Outubro

Outubro foi um mês de finais de semana muito legais, apesar do tempo começando a esfriar, dos dias a diminuir, do trabalho a me matar de segunda à sexta haha. A gente tem que focar no lado bom, né? E teve muito lado bom! Voilà. 

Wasen, Stuttgart
No primeiro fim de semana do mês caiu no nosso colo um convite meio de última hora para ir na Wasen, uma festa igual ao Oktoberfest (cujo nome oficial é Wisen!), só que em Stuttgart. Estava tudo organizado, mesa reservada, a gente só tinha que pagar, vestir o traje típico e ir. Why not?! Claro que fomos. Stuttgart fica há  três horas de carro daqui, mas pegamos um pouco de trânsito, então chegamos lá bem tarde na sexta-feira e não fizemos nada. No sábado demos uma voltinha pela cidade, mas estava bem chuvoso, um dia não muito propício pra bater perna. Mesmo assim, aproveitamos pra passar nas áreas principais da cidade e ir na Biblioteca Municipal, que tem um design lindo, e que pra mim foi o ponto alto do turismo lá. Da vontade de passar o dia lá lendo e descobrindo as mil sessões dos mais varios temas, o acervo deles é incrível, cada quadro pendurado é maravilhoso, e o tempo lá dentro nem passa, maravilhosa! Tirando ela, não morri de amores pelo que vi de Stuttgart, e acho pouco provável que a gente volte lá pra fazer turismo. Alguém aí já foi e tem outra opinião?
Olha esse lugar <3
Depois da cultura, foi a enfiação de pé na jaca. Essas festas estilo Oktoberfest é uma mistura de muita cerveja com parque de diversões, basicamente haha. Fora das tendas você tem parques, e dentro é música, cerveja e salsicha, em resumo. Se eu acho imperdível? Na minha idade, não hahaha Acho que uns dez anos atrás eu ia querer ir várias noites seguidas. Mas acho que ainda vale a experiência uma vez na vida. Estávamos lá com um grupo grande, a gente é animado, subiu na mesa e nunca mais desceu. Foi bem divertido! 
Possivelmente a única foto publicável da noite
Desvirtualizando na Holanda
Quatro dias depois, ainda me recuperando da ressaca, me enfiei num avião e fui para Amsterdam. Passei dois dias com uma amiga querida da faculdade, pude conhecer sua baby, relaxamos num spa, e curtimos sua casa nova. Apesar da chuva que não deu um minuto de trégua, foi uma delícia. E aí, da casa dela segui para um fim de semana desvirtualizando gente querida que conheci por essa internet. Eu já tinha conhecido a Taís pessoalmente em São Paulo, antes de me mudar para a Suíça. A Alê eu conheci aqui em Berna, numa passagem dela pela Suíça. A Ana e a Paula encontrei pessoalmente pela primeira vez. Quero fazer um post especial sobre esse momento, e falar só disso: de como você encontra pela rede gente que só o acaso, a vida e a geografia não te permitiriam encontrar, e como isso é legal demais! 
Ale, Taís, Paula e Ana <3
Além de passear por uma chuvosa Amsterdam, passamos um domingo outonal em Utrecht, e eu adorei muito a cidade! É uma Amsterdamzinha com zero turista dentro rs. Tem casinhas fofinhas, tem canais, tem cafés aconchegantes, tem ciclistas, mas não tem milhares de gentes se empilhando pela rua. Recomendo muitíssimo! Fica há cerca de meia hora de Amsterdam. Os trens saem praticamente de 20 em 20 minutos, e ida e volta custou 17 euros. 
Pelas ruas de Utrecht
É um não é uma Amsterdamzinha?
Keek, um dos cafés mais fofos em que já entrei (e com uns bolos muito bons!)

