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Dicas de Moscou

Ao longo dos posts (começo, meio e fim) da viagem, eu soltei uma dica e outra. Mas acho mais prático colocar tudo num post só, e também adicionar outros valiosos conselhos ;) Voilà.

Chegando e Saindo
Como eu disse, o desafio começa no aeroporto. Se houver tempo e paciência, vá de transporte público mesmo que você ganha mais. Caso opte por ir de taxi, seja duro na negociação. Com a gente, o preço inicial foi quase cinco vezes mais caro do que o normal. Se ninguém tivesse me avisado, eu tinha pagado. Saindo de Sheremetyevo, gira em torno de 40 minutos dentro do taxi (dependendo do trânsito, que em Moscou pode ser brutal) e coisa de 2 mil rublos é um preço ok. Eu não fui ao aeroporto Demodedovo, mas dei uma olhada aqui e é possível pegar um taxi pelo mesmo preço. De transporte público, claro que depende onde você vai se hospedar. Mas de Sheremetyevo tem trem e ônibus para estações na cidade, onde você pode trocar para linhas de metrô.  Numa olhada rápida, você gasta coisa de uma hora e meia. De Demodedovo sai um trem para Paveletskiy, outra grande estação de trem e metrô, de onde você troca para a sua linha (a viagem dura mais ou menos 1 hora e 20). Ps - Sheremetyevo é um dos aeroportos mais mal diagramados em que já estive rs.. Quem passar por lá vem aqui me deixar um cent de opinião please hahaha. 

Hospedagem
No nosso caso, como Mati precisava de visto, optamos por ficar num hotel, já que eles fornecem um formulário necessário para o visto. Escolhemos o Ibis por ser uma rede conhecida, mas no preço que podíamos pagar. Eles tem vários pela cidade, mas ficamos no Ibis em Kievskaya, que é uma praça grande. Recomendo muito a localização, porque ali perto tem trem, metrô (dos bonitos), shopping, lojas, inclusive divide a esquina com um Eataly, para quem se interessar rs. Claro que, para quem tiver disposto a gastar um pouco mais, ficar na área próxima à Praça Vermelha é ainda melhor. Mas os preços são bem salgados, e como alternativa, eu recomendo muito Kievskaya. O AirBnb ta bombando em Moscou, e para quem se interessar, olhar algo na região mais central é uma boa opção. Se precisar fazer visto, no entanto, não tem como (um parênteses nesse assunto: para quem precisa de visto, é preciso um "responsável". Os hotéis emitem um documento se responsabilizando por você, e com ele você pede o visto. Notei que o padrão é oferecer o documento uma vez que a reserva foi feita, e se você cancelar, eles cobram uma taxa, afinal de contas o nome deles está no seu visto). 

Transporte
Uma vez na cidade, nós acabamos usando bastante metrô, e taxi algumas vezes. O taxi foi aquilo, povo querendo enfiar a faca e torcer. Tem que ser duro na queda, SEMPRE, mas esteja ciente de que dificilmente vai rolar taxímetro, rs. O metrô é muito bom e vale a pena, porque além de tudo é uma atração à parte. Mas tem que ter paciência e tempo, porque eles ainda não ajustaram os sinais para inglês (e em várias estações, tem nem em alfabeto romano, é só cirílico mesmo) e você demora a achar sua direção e tal. Mas acha, dá certo. Além disso, quase toda a parte turística de Moscou está na área da estação Ploshchad Revolyutsii, e dali você sai andando pra outras partes, como a área dos teatros, etc. Então também não precisa pegar o metrô muitas vezes por dia.


Dinheiro
A moeda local é Rublo, e a taxa de conversão para Reais é mais ou menos de 17 rublos para 1 real. Nós sacamos em caixa eletrônico por lá mesmo, para não precisar ficar pagando taxa de conversão. O lado bom da coisa, foi que todos os ATMs que usamos não cobravam taxa de saque. Nós pagamos praticamente tudo com cash, mas meu primo estava usando cartão, e eu não vi nenhum problema de aceitação. E também não percebi eles cobrando nada a mais pelo uso do cartão.

