We are Carnaval

Como eu já mencionei por aqui, eu amo pular carnaval, e por isso estava com uma certa gastura que esse ano, pela primeira vez, ia passar o feriado em SP. Bom... dizem por aí que aqui é o túmulo do samba, e como todo mundo sabe, só fantasma se aventura pela cidade nessa época né? SÓ QUE NÃO.
Carnaval em SP teve bloquinho?
Bloco, by Gabriela Milan

Teve sim senhor!
Teve e ta tendo muito bloco! Muita música, muita purpurina, muita fantasia, muito confete e serpentina! Ahhh! E muito amor também!
O centro tava lindo?
Viaduto, by Gabriela Milan
E como!
Teve bloco no centro, em Pinheiros, na Vila Mariana, na Pompeia e em Perdizes. Teve muito Caetano no Tarado ni Você, que foi pura lindeza na Ipiranga com a São João, teve me Ocupa que eu Sou da Rua na madrugada do Viaduto do Chá, teve african beats no Paissandu! Teve também na Vila Madalena, por óbvio, mas não gostei das coisas que li a respeito, não. A zona que fizeram por lá não diz nada sobre o carnaval lindo que eu vi pelo resto da cidade.
Uni, by Gabriela Milan
Teve unicórnio também
A farra comeu solta com meus amores?
Benedito, by Gabriela Milan
Opa!
Gringo quer apito, e se não der pau vai comer!

E eu me acabei?
Holly, by Gabriela Milan

 Oh yeah! Holly Golightly manda beijos purpurinados diretamente dos trópicos pra vocês!

A minha NY

Aqui eu falei por alto das minhas férias em Nova York. Fiquei com a impressão que cada um vê a Nova York que quer ver... Fiz vários programas turísticos de guia, mas em 15 dias, pude explorar a cidade com calma e andar MUITO. Fui em maio, e o clima estava ótimo.. alguns dias mais frio (mas nada demais) e alguns dias de muito calor, mas tudo tranquilo pra andar. Era primavera, então as flores estavam bem lindas. Uma cidade cheia de cor, com a vida acontecendo na calçada... Achei um pouco busy demais para férias, por isso disse que não entendo que vai todo ano (não que eu tenha que entender alguma coisa das férias dos outros, neam), mas ai.. moraria com força. Enfim, como eu disse, a cidade depende dos olhos de cada um, e eu vou deixar aqui as minhas impressões.
 A Estátua da Liberdade não é tudo aquilo que alguns dizem, mas também não é o programa mico que muito viajante cool prega. Você só tem que entender o quão perto você precisa chegar dela. Eu peguei um ferry no Pier de Wall Street, rumo ao sul do Brooklin. É um passeio delícia, que levou a gente pra uma neighborhood gracinha, com casas bonitinhas, restaurantes de frutos do mar em clima praiano, jardins floridos, uns barracões interessantes, barcos a vista. Foi meu primeiro dia na cidade, e é daquelas primeiras impressões arrebatadoras. E aí, meu bem... na ida e na volta, você vê ela. E ela sorri pra você :)
Liberty, by Gabriela Milan

Outra belezinha da vida é o pôr do sol na beira do Rio Hudson. Fizemos uma parada estratégica num parque em Tribeca, na beira do rio. Imagens lindas, mas tãããão lindas do pôr do sol, que foto nenhuma captou a magia do momento. Tem que ir lá e ver com os próprios olhos, toalha de picnic e garrafa de vinho chá verde.

