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Adeus ano velho

Acordei reflexiva no dia 31 de dezembro. Groundbreaking! Eu e o mundo inteiro. Mas fato é que 2025 me aguarda ali, com muitas mudanças e novas perspectivas, e eu fiquei olhando pra 2024 de uma forma bem generosa e contemplativa. Foi um ano muito bom, apesar de ter sido recheado de momentos e sentimentos difíceis. 

Eu comecei o ano desejando muito ser feliz, enquanto carregava comigo umas correntes que os traumas de 2023 me deixaram. Me sentia apática com relação a muitas coisas, com a visão turva, e com um sentimento de que não estava vivendo, mas sobrevivendo. No meio disso tudo, meu pai teve um problema de saúde que me fez refletir muito sobre a finitude dos meus, e também sobre a minha escolha de construir a vida tão longe. Entendi que esse é um conflito que eu vou viver cada vez com uma intensidade diferente. Criar um filho longe da família, ver meus pais envelhecer a distancia, a sua fragilidade maior a cada reencontro. Por outro lado, olho pro futuro e me sinto em casa aqui, cada vez mais. Tive certeza que fiz escolhas certas, mas que isso não torna mais fácil lidar com as consequencias e renúncias que elas trazem. Com a melhora do meu pai, no fim de março eles vieram, nós passamos duas semanas muito gostosas, e meu coração começou a se acalmar. 

Com a primavera vieram dias mais solares, voltei a me sentir eu. Fiz uma festa de aniversário que foi um grande afago na alma, com a casa cheia de amigos, pista de dança animada até altas horas, me senti querida, me senti leve, e percebi que aquela nuvem cinza estava realmente levantando dos meus olhos. E então me descobri grávida. Desde então tenho travado uma batalha mental contra a ansiedade e o medo constante. Me deixei curtir essa fase aos pouquinhos, dividir com as pessoas no meu tempo. Aproveitei o verão pensando que meus verões serão pra sempre diferente. Fui ao rio quase todos os dias, sempre meio sem hora, as vezes sozinha, as vezes com marido, com amigos. Cada raio de sol me encheu de vitamina D, me encheu de otimismo. Recebi visita de amigas, fomos em baladas, fomos viajar, conheci a Grécia, fomos pras Olimpiadas. Fui vendo minha barriga crescer, meu corpo mudar, e fui recebendo essas mudanças com tranquilidade. Me achei bonita, por vezes não me reconheço, mas no geral eu vejo o impacto da gestação no meu corpo como algo muito, muito poderoso. Embora a gravidez, e todos os medos que vieram com ela, tenha me trazido muita ansiedade, vou guardar esses meses sempre com muito carinho. Foram meses que me encheram de esperança e de amor. 

Profissionalmente, 2024 foi bem desafiador. Comecei o ano aceitando uma posição temporária pra cobrir uma licença maternidade extendida, por um ano, numa área bem especializada na qual eu não tinha experiência, mas tinha muito interesse. O começo foi muito difícil. Para além dos desafios que esse tipo de projeto traz, a vaga tinha muita visibilidade, o perfil da gerente era bem diferente do que eu estava acostumada e, principalmente, eu tava deprimida mas não tinha me dado conta. Só sentia uma apatia gigante, e achava que tudo me demandava muita energia porque eu estava numa área nova. Foi só conforme eu fui acordando do meu estado de torpor que eu percebi o quão difícil estava porque eu estava num momento difícil. E conforme esse momento difícil foi passando, eu fui me sentindo cada vez mais confortável, percebi que estava performando muito bem, que a minha dinamica com a chefe nova era ótima, e que eu adoraria ficar nesse time se a oportunidade aparecesse ao final do ano. Só que no meio do caminho tinha uma reestruturação do departamento, e tudo ficou bem incerto. Minha antiga vaga, para onde eu deveria voltar ao fim desse ano, foi extinta, e eu precisei encontrar uma nova posição. E assim foi. Fiz todo o processo seletivo, entrevistas e afins, e tenho uma vaga legal pra onde irei quando acabar minha licença maternidade. Terminei o ano encerrando esse projeto temporário de uma forma muito positiva. Para além de ver tudo que eu consegui realizar em 2024, tive elementos concretos pra me mostrar o tanto que aprendi, que evolui como profissional de RH, e fiquei muito orgulhosa. Encerrei com um feedback muito, muito positivo, e a certeza de que eu to seguindo no caminho certo. 