Outono chegando em Berna
Uma semana depois, uma amiga veio passar um dia comigo em Berna. Com essa história de viajar pra Zurich todos os dias e chegar em casa morta, fazia um bom tempo que eu não curtia uns dias em Berna, fazia turistagem na minha cidade, olhava seus cantinhos que tanto gosto. 
As folhas começando a mudar de cor, e o rio começando a baixar, mostrando seus bancos de areia (sinal de que a neve das montanhas já não está derretendo mais)
Minha vista favorita <2

Brienzer Rothonrn 
No fim de semana passado acordamos num sábado super ensolarado e pegamos o carro em direção a Brienz. Brienz é uma cidade que fica ainda no Cantão de Berna, mas já na divisa com Obwalden. É bem roça suíça, rs. É "famosa" pelo lago muito lindo, rodeado de montanhas, e de uma água turqueza incrível! 
O dia estava muito gostoso, e resolvemos pegar a maria fumaça para subir o Rothorn, uma das montanhas da região. Esse tremzinho só funciona entre abril e outubro, e ainda assim, nesse último fim de semana do mês já não vai mais até o topo, mas somente até a middle station, Planalp. Uma opção legal é subir de trem, e descer a pé. A trilha não é difícil, e dura umas duas horas. A gente não fez porque Mati tinha um jogo de volei no dia seguinte e não queria cansar. Uma outra opção para explorar o Rothorn é subir com a gôndola, que sai de Sorenber e funciona o ano inteiro. 
A Maria Fumaça, não muito eco friendly, mas bonitinha
O caminho entre a cidade e Planalp leva meia hora, e a vista é essa belezura aí
Vale a pena demais!
Berghaus mais fofa
E um Bernese em seu habitat
Brienz fica a uma hora e meia de Berna, e somente a 20 minutos de Interlaken, para quem está na área. Para mais informações de horários e preços, aqui estão os sites: maria fumaça e gôndola. Interlaken, alias, fica entre os lagos de Thun e Brienz, e é uma das vilas famosas da Suíça. A gente encerrou o dia passeando por ela, que é bem badalada e cheia de turistas. 
Jungfrau, uma das montanhas mais famosas da Suíça, vista de Interlaken
Escrever esse post me fez ver que entre dias caóticos e cansativos, outubro foi bom demais! Encontrar amigos, curtir a natureza, dormir até mais tarde, ver beleza em nossa cidade, conhecer lugares novos e enfiar o pé na jaca de vez em quando, são os prazeres que a gente pode se dar quando a rotina parece estar massacrando. E eu sei que sou privilegiada demais, mas ainda assim, sou gente e tenho aqueles momentos de reclamar da vida, né?! Normal. Mas vendo assim, escrito, o tanto de coisa legal que eu fiz em um mês, fica mais fácil colocar as coisas em perspectiva e perceber que o saldo é muito, mas muuuito positivo! Que assim continue sendo. Bom novembro pra vocês!

Um fim de semana em Copenhagen

Aqui na Suíça viagens de um fim de semana não são muito comuns, o pessoal acha super longe e perrengue pegar um avião pra passar dois, três dias fora. Eu, com uma vida de Brasil e Régis Bittencourt nas costas, acho que pegar um avião na Europa pode ser mais rápido do que passar um fim de semana no Guarujá. Então, sempre que posso, to topando. 

E foi assim que compramos passagens para passar um fim de semana em Copenhagen. Fomos agora no meio de setembro, e demos MUITA sorte com o tempo: pegamos dias extremamente ensolarados, gostosos, e a nossa aventura de fim de semana valeu muito a pena. Saímos numa sexta a noite, e não chegamos lá a tempo de fazer nada, mas curtimos sábado e domingo o dia inteiro, e chegamos em casa de volta já era meia noite de domingo pra segunda. Cansei? Cansei. Amei? Mais ainda. Vou deixar aqui meus highlights pra quem vai pra essa cidade maravilhosa!

