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Conexões: NYC e Washington

Compramos a nossa passagem para as férias com a United. Era a melhor opção de preço para sair de Zurich, ir até Minneapolis, depois para São Paulo, e voltar pra cá. O grande problema eram as conexões. Foram várias. Entre Zurich e Minneapolis paramos por 10h em NYC, a noite. Não tinha muito o que fazer senão dormir no aeroporto. Entre Minneapolis e SP tivemos outras 10h em NYC, dessa vez de dia. E depois entre SP e Zurich tivemos 12h em Washington, também de dia. E é dessas duas últimas conexões que e vou falar. 

10h em NYC 
Descemos em Newark, e o trajeto de lá pra Manhattan é bem fácil (bem mais fácil do que saindo do JFK, por exemplo). É só pegar o trem interno do aeroporto, trocar na estação final para um trem que vai direto para a Penn Station, no coração de NY. O trajeto todo dura cerca de 40 minutos e custa 13 dólares o trecho (26 ida e volta). Considerando o tempo que demoramos pra sair do aeroporto e chegar na cidade, o tempo para voltar e a antecedência com que tínhamos que estar no aeroporto (e filas de segurança no verão), sobravam 5 horas em Manhattan. Chegamos debaixo do maior calor, umidade, duro de aguentar. Como já tínhamos explorado o Brooklyn e East Side numa outra conexão longa uns anos atrás, dessa vez planejei ficar pelo West Side. O plano era andar da Penn Station até o High Line, encontrar as amigas lá, e por ele ir até o Chelsea Market, onde almoçaríamos, e depois veríamos se sobrava tempo para mais alguma coisa. O problema foi que quando pisamos no High Line, começou a chover MUITO, tipo... passando um twister em NYC hahaha. Chuva pesada, de vento, que durou horas, fechou aeroportos e causou transtornos na cidade (uma pequena ideia do que rolou aqui). Acabamos pegando um taxi até o Chelsea Market, onde passamos cinco horas comendo, bebendo e passeando. Uma pena não ter visto mais coisa, mas quem tem amigos tem tudo, e foi bem gostoso <3 
No ar, o prenúncio do apocalipse que chegaria em alguns minutos hahaha
12h em Washington
A chegada em Washington foi bem tranquila. Acho que de todas as vezes em que fiz imigração nos EUA, essa foi a mais suave. Menos fila, mais organizada. Em menos de uma hora estávamos nos preparando para sair do aeroporto. Para chegar ao centro da cidade é só pegar a Silver Line (que sai do aeroporto em forma de ônibus, e na estação Wiehle-Reston East você troca para o metrô). O custo é 11 dólares por trecho, e é bem fácil. Fomos até South Capitol Hill, e o trajeto durou uma hora e meia.
As estações da Silver Line são quase todas assim
A área de South Capitol Hill já me surpreendeu porque é muito mais fofinha do que eu esperava rs. Casinhas de tijolo antigo em que da vontade de morar, sabe? Vários predinhos fofos. Paramos numa Starbucks pra repor as energias, e então seguimos para a Biblioteca do Congresso. A Library of Congress é um desbunde de linda, e a entrada é gratuita. Você pode andar pelos salões principais, e ter uma vista do salão de leitura, onde só é permitido entrar com registro. Ainda no salão de entrada tem somente a Bíblia de Gutemberg, e eu fiquei :0 
Não é uma graça?

O Hall de entrada é tão absurdo que é difícil fazer uma foto boa... mas taí uma tentativa