Impossível também falar de trajetória profissional sem falar do Mestrado né... Esse ano eu terminei todos os cursos e créditos obrigatórios do programa, e agora falta escrever a tese. SÓ isso rs. Esse negócio tem demandado uma energia imensa do meu lado, simplesmente porque eu não sou uma pessoa academica. Pesquisar, escrever, referenciar, a linguagem, tudo isso é algo bem fora da minha zona de conforto, então, o que acontece é que enquanto eu amei o conteúdo das aulas, das leituras, eu quis morrer um pouquinho cada vez que eu tinha um paper pra entregar hahaha. Eu até adquiri um certo ritmo, consegui melhorar minhas notas, mas assim.. não vou mentir não, eu não curti nenhum minuto dos milhares gastos produzindo conteúdo academico rs. Porém não sou terraplanista, e pude sim ver como o conhecimento adquirido já influenciou no meu trabalho, na minha forma de abordar alguns problemas, de propor soluções, de pensar alguns tópicos. Considero um saldo muito positivo. Agora eu tranquei o programa por um semestre, e em junho eu começo a botar meu projeto de pesquisa em prática. Veremos. 

Quando eu penso nos meus grandes assuntos de 2024, o que eu escrevi até aqui resume bem. Mas mais uma vez, fica claro que pra mim o que mais importa mesmo são as companhias. Quem esteve ao meu lado ao viver tudo isso, quem segurou minha mão nos momentos difíceis, e quem tava junto pra estourar a champagne, descer até o chão, e curtir os bons momentos. E eu sou muito, muito grata, pelas amizades que se fizeram fortes e presentes nesse ano tão intenso. Os amigos daqui, os do Brasil, os da vida inteira. Foi um ano em que, se chorei ou se sorri, o fiz em maravilhosas companhias, pessoalmente ou virtualmente, e sei que pra mim, sempre, a jornada e as companhias são mais importantes que o destino. 

Enquanto eu buscava fotos de viagens e momentos emblemáticos de 2024, fui vendo o quanto o olhar do meu marido é generoso comigo. As imagens mais belas do ano foram registradas por ele, que ta sempre ali, me olhando, me cuidando e me levando pra frente. Encerro essa reflexão com uma egotrip imensa, de momentos lindos que ele captou ao longo desse ano tão singular.










01/12: Janeiro de 2023

Janeiro foi eterno.. e ainda bem que foi. É claro que a gente vai vendo o salário se esticando pelo mês, aquela sensação de que não acaba nunca. Mas não é absurdo pensar que um mês de 2023 já ficou pra trás? 

Eu comecei janeiro no Brasil, do jeito que eu mais gosto: de frente pro mar, pulando ondas, vendo fogos, passando calor e lavando o ano velho com água salgada. Isso me recarrega as baterias de um jeito que eu nem sei explicar. Foram dias deliciosos, de muita preguiça, descanso, zero festa. Em São Paulo ainda reencontrei a família pra um último abraço antes de voltar pra gelada Suíça. Fomos buscar Carlito na creche, fui reencontrando amigos, voltamos ao trabalho, e aproveitamos os fins de semana para esquiar. Também fiz um detox de duas semanas que consistiu em ser completamente vegana (spoiler: não curti, e não é algo que levarei pra vida rs). Alias, já que comecei a falar... eu queria dar uma limpada nos excessos de fim de ano e férias, e encontrei uma pessoa que fazia entrega de refeições veganas em casa. Resolvi fazer por duas semanas. Não é que comi mal, muito pelo contrário. A maioria das refeições era saborosa, e todas muito nutritivas. Mas eu senti muita falta de proteína animal, ovos principalmente. E num dado momento, comecei a me sentir não muito bem disposta. Acho que talvez tenha sido uma virada de chave muito radical pra mim. Em todo caso, tirei dessa experiência a idéia de comer menos carne, e ser mais criativa na cozinha. 