Vesterbro
Começamos o rolê nesse bairro, mais especificamente no Prolog Coffee. A área era um pedaço bem industrial, onde eram embaladas as carnes (o tal do meatpacking district, igual de NYC) e ta passando por um processo de gentrificação, então tem muitos lugares charmosinhos proliferando por ali. O café é bem pequninho, e nada nooossa que lugar incrível, mas pra quem estiver ficando na área, é uma boa pedida. Os funcionários são super simpáticos, o café é bom, e o cinammon roll é mara. No fim da noite, ao voltar pro hotel ali perto, paramos de novo na mesma área, onde tem vários bares, como o WarPigs que é famoso, mas focamos no hot dog rs. Mati já morou na Dinamarca e diz que uma das comidas populares do país é o hotdog, e por ali tem o John's Hotdog Deli, que é um clássico da cidade. É um hotdog bom? É. É melhor do que hotdog com purê, vinagreteve, milho, ervilha e provolone prensado? Há quem duvide rs. Mas a área é beeeem agitada de vale a pena. Ainda em Vesterbro tem uma loja de segunda mão mara chamanda Prag, que vimos depois também em Norrebro, mas preferi a primeira. Muuuuitas coisas, curadoria incrível, sério.. só achados! Recomendo.
Apesar da minha cara, juro que o café tava bom rs... eu esqueci de levar óculos de sol na viagem e fiquei desse jeito aí
Frederiksberg
Acho que foi minha região favorita da cidade! Um bairro muito do charmoso, com umas lojinhas muito legais, uns cafés bonitinhos, floriculturas.. sério, só amor, e eu ia querer morar por ali se um dia morasse na cidade. Paramos pra tomar um drink num bistrô chamado Granola. As pessoas estavam comendo lá, mas nós ficamos nos drinks mesmo. Lugar excelente pra sentar e praticar minha arte favorita: people watch.
As ruas, as pessoas e o Granola
E essa floricultura?!
Mati que captou esse momento <3

Norrebro
Mais um bairro fofinho, de andar pelas ruas, parar e ver vitrines, curtir uma graminha, fazer people watch. Por ali paramos para almoçar no Manfreds, um restaurante que além de charmoso e gostoso, traz os ingredientes de uma fazenda própria nos arredores de Copenhagen (ou seja, tudo super fresh e baixo carbon footprint). A comida estava uma delicia, tudo com texturas, bem combinado com o vinho. Não foi barato, mas valeu as coroinhas gastas. Também paramos na cervejaria possivelmente mais famosa da cidade, a Mikkeller. Paramos de noite numa outra casa deles, mas essa de Norrebro achei mais gostosinha, na frente de um parque, com ambientes diversos.
Pelas ruas, com esse soläo
De dentro da Mikkeller
Esse céu e essa vibe <3
Nyhavn e Christianshavn
As áreas mais turísticas da cidade, mais lotadas mas, confesso, ainda charmosas. Assim que cheguei em Copenhagen disse a Mati: só vamos na Pequena Sereia se passarmos muito perto, não quero desviar caminho porque não quero gastar tempo com turist trap. Mas Nyhavn não é só turist trap, é onde tem aquelas casinhas coloridas de Kopenhagen, é bem lindo mesmo, e de forma alguma é perda de tempo. A única coisa foi que evitamos parar em restaurantes e bares lá. E logo do outro lado de um canal tem a área de Christianshavn, mais famosa por abrigar Cristiania, uma comunidade alternativa no centro de Copenhagen. Eu também passei esse rolê de Cristiania porque além de não curtir a ideia de ir lá como se fosse um zoo, eu já ouvi que a vibe não é das melhores, uma coisa meio decadente, e digamos que eu tenho a Cristiania de Berna bem perto aqui da minha casa rs, então deixei pra lá. Mas pelo bairro tem canais lindos, e é bem gostoso de passear.
Copenhagen clássica em Nyhavn
E pelos canais de Christianshavn

Fazer isso tudo de bike
A primeira coisa que fizemos ao acordar no sábado foi alugar uma bike, que só devolvemos na hora de pegar o trem pro aeroporto. Copenhagen é uma cidade de ciclistas, toda plana e repleta de ciclovias. É muito fácil pedalar por lá, e tem muitas opções de aluguel (inclusive vários hotéis que eu vi tinham suas próprias bikes pra alugar). Nós alugamos no Baisikeli, um projeto que usa a renda dos alugueis para enviar bicicletas da Dinamarca para a África, e lá dar suporte e locomoção para a população local. Achei bem legal, e ajudou muito que era perto de onde ficamos, fomos pra lá a pé (os preços eram mais em contas do que a bicicleta do nosso hotel, inclusive). Pedalamos incansávelmente por essa cidade, rodamos todos os bairros (e fizemos mais coisas que não listei aqui, como ir à casa de um amigo de Mati, ir à uma praia coberta de neblina rs, entre outras coisas). Pedalamos fácilmente 15 km por dia, e foi maravilhoso. Não gastamos dinheiro com transporte (tirando o trem entre a cidade e o aeroporto), e em todo momento, enquanto estávamos on the go, a gente estava vendo e vivendo a cidade. Foi uma super experiência!
Baisikeli, em Vesterbro
Eu...
...e ele <3

