Alto verão: Julho

Se eu tivesse que escolher uma música pra julho, seria "I had, the time of my liiiife... ". Depois do verão xoxo de 2021, esse ano está sendo mágico. E julho foi o auge: muito calor, muito sol, muita festa, muita bagunça, viagens, visitas. Outra coisa, é que nos mudamos pra Zurich em maio de 2020, no pico da pandemia, e desde então, os dois verões que passamos aqui foram cheios de restrições. Estamos vendo uma nova cidade, muito agitada, com muita coisa acontecendo, muita gente na rua, e eu estou simplesmente apaixonada. Mas vamos por partes - e senta que lá vem muita história. Como foi um mês muito feliz, eu vou tomar meu tempo, meu espaço e escrever com bastante detalhe rs. Pega o café - ou o gin - e vem! 

Começamos com uma visita querida... 
Comecei o mês recebendo uma amiga MUITO especial aqui em casa. Amiga que a vida de farialimer me deu há 15 anos, e que agora está entrando numa nova fase, e conseguiu vir me visitar na última quinzena em que lhe foi permitido viajar antes da chegada da neném. Fofocamos muito, demos muita risada até chorar, passeamos por Zurich e pelas montanhas, e eu mostrei um pouco da minha vida aqui pra ela. Foi tão gostoso.. eu gosto tanto de receber meus amigos em casa, e fico tão feliz de isso ter voltado a acontecer <3 


...e seguimos para Dubrovnik...
E finalmente, com 2 anos de delay, voamos para Dubrovnik - e um parênteses aqui: eu comprei essas passagens em setembro de 2019 para viajar no verão de 2020 rs - e antes tarde do que nunca. Passamos 5 dias lá, e eu achei mais do que suficiente. A cidade em si é pequena - e a parte histórica, completamente abarrotada de turistas - e você faz a visita em uma tarde. Mas aproveitamos para pegar ferries para outras ilhas, visitamos outras cidades no entorno, e pegamos praia todo dia. Minha recomendação fica passear pela cidade antiga de manhã, antes das 10h (quando começam a chegar as pessoas dos navios de cruzeiro), depois seguir pra alguma praia, que são beeeem tranquilas, e voltar pra Dubrovnik pra jantar.



As praias são bem lindas, mas esquema europeu - água azul linda de babar, e pedra pra todo canto e gosto rs. Fica outra recomendação: pegar um ferry pra Lopud e ir até a praia de Sunj, a única de areia que encontramos por lá. O que me chamou a atenção (negativamente) foram os preços. Achei Dubrovnik CARÍSSIMA. Drinks, comida, tudo. Sério... um aperol spritz custando o mesmo que na Suíça, tanto nas praias quanto na cidade. 




Enfim, gostei muito de conhecer, mas pra mim Dubrovnik ta visto. Muito turista, muita coisa artificial, e muita exploração rs. Se voltar a Croácia, será para outros lugares. E veja bem, isso não é uma reclamação... amei estar lá, nadar no Adriático, ouvir uma língua diferente, conhecer um país novo. Mas achei difícil de me conectar por estar tão massificado. E tudo bem :) 

... conhecemos nosso último cantão suíço... 
Lá atrás eu lancei o desafio de visitar os 26 cantões suíços, e depois de 6 anos, justamente no nosso aniversário de Suíça, ticamos o último que faltava, Nidwalden. É um cantão bem pequeno, nas beiras do Vierwaldstättersee, ou Lago de Lucerna rs. O cantão não tem nenhum landmark, e é mais famoso pos seus hotéis nababescos (Burgenstock, Villa Honegg, etc) - mas fomos simplesmente almoçar em Stanstaad e passar o dia na beira do lago. Foi delícia e eu adoro fazer esses rolês de domingo. E é isso, a gente já passeou muito pela Suíça (caso você tenha twitter, eu fiz uma thread aqui com muitas fotos desses passeios) e tem muito mais pra ver, e fico feliz demais que a gente conseguiu ver pelo menos um pouco de cada cantão. Tem muito suíço que não tem essas milhas na bagagem rs

Essa que voz fala, curtindo um mergulho :)


... aproveitamos muito os dias quentes... 
Fazendo trilha na beira do Walensee

E descendo o Limmat de bote



... e terminamos o mês em Lyon! 
E dia 29 eu saí de férias, desliguei o laptop mais cedo e partimos pra Lyon. Daqui de Zurich são 4,5h de carro (e é bem perto de Genebra). Chegamos lá no fim do dia, com aquela golden light, e foi amor a primeira vista. Passamos o fim de semana, e virou minha cidade francesa favorita. É uma utopia do que Paris poderia ser numa versão compacta: mais limpa, muito menos gente, cheia de cultura, gastronomia incrível. Fiquei com a impressão de várias cidades em uma, porque conforme íamos indo de um canto pra outro, parecia tudo super diferente: em alguns lugares muito antiga, em outros mais moderna, a beira do Reno mais clara e classuda, e beira do Saone mais sépia e histórica. Muitos bares legais, cafés, lojinhas... fomos embora na segunda-feira, dia 1, pela manhã, e já com planos de voltar em breve.