Salão de leitura
Quando saímos de lá acusamos o golpe: estava muito calor, e muito úmido. Mas seguimos andando mais algumas quadras até chegarmos em frente da Suprema Corte. É possível entrar e visitar, mas como não tínhamos muito tempo, preferimos fazer uma visita mais longa no Capitólio, que fica logo em frente. No Capitólio tem visitas guiadas gratuitas todos os dias, que saem de 10 em 10 minutos e não é preciso reservar com antecedência. Você chega lá e tira uma senha. Foi super fácil e rápido. A visita foi bacana, começa com um vídeo num auditório, que mostra as raízes do Estado americano (e é uma propaganda deslavada que não teve rolar de olho suficiente rs) e termina com um passeio guiado por alguns dos salões principais. Nosso guia falava muitooo rápido, e esperava que as pessoas conhecessem bem a história americana, pois fazia referências que nem Mati entendia, imaginem eu... Acabei ficando meio cansada. Mas valeu a pena mesmo assim! 
Suprema Corte Americana
Chegando no Capitólio
E sua cúpula maravilhosa
No fim ficamos sentados por lá aproveitando o ar condicionado, e criando coragem para ir pra fora. Washington (e boa parte da costa leste) fica em cima de um pântano, o que faz a umidade do ar ser absurda. Mesmo a temperatura estando em torno dos 33 graus, que pra um brasileiro convenhamos que não é impossível, a sensação térmica é brutal. Estava muito difícil ficar andando por uma cidade de concreto naquele calor todo. Mas seguimos para um restaurante de comida chifa - uma mistura de culinária chinesa e peruana - chamado China Chilcado, e que acerto... Comi um ceviche de chorar de emoção. Depois fomos andando por uma das principais avenidas da cidade, cheia de lojas, hoteis e bares, até chegarmos na Casa Branca. Eu já tinha lido em várias situações que ela é menor do que se imagina, então acabei achando ela até grande hahaha... e tinha bastante gente na frente, tirando fotos, protestando, ouvindo música. Toda uma ceninha rolando rs.


Nessa hora aí eu já estava morta. Muito cansada, meio desanimada com a perspectiva de entrar num voo de oito horas com aquela roupa podre de suada que eu estava usando, exausta de carregar mochila, e das coisas que queríamos ver só sobrava o Lincoln Memorial, que fica há uns 30 minutos andando da Casa Branca. Resolvi capitular e seguir em frente, porque embora Washington seja uma cidade mais interessante do que eu tenha imaginado, a chance de eu voltar lá é bem pequena. Fomos andando na calçada de um parque que começa nos fundos da Casa Branca, até chegarmos meio que de frente para o Obelisco. Do outro lado há o Memorial da Segunda Guerra, e lá no fundo o Lincoln Memorial. A vista dali é aquela clássica de Washington, e bem linda. Valeu muito a caminhada! Apesar do alto verão, imagino eu que até por causa do calor, o Memorial não estava tão cheio quando eu esperava. Foi possível ver o Lincoln gigante bem de perto. Depois de apreciar um pouco a vista, estava na nossa hora de voltar pro aeroporto. Pegamos a Silver Line em Foggy Bottom, umas sete estações abaixo de onde chegamos. Por isso a volta foi um pouco mais rápida e durou uma hora. 


Só recapitulando: nosso trajeto foi South Capitol Hill - National Library - Supreme Court - Capitol - Almoço - White House - Obelisco - Lincoln Memorial. Parece que fizemos muita coisa, mas acho que se o tempo não estivesse tão quente, poderíamos até ter visto mais. As atrações de Washington são bem concentradas numa área relativamente pequena, e foi possível fazer tudo andando. Em nosso trajeto inclusive vimos outros pontos que seriam interessante de visitar, com o Thomas Jefferson Memorial, o Korean War Veterans Memorial, etc. Isso sem falar nos museus, que em Washington dizem que são espetaculares. Achei a cidade bem mais agradável do que eu esperava, mas eu acho que "ta vista". A menos que seja por outra conexão, acho difícil eu planejar uma viagem de férias para Washington. Para todo mundo que tiver uma conexão longa na cidade, recomendo demais sair do aeroporto e passear pela cidade, ainda mais se não tiver calor (ou frio) demais :)

Um dia chuvoso em NYC

Ano passado foi o ano das conexões pavorosas em New York. Em agosto eu mofei 10h no JFK, e depois passei 12h na cidade. Em outubro fomos para Minneapolis e, novamente, a passagem mais viável era através de NYC. Chegamos num sábado de manhã, e chovia :( Deu um baita desânimo, porque teríamos o dia todo pra andar, e andar debaixo de chuva é chato, né? Além do que, era a primeira vez do Mati na cidade - pois é, o rapaz é da California, já foi até pro Japão, mas nunca tinha ido pra NYC.

Mas ok, engolimos o choro e pegamos um taxi pro Brooklyn, pra casa da minha amiga Emilia. Ela mora em Carroll Gardens, uma área mega charmosa no sul do Brooklyn, um pouco pra baixo da ponte. Fomos recebidos com um brunch mara, e depois de botar o papo em dia, seguimos para a nossa andança. Nossa idéia era andar pela beira da água até a Brooklyn Bridge, e então seguirmos para Williamsburg. E assim fizemos.

