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Cycle Chic

Eu nasci e cresci em Pariquera-Açu, interior de SP. Lá, ter uma bicicleta é (ou era, no meu tempo), ter liberdade. Bicicleta era um meio de locomoção como outro qualquer, e eu vivia em cima da minha: pra ir brincar na casa de amigos, ir às aulas de jazz, inglês, kumon, piano, ir ao mercado, ir pra todo lugar. Então quando me mudei pra SP e fazer tudo de bicicleta não era possível, eu meio que esqueci dela. E eu nunca me animava quando amigas me chamavam pra "andar de bicicleta no parque". Sei lá, pra mim andar de bicicleta nunca foi uma atividade em si. Era pra me levar do ponto A ao B. E justamente por isso, pra mim nunca existiu isso de usar roupa de ciclista. Simplesmente porque, sendo a bike um meio de transporte, eu me vestia para onde estava indo, e a bike era só o veículo. 

Corta pra 2012. Eu já estava andando com as bikes do Itaú nos finais de semana, para ir no cinema na Paulista, encontrar amigos em Moema. Um dia eu estava na ciclovia da Faria Lima, de saia e rasteira. Passou uma ciclista toda paramentada e num semáforo vermelho que estávamos as duas paradas ela me deu um pito: você não está vestida direito, se sofrer um acidente se machuca toda. E eu só mandei ela cuidar da vida dela e fui embora pensando será que agora só é possível pedalar pronto pra participar de corrida olímpica? Eis que um belo dia, andando pela Livriaria da Vila, eu me deparei com um livro de fotografias: Cycle Chic. 

Comprei na hora, voltei pra casa e fui atrás do blog. Devorei o livro, o blog, e tudo mais em poucas horas: eu tinha achado minha turma, e tava empolgadíssima rs. O movimento "Cycle Chic" foi fundado por um dinamarquês em 2008, falando exatamente isso, sobre como a bicicleta é o veículo. Eles tinham até um manifesto (!!!):

- I choose to cycle chic and, at every opportunity, I will choose Style over Speed.

- I embrace my responsibility to contribute visually to a more aesthetically pleasing urban landscape.

- I am aware that my mere presence in said urban landscape will inspire others without me being labelled as a 'bicycle activist'.

- I will ride with grace, elegance and dignity.

- I will choose a bicycle that reflects my personality and style.

- I will, however, regard my bicycle as transport and as a mere supplement to my own personal style. Allowing my bike to upstage me is unacceptable.

- I will endeavor to ensure that the total value of my clothes always exceeds that of my bicycle.

- I will accessorize in accordance with the standards of a bicycle culture and acquire, where possible, a chain guard, kickstand, skirt guard, fenders, bell and basket.

- I will respect the traffic laws.

- I will refrain from wearing and owning any form of 'cycle wear'. 

Alguns desses itens eu acho meio engraçados (e entendo também que em algumas cidades tem regras que demandam uma outra postura), mas eu me identifiquei demais com o 6o item: eu vou considerar a minha bicicleta meio meio de transporte e um suplemento ao meu estilo. Enquanto eu lia o livro, e via as cidades em que eles fotografaram, é claro que eu lembrei que as grandes metrópoles brasileiras não são receptivas para com bicicleta e o ciclista. Acho que tinha uma ou duas fotos na orla do Rio, e só. Mas mesmo assim, lembro que desde aquele dia, eu voltei a me sentir menos ET quando andava de bike com SP de saia, e até salto rs. 
De saia e na bicicletinha, indo pro encontro das migues
Desde que mudamos pra Suíça, a bicicleta voltou com tudo pra minha vida. Eu uso a bicicleta como meio de transporte mesmo, e inclusive por três anos aqui, nós nem tivemos carro. Além de ir pra escola, pra casa de amigos, pra bares, happy hours, pra balada, já até carreguei móveis na bicicleta. Verão passado levei uma bike pra Zurich, e comecei a fazer o trajeto entre a estação e o escritório na magrela, o que me rendeu uns belíssimos looks rs. 

Enfim, esse blog não é de moda, é sobre minha vida. Mas eu ontem tava folheando esse livro de novo, e me senti mais uma vez super inspirada, e quis dividir essa inspiração. Resolvi dar uma passada no rolo de câmera e achei umas fotos legais de dias em que eu tava chic na bike, e quis registrar aqui. Mas recomendo super dar uma olhada no blog, e além de ver uns belos looks, viajar por cidades super bike friendly.

E uma das minhas fotos favoritas <3

E abrindo o post, uma foto minha cycling chic em Copenhagen, a cidade onde tudo começou :) 

A cara da gente

Num post lá nos idos de 2015 eu contei a relação com meu cabelo crespo e meu retorno às origens depois de mais de uma década de alisamento. Na época eu estava deixando o cabelo ao natural, e queria ver no que ia dar. A verdade é que deu muito certo. Eu fui deixando o cabelo crescer, fui cortando, fui tirando a química, fui tratando. Cheguei no ponto que eu queria. E foi aí que as coisas começaram a ficar estranhas.

Eu vivia com o cabelo desarranjado antes, e achava que era porque ainda precisava crescer, que ainda não tava "no ponto". Eis que, depois de 3 anos, eu não tinha mais  que pensar, o cabelo estava no tal do ponto. E no dia que eu lavava, ele ficava LINDO. Em todos os outros dias, era um ninho de cobra embaraçado que eu prendia em coque. O meu cabelo cacheado é seco, não se deve lavar com muita frequência, o que significa que eu passava muito mais tempo com um cabelo que não me agradava do que o contrário. E as vezes eu tinha aquelas vontades doidas de alisar, mas ai lembrava dos dias bons e passava... 
Cachos maravilhosos no dia da lavagem
Além dos "good hair days", uma coisa que ficava me martelando muito era essa de aceitação. Eu queria muito participar dessa tomada nossa pelos nossos corpos, desse amadurecimento que a mulherada está passando na relação com a própria imagem refletida no espelho. Eu queria ficar confortável com o cabelo que nasci. Então por mais que tivesse uma pulga atrás da orelha me atormentando, eu achava que era resultado de uma vida de imposição de cabelo liso como o modelo de beleza. E vamos combinar que de certa fora era sim. 