Enquanto estava no Brasil fui vendo as notícias do Natal mais quente da história da Suíça: temperaturas beirando os 20 graus em Zurich no final de dezembro. Mas chegamos aqui na virada desse tempo, e fez foi muito frio - tivemos dias batendo em -14. Além de tudo, Zurich fica super cinzenta, um clima que pra mim é deprê. Então a energia saiu de começar a buscar as metas do ano. Eu e marido fomos nos rematricular na academia, e a gente começou a ir junto de vez em quando. Também comecei a fazer uns planos pro ano: viagens, mudanças de decoração e outras coisas. Isso tudo me repõe o gás que o inverno me tira rs. 

Algumas imagens de janeiro, antes de passar pras metas: 


Brasil dispensa legendas, né?!

Dando pontapé na temporada de esqui em Flumserberg

Encerrando o detox vegano com belo ovo estalado rs

Dias cinzas pela cidade

David Shrigley

Tirando um descanso em Engelberg

Vamos ao balanço das metas: 
- Priorizar o exercicio na minha rotina: estou ainda entrando no embalo. Não segui ainda a rotina de exercício que eu quero, mas já fiz mais do que em muitos meses do ano passado rs. Ainda tem espaço pra melhora. 

- Fazer um programa cultural por mês: fomos numa quinta feira na Kunstalle de Zurich. É um prédio onde funcionava antes uma cervejaria, e hoje é cheio de galerias e um museu. Às quintas a entrada é gratuíta e as galerias ficam abertas. Demos sorte porque uma das galerias estava com uma exposição bem legal do David Shrigley, e uma outra tava inaugurando uma mostra babado de uma artista belga que eu não conhecia, mas que me impactou, Berlinde de Bruyckere. Foi um rolê diferente, depois do trabalho, um fim relaxante e cheio de belezas pra um dia cansativo. Gostei muito! 

- Fazer um curso na minha área profissional - não, não cumpri essa meta ainda rs.. mas ela em si é um processo, né? E eu comecei esse mês fazendo pesquisas, vendo possibilidades, e agora marquei de conversar com uma pessoa cuja opinião é relevante pra mim, pra me ajudar na tomada de decisão. Ou seja, há progresso. 

- Conhecer lugares novos na Europa - como disse, tenho começado a pensar em viagens, mas ainda nada concreto. No entanto nesse mês já conhecemos um lugar novo na Suíça. Queríamos passar um fim de semana na montanha, e a princípio eu ia bookar uma estação que já fomos e gostamos. Mas aí no espírito de coisas novas, fomos esquiar em Engelberg, uma vila alpina perto de Luzern. A cidade é super pequena, mas o resort de esqui é grande, e aproveitamos bem. No entanto, achei as pistas bem difíceis, não é bem pro meu bico, e me cansou mais do que deveria. Provavelmente não vai entrar na lista dos lugares que a gente tenta ir todo ano rs.  

Tirando as metas escritas pra 2023, acho válido dizer que li 3 livros muito bons esse ano, todos de autores brasileiros: A Natureza da Mordida e Véspera, ambos da Carla Madeira (escritora do Tudo é Rio). Que escrita, meus amigos, que escrita! Só recomendo muito. Também li Feliz Ano Velho, clássico juvenil dos anos 80 rs, mas que eu ainda não tinha lido. Foi uma grata surpresa ver como um livro escrito por um homem brasileiro nos anos 80 pode envelhecer bem, e se manter tão atual. 

É isso, acho que janeiro foi um bom começo pra esse ano, e seguimos :)

O desafio para 2023

Já há alguns anos tenho focado em fazer poucas resoluções de ano novo, para que sejam mais objetivas, quantificáveis, possíveis e à prova de frutração braba rs. Tem funcionado, e no geral tenho me saído bem (e os posts com as retrospectivas de 2022 e 2021 estão aqui). E aí que depois de bastante refletir, venho aqui colocar minhas metas para o novo ano, e já inicio dizendo que, se esse ano não estou colocando meta sobre ler livros, fazer hikes e conhecer bares novos, é porque esses hábitos já estão bem inseridos na minha rotina, e quero mantê-los. Mas vamos lá:


- Priorizar o exercício físico na minha rotina: eu não sou apaixonada por academia, exercício e afins. E justamente por isso, assim que falta algum espacinho na minha agenda, é ele que cai fora. Mas isso vai ter que mudar. Quero ser aquela pessoa que fala só posso ir depois do pilates rs.