Segurança
Eu me senti muito segura em Moscou, de verdade. Acho que pelo momento em que estão vivendo, há muitos checkpoints de segurança, detector de metal, muitos. Até no hotel, no shopping, para entrar em pontos turísticos, etc. Mas não fiquei alarmada por isso, nem me senti insegura. Na cidade achei tudo bem sossegado, limpo, organizado, e mesmo na madrugada, quando vimos mais gente em situação de rua, não me senti ameaçada. Eu li que fora da área central, nas periferias, como toda cidade grande, Moscou pode ser mais perigosa. Mas em toda a área onde passamos, que é foi basicamente a área central, me senti bem sossegada.
Lembrando que a Copa vem aí e os caras estão ligadíssimos na segurança
Língua
Em bares e restaurantes foi bem sossegado se comunicar em inglês. Nas estações de metrô, nem tanto. Mas no geral, não passamos aperto nos momentos em que estávamos sozinhos (na maior parte do tempo estávamos na companhia de uma russa). Acredito que no passado isso tenha sido um grande problema, e a reputação de uma Moscou que não se comunica em outra língua permanece, mas não é verdade. A gente se virou super bem em inglês. 

Comida
Definitivamente, não é um problema. A comida russa é bem variada: tem carnes, peixes, massas, sopas, e honestamente, nada muito diferentão. É possível comer bem sem grandes estresses. Meu favorito foi o blini, tipo um crepe, que pode ser recheado de várias coisas. Comi até blini de caviar rs. Também curti muito o pelmeni, que é tipo um dumpling. Alias, o caviar é iguaria típica russa, e vale a pena experimentar. Para quem for mais reticente, é possível encontrar tudo que é rede de comida, indo de Burguer King até o Shake Shack.

Carão
Last but not least, a Rússia é o país do carão rs. A mulherada lá anda MUITO arrumada, tipo, passarela de moda full time, mesmo debaixo de neve e tal. Eu sabia disso, mas ainda assim, por conta da mala louca de Tailândia e Rússia, não deu pra fazer muito a respeito. E assim, não é um problemão, mas é um fato, o povo te olha de cima abaixo. E em bar e restaurante, faz diferença no atendimento sim. Inclusive, quase fomos barrados na baladinha que queríamos ir. Então, se eu voltar a Rússia saindo aqui de casa numa viagem exclusiva, rs, eu prestarei mais atenção nos modelitos. 
Não é bem desse carão que eu to falando rs
Se alguém lembrar de outro tópico interessante, manda ver nos comentários :)

Moscou, o fim

O sábado era nosso último dia em Moscou, e o plano era começar o dia vendo o Mausoléo de Lenin, seguir para o Kremlim e depois deixar a vida levar rs. O primeiro percalço foi o Mausoléo... a fila estava imensa. Ele só abre pra visitação por algumas horas, em alguns dias da semana. Como eu disse, era feriado, muita gente na cidade, e a fila estava enorme. Aí fomos checar a fila do Kremlim, e estava ok. Acabamos adiantando a visitação lá, mesmo sabendo que inviabilizaria ver Lenin embalsamado. Eu não queria correr risco de ficar horas na fila do Mausoléo e depois horas na fila do Kremlim. Uma pena. 

Foi super tranquilo comprar e entrar lá, e após passar a segurança, você entra na área murada onde fica a sede do governo russo. O Kremlin é composto de cinco palácios, quatro catedrais e do Grand Kremlim Palace, a residência oficial daquele que não deve ser nomeado hahaha. No entorno, uma muralha o separa da cidade e da Praça Vermelha, e o rio Moskva passa pertinho. É possível fazer visita guiada, mas optamos por perambular por lá por conta própria. No dia em que estivemos lá não era possível visitar os palácios, mas sim as catedrais. São todas belíssimas, e nelas estão enterrados diversos Czares, suas famílias e outras pessoas representativas da história russa.
O Kremlim Grand Palace & Eu
Natal rolando pela Rússia - inclusive nesse dia tinha um evento bem para crianças no Kremlim que é bem tradicional
Catedral da Anunciação, construída nos anos 1400