Mas a real é que toda vez que o facebook me trazia uma lembrança das antigas, eu e meu cabelo liso, eu tinha uma sensação de nostalgia muito profunda. Mas muito profunda MESMO. Me dava uma tristeza, e eu ficava "quero meu cabelo de volta". Só que perai, agora é que eu tinha o meu cabelo, né?! E eu não tentei reprimir essas ideias não, mas fiquei atrás de tentar entender o sentimento. E eu entendi que ter alisado meu cabelo dos 15 até quase os 30 moldou minha auto imagem. Eu acabei percebendo que essa pessoa de cabelo encaracolado, por mais bonito que fosse, não representava bem a imagem que eu tinha de mim mesma. Não era "a minha cara", sabe?!

E aí que nessa eu resolvi fazer uma viagem no tempo, e vou compartilhar aqui umas imagens antigas aqui:
2005
2006

(pausa dramática para a invenção e popularização do smartphone)
2012
2013
2014
2015

Não é que meu cabelo esteja f a b u l o s o em todas essas épocas, mas é assim que eu me reconheço. Demorei algum tempo pra entender que, qualquer que tenha sido o estrago do tal padrão de beleza, meio que já ta feito, porque eu simplesmente não consigo me identificar com o meu cabelo natural. E na boa?! Tudo bem. Eu acho que o grande ponto dessa revolução toda é que a gente se sinta bem. É desencanar de achar que tem um "jeito certo". E sim, hoje em dia não cabe mais induzir alguém a mudar algo do próprio corpo para se enquadrar em padrão. Assim como não cabe a gente ficar forçando numa coisa que não ta funcionando. Eu queria fazer muito parte do movimento de ode aos cachos, tentei até onde deu. Mas a prioridade sou eu. 

E foi assim que eu cheguei no Brasil disposta a voltar no meu mago dos cabelos (rysos) e retornar ao meu antigo visual. Peguei várias dessas fotos aí e mostrei pra ele. E depois de algumas horas (que seguem atormentando o meu saco), eu saí de lá me estranhando, mas me reconhecendo. Depois de umas horas eu já tava beeeem a vontade com a minha nova cara antiga. E rolou um negócio bizarro rs... Eu do nada me notei mais vaidosa, querendo me arrumar mais, e me achando muito, mas muito mais bonita. É aquilo que a gente meio que já sabe: beleza vem de dentro, de auto confiança, de felicidade. E eu posso dizer com bastante tranquilidade que há muito tempo não me sentia tão bonita, tão eu :) 
Me achando tanto que até fiz selfie no elevador pra ilustrar <3

Como vai a vida?

Como acho que comentei em outro post, minha rotina bagunçou. Antes eu ia para a escola de manhã, e voltava com o dia inteiro livre pra dar um jeito na casa, fazer o que eu quiser, estudar, etc. Ai em dezembro eu parei o curso para viajar, e quando retornei em janeiro eles não tinham mais turma para o meu nível de manhã. Resultado é que tenho aula das 13:30 às 15:30, o que pica o dia no meio. E aí me bagunçou toda. Porque eu acabo dormindo mais do que devia, aí me sobra menos tempo pros afazeres da manhã. E quando volto da aula Mati já ta quase chegando, e a gente sempre tenta fazer algo juntos antes de jantar, etc, e nessas eu fiquei toda bagunçada. Ando dormindo mal, sentindo fome na hora errada, me sentindo sem tempo (sim, euzinha, sem tempo hahaha) pras coisas, e parece que ta tudo fora de ordem. Poderia acordar mais cedo? Sim, poderia. Mas quem consegue sair cedo da cama sem ter obrigação nesse frio? Eu não... 
* * *

50 Questions Honestly Answered

1: What are you wearing?
Muitas coisas, ta um frio do cão. Calça preta, blusa listrada, cardigã vermelho, casaco cinza por cima de tudo, meias de natal de lã,  e botas. 

2: Ever been in love?
Yes! 

3: Ever had a terrible breakup?
Sei lá o que é terrible, hahaha.. Mas quando voltei dos EUA, foi extremamente dramático largar o amor da minha vida (só que não) pra trás, "sem motivos", gostando dele, rs. 

4: How tall are you?
1,69

5: How much do you weigh?
Não sei ao certo, porque ando com medo de me pesar, mas em torno de 60kg.

6: Any tattoos?
Três e a quarta (e talvez quinta) a caminho. 

7: Any piercings?
Já tive dois. Sumi com eles há anos, pra manter a moral, rs.

8: One True Pairing?
Blair Waldorf & Chuck Bass. #judgeme

9: Favorite show?
Sex and the City

10: Favorite bands?
Foo Fighters, the Strokes, Whitest Boy Alive, Smiths

11: Something you miss?
Dias de verão na piscina com Mati e Baby.

12: Favorite song?
Acho que Beija Eu da Marisa Monte, mas tenho dúvidas. Sou péssima pra rankear coisas. 

13: How old are you?
30.

14: Zodiac sign?
Áries.

15: Quality you look for in a partner?
Parceria incondicional.

16: Favorite Quote?
"You think you know yourself... you have no idea". Na verdade não sou muito de lembrar frases, mas essa é uma que eu gosto muito. 

17: Favorite actor?
Daniel Day Lewis

18: Favorite color?
Azul marinho. 

19: Loud music or soft?
Loud quase sempre.

20: Where do you go when you’re sad?
Dormir.

21: How long does it take you to shower?
Se não for lavar o cabelo, uns 5 minutos. Se lavar, 10. A crise hídrica em SP me reeducou.

22: How long does it take you to get ready in the morning?
20 minutos.

23: Ever been in a physical fight?
Putz, não sei se foi uma fight, rs. Mas dei um soco num babaca da minha sala que me desrespeitou.