Desde a minha primeira ida a NYC eu já tinha achado essa parte do Brooklyn puro charme, super fotogênica, muito gostosa mesmo. E não estava enganada. Mesmo com chuva é uma caminhada muito agradável. Se não tivesse chovendo iríamos pegar bicicletas do Citibank, que estão espalhadas pelo bairro, são ótimas, e por ali é cheio de ciclovia. Mas seguimos a pé mesmo. 
Eu e Manhattan pelos olhos dele

12h em NYC

Quando fui ao Brasil correndo no fim de agosto, acabei num voo muito do desgraçado. Eu não sei vocês, mas eu olho preço e ponto. Se a diferença for MUITO pequena, eu escolho o melhorzinho. Caso contrário, preço é o fator decisório. E foi assim que me enfiei num voo que saia de Zurich, parava em NYC por 10 horas e seguia pra SP. Planejei encontrar uma amiga em Manhattan, mas era domingo, os trens estavam super atrasados, maior caos, e não compensou sair do aeroporto. Aos finais de semana eles fazem obras, reparos, etc, e eu fiquei morrendo de medo de sair e perder a conexão.

Na volta o itinerário desgraçado era o mesmo mas a parada em NYC era de 12h, durante a semana, quando normalmente o transporte por lá é tranquilo. Fiquei com receio de combinar qualquer coisa com alguém de novo, porque além do JFK ter esse problema de distância e trens e afins, a fila da imigração por lá costuma ser longa (numa ida já amarguei 2h de fila). 

Mas no fim deu tudo certo, o voo chegou adiantado, a imigração nem estava aberta ainda - então fui uma das primeiras a passar - e acabou que consegui ir a Manhattan por algumas horas. Para quem for a NYC pela primeira vez nesse esquema, sugiro ler estes posts aqui e aqui, do Rick. Eu já conhecia a cidade, então fui direto para os meus queridinhos. 

A minha NY

Aqui eu falei por alto das minhas férias em Nova York. Fiquei com a impressão que cada um vê a Nova York que quer ver... Fiz vários programas turísticos de guia, mas em 15 dias, pude explorar a cidade com calma e andar MUITO. Fui em maio, e o clima estava ótimo.. alguns dias mais frio (mas nada demais) e alguns dias de muito calor, mas tudo tranquilo pra andar. Era primavera, então as flores estavam bem lindas. Uma cidade cheia de cor, com a vida acontecendo na calçada... Achei um pouco busy demais para férias, por isso disse que não entendo que vai todo ano (não que eu tenha que entender alguma coisa das férias dos outros, neam), mas ai.. moraria com força. Enfim, como eu disse, a cidade depende dos olhos de cada um, e eu vou deixar aqui as minhas impressões.
 A Estátua da Liberdade não é tudo aquilo que alguns dizem, mas também não é o programa mico que muito viajante cool prega. Você só tem que entender o quão perto você precisa chegar dela. Eu peguei um ferry no Pier de Wall Street, rumo ao sul do Brooklin. É um passeio delícia, que levou a gente pra uma neighborhood gracinha, com casas bonitinhas, restaurantes de frutos do mar em clima praiano, jardins floridos, uns barracões interessantes, barcos a vista. Foi meu primeiro dia na cidade, e é daquelas primeiras impressões arrebatadoras. E aí, meu bem... na ida e na volta, você vê ela. E ela sorri pra você :)
Liberty, by Gabriela Milan

Outra belezinha da vida é o pôr do sol na beira do Rio Hudson. Fizemos uma parada estratégica num parque em Tribeca, na beira do rio. Imagens lindas, mas tãããão lindas do pôr do sol, que foto nenhuma captou a magia do momento. Tem que ir lá e ver com os próprios olhos, toalha de picnic e garrafa de vinho chá verde.

Bleecker Street no West Village é uma delícia pra andar. Salvo engano, é por onde a Carrie "morava" no Sex and the City. Tem muitas lojinhas conceito, daquelas que meu espírito de rica ama muito olhar (e só olhar, né). As casas com escadinha são tipo de sonho, tem vários restaurantes e cafés charmosinhos, e tem a famosa Magnolia Bakery, que é sim tudo o que dizem - e se eu pudesse materializar o cupcake de red velvet na minha frente agora, me sentiria uma pessoa mais feliz. É uma caminhada muito agradável, e que pode continuar pelas ruas em volta, que seguem a mesma pegada fofinha cool. Por ali, você anda um tico, e chega no ponto alto do oeste nova yorkino...
High Line. É sim um dos pontos altos da cidade. O tal jardim suspenso, a vista, é tudo bonito demais. Confesso que, por ter visto tantas comparações com o que poderia ser feito do Minhocão, achei ele meio estreito. Mas é uma belezinha pra caminhar e apreciar a vista da cidade, os murais com obras, grafite, etc. Em uma das saídas está o Chelsea Market, e ó... outra maravilha. Muita variedade de comida, lojinhas de roupa, de cupcake, de cookies, tudo muito hipster. Destaque pra uma peixaria que tem lá, onde da pra comer sushi fresquinho, ou crabcakes. Demais!
High Line, by Gabriela Milan
Brasilidades no High Line