A muralha
Andamos por lá por cerca de duas horas, entrando em todas as catedrais, e observando a arquitetura. Eu estava me sentindo realizada como viajante, sabe? É um desses lugares onde dá muito gosto de fincar bandeira rs, e que dá dó de sair, porque você quer prolongar o momento. Mas estava frio, muito frio, já tínhamos visitado todos os prédios abertos, e era hora de seguir. Saímos novamente na Praça Vermelha e eu encontrei o único grupo de brasileiros que vi na Rússia rs. Dei uma informação pra eles e me senti muito por dentro dos paranauê hahaha. Ficamos dando uma olhada na quermesse natalina que estava rolando na praça, e claro, a Catedral de São Basílio, de novo.

Seguimos então para o GUM, um shopping também dentro da Praça Vermelha. O nome "GUM" era o nome das antigas lojas de departamento do governo soviético. Agora quão irônico é que nesse GUM, o mais famoso, hoje dia só existem lojas luxuosas, do calibre de Hermès, Prada, Gucci e afins? Haha.. Nós demos uma passeada lá dentro enquanto esperávamos meu primo, e de fato, não é pro nosso bico rs. Mas é bem bonito (e tem um banheiro histórico que acabei não visitando por motivos de fila rs). A área no entorno também é bem bonita, cheia de luzes. Alias, Moscou ta bem podendo dividir com Paris o título de cidade luz, rs. A cidade é muito iluminada, cheia de luzinhas, de cores, é uma coisa!
GUM

Quando encontramos meu primo, e saímos do GUM, já era noite e começou a cair uma grande nevasca! Acho que foi o momento mais mágico da nossa estada em Moscou: estar naquele cenário maravilhoso com uma baita neve caindo na cabeça. Eu estava tão, mas tão feliz, que mesmo congelando não conseguia sair do lugar. Que momento!

Fomos jantar, e depois de nos despedir da família, partimos para o passeio que, ao lado da Praça Vermelha, era o meu mais esperado em Moscou: explorar as maravilhosas estações de metrô. Durante o comunismo, os governantes entendiam que o metrô era o palácio do povo. Era onde eles exerciam sua liberdade, de ir, vir, de trabalhar, de viver. E por isso as estações de Moscou são muito bonitas, e algumas dela tão luxuosas que mais parecem mesmo um palácio ou um museu. Tendo lido alguns artigos, pegamos uma linha de metrô circular, que passava por várias dessas estações bacanudas. Não vimos todas, mas fiquei fascinada com o que vi.
Komsomolskaya
Novoslobodskaya
Belorusskaya
Krasnopresnenskaya
De boas na revolução
Se não me engano, vimos no total, coisa de dez estações ao longo da viagem. Nenhuma decepcionou, todas lindíssimas. E depois de finalizar o nosso tour, já passava das 10 da noite e estávamos bem cansados. Fomos pro hotel debaixo de neve, muito realizados com nossos dias em Moscou. Fiquei tão, mas tão apaixonada pela cidade, que só penso em voltar, e explorar com mais calma. Recomendo Moscou com força!

Sexta em Moscou

Ao acordar para o nosso efetivo primeiro dia inteiro em Moscou, dei de cara com uma paisagem toda branquinha. Pois é, começou a nevar bastante na cidade, e quer saber... eu gostei! O frio não estava implacável - girando na casa dos 0, -1 - e Moscou no inverno eu espero toda nevada mesmo. Então não achei ruim. Me empacotei de roupa, e saímos felizes.

Cook'Kareku
Começamos nosso dia numa casa de brunch que oferece simplesmente opções de café da manhã do mundo quase inteiro. É possível comer café mexicano, americano, vietnamita, sulafricano, e o que mais você quiser. Claro que é possível comer o típico café da manhã russo também. Mas confesso que depois de 18 dias na Tailândia, eu estava querendo uma comidinha conforto, e fui de americanisses rs. 