24: Turn on?
Barba.

25: Turn off?
Machismo, misoginia, homofobia.

26: The reason I joined Blogger?
Queria documentar algumas coisas, escrever mais, interagir com pessoas que talvez não encontrasse pela "vida real".

27: Fears?
Morte violenta ou precoce, tanto a minha, quanto daqueles que amo.

28: Last thing that made you cry?
Explicar pro meu baby que estaremos longe. Tenho chorado todos os dias, e todas as horas que não estou ocupada.

29: Last time you said you loved someone?
Hoje de manhã.

30: Meaning behind your Blog Name?
Da janela você vê, mas também é vista. Você julga, mas também é julgada. 

31: Last book you read?
#GirlBoss

32: The book you’re currently reading?
O pintassilgo.

33: Last show you watched?
American Crime Story

34: Last person you talked to?
Karol, uma das minhas assistentes.

35: The relationship between you and the person you last texted?
Se for pra contar só SMS, rs, foi minha terapeuta. Já no whatsapp foi Matinho que largou uma bagunça no meu carro e tomou pito hoje cedo, rs.

36: Favorite food?
RAW. Adoro tudo que é cru: kibe, ceviche, sushi, carpaccio.

37: Place you want to visit?
Paris.

38: Last place you were?
Pariquera, visitando meus pais.

39: Do you have a crush?
Sim. Mati, meu #forevercrush

40: Last time you kissed someone?
Hoje de manhã. 

41: Last time you were insulted?
A última vez que tomei conhecimento acho que foi o dia do babaca.

42: Favorite flavor of sweet?
Doce azedinho, tipo mousse de maracujá, cheesecake.

43: What instruments do you play?
Nenhum. Já fui uma exímia pianista, hoje não sei nem tocar o bife.

44: Favorite piece of jewelry?
Anéis.

45: Last sport you played?
Esconde esconde é esporte? Rs...

46: Last song you sang?
Addicted to Drugs, do Kaiser Chiefs. Aos berros, sempre.

47: Favorite chat up line?
Hello Stranger

48: Have you ever used it?
Pior é que já hahaha.

49: Last time you hung out with anyone?
Quinta passada saí pra jantar com amigos.

50: Who should answer these questions next?
Quem tiver vontade :)

*Vi a TAG no blog da Paula e adorei. Quem resolver responder, posta aqui depois pra gente olhar!

Ganhei um Selo!

Recebi o selo Liebster Award da Monique. Antes de responder, resolvi ir atrás e tentar achar o que exatamente significa o selo. Achei algumas coisas - inclusive várias imagens pro selo - , mas nada muito esclarecedor, tipo quem inventou, desde quando está por aí, etc. Suponho que tenha sido algum alemão, né? Ou não.

As regras do selo são as seguintes:

  • Inserir no post a imagem com o selo Liebster Award;
  • Escrever 11 fatos sobre você;
  • Responder as perguntas de quem te ofereceu o selo;
  • Indicar de 11 a 20 blogs com menos de 200 seguidores;
  • Fazer 11 novas perguntas para os blogs que você indicar;
  • Linkar de volta quem te indicou. 

Vamos aos 11 fatos sobre mim - que não estão em ordem de acontecimento ou importância, tá:

1- Falo muito palavrão. Não acho bonito, mas me desestressa; 

2- Já quebrei o braço em dois lugares de uma só vez, o pé duas vezes e o cóccix uma vez;

3- Amo carne crua. Adoro ceviche, carpaccio, sushi, steak tartare, e o kibe cru é uma das minhas comidas favoritas da vida. Alias, digo com propriedade que o do Almanara é o melhor desta cidade;

4- Quando era pequena queria ser dentista, quando era adolescente queria ser juíza e agora não sei bem o que quero ser;

5- Choro por nada, o tempo todo, de alegria, de tristeza, de emoção, de raiva. 

6- Danço até fazer bolha no pé, danço ridícula, danço até o chão, danço em cima do palco, danço na chuva, e tenho o DVD da Beyonce pra copiar as danças dela. Sim, essa sou eu. 

7- Tenho um sono mega agitado. Sonho muito durante a noite, tudo muito real, choro, grito e acordo exausta. 

8- Com 8 anos, aos prantos, chamei uma reunião com a alta cúpula corinthiana da minha casa pra pedir pra virar palmeirense porque estava sofrendo bullying na escola. Acabei sofrendo bullying em casa também, mas grazadeus corinthiana permaneci;

9- Gosto de melancia, mas não de suco de melancia. Gosto de amendoim, mas não de pasta de amendoim ou de paçoca. Gosto de milho, mas não de pamonha, cural, suco, sorvete de milho. Ou seja, não inventem com o vegetal, que eu gosto dele em estado vegetal mesmo;

10-  Meu radar pra gente idiota é bem calibrado. Não costumo errar;

11- Sou péssima com habilidades manuais. Tenho um senso estético muito bom, de cores, composições, etc. Mas nada de fazer com as mãos fica bom. Minha letra é horrível, sempre desenhei mal, minhas agendas nunca ficaram super lindas, meus cartões sempre saem mais xoxo do que eu gostaria. Mas estou aprendendo a fazer coisas fáceis. Quem sabe.

Agora seguem as perguntas da Monique:

1- Como você se visualiza daqui 10 anos?
Vejo muito pouco. Estou num momento tão crucial da minha vida, que estou aprendendo a focar no presente. Mas me imagino com Mateus em algum lugar do mundo, e realizada profissionalmente fora do direito. Vago, né?

2- Qual o conselho você deixaria para o seu eu do passado?
Não sofra tanto por ser quem é. Você ainda vai se orgulhar muito por ser exatamente assim.

3- Qual sua cor preferida?
Azul marinho.

4- Você é uma pessoa que prefere viver no campo ou na cidade? Por que?
Cidade, sem pensar. Eu sou agitada, gosto do caos, gosto de ser estimulada, de ter opções, me sinto em paz no meio da bagunça. O campo me relaxa, mas depois de poucos dias me deprime.

