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Um post sobre looks do dia - e sustentabilidade

A idéia de second hand sempre me agradou, mas há uns 15 anos atrás, quando entrei no meu primeira brechó, eu achei a experiência meio complicada. Lembro de ter ficado completamente inerte diante de TANTA coisa. Foi ali que eu descobri que eu gostava de garimpar até a página dois. Uns anos depois, quando descobri o Enjoei, a coisa mudou de figura: era uma experiência muito mais fácil e agradável, e eu comecei a dar mais chances pros usados no guarda roupa. Lembro bem da minha primeira peça de segunda mão, uma "blusinha de trabalhar" da Cris Barros - uma marca completamente inacessível pra mim na época. E nem só de comprar se faz essa história, mas também de vender. Desapeguei de muitas coisas pela OLX e com amigos, e quando chegamos aqui, acertamos que tentaríamos achar o máximo que desse de coisas usadas pra nossa casa e vida - é sustentável, é o futuro, e é também o jeito de não ter uma casa que parece um catálogo da Ikea rs. 


As vezes, quando comento de tantas coisas que são second hand aqui de casa - e também do meu armário - muitas pessoas ficam surpresas. Ouço as vezes de amigas coisas do tipo.. "não sei como você acha essas coisas, não consigo". E é mesmo um processo e um exercício. Processo de ir achando as lojas que você gosta, que tem curadoria interessante, e ter um pouco de persistência. Nem sempre você vai achar coisas legais, mas quando você acha... você acha! Outro dia comentei que meu estilo mudou bastante ao longo dos últimos anos, e hoje, vejo que muito do que é novo no meu armário pra sustentar essa mudança, veio de lojas de segunda mão. E resolvi que hoje ia encarar uma ego trip aqui e postar meus looks do dia de second hand sim, e quem saber, convencer você - se ainda não deu uma chance aos brechós - para que dê. Como eu não sou uma blogueira de respeito, só vai ter foto de espelho rs. Mas fica aí essa dica: quando se achar bonita no espelho, tira foto mesmo e depois faz um post para a posterioridade :) 

Esse shorts, que é uma das minhas peças favoritas do momento
Um jeans bem diferentão

Vestidão de verão

Essa blusinha, achada num desapego de instagram

Essa blusa preta, que vai pro trabalho e pra baladinha

Um blaser bem lindão

E o favoritíssimo de todos: esse casaco peludo maravilhoso

Meu olhar melhorou demais, e hoje minhas compras são sempre certeiras - porque tem um perigo aí que é comprar coisa usada por comprar, porque é barato, e que vai deixar de estar encalhada no armário de alguém pra encalhar no seu. Sim, já caí nessa presepada, e talvez você caia também. Mas ir apurando o olhar, começar a pensar se vale a pena, mesmo sendo tão barato, é um caminho natural. 

E aí pra não ficar só nas fotos de bonita, ainda tem outros achados. A minha casa é metade mobiliada e decorada pela IKEA, e a outra metade por coisas que achamos pelas brockis, como são chamadas as lojas de segunda mão aqui. E se um dia eu fizer uma parte dois desse post, eu venho com mais imagens. Mas achei essas duas fotos no rolo da câmera e achei que valia mostrar: 

Esses pratos lindos, que custam uma fortuna cada um, vieram de um brechó: 50 francos por 6 grandes de 11 pequenos

Mesa encontrada no marketplace do facebook, e cadeira diretamente do garage sale da firma rs

E veja só, pra finalizar, uma histórinha. Em 2016, quando chegamos na Suíça vi no jornal o anúncio de uma bike bem linda. Eu já estava estava procurando uma, mas com um budget bem apertado, então aquele preço dela novinha era fora da realidade. Corta pra 2020, eu procurando uma bike nova e mais moderna pra substituir a minha, e quem aparece num site de revenda? Ela mesma, aquela lá de 2016. Por 40% do preço rs. E foi assim que Josephine entrou pra família. 