Se eu recomendo um fim de semana em Copenhagen? Recomendo muito. A cidade é pequena, e mesmo sem a gente ficar na correria, conseguimos ver ela inteira. Como os dias estavam lindos, eu acabei decidindo que não queria passar tempo em museu, Acho que se for visitar alguns lugares, pode ficar corrido. Mas eu vivo assim mesmo, achando que vou voltar pra todos os lugares, e que não preciso sair correndo pra ver porque a vida é longa e ainda tenho tempo rs... E acho que Copenhagem reconheceu minha vontade de vivê-la e me presenteou com dias lindos demais. Voltarei? Voltarei. Ta decidido. 

Malta

Eu percebi que, além da família e da comida, eu sinto falta de poucas coisas do Brasil. A espontaneidade é sem dúvidas, a principal delas. Mas outra que veio comendo as beiradas é bem menos óbvia: água salgada. Aqui tem muita piscina, tem muito lago, e em alguns lagos tem até umas marolinhas rs, mas não tem água salgada, não tem cabelo duro, sobrancelha salgada, alma lavada. Não tem. Por essas e outras eu decidi que, esse verão, a gente ia passar uns dias a beira mar. Já tínhamos dado uns mergulhos em Cinque Terre, mas não tinha sido suficiente, então nas buscas de passagens a preços não obcenos, apareceu Malta, e lá fomos nós. 

Malta é uma ilha muuuito pequena, porém muito densamente povoada. São várias pequenas cidadinhas, cada uma com sua característica. Apesar de ser um país com cidades, digamos que Malta é uma grande cidade e essas cidadinhas são como bairros. A gente acabou ficando em St. Paul's Bay, uma área mais turistona, mas onde foi possível encontrar hotéis bons com preços decentes um pouco em cima da hora. E passamos nosso primeiro dia inteirinho curtindo um beach club ali em St. Pauls Bay mesmo, o Cafe Del Mar, que tem seu primo ryco em Ibiza. Eu queria passar meu primeiro dia fazendo NADA, só descansando, nadando e tomando bons drinks. E assim foi. Chegamos lá por volta das 11h da manhã, e só saímos passando das 10 da noite rs, quando a criançada avançou pra uma espécie de baladinha. 
O beach club
A pose
O por do sol
E os bons drinks
Nosso segundo dia foi um pouco mais produtivo rs. Antes de falar o que fizemos, um parenteses necessário: apesar de Malta ser pequena, e as distâncias entre os lugares ser pequena, tem MUITO trânsito. O taxista que nos pegou no aeroporto disse que em dois anos Malta terá mais carros que habitantes, e isso dá o tom das coisas. Pequenas distâncias de 10 km entre uma vila e outra leva coisa de meia hora, 45 minutos. Os ônibus vão pra todos os lugares e custam só dois euros, mas demoram um pouco mais que os taxis.

Enfim, pegamos o busão pra Mdina, a cidade silenciosa, uma das mais famosas de Malta. E foi ali que a coisa começou a ficar interessante... porque Malta tem seu próprio idioma, mas também fala inglês como língua oficial. Malta tem uma culinária bem misturada, que tem muito do italiano. Mas quando se olha pra arquitetura, Malta é bem árabe. E Mdina, uma cidade pequena, linda, amuralhada, da toda essa pinta, parece uma cidade perdida no deserto. Mas é bem cheia de turista, tem bastante ônibus chegando, então tem hora que o charme se perde. Mesmo assim, se embocando pelas ruazinhas você reencontra o charme perdido. 
Pelas ruas de Mdina