5- Você se considera espiritualizada?
Não. Eu estou aprendendo a ouvir mais algumas coisas dentro de mim, mas confesso que até pouco tempo atrás não dava bola pra espiritualidade, achava perda de tempo.

6- O que você não consegue suportar em outra pessoa?
Forçação de barra, sabe? Quando uma pessoa quer ser muito legal, quer ser muito amiga, ou quer ser muito firme, quer ser muito qualquer coisa. Preciso que as pessoas que me cercam me transmitam verdade, naturalidade, e gente forçada pra mim não transmite nada. Acho que pessoas assim vem e vão com a mesma rapidez, sei lá... fiz sentido?

7- Qual seu próximo destino de viagem?
O Rio. Dentro de algumas horas ;)

8- Um sonho que você acha que consegue/vai realizar em breve?
Morar na Europa era um sonho, e se concretizará em breve. Mas o que eu espero conseguir realizar mesmo, é o sonho de ter uma vida descomplicada. Sabe aquela coisa, ter uma família bacana (isso já tenho), trabalhar com algo que te satisfaça, viver bem com pouco? É isso que eu espero realizar na Suíça.

9- Um conselho para outras pessoas?
Pode ser clichezão, mas uma frase que gosto muito é "onde não puderes amar, não te demores". E é isso mesmo. Não dê valor a quem não merece, não gaste tempo com o que não vale a pena, não dê sua energia em vão. Foque seus esforços no que te faz bem, e a vida vai se encarregar de te levar aonde você quer ir. No campo prático das coisas, eu digo: guarde um dinheirinho. Não precisa virar a louca das economias, mas guarde alguma coisa para nunca precisar aguentar desaforo na vida. Já contei aqui no blog que sofri assédio moral, e embora eu tenha segurado até a última gota porque gostava do trabalho, teve o agravante de eu não ter uma boa poupança que me permitisse mandar tudo pra pqp e sair dali. Foi um grande aprendizado.

10- Um medo?
Morte prematura e/ou violenta de qualquer um dos que amo.

11- Você é engajado em alguma causa social?
Shame on me, mas não. Ou ao menos, não com substância. Já fiz alguns trabalhos spots, mas eu queria poder me dedicar mais.

* * *

Gosto muito de responder essas listas, acho uma reflexão legal sobre mim, registrar as coisas que eu penso neste momento da vida e pra quem lê aqui me conhecer melhor. Monique, muito obrigada por me indicar :)

Vou quebrar a regra de indicar pessoas pra responder, no entanto. As pessoas que pensei em indicar já foram indicadas, algumas pessoas eu não sei quantos seguidores tem o blog. MAS.. Quem quiser responder, responde as perguntas da Monique e manda o link nos comentários, ok? 

Drops

Eu sigo firme no desafio das compras. Devo dizer que na California, em janeiro, eu dei uma derrapada. Na minha lista de permitidos tinha um casaco de inverno. Eu acabei não comprando nenhum casaco pesado, mas 3 blusas quentinhas. A questão é que com a mudança já se encaminhando, e eu lá no friozinho do hemisfério norte, me caiu uma ficha: meu armário é fraco de "camadas". É sabido que as camadas (ou layering, como dizem os gringos) é a chave do sucesso pra se vestir no frio desgraçado. Por conta dessa deficiência, acabei trocando o casaco pelas blusas, já que eu tenho um casaco de lã que ainda dá um belo caldo. Mas ontem, em compensação, fui ao shopping, bati perna, entrei nas minhas lojas favoritas, e nem passei vontade. Embora tenha visto coisas lindas por lá, nem me doeu sair de mãos vazias :)
* * *
Já o projeto Elba Ramalho entrou numa fase beeem mais tranquila. Meu cabelo cresce feito grama, então a parte natural alcançou um tamanho bom. Fui lá no salão e cortei um tanto considerável do cabelo, uns 4 dedos acho. Ele ta na altura dos ombros, e super ondulado. Isso mesmo, ondulado. Achei que ia cachear, e tal, mas por enquanto só nas ondas, o que muito me agrada. Aproveitei também a California pra me abastecer de bons produtos. Comprei um set de shampoo e condicionador da Organix, que é de óleo de argan e é muuuito bom. Descobri também uma marca chamada Not Your Mother´s. Comprei shampoo, condicionador e um ativador de cachos, e são todos muito bons, deixam o cabelo definido mas leve, sabe? O shampoo é sem sulfato, que em termos cabelísticos é tipo glútem: o inimigo do momento, rs. Com essa, vou revezando os produtos, e o meu cabelo ta com cara de bem cuidado. Estou feliz de ter largado o alisamento, sabia?
* * *
No quesito leitura, eu deveria seguir relendo os livros que tenho em casa e quero dar. Masss.. acabei comprando um livro lá nos EUA, e foi a última leitura que fiz: #GirlBoss, da Sophia Amoruso. A Sophia é a mente por trás da Nasty Gal, uma loja que começou no eBay e MySpace e hoje é um super case de sucesso. Quando comecei a ler o livro dei uma broxada, porque achei ele com uma pegada de auto ajuda. Ok, a Sophia era uma garota problema, que não terminou a escola, não fez faculdade, tinha DDA e pulava de subemprego em subemprego, e eis que pá... hoje ela é chairman de uma empresa avaliada em mais de 100 milhões de dólares. Mas aquelas pílulas de sabedoria estavam me incomodando, e eu quase parei de ler. Ainda bem que não parei: depois a leitura engrenou, e tem uns insights muito bons, umas histórias engraçadas, e até umas dicas úteis pra quem vai começar a prospectar empregos num mercado diferente como eu.
* * *
Quase me inscrevi pra um curso do Senac. Queria muito aprender umas coisas novas, mais voltado pra marketing. Mas aí enrolei, refleti e pensei, e quando fui lá efetivar a bagaça: curso esgotado. Um balde de água gelada. Acabei encontrando algumas opções online, de graça, e vai ser o que tem pro momento, já que a contenção de gastos está a toda. Massss.. ainda não terminei o curso de excel online, rs. hashtag vergonha. Verdade é que desanimei, mas me prometi que essa semana vou retomar. Oremos.
* * *
Assisti a 2ª temporada de Fargo, e conseguiu ser ainda mais incrível que a 1ª. Recomendo fortemente. A série é policial, sangrenta, mas tem todo aquele tom de humor negro dos irmãos Cohen, que não dirigem mas estão por trás do projeto. Trilha sonora impecável, fotografia impactante e diálogos deliciosos. É maravilhosa! A primeira temporada tem um Billy Bob Thornton sensacional, e a segunda tem um elenco inteiro foda. A grande desgraça é que a terceira temporada só sai em julho de 2017. Mas se alguém aí ta procurando algo pra assistir, vai fundo. 
* * *
Por fim, ontem eu e Mateus fizemos algo diferente: fomos ao cinema. Da pra acreditar que nunca tínhamos ido ao cinema juntos? Pois é. Uma vez ele me falou que não gostava de ir no cinema aqui no Brasil porque o povo fala demais na sala, rs. Ai ficou por isso, e sempre assistimos filme em casa. Mas aí achei um desaforo isso dai de nunca ter pegado um cineminha juntos e fomos. Assistimos "The Revenant". Embora não seja muito meu estilo de filme, gostei bastante. Fiquei tensa, mas as paisagens, a fotografia é uma coisa tão absurda, que vale muito a pena a tensão. Só fiquei com a impressão que o Tom Hardy merecia mais um Oscar que o Leo pelo filme. Mas né, quem sou eu na fila do pão pra dizer. 

