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As férias

As vezes eu acho graça falar das "minhas férias", porque né... eu nem trabalho rs. A real é que a gente atrela muito o conceito de férias à ideia de se matar de trabalhar antes. Mas eu estudo, ta? Esse semestre foi bem doido: teve curso de alemão, teve pós graduação (que segue firme e forte semestre que vem), teve trabalho voluntário, e a real é que eu to até cansada. Então é ferias SIM! 

O blog periga ficar meio caído nas próximas cinco semanas, porque não é só férias, mas sim as maiores férias que já tirei na vida hehe. No segundo semestre teremos grandes mudanças, coisas que mais pra frente contarei com detalhes, e achei que para fechar um ciclo e se preparar para o próximo seria interessante tirar umas férias bem longas e gostosas, com menos to dos e mais to feel, cheia de família.

Mas vamos aos planos, né?
Amanhã embarco pela primeira vez num voo da Ryanair (oremos) para uma rápida passagem por Mallorca, uma das ilhas que eu tenho mais vontade de conhecer na vida. Serão somente 3 dias, mais uma vez no esquema bem low budget, mas imagino que suficientes pra tomar muito sol e sangria, e se apaixonar para querer voltar. Mal posso esperar!
Foto tirada daqui
Voltamos quarta a tarde para 24h depois embarcarmos rumo a Minneapolis, onde pegamos Baby e depois seguimos para 10 dias com a família de Mati na California. 
Nossos dias por lá normalmente são assim :)
E então, depois de voltar para Minneapolis e deixarmos Baby, voamos para meu Brasil <3 Eu to que nem aguento de ansiedade para voltar a SP, estar com a família e amigos, comer todas as comidas possíveis, amar todas as minhas pessoas. Inclusive, só de pensar nisso fui olhar umas lembranças, e segue aí uma surra de São Paulo pra já entrar no clima <3
Avenida São Luis, meu amor maior

Edifício Louvre - ainda morarei lá 

O fim do dia lá é assim <3

Meu teatrão

E essa que foi a minha vista por 10 anos. Saudades sem fim

O dançarino e o polícia no Ipiranga
E, como vocês sabem, eu to longe de ser ryca, rs... então essa viagem conta com várias escalas de mais de 10 horas, conta com umas fuleragens e tal, mas vai ser maravilhosa. Em breve venho contar os causos aqui, mas para quem quiser acompanhar pelo instagram, @gabitrentino ;)
Toca esse sino, SP, que eu to chegando

* 8 on 8 * Favoritos

O tema do projeto fotográfico desse mês a princípio era super fácil. Favoritos. Os nossos favoritos. Tema aberto, qualquer coisa que entre pra sua lista de favoritos. Com essa primavera lindíssima que ta rolando em Berna, eu nem pensei duas vezes. Peguei a câmera e saí fotografando os meus favoritos em 8 meses morando aqui. Meu prédio favorito, jardim favorito, estátua favorita. Fotografei minha viagem de trem favorita aqui (cara, ir pra Lausanne de trem é um desbunde), e assim foi. 

Mas eis que, passada a euforia de aniversário, de terça pra cá eu não conseguia pensar em mais nada: estou indo pro Brasil, pra minha São Paulo amada. Amanhã, a essa hora, estarei voando. E foi assim que eu resolvi mudar tudo. Minha cabeça não sai de SP, e não precisa sair mesmo... Eu simplesmente fui fuçar nas minhas fotos e achar as minhas oito imagens favoritas dos meus lugares favoritos na minha cidade do coração. 

São Paulo, eu te amo com todas as forças. Mal posso esperar pra te reencontrar. 

* * *


Das coisas que não sentirei falta #2

Ter que ter um carro. 

Eu andei e vivi muito bem em SP sem carro por 8 anos, e confesso que naquela época vivia desejando ter carro, principalmente nos dias de chuva, ou quando o ônibus demorava mais de meia hora pra passar. Depois minha mãe deixou um carro no apartamento e eu e meus irmãos dividíamos. Eu usava somente para ir trabalhar, mas não precisava exatamente. Era uma comodidade que eu tinha, porque o trabalho me dava uma vaga de garagem de graça. 

E então fui trabalhar no ABC. Ter um carro virou uma necessidade, pois minha empresa ficava numa área industrial afastada. Na época eu comecei a querer ir morar sozinha e o fato de ter que ter um carro brecou meus planos. Eu não conseguiria naquele momento comprar um carro e mante-lo, e ainda mater uma casa, tudo sozinha. Fiquei frustrada. E apesar de não gostar muito de dirigir, a ida ao ABC era bem sossegada, 25 minutos da minha casa, sem trânsito. 

Quando mudei de emprego e fui pra Alphaville a necessidade se manteve, mas a qualidade de vida foi pro brejo... O trânsito pra Alphaville é um inferno, e ainda por cima passei a pegar estrada todos os dias. Do meu apartamento antigo, a viagem para o escritório nos confins de Santana de Parnaíba podia demorar até 2 horas e meia, dependendo do trânsito. Teve dia de demorar 3 fucking horas!!!!