E vamos de metas: 
- levar uma rotina mais saudável: continuei não me alimentando muito bem, massss.. voltei pra academia. Progresso, né? 

- ler dois livros por mês: meta pra lá de alcançada. Esse mês foram alguns livros. 
  • The year of magical thinking, da Joan Didion - esse é um clássico que muita gente recomendou ao longo dos anos. Marido ama ler Joan Didion, e eu achei que era hora de tirar esse atraso. E esse livro é lindo. É triste demais, mas é lindo. É um livro em primeira pessoa, sobre o processo de luto pela morte do marido dela, e é singelo mas poderoso. Terminei o livro em prantos. 
  • Os sete maridos de Evelyn Hugo, da Taylor Jenkin Reid - Mais um que um monte de gente recomendou, inclusive aqui no blog, quando postei outro livro dela que eu li. É uma novelona, né? Gostei, passatempo bom, mas verdade seja dita que a tradução é meio bocó e coloca umas frases de uns jeitos que não sei se é como as pessoas falariam, o que me deu bode. Sem querer ser pedante mas já sendo, eu tento ler sempre as versões originais de livros em língua inglesa, justamente por isso. Mas aí os livros em português estavam no prime day com super desconto e eu comprei. Então não passei raiva uma vez, mas duas rs. Quando for falar de agosto prossigo. 
  • As alegrias da maternidade, Buchi Emecheta:  Um livro que me recomendaram em algum ponto ano passado, e eu anotei, e esqueci o porque da anotação. E acabou sendo uma super surpresa, já que com esse título eu já imaginava outras coisas. Eu tenho gostado muito de ler autoras nigerianas. Comecei com a Chimamanda, e já li várias coisas de outras, inclusive da Buchi, e eu gosto demais da escrita, das temáticas, das perspectivas. Esse livro é sobre costumes africanos, sobre ser mulher em vários mundos, e sim, sobre maternidade. Mas é um romance, é uma história poderosa, e que abre espaço pra muita reflexão. 
  • Nunca ouve um castelo, da Marta Batalha: Comprei sem saber nada sobre o livro, mas na esteira de A Vida Invisível de Euridice Gusmão, que eu amei. E mais um livro que amei. Uma história fluída, de personagens cativantes, de um Rio de Janeiro que há muito já não existe, e que eu fiquei ali grudada devorando e saboreando cada pedacinho, até acabar. 

Fazer 12 hikes - num sábado de muito sol, saímos de casa meio tarde sentido Alemanha, e cruzamos a fronteira para fazer uma trilha no meio de uma floresta e fugir um pouco da cidade. Nem sei se da pra chamar de hike, entra mais como uma caminhada - mas como passamos de 10km, serve para os propósitos dessa lista rs. Importante dizer que até o momento estou com 5 hikes nesse ano, ou seja, tenho que dar um gás antes do inverno chegar rs... mas há planos! 



Conhecer um lugar por mês em Zurich - foram alguns! 
  • 169 West - um bar de vinhos muito charmoso. Seleção boa, staff super simpático, e um ambiente bem legal. No verão, com a cidade vazia e as pessoas preferindo a beira da água, eles tem horário de funcionamento limitado, mas quero voltar quando esfriar, porque parece ser bem cozy. 
  • Yuma - fica aqui perto, é bem cotado para brunch, e nesses dois anos de Zurich eu passei muito na frente mas só fui entrar agora. O ambiente é legal, decoração hipster, serviço gentil e comida gostosa, mas porções pequenas. Tem que pedir bastante rs. Os dim sum estavam delícia demais! 
  • Il Salotto - um barzinho italiano, que bem no esquema do melhor país da Europa rs, serve aperitivo com drinks. 
Curiosidade: esses lugares são todos muito perto um do outro rs. Acho que passei bastante tempo no Kreis 4 em julho :) 

Estudar alemão - taí uma meta que eu votei porque eu deveria por, e não porque seja algo que eu queira rs. E o resultado é esse: não passei perto de estudar porra nenhuma de alemão esse ano. Vou largar ela aqui. 

2 comentários:

  1. Adoro ver você curtindo o verão adoidado, passa uma super sensação de good vibes. Olha essa imagem sua no lagão azul! <3 Sobre a Joan Didion: nunca li nada dela, mas assisti o doc na Netflix e chorei. E olha que nem sou de chorar fácil assistindo coisas. Fiquei com muita vontade de ler. No mais, sempre me encanto com Carlito trilheiro, o cachorro mais viajado que conheço virtualmente. Espero dar uns cheiro nele pessoalmente um dia. Beijos!

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    1. Não sabia que tinha um doc dela, irei procurar - com lencinho na mão rs. E sim, espero que em breve você conheça ser Carlito, aqui ou aí. Bjos!

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