- Fazer um programa cultural por mês: embora tenha conhecido muito de Zurich pelos últimos anos, a verdade é que fiz pouco programa cultural aqui. Em dezembro, dois anos e meio morando na cidade, fui conhecer um museu rs, e eu acho é vergonhoso. Eu já fui uma pessoa enlouquecida por mostra, cinema, show, etc. Então vamos de compromisso. E pra ficar mais interessante, fiz o bofe incluir essa meta nas dele também.


- Fazer um curso na minha área profissional: não sei se saudade de estudar é a melhor forma de descrever o que sinto rs.. Mas me sinto uma esponja com tudo que é sobre recursos humanos, minha nova área de atuação. Ao longo de 2022 fiz muitos cursos rápidos, e achei tudo muito interessante. Então fica aí essa idéia de começar um curso mais intenso na área. 


- Conhecer lugares novos pela Europa: Com a pandemia e suas limitações, a gente acabou acostumando a viajar bastante de carro - e tendo um cachorro, é bem mais conveniente. Mas isso também acabou limitando um pouco nossos passeios aos países vizinhos. A Suíça é muito bem localizada e tem muitos vizinhos rs, então isso não foi necessariamente ruim. Mas até dent ro desses países vizinhos a gente repetiu bastante destino (Oi Alsace rs), porque eu sou uma pessoa que gosta de repetir destinos. Mas em 2023 eu quero sentir mais aquele friozinho na barriga de conhecer lugares 100% novos. Não vou colocar um target numérico aqui, mas espero ao fim do ano ter adicionado algum país novo no meu repertório, algumas cidades novas dentro dos países que conheço, e até lugares novos pela Suíça, por que não? É isso aí. 


 Let the fun begin :)  

*(e essa foto é só porque as metas de 2023 foram gestadas debaixo desse guarda-sol e regadas à água de coco)

Um balanço de 2022

Ola Ola... mais um ano por aqui, e mais uma vez desejando um ano lindíssimo pra gente, pra quem lê, pra quem não lê, e pra quem jamais leu rs. Estou aqui cheia de esperanças e boas idéias pra 2023, mas antes de olhar pra frente, eu queria tirar um tempinho pra fazer minha reflexão do ano que passou. Um exercício que me trás satisfação, e que quase sempre me deixa grata. 


No começo do ano eu fiz um post sobre o que eu queria pra 2022. Tracei ali algumas metas e ao longo dos meses fui vindo aqui prestar contas. Esse é o meu jeitinho de ir acompanhando a minha evolução, mas também um mínimo de accountability - e tivemos aqui altos e baixos. E ali pro fim do ano, mais precisamente em setembro, a coisa desandou na minha rotina de postagem. Eu falei um pouco aqui - sem falar, mas falei rs espero que me entendam. Mas a verdade é que a vida me engoliu, e eu não tentei fugir não. Me deixei ser engolida, fui fazendo o que dava, quando dava. E confesso que o gostinho na boca ficou meio amargo, e explico: com essas metas, estou tentando ter um pouco mais de disciplina, e embora tenha começado bem, desandou legal. Mas ok, ok.. novo ano, novas possibilidades. 


Mas vejam bem, não é que eu fui um desastre. Não fui não. Vejamos: 

- ler ao menos dois livros por mês: foram 30 livros. Fiquei chocada ao fazer essa conta rs. Não somente por, mais uma vez, atingir e sobrar na minha meta. Mas porque eu li realmente muito livro BOM. Falei de vários aqui ao longo dos meses, mas também dei uma pensada e acho que consigo eleger os favoritos do ano: A Pediatra, O Lugar, O Parque das Irmãs Magníficas, O Ano do Pensamento Mágico e Suíte Tóquio. 

