Buenos Dias

Eu não sei se já falei por aqui, mas a minha mãe é a criatura mais fofa desse mundo. É compreensiva, calma, de bem com a vida, calma, bem resolvida, calma, um docinho, de tudo! E ela gosta muito de viajar. Me preenche a alma ver a carinha de felicidade dela, a curiosidade em olhar tudo, em andar por tudo, em esquecer a idade que tem, o pé que dói, e querer conhecer tudinho, tim tim por tim tim. Em ver ela parar para olhar florzinhas, tirar foto sem saber exatamente do que, se ajoelhar com fé em cada igreja, bater papo com gringos desconhecidos em português, querer comer as coisas diferentes do cardápio, se jogar na cama no final do dia e cair na gargalhada.
Passei 4 dias por aí viajando com mamãe. To com a alma que transborda de tanta doçura! 

A tal da endometriose

Hoje, 20 minutos após abrir um exame, por coincidência topei com uma reportagem sobre endometriose que saiu na Maire Claire. A matéria é bem completa e esclarecedora, mas mostra um lado da doença que eu, como portadora, nunca senti.
A vida toda senti cólicas horrorosas, menstruava um volume bizarro - tinha anemia de tanto sangue que perdia - sofria muito mesmo. Me lembro de, aos 15 anos, ter feito uma conta de quantas menstruações eu ainda teria ao longo da vida, e ter chorado ao ver o número final, hahaha...
Durante a adolescência, o ginecologista falou algumas vezes sobre ovário policístico, mas ficou nisso.  Em 2006, com 20 anos, tive uma crise de dor aguda no meio da rua (ou melhor, dentro do ônibus), com direito a desmaio e resgate por carro de polícia. Acabei indo parar no Pronto Socorro do HC, e Senhores, garanto, vocês não querem saber. Enfim, depois de muita onda, tomei um Buscopan e voltei pro aconchego do lar.
As cólicas continuaram, a recomendação pelo uso da pílula também. Tentamos de tudo, pílula contínua, baixa dosagem, etc. Em março de 2011, uma nova síncope. Mais uma crise de dor, mais uma visita ao hospital, que dessa vez resultou em internação de 3 dias e o diagnóstico preciso da endometriose. A minha médica então sugeriu um acompanhamento por 6 meses, com alteração na pílula. Após esse período, constatamos que o nódulo que crescia no meu ovário esquerdo tinha aumentado, e muito. A cirurgia seria o próximo passo. Como ela não operava, eu de início à caçada do médico que faria a minha cirurgia.
À época eu tinha um convênio muito bom, e acabei chegando até a Dra. Rosa Neme, super autoridade no assunto. A Dra. Rosa acho que foi a responsável pela minha tranquilidade com a minha doença - tranquilidade tanta, que esse texto é a primeira referência que faço na vida a uma "doença". Nunca me senti doente, nunca me senti preocupada.
Em outubro de 2011 fiz a cirurgia por vídeo laparoscopia, que acabou sendo um pouco longa porque eu já tinha aderências no ovário, fundo do útero, e algumas em torno do intestino. O pós operatório foi relativamente tranquilo - eu que nunca tinha feito cirurgia, e vejo esse povo indo pra faca por qualquer coisinha, achava que seria um passeio no parque, e não é exatamente isso. Mas ok, superável. Na mesma cirurgia, foi colocado em mim o Mirena, DIU que, em 90% das mulheres, cessa a menstruação, e por isso ajuda a combater a endometriose. Eu não tive essa cessação e hoje estou num momento de fazer exames e descobrir se estou com o problema de volta.
 
