Um rolê em Zurich

Semana que vem vai fazer 6 meses que mudamos pra Zurich, e nesse tempo eu aproveitei muito a cidade. Uma confissão: desde que mudamos pra Suíça a gente sabia que se resolvessemos ficar aqui no longo prazo, acabríamos mudando pra Zurich. E embora eu amasse Berna, eu sempre soube que eu ia gostar. Mas eu to é gostando mais do que eu imaginava. A cidade é uma cidade grande europeia, tem bairros bem diversos, um centro totalmente plano perfeito para minha vida sobre a bike, tem parques e verdes por tudo. 

Moro num bairro muito central, mais misturado, com muito imigrante, muito comércio de rua, muita gente jovem, e acho que acertamos bastante. O melhor: na nossa primeira vez em Zurich, 4 anos atrás, passeamos por esse bairro e comentamos que devia ser maravilhoso morar aqui. E é! E pra celebrar esses seis meses muito bons, vai aqui uma seleção de fotos não tratadas do bairro. Spoiler: ele é exatamente assim <3

Josefwiese, o parque onde eu levo Carlito pela manhã

Falando nele...

MaMe, um dos cafés delícia do bairro

O túnel edgy que passa por baixo dos trilhos de trem

Uma das igrejas, num dia de céu muito azul

Sol estourado na beira do Limmat

A floricultura mais linda

In love com minha nova neighborhood <3

E assim, voando também, passou Outubro

Parece que eu sentei pra descansar um pouquinho, e tomei esse baque da vida: é novembro. Nesse ano em que nada aconteceu, mas tudo deu errado, os dias passam devagar, mas os meses voam. Já falei aqui que estar na Suíça no meio desse momento é o puro suco do privilégio, então eu tenho noção que não devo reclamar. Mas ainda assim, é difícil não ficar meio negativa pensando nesse ano bizarro. Por isso que esses recaps mensais são ótimos pra mim: lembrar que, apesar de tudo, o copo segue meio cheio. Eu tinha uma semana de férias em que deveríamos ter ido ver Baby nos EUA, e claro que não rolou. Mas seguimos na nossa incessante exploração pela Suíça e vida que segue.

No primeiro domingo do mês, passamos uma tarde no Walensee, um lago M A R A V I L H O S O que fica a uns 45 minutos de Zurich. Eu tinha passado uma vez por lá de trem, e tinha ficado impactada com a imagem da janela, mas como é meio longe de Berna, fugiu do nosso radar. Fomos de carro até Mols, e de lá seguimos caminhando pela beira do lago até Walenstadt. A paisagem é de cair o queixo, e estava tudo mega vazio e siliencioso, uma paz enorme. Tem algumas trilhas que quero me programar pra fazer na área, e definitivamente voltaremos pra ver as paisagens nevadas de inverno. 

A cor dessa água, e esse paredão...

A caminho de Walenstadt


<3
Também num domingo, fomos conhecer Stein am Rhein, uma cidade medieval belíssima na beira do Reno, quase na fronteira com a Alemanha. Mais um dos passeios nos arredores de Zurich que não conhecíamos. A cidade tem mais de mil anos de idade, e é bem preservada, uma graça. Para um domingo numa cidade tão pequena (cerca de 3 mil habitantes), tinha bastante movimento. Tomamos um chocolate quente observando o vai e vem de suíços pela rua e voltamos pra casa quando caiu a pior das fichas: frio. Esse ano o outono chegou chegando, e eu não tinha ido muito preparada rs... É possível chegar a Stein am Rhein de transporte público saindo de Zurich em 1h, e de carro é mais ou menos uns 30 minutos. A rua principal da cidade estava muito cheia de gente, e eu não consegui fazer umas fotos boas, então vou usar fotos dos outros pra ilustrar: 
O centrinho fofo, em imagem do @outdooractive

E aqui um panorama do casario mais antigo, do https://freizeit.thurbo.ch/

Com a chegada das nossas férias, e nosso voo para os EUA cancelado, a gente focou em curtir por aqui. Teve passeio pra uma fazenda de abóbora, teve turismo na cidade, teve viagem com poucos amigos pro meio do nada. Começamos as férias na Juckerfarm, um clássico de Zurich. É uma fazenda no maior estilo Pumpkin Patch dos EUA rs, com labirinto, atividades pra criançada, abóboras pra comprar e pra comer e beber nas mais variadas ofertas. Eu fiquei na sopa de abóbora e bolo rs, mas tinha risotto, tinha purê, tinha de tudo. Foi uma tarde bem gostosa, ensolarada, e de boas pra já entrar no clima de férias. Para quem se interessar, eles tem duas localidades: uma em Uster, e outra em Rapperswil. Não paga para entrar, mas paga para as atividades infantis (e eu não sei o preço por motivos óbvios haha). 
Você gosta de abóbora? 