Reciclar e reutilizar é o futuro por muitos motivos. E num mundo de tendências que vem e vão cada vez mais rápido, pode ser também um caminho para atualizar o guarda-roupa e a casa sem ir à falência. Você deixa de produzir lixo, você deixa de utilizar mais recursos naturais, mais matérias-primas, e dá vida extra a algo que não serve mais pra vida de alguém, mas serve pra sua. E esse pensamento me deixa feliz :) 

O exorcismo de Becky Bloom

Not anymore
Em julho do ano passado assumi um compromisso comigo mesma de comprar menos. Estabeleci uma lista de coisas que poderia comprar entre o dia 1º de julho de 2015 e 1º de julho de 2016, e dei start numa jornada de auto controle e valorização do meu dinheiro, dos meus recursos e também de organização do meu espaço. 

Antes de entrar na reflexão mais profunda do que aprendi nesse ano, devo contar que traí o movimento, rs. Mas foi só um pouquinho. Vejamos a lista dos autorizados:

- um sapato plataforma - foi o primeiro item da lista que comprei, usei pra caramba, usei tanto que nem vai na mudança porque já associo ele ao trabalho, e preferi dar pra uma amiga querida.
- roupa de ano novo - comprei, e pasmem: não usei no ano novo, rs. Caí no conto de Mateus que na Califórnia não fazia frio em dezembro, comprei uma calça de linho e uma camisetinha de manga comprida. Simplesmente peguei o inverno mais frio em LA nos últimos 10 anos. Passei ano novo de roupa velha mesmo, mas to vestindo a minha linda calça nesse momento enquanto escrevo o post. 
- casaco de inverno - foi um item que acabei trocando. Decidi não comprar o casaco, e comprei camadas, que estavam faltando no armário. Comprei 3 blusas de tricô na promoção, não custaram o preço do casaco, e me serão muito úteis na Suíça. Então foi mais uma troca que um descumprimento. 
- um presente de aniversário - quando coloquei esse item, minha ideia era comprar uma bolsa específica. Só que o dólar explodiu e não foi possível, porque ela nem era cara, mas vezes 4 ficou. Comprei um sapato  - porque a brecha estava aberta, rs - mas não da pra dizer que foi um belo presente de 30 anos. 

Os descumprimentos de verdade: (i) na época do Natal entrei numa C&A tentadora, e comprei um vestido e um maiô; (ii) casei né gente, fiz vestido, comprei sapato e lingerie. Mas a causa era boa e; (iii) recebi um alerta de um site que várias coisas que eu namorava há meses tinham entrado numa super promoção e aacbei comprando uma camiseta, um vestido e um biquini.  

EEEE Gabriela, comprou um monte fora do projeto, né? É! Só que só eu sei o tanto de loja em que entrei, rodei, enchi o braço de cabides, e devolvi tudo. O tanto de vezes que abri os sites da Farm, da Salinas, enchi a sacola virtual e fechei a janela, rs. Da minha mala que voltou dos EUA cheia de presente pros outros. Das tantas parcerias de designer e fast fashions que me fizeram salivar. Do ano de terapia que paguei com dinheiro que antes era destinado ao guarda-roupa. 

Pois é, gente... eu juro que não era maníaca, mas toda vez que o sapato começava a ficar gasto, comprava um novo. Ou quando uma das 5 camisetas brancas que tinha começava a ficar gasta, comprava mais uma. Ou via uma blusinha que ia ficar LINDA com aquela sainha que tem em casa. E assim todo mês tinha uma parcelinha da Zara, da Farm, da Forevis no cartão.

E mais do que a questão financeira: de como aprendi a lidar com moda e consumo de uma forma diferente. Absolutamente tudo que tive vontade de comprar e não comprei, não foi pensando no projeto em si, tipo "não posso quebrar o compromisso". Mas foi por causa do projeto que me questionei 5 vezes antes de passar o cartão: eu preciso disso mesmo? Quantas vezes vou usar? Combina com o que tem lá em casa? Como eu uso isso no frio? E no calor? Não dá pra substituir isso por aquilo que já tenho? Vou dizer que quase sempre tive as respostas que me levaram a não comprar nada. 