Bleecker Street no West Village é uma delícia pra andar. Salvo engano, é por onde a Carrie "morava" no Sex and the City. Tem muitas lojinhas conceito, daquelas que meu espírito de rica ama muito olhar (e só olhar, né). As casas com escadinha são tipo de sonho, tem vários restaurantes e cafés charmosinhos, e tem a famosa Magnolia Bakery, que é sim tudo o que dizem - e se eu pudesse materializar o cupcake de red velvet na minha frente agora, me sentiria uma pessoa mais feliz. É uma caminhada muito agradável, e que pode continuar pelas ruas em volta, que seguem a mesma pegada fofinha cool. Por ali, você anda um tico, e chega no ponto alto do oeste nova yorkino...
High Line. É sim um dos pontos altos da cidade. O tal jardim suspenso, a vista, é tudo bonito demais. Confesso que, por ter visto tantas comparações com o que poderia ser feito do Minhocão, achei ele meio estreito. Mas é uma belezinha pra caminhar e apreciar a vista da cidade, os murais com obras, grafite, etc. Em uma das saídas está o Chelsea Market, e ó... outra maravilha. Muita variedade de comida, lojinhas de roupa, de cupcake, de cookies, tudo muito hipster. Destaque pra uma peixaria que tem lá, onde da pra comer sushi fresquinho, ou crabcakes. Demais!
High Line, by Gabriela Milan
Brasilidades no High Line

Os arredores da Brooklyn Bridge são outro ponto a parte. A caminhada pela ponte em si é bem legal, a vista da cidade vale a pena. O Brooklyn por ali é bem interessante (e por outras partes também). Tem a Brooklyn Promenade, que é um calçadão beirando o East River, cheio de banquinhos, gente correndo, silencioso. Você está fora de Manhattan, e sente isso. É uma paz pura... Na outra lateral da ponte tem o Dumbo, que é uma área com cafés, uma mini praia, um carrossel francês e uma vista incrível do skyline de Nova York. Aos domingos tem por ali, no píer 5, o Smogasburg, mercadão de comida, com food trucks e afins. De comer até cansar. Acho que nesse pedaço tirei as fotos mais bonitas da viagem.

Dumbo, by Gabriela Milan
Vista da Brooklyn Promenade
Dumbo
Brooklin, by Gabriela Milan
Me segura que eu to modela
Ainda falando em Brooklyn, vamos para a hipsterlandia: Williansburg. Adorei. Maior concentração de hispter barbudos estilosos por metro quadrado. Muita comida veggie (alias, modinha pela cidade toda), muita cerveja artesanal, muito brechó, muita lojinha pretensiosa vendendo bugiganga a preços altíssimos e o melhor custo/benefício de restaurante achado na cidade. Dziupla, anota aí. Um restaurante polonês, com combo entrada, prato principal e sobremesa por $15 doletinhas. Um pierogi delicioso, e na Bedford Street, a rua bombada de Williansburg.

Williansburg, by Gabriela Milan
lojinha pricey porém divertida no paraíso hipster
Em um dia ensolarado, pegamos a linha A de metro até o final e fomos a Coney Island, aquele parque de diversões famoso. Não, não nos acabamos na montanha russa, mas escapamos pela tangente, e passamos o dia em Brighton Beach, uma praia ali do lado. Não tem nada demais, mas as amigas new yorkers saindo de um inverno ficaram que nem pinto no lixo. Mas não é mesmo uma maravilha ir a praia de metrô?

Brighton, by Gabriela Milan

Pois é, o metrô nova yorkino realmente te faz pensar na vida. Por vários motivos, inclusive. Primeiro, porque ele te leva pra qualquer lugar. MESMO. Segundo porque ele é difícil, e faz você questionar a sua inteligência. Tem trem que passa e não para, as catracas servem apenas pra quem ta indo pra um sentido, tem estação que não faz sentido. Mas pra onde você olha, tem um metrô. E você pensa que maravilha é morar num mundo assim... exceto pelos ratos. Eles estão por tudo, e é no metrô que a coisa democratiza de vez. Você ta ali de buenas esperando um metrozinho, e então vem aquele rato peludo e pula seu pé. E é aí que você lembra que não da pra ter tudo, né... não da pra ter um metrô eficiente pra cacete, se sentir inteligente e ainda não conviver com ratos. Não dá, amiga, aceita.

