Adeus ano velho
01/12: Janeiro de 2023
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| Brasil dispensa legendas, né?! |
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| Dando pontapé na temporada de esqui em Flumserberg |
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| Encerrando o detox vegano com belo ovo estalado rs |
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| Dias cinzas pela cidade |
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| David Shrigley |
| Tirando um descanso em Engelberg |
O desafio para 2023
Já há alguns anos tenho focado em fazer poucas resoluções de ano novo, para que sejam mais objetivas, quantificáveis, possíveis e à prova de frutração braba rs. Tem funcionado, e no geral tenho me saído bem (e os posts com as retrospectivas de 2022 e 2021 estão aqui). E aí que depois de bastante refletir, venho aqui colocar minhas metas para o novo ano, e já inicio dizendo que, se esse ano não estou colocando meta sobre ler livros, fazer hikes e conhecer bares novos, é porque esses hábitos já estão bem inseridos na minha rotina, e quero mantê-los. Mas vamos lá:
- Priorizar o exercício físico na minha rotina: eu não sou apaixonada por academia, exercício e afins. E justamente por isso, assim que falta algum espacinho na minha agenda, é ele que cai fora. Mas isso vai ter que mudar. Quero ser aquela pessoa que fala só posso ir depois do pilates rs.
- Fazer um programa cultural por mês: embora tenha conhecido muito de Zurich pelos últimos anos, a verdade é que fiz pouco programa cultural aqui. Em dezembro, dois anos e meio morando na cidade, fui conhecer um museu rs, e eu acho é vergonhoso. Eu já fui uma pessoa enlouquecida por mostra, cinema, show, etc. Então vamos de compromisso. E pra ficar mais interessante, fiz o bofe incluir essa meta nas dele também.
- Fazer um curso na minha área profissional: não sei se saudade de estudar é a melhor forma de descrever o que sinto rs.. Mas me sinto uma esponja com tudo que é sobre recursos humanos, minha nova área de atuação. Ao longo de 2022 fiz muitos cursos rápidos, e achei tudo muito interessante. Então fica aí essa idéia de começar um curso mais intenso na área.
- Conhecer lugares novos pela Europa: Com a pandemia e suas limitações, a gente acabou acostumando a viajar bastante de carro - e tendo um cachorro, é bem mais conveniente. Mas isso também acabou limitando um pouco nossos passeios aos países vizinhos. A Suíça é muito bem localizada e tem muitos vizinhos rs, então isso não foi necessariamente ruim. Mas até dent ro desses países vizinhos a gente repetiu bastante destino (Oi Alsace rs), porque eu sou uma pessoa que gosta de repetir destinos. Mas em 2023 eu quero sentir mais aquele friozinho na barriga de conhecer lugares 100% novos. Não vou colocar um target numérico aqui, mas espero ao fim do ano ter adicionado algum país novo no meu repertório, algumas cidades novas dentro dos países que conheço, e até lugares novos pela Suíça, por que não? É isso aí.
Let the fun begin :)
*(e essa foto é só porque as metas de 2023 foram gestadas debaixo desse guarda-sol e regadas à água de coco)
Um balanço de 2022
Ola Ola... mais um ano por aqui, e mais uma vez desejando um ano lindíssimo pra gente, pra quem lê, pra quem não lê, e pra quem jamais leu rs. Estou aqui cheia de esperanças e boas idéias pra 2023, mas antes de olhar pra frente, eu queria tirar um tempinho pra fazer minha reflexão do ano que passou. Um exercício que me trás satisfação, e que quase sempre me deixa grata.
No começo do ano eu fiz um post sobre o que eu queria pra 2022. Tracei ali algumas metas e ao longo dos meses fui vindo aqui prestar contas. Esse é o meu jeitinho de ir acompanhando a minha evolução, mas também um mínimo de accountability - e tivemos aqui altos e baixos. E ali pro fim do ano, mais precisamente em setembro, a coisa desandou na minha rotina de postagem. Eu falei um pouco aqui - sem falar, mas falei rs espero que me entendam. Mas a verdade é que a vida me engoliu, e eu não tentei fugir não. Me deixei ser engolida, fui fazendo o que dava, quando dava. E confesso que o gostinho na boca ficou meio amargo, e explico: com essas metas, estou tentando ter um pouco mais de disciplina, e embora tenha começado bem, desandou legal. Mas ok, ok.. novo ano, novas possibilidades.