E vocês, o que contam?

TAG - Bloggers out and About

A Bárbara, do Barbaridades me indicou pra responder essa Tag. Eu, que não me acho blogueira, fiquei me achando com a indicação, hahaha! E sendo ainda sobre viagens, coisa que adoro, fiquei animada pra responder. Voilà.

* * * 

1- Onde você nasceu?
Na grandiosa, maravilhosa, poderosa salve salve Pariquera-Açu/SP. 

2- Onde você mora hoje?
Em São Paulo capital há exatamente 11 anos, 11 meses e 4 dias. 

3- Qual foi o destino da sua última viagem?
Fui para a California. Visitei Los Angeles, São Francisco e desci a Pacific Road. 

4- Qual é o destino da sua próxima viagem?
Vou com as amigas de infância para Cartagena em maio, numa super despedida de solteira quadrupla. 

5- Qual foi a sua melhor viagem?
Complicadíssima essa, heim? Ir a Buenos Aires com minha mãe foi muuuito especial. E Cuba terá sempre seu lugar cativo no meu coração, pelo destino único que é e por ter sido minha primeira grande viagem com Mati. 

6- Qual o lugar mais bonito que já visitou?
Hummm.. Acho que tem tipos diferente de beleza, né? As paisagens que vi na Pacific Road foram de matar. Acho que como cidade, Praga é a mais bonita em que já estive. Em termos de praia, preciso ficar com a Bahia :)

7- Que lugar você quer muito visitar?
Eu tenho uma bucket list de viagens. Mas pra manter bem simples, digo que se pudesse ir hoje no aeroporto e comprar uma passagem qualquer, iria pra Paris. 

8- Qual lugar você não tem tanta vontade assim de conhecer?
Miami. 

9- Onde você gostaria de estar agora?
Como estou aqui morta na ressaca de Carnaval, queria estar numa praia de águas claras e calmas, com uma capirinha de sakê bem gelada, que levanta qualquer defunto. 

10- Onde é o seu "lar", o lugar onde se sente mais feliz? E por que?
O meu lar é aqui, a casa que divido com Mateus e bebezinho. É onde me sinto em paz, segura dos problemas do mundo, onde coloco minhas ideias em ordem, descanso e me sinto amada. E a casa dos meus pais pra sempre será meu lar, vou sempre me sentir uma menina por lá, e adoro ir deitar na cama deles de manhã. Sim, ainda. Me faz muito feliz. 
Cabelos ao vento em São Francisco. A última viagem <3

Passando vergonha

Acho que todo mundo tem seus pecadinhos, né? Famoso guilty pleasure, quem nunca? Pois é. Eu tenho uns vários. E ontem fui pega de calça curta. Estava eu parada no trânsito da marginal, com o rádio no maior volume, me imaginando num karaoke e cantando uma música ZOADA, quando olho pro lado um cara gatinho bem apessoado, olhando tipo wtf?. E a vergonha... enfia onde? E aí que não bastasse fazer vexame pelas ruas de SP, vim expor minha ridiculosidade por aqui. Vou contar umas coisas ridículas que amo/sou. Poderia contar até um pouco mais, mas preciso manter alguma dignidade perante a ~rede internacional de computadores~. 

1- eu sei exatamente quais as músicas eu cantaria se fosse participar do X Factor, meu programa de calouros favorito (é muita merda numa frase só, to sabendo). Eu ensaio todas elas no trânsito, grito feito ridícula e uma vez, depois de um engarrafamento monstruoso na Castello, cheguei rouca no escritório, de tanto me esgoelar as 7 horas da madrugada. Inclusive, eu tenho a minha música da semana temática das Divas...

2- quando estou sozinha em casa de noite eu corro. É bizarro, eu corro pra trancar a porta, eu saio do banho e corro pro quarto, se tiver que tomar água antes de dormir eu corro mais, eu fico imaginando que sei la, Fredie Kruger vai me pegar se eu der bobeira. Não sei qual é a explicação racional pra isso, mas tem hora que me enterro debaixo da coberta de vergonha própria, depois de terminar uma maratona entre cozinha, banheiro, sala e quarto.