Além disso, eu fui ficando cansada das minhas coisas mas ao invés de arrumar coisa nova, encontrei novas formas de usar as roupas velhas. Em algum momento desses 12 meses falei um pouco disso aqui no blog. Usei mais acessórios, aprendi a usar as coisas de jeitos diferentes. Até calça "de trabalho", que nunca usei num final de semana, aprendi uns truquezinhos pra ficar com cara relax e poder variar. Isso tudo, ainda por cima, facilitou meu processo de separar o que levar na mudança. Coisa que eu não usei nesse ano, pode escrever aí que não uso mais, né. Foi pra venda/doação.

Aprendi também a comprar melhor. Tudo que comprei nesse ano foram compras inteligentes: coisas de qualidade, com material mais durável (que teriam me custado mais caro mas não custaram porque comprei absolutamente tudo em promoção), mas que conversam com todo o meu armário, que me vestem bem em diversas ocasiões distintas.

Enfim, eu achei super válido o exercício. Acho que a prática, aliada ao amadurecimento trazido pela idade e tal, me fizeram repensar várias coisas: estilo pessoal, valor das coisas, consumo, sustentabilidade. Estou super feliz com minhas descobertas que esse ano com menos compras me trouxe, e não nego, com a economia que fiz. Roupa no Brasil está ridiculamente caro. Sapatos e bolsas idem. As pessoas perderam a noção. Então, acabei deixando de gastar muito dinheiro. 

Se alguém estiver pensando em se jogar nessa auto descoberta, sugiro que vá com força. É uma jornada interessante, e invariavelmente você vai sair ganhando. 

Não teve nada, mas teve tudo

Esse final de semana foi um daqueles. Eu cheguei no fim de domingo achando que tinha passado sossegada, e de repente, fiz as contas e me dei conta que ele foi deveras movimentado, rs. 

Fomos conhecer um restaurante novo, o mexicano El Mariachi. Fica na Rua dos Pinheiros, que é recheada de restaurantes bons - e alguns nem tão bons assim. Esse é bem autêntico, comida gostosa, preço OK (sempre considerando que em São Paulo até comer milho na rua ta pela hora da morte). De entrada fomos de nachos com guacamole, e depois comi tacos que estavam divinos. Os amigos comeram carnitas, e além de estar deliciosa, estava bem no clima mexicano, com a tortilla no potinho marrom. Por óbvio tinha mariachis no salão, que é bem simples, com cadeiras de madeira e toalhinhas vermelhas. Gostei muito, e fiquei feliz de ir em algum lugar novo.

Comecei a assistir a 4ª temporada de House of Cards. Eu sei que essa é batida, todo mundo já viu e tal, mas não me canso de AMAR essa série. É boa demais! Só foram 2 episódios por enquanto, porque quero saborear ela aos poucos, já que depois só ano que vem. Quem ainda não começou, se faça esse favor e assista. Qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência, mas caso você esteja bem atoa aí no seu sofá e já tenha visto a série, faça esse teste aqui.

Domingo de manhã eu me animei e resolvi fazer panquecas, aquelas de café da manhã americano. Abri a primeira receita que apareceu na internet (essa), vi que tinha os ingredientes e voilà. Não ficou bonitinha que nem essas da foto, rs. Não aprendi ainda a deixar elas bonitas. Mas gente, ficaram tão, mas tããããão fofinhas, que fiquei até com dó de comer. Queria mandar lá pra casa da minha mãe pra ela ver que eu já aprendi a cozinhar alguma coisa hahaha. Fica aí a dica pra quem quiser fazer panquecas: siga essa receita, ela dá certo MESMO.

Mr. Red nos deixou :(
Depois de meses de carinho, amor e diversão, nosso peixinho partiu. Na sexta-feira a noite percebi que ele estava mastigando alguma coisa, e me dei conta que eu não tinha dado jantar pra ele ainda. Fui ver, e tinha formigas mortas boiando na água do aquário. Ele comeu as benditas formigas, que foram xeretar sabe lá o que. Troquei a água rapidinho, mas ele já tinha comido. Sábado ele acordou amuado, não quis comer, e sua cor já estava diferente. De noite, percebi que ele nem reagia mais ao toque no aquário, e estava quase branco. Meu peixinho cor de fogo estava indo embora. Eu chorei de tristeza. Sábado ele não acordou, e já estava branquinho. Demos a ele um funeral bem digno, falamos coisinhas bonitas, e bebezinho disse que "love Mr. Red very much". Agora ele descansa em paz num cantinho do jardim do prédio.

