Back from ashes...

Eu sei, eu sei... faz é tempo que não apareço aqui, e ninguém deu falta, porque ninguém lê rs. Mas eu senti falta de escrever aqui. Senti falta de registrar os últimos meses da vida. Mas também senti falta de energia, senti o rolo compressor da vida passando por cima de mim de jeitos e formas inimagináveis. E foi assim que o tempo passou e eu sumi. 


Acho que no momento nem tenho forças pra olhar pra trás, e recontar o que aconteceu. E acho que nem quero. Tivemos algumas perdas, tivemos momentos tristes, e tivemos a vida nesse mundo capitalista maluco que mal te dá tempo pra processar, sentir e superar. Mas também tivemos momentos belíssimos, reencontros e visitas, passeios, e a reafirmação pelas nossas escolhas, apesar de todos os pesares. E não é que eu queira pintar uma vida irreal por aqui, em que só coisas boas acontecem, mas é quase o contrário. Eu quero que a Gabriela do futuro veja que, em meio ao caos emocional que foram esses últimos meses, teve também momentos bonitos e felizes :) 


Esse pôr do sol lindo, na companhia de amigos, sob o Lago de Genebra

Esse recebido lindo

Um cafézinho no Acid, aqui na vizinhança

Um chamego nele...

Acordar com essa vista...

Comer extremamente bem na Itália...

Pelas ruas de Bolzano...

E um esse restaurante fofo...

Finalmente conhecer Veneza...

Abrir a temporada de caminhar na neve...

Esse por do sol maravilhoso...

E esperança de dias melhores pro nosso país <3

08/12: Agosto

Agosto começou com férias, sol, calor e Paris, e vai terminando com aquele feeling de reta final do ano, que muito me assusta rs. Apesar das temperaturas ainda bem agradáveis, o outono ta querendo dar as caras aqui na Suíça, e essa pra mim é a pior parte. 

Começamos em Paris, encontrando nosso baby amado, que está muuuuito longe de ser um baby, e já é um pré adolescente. Passamos dias felizes em Paris, fomos conhecer a Normandia, pegamos praia, jogamos Uno, contamos histórias, brincamos muuuuito com Carlito, tivemos conversas filosóficas, sofremos pelo tempo que passa tão rápido quando estamos com ele. Foram dias muito felizes, e chegamos ao fim com a sensação de quero muito mais. Devo dizer que fizemos o que deu, já que a viagem dele era pra ter sido em julho, com muitos mais dias juntos, aqui em casa, etc. Imprevistos mil aconteceram, e a gente mudou nossos planos, e ficamos felizes de, apesar de tudo, poder passar tempo com ele. E é isso que importa. Criamos memórias e matamos saudades. Depois, com calma, volto pra contar dessa viagem, porque agora que contei de Lyon e lembrei como é bom fazer um relato detalhado, vou tentar fazer mais. 

Dias parisienses...


... e pelas praias de pedra da Normandia


Voltamos pra Zurich dia 10, numa viagem pancadão direto de Paris pra casa. 7h de estrada. Mas eu só voltei a trabalhar dia 15, então tivemos ai uns dias pra descansar, fazer uns rolês bacanas, e estreiar na Street Parade, um festival de música eletrônica que rola nas ruas de Zurich todo ano em agosto. Achei beeem vibes carnaval, com a galera coberta de glitter, descoberta de roupa e pudor rs. Todo mundo bem sem limites, subindo no poste, dançando pelado, ficando bebado, e jogando lixo no chão. Confesso que eu sempre gosto desses momentos de ver os suíços perdendo a linha um pouco.. humano, sabe? E me diverti bastante. Não sei se é um rolê pra fazer todo ano nessas alturas da vida, mas na nossa descoberta de Zurich além da pandemia, era uma experiência que queríamos viver. 
Street Parade nas ruas...