Praça Vermelha
Finalmente, nos dirigimos para o cenários dos sonhos russos rs. Eu estava ansiosíssima para esse momento, e ele foi tão glorioso quanto eu achei que seria. Botar os olhos na Catedral de São Basílio me fez dar uma pensada na vida... Em tudo que eu já sonhei em conhecer, e o tanto que me senti grata por estar ali. A Praça Vermelha não é só um desbunde de linda, como é também cheia de história. O Memorial de Lenin, as estátuas, construções, tudo. Eu nem sabia por onde começar... O Memorial de Lenin, onde seu corpo embalsamado pode ser visitado, só abre em alguns dias e horas específicos, e na sexta-feira é fechado, então resolvemos ir diretamente pra igreja.

Um overview da Praça Vermelha

Onde Lenin descansa
Para entrar na Catedral custa 500 rublos (em torno de R$30 reais), e é possível visitar todas as salas. O que me chamou muita atenção é que não há um salão grande, principal, como normalmente há nas igrejas católicas romanas. São vários pequenos salões, nenhum muito amplo, e acho que nessa acaba faltando uma cena de impacto lá dentro. Mas de forma alguma se pode negar que ela é linda... As paredes são todas pintadas de padronagens maravilhosas, e há muitas explicações sobre os significados, vídeos sobre a expansão da igreja e da praça, é muito interessante. Ela é bem menor do que parece em fotos, mas ainda assim, passamos coisa de uma hora lá dentro, e demos sorte ainda de assistir um coral ortodoxo se apresentando numa das salas.

Duas das torres, vistas por dentro

E as paredes mais lindas que já vi
Quando saímos da Catedral, nossa intenção era ir para o Kremlim, logo ao lado, mas a fila para comprar o ticket estava imensa. Nós chegamos em Moscou nos dias que antecedem o Natal Cristão Ortodoxo, religião oficial russa, e por isso, é feriado. E eu achava que Moscou estaria mais vazia por isso... ledo engano. De fato, os moradores de Moscou viajam de férias (eu poderia dizer que vão tudo pra Phuket, porque só tinha russo lá rs), mas os moradores do interior, da Sibéria, e outras partes, gostam de passar os feriados na capital. Moral da história: o Centro de Moscou estava bombando rs.

Mural do Kobra
Eu queria muito ver esse mural do Kobra, muralista brasileiro pop rs. E então resolvemos ir caminhando pelas ruas de Moscou, vendo os entornos, para chegar nele. Passamos em frente ao Bolshoi, e eu lamentei muito não ter programado para ver um espetáculo. Vai ficar pra próxima :( Seguimos andando por ruazinhas, e eu cada vez mais achando Moscou muito morável, sabe... Coisa que eu jamais imaginava. É tão charmosa que da mesmo vontade de morar. Até que chegamos no espaço dedicado a Maya Plisetskaya, um dos grandes ícones do ballet russo. Ela foi a "prima balerina absoluto" no Bolshoi em 1960, e no moral retrata um dos momentos solos no 4o ato do Lago dos Cisnes. Maya foi uma das poucas personalidades retratadas pelo Kobra ainda em vida. Ali na praça há também uma escultura dela. Mas a verdade é que eu morro de orgulho quando do de cara com uma arte brasileira pelo mundo... Não só brasileira, mas paulistana. Eu morava em Pinheiros, bairro todo "decorado" pelo Kobra, e me dá uma nostalgia, um sentimento bom, e acima de tudo, um orgulho imenso de ver ele pelo mundo.
<3