3- sei falas e episódios do Chaves decor e salteado. Eu amava aquilo quando era criança/adolescente, assistia t o d o s os dias, Chapolin e Chaves em sequência. Meu pai queria me matar, mas eu não dava a mínima. Quando meu chefe mexicano disse que tinha uma casa em Acapulco, meu olho brilhou mais que de criança, ele percebeu e eu fiquei com cara de trouxa porque era nova no trabalho e não podia explicar porquê, né, e quando o Bolaños morreu umas lágrimas escaparam. 

4- gosto de muita música ruim. Eu tenho um bom gosto musical, juro. Escuto muita banda bacana, música boa mesmo, dou dica pras amigas, tal. Maaaaas... eu adoro uns pop idiotas. Não escuto no fone, não compro CD, não sou fã, mas no trânsito não há nada que eu curta mais do que por na Jovem Pam, aumentar o volume e dançar Shake it off da Taylor, Rihanna, Britney. Tem também a tal da música que eu tava cantando quando o mocinho me viu... We can´t Stop da Miley Cyrus. Em minha defesa devo dizer que esse foi o jeito que arrumei de não estragar meus dias por causa de trânsito. Pra mim funciona e juro que não fico mal humorada depois de horas de estrada. 

5- não posso com uma video cassetada. Seja no Faustão ou na vida real. Eu caio na gargalhada mesmo, e é muito foda. O mundo espera de uma senhoura de quase 30 anos um pouco mais de compostura. E eu não tenho. Alias, óbvio que já aprendi a ter noção... Eu me escondo, me tampo, me seguro, e teve vezes já de eu engasgar com os risos presos, começar a escorrer lágrimas dos meus olhos e água do nariz, tipo quando você engasga com Coca Cola. Mas era risada. Uma vez, nos longínquos anos de mil novecentos e saca rolha, eu e minha mãe na 25 de março, veio um cara carregando um carrinho de caixas por trás da minha mãe. Bateu nela pelo tornozelo, sabe, e ela se estabacou no chão. Foi muito feio, e eu achei que ela tinha morrido, quebrado o pescoço, sei lá. Assim que constatei que ela estava inteira porém imunda, eu comecei a rir e não parei nunca mais. No começo ela gargalhou muito também, mas depois de 2h que eu chorava de rir, ela ficou um pouco irritada. É horrível, é irritante, é infantil, eu sei. Não me orgulho. 

Bom, ao menos, ficou bem claro que se eu morasse numa cidade sem trânsito, seria menos ridícula. Mas até aí, quem não é, né? Fico pensando que sempre podia ser pior, e eu podia ser que nem certos técnicos de futebol, que limpam o salão no gramado da Copa do mundo.

Querem continuar sendo meus amigos?

Uma capivara em evolução

Ontem tava rolando show da Katy Perry e no facebook um amigo postou que tava achando ela toda ruim. Uma criatura comentou algo assim "quem vê você aí reclamando pensa que não se acabou no show dela em 2011". Meu amigo então deu uma resposta que me faz gargalhar: Ah é pq eu jamais mudaria de opinião em anos né, sou uma capivara.  
Acredito que estamos em constante aprendizado e isso é natural, mudar de opinião conforme nossa visão de mundo vai alargando, né. E essas opiniões vão desde assuntos mais bestas e banais, como a voz oscilante da Katy Perry, até assuntos mais espinhentos e controversos.

Vim de uma cidade mini do interior, onde não havia muito espaço pra diversidade, era expert em julgamentos, sabia nada de nada. Fiz piada homofóbica, já fiz comentário machista, já caguei muita regra, já fui babaca pra caramba, e se bobear de vez em quando ainda sou. Mas penso que não nasci sabendo, que vivo pra aprender e ser uma pessoa melhor a cada dia. Vamos ganhando vivência, mordendo a língua, criando empatia, abrindo o olhar e a mente, e mudando. Isso é uma das belezas da vida. 

Alias, me lembro inclusive que já disse que opinião é opinião, NÃO MUDA, hahaha. Veja só... 

Acho também que é parte do processo comparar o que você achava, e o que você acha agora. Ver o que mudou, entender porque mudou, e aprender o porque você não vai mais falar aquelas bobagens - vai falar outras, pra lá na frente aprender de novo, e evoluir de novo. Por isso, me deixa toda indignada nego que não reflete sobre os erros do passado.

Tem uma amiga que falava que batom vermelho era coisa de ~vagabunda~. Ai outro dia apareceu de bico pintado lá em casa e eu, que já vagabundeei muito nessa vida, falei "ainda bem que parou de palhaçada com o batom vermelho, fica super bem em você". O que aconteceu? Armou o bico vermelho pro meu lado, pois nunca que eu falei um troço desse. Eu que não vou ficar martelando na tecla do falooou siiim, não acho que precise ficar atormentando a menina. É ótimo que ela se ligou que cor de batom não significa nada. 

Mas aí fico pensando... Se a pessoa não exerga a mudança, será que evoluiu? Será que esse novo pensamento dela vale só pro batom porque agora é moda, mas no fundo ela continua achando que existem coisas que meninas direitas não fazem, mas as vagabundas sim? Será que ela ainda acha que existem ~meninas direitas e vagabundas~?  Será que não estou eu aqui, mais uma vez, cagando uma regrinha? Pois é, hoje eu acordei uma capivara filosófica...
Mudem de opinião e usem filtro solar

100 Postagens + TAG

Depois de começar o blog lá em janeiro de 2013 como uma ferramenta pra eu por pra fora o fluxo de doideiras que passa na minha cabeça, cheguei na 100ª postagem. Parece muita coisa pra mim, pensando que volta e meia eu nem tenho o que falar. Parece que falo muito sobre o nada, rs... Mas aí lembro que foi pra isso mesmo que criei, e fica tudo bem. 

Como forma de comemorar, achei legal responder uma TAG sobre o blog. Misturei algumas perguntas que encontrei em TAGs por vários blogs e voilà. 

1 - O que te levou a criar o blog?
Minha vontade de escrever e de criar um arquivo sobre as coisas que passam na minha cabeça, relatar minhas impressões sobre o mundo. As vezes fico pensando se, quando tiver com 50 anos, vou olhar pro blog com a mesma vergonha própria que olho pras minhas agendas da Capricho, rs. Mas ainda assim, sinto vontade de escrever. 