- continuar minha busca por uma rotina saudável, com alimentação balanceada, exercício e pouca neura: ih rapaz, foi aqui que a coisa deu um duplo twist carpado. No fim do ano eu tentei correr atrás do preju e dar um gás no exercício, mas fim do ano e alimentação balanceada não combina, né hahaha.. enfim, não acho que fui bem nesse quesito. Mas a terapia ta em dia. 

- voltar a estudar alemão: depois de passar meses vindo aqui falar que essa meta tava esquecida no churrasco, foi lá em setembro que eu resolvi pelo menos começar a fazer duolingo. E embora não seja o que eu tinha em mente quando tracei esse objetivo, tem sido super bom. Desde então não perdi um dia de estudo: as vezes faço mais, as vezes menos, só pra manter a ofensiva rs. Mas pratico, sinto que meu vocabulário está melhorando, e eu to orgulhosa que essa meta aí correu por fora e foi alcançada. 

- fazer 12 hikes: mais uma meta alcançada com sucesso. Foram exatamente 12 rs... mas lugares lindos, paisagens incríveis, e um hábito suíço cada vez mais enraizado nessa brasileira. 

- conhecer um lugar novo por mês em Zurich: mais uma meta alcançada com sucesso. Foram bares, restaurantes, museu, um centro de esportes, e até um spa. Tem mais pra fazer, sempre tem. E eu vou manter essa meta na minha agenda, porque acho que explorar é preciso. 


Enfim, nem foi tudo negativo, muito pelo contrário: no frigir dos ovos, alcancei praticamente todas minhas metas, mas eu sei que A meta pra mim é justamente aquela em que falhei: cuidar de mim. Mas ok, vamos que vamos. 


Mas um ano não é só feito de metas, e esse ano foi bom em muitos aspectos, e eu acho que vale registrar outras nuances, conquistas e coisas das quais me orgulho. 

- uma rede de amizade, amor e apoio: estamos na Suíça já há seis anos, e claro que fizemos muitos amigos. Mas essa vida de imigrante é bem inconstante, e muitos desses amigos já não moram mais no país. Com a nossa mudança pra Zurich, expandimos nosso círculo de amizades para além dos reinos dos professores internacionais (comunidade do marido, que ta sempre em movimento), e hoje temos aqui uma rede de amigos que são a família que todo imigrante precisa ter. Gente que tá junto, que se apoia nos momentos complicados, que festeja as conquistas, que quer estar junto pra assistir TV, pra tomar um café, pra falar merda e pra dar risada. Gente do Brasil, dos EUA, da Espanha, da Italia, da Suíça, das Ilhas Maurício (!!!), do Zimbabwe, da França, de um monte de outros lugares. E isso pra mim é uma consquista imensa, porque fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho e eu acho que todo mundo entendeu essa frase errado. 


- uma carreira que eu gosto e que me realiza: já falei algumas vezes da minha transição do jurídico para o RH, que se consolidou em junho do ano passado quando comecei efetivamente numa vaga dentro do departamento. Terminei 2021 num baque, quando a chefe que apostou em mim e me contratou (apesar da minha falta de experiencia na área) deixou a empresa repentinamente, gerando uma grande insegurança. Comecei o ano tendo que me provar pra uma liderança nova, e termino com um reconhecimento enorme. Sei que confiam em mim, veem meu talento e meu potencial para me consolidar como uma profissional de RH. E é claro que passo muito nervoso e reclamo pra cacete, mas me sinto feliz demais com minhas escolhas, sei que eu finalmente encontrei meu caminho e vejo muitas possibilidades para o futuro. Além disso, trabalho numa empresa que reflete muito dos valores em que acredito, onde me sinto confortável para ser 100% eu e que me remunera dignamente rs. 


- uma cidade linda pra chamar de casa: quando eu vou pra Berna, as vezes eu choro de saudades. Berna é linda, e foi nossa primeira casa da Suíça. Moldou nossa vida aqui, nossa integração, foi pano de fundo pra consolidação fortíssima da união de um casal que havia se casado só há poucos meses. Mas eu quis me mudar pra Zurich, eu convenci o marido que valia a pena, e eu recebo confirmações constantes de que fizemos a escolha certa. 2022 foi nosso primeiro ano aqui sem restrições pandemicas, e foi o ano em que vimos Zurich em todo seu potencial. É uma cidade INCRÍVEL pra se morar, em qualquer época do ano. É vibrante, é aconchegante, é pequena mas é grande, é low profile mas te permite ser extravagente, e é belíssima. Não foi uma nem duas vezes que, andando por aí, apertei a mão do bofe bem forte e a gente se olhou como quem sabe que está exatamente onde deveria estar.  