Fiz a modelo e vesti as roupas que eu to querendo passar pra frente, pra Mateus fotografar. Como contei, estou firme no desapego. Ontem mesmo fotografamos, fiz o blog simples e joguei a ideia no ar. Algumas fotos, depois olhando no computador, não ficaram boas e terei que refazer, por isso acabei colocando menos coisa do que o planejado a venda. Mas é o começo, né? Em junho vai ter até carro por lá, rs. Também ontem de noite dei uma scaneada mental no meu armário, e identifiquei outras coisas que vão entrar na lojinha. Já tem gente interessada em algumas coisas, e o feedback tem sido bem legal :)

Por fim, a mais doce das tarefas: sábado fomos ao cartório nos habilitar para o casamento. Yes, I am a bride to be. Desde que fomos morar juntos, tinhamos certo que em algum momento deste ano casaríamos. Com a mudança se concretizando, quisemos reunir as famílias, celebrar a união, e ter um momento nosso pra lembrar antes de mudar. Em 54 dias, estaremos juntos de nossos familiares, numa celebração que está sendo planejada pra ter a nossa cara, e que vai ficar pra sempre na nossa memória. E eu mal posso esperar <3

Garage Sale

Nessa de "viver com menos", desde a reforma do meu quarto antigo lá no outro apartamento que eu venho reduzindo o tamanho do guarda-roupa. Na época foi uma mala de 40kg de roupa e uma sacola com mais de 20 pares de sapatos e algumas bolsas. 

Quando mudei pro meu atual apartamento, de novo, mais uma limpeza. Vendi algumas coisas, dei outras, e reduzi mais ainda. Mas fato é que deixei uma mala cheinha de coisas que precisava fotografar e por a venda. Agora, com a mudança, não da mais pra enrolar, né? E tem bastante coisa legal, com pouquíssimo uso. 
Fiz um outro blog, com o objetivo único de vender essas coisas. A quem possa interessar: https://gabivende.wordpress.com/ 

Em breve vou fotografar mais e também vou colocar algumas coisas de casa, como utensílios e móveis. 

Se alguém se interessar, ou conhecer quem se interesse, fique à vontade pra compartilhar. Gabizinha agradece <3

Drops de uma Shopaholic

* Contei aqui que tinha comprado um Satinelle. MELHOR AQUISIÇÃO. Eu tinha um trauma desgraçado desse troço, porque com 12 anos eu tava lá chorando de perna peluda antes de uma festa porque ninguém ia querer dançar comigo, e minha mãe resolveu passar aquilo pra ver se eu parava de repetir em looping eterno que era eu ia acabar dançando com a vassoura. Eu quase morri de dor na primeira encostada, fui pra festa peluda mesmo (e dancei, tá), e nunca mais deixei ela chegar perto de mim com o bendito. Passei a vida quase toda na gilette, e uns anos atrás fui pra cera no salão. O negócio chegou aqui em casa e eu fiquei toda desconfiada, morta de medo, enrolei, enrolei um monte, outro dia levei pra debaixo do chuveiro e... O incômodo não tem nem comparação com a dor que eu passava na cera quente. Rapidinho eu tava lisa, sem pelo, sem dor. Sucesso! Paguei 200 reais, e depilação nunca mais. Indico muito. 

* Lojas do Brasil: melhorem! Eu tenho várias roupas da Farm, a grande maioria P. A última roupa que comprei antes do meu desafio das compras foi uma saia de lá, P também. Tive que mandar ajustar, porque ficou gigante. Pois eis que esses dias fui comprar um dos itens da minha lista, que seria a roupa de ano novo. Vi la no site um vestido que eu to paquerando há muitos meses, que estava R$219, e foi caindo de preço, caindo, caindo até que apareceu por R$79. Era a hora dele vir colorir meu ano novo! Comprei o P, o vestido chegou aqui em casa rapidinho, cheirosinho e MINÚSCULO. Se eu levantar o braço pra gritar Feliz Ano Novo, fico com a bunda de fora. Agora pergunto: como é que se faz compra online com essa zona de tamanhos? To nem falando de uma loja pra outra, estou falando de uma loja só. E eu sei que a maioria das lojas segue essa falta de padronagem. Fica díficil... Vo nem dizer que o vestido, além de curto, era transparente. Ou seja, paguei R$79 pra continuar pelada, hahaha. Ta na lista de devolução. 