Comprei meu próprio carro quando eu e meu irmão deixamos de dividir apartamento e eu vim morar com Mateus. A distância melhorou, passei a demorar em média 45 minutos no trajeto, mas 45 minutos bem estressantes. Além disso, um carro é um dependente que você não declara no IR. Eu comprei um carro popular usado, simples, que demandasse menos despesa possível, mas de algumas coisas não tem como fugir: 
- seguro, em torno de $1900
- IPVA, em torno de $830
- licenciamento, em torno de $120
- troca de óleo a cada 10 mil km (em torno de $350)
- gasolina - aqui em SP você não encontra por menos de 3,29 o litro, sendo que o teto é o limite. Em Alphaville sai por 3,79. O álcool anda saindo mais em conta, mas roda menos, então nem sempre vale a pena.
- vaga de garagem - $80 subsidiado no trabalho, $250 o aluguel mensal no prédio em que moro. 
*despesas de um Fox 2008, para um perfil como o meu

Ainda tem outras coisas, como lavar o carro de vez em quando, né, e o pedágio de todo dia até Alphaville ($7,40 todo dia). E as multas, né. Porque em Sp da pra levar tanta multa que esse mês perdi minha carteira (em minha defesa digo que não sou barbeira, mas esquecida. Furei o rodízio várias vezes, e esqueci que a marginal tinha reduzido o limite para 50km/h e na primeira semana da nova velocidade tomei 2 multas lá, rs). Deu pra sentir o drama?
Vendi meu carro. O valor foi um pouquinho menos do que eu queria, mas valeu a pena porque estava virando o mês e eu não tive que pagar estacionamento para julho. Se por um lado eu fiquei satisfeita de me livrar dessa despesa ambulante, por outro me deu peninha. Meu carro era uma belezinha! Cuidadinho, eficiente, e nos dias de chuva queria abraçar ele, por me levar de uma garagem à outra, sempre com o pé sequinho (e tem coisa pior do que ficar com o pé molhado de chuva?). Além do que, devo dizer que me senti muito orgulhosa de ter comprado um carro com meu dinheirinho, coisa de adulto, sabe? hahaha.

Mas por mais que ter carro tenha suas vantagens, e seja bem interessante numa cidade como São Paulo, é terrível TER QUE TER um carro. E dessa necessidade, dessa dependência, eu não sentirei falta. O transporte público na Suíça é famoso por sua qualidade e eficiência. Com o pé molhado a gente acostuma. 

Das coisas que não sentirei falta #1

Faz 5 graus na rua. Faz 8 graus dentro de casa. 

Sai água gelada da torneira. Tirar a roupa pra tomar banho é considerado tentativa de suicídio pela polícia. Lavar o rosto de manhã é como entrar num lago congelado. A cama, que deveria ser um lugar quentinho, é uma pedra gelada na qual a gente deita. 

Definitivamente não sentirei falta de andar pela casa com calça, meia, casaco e toca. 
E nem de me sentir assim ao lavar louça

Por aí!

Nas minhas últimas andanças visitei mais alguns lugares em SP. Nunca é tarde para encontrar lugares que desconhecia, e visitar aquele antigo que já estava no radar, né? Eu gosto de conhecer lugares novos, embora tenha a mania de ficar repetindo lugares queridos, então gosto de celebrar aqui os experimentos. Seguem os dos últimos tempos. 

Tan Tan Noodle Bar
Mais um restaurante novo em Pinheiros, a área mais quente de SP no quesito gastronomia. Fica na Fradique Coutinho, entre a Arthur e a Rua dos Pinheiros. Ambiente descoladinho, mesas na calçada, música pop. Comi de entrada uma porção de guioza, e de principal fui num macarrãozinho noodle mesmo. Estava tudo muito gostoso. Os preços não eram super salgados e a porção é beeeem servida. O amigo de Mati que estava junto já morou no Japão e disse que estava tudo muito original, sabe. 
O noodle que eu comi era tipo esse, mas com peito de frango
Mil Plantas
Uma loja que vai levar qualquer pessoa que tenha o mínimo apreço por flores e plantas à loucura. Recebi indicação de duas pessoas diferentes, e na hora de organizar o casamento, foi lá que resolvi as flores e o buquê. Acabei comprando também plantinhas pra minha casa. Tem todos os tipos de planta que você possa imaginar. Uma estufa maravilhosa, e também uma área refrigerada para manter as flores frescas. Sério... Eu gostei tanto da loja que voltei lá algumas vezes para escolher plantas, e uma só pra olhar mesmo. Tem vasos de todo tipo, pratos, itens de decoração, é uma coisa. Eles tem um corner dentro do Ceasa, mas a loja bafo mesmo fica do outro lado da avenida, atrás da Cobasi. Aqui no site da pra fazer um tour panorâmico. 
Um pedacinho inho da loja
Terraço Italia
Um item da minha lista de "to do" pré mudança. Subimos ao piano bar. Eu nem sabia, mas a subida é gratuita. Óbvio que chegando lá eles esperam que você consuma, e fazem uns drinks bem bons porém caros. Tem também o mirante, que entendo que seja a céu aberto, mas não fomos. Demos o azar de o dia estar meio nebuloso, então a vista foi meio prejudicada. Ainda assim, SP é incrível vista de cima. Ficamos ali quase 1h, identificando prédios: a Santa Casa foi o que me deixou mais intrigada, demorei a reconhecer. Eu sou apaixonada por SP, mesmo ela sendo feiona, rs. Mas fiquei pensando o que passa na cabeça dos gringos quando veem essa imensidão de prédios, né? Eu sempre gostei de subir nos pontos altos das cidades que visito, e devo dizer que acho que em todos os lugares que fui, a vista lá de cima era mais verde (menos Cuba, agora lembrei). Nossa SP é meio marrom, bagunçada, mas... é nossa <3