E pra fechar, fica aqui uma pequena retrospectiva em belas imagens desse ano, que não foi feito de metas, mas foi feito de vida, alegrias, viagens incríveis, muito trabalho, amigos FODAS, momentos difícis, muita diversão, muita lágrima, e muito amor! Cheers to 2023!


JANEIRO: Curtindo o inverno e a neve, depois de começar o ano no calor do Brasil



FEVEREIRO: Entre subidas pra montanha, e stress no trabalho, achamos tempo pra ir comemorar o aniversário de marido em Freiburg, na Alemanha


MARÇO: reembalando nas viagens mais distantes depois da pandemia, fomos conhecer o Porto, num dos fins de semana mais legais do ano


ABRIL: Abrimos o que eu chamei o nosso ano francês com uma viagem para a região de Champange


MAIO: Finalmente voltei a Berlin, que uma vez foi minha cidade favorita no mundo. E depois tivemos dias muito felizes com a visita do meu irmão, minha cunhada e sobrinha mais fofa do mundo



JUNHO: O verão pegando fogo em Zurich, e eu recebendo várias amigas queridas aqui em casa. Foi o mês de casa cheia e coração preenchido


JULHO: Começamos o mês visitando Dubrovinik, uma viagem agendada em 2019 rs, e terminamos mais uma vez em território francês, na belíssima Lyon



AGOSTO: mês de férias, de reencontro com mey baby, de passear por Paris, pela Normandia, de ir pra festival, de curtir muito o verão antes dele fugir


SETEMBRO: Um fim de semana na Suíça francesa


OUTUBRO: Férias pelo norte da Itália



NOVEMBRO: Começando o inverno em cima dos alpes, e no aconchego do lar



DEZEMBRO: entre tantas festas, confraternizações e alegrias de fim de ano, fomos recarregar as baterias primeiro no meio da neve, e depois na praia 




O que eu quero pra 2022?

Mais um ano, mais uma lista de resoluções. Encerrei 2021 de forma bem positiva, tendo cumprido quase todas as metas que me propus. Isso dá um bom gás pra começar um ano novo, mas como eu disse no post anterior, eu preciso focar em algumas poucas e certeiras metas. Ficar criando listas extensas é uma armadilha: no início de janeiro parece tudo lindo, fácil e motivante, mas ao longo do ano, é só mais uma forma da gente se sentir vagal, pouco comprometido e tal. Então prefiro focar aqui em algumas poucas coisas. E voilà.


Em 2022 eu quero... 

- ler ao menos dois livros por mês: manter o hábito da leitura, no ritmo que li em 2021

- continuar minha busca por uma rotina saudável, com alimentação balanceada, exercício, e pouca neura: cuidar do lado de dentro, do lado de fora, ser constante. E nessa, eu resolvi ser bem ousada: quero, em todos os dias úteis (de segunda a sexta) tirar pelo menos cinco minutos para cuidar de mim. Seja 5 minutos de exercício, de ioga, de meditação, de respiração. Claro que se puder ser mais, ainda mais em se falando de exercício, seria ótimo. Mas o ponto é: todos os dias, pelo menos 5 minutos. Valendo. 

- voltar a estudar alemão: no verão de 2021 larguei as aulas. Agora quero voltar, quem sabe tirar um certificado? Sem grandes pressões... voltando a estudar já está de bom tamanho 

- fazer 12 hikes: a princípio a idéia era um hike por mês, mas considerando o foco em não me auto sabotar, eu sei que não vai rolar fazer hike no inverno, então vamos botar a média anual como meta

- conhecer um lugar novo por mês em Zurich: alguns anos atrás fiz essa meta com Berna e foi muito legal. Hoje moro num bairro que tem muita coisa, é central, e acabo ficando muito por aqui. Voltemos a explorar! 