Em Midtown e Upper East é que estão grande parte das atrações turísticas. A Times Square, os museus todos, a incrível Biblioteca Municipal (vá, nem que for pra carregar o celular enquanto observa transeuntes), o Central Park, que vale sim cada minuto que você gastar lá, ainda que sejam muitos minutos, as lojas da 5a Avenida, o tal do Little Brazil, tudo isso que tem em todo guia. Eu confesso que passei pouco tempo na área (se considerar que passei 15 dias inteiros na cidade). Fizemos um passeio na ONU, pois tinha uma amiga trabalhando lá, e o acesso foi mais fácil. É bem interessante, e valeu ainda mais apena porque estava chovendo, um bom programa indoor. Por ali, também gostei muito do prédio da Ford Foundation (320 E. 43th Street), que tem uma mini floresta tropical interna. Mas, pra mim, a cereja no topo desse bolo aí é a Grand Central. Estação muito bonita, muito cheia, onde você "sente" NYC pulsando. E de quebra, se tiver assistido Gossip Girl, ainda lembra da Serena, hahaha..
Grand Central, by Gabriela Milan
Agora, o que eu AMEI mesmo, e onde eu queria viver e acabei de um jeito ou de outro passando em algum momento de todos os meus dias, foi o Lower East Side. Seja Chinatown, seja Nolita, o Soho, East Village, todos esses pedaços... achei fascinante. É a área mais antiga da cidade, tem prédios muito peculiares, restaurantes de babar, bares bombadíssimos, gente cool, lojinhas interessantes, comida de rua boa demais. Eu teria páginas de dicas aqui... de tantos brunchs gostosos que tomei, do melhor Donuts da vida que comi, do estúdio onde tatuei, da feirinha onde comprei os melhores cremes anti rugas artesanais, da loja de lenços bonitos onde comprei os melhores presentes, do cemitério minúsculo tomados de trepadeiras por onde passei, etc, etc.
SoHo, by Gabriela Milan

SoHo, by Gabriela Milan

SoHo, by Gabriela Milan

Eu achei engraçado, porque já li tanto sobre NYC, já vi tanto, que sempre ficava com aquela impressão de que é um lugar que eu nunca fui, mas que conheço muito bem. Aliás, essa impressão era tanta, que eu mal tinha vontade de "gastar férias" pra ir pra lá. Mas tudo isso que escrevi aqui, foram gratas surpresas que encontrei, e que reforçam ainda mais o meu lema que é viver fora do guia quando for a algum lugar. É óbvio que tem sim que fazer coisas de turista, mas eu achei essa NYC óbvia da Times Square tão sem graça, se comparada com a vida que eu vi em outros cantos... E sim, os guias falam de Soho, falam de Brooklyn, do Meatpack District, mas acho que não fazem justiça aos lugares. E essa seria a minha maior dica de New York (e de todas as viagens): faça a sua experiência lá. Fuja do roteiro dos outros, ache a sua cidade, encontre o que faz teus olhos brilhar, gaste seu tempo com o que importa pra você e vá embora com vontade de ficar. Pra sempre <3

by Gabriela Milan 

O que te faz feliz?

Me faz muuuito feliz...

... acordar na praia
... abrir a geladeira da casa da minha mãe
... pular carnaval
... descer do avião em outro país
... ouvir música bem alta no fone de ouvido
... andar pela rua sem rumo
... tomar sorvete na casquinha
... pular ondas de ano novo
... abraço do bebezinho
... usar roupa nova
... quando minha mãe me dá boa noite
... beber cerveja na calçada
... reunir minhas amigas e falar bobagens
... assistir filme no inverno
... ver meu pai tomando notas dos livros que lê
... lembrar dos olhos do Zeca
... comer brigadeiro da panela
... café da manhã de hotel
... sentir a neve
... quando ele está do meu lado enquanto eu faço quase isso tudo aí. E quando segura a minha mão e faz planos de fazer tudo que a gente ainda não fez.

Friday Mood

To pra lá de cansada... Essa semana foi uma daquelas.
Segunda às 7h da manhã, a caminho do trabalho, dei uma batidinha no carro. Daquelas bem bestas, que não machuca, não amassa, não faz nada, mas estraga o dia. Depois foi uma sequência de cagadas que olha... Tudo que tinha pra dar errado no trabalho deu. Além de tudo, aproveitando a animação de início de ano pra dar um gás nas minhas resoluções, me matriculei num curso de formação para finanças de empresas. Como não estou podendo me comprometer a longo prazo, optei por um curso intensivo, então tenho 4h de aula todos os dias a noite após o trabalho. Resultado: to é morta.
Hoje to vivendo nesse ritmo aqui...
You got a worried mind
I got a worried heart
You don't know what to do
I don't know where to start
We let this beat us down
Or get up off the ground
One thing I know we got to go

Happy Friday you all :)

461 anos de puro amor

Hoje é o dia dela. Da minha SP querida, pra quem já me declarei. E eu poderia falar, falar e falar... mas eu prefiro mostrar.