... e na água


A minha semana de volta ao trabalho foi meio sofrida rs. Normalmente eu volto das férias cheia de gás, vontade de fazer e acontecer, e dessa vez deu alguma pane na matrix. Passei uns dias desmotivada, e rezando pra ganhar na megasena. Acontece, e tudo bem passar uns dias de merda, né? O importante é não deixar a coisa tomar proporções muito grandes. Aos poucos eu voltei ao meu normal, e o trabalho engrenou legal. E fora do horário comercial tive um fim de semana de festa e agitação comemorando os 30 anos de dona Ana, um dia de voluntariado fazendo trabalho braçal no campo (para adicionar perspectiva, entre outras coisas, foi excelente), um festival de música, e por aí vai. Resumindo: eu não quero que o verão acabe, mas pelo bem da minha saúde talvez seja necessário rs. Que eu não sossego o facho faz é tempo. 
Celebrando...

... voluntariando...

... e festivalizando


E vamos de metas: 
- Ler dois livros por mês: e vamos de mais um mês de meta muito bem batidas. 

On the bright side: the new secret diary of Hendrik Groen - Em maio eu li o primeiro livro dessa sequência, e foi uma agradável surpresa. O diário de um personagem que vive numa casa de repouso nos arredores de Amsterdam. O segundo livro é tão lindo quanto o primeiro. Me apeguei demais aos personagens, chorei muito e ao finalzinho fiquei torcendo para que tenha mais um. São entradas diárias, que retratam a singeleza da vida, das amizades, dos momentos que importam, ... lindo. 

Malibu renasce, da Taylor Jenkins Reed: mais um novelão dramático, que você lê rapidinho porque é história cativante e tal, mas que me deixou meio whatever no final... e mais uma vez li em Português, e não recomendo essas traduções.

Cidadã de segunda classe, da Buchi Emecheta: INCRÍVEL. Mês passado eu li outro dela, e acabei ficando sedenta por mais. É um livro muito doloroso, ainda mais sabendo depois que é baseado na história da autora. Mas tão, TÃO importante... Sério, escritoras nigerianas são uma potência. O livro faz parte de uma sequência que ela depois nomeou como "Adah's story",  e eu quero ler os outros. 

Um outro adendo: percebi aqui que em Junho esqueci de documentar dois livros lidos, e são tão bons que não dá pra deixar de mencionar. Um é o M Train, da Patti Smith, e que eu li por recomendação da Alê. Obrigada, Alê. Esse livro é um abraço. Um livro pra saborear, pra ler devagar, que me fez pensar nos lugares que marcaram minha vida, nas pessoas de todo dia, no casaco que abraça a gente no inverno. Se o outono fosse um livro, ele seria esse <3 O outro foi A Cachorra, da Pilar Quintana. É um livro curtinho, e que tem muito pra dizer por meio de uma história singela. Sobretudo, acho que é um livro sobre maternidade, mas ser ser. Enfim, se alguém ler, volta aqui pra contar rs. 

- Fazer 12 hikes: em Agosto fizemos um hike que ta na minha lista há anos, em Stoos. É um ridge hike, você anda no topo de uma montanha, cercada de vistas de tirar o fôlego. Falando assim parece perigoso e doidera, mas não é. Tem bastante espaço, é super seguro, tinha criança fazendo. Mas eu achei bem difícil e requer um certo condicionamento físico. Enfim, vale a pena demais, e eu recomendo muito para quem quiser fazer um day trip e hike com vistas de cair o queijo (bem acessível de Zurich ou de Lucerna - eu linkei aqui um post que é do blog onde a gente pega muita dica de hike, e eles dão detalhes de como chegar até os lugares, é ótimo). 




- Conhecer um lugar novo em Zurich:
Sternen Grill, aparentemente uma instituição de Zurich. É uma versão suíça do que a gente chamaria de espetinho lá no Brasil rs. Tem as salsichas, linguiças varias, coisas fritas em geral. Você pega no balcão e come ou numa mesa, ou vai pra beira do lago. É delícia, preço bom, e ótimo pra quem ta fazendo um dia de turistagem pela cidade e quer comer algo local e barato. Recomendo muito a Wiediker, linguiça aqui de Zurich. 

- Viver uma vida mais saudável: não da pra dizer que estou super satisfeita com o desempenho em Agosto, mas fui bem ativa, fiz bastante exercício, e até voltei pra academia rs. 