Café Pushkin
Seguimos do Kobra para esse restaurante que é muito tradicional e phyno rs. Infelizmente não tirei fotos, mas roubei duas do site deles para ilustrar que vale muito a visita (e vale também tentar fazer reserva, porque é bem cheio. No verão tente sentar na varanda, no inverno, peça uma mesa na biblioteca). O Café Pushkin serve comida tradicional russa, num ambiente lindo, parece coisa de filme antigo, sabe? Eu fiquei me imaginando saindo toda bem vestida do Bolshoi e indo lá na sequência jantar com os amigos das artes hahaha.. olha as viagens... Mas é isso. Lugar bom é aquele que te transporta, que te faz viajar no tempo e na maioneses hahaha.. e isso o Café Pushkin fez com louvor. Pedimos várias coisas, como pelimenis, sopas, peixes, vodka e fomos todos dividindo, provando de tudo um pouco. Eu estava esperando uma conta bem salgada, porque o lugar é FINO, sabe?! Mas no fim, a conta saiu em torno de 150 reais por casal. Se você pensar que Moscou é uma cidade cara, isso num restaurante bacanudo, não é muito não. Pense numa casa chique em SP, e quanto você deixaria por lá... Enfim, recomendo MUITO.
Pelimenis <3
E as mesas na Biblioteca, ambiente maravilhoso!
Sauna Russa (ou Banya para os mais íntimos rs)
Os russos levam a sauna muito a sério rs... O pessoal gosta muito, e entende que o processo faz muito bem pra saúde, com benefícios para a pele, circulação, respiração, etc. Há saunas públicas e privadas por toda a Rússia, e é um costume de todas as classes. E por que não, né? Nós fomos pra casa dos pais da minha "cunhada" (porque esposa do primo-irmão é cunhada, né?!) e lá me explicaram direito como funcionava. Você pode fazer sauna em grupos só de mulheres, ou só de homens, ou tudo junto e misturado, pelado, com roupa, como preferirem rs. Nós fomos tudo junto de biquini mesmo. Você fica lá cozinhando por um bom tempo, com as temperaturas podendo chegar aos 90 graus. Nós não fomos tão longe, e ficamos em torno dos 60, que já dá um belíssimo suador. Pra seguir a tradição deve-se usar um chapeuzinho de feltro pra proteger a cabeça da quentura. Quando estiver bem cozinhadinha, alguém pega uns ramos secos de eucalipto, e começa a "bateção". Basicamente uma pessoa bate na outra com os ramos, membros, torax, cabeça, num ritual que visa melhorar a circulação e a pele. Depois da bateção, vem o ápice: você pode simplesmente jogar um balde de água gelada na cabeça, ou melhor ainda, se jogar na neve. Foi o que fizemos... De biquini, pelado, como estiver, você vai lá e se joga, rola na neve, porque o seu corpo está tão quente, que você nem sente, é MARAVILHOSO. Aqui um vídeo meio tosquinho ilustrando melhor o processo:

Baladinha
Depois de umas vodkas pra aliviar a quentura/gelo da sauna, nós resolvemos que pra fechar esse dia incrível, e comemorar a reunião familiar, deveríamos pegar uma baladinha. Fomos num lugar chamado Mendeleev, que fica no subsolo de um takeway de noodles rs. Fazia muito tempo que eu não passava por um face control haha.. mas como eu disse no outro post, a Russia é lugar de montação e carão, e nós definitivamente não estávamos vestidos de acordo. Mas de qualquer forma, entramos. Tomamos uns bonsdrinks, dançamos, fizemos um bom people watching, e quando passava das duas da manhã, o corpo acusou o golpe. Era hora de ir dormir.
Mas antes passamos pra dar uma olhadinha nessa belezura a noite :)

Moscou - A chegada

Meus posts sobre Moscou estão empacados desde janeiro, e eu acho que está difícil pra eu contar sobre a cidade porque a nossa estada lá fui muito curta, porém muito impactante. Fizemos muitas coisas em pouco tempo, e acima de tudo, fomos MUITO surpreendidos. Eu imaginava Moscou uma cidade cinza, meio sombria, meio feia, suja, certamente caótica. E o que eu encontrei lá foi um belo tapa na minha cara. Moscou é linda!