Acabei contando a história toda pra expor o quanto a forma que você vai lidar com tudo depende do seu médico. De ele conhecer o problema, de saber expor o problema pra você, de dar as alternativas possíveis, de ter a sensibilidade para lidar com uma doença hormonal. Em momento algum me foi dito que isso traria dificuldades para engravidar. Sempre me foi falado o seguinte: doença, como todas as outras, precisa de tratamento e cuidado. Nas vezes em que eu questionei sobre essa dificuldade, a resposta que me foi dada é de que a fertilidade é afetada por inúmeras coisas, e que eu devia focar no meu tratamento. Outro conselho valioso que a Dra. Rosa me deu foi de não olhar ao Google. Ela me disse: Gabriela, não vá. Se proíba de ir até o Google e digitar "endometriose". Você vai se desesperar e me ligar chorando. Confie em mim. E eu confiei.
O que vi muito no relato das mulheres da reportagem foi uma angústia, uma ansiedade e um sofrimento latente, que acabou por prejudicar ainda mais o processo. É claro que o fato de eu ainda não querer engravidar me ajuda a relaxar.. talvez se quisesse, a conversa seria outra. Mas a Dra. Rosa sempre me fez acreditar que aquilo era um problema removível, que ela ia me ajudar a tratar, e tudo ficaria bem. Eu sempre acreditei que tudo deu certo - mesmo agora, que os focos talvez tenham crescido novamente. Sei que faz parte do que é a endometriose, e me sinto bem para começar tudo de novo. Penso que talvez eu seja inconsequente e evite pensar na parte grave da coisa... Pode ser, mas acho que se for isso mesmo, me foi benéfico no tratamento. Mesmo quando já internada, e na sala de pré cirurgia, eu não estava nervosa, fiquei sossegada o tempo todo.
 
Na reportagem da Marie Clair também falam que, pelo fato de ser uma doença nova, muitos convênios não cobrem o tratamento. O meu cobriu todos os exames e me reembolsou por todos os gastos com a cirurgia - todinhos. Me senti amparada, e isso é fundamental para se encarar as coisas com mais leveza. Me sinto privilegiada, e fico angustiada que a maioria das mulheres mal possam ter um diagnóstico. Ainda por cima, ficam colocando como se fosse uma consequência do "egoísmo feminino", de mulheres que colocaram a carreira à frente da família, o "mal da mulher moderna", e esquecem de lembrar do mundo em que estamos vivendo. Me recuso a aceitar essa culpa. Nenhuma mulher deve se sentir culpada por ter uma doença, seja ela qual for, e decorrente do que for.
 
Enfim, acho que o assunto precisa ser abordado de uma forma real, sem o clichê "moderno", e também sem fatalismos. Teve uma novela aí, que a Camila Pitanga pegava o Lázaro Ramos, e falava que "não podia engravidar porque tinha endometriose". Foi na mesma época da cirurgia, e eu fiquei pensando que grandes merdas pra se falar em novela das 9.

É uma luta, é um saco, é um incômodo que pode ser diário... mas acho que o essencial é se manter firme, tranquila e positiva. Força meninas!

Existe amor em SP

Que eu amo São Paulo desde sempre não é novidade. Desde o dia que vim morar aqui, sempre soube que era o meu lugar. Amei ser mais uma na multidão, poder ir no mercado às 3h da manhã, achar cinema passando todo tipo de filme, restaurante com todo tipo de comida, os mais variados eventos culturais, o fato de você poder ser e fazer o que quiser.
Mas me incomodava um pouco o tanto que o centro era excluído, como a gente só circulava pelas mesmas áreas, o quanto interagíamos pouco com a cidade em si, como arriscávamos pouco, como tentávamos todos ser iguais, o quanto todo mundo era igual podendo ser tão diferente.
Chicago foi a primeira cidade grande que estive fora do Brasil e me fascinou. Eu fiquei louca com aquelas pessoas todas vestidas com muita personalidade, cada um de um jeito, tinha rapper, clubber, boys de ternos super bem cortados, todo mundo andando no trem. Tinha arte por tudo, e eu fui à loucura mesmo. Voltei pro Brasil dizendo que era a minha cidade favorita no mundo, porque as pessoas eram livres.
Vieram outras viagens, e cada vez mais eu ficava desapontada com a capacidade que tínhamos de jogar toda nossa personalidade fora. Como a gente ignorava aquele centro maravilhoso? Por que todo mundo só andava de jeans e blusa preta? Por que tanta gente odeia o metrô que nunca andou? É óbvio que isso é uma visão geral, e gente estilosa e lugares bacanas sempre existiram, mas por que olhando o geral, era tudo tão igual?
Pois bem.. São Paulo está se tornando o turbilhão que sempre mereceu ser. A cidade está aflorando como nunca... agora tem arte por tudo, as pessoas estão mais na rua, a interação entre o cidadão e a cidade está tão linda.
Elza no Ibirapuera, by Gabriela Milan
Temos shows nas ruas com muito mais frequência, festas no centro, as tão faladas ciclovias, os espaço públicos estão cada vez mais públicos. Os museus estão lotados, não param de chegar exposições. Claro que tem o fator econômico, o fato de o Brasil ter se tornado estável. Mas tem, acima de tudo, a vontade do Paulistano de encontrar a personalidade da cidade. Eu vejo assim...