Agosto acabou com os dias já ficando mais curtos, e comigo carregando um casaquinho ao sair de casa, porque de noite as temperaturas mais amenas estão dando as caras. O verão vai realmente ficando pra trás, e eu vou ficando é mais melancólica. Mas não tenho do que reclamar: verão de 2022, você foi incrível!  


Lyon: uma belíssima surpresa francesa

Esses dias eu me peguei lendo um post mais antigo que eu contava com mais detalhes algumas viagens, e foi muito gostoso reviver. Resolvi que era hora de voltar com esse hábito por aqui. E como acabamos de voltar por uma roadtrip pela França, nada melhor do que a memória fresquina, né? Voilà.

***
 Lyon não é exatamente uma cidade desconhecida, todo mundo ouve falar, sabe que está entre as grandes cidades francesas, mas pense aí: você consegue pensar em algo que te remeta a Lyon? Eu não. E ao longo dos anos, aqui e ali, alguém falava que Lyon era uma cidade a visitar, mas nunca fiquei muito com o porquê registrado. E isso acabou por anular qualquer expectativa que eu pudesse ter, e simplesmente me permitir ser impactada por essa cidade. Planejamos esse rolê algumas vezes, sempre cancelado por motivos pandemicos. Mas acho que aconteceu na hora certa: um fim de semana de muito sol, calor, e ventinho gostoso. 


Chegamos em Lyon na sexta a noite, uma viagem de quatro horas e meia de Zurich. Você vai ate Genebra e de lá é mais uma hora e meia. Nos hospedamos na região da Gare Perrache, que tem bastante opção de hotéis, bares e restaurantes, e foi uma indicação de amigos que já moraram na cidade. Na Gare tem ainda estacionamento, o que facilita também se tiver de carro (o custo é 23 euros por 24h, e a recepcionista do hotel disse que é dos mais baratos da cidade). Por já estar passando das 8 da noite, fomos dar uma volta pelas redondezas e achar um lugar pra jantar. Acabamos na Brasserie Georges, a brasserie mais antiga de Lyon. É enorme, não precisa reservar, tem um menu grande, atende bem crianças, tem parabéns pra você com muita cantoria, e o garçon prepara um steak tartare na mesa que é delícia. Recomendo! 

Sábado andamos meio a ermo pela cidade. Começamos pela beira do Ródano, que é linda, de babar, e nessas eu já estava encantadíssima por Lyon. Andamos pelas ruazinhas, sentamos no Anahera pra um café bem gostoso e entramos em algumas lojas de vintage. Alias, uma amiga um dia comentou que não se achava nem um chai latte em Lyon rs.. e não é verdade. A gente gosta de café, e tomamos vários muito bons, e Mati recomenda o chai latte do Anahera haha. Que é um ambiente bem aconchegante, vende umas coisinhas legais, e tem bolinhos muito gostosos! Fomos andando até o Mercado Municipal, de lá de volta pra beira do rio, sentamos para um, dois, alguns drinks, brincamos com Carlito pelos parques, jantamos muito bem num restaurante de comida latina, e finalizamos a noite nas vielas lotadas de uma parte mais antiga da cidade. Voltamos exaustos pro hotel, com 20 mil steps na conta. 
Beira do Ródao, lindíssima

Piscina pública

Um mural de Paul Bocuse em frente ao Mercado Municipal



Carlito pelos parques


Muitas intervenções pelas paredes de Lyon


Night agitada


Domingo seguimos de metrô rumo a uma outra área da cidade, no topo de um morro. Tomamos um café da manhã reforçado num lugar lá que não amamos então nem vou por link, rs.. mas de lá fomos atrás das passagens secretas de Lyon, as Traboules. A cidade no passado era um centro de comércio de seda, e para transportar o tecido em dia de chuva, criaram várias passagens cobertas por dentro de prédios. Hoje elas seguem abertas, cheias de arte. Alias, Lyon tem MUITA arte de rua, é muito vibrante. Voltamos andando até a beira do Saône, o outro rio que corta Lyon (o centro da cidade fica numa ilha entre o Ródano e o Saône). Essa área da cidade é mais rosada, mais cor de sépia, muito fotogênica, e muito bonita. O rio me parece menos limpo que o Ródano, mas igualmente belo e interessante. Andamos até o centro antigo, passamos por mais traboules, tomamos mais drinks, comemos snacks, e depois subimos até a Sacre Cour de Lyon. Finalizamos o dia comendo um sushi numa portinha de takeaway. 
Começando o dia no Croix-Rousse, um bairro alto

Uma traboule


E mais uma...