Carlito gosta! 

Também aproveitamos nossos dias por Zurich para seguir explorando a cidade, resolvendo coisas de casa, tomando café em lugares gostosinhos e aproveitando os dias bonitos que fizeram pra agraciar a nossa mini staycation.
Bahnhofstrasse, a rua do comércio chique em Zurich

A luz do dia em Niederdorf, a cidade antiga de Zurich

Eu não resisto a uma bela floricultura

Passear com Carlito na garupa, uma das maravilhas de 2020

Na segunda metade da semana de férias, rumamos para o Graubünden, o maior cantão suíço, e que guarda lugares muito preciosos. A nossa ideia era simplesmente ir pro meio do nada, curtir uns dias de dolce far niente, fazer umas caminhadas, comer coisas gostosas e fazer tudo isso com alguns amigos. Com outro casal, alugamos um apartamento em Brigels, uma vila no meio do nada, e sem muito o que fazer nessa época do ano rs. Melhor decisão: a estadia foi super barata, a paisagem era linda, e de quebra, ouvimos romanche, o quarto idioma oficial suíço, falado somente por 20 mil habitantes do país. Brigels calhou de ser uma vila onde o romanche é oficial. A língua é uma mistura esquisita de alemão, com frances, italiano, latim e alemão rs. Impossível. 

Nossos dias por lá foram recheados de muito nada mesmo rs... muito jogo de baralho, caminhadas pelo mato, curtindo a piscina aquecida, comendo queijo e chocolate. 
Uma rua qualquer em Brigels

A vista da nossa janela: um quadro

E outra rua qualquer um Brigels. Uma pintura! 

Um dia reservamos para fazer um hike até o Val Frisal, um vale no alto das montanhas. A trilha toda durou cerca de 5 horas, ida e volta, mas foi beleza do começo ao fim. Ao todo, andamos cerca de 17km, e eu foquei inteiramente em curtir o meu entorno, já que acabei esquecendo o telefone em casa. Deixo aqui umas imagens da internet, que fazem alguma justiça a um dos lugares mais bonitos em que já estive. Recomendo DEMAIS esse hike! (e se eu fiz, quase qualquer pessoa sedentária faz rs). Inclusive, nos links aí das fotos tem dicas para fazer o passeio :) 

A trilha começa assim, bem facinha... depois da umas complicadas, mas nada grave. Carlito foi e voltou tranquilamente, e eu também rs. Imagem do Travelstory.ch

E sim, quando você chega no Val Frisal, ele é assim. Só que ainda mais bonito! Absurdamente lindo esse lugar. A imagem é do Surselva

E mais uma vez, nem só de viagem vive essa menina. No meio da semana de férias, recebi uma mensagem muito boa da minha chefe: meu contrato foi, novamente, estendido. Eu até hoje não tenho uma vaga de emprego permanente. Meu contrato, já há mais de dois anos, é temporário, e foi sendo renovado. É claro que eu quero muito uma vaga permanente, e esse ano eu tinha me prometido que se não conseguisse me efetivar lá, eu ía procurar outra coisa. Mas veio corona, o cenário é outro, as dificuldades são muito maiores, e quando a minha chefe propôs renovar de novo meu contrato (que acaba em 31/12) para o ano que vem, nem pensei duas vezes. Aceitei. Tinha umas questões com o RH que ainda colocavam algumas incertezas, então foi muito bom quando chegou essa notícia. Estouramos até um champagne rs... 

E assim passamos mais um mês nesse eterno dia da marmota que é 2020. Se eu não aparecer por aqui tão cedo, fique aí registrado que se a gente se distrair demais, a próxima aparecida nesse blog vem acompanhada da Simone e a infame pergunta: Então é Natal, e o que você fez? 

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