2 - Quais são os benefícios que o blog te proporciona?
Acho que o melhor de tudo é dividir experiências e conhecer pessoas. Saber que alguém pode achar algum tipo de ajuda ou identificação no que eu escrevi e, além disso, o debate que muitas vezes algumas conversas começadas em blog podem criar, ver o tanto de gente bacana que tem pelo mundo, e poder dividir um espaço com essas pessoas, tudo isso é legal demais. 

3 - Planeja as postagens?
Não exatamente. Quando começo a pensar num assunto e sinto que ele pode render post, venho e tento escrever. Se sair, saiu. Se não, as vezes vai pra rascunho, as vezes vai pro lixo e assim vai. 

4 - Tem novas ideias para o blog?
Não tenho nenhum plano nem projeto. A ideia sempre foi, e continuará sendo, a de um ~diário virtual~.

5 - Quanto tempo se dedica ao blog?
Não tenho um tempo certo, as vezes gasto mais tempo, as vezes menos, depende do tanto de coisa que tenho pra fazer, da vida social, e de novo, das ideias que rendem post.

6 - Qual é o melhor momento para criar seus posts?
De noite. Normalmente, escrevo a noite coisas que pensei ao longo do dia e na manhã seguinte faço a revisão final e publico (até porque meu olho vai ficando cansado e eu não consigo ver erro de digitação, de escrita e tal). 

7 - Qual post mais curtiu escrever?
Gostei muito dos meus relatos sobre Cuba. Foi a primeira vez que postei logo em seguida de uma viagem, com impressões fresquinhas, fotos bonitas, bem arrumadinho, e foi de fato uma viagem pra lá de interessante.

8 - Já te trouxe problemas (privacidade, fofocas, comentários negativos)?
Não. Não acho que minhas divagações sobre o nada inspirem algum tipo de revolta em alguém, rs.

9 - Seus amigos e familiares tem acesso ao blog?
Eu não divulgo o blog não... Alguns amigos sabem que existe, mas não sei se entram. Acabei enviando o link pra várias pessoas que me pediam dicas de Cuba e, como eu disse, as postagens de lá estão bem informativas, então elas acabaram acessando, mas nem sei se o fazem frequentemente.

10 - Sobre quais assuntos você gostaria de escrever mas não o faz por medo de ter sua privacidade invadida?
Não falo muito sobre meu dia a dia com meu enteado, evito a exposição, até mesmo porque envolve outras pessoas. Também tenho uma superstição besta de não falar sobre planos futuros, então sempre espero. Coisa boba, mas prefiro contar por aqui as coisas quando estão mais certas.
No escuro do meu quarto, onde algumas ideias se iluminam 

Abotoar ou não abotoar, eis a questão

Eu fui uma criança muito magricela, do tipo que arredondava o peso pra cima. E sabe o que rola com uma criança magra assim? Ela acostuma a comer tudo o que quer. Sem o menor pudor, a menor cerimônia. Todo mundo acha lindo ver aquela caveira infantil lambendo as beiradas do prato, nadando numa tigela de purê. E aí que eu me aproveitava mesmo... Tinha bolo em casa? Eu basicamente sentava com a forma em frente a tv, e ia cortando quadradinho por quadradinho, assistindo o Chaves, o Jornal Hoje, o Video Show com o Falabella, o vale a pena ver de novo, a Lagoa Azul e quando chegava Malhação a forma estava vazia. Meu corpo é tão cara de pau que nem dor de barriga não me dava. Minha mãe ficava muito puta da vida, me dava sermão, mas no mês seguinte tinha bolo de novo, ela mandava não comer e ia pro trabalho... Senta lá, Claudia. 

Eis que virei adolescente, e dei aquela engordada básica. Na cidade pequena onde eu morava, foram perguntar pra minha melhor amiga se eu tava grávida, rs. Mas fato é que só ganhei uma bunda, umas perninhas, e tal, mas gorda mesmo, não fiquei. Que que eu fiz? Aprendi a fazer uma gororoba com batata. Põe a batata no microondas até ela ficar mole, depois amassa, depois taca sal, manteiga e queijo em cima, bota de volta no microondas pra derreter, e se joga. Eu me jogava. Todo dia. Ganhava uns 3 gramas cada vez que fazia isso. 

Bom lembrar que nessa época, além de comer feito uma louca, eu dançava ballet, sapateado, desbravava Pariquera-Açu de um canto ao outro numa tarde montada na bicicleta, trepava em todas as árvores possíveis e imagináveis, ia até na padaria de patins, e depois subia um puta dum morrão em cima deles mesmo pra chegar em casa.

E aí minha gente, como é que faz pra botar na cabeça de uma criatura com esse histórico que não da mais pra comer que nem lutador de sumô? Como entender que o metabolismo aos quase 30 não é mais o mesmo metabolismo de os quase 13? Que o único exercício que faz é correr atrás de um pimpolho dentro de um apto de 50 m2, e ainda assim fica ofegante? Eu não sei. 

Hoje eu como menos bobagem. Mas AMO fazer um mega prato de arroz, jogar feijão por tudo, botar bife, botar batata (gente, não vivo sem batata), mandioca. Ou então fazer um risottinho, assar uma carninha. Ou ainda quem sabe fazer uma sopinha... e tomar mil pratos dela. Sério. Tomei 3 pratos cheios de sopa ontem, pro horror dos demais componentes da mesa. Mas é que estava tãããão gostosa... e era de legumes, e foi minha mãe que fez. 

To sofrendo... To sofrendo porque eu to engordando. Não vou ser besta de falar aqui que to gorda, porque acho até falta de respeito, mas to engordando devagarinho. Uma calça que eu comprei faz 3 meses (antes do projeto #morraBeckyBloom) já não ta querendo fechar. Vou em restaurante e fico com vergonha, porque todo mundo parou de comer, e eu quero comer pra sempre. Sofro porque simplesmente não sei passar vontade. Como tudo que quero, e quero comer tudo. 
To aqui pensando se vou ter que vir a público fazer promessa de diminuir a comilança, porque pelo jeito, só assim eu crio vergonha na cara. 