Ovo e Uva
Esse daqui foi um achado sem querer. Sexta-feira eu queria ir ao Suri, um restaurante peruano aqui em Pinheiros que tem um ceviche muito do bom. Mas ai andando pela rua, antes de chegar no Suri, avistamos esse belo galpão, pé direito alto, decoração bacana e percebi que era um desses wine bar (essas novidades que o povo vive inventando, rs). Como a prioridade é sempre conhecer algum lugar novo, ficamos por lá. A carta de vinhos é obviamente bem variada, e entendi que no happy hour eles servem vinho por taça e com preço amigo. Comemos de entrada um bolinho de cogumelo com queijo da serra da canastra que estava uma delícia. De principal eu fui te steak tartare que estava bom, e Mati foi num fettucine com ragu de costela que estava divino, cheiroso e bonito #invejei.
Uma fotinho da Veja. Ambiente bem legal, né?
Gostei muito do lugar, os preços são ok - nada em SP é barato, gente, não tem jeito. O serviço bom, rápido para o tanto de gente, enfim. Um achado. Fica na Mateus Grou.

Nem parece, mas falta 2 meses pra gente ir embora, e o tempo está voando. Espero que nesses 60 dias eu consiga tirar o melhor de SP, ver coisas que ainda não vi e matar saudades das que tanto gosto. Tem que aproveitar enquanto dá, né? 

Beco do Batman

O Beco é um dos cantos mais célebres da Vila Madalena. Desde os anos 80 que artistas pintam grandes murais nas paredes de uma viela, e a comunidade no entorno ajuda na manutenção do espaço. Não sei quando começou a ser assim, mas hoje em dia, a cada dois, três meses, tem arte nova por lá. Até uns anos atrás era meio underground, mas hoje está super na rota de atrações paulistanas e vive cheio de turistas e de blogueiras fotografando look do dia, rs. 

Esse domingo eu quis tirar o dia pra bater perna na Vila Madalena. Eu gosto muito de arte de rua, grafite e pichação e a Vila é um lugar ótimo pra isso. Começamos subindo a Inácio Pereira da Rocha, que tem alguns painéis. Por ali tem um grande cemitério, com vários políticos e artistas enterrados, além de esculturas bonitas. Demos uma olhada - em respeito a um item da lista - mas logo saímos dali porque definitivamente, xeretar cemitério não é pra mim (inclusive, botei na lista porque nunca tinha ido em cemitério aqui em SP, mas não preciso ir mais, haha). 

Descemos pra Rua Harmonia, onde tem a entrada da frente do Beco do Batman e aí é só beleza. Tem muita coisa bacana, desenho de artistas consagrados, como Paulo Ito, grafites com temática política, outras mais abstratas, tem de tudo um pouco. Pra quem está em SP, eu acho a Vila um baita programão. Tem muito restaurante gostoso, bar tranquilo, lojinhas legais, arte na rua e o Beco. Fica a dica e algumas fotos.
Um dos meus murais favoritos



Arte em progresso
#ViajoSozinha


Quatro meses pra explorar SP

O tempo está voando. Eu mal aprendi a escrever 2016 nos formulários da vida, e já estamos encaminhando pro fim de março. E está me dando uma gastuuura que eu estou muito ansiosa pra saber como vai ser minha vida na Suíça, mas eu sinto que meu tempo está apertando e tem muita coisa pra eu ver, matar a saudade, amar e aproveitar em São Paulo. Eu amo essa cidade zoneada, caso não tenha dado pra perceber, rs.

Pra aproveitar esses meses que nos restam, eu e Mati fizemos uma lista do que queremos fazer em SP. Vou colocar aqui porque algumas dessas coisas são bons programas pra quem quer aproveitar a cidade - outras são programas de índio mesmo, rs, mas fiquem a vontade. 