Por fim, deixo aqui uma foto minha prestes a descer uma pista vermelha... Em 2017 eu tracei uma meta de terminar a temporada descendo pista vermelha. Na época não rolou rs... Mas 2 anos depois, lá estava eu descendo pista vermelha abaixo. E acho que é importante me lembrar que a gente faz o que dá, o importante é seguir na jornada. 


E comecemos 2022!

Hello 2021, be nice, please

 A gente ficou esperando o fim de 2020 por uns 6 meses rs.. e ele finalmente acabou. O que tem de diferente em 2021? Por enquanto nada, né? Mas eu gosto sim de ano novo, do clima reflexivo que vem com ele, e aquele sentimento de recomeço que as vezes nos enche de esperança e de vontade de fazemos coisas boas por nós ao longo do ano que está chegando. 


Nos últimos anos eu não fiz resoluções, pois escaldada de ver metas não cumpridas. Mas para 2021, o ano em que completo 35 anos, resolvi fazer algumas resoluções, num estilo bem SMART (Specific, Measurable, Attainable, Relevant and Time Bound). E voilá: 

  • cuidar mais do meu corpo e da minha saúde: em 2021 quero perder os kilos encontrados em 2020, quero me exercitar ao menos três vezes por semana, e quero me alimentar de forma saudável de segunda a sexta. 
  • ler um livro por mês: eu leio muito em férias, e quase nada no resto do ano. Mas é isso, em 2021 eu quero ler um livro por mês (e não é média, mas acumulativo). 
  • conhecer os cinco cantões que ainda não conheço na Suíça: Nidwalden, Glarus, Appenzel Aussernhoden, Appenzel Innerhoden e Thurgau. 
  • ser menos procastinadora: não deixar nenhum email sem resposta de um dia para o outro. Isso aqui é um problema específico das coisas que eu não quero fazer. E eu HEI de ser maior que a minha preguiça. 
  • fazer uma girls trip: em quase todos os últimos anos, rolou alguma viagem bacana com amigas. Já teve os carnavais da vida, já teve Cartagena, Paris, Amsterdam. Em 2020, o mais próximo que cheguei de uma girls trip foi passar um dia em Lugano com uma amiga querida rs. Em 2021, nem que seja num chalé aqui em Zurichberg, eu quero passar uns dias só mulherada. 


E é isso! Cinco resoluções que tem muito a ver com hábitos, que tem a ver com a vida que eu quero levar nessa segunda metade da minha década. 


Que, para além das nossas metas individuais, 2021 seja um ano bom para o mundo. Que a gente  tenha vacina, que a gente consiga abraçar com força quem amamos, que a gente consiga ter esperanças de um mundo mais feliz! Feliz Ano Novo pra vocês <3



Its a new dawn, its a new day...

... I am feeling good!

Quer dizer, feeling médio good. Cheguei das férias com o corpo pedindo arrego de tantos excessos. Mas sabe do que me arrependo? DE NADA! 

Foram quinze dias de Brasil, intesos e felizes, como o Brasil sempre será. Comi bem demais, bebi muita coisa boa (entre água de coco e caju amigo, foi só hit), passei um tempo muito bom com a família e tiramos uma semana pra desconectar de tudo e todos e curtir a maravilhosa Caraíva, na Bahia. Infelizmente, a gente não tem tempo pra tudo. Dessa vez quase não vi amigos, não passei tempo em SP. Mas é isso, a gente tem que fazer escolhas, e dessa vez eu escolhi descansar. 

Deixo aqui uma pequena coleção de bons momentos dessas férias tão maravilhosas, que já me deixam muito saudosas! 
O jardim da Vó <3
O parquinho em que mais me diverti na vida
Noite em família
Ensaio do Rosas de Ouro, porque eu tinha que viver um tiquinho de Carnaval
E então, Caraíva...
Esse lugar, tão, mas tão maravilhoso <3 Vai ter post só dela, porque Caraíva merece!
Chegando no Ano Novo
Saindo do Ano Novo rs
Com ele, sempre! 
Desejo a todos vocês um 2020 maravilhoso, cheio de coisas boas pra viver, histórias pra contar, risada pra dar, e gente querida pra abraçar! 