* As tentações, elas são foda. Eu sigo muito firme no propósito de segurar a onda na gastação. Mas esse mês eu quaaaase escorreguei. Sexta feira estou saindo na Calypso Tour... Uma série de convenções da empresa que começa no Mexico e acaba em Recife quase no Natal. Ou seja: viagens a trabalho NA PRAIA. Tem inconveniente maior? Já faz uns anos que eu aderi ao biquinito brasileiro, e aí eu queria comprar um biquinão, um maiosão, sei lá, algo pra cobrir minhas vergonhas na frente do povo da firrrma. Porém, não queria sair do meu desafio justamente por motivos de trabalho, depois de mais de 4 meses no foco. Sem falar nos preços proibitivos da moda praia no Brasil. Aí botei a criatividade pra andar, fuxiquei umas coisas que eu tenho lá na casa da minha mãe, dei meus pulos, e praia aí vou eu, sem mostrar demais, e sem comprar a mais :)

* Entããããão é Natal... Pois é. Simone cantando já chegou aí pra vocês? Aqui ela já passou belíssima de terno branco, arrasando no permanente. E eu, que nem piso em shopping pra não cair em desgraça, tenho que comprar presentes. Dureza, viu... Comecei comprando presentes alternativos, tipo canga do Senhor do Bonfim pra cunhada californiana, fiz encomenda de doce de leite com coco, queijo da serra da canastra e afins pra sogra, e vou tentar manter essa linha. Mas que é difícil segurar o cartão giletado nessa época, é muito. Oremos.

O tal do consumismo

Estamos em outubro, o que significa que estou há 3 meses sem fazer compras de roupas/bolsas/sapatos além da minha lista de necessidades. Dos itens da lista, comprei só o sapato de trabalho, pois apareceu a promoção que eu estava esperando. Psicologicamente falando, to me sentindo muito bem. Leio várias reportagens e posts sobre essa onda de consumo consciente e me sinto tipo *beijinho no ombro* que eu já to na dianteira. 

Olhar a fatura no cartão e não ver nenhuma parcelinha de Zara, Farm ou Forever 21 é bem delícia, devo admitir. Inclusive, reparei que já andou sobrando um dinheirinho na conta. Dinheiro esse que está sendo devidamente direcionado a outros projetos mais nobres e frutíferos. Mas mais do que o dinheiro extra na conta, andei aprendendo uma ou duas coisas nesse período, e achei legal dividir aqui. Spoiler: nenhuma delas é novidade, mas nada como olhar da experiência, rs.

Fast fashion é amor, mas amor desses amores sem vergonha, sabe? Pois é, a maior parte do meu guarda roupa, como dei a entender ali em cima, vem de fast fashion. E aí que essas roupas me fazem feliz, e mais perto da moda, masss... como são descartáveis! Vão criando bolinha, esgarçando, soltando fio e, em um ano, estão prontas pra ir pro lixo. Aí pergunto: será que não vale a pena comprar menos, coisas de melhor qualidade, gastar um poquinho mais e ter coisa boa, que dure? Minha mãe sempre foi adepta dessa teoria, compre menos e compre melhor, e nada como o tempo pra mostrar que sim, talvez mamãe tenha razão.

Roupa enjoa, enjoa muito. Inclusive até entendi da onde vem meu ímpeto de comprar: me sinto entediada com o que tem dentro do armário de tempos em tempos, aí penso que se eu achaaase um cardiganzinho colorido, ele ía dar novo sentido às roupas velhas. É bem assim que minha mente funciona, e é justamente por esse motivo que quase todo mês eu sinto uma pontadinha de vontade de comprar alguma coisinha, coisinha qualquer. E é aí que entra a criatividade, né. Usar coisas de jeitos diferentes, tacar colar, lenço, o escambal pra dar uma animadinha no vizu, e parar com essa de que "aquela coisinha que tem ali naquela loja vai ser a salvação do meu final de semana".