Os arredores da Brooklyn Bridge são outro ponto a parte. A caminhada pela ponte em si é bem legal, a vista da cidade vale a pena. O Brooklyn por ali é bem interessante (e por outras partes também). Tem a Brooklyn Promenade, que é um calçadão beirando o East River, cheio de banquinhos, gente correndo, silencioso. Você está fora de Manhattan, e sente isso. É uma paz pura... Na outra lateral da ponte tem o Dumbo, que é uma área com cafés, uma mini praia, um carrossel francês e uma vista incrível do skyline de Nova York. Aos domingos tem por ali, no píer 5, o Smogasburg, mercadão de comida, com food trucks e afins. De comer até cansar. Acho que nesse pedaço tirei as fotos mais bonitas da viagem.

Dumbo, by Gabriela Milan
Vista da Brooklyn Promenade
Dumbo
Brooklin, by Gabriela Milan
Me segura que eu to modela
Ainda falando em Brooklyn, vamos para a hipsterlandia: Williansburg. Adorei. Maior concentração de hispter barbudos estilosos por metro quadrado. Muita comida veggie (alias, modinha pela cidade toda), muita cerveja artesanal, muito brechó, muita lojinha pretensiosa vendendo bugiganga a preços altíssimos e o melhor custo/benefício de restaurante achado na cidade. Dziupla, anota aí. Um restaurante polonês, com combo entrada, prato principal e sobremesa por $15 doletinhas. Um pierogi delicioso, e na Bedford Street, a rua bombada de Williansburg.

Williansburg, by Gabriela Milan
lojinha pricey porém divertida no paraíso hipster
Em um dia ensolarado, pegamos a linha A de metro até o final e fomos a Coney Island, aquele parque de diversões famoso. Não, não nos acabamos na montanha russa, mas escapamos pela tangente, e passamos o dia em Brighton Beach, uma praia ali do lado. Não tem nada demais, mas as amigas new yorkers saindo de um inverno ficaram que nem pinto no lixo. Mas não é mesmo uma maravilha ir a praia de metrô?

Brighton, by Gabriela Milan

Pois é, o metrô nova yorkino realmente te faz pensar na vida. Por vários motivos, inclusive. Primeiro, porque ele te leva pra qualquer lugar. MESMO. Segundo porque ele é difícil, e faz você questionar a sua inteligência. Tem trem que passa e não para, as catracas servem apenas pra quem ta indo pra um sentido, tem estação que não faz sentido. Mas pra onde você olha, tem um metrô. E você pensa que maravilha é morar num mundo assim... exceto pelos ratos. Eles estão por tudo, e é no metrô que a coisa democratiza de vez. Você ta ali de buenas esperando um metrozinho, e então vem aquele rato peludo e pula seu pé. E é aí que você lembra que não da pra ter tudo, né... não da pra ter um metrô eficiente pra cacete, se sentir inteligente e ainda não conviver com ratos. Não dá, amiga, aceita.