* Bar do Bin Laden - boteco imundo no Anhagabaú. Andar por esse pedaço é pura história, as construções são lindas, e eu quero acabar tomando cerveja num boteco sujo, coisa que adoro. 

* Fazer o tour pelos Cemitérios da Consolação e do Araça, onde tem muita gente importante enterrada e várias obras de arte. 

* Comer coxinha do Veloso - Eu já comi várias vezes, morava lá do lado. Mati nunca foi. E sim, eu quero me refestelar de coxinha antes de ir embora
* Parque Burle Marx - Tendo em vista que Roberto Burle Marx foi um renomado paisagista, responsável por alguns jardins bonitos e famosos do Brasil, suponho que o parque seja bonito. As fotos que vi me dão uma ideia linda, e quero ir numa manhã de sol para tirar fotos bonitas. 

*Brunch do Emiliano - Esse é um passeio clássico e chique. Reza a lenda que é uma orgia gastronômica sem precedentes. O problema é que é CARO. Eu e Mati estamos esperando alguma ocasião pra comemorar e justificar os reais que ficarão por lá. Mas não conheço ninguém que tenha se arrependido. 

* Casa de Vidro - É a casa projetada pela arquiteta Lina Bo Bardi, a mesma que projetou o Masp. Ela foi pioneira, construiu sua casa numa época que o Morumbi era só mato, e fez um projeto de babar, super integrado à natureza. Os horários da casa são péssimos, somente durante a semana e em horário comercial. Mas de novo, tenho certeza que vale muito a visita. 
Da pra acreditar que é SP?
* Feirinha de Embu das Artes - Embu fica logo depois de São Paulo, coisa de meia hora daqui de casa, se o trânsito não desgraçar. A feira é super famosa, com muito artesanato, antiguidades, artes, coisas legais de casa. Sei que não vamos comprar nada pra casa, mas o que escuto é que a atmosfera de lá é uma delícia, e os olhos se esbaldam nas artes. 

* Bar da Dona Onça - fica debaixo do Copan, no meu pedaço favorito de São Paulo, e só isso é motivo pra eu ir lá demais até me mudar. Eu adoro o bar, o menu, as caipirinhas, as pessoas que frequentam, é tudo gostoso. Mati não conhece. Mais um motivo para irmos bastante. 

* Brunch da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano - não sei se falei, mas adoro brunchs, haha. Esse é outro concorrido, e o lugar também é lindo. Não é tão salgado como o do Emiliano, o que me faz pensar que estou comendo bola de já não ter ido há tempos. 
Fora o sossego que esse lugar transmite, né?
* Memorial da America Latina - um passeio que fiz várias vezes com minha mãe na infância. Na vida adulta fui numa festa lá, e devo dizer que pouco me lembro, mas tinha tequila envolvida. Mas da infância trago lembranças de painéis muito bonitos de arte, várias obras coloridas, tapetes ricos, e quero voltar lá. O espaço também me interessa, é projetado pelo Niemeyer. 

* Pinacoteca do Estado - um dos principais museus de SP. Tem sempre exposições interessantíssimas rolando, sempre com filas. Mas independente de exposição, o acervo fixo tem fama de ser muito rico, e ainda tem um café que diz Mati ser bem gostosinho. Fica na região da Luz, outra região que eu acho apaixonante. 

*Terraço Itália - Acho um fiasco eu nunca ter ido no icônico prédio de São Paulo. Eu adoro ver as cidades de cima, e sempre que visito algum lugar, busco ir em algum ponto alto, o que faz ser ainda mais fiasco que eu não conheça. Mas conhecerei. Coming soon. 

* Mocotó - restaurante de comidas típicas brasileiras na zona norte. Todo mundo fala maravilhas de lá, só que as filas são sempre desencorajadoras. Porém quero. 

*Beco do Batman - Cantinho famoso do grafite paulistano. Fica na Vila Madalena, na rua Harmonia, próximo ao cemitério. Eu já levei um monte de gringo lá, menos adivinhem quem? Isso mesmo, O gringo. 

* Jardim Botânico - Ali pra zona sul de SP tem um tantão de natureza: Zoologico, Simba Safari, Parque do Estado e o Jardim Botânico. O Zoológico e o Simba Safari eu fui quando era criança e depois adolescente. O Parque do Estado eu passo desde a história do maníaco do parque. Mas o Jardim Botânico quero ir. É super bonito, e uma amiga fez um picnic lá e adorou. Gostei da idéia, e em breve quero botar meus queijos e meus vinhos da cesta e me jogar pra lá. 

Será que dou conta de matar essa lista? O tempo urge e a sapucaí é grande, mas eu sambo pra caramba haha. Em julho volto pra contar. 