Mas vejam bem, não é que eu fui um desastre. Não fui não. Vejamos:
- ler ao menos dois livros por mês: foram 30 livros. Fiquei chocada ao fazer essa conta rs. Não somente por, mais uma vez, atingir e sobrar na minha meta. Mas porque eu li realmente muito livro BOM. Falei de vários aqui ao longo dos meses, mas também dei uma pensada e acho que consigo eleger os favoritos do ano: A Pediatra, O Lugar, O Parque das Irmãs Magníficas, O Ano do Pensamento Mágico e Suíte Tóquio.
- continuar minha busca por uma rotina saudável, com alimentação balanceada, exercício e pouca neura: ih rapaz, foi aqui que a coisa deu um duplo twist carpado. No fim do ano eu tentei correr atrás do preju e dar um gás no exercício, mas fim do ano e alimentação balanceada não combina, né hahaha.. enfim, não acho que fui bem nesse quesito. Mas a terapia ta em dia.
- voltar a estudar alemão: depois de passar meses vindo aqui falar que essa meta tava esquecida no churrasco, foi lá em setembro que eu resolvi pelo menos começar a fazer duolingo. E embora não seja o que eu tinha em mente quando tracei esse objetivo, tem sido super bom. Desde então não perdi um dia de estudo: as vezes faço mais, as vezes menos, só pra manter a ofensiva rs. Mas pratico, sinto que meu vocabulário está melhorando, e eu to orgulhosa que essa meta aí correu por fora e foi alcançada.
- fazer 12 hikes: mais uma meta alcançada com sucesso. Foram exatamente 12 rs... mas lugares lindos, paisagens incríveis, e um hábito suíço cada vez mais enraizado nessa brasileira.
- conhecer um lugar novo por mês em Zurich: mais uma meta alcançada com sucesso. Foram bares, restaurantes, museu, um centro de esportes, e até um spa. Tem mais pra fazer, sempre tem. E eu vou manter essa meta na minha agenda, porque acho que explorar é preciso.
Enfim, nem foi tudo negativo, muito pelo contrário: no frigir dos ovos, alcancei praticamente todas minhas metas, mas eu sei que A meta pra mim é justamente aquela em que falhei: cuidar de mim. Mas ok, vamos que vamos.
Mas um ano não é só feito de metas, e esse ano foi bom em muitos aspectos, e eu acho que vale registrar outras nuances, conquistas e coisas das quais me orgulho.
- uma rede de amizade, amor e apoio: estamos na Suíça já há seis anos, e claro que fizemos muitos amigos. Mas essa vida de imigrante é bem inconstante, e muitos desses amigos já não moram mais no país. Com a nossa mudança pra Zurich, expandimos nosso círculo de amizades para além dos reinos dos professores internacionais (comunidade do marido, que ta sempre em movimento), e hoje temos aqui uma rede de amigos que são a família que todo imigrante precisa ter. Gente que tá junto, que se apoia nos momentos complicados, que festeja as conquistas, que quer estar junto pra assistir TV, pra tomar um café, pra falar merda e pra dar risada. Gente do Brasil, dos EUA, da Espanha, da Italia, da Suíça, das Ilhas Maurício (!!!), do Zimbabwe, da França, de um monte de outros lugares. E isso pra mim é uma consquista imensa, porque fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho e eu acho que todo mundo entendeu essa frase errado.
- uma carreira que eu gosto e que me realiza: já falei algumas vezes da minha transição do jurídico para o RH, que se consolidou em junho do ano passado quando comecei efetivamente numa vaga dentro do departamento. Terminei 2021 num baque, quando a chefe que apostou em mim e me contratou (apesar da minha falta de experiencia na área) deixou a empresa repentinamente, gerando uma grande insegurança. Comecei o ano tendo que me provar pra uma liderança nova, e termino com um reconhecimento enorme. Sei que confiam em mim, veem meu talento e meu potencial para me consolidar como uma profissional de RH. E é claro que passo muito nervoso e reclamo pra cacete, mas me sinto feliz demais com minhas escolhas, sei que eu finalmente encontrei meu caminho e vejo muitas possibilidades para o futuro. Além disso, trabalho numa empresa que reflete muito dos valores em que acredito, onde me sinto confortável para ser 100% eu e que me remunera dignamente rs.