De lá eu queria ir pra praia, mas meio na dúvida de onde ir, onde daria menos trânsito, e morrendo de calor, acabamos entrando num busão achando que estávamos indo pra um lugar, e estávamos indo pra outro. Demoramos uns bons 20 minutos pra perceber, e aí resolvemos ajustar o roteiro e conhecer Vittoriosa (ou Birgu, em maltês), uma das três cidades fortificadas de Malta. Birgu é uma das cidades mais antigas do país, já foi capital, e onde os cavaleiros da ordem de São João se estabeleceram na idade média. É uma área portuária, e também tem uma vista pra Valetta, a capital. Agora o charme de Vittoriosa está mesmo nas ruelas, tão belas quando as de Mdina, mas completamente vazias. 
Olha essa comida, Brasél... Muita inflência italiana, frutos do mar, deliciosidades mil
Pelas ruas de Vittorisa, sendo aterrorizada por uma fera
Sério, olha essas ruazinhas
E a área do porto
Por ali seguimos andando pelo porto, e acabamos achando uma prainha, onde dei um mergulho e ficamos só curtindo o sol. 
E nadamos olhando pra Valetta
De lá pegamos um barquinho e fomos até Valetta. Acabamos não entrando na cidade porque tínhamos separado um outro momento pra explorá-la, e voltamos pro hotel pra curtir o mar lá na frente. Eu adoro nadar no mar a noite, e fico muuuuito feliz quando é possível.

Nosso terceiro dia começou com Gabriela fazendo a madame e gastando duas horas no spa pra fazer uma massagem que olha... saudades massagem. Que coisa maravilhosa que deve ser aquelas moça ryca que vão no spa toda semana. 

Depois de volta o pé no mundo dos mortais, nos encaminhamos pra Gozo, uma ilha que faz parte de Malta. Ir até lá é bem fácil: tem um porto de onde saem ferries o dia inteiro pra Gozo, ida e volta. A viagem dura somente 20 minutos e custa menos de 5 euros, bem tranquilo. Ali é também o porto de onde as pessoas vão para a Lagoa Azul, um passeio super famoso de Malta, se não o mais famoso. Mas eu tinha visto vídeos nas semanas anteriores, todo mundo relatando super lotação, água viva, e eu preferi valorizar meu tempo rs. Pulei essa parte, mas enfim, o porto chama Mgarr. 

Nosso plano para Gozo era curtir uma praia, e depois dar um rolê pela cidade, onde estava rolando uma festa (e eles falam assim mesmo, a Festa) tipo aquelas festa de São João, de Santo Antonio, sabem?! Barraquinhas, procissão, etc. As Festas são bem grandes em Malta, um país muito católico. E teve Festa durante toda a nossa estada, mas dado o rebuliço, a gente acabou entrando no meio da de Gozo somente.
Ramla Bay, uma das praias lindas de Gozo



Eu, se um dia voltar pra Malta, ficarei em Gozo. Achei bem mais tranquila, menos gente, menos trânsito, menos grupo de estudantes, menos bagunça. É um atestado de que to velha? Talvez, mas eu gostei muito. A ilha tem a mesma pegada de Malta, uma vibe meio desértica, com construções brancas, rodeada de mar azul, mas o sossego... ahhh o sossego. De quebra ainda fomos no melhor restaurante da viagem, chama Maldonado. Gastronomia fina, mas num lugar bem fofinho, despretencioso. Recomendo.

Nosso quarto e último dia em Malta era pra ser totalmente dedicado a Valetta. Acordei e fui tomar um sol na beira do mar, quando resolvo olhar o voo e PUTAQUEPARIU eu achei que o voo era as 19h, mas é as 15h rs... Aconteceu isso. Sai correndo e fui acordar Mati, e de mochila nas costas fomos correndo tentar dar uma olhada em Valetta. Nos sobrou somente duas horas pra passar na capital, mas apesar da correria, acabou sendo suficiente. Valetta é abarrotada de gente.. tipo, ABSURDO. É onde os navios de cruzeiro param, onde a turistagem em massa acontece, e sério... vuco-vuco, principalmente na rua central. Demos um giro por lá, fomos até um jardim, o Barrakka Garden, de onde tem-se uma vista incrível das três cidades (Vittoriosa, Cospicua e Senglea), tomamos um café, o último spritzer, e partimos. Fiquei remoendo não termos parado em Valetta com calma quando tivemos a oportunidade, e evitado esse estresse, mas acontece... ao menos deu tempo de ver um pouquinho, e amem que não perdemos o voo rs. 
The calm before the storm: 2 minutos antes de eu perceber que estávamos com o horário de voo errado na cabeça
Pelas ruas de Valetta
Valetta vista do Barrakka Gardem
E as Three Cities vistas de Valetta
Por fim: vale a pena ir pra Malta? Vale sim. É um lugar compacto, com belezas naturais, arquitetônicas, com preços bem justos. Mas ta massificado sim. O trânsito enche o saco sim. Mas eu voltaria? Voltaria sim.