A beira do Saône

Pelas ruas da cidade velha

Mais traboule



Lyon lindíssima!


Na segunda feira, depois de tomar um café da manhã DELÍCIA no Dust Café (recomendo muito!), pegamos estrada e dirigimos outras quatro horas e meia até Paris. Deixamos Lyon com a certeza que voltaremos, e não vai demorar. Fiquei com a impressão que são várias cidades em uma, ora mais nova, ora mais antiga, ora mais solar, ora mais escura, sempre com uma pegada artística e cultural. Sabe aquela cidade pra morar? Foi isso que senti. Um gostinho do que poderia ser Paris se não fossem os milhões de turistas, a sujeira e afins. Além de tudo, Lyon tem uma gastronomia riquíssima, sendo um polo gastronômico na França. Se come muito bem, e tem muita opção de Michelin, inclusive com preços decentes. Comemos muitíssimo bem, mas não fomos aos restaurantes que temos no topo da nossa lista, simplesmente porque era o começo de uma viagem mais longa, e com mais controle no orçamento rs. Mais um motivo pra voltar.  


Pra finalizar, algumas informações práticas: 
  • Como chegar: Lyon é bem conecatada por trem a Paris e Genebra, e a viagem é bem rápida. De Paris, com o TGV, são somente duas horas. De Genebra é similar. A cidade conta também com um aeroporto, que fica cerca de 20km do centro. Pelo que vim, Lufthansa, Austrian, Air France, KLM, BA, Easy Jet, tem voos pousando lá. Nós fomos de carro, e foi uma boa opcão saindo aqui de Zurich. 
  • Transporte na cidade: Lyon é uma cidade grande, mas dentro da área de interesse para quem está visitando, é possível fazer muita coisa a pé. Usamos metrô algumas vezes, e a malha é bem capilar, tem bastante ônibus, achei bem servida de transporte público, que tem o preço bem em conta. Outra opcão são os serviços de bicicleta pública e até patinentes elétricos, que vimos muita gente usando. Como estávamos com Carlito, dessa vez não testamos esses meios rs. 
  • Hospedagem: tem de tudo, para todos os bolsos, né? Mas achei bem em conta, se comparado com outras áreas da França, como Paris e região de Champagne. Como disse, dessa vez ficamos na área de Perrache, e gostei bastante - bem conectada de transporte, com bastante coisa por perto. 
  • Com cachorro: gostamos bastante. A cidade é limpa, tem saquinho para coco em várias lixeiras, tem vários parques, e Carlito foi bem aceito em todos os restaurantes e bares por onde passamos. Quase todos os hotéis que me interessei também aceitavam, e com uma taxa bem em conta para limpeza (acho que em torno de 8 a 10 euros por dia, o que é o mais baixo que já paguei). 

Alto verão: Julho

Se eu tivesse que escolher uma música pra julho, seria "I had, the time of my liiiife... ". Depois do verão xoxo de 2021, esse ano está sendo mágico. E julho foi o auge: muito calor, muito sol, muita festa, muita bagunça, viagens, visitas. Outra coisa, é que nos mudamos pra Zurich em maio de 2020, no pico da pandemia, e desde então, os dois verões que passamos aqui foram cheios de restrições. Estamos vendo uma nova cidade, muito agitada, com muita coisa acontecendo, muita gente na rua, e eu estou simplesmente apaixonada. Mas vamos por partes - e senta que lá vem muita história. Como foi um mês muito feliz, eu vou tomar meu tempo, meu espaço e escrever com bastante detalhe rs. Pega o café - ou o gin - e vem! 