- uma cidade linda pra chamar de casa: quando eu vou pra Berna, as vezes eu choro de saudades. Berna é linda, e foi nossa primeira casa da Suíça. Moldou nossa vida aqui, nossa integração, foi pano de fundo pra consolidação fortíssima da união de um casal que havia se casado só há poucos meses. Mas eu quis me mudar pra Zurich, eu convenci o marido que valia a pena, e eu recebo confirmações constantes de que fizemos a escolha certa. 2022 foi nosso primeiro ano aqui sem restrições pandemicas, e foi o ano em que vimos Zurich em todo seu potencial. É uma cidade INCRÍVEL pra se morar, em qualquer época do ano. É vibrante, é aconchegante, é pequena mas é grande, é low profile mas te permite ser extravagente, e é belíssima. Não foi uma nem duas vezes que, andando por aí, apertei a mão do bofe bem forte e a gente se olhou como quem sabe que está exatamente onde deveria estar.
E pra fechar, fica aqui uma pequena retrospectiva em belas imagens desse ano, que não foi feito de metas, mas foi feito de vida, alegrias, viagens incríveis, muito trabalho, amigos FODAS, momentos difícis, muita diversão, muita lágrima, e muito amor! Cheers to 2023!
JANEIRO: Curtindo o inverno e a neve, depois de começar o ano no calor do Brasil
O que eu quero pra 2022?
Mais um ano, mais uma lista de resoluções. Encerrei 2021 de forma bem positiva, tendo cumprido quase todas as metas que me propus. Isso dá um bom gás pra começar um ano novo, mas como eu disse no post anterior, eu preciso focar em algumas poucas e certeiras metas. Ficar criando listas extensas é uma armadilha: no início de janeiro parece tudo lindo, fácil e motivante, mas ao longo do ano, é só mais uma forma da gente se sentir vagal, pouco comprometido e tal. Então prefiro focar aqui em algumas poucas coisas. E voilà.
Em 2022 eu quero...
- ler ao menos dois livros por mês: manter o hábito da leitura, no ritmo que li em 2021
- continuar minha busca por uma rotina saudável, com alimentação balanceada, exercício, e pouca neura: cuidar do lado de dentro, do lado de fora, ser constante. E nessa, eu resolvi ser bem ousada: quero, em todos os dias úteis (de segunda a sexta) tirar pelo menos cinco minutos para cuidar de mim. Seja 5 minutos de exercício, de ioga, de meditação, de respiração. Claro que se puder ser mais, ainda mais em se falando de exercício, seria ótimo. Mas o ponto é: todos os dias, pelo menos 5 minutos. Valendo.
- voltar a estudar alemão: no verão de 2021 larguei as aulas. Agora quero voltar, quem sabe tirar um certificado? Sem grandes pressões... voltando a estudar já está de bom tamanho
- fazer 12 hikes: a princípio a idéia era um hike por mês, mas considerando o foco em não me auto sabotar, eu sei que não vai rolar fazer hike no inverno, então vamos botar a média anual como meta
- conhecer um lugar novo por mês em Zurich: alguns anos atrás fiz essa meta com Berna e foi muito legal. Hoje moro num bairro que tem muita coisa, é central, e acabo ficando muito por aqui. Voltemos a explorar!
Por fim, deixo aqui uma foto minha prestes a descer uma pista vermelha... Em 2017 eu tracei uma meta de terminar a temporada descendo pista vermelha. Na época não rolou rs... Mas 2 anos depois, lá estava eu descendo pista vermelha abaixo. E acho que é importante me lembrar que a gente faz o que dá, o importante é seguir na jornada.
E comecemos 2022!
Hello 2021, be nice, please
A gente ficou esperando o fim de 2020 por uns 6 meses rs.. e ele finalmente acabou. O que tem de diferente em 2021? Por enquanto nada, né? Mas eu gosto sim de ano novo, do clima reflexivo que vem com ele, e aquele sentimento de recomeço que as vezes nos enche de esperança e de vontade de fazemos coisas boas por nós ao longo do ano que está chegando.