Em Midtown e Upper East é que estão grande parte das atrações turísticas. A Times Square, os museus todos, a incrível Biblioteca Municipal (vá, nem que for pra carregar o celular enquanto observa transeuntes), o Central Park, que vale sim cada minuto que você gastar lá, ainda que sejam muitos minutos, as lojas da 5a Avenida, o tal do Little Brazil, tudo isso que tem em todo guia. Eu confesso que passei pouco tempo na área (se considerar que passei 15 dias inteiros na cidade). Fizemos um passeio na ONU, pois tinha uma amiga trabalhando lá, e o acesso foi mais fácil. É bem interessante, e valeu ainda mais apena porque estava chovendo, um bom programa indoor. Por ali, também gostei muito do prédio da Ford Foundation (320 E. 43th Street), que tem uma mini floresta tropical interna. Mas, pra mim, a cereja no topo desse bolo aí é a Grand Central. Estação muito bonita, muito cheia, onde você "sente" NYC pulsando. E de quebra, se tiver assistido Gossip Girl, ainda lembra da Serena, hahaha..
Grand Central, by Gabriela Milan
Agora, o que eu AMEI mesmo, e onde eu queria viver e acabei de um jeito ou de outro passando em algum momento de todos os meus dias, foi o Lower East Side. Seja Chinatown, seja Nolita, o Soho, East Village, todos esses pedaços... achei fascinante. É a área mais antiga da cidade, tem prédios muito peculiares, restaurantes de babar, bares bombadíssimos, gente cool, lojinhas interessantes, comida de rua boa demais. Eu teria páginas de dicas aqui... de tantos brunchs gostosos que tomei, do melhor Donuts da vida que comi, do estúdio onde tatuei, da feirinha onde comprei os melhores cremes anti rugas artesanais, da loja de lenços bonitos onde comprei os melhores presentes, do cemitério minúsculo tomados de trepadeiras por onde passei, etc, etc.
SoHo, by Gabriela Milan

SoHo, by Gabriela Milan

SoHo, by Gabriela Milan

Eu achei engraçado, porque já li tanto sobre NYC, já vi tanto, que sempre ficava com aquela impressão de que é um lugar que eu nunca fui, mas que conheço muito bem. Aliás, essa impressão era tanta, que eu mal tinha vontade de "gastar férias" pra ir pra lá. Mas tudo isso que escrevi aqui, foram gratas surpresas que encontrei, e que reforçam ainda mais o meu lema que é viver fora do guia quando for a algum lugar. É óbvio que tem sim que fazer coisas de turista, mas eu achei essa NYC óbvia da Times Square tão sem graça, se comparada com a vida que eu vi em outros cantos... E sim, os guias falam de Soho, falam de Brooklyn, do Meatpack District, mas acho que não fazem justiça aos lugares. E essa seria a minha maior dica de New York (e de todas as viagens): faça a sua experiência lá. Fuja do roteiro dos outros, ache a sua cidade, encontre o que faz teus olhos brilhar, gaste seu tempo com o que importa pra você e vá embora com vontade de ficar. Pra sempre <3

by Gabriela Milan 

Conta Gotas

* Conheci mais um país. Fui rapidinho ao México a trabalho, e fiquei muito surpreendida. Os mexicanos são uns doces - pessoas de riso fácil, que te recebem bem e fazem você estar falando bobagem depois de 5 minutos. A comida é uma delícia (e não, nunca fui fã de restaurante mexicano aqui no Brasil, e muito menos gosto de pimenta) e farta. Cidade do México é uma São Paulo mais charmosa, com muitos restaurantes gostosos, avenidas largas e arborizadas, prédios baixos, pichações, fiquei mega interessada em voltar. Ah! Lá também me deparei com o meu primeiro terremoto, um belo 6.9 na escala Richter. Uma curta porém intensa experiência.
 
* Tirei férias. Pois é, depois de 2 anos e alguns meses, eu finalmente reencontrei o caminho das férias. Foram 2 dias voando e 15 dias inteirinhos em New York. Gostei muito do que encontrei, mas não sei se entendi bem porque tantos brasileiros gostam de passar todas as férias lá... alias, até entendi, mas estou longe de concordar. Por outro lado, é uma cidade na qual eu moraria: é agitada, o ritmo é frenético, tem mil possibilidades, bebe-se bem, come-se melhor ainda, tem muita programação cultural, e o Lower East Side.. que charme! Você encontra todo tipo de gente, dos mais variados estilos, sentar num banco e ficar observando pessoas (um dos meus programas favoritos) é garantia de diversão. Ainda tem a vantagem de que, tirando um ponto ou outro, os turistas se misturam, e não se sobrepõem aos locais. Então, você sabe que ta cheio de turista por perto, mas escuta inglês, vê o povo que mora lá. Foram dias muito bons de muita caminhada, sol, reencontros, risadas, compras, bons drinks e uma nova tatuagem. Também foram muitos ratos pela rua, metro sujo, contas caras, garçons e taxistas de cara amarrada. Definitivamente é um lugar onde eu moraria, mas para visitar, ta visitada. Só volto em alguma ocasião especial.