Um resumo de dicas: 
- passe um tempo em Gozo
- separe tempo pra gastar em trânsito
- a Lagoa Azul pode ser um tourist trap, se você não gosta desse conceito, evite
- visite Vittoriosa <3
- se você mora na Suíça e gosta de massagem, é um bom lugar pra visitar um spa por preços módicos :)   

Verão, o fim


Entra ano e sai ano, e eu não consigo superar o fim. E esse ano, pra aumentar o sentimento de que todo verão é pouco, ele foi intenso porém curto. Vejam só... eu tinha 3 cm de neve na minha varanda em maio, sabe. Mas ok, os meses que se seguiram foram de muito sol, calor, suor, lago, rio, spritzer, chinelo, e tudo que o verão tem a proporcionar. 

E fazendo aqui uma retrospectiva dos melhores momentos, o que que teve?

Teve churrasco na varanda.. 

E teve festival, muito festival! 
Começamos com um festival pequeninho de bairro aqui em Berna, que teve silent party, adoro

E fomos pra Montreux... no famoso festival de jazz
Experiência incrível, a repetir <3
E terminamos vivendo cenas lamentáveis no Zurich Open Air hahaha
Teve também muito rio. Todos os dias tentei ir mais cedo pro trabalho, pra sair mais cedo e vir correndo me refrescar no rio em Berna, esse daí que abre o post. Mas aos finais de semana, gosto mesmo foi ir pros lagos. Aqui tem lagos lindíssimos, rodeados de montanha, de água as vezes gelada, mas onde é maravilhoso passar o dia e recarregar as baterias. Esse verão eu tava mais na pegada dos lagos mesmo, e curti o máximo que deu!
Fazendo SUP no lago de Thun

E curtindo o lago de Zurich
E falando em Zurich, eu já falei aqui que tava dando conta do commute pra lá todos os dias numa boa, e o jogo virou. O trabalho intensificou, e eu comecei a ficar muito cansada. Estou muito balançada e pensando por quanto tempo mais ainda vale a pena fazer esse rolê quase todos os dias... Pra ajudar na reflexão, teve também um fim de semana em Zurich, curtindo a cidade, pra se, no futuro, quisermos fazer uma decisão, que seja mais informada. 
Zurich me cortejando, cada vez mais

Também teve cinco dias em Malta, mas essa maravilha vai ficar pra um post próprio (e pra garantir que esse post vai existir, vou escrever assim que soltar esse aqui rs). 
Mas olha se isso não é vida?!
Por fim, o grande highlight do verão: 
Teve Baby, muito Baby <3 Foram duas semanas deliciosas com esse Baby que de Baby não tem mais nada. Duas semanas de muitas brincadeiras, de muita bola, muito baralho, muitas perguntas, muita piscina e muito amor. De matar saudades, de abraçar, beijar e apertar, enquanto ele ainda gosta disso rs... porque ele já ta quase mais perto de ser um adolescente do que ser meu bebezinho. Foram duas semanas que preencheram meu coração! 


E agora, ficam só lembranças desses meses maravilhosos. O dia já está ficando mais curto, já estou saindo de casa no escurinho, as temperaturas já caíram, e jajá é hora de entrar no clima de montanha. Mas estarei aqui, vivendo o inverno com a resiliência de quem saber que o verão vem, ainda que seja atrasado, mas sempre vem, e é sempre maravilhoso!!!

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