Depois de tanto quebrar a cabeça pra pensar em como contar tudo que fizemos por lá, resolvi que valia a pena dividir por dia. Fizemos coisas suficientes pra encher três posts ;)

Depois de nove horas de voo saindo de Bangkok, chegamos no aeroporto de Sheremetyevo, e meu primo, que é casado com uma russa e visita o país com frequência, já tinha me alertado que a gente precisava ser duro na queda, porque ali o golpe é certo rs. De Sheremetyevo é possível pegar um trem até uma estação central, e então trocar pra metrô. Acho que com acesso a internet, paciência e tempo, é possível. A gente estava bem cansado, e queria "chegar" logo. Optamos por taxi. Meu primo disse que a nossa corrida não deveria dar mais que 1800 rublos (divide por 17 e dá o valor em reais). Devo dizer que a primeira oferta de taxi queria cobrar 7500 !!!!!! Sério gente... é FODA. Eu fiquei bastante frustrada, porque estava exausta, estava frio (e eu vindo da Tailandia), e nenhum taxista queria ligar taxímetro. E muita gente rodeando, um caos. Isso estava acontecendo pra provar meu preconceito de que estávamos adentrando um território de bagunça, rs. Depois de muita negociação, encheção e frustração, cedemos e combinamos um taxi a 2400. Fica aí essa dica... Seja firme na negociação, tenha paciência e força, rs.

No caminho para a cidade, comecei a perceber as grandes lojas, grandes marcas, todas com seus nomes em cirílico: Leroy Merlin, Burger King, McDonalds, etc. O bom humor foi voltando ao meu sistema, e chegamos no nosso hotel, um Ibis na praça Kyevskaya. Meu primo já estava esperando a gente, e saímos rapidinho pra conhecer a cidade. Passando de carro eu já percebi que Moscou não era bem a zona que eu imaginava: avenidas largas, limpas, prédios históricos e edifícios modernos se misturando, uma empolgação crescendo dentro de mim.
Sim, sim claro...
Nossa primeira parada foi a Arbat, a principal rua turística de Moscou. É tipo um boulevard, fechado somente para pedestres, cheios de lojas de souvenir, artistas de rua. Por ali tem também várias redes, inclusive um Shake Shack hahaha. Ficamos passeando, olhando as lojinhas, e curtindo um clima Natalino (!!!). Chegamos em Moscou na quinta-feira que antecede o Natal ortodoxo, e a cidade estava toda no clima, bem delicinha.

Os contrastes de Moscou
De lá seguimos para um dos famosos rooftops de Moscou, o White Rabbit. Ele fica no topo de um edifício comercial, no centro de Moscou. A ideia era tomar uns drinks e apreciar a vista, que é belíssima. Uma das iguarias típicas de Moscou é o caviar, e ali resolvemos iniciar os trabalhos, rs: comemos um blini de caviar. O blini é tipo um crepezinho típico russo, e estava bem gostoso. Pra beber: shot de vodka, claro. O ambiente era todo chic, e eu percebi que não tenho roupa pra frequentar a Rússia hahaha. A mulherada é absurdamente produzida, maquiada, chic de doer, e os garçons e hostess realmente de medem de cima abaixo.

Fomos dormir passando das duas horas da manhã, e eu estava muito, muuuito feliz de estar em Moscou, de estar com meu primo. Foi um dia de reunião familiar, e de celebração. Moscou já estava ganhando meu coração <3

* as fotos desse post são poucas e umas belas porcarias rs... mas é que estava de noite, cansados, somente com o celular, e eu doida pra botar a conversa em dia com a meu primo, mal lembrei de fotografar, sorry. Prometo melhores para os próximos posts.