* A Copa ta chegando, e com ela o caos está instalado: semana passada, eu não estava aqui, mas ficou público que o trânsito de São Paulo parou e as pessoas quase dormiram na rua. Agora estão tentando arrumar as vias que não arrumaram nos últimos 3 anos, e tá difícil andar pela cidade. Paulista, Rebouças e várias das vias importantes da cidade estão sendo recapeadas - ao mesmo tempo. Você não consegue entrar no carro pra uma viagem de menos de meia hora. Qualquer ida na esquina toma pelo menos isso. Com isso, o bom humor que eu regatei com 2 semanas de férias foram embora com 2 dias de ida e volta à Alphaville. Não tem como ser feliz assim, levando 1 hora pra ir trabalhar, e levando outras 2 pra voltar.

* Estou apaixonada. E sobre isso não falo mais, porque acho que ainda não consigo.
 

Movimenta, meu bem, movimenta

São tempos bem movimentados. Mudei de emprego, estou organizando férias (pois é, haha..mudei de emprego, mas consegui manter as férias que falei aqui), reforma em casa, uma vida quase nova.
Emprego novo é uma coisa. Se ambientar ao lugar, às pessoas, ao ritmo, aos novos assuntos. Chegar numa empresa nova é como chegar no primeiro dia de aula do colégio. O desafio é ótimo, e eu estou muito animada. Mas é tanta informação, tanta coisa pra ler, um negócio novo pra entender, que o cansaço mental derruba. Eu ando meio slow por conta disso. Por outro lado, da um ânimo absurdo ver que tem empresas preocupadas com o bem estar do funcionário, em criar um bom ambiente. Pra mim, é como se fosse um "admirável mundo novo", onde apesar de toda a pressão, a pessoa jurídica enxerga a pessoa física.
Já a casa foi engraçado... faz meses que a Susan Miller bota no meu horóscopo que a atenção de áries estaria voltada para o lar, para a reorganização, decoração e energias que lá circulam. Eu, tem hora que dou bola pra essas coisas, tem hora que não. Mas esse final de semana o bicho da mudança me mordeu com força. Com a ajuda do irmão e da amiga, colocamos quilos de lixo pra fora, jogamos fora muito papel e bagulho que tinha em casa, trocamos o sofá, a mesa, limpamos o quartinho do fundo (quem não tem um quartinho no fundo atolado de inutilidades que atire a primeira pedra), sapatos, bolsas, até uma seca roupas estragada. Foi ótimo ver o espaço se abrindo. Ontem foi dia de comprar tinta, lona, e essa semana a baderna da pintura vai começar. Depois, tem mais pela frente. Serão um ou dois meses de bagunça em casa, mas que vão se pagar. Quando estiver tudo pronto, e lindo, vai ter valido muito a pena.
E FÉRIAS, elas, que eu tanto espero faz mais de dois anos. Estão ali, dobrando a esquina, 12 dias de distância. Nem consigo acreditar. Mas o mais engraçado... a pessoa passa anos esperando, compra a passagem com meses de antecedência, e chega em cima da hora o que ela fez? NADA. Pois é... me falta fazer só tudo: comprar dinheiro, dar uma lida em programas off tourist, organizar documentos necessários, etc etc... tudo por fazer, e assim continuará até um dia antes, quando eu vou sair tacando tudo dentro da mala, e trocando dinheiro no aeroporto com lágrimas nos olhos pelo câmbio zoado.. paciência..

Vida que vai se desenrolando da melhor forma possível... talvez tenha sido tudo isso que eu pedi pulando as minhas ondas de ano novo.

Run, baby, run!

A gente fica naquelas de que o ano só começa depois do Carnaval e vai se perdendo, porque essa historinha nada mais é que isso: uma historinha. Se o Carnaval for no começo de março, ainda por cima... 
Fato é que 2014 começou, e com ele, alguns desafios: manter o peso, chefe novo, reforminha de leve no apto, controlar o budget, planejar férias, etc. 

Opa opa opa..alguém falou em planejar FÉRIAS???????
Pois é! Finamente ela, aquela amiga sumida, que eu achei que nunca mais encontraria, que me abandonou 2 anos atrás..aquela coisa fofa, aquela alegria, aquela maravilha, AQUELAS FÉÉÉRIASSSSSSSSSSS!!!!!!! 

Quem vê pensa que eu vou sair amanhã.. não, ainda faltam alguns bons meses, mas o que importa é que elas vem, e se tem algo que eu ame mais que planejar férias, é viver elas..então, serão meses felizes e contentes de muito planejamento, leitura (pra chegar lá e não fazer nada do que eu li, rs), economias, etc etc... E muito pedido pro tempo passar rápido - pra depois implorar pra ele passar devagarinho!


I am coming, my friend, I am coming!

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