E la nave va

Já contei aqui um monte de merda que acontece comigo rs... Contei do roubo do carro na primeira semana, do roubo do apartamento na segunda semana na casa nova. Já contei que fui comprar uma lasanha congelada no mercado e voltei com 4 pontos na perna. E tem um monte de coisinhas que vão acontecendo e eu sempre penso "tinha que ser comigo, né...". E toda vez tem alguém pra me chamar de azarada. E toda vez eu fico meio contrariada.

Amanhã eu faço 33 anos, e nessa minha curta existência, eu nasci numa família estruturada, que me deu muito amor e possibilidades. Fiz amigas maravilhosas em todas as fases da minha vida, e mantenho o laço com muitas delas até hoje. Fui bem privilegiada, apesar de só ter me dado conta disso há poucos anos. Mas sim, pude me dedicar aos estudos sem trabalhar, frequentar uma boa faculdade, aprender línguas, fazer um intercâmbio. Tive um irmão que conheceu uma menina numa rave, e ela me indicou pra uma vaga de estágio que abriu, direta ou indiretamente, todas as portas da minha carreira. Fui num Lolapalooza, e naquele mar de gente se achando e mal vestida, encontrei o amor da minha vida e casei com ele.

Entre uma coisa e outra rolou um cóccix quebrado, um assalto a mão armada, um coração partido. Mas azarada? Eu diria que não. Sei que tive sorte em muitos momentos da minha vida, mas em todos os outros tinha eu e minha vontade de ser feliz, ou mais ainda, minha falta de paciência pra ficar pra baixo. Eu sempre tive meus momentos de chorar, descabelar, desopilar, e pronto... bola pra frente. Porque é isso, eu gosto de estar tranquila, sem drama, sem estresse, de viver despreocupada. Felicidade pra mim é isso, é poder viver sem complicação. E acho que posso dizer que, no momento, vivo uma vida bem descomplicada. Estou feliz. Então, parabéns pra mim.

E segue o baile.

Oi 2019

Feliz Ano Novo! 

Saí da California debaixo de uma gripe terrível, e depois de uma viagem pavorenta de 26h, eu cheguei em casa sexta a tarde pedindo socorro. To aqui, acordada desde as 5 horas da manhã, olhando pras plantas semi mortas, pra árvore de natal murcha, na companhia de um cesto de roupa suja e da minha gripe. Fui ao mercado debaixo de neve pra encher a geladeira. Ela não dá trégua, e enquanto escrevo fico olhando pela janela, os flocos ficando cada vez mais gordos. Um belíssimo sábado, não fosse o jetlag e tudo que tenho que fazer. 

Mas é isso, as férias passam num sopro, né? Foi uma delícia estar com meu bebezinho, curtir a família de Mati, aproveitar um tempo mais quentinho. Não fizemos muitas coisas, ficamos mais se curtindo mesmo. Aproveitei também pra fazer umas comprinhas, porque ninguém é de ferro, e pra comer muita coisa boa, porque nada como estar num país em que a gente da conta de pagar restaurante, né? hahaha

Agora é hora de juntar os cacos, melhorar da gripe, voltar ao trabalho, e dar pontapé nesse ano. Tenho uma mudança pra organizar e várias ideias, várias coisas que eu quero fazer. Eu sempre começo o ano com um gás absurdo rs... então mesmo cansada e doente, estou aqui com a cabeça fervilhando. Planejar as tais viagens que quero tanto fazer, encontrar os amigos, pensar em como a casa nova vai ficar, curtir o inverno, a neve, esquiar, e principalmente, me jogar no trabalho e cavar uma vaga pra eu ficar onde estou muito feliz :) 

Deixo aqui algumas lembranças das férias, e o desejo de que o ano seja muito ensolarado, iluminado e cheio de amor pra todo mundo <3 
Um hiking pelas terras desérticas da California
Meu amor ama a Disney <3
Newport Beach
E começando o ano pulando ondas, porque eu saio do Brasil mas o Brasil não sai de mim

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