Planejando as férias

Tem tanta coisa legal dessas férias que to organizando ainda as ideias pra saber como vou contar tudo aqui. Mas acho que um começo é dar uma geralzona de como planejei as nossas três semanas de viagem, como ficou nosso roteiro, e alguns insights que podem ajudar quem queira se planejar para conhecer a Tailândia e Moscou :) 

Voo
A princípio iríamos para o Brasil nessas férias, mesmo tendo um casamento de amigas queridas na Tailândia. Porém as passagens estavam caríssimas (coisa de 1300 dólares por pessoa), e eu comecei a olhar como quem não quer nada as passagens para ir ao casamento, porque né, vaaai queee... Até que um dia apareceu uma passagem com preço muuuito atrativo pela Aeroflot, companhia aérea russa. Na volta o voo tinha uma escala de 12 horas de Moscou, e mais uma vez como quem não quer nada, fui olhar se aumentaria muito o preço trocar essas 12 horas por 72 e passar logo três dias lá. E não aumentava. Pronto, passagens compradas. E foi assim que definimos passar 18 dias de calor na Tailândia e 3 dias de frio em Moscou. 

Burocracias
Nem brasileiros nem americanos precisam de visto pra Tailândia. Já é uma facilidade. Porém brasileiros (e pessoas de alguns outros países listados aqui) precisam ter o certificado internacional de vacina contra febre amarela. É meio ridículo porque, por exemplo, um gringo que more agora no Brasil não será solicitado nem questionado na entrada, mas eu brasileira morando na Suíça, ou você morando em Londres, e sem visitar o Brasil há anos, deverá mostrar. Mas enfim, é um dos poucos motivos pelos quais você pode ser barrado na Tailândia, então atenção. Chegando lá no aeroporto é tudo meio desorganizado, mas antes de passar pela imigração, passe no balcão da "vigilância sanitária" deles, preencha o formulário, mostre o comprovante de vacina e pegue o carimbo. Com isso você imigrará tranquilamente no país. Ainda no campo das burocracias, Mati teve que fazer um visto para a Russia (nós brasileiros não precisamos). Foi um pé no saco esse visto, e não vou entrar em detalhes aqui porque acho que não tem americano lendo esse blog, rs.. mas quem quiser saber mais me fale nos comentários e a gente troca um email haha. 

Estadia
Acabei organizando tudo pelo booking.com porque queria ter a flexibilidade de poder cancelar, mudar, etc. Teve de tudo: hostel, bed and breakfast, bangalô, ibis e até um hotel cinco estrelas. Grande variedade. Estadia na Tailândia é bem barato, então é uma oportunidade de eventualmente ficar em lugares melhorzinhos. Mas se for alta temporada (como era no nosso caso), vale se antecipar para pegar os melhores deals. A gente começou a organizar a viagem tarde, já no fim de outubro, e os hotéis realmente bons e baratos já eram. Ainda assim, deu pra se virar legal. Na Rússia optamos pelo Ibis porque para fazer o visto de Mati ele precisava de um papel de hotel, e preferimos uma rede conhecida, e deu tudo certo.
Sendo ricos no 5 estrelas
Locomoção
A Tailândia é um país bem grande, mas muita gente faz trajetos por lá de ônibus ou trem. Eu achei as passagens para voos internos bem baratas, então acabamos nos deslocando de avião. Voamos com a VietJet e com a AirAsia. As duas são low cost, mas tem serviço bem honesto. Outras opções dentro do país são a NokAir, Thai Airways, LionThai Air, entre outras que não devo ter ouvido falar, rs. Um detalhe importante: praticamente não tem voo direto entre as cidades da Tailândia diferentes de Bangkok. Invariavelmente você vai ter que para em Bangkok, o que é meio sacal. Entre as ilhas as vezes tem um voo ou outro, mas é só. 
Aeroporto de Suvarnabhumi, em Bangkok
Roteiro final
No fim, nosso roteiro ficou assim:
- chegamos dia 17 de dezembro em Bangkok; 
- dia 20 fomos para Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia, que fica ao norte; 
- voltamos dia 24 para Bangkok e passamos o Natal por lá; 
- dia 25 a noite seguimos para Phuket, e ficamos em Kata Beach; 
- dia 27 seguimos para Mai Khao, outra área de Phuket, onde tivemos o casamento; 
- dia 29 fomos para Koh Lanta; 
- dia 3 de janeiro a noite voltamos para Bangkok; 
- dia 4 de manhã voamos para Moscou; 
- dia 7 chegamos em casa. 

Jajá tem mais!

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