Batendo perna em Pinheiros

Pinheiros é meu bairro aqui em SP. Um bairro por onde eu andava muito pouco até alguns anos atrás, mas que só me faz cativar cada vez mais. Por aqui você encontra de tudo, é muito pedestre friendly, tem a melhor ciclovia da cidade (a da Faria Lima), um parque lindo, algumas praças bonitas, muuuitos restaurantes bons - inclusive alguns de chefs badalados, bares, enfim, rende um belo caldo. 

Com alguns afazeres na agenda, sábado saímos batendo perna por aí, pra tentar adiantar a vida. Acabou que não resolvemos tudo, mas passamos por alguns lugares deliciosos desse bairro. 

Pra começar o dia com energia, passamos pelo Brigadeiro Café. Esse lugar é puro charme, e fica aqui na frente da minha casa. Além do óbvio brigadeiro, que é maravilhoso, tem sanduiches, sorvetes, café, pão de quejo, saladas, sopas e uma empanada de espinafre de comer chorando. As vezes quando eu faço home office gosto de ir ali almoçar um wrap de frango ao curry, ou um bagel de salmão defumado. Minha única reclamação: é CARO. Por isso, vou menos do que gostaria. Mas era sábado, dava pra ser um pouco indulgente, rs.
Foto do Guia da Semana
De lá seguimos até o Largo da Batata, e subimos a Cardeal. Estávamos a caminho da Kalunga, mas no meio do caminho vimos uma ruazinha, chamada Irmão Lucas. Uma rua só de casas fofas, uma mais coisinha que a outra. Eu fiquei com muita vontade de morar ali. Ficamos ali admirando as casinhas, escolhendo a nossa favorita. De quebra, tinha uma arquiteta na rua fotografando as construções, e deu uma aula pra gente sobre o que fazer e o que não fazer quando se está construindo uma casa. Adoro essas pessoas!
Uma das minhas favoritas
Depois da Kalunga pegamos a Fradique Coutinho sentido Vila Madalena. Além de várias lojinhas interessantes que tem por ali, sábado é dia de Feira Livre. Eu adooooro uma feira. Adoro as cores, os cheiros, as pessoas. Adoro comer pastel com molhinho, experimentar coisas, pechinchar preço, é uma beleza. Devo dizer que não vou com frequência, e acho que até por isso ir à feira pra mim é muito menos um compromisso de rotina, e mais um programa feliz. 
O cheiro dessa banca, gente... Cheirinho de tempero bom, sabe?

E as cores das bacias?



Vontade de levar tudo pra casa... Legumes, temperos e flores!
Paramos ali pra ver gente e tomar água de coco. Eu adoro ver a interação entre feirantes e fregueses na feira. ADORO! Rola toda uma intimidade entre gente que tem um encontro marcado toda semana, sabe? Essa feira pega uma quadra da Fradique e depois sobe a Aspicuelta, rua famosa dos bares da Vila. É bem grande, tem de tudo: legumes, frutas, verduras, flores, artesanatos, peixes, temperos, queijos, frios em geral, tudo que você possa precisar. 

Nessas alturas já tínhamos feitos tudo o que dava pra fazer da nossa lista, voltamos em casa pra deixar as compras e resolvemos continuar na vibe de explorar a vizinhança. Seguimos andando até o Mercado de Pinheiros. Além dos boxes pra comprar carnes, peixes e vegetais, agora o mesanino ta cheio dos bares. Inclusive uma filial do famoso Mocotó. 
Foto tirada do site da Prefeitura
A nossa idéia era comer um ceviche, mas estava A fila. Foi assim que descobrimos que o Mercado de Pinheiros está na moda. O Mocotó também estava com uma fila assombrosa. Resolvemos andar até o Ambar Bar, um novo bar de cerevejas artesanais que abriu por aqui. Alias, parenteses necessário: {Pinheiros é a meca paulistana pra quem gosta de IPAs, Pale Ales e afins. Tem aqui o Empório Alto de Pinheiros, a Brewdog, Delirium Café, Cervejaria Nacional, Choperia São Paulo, Salumeria Tarantino, o Ambar, entre outros que não conheço.Todos esses bares com torneiras de chop artesanal, nacionais e importados}. Mas o Ambar estava fechado :(

Então fomos pela Rua dos Pinheiros, e resolvemos comer nosso ceviche na La Cevicheria, um restaurantinho peruano, que me parece novo. É num esquema mais informal: você vai ao balcão, pede, paga, e eles te levam o prato na mesa. Tem uma variedade de comidinhas peruanas, pisco, cervejas. Eu comi um ceviche de pescado no molho clássico, e estava gostoso mas poderia ter mais molho. Mati comeu um misto, com peixe, lula, polvo e camarão, e teve a mesma opinião: gostoso, mas faltou molho. O preço é quase caro - como tudo em SP - R$25 o ceviche de pescado, R$28 o misto. 