Tem muita coisa importada de fora? Claro que tem. E é bom assim... temos que trazer as ideias boas, temos que trazer pra perto de nós tudo o que gostamos de ver fora (inclusive a civilidade, né.. mas é papo pra outro post). Parque Augusta, by Gabriela Milan
 As pessoas estão pedindo parques, áreas verdes, usando praças, estão preterindo a cultura do condomínio. Eu sei que não estou falando dos 10 milhões que vivem na cidade. Mas estou falando de uma onda crescente que eu estou vendo por aí. A foto ao lado é uma manifestação pacífica pela construção do Parque Augusta, quando num domingo um grupo fez um grande picnic na Rua Augusta, em frente ao terreno que querem transformar em mais torres de escritórios e apartamentos. Tinha música, tinha cartaz, tinha criança, e tinha a imensa vontade de ver a cidade mais bonita e mais verde.
 Também começaram agora com a onda dos foodtrucks, que eu acho uma palhaçada o nome e tal, porque nada mais é do que o bom e velho carrinho do cachorro quente, né... Mas a ideia é a de comer com mais informalidade, de sentar na mesa coletiva, do paulistano parar de querer ser podre de chic a todo custo o tempo todo. Eu acho tão bacana um povo que não se leva tão a sério... Isso não quer dizer chegar atrasado em todo compromisso, mas é saber que não precisa estar de salto e com barba feita para ser elegante.
Eu, que sempre quis morar fora, que contava os dias pra me formar e deixar o país, fui ficando, e fui ficando, cada vez menos sinto essa urgência, porque estou começando a encontrar aqui tudo que mais admiro lá fora.
Grafitti em SP, by Gabriela Milan

Food Park, by Gabriela Milan

Victor Civita, by Gabriela Milan

Ainda tem o que melhorar? Ô se tem... A gente tem muito o que caminhar, principalmente enquanto cidadãos, precisamos alinhar nossas prioridades, precisamos querer ser cada vez mais aqui o que gostamos de ver lá fora. Precisamos cuidar dos espaços públicos, precisamos pensar mais coletivamente, precisamos olhar mais uns pelos outros, deixar de julgar tanto o próximo. As pessoas precisam cada vez mais se sentir confortáveis na pele que tem, em vestir o que quiser, em ir onde quiser, dançar como quiser. Mas eu estou muito crente de que estamos no caminho certo... Sério, SP, eu te amo cada vez mais e mais.