Nos últimos anos eu não fiz resoluções, pois escaldada de ver metas não cumpridas. Mas para 2021, o ano em que completo 35 anos, resolvi fazer algumas resoluções, num estilo bem SMART (Specific, Measurable, Attainable, Relevant and Time Bound). E voilá:
- cuidar mais do meu corpo e da minha saúde: em 2021 quero perder os kilos encontrados em 2020, quero me exercitar ao menos três vezes por semana, e quero me alimentar de forma saudável de segunda a sexta.
- ler um livro por mês: eu leio muito em férias, e quase nada no resto do ano. Mas é isso, em 2021 eu quero ler um livro por mês (e não é média, mas acumulativo).
- conhecer os cinco cantões que ainda não conheço na Suíça: Nidwalden, Glarus, Appenzel Aussernhoden, Appenzel Innerhoden e Thurgau.
- ser menos procastinadora: não deixar nenhum email sem resposta de um dia para o outro. Isso aqui é um problema específico das coisas que eu não quero fazer. E eu HEI de ser maior que a minha preguiça.
- fazer uma girls trip: em quase todos os últimos anos, rolou alguma viagem bacana com amigas. Já teve os carnavais da vida, já teve Cartagena, Paris, Amsterdam. Em 2020, o mais próximo que cheguei de uma girls trip foi passar um dia em Lugano com uma amiga querida rs. Em 2021, nem que seja num chalé aqui em Zurichberg, eu quero passar uns dias só mulherada.
E é isso! Cinco resoluções que tem muito a ver com hábitos, que tem a ver com a vida que eu quero levar nessa segunda metade da minha década.
Que, para além das nossas metas individuais, 2021 seja um ano bom para o mundo. Que a gente tenha vacina, que a gente consiga abraçar com força quem amamos, que a gente consiga ter esperanças de um mundo mais feliz! Feliz Ano Novo pra vocês <3
Its a new dawn, its a new day...
| O jardim da Vó <3 |
| O parquinho em que mais me diverti na vida |
| Noite em família |
| Ensaio do Rosas de Ouro, porque eu tinha que viver um tiquinho de Carnaval |
| E então, Caraíva... |
| Esse lugar, tão, mas tão maravilhoso <3 Vai ter post só dela, porque Caraíva merece! |
| Chegando no Ano Novo |
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| Saindo do Ano Novo rs |
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| Com ele, sempre! |
E la nave va
Amanhã eu faço 33 anos, e nessa minha curta existência, eu nasci numa família estruturada, que me deu muito amor e possibilidades. Fiz amigas maravilhosas em todas as fases da minha vida, e mantenho o laço com muitas delas até hoje. Fui bem privilegiada, apesar de só ter me dado conta disso há poucos anos. Mas sim, pude me dedicar aos estudos sem trabalhar, frequentar uma boa faculdade, aprender línguas, fazer um intercâmbio. Tive um irmão que conheceu uma menina numa rave, e ela me indicou pra uma vaga de estágio que abriu, direta ou indiretamente, todas as portas da minha carreira. Fui num Lolapalooza, e naquele mar de gente se achando e mal vestida, encontrei o amor da minha vida e casei com ele.
Entre uma coisa e outra rolou um cóccix quebrado, um assalto a mão armada, um coração partido. Mas azarada? Eu diria que não. Sei que tive sorte em muitos momentos da minha vida, mas em todos os outros tinha eu e minha vontade de ser feliz, ou mais ainda, minha falta de paciência pra ficar pra baixo. Eu sempre tive meus momentos de chorar, descabelar, desopilar, e pronto... bola pra frente. Porque é isso, eu gosto de estar tranquila, sem drama, sem estresse, de viver despreocupada. Felicidade pra mim é isso, é poder viver sem complicação. E acho que posso dizer que, no momento, vivo uma vida bem descomplicada. Estou feliz. Então, parabéns pra mim.
E segue o baile.
Oi 2019
| Um hiking pelas terras desérticas da California |
| Meu amor ama a Disney <3 |
| Newport Beach |
| E começando o ano pulando ondas, porque eu saio do Brasil mas o Brasil não sai de mim |



















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