Como o dia estava bonito e tinha energia sobrando, seguimos pra outro canto de SP, sobre o qual falarei outra hora. Mas e aí, animou pra vir me visitar em Pinheiros? Comida boa, lojinhas gracinhas e gente interessante pela rua. 
Largo da batata, pelo Coletivo Teatro Dodecafônico

Não teve nada, mas teve tudo

Esse final de semana foi um daqueles. Eu cheguei no fim de domingo achando que tinha passado sossegada, e de repente, fiz as contas e me dei conta que ele foi deveras movimentado, rs. 

Fomos conhecer um restaurante novo, o mexicano El Mariachi. Fica na Rua dos Pinheiros, que é recheada de restaurantes bons - e alguns nem tão bons assim. Esse é bem autêntico, comida gostosa, preço OK (sempre considerando que em São Paulo até comer milho na rua ta pela hora da morte). De entrada fomos de nachos com guacamole, e depois comi tacos que estavam divinos. Os amigos comeram carnitas, e além de estar deliciosa, estava bem no clima mexicano, com a tortilla no potinho marrom. Por óbvio tinha mariachis no salão, que é bem simples, com cadeiras de madeira e toalhinhas vermelhas. Gostei muito, e fiquei feliz de ir em algum lugar novo.

Comecei a assistir a 4ª temporada de House of Cards. Eu sei que essa é batida, todo mundo já viu e tal, mas não me canso de AMAR essa série. É boa demais! Só foram 2 episódios por enquanto, porque quero saborear ela aos poucos, já que depois só ano que vem. Quem ainda não começou, se faça esse favor e assista. Qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência, mas caso você esteja bem atoa aí no seu sofá e já tenha visto a série, faça esse teste aqui.

Domingo de manhã eu me animei e resolvi fazer panquecas, aquelas de café da manhã americano. Abri a primeira receita que apareceu na internet (essa), vi que tinha os ingredientes e voilà. Não ficou bonitinha que nem essas da foto, rs. Não aprendi ainda a deixar elas bonitas. Mas gente, ficaram tão, mas tããããão fofinhas, que fiquei até com dó de comer. Queria mandar lá pra casa da minha mãe pra ela ver que eu já aprendi a cozinhar alguma coisa hahaha. Fica aí a dica pra quem quiser fazer panquecas: siga essa receita, ela dá certo MESMO.

Mr. Red nos deixou :(
Depois de meses de carinho, amor e diversão, nosso peixinho partiu. Na sexta-feira a noite percebi que ele estava mastigando alguma coisa, e me dei conta que eu não tinha dado jantar pra ele ainda. Fui ver, e tinha formigas mortas boiando na água do aquário. Ele comeu as benditas formigas, que foram xeretar sabe lá o que. Troquei a água rapidinho, mas ele já tinha comido. Sábado ele acordou amuado, não quis comer, e sua cor já estava diferente. De noite, percebi que ele nem reagia mais ao toque no aquário, e estava quase branco. Meu peixinho cor de fogo estava indo embora. Eu chorei de tristeza. Sábado ele não acordou, e já estava branquinho. Demos a ele um funeral bem digno, falamos coisinhas bonitas, e bebezinho disse que "love Mr. Red very much". Agora ele descansa em paz num cantinho do jardim do prédio.

Fiz a modelo e vesti as roupas que eu to querendo passar pra frente, pra Mateus fotografar. Como contei, estou firme no desapego. Ontem mesmo fotografamos, fiz o blog simples e joguei a ideia no ar. Algumas fotos, depois olhando no computador, não ficaram boas e terei que refazer, por isso acabei colocando menos coisa do que o planejado a venda. Mas é o começo, né? Em junho vai ter até carro por lá, rs. Também ontem de noite dei uma scaneada mental no meu armário, e identifiquei outras coisas que vão entrar na lojinha. Já tem gente interessada em algumas coisas, e o feedback tem sido bem legal :)

Por fim, a mais doce das tarefas: sábado fomos ao cartório nos habilitar para o casamento. Yes, I am a bride to be. Desde que fomos morar juntos, tinhamos certo que em algum momento deste ano casaríamos. Com a mudança se concretizando, quisemos reunir as famílias, celebrar a união, e ter um momento nosso pra lembrar antes de mudar. Em 54 dias, estaremos juntos de nossos familiares, numa celebração que está sendo planejada pra ter a nossa cara, e que vai ficar pra sempre na nossa memória. E eu mal posso esperar <3

We are folia!

E aí que ano passado passei o Carnaval em SP e gostei. Gostei mais ainda da sensação de sair destruidérrima do bloco e tomar banho no meu chuveiro, dormir na minha cama e acordar no aconchego do lar. Logo, nada mais justo que repetir a dose, né?

A verdade é que eu AMO carnaval, mas to meio veia. Sendo assim, fiz um esquema bem delicinha de revezar carnaval com descanso. Baguncei dois dias, e nos outros dois aproveitei o tempo livre pra relaxar, me recompor e lembrar dos avanços da idade.