Deixe ele entrar

Por muito tempo, mesmo sendo muito feliz sozinha, eu sempre disse que se achasse alguém que fosse meu número, eu ia querer namorar com ele. Alguém que risse das mesmas coisas que eu, que gostasse de dançar até de madrugada, que tivesse mais sonhos além da casa própria, que não se importasse em dirigir um carro velho, que achasse graça nas bobagens que eu e as minhas amigas falamos, que gostasse de cantar música ruim bem alto.
E aí que eu achei essa criatura. Eu acho ele lindo, eu adoro o jeito que ele dança, a gente ri sozinho de pessoas cafonas pela rua, gostamos de dividir os pratos nos restaurantes, em casa ele cozinha e eu lavo a louça, quando eu viajo ele stalkeia pela Infraero onde está meu avião só pra saber o que eu estou vendo pela janela, e todas essas coisas somadas à tantas outras me fazem sentir muito feliz. Que acreditar por todo esse tempo que me diverti com os errados pensando em encontrar o certo valeu mais do que a pena.
Mas como é difícil deixar alguém entrar na nossa vida... Mesmo A pessoa, mesmo ele.
A gente tem hábitos, manias, quer decidir tudo sozinho, quer sair combinando, quer que ele concorde com tudo, quer que ele queira participar de tudo. E não é assim. A gente emburra, e lembra como era mais fácil quando era sozinha... A gente quer planejar as férias, e o outro as vezes não ta nem pensando no jantar de hoje. A gente quer que tudo se resolva, e eles querem deixar rolar.
Eu sei, é bobagem... É princípio básico de relacionamento. Mas em tempos de tantas reflexões sobre os relacionamentos modernos, eu fico pensando que esse é um problema que extrapola o whatsapp, tinder e facebook. É uma questão de estar aberto, de entender que pro outro entrar, a gente tem que abrir a porta e ter espaço. E isso sempre foi assim. Mas quando é com a gente parece tão mais complicado, né?
Nessas eu tenho aprendido muito. É difícil, mas tento ser a pessoa que entende, que conversa e que acredita na decisão conjunta. E são nesses momentos que eu percebo que ele é mesmo o meu par, porque só ele pra resgatar esse lado de mim que vivia tão, mas tão escondido, que eu nunca tinha visto.
* Ouvindo músicas doces, muito doces.

Superando medinhos

Sempre tive medo de fazer lista. Lista de metas para o ano que vem, lista de lugares que quero conhecer, lista de coisas a não fazer, etc. Tudo por medinho de não cumprir, de ver o "fracasso" enumerado na minha frente (já falei aqui que só metas profissionais vingam pra mim). Pois bem. Começando o segundo semestre, essa desgraça de semestre sem feriados, sem Copa - volta Podolski!, acho que é apropriado tentar superar alguma coisa aqui, e estabelecer algumas metas a serem cumpridas até 31 de dezembro de 2014. Vão ser poucas e singelas, claro, porque né, não precisa sair se lambuzando...
 
1- perder peso - qualquer tanto, mas PERDER;
2- voltar a fazer alguma atividade física com regularidade;
3- viajar para algum lugar que ainda não fui;
4- não comprar nenhum biquíni;
5- elogiar mais as pessoas;
6- ir aos médicos e fazer os exames que eles pedirem.
 
E vamos acompanhar.  

Povo estranho

Eu não fui a favor da candidatura do Brasil para receber a Copa, e nem das Olimpíadas. Fui bombardeada na época. Todo mundo sabe da minha vontade de morar fora do país, e tudo que eu ouvi foi "você é ridícula, só gosta de coisa de fora".
Eu sempre achei que uma Copa no Brasil seria linda, mas não agora. O Brasil tem um sem número de necessidades e, pra mim, qualquer retorno do oba oba em cima da economia brasileira deveria ser investido em necessidades básicas, principalmente em educação. O investimento massivo em tais setores nos levariam a estar em permanente estado de "oba oba", com a proliferação de bons profissionais, profissionalização do mercado, etc. Também observei que, com exceção da África do Sul, todos os países que recebiam a Copa estavam muito além de nós nesses quesitos: Alemanha, Japão, Itália, EUA, Coreia do Sul. No fim, o Brasil investiria muuuuito, prioritariamente, em coisas que estão longe de ser prioridade.
Fato é que o Brasil foi eleito pros dois maiores eventos esportivos do mundo, todo mundo comemorou muito, eu continuei lá, sendo tachada de ridícula. Até que veio Junho de 2013.
Aí todo mundo resolveu ser contra a Copa. Mas né...povo estranho. Nessas alturas, eu já era a favor.
Não que eu tenha mudado de opinião, não que eu ache virou um bom negócio, ou tenha me rendido aos encantos da Fernanda Lima, Ronaldo e cia. Mas é que a Copa virou realidade. O dinheiro já foi gasto, o Brasil já estava na mira do mundo, e aí, o melhor pra nós é que essa Copa fosse a melhor de todas. E o povo resolveu boicotar... lógica pra que, né?
Agora eu quero que os gringos venham, que se sintam seguros em vir, confortáveis em deixar seus muitos dólares, euros e afins. Que gostem tanto, que voltem depois, e depois e depois de novo. Que a imprensa internacional veja nossas necessidades, mas também as nossas qualidades. Enfim... que essa Copa, que nos foi tão custosa, nos beneficie.
Mas não... O povo ta aí, bagunçando os acessos aos estádios, torcendo pra tudo dar errado, amando odiar a Copa. Vai entender... 