Fiquei também muito feliz por perceber que eu fiz umas compras espertas de sapatos e acessórios no passado. Tenho sapato vermelho, bolsa verde, bolsa amarela, lenço de bolinhas, sapatilha laranja, colares imensos, etc. Eles estão me ajudando a espantar esse tédio do parágrafo acima, posto que também realizei que a maioria esmagadora do meu guarda roupa é composto de coisas pretas, brancas, cinzas e azul marinho.

Alias, entendi como nunca o conceito de compra inteligente. Coisas que você consegue usar muito, em circunstâncias diferentes, que se combinam, que casam com seu estilo e o resto do seu armário. Apesar de ter ficado bem satisfeita por ter muito disso no meu armário, identifiquei alguns elefantes brancos lá. Coisa parada, difícil de usar. Como a maré não ta pra peixe, to botando todos esses elefantes pra circular na rua, mas né... fica de lição.

Por fim, se eu pudesse dar um conselho a qualquer pessoa sobre esse assunto, seria *faça limpezas periódicas no seu armário*. Em maio do ano passado, doei quase 20 pares de sapato, uma mala de 35kg cheia de roupas e uma sacola de bolsas. Esse ano, pré mudança, enchi a mesma mala de roupas, e mais uma vez se foram muitos sapatos. Dei a maioria das coisas, mas também consegui vender peças que estavam em ótimo estado e que custaram mais caro, como vestido de festa, jaqueta, etc. Tinha sim muita coisa fruto de compra de doida, mas a maioria das coisas era acúmulo dos anos. Sabe quantas dessas peças me fizeram falta até agora? NENHUMA. Além de ter feito uma graninha com as vendas, pessoas felizes com as doações, também descobri coisas esquecidas e que agora estou usando pra espantar a mesmice das peças favoritas. Além do que, fiquei martelando na minha cabeça pra queeee tanta roupa Gabrieláááá?. Pois é... pra que?

E assim vamos indo... vivendo, aprendendo, e de quebra economizando.

#ForaBeckyBloom

Outro dia eu falei aqui que tava meio descontrolada nas compras online. Descontrolada foi exagero lírico, rs, mas quem me conhece sabe que eu sou chegada numas roupinhas/sapatinhos/bolsinhas. Eu não preciso de coisa chic, me esbaldo nas fast fashions da vida e quase todas minhas compras se pagam muito bem porque eu uso muito, mas ta na hora de dar um passo a mais... O momento é de otimizar espaços e aprender a viver com menos.

Não tenho a pretensão de fazer Um Ano sem Zara, nada disso, mas resolvi me desafiar a passar 1 ano comprando menos. E por comprando menos, digo: defini uma lista do que eu efetivamente "preciso" pra passar esses longos 11 meses e 5 dias até 1º de julho de 2016. Os itens dessa lista devem ser as únicas compras de roupas/sapatos/bolsas do período. 

Sendo assim, as compras ~autorizadas~ são as seguintes:

- um sapato plataforma - eu tinha um e usava horrores pra trabalhar, pra ir pra night, me deixava sempre bem arrumada, até que desmanchou. Preciso substituir. Andei olhando as vitrines, tenho algo em vista, mas quero promoção.

- roupa de ano novo - pois é gente, essa sou eu. Gosto de entrar no ano novo vestida toda nova, pulando onda, comendo uva, lentilha, dando volta na casa com mala e fazendo todas as simpatias necessárias para não rasgarem meu papel de trouxa.

- casaco de inverno - nesse caso, somente se encontrar uma promo boa. Eu tive que aposentar um casaco liiiindo, que comprei por um precinho muito mara na C&A uns 7 anos atrás e aguentou muitos invernos comigo, foi pra neve e segurou a onda, era ótimo. Mas tendo custado uma pechincha onde custou, a qualidade não era das melhores e uns dias atrás ele pediu arrego. Tive que botar fora. 

- um presente de aniversário - poxa, aniversário de 30 anos merece, neammm?


Desafio lançado. OREMOS.

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