Sábado sai endiabrada pelos blocos da vida. 
O Confraria do Pasmado, meu bloco favorito da vida, sai da porta da minha casa. Acordar com a bateria afinando o samba é um convite ao pé na jaca. E esse ano ficou tanta gente em São Paulo, que a gangue tava muito completa. Tinhamos nosso próprio estoque de cerveja, chup chup de vodka e banheiro limpinho lá de casa. Perfeição!
Bateria do Pasmado é amor
De lá seguimos pro Bloco do Magal, na Vila Mariana. A ideia era ótima, mas devo dizer que estava tão, mas tããããão cheio, que foi estilo procissão. Um mundo de gente andando sem música, rs. Não vi Sandra Rosa Madalena, muito menos vi o sangue dele ferver por mim. 

Domingo foi dia de descanso, passear com bebezinho, comer bem, reencontrar alguns amigos, repor as energias. Aproveitamos para conhecer o Forquilha, um restaurante italiano com drinks excelentes pertinho de casa. Comi uma lasanha deliciosa, e me senti gente de novo. 

Segunda botei o gringo pra fazer churrasco em casa. Ele arrasou! Parecia um gaúcho no comando dos espetos hahaha. Foi um esquenta poderosíssimo pra depois sair pro Bregsnice, um bloco de músicas bregas em tom de axé que tomou a Faria Lima. 
To sofrendo, gente
Teve muita dança, muito confete e muita catuaba. Haja amor. Caiu uma chuva, mas uma CHUVA daquelas. Com ventania, raio e baldada divina na cabeça da galera. Mas o que a gente fez? Isso mesmo. Dançou na chuva, rebolou na chuva, cantou Vando e Reginaldo Rossi, e depois ainda perambulou pelas ruas de São Paulo até a pilha acabar. 

E então acabou. E foi incrível. E foi demais. Te amo Carnaval. Te amo SP. 

Chegou a sexta-feira

Novembro passou como um borrão pela janela do carro... voando! Começou no calor maravilhoso do Rio de Janeiro, passou por Cancun e acabou em Santiago do Chile. Entre uma coisa e outra, me matei de trabalhar, comi feito uma esfomeada, comprei presentes e minha primeira árvore de Natal. Eu queria agitação, e isso novembro me deu de sobra!
Falando nos acontecimentos do mês, vou fazer um bate bola aqui, porque preciso sentir que rendi. Se rendi mesmo, sei lá, mas eu fiz algumas coisinhas:
- comecei meu curso de excel online. Não terminei ainda, mas começar ~já é o começo~ neam?

- li pouco, mas terminei um livro pendente, e agora já estou na metade de outro. Sigo relendo livros meus antigos, que precisarei doar em breve porque está faltando espaço em casa. Agora é a vez dO Livreiro de Cabul, e estou tão impressionada como estive da primeira vez que li. 

- Eu morro de vontade de ter um cachorro. É uma vontade que me mata desde a infância, mas com a rotina corrida que temos seria bem irresponsável ter mais um ser que depende tanto da gente. Se já esperei 29 anos, terei que esperar mais um pouquinho. Mas eu queria ver a família crescer, e procriar não está na minha lista de afazeres do momento. Assim, encontramos o 4º integrante da nossa animada família:
Welcome Mr. Red
- em termos de exploração de SP, não fiz muita coisa. Pedalei bastante por Pinheiros, mas não consegui sair muito disso. Por outro lado, no quesito conhecer bares e restaurantes novos, fiz algumas boas descobertas. Perto de casa abriu o Bonagastro, um restaurante LINDO, num salão de chão de madeira por dentro e coberto de heras por fora, e que prega a gastronomia simples (e com preço justo). Comi uma pasta com frutos do mar que estava delíciosa - e eu nem sou chegada em camarão, heim. Recomendo muito! Também fui ao Zucco, no Jardins, com uma amiga. O ambiente é bem chic, cheio das senhoras finas da vizinhança, o atendimento é refinado e gentil. Errei na escolha do prato, e acabei detestando a comida (uma massa fina recheada de burrata - super enjoativa!). A minha amiga comeu um gnocchi que tava bem bom, mas saí frustrada com os reais gastos, rs. Fomos também conhecer uma taqueria nova que abriu na Augusta, chama Chicano Taqueria. Achei beeeeem gostoso! Diz Mati que é bem estilo das taquerias da California, comandadas por mexicanos. Comi tacos de frango e estavam muito saborosos, Mati comeu burritos e ficou feliz da vida. Por fim, dividimos churros e mel delsssss... Churros é sempre bom, né? Não tem erro. 

- também andei cozinhando em casa, gente... Olha o milagre aíí meu pooovo! Eu sou a rainha das receitas for dummies, e nada do que eu faço leva mais de 10 minutos. Outro dia fiz essa carne com shimeji, facinha, rapidinha e morri de orgulho porque ficou boa demais. Relevem a descompostura do prato, porque eu to aprendendo a cozinhar, mas cozinhar bonito é um nível extra, que ainda não alcancei. 