Conta Gotas

* Conheci mais um país. Fui rapidinho ao México a trabalho, e fiquei muito surpreendida. Os mexicanos são uns doces - pessoas de riso fácil, que te recebem bem e fazem você estar falando bobagem depois de 5 minutos. A comida é uma delícia (e não, nunca fui fã de restaurante mexicano aqui no Brasil, e muito menos gosto de pimenta) e farta. Cidade do México é uma São Paulo mais charmosa, com muitos restaurantes gostosos, avenidas largas e arborizadas, prédios baixos, pichações, fiquei mega interessada em voltar. Ah! Lá também me deparei com o meu primeiro terremoto, um belo 6.9 na escala Richter. Uma curta porém intensa experiência.
 
* Tirei férias. Pois é, depois de 2 anos e alguns meses, eu finalmente reencontrei o caminho das férias. Foram 2 dias voando e 15 dias inteirinhos em New York. Gostei muito do que encontrei, mas não sei se entendi bem porque tantos brasileiros gostam de passar todas as férias lá... alias, até entendi, mas estou longe de concordar. Por outro lado, é uma cidade na qual eu moraria: é agitada, o ritmo é frenético, tem mil possibilidades, bebe-se bem, come-se melhor ainda, tem muita programação cultural, e o Lower East Side.. que charme! Você encontra todo tipo de gente, dos mais variados estilos, sentar num banco e ficar observando pessoas (um dos meus programas favoritos) é garantia de diversão. Ainda tem a vantagem de que, tirando um ponto ou outro, os turistas se misturam, e não se sobrepõem aos locais. Então, você sabe que ta cheio de turista por perto, mas escuta inglês, vê o povo que mora lá. Foram dias muito bons de muita caminhada, sol, reencontros, risadas, compras, bons drinks e uma nova tatuagem. Também foram muitos ratos pela rua, metro sujo, contas caras, garçons e taxistas de cara amarrada. Definitivamente é um lugar onde eu moraria, mas para visitar, ta visitada. Só volto em alguma ocasião especial.

* A Copa ta chegando, e com ela o caos está instalado: semana passada, eu não estava aqui, mas ficou público que o trânsito de São Paulo parou e as pessoas quase dormiram na rua. Agora estão tentando arrumar as vias que não arrumaram nos últimos 3 anos, e tá difícil andar pela cidade. Paulista, Rebouças e várias das vias importantes da cidade estão sendo recapeadas - ao mesmo tempo. Você não consegue entrar no carro pra uma viagem de menos de meia hora. Qualquer ida na esquina toma pelo menos isso. Com isso, o bom humor que eu regatei com 2 semanas de férias foram embora com 2 dias de ida e volta à Alphaville. Não tem como ser feliz assim, levando 1 hora pra ir trabalhar, e levando outras 2 pra voltar.

* Estou apaixonada. E sobre isso não falo mais, porque acho que ainda não consigo.
 

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