Começamos com uma visita querida... 
Comecei o mês recebendo uma amiga MUITO especial aqui em casa. Amiga que a vida de farialimer me deu há 15 anos, e que agora está entrando numa nova fase, e conseguiu vir me visitar na última quinzena em que lhe foi permitido viajar antes da chegada da neném. Fofocamos muito, demos muita risada até chorar, passeamos por Zurich e pelas montanhas, e eu mostrei um pouco da minha vida aqui pra ela. Foi tão gostoso.. eu gosto tanto de receber meus amigos em casa, e fico tão feliz de isso ter voltado a acontecer <3 


...e seguimos para Dubrovnik...
E finalmente, com 2 anos de delay, voamos para Dubrovnik - e um parênteses aqui: eu comprei essas passagens em setembro de 2019 para viajar no verão de 2020 rs - e antes tarde do que nunca. Passamos 5 dias lá, e eu achei mais do que suficiente. A cidade em si é pequena - e a parte histórica, completamente abarrotada de turistas - e você faz a visita em uma tarde. Mas aproveitamos para pegar ferries para outras ilhas, visitamos outras cidades no entorno, e pegamos praia todo dia. Minha recomendação fica passear pela cidade antiga de manhã, antes das 10h (quando começam a chegar as pessoas dos navios de cruzeiro), depois seguir pra alguma praia, que são beeeem tranquilas, e voltar pra Dubrovnik pra jantar.



As praias são bem lindas, mas esquema europeu - água azul linda de babar, e pedra pra todo canto e gosto rs. Fica outra recomendação: pegar um ferry pra Lopud e ir até a praia de Sunj, a única de areia que encontramos por lá. O que me chamou a atenção (negativamente) foram os preços. Achei Dubrovnik CARÍSSIMA. Drinks, comida, tudo. Sério... um aperol spritz custando o mesmo que na Suíça, tanto nas praias quanto na cidade. 




Enfim, gostei muito de conhecer, mas pra mim Dubrovnik ta visto. Muito turista, muita coisa artificial, e muita exploração rs. Se voltar a Croácia, será para outros lugares. E veja bem, isso não é uma reclamação... amei estar lá, nadar no Adriático, ouvir uma língua diferente, conhecer um país novo. Mas achei difícil de me conectar por estar tão massificado. E tudo bem :) 

... conhecemos nosso último cantão suíço... 
Lá atrás eu lancei o desafio de visitar os 26 cantões suíços, e depois de 6 anos, justamente no nosso aniversário de Suíça, ticamos o último que faltava, Nidwalden. É um cantão bem pequeno, nas beiras do Vierwaldstättersee, ou Lago de Lucerna rs. O cantão não tem nenhum landmark, e é mais famoso pos seus hotéis nababescos (Burgenstock, Villa Honegg, etc) - mas fomos simplesmente almoçar em Stanstaad e passar o dia na beira do lago. Foi delícia e eu adoro fazer esses rolês de domingo. E é isso, a gente já passeou muito pela Suíça (caso você tenha twitter, eu fiz uma thread aqui com muitas fotos desses passeios) e tem muito mais pra ver, e fico feliz demais que a gente conseguiu ver pelo menos um pouco de cada cantão. Tem muito suíço que não tem essas milhas na bagagem rs

Essa que voz fala, curtindo um mergulho :)


... aproveitamos muito os dias quentes... 
Fazendo trilha na beira do Walensee

E descendo o Limmat de bote



... e terminamos o mês em Lyon! 
E dia 29 eu saí de férias, desliguei o laptop mais cedo e partimos pra Lyon. Daqui de Zurich são 4,5h de carro (e é bem perto de Genebra). Chegamos lá no fim do dia, com aquela golden light, e foi amor a primeira vista. Passamos o fim de semana, e virou minha cidade francesa favorita. É uma utopia do que Paris poderia ser numa versão compacta: mais limpa, muito menos gente, cheia de cultura, gastronomia incrível. Fiquei com a impressão de várias cidades em uma, porque conforme íamos indo de um canto pra outro, parecia tudo super diferente: em alguns lugares muito antiga, em outros mais moderna, a beira do Reno mais clara e classuda, e beira do Saone mais sépia e histórica. Muitos bares legais, cafés, lojinhas... fomos embora na segunda-feira, dia 1, pela manhã, e já com planos de voltar em breve.