- viajei bastante, né. Na maionese, e na estrada mesmo! Fui pro Rio de busão, fiz uma correria vapt vupt por Cancun, e no momento vos escrevo de Caxias do Sul! How bizarre... Mas eu queria falar mesmo é de Santiago. Lembram que contei aqui que aproveitei uma passagem do Decolar? Pois é. Semana passada foi Thanksgiving. Mati trabalha no calendário americano, e assim teve quinta e sexta off. Eu em tese não teria, mas como viajei pro Mexico numa sexta a noite, consegui as folgas pra compensar. E foi assim que quinta-feira passada nos enfiamos em mais essa aventura. Foram 3 dias intensos, renderam pra caramba e, em breve, vai ter muito Santiago por aqui!

Estamos em Dezembro, a sexta-feira do ano! O mês mais reflexivo e divertido! Acho que todo mundo em dezembro da aquela paradinha pra pensar no que fez, e no que quer fazer, né? Eu gosto muito disso. Mas gosto ainda mais das confraternizações, dos abraços, dos happy hours, das reuniões daqueles que tentam se reunir o ano todo, mas que em dezembro fazem todas as concessões e fazem acontecer. 

Bom dezembro pra você <3

Quer pagar quanto?

Longe de mim que este blog vire o programa do Celso Russomano, o espaço diário de desabafo pro consumidor injustiçado, mas eu preciso falar da minha indignação com essa São Paulo cara dos infernos. 

Sábado eu tava desemxabida que estava passando o feriadão em SP e resovi fazer um dia de beleza. Fui fazer as unhas e depilar no salão perto da minha casa nova. Salãozinho de bairro, pintado de cor de rosa, com Alpha FM bombando no radinho. Entre pé, mão, meia perna e virilha, ficou R$144 reais no salão. CENTO E QUARENTA E QUATRO reais, sabe. Quando vi a comanda, minha reação foi mais ou menos assim...
Fiquei com vontade de pedir pra mulher grudar meus pelos de volta e sair correndo. Mas, né... Só de raiva comprei um Satinelle, aquele depilador elétrico da Phillips, também conhecido como instrumento de tortura moderna. Eu tenho pelo demais, depilo de 2 em 2 semanas, e não dá pra gastar 100 reais pra arrancar cabelo, né. O aparelho custou 199 reais, ou seja, se pagará em um mês. Morri de saudade de meu salão querido da Vila Mariana, onde a maior dor da depilação era quando a Sandra puxava a cera. 

Já comentei que tem estacionamento aqui em SP que tem a cara de pau de cobrar R$30 reais pela primeira hora e 10 pelas demais? Vá a merda, né. Eu tento usar o carro só pra trabalhar, já que não tenho como chegar no cafundó onde trabalho de transporte público. Mas as vezes acabo parando direto do trabalho em algum lugar, e se não tem vaga na rua já da vontade de chorar só de pensar em pagar estacionamento.

Outro dia fui com minha amiga que vai ser madrinha de casamento procurar vestido. Pois que deu vontade de chorar. Um vestido mais feio que o outro, todos com quilos de glitter, paetês e rococós, custando algumas parcelas do Minha Casa Minha Vida. Sério... Vestidos bem medonhos custando 3 mil reais. E não, não fomos nos endereços caros de SP. Vimos um basiquinho bonito, bem simples, paninho quase sem vergonha, 1350 reais. Vai se foder, né. É muito desaforo!
Ontem fui ao mercado comprar coisas básicas. Cereal, leite, suco, legumes, frios, frutas. Não peguei nenhum produto de limpeza - que esses estão todos sempre perto dos 10 reais cada coisa. 10 reais um pacote de sabão em pó, 10 reais um multiuso, etc. Não peguei nada. Também não comprei shampoo, condicionador ou desodorante, outros multiplicadores de conta. A única coisa que peguei da sessão de higiene foi papel higiênico. Pois um pacote de 4 rolos do glorioso Neve estava saindo 7 reais. A conta deu 150 dilmas. 
Neve virou coisa de um passado luxuoso e distante. Trouxe um outro lá que parecia bom e já disse a Mati que vou apresentar algo que ele nunca mais vai se esquecer na vida: papel Primavera. Entendedores entenderão. 

O litro da gasolina está custando 3,30 reais nos postos mais baratos. Do álcool, 2,10, e ambos estão pra subir. O kg do filé mignon anda batendo os 28. A conta de luz da minha casa, onde não fica ninguém durante o dia, e onde moram dois adultos e uma criança, bateu em 110, e também está pra ser reajustada. Em qualquer padaria mais próxima, 1 real compra DOIS pães. Tem condição?

Chego, por fim, a uma conclusão:

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