volta em casa às 18:30. Duas vezes por semana tenho feito tandem de alemão, pois só uso inglês no trabalho e não quero enferrujar. Na próxima semana voltarei ao ballet, que eu tinha parado para as férias e acabei adiando a volta por conta das mudanças todas. E algumas vezes por mês tenho aula da minha pós graduação, que são dias inteiros e por isso não vou trabalhar. Aos finais de semana me sobra tempo pra dar aquela limpada na casa com Mati, encontrar os amigos, dormir até mais tarde e passear. Vai dizer que não é outra vida? Estou penando, me sinto muito cansada, mas estou feliz. Não reclamo de jeito nenhum :) 

Desde que cheguei das férias fiz bastante coisa, além de dar uma baita reviravolta na vida hahaha.. Vejamos: 

Recebi amigos em casa para um domingo de café na varanda e mergulho no rio
Passei um sábado fazendo picnic na beira do lago e explorando Lausanne, minha cidade favorita da parte francesa
Fizemos nossa primeira caminhada com ares outonais na floresta
Fui pra Paris <3
Pedalei 20 km, o melhor jeito de descobrir os cantinhos perdidos de Berna
Passei três dias em Vevey, à beira do Lago de Genebra, em aulas da pós
Ou seja... A vida anda agitada pra caramba. 

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