O mês passou num blur, enquanto eu lidava com questões de saúde física e psicológica. Tive que fazer uma pequena cirurgia, e em determinado momento achei que meus planos e minhas férias iam por água abaixo. Meu mestrado começou, e me faltava saúde e animo pra assistir aula, interagir com a classe. Tudo indo completamente contra o planejado e o desejado. E eu ali, completamente derrotada e tentando não sucumbir demais. Mas no dia 23 a minha médica me liberou, e eu consegui no dia 24 entrar num trem pra Frankfurt e ir no melhor show que eu já fui. Finalmente meu encontro com a Beyonce aconteceu, e foi tão apoteótico como eu sempre imaginei. A Bey veio me salvar rs... é cafona, é exagerado e é bobo, mas a real é que naquelas horas entre ir pro show, esperar por ele, curtir cada música e sair dali num extase profundo, eu sorri muito, eu cantei, eu dei pulinhos e bati palma, me senti muito feliz, e eu lembrei que a minha vida é no geral muito boa.
Alias, deixa eu abrir um parenteses importante aqui. Uma das grandes dificuldades de morar fora é começar tudo do zero, inclusive amizades. Quanto mais velho a gente fica, mais difícil é fazer amigos, por N motivos, que nem vou entrar em detalhe aqui porque não é novidade. Fazer, cultivar e aprofundar amizades nessa fase da vida é um investimento de tempo, de energia, de disposição. Porque amizade mesmo começa com o tempo, conforme você vai dividindo momentos, experiências, conforme você vai conseguindo sair dos papos superficiais e aprofundar as conversas. E ta todo mundo ocupado, todo mundo tem família, tem trabalho, tem rotina, nem sempre é natural e flui. Mas topar sair, topar encontrar, topar se colocar out there, é um esforço que vale a pena. Sei que eu sou bem social e tendo a ter mais amigos, ser mais agregadora, juntar turmas, e nem todo mundo é assim. Mas ainda que seja alguns poucos e bons, vá atrás de encontrar os seus, de estabelecer e fortalecer conexões. Porque você está longe da família, de todo mundo, e na hora que a porca torce o rabo, é importante ter gente que vai segurar a sua mão. As vezes metafórica, as vezes literalmente mesmo. Eu tenho uma rede aqui, e foram fundamentais nesses dias difíceis. A amiga que me chamou pra almoçar despretenciosamente, e acabou num taxi pro hospital segurando a minha mão medrosa, que ficou lá até marido chegar, mesmo tendo pavor te agulha e quase desmaiando, amigos que me ajudaram de várias formas. A minha família, as minhas amigas da vida também se fizeram muito presente. Mas ainda assim é muito importante ter gente perto que te mostra que vocês não estão sozinhos quando tudo fica difícil. E depois de tudo de ruim que passei nesses dias, eu tive esse grande consolo. Eu me senti amada e amparada pelos meus.
No dia seguinte ao show da Bey, eu embarquei pra California, rumo a duas semanas de férias com meu Baby e com a família. Veja que rolou um planejamento forte rs.. eu comprei até minha passagem pras férias conectada com o show. Foram quase duas semanas que terminaram de me recuperar. Muito tempo de qualidade com Baby, que aos quase ONZE anos é um pré adolescente. Ele é um menino muito legal, muito carinhoso, esperto e engraçado, e estar junto dele me faz sentir muita saudade da nossa vida no Brasil, mas também é muito legal ver ele crescer e se desenvolver.
Na primeira semana das férias, que ainda era junho, eu ainda estava na marcha lenta, terminando de me recuperar da cirurgia, e correndo atrás do atraso nas atividades acadêmicas. Acabamos ficando bastante em casa, curtindo a piscina. No dia que a família toda foi pra Disney, eu fiquei pra trás porque ainda não estava em condições de passar um dia inteirinho andando, e aproveitei pra terminar minhas entregas do mestrado. Na nossa segunda semana de férias lá fizemos mais coisas, mas aí já era julho e eu vou contar só mês que vem haha.
Deixo aqui umas imagens do mês, quando o verão finalmente chegou com força.
E vamos às metas:
- Priorizar exercício físico: ZERO. Passei o mês praticamente inteiro de repouso.
- Fazer um programa cultural por mês: meta cumprida. Em junho rola o Art Weekend em Zurich. É um evento para promover as galerias da cidade, e então muitas delas ficam abertas ao público, inclusive com horário extendido, por um fim de semana inteiro. Alguns museus também entram na parada. Nós visitamos várias galerias entre o sábado e domingo, aproveitamos pra ver alguns grandes nomes que estão a venda pela cidade, e eu curti bastante porque nada é muito cheio, já que o evento é super espalhado. Deixo aqui duas imagens dessas visitas. Show também entra nessa categoria, e eu fui, né rs...
- Fazer um curso na minha área profissional: com o mestrado em curso, vou deixar de reportar progresso nessa rs, e volto aqui só quando acabar.
- Conhecer lugares novos pela Europa: essa meta tem bastante a ver com uma particularidade minha: eu gosto muito de voltar a lugares conhecidos rs, e isso somado à pandemia nos fez passar muito tempo na Suíça e arredores. Então o foco aqui é diversidade dentro dos países que já conhecemos e também em conhecer países novos. Em junho acabei conhecendo Frankfurt, que apesar de ser "arredores", foi novidade pra mim pois só tinha passado pelo aeroporto. A real é que não achei a cidade super interessante. Tem ali um centrinho antigo, uma beira do rio bem arborizada e tal, mas não vi muito charme e não fiquei doida pra voltar com calma não.
E é isso... dado o avançado do mês, jajá eu volto com Julho rs.









Bom saber que as férias ajudaram na sua recuperação física e mental! Qualquer coisa estou aqui! ps: como assim essa criança tem 11 anos? impossível!!!!
ResponderExcluir<3 Obrigada pelo apoio e pelas conversas Barbara. E sim, esse menino ja tem quase 11 anos, é inacreditável. Cada conversa, cada pergunta... sei nem como fomos parar aqui hahaha
ExcluirFeliz em saber que você se recuperou da cirurgia. Perrengues de saúde morando no exterior são mil vezes pior do que morando no nosso país. Por aqui teve um perrengue pequena cirugia também no início desse ano e foi extremamente estressante. Esse parênteses que você abriu bateu demais aqui. É exatamente isso. Tenho sentido muita falta do Brasil e dos meus por conta disso. Ainda bem que volto no ano que vem. Sempre fico com medo de estar incomodando e acho que perdi um pouco de social skills durante a pandemia. Enfim, cansada de ter que estar sempre começando do zero. Enfim, mals aê o desabafo, mas só pra você saber que te entendo e deixar aqui um grande abraço. :-***
ResponderExcluirAbraço virtual, Ale (e quem sabe um real em breve). Mas relmente, eu não imagino o quão difícil é pra vocês, com esse recomeço a cada 3, 4 anos. Compreendo demais a sua saudade do Brasil, e a vontade de estar de volta.
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