E vamos de metas: 
- levar uma rotina mais saudável: continuei não me alimentando muito bem, massss.. voltei pra academia. Progresso, né? 

- ler dois livros por mês: meta pra lá de alcançada. Esse mês foram alguns livros. 
  • The year of magical thinking, da Joan Didion - esse é um clássico que muita gente recomendou ao longo dos anos. Marido ama ler Joan Didion, e eu achei que era hora de tirar esse atraso. E esse livro é lindo. É triste demais, mas é lindo. É um livro em primeira pessoa, sobre o processo de luto pela morte do marido dela, e é singelo mas poderoso. Terminei o livro em prantos. 
  • Os sete maridos de Evelyn Hugo, da Taylor Jenkin Reid - Mais um que um monte de gente recomendou, inclusive aqui no blog, quando postei outro livro dela que eu li. É uma novelona, né? Gostei, passatempo bom, mas verdade seja dita que a tradução é meio bocó e coloca umas frases de uns jeitos que não sei se é como as pessoas falariam, o que me deu bode. Sem querer ser pedante mas já sendo, eu tento ler sempre as versões originais de livros em língua inglesa, justamente por isso. Mas aí os livros em português estavam no prime day com super desconto e eu comprei. Então não passei raiva uma vez, mas duas rs. Quando for falar de agosto prossigo. 
  • As alegrias da maternidade, Buchi Emecheta:  Um livro que me recomendaram em algum ponto ano passado, e eu anotei, e esqueci o porque da anotação. E acabou sendo uma super surpresa, já que com esse título eu já imaginava outras coisas. Eu tenho gostado muito de ler autoras nigerianas. Comecei com a Chimamanda, e já li várias coisas de outras, inclusive da Buchi, e eu gosto demais da escrita, das temáticas, das perspectivas. Esse livro é sobre costumes africanos, sobre ser mulher em vários mundos, e sim, sobre maternidade. Mas é um romance, é uma história poderosa, e que abre espaço pra muita reflexão. 
  • Nunca ouve um castelo, da Marta Batalha: Comprei sem saber nada sobre o livro, mas na esteira de A Vida Invisível de Euridice Gusmão, que eu amei. E mais um livro que amei. Uma história fluída, de personagens cativantes, de um Rio de Janeiro que há muito já não existe, e que eu fiquei ali grudada devorando e saboreando cada pedacinho, até acabar. 

Fazer 12 hikes - num sábado de muito sol, saímos de casa meio tarde sentido Alemanha, e cruzamos a fronteira para fazer uma trilha no meio de uma floresta e fugir um pouco da cidade. Nem sei se da pra chamar de hike, entra mais como uma caminhada - mas como passamos de 10km, serve para os propósitos dessa lista rs. Importante dizer que até o momento estou com 5 hikes nesse ano, ou seja, tenho que dar um gás antes do inverno chegar rs... mas há planos! 



Conhecer um lugar por mês em Zurich - foram alguns! 
  • 169 West - um bar de vinhos muito charmoso. Seleção boa, staff super simpático, e um ambiente bem legal. No verão, com a cidade vazia e as pessoas preferindo a beira da água, eles tem horário de funcionamento limitado, mas quero voltar quando esfriar, porque parece ser bem cozy. 
  • Yuma - fica aqui perto, é bem cotado para brunch, e nesses dois anos de Zurich eu passei muito na frente mas só fui entrar agora. O ambiente é legal, decoração hipster, serviço gentil e comida gostosa, mas porções pequenas. Tem que pedir bastante rs. Os dim sum estavam delícia demais! 
  • Il Salotto - um barzinho italiano, que bem no esquema do melhor país da Europa rs, serve aperitivo com drinks. 
Curiosidade: esses lugares são todos muito perto um do outro rs. Acho que passei bastante tempo no Kreis 4 em julho :) 

Estudar alemão - taí uma meta que eu votei porque eu deveria por, e não porque seja algo que eu queira rs. E o resultado é esse: não passei perto de estudar porra nenhuma de alemão esse ano. Vou largar ela aqui. 

Follow @ Instagram

Back to Top