Vamos balançar?

Gente, só to passando aqui pra falar que acordei e puta que o pariuuuu.. ainda é agosto!


Mentira... Agora resolvi que vou fazer balanços mensais. Fiz um em julho gostei muito. Da sensação de realização, sabe? Acho que daqui pra frente vai ser assim. Vou indo de mês em mês, e as promessas de ano novo vão ficar pra outra vida. Enfim, vamos lá. 

* conheci vários bares e restaurantes novos (tenho mania de ficar repetindo os mesmos, e andei me comprometendo a variar). Boca de Ouro, La Central, King of Fork. Considerando que to segurando a onda na gastação, ta de bom tamanho. 

* comprei o bendito do carro e fiz minha mudança, como falei melhor no último post

* recebi, HOJE, o pagamento da indenização final do seguro. To achando que vou ignorar o fato de que é segunda feira e vou gastar tudo num buteco pra comemorar o fim de agosto


* fiz a prova final do meu curso online, passei com 92% de sucesso e to orgulhosa que dói


* passei, mais um mês, sem comprar roupas, bolsas e sapatos. Poréééém, como não sou de ferro e fiz uma mudança, comprei tigelinhas pra minha casa. Vale ressaltar que, além de estarem na mega promoção, eram de extrema necessidade, pois aparentemente gringos não foram educados para tomar sopa/cereal no prato fundo e meu dignissímo já lavou o tapete da sala com leite várias vezes. Antes eu ficava indignada, mas o tapete era dele, haha. Agora que é nosso, acabou a patifaria. 

* consegui aproveitar uma promoção do Melhores Destinos e comprei uma passagem baratex para sair um pouco de SP em novembro. Falta tempo ainda, mas eu sempre vejo as passagens e nunca que elas me servem, então tocou musiquinha do Airton Senna na minha cabeça quando apertei no "comprar". 

* fui numa balada chamada Tropicanagem Baianada e dancei TODAS as coreografias axezentas da minha adolescência na Ilha Comprida. Além das músicas boas tipo uns Caetanos maravi, aproveitei pra me acabar no movimento é sensual, la vai raimunda passeando pela feira, segure o tchan, a noiva loira do tchan, tchan na selva, tchan no egito, tchan no havai, tchan na casa do capeta... Enfim, eu adoro uma festa bagaceira, saí suada, descabelada, feliz e descadeirada. Tenho mais idade pra isso não.  

* aprendi a vender coisas. Nunca gostei de vender coisas pessoais, sempre dei pra amigas e conhecidos. Acontece que eu, poucos dias antes de conhecer Mati, fiz um projetinho pro meu então quarto. Comprei TUDO novo e pela primeira vez na vida, tava feliz em morar e dormir em algo que tinha a minha cara e o meu gosto e não era sobra da casa da mãe, tia, vizinha. Pois é... 1 ano e meio depois, tava eu tendo que me desfazer de tudo. Foi um exercício imenso de desapego me desfazer de cada coisinha escolhida com tanto carinho. Aí respeirei fundo, e pá.. botei na OLX. Parabéns pra mim, que me distanciei um pouquinho de aparecer no acumuladores da Discovery. 

Acho que foi isso aí... ta bom, né? 

Agosto, o terrível

Agosto ta rolando faz uns 6 meses, já... Ta dando uma canseira do inferno, e a impressão é que chega Simone cantando entãããão é Natal!, mas não chega setembro. Apesar de estar de saco pra lá de cheio de agosto, o mês não foi de todo ruim, não. Eu ainda não recebi a indenização integral do seguro do carro, mas consegui dar um jeito e já comprar o carro novo. Assim, pude dar cabo da minha mudança, finalmente. 
Hello, nova vizinhança
Uma vez mudada, minha qualidade de vida vai dando passos largos rumo à decência. Só o fato de, ao invés das 2h de antes, eu gastar meia hora pra voltar do trabalho pra casa, já é um grande adianto. Mas além disso, no prédio novo tem uma mini academia, onde tenho ido dar umas caminhadas na esteira. Também estou me inteirando da programação do Sesc Pinheiros, e em breve quero começar a me exercitar por lá, porque agora sobra tempo, gente! Pra finalizar, lá na casa antiga eu era a louca do delivery. Pedia umas comidinhas todo dia (ou saia pra comer). E por mais que eu não seja nenhuma Ofélia, tenho tentado não sobrecarregar o boy com as tarefas domésticas. Com isso estou me aventurando mais na cozinha, o que significa menos refeições fora de casa, ou seja, money na carteira.

Ali pela vizinhança também tem alguns amigos de Mati. Já faziamos várias coisas juntos nos finais de semana, mas agora tem rolado algumas distrações semanais, e esses gringos tem cada ideia, hahaha... Um dia ficamos viajando com um telescópio, vendo pessoas entrando e saindo do metrô, mocinhas retocando maquiagem no trânsito da marginal e uma menina brincando de fantasma com um lençol no jardim de casa. Eu sei que tem todo um quê de voyerismo, mas foi divertido por uma meia hora. Ontem fomos brincar de fazer sushi, e acreditem se quiser: ficou bom. 

Agora, o que queria dizer mesmo, é que parece que comprei carro faz 6 meses, mas faz 20 dias. Que mudei faz 2 meses, mas faz só 2 semanas. Parece também que comi sushi 10 dias atrás, mas foi ontem. A sensação é essa mesmo... Que o tempo ta arrastado, que o verão não chega nunca, que as férias aconteceram em outra vida, que o futuro mora longe. Eu quero feriado, quero sol, quero dias longos, quero mar, calor e carnaval. Quero que agosto fique pra trás, quero setembro branco pra eu pintar de vida colorida. 

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