Feliz Aniversário pra você, que me acolheu 11 anos atrás e me mostrou que a vida aqui não é fácil, mas pode ser deliciosa sim. A beleza está nos olhos de quem vê, e eu vejo tudo de mais belo em você <3 

Isso é uma vergonha!

Essa história de rede social é um barato mesmo... As pessoas estão aí, fazendo belíssimo papel de trouxa há muito tempo. 
Primeiro foi o ICQ com seus lendários ~nicknames~ (que na minha cidade algumas pessoas carregam até hoje, tipo uma menina que chama Ana, e ninguém sabe de que Ana estão falando. Mas se falar Ana Lazy... Aí sim, todo mundo sabe que é a Lazy Girl do ICQ). Esses eram engraçadinhos...
Depois veio o Orkut, que o povo ficava mudando a descrição do perfil, colocando músicas sofridas, ou frases enigmáticas a lá "se definir é se limitar". Eu achava tudo bem cafona, mas era minha escolha ir lá xeretar a cafonisse da pessoa na página dela, beleza.
Com o MSN vieram as indiretas virtuais, esse mal que perdura na humanidade até hoje. O povo colocava o humor do dia, e lá mandava um belo "aprendendo a não confiar nas pessoas". Até eu, num desses dias que você não deve ter nenhuma tecnologia ao alcance das mãos, mandei uma indiretinha por lá. Pois é, quem nunca, neam?
 
E aí, MEL DELS. Inventaram a timeline do Facebook, essa grande esfregação contínua de bizarrice na cara dos outros. As vezes fico pensando que se o diabo existe, a tal da timeline é arte dele. Quantos amigos "perdi", quantas pessoas deixei de admirar, quanta vergonha alheia sofri. E continuo sofrendo.Vergonha na época das manifestações, vergonha monstra nas eleições, e muita vergonha em decorrência de diversos acontecimentos diários. Sabe aquele carinha que você achava muito legal AND gatinho? Pois é, ele achou graça da fala do Bolsonaro para a Maria do Rosário. Sabe aquela colega gente fina de trabalho? É... gente fina até falar que era hora de dividir o Brasil. Agora, a moda é falar que lindas mesmos são as leis da Indonésia, aquele país onde a justiça é levada a sério. Muito me intriga que essas pessoas, que entendem muito sobre o maravilhoso sistema judiciário local, não saibam que lá em algumas províncias o relacionamento gay é proibido e punido com chibatadas, a pena de apedrejamento para adúlteros é regulamentada por lei, etc.
 
Aparentemente essas pessoas ainda não entenderam o alcance das redes sociais hoje, o eco que essas falas desajustadas produzem e onde podem chegar. Saem falando um monte de papagaiada sem pensar que pode chegar no chefe, num possível empregador futuro, nos ouvidos do seus filhos - ou pais, etc. Pior: parece que nem memória não tem. Quando a Dilma foi eleita em 2010, uma estudante de Direito falou um monte de bobagens sobre nordestinos. Foi demitida, processada, passou um apuro do qual não deve ter se recuperado até hoje. Eu ainda lembro o nome e sobrenome da criatura, depois de tanto tempo. Na época todo mundo caiu de pau... mas muitas dessas pessoas, 4 anos depois, estavam falando as mesmas bobagens de forma diferente, com esse papinho escroto de "muro". Melhor ainda as que defendem o fuzilamento do cara, mas são contra aborto, afinal de contas, são defensores da vida. Eu fico parada, olhando pra tela do computador, e não sei nem o que falar, só sentir...
 
E aí, como nem tudo nessa vida é tão pesado, tem aquelas pessoas que da vontade de pegar no colo e falar com voz de criança: vamo para de se constranger, vamo?
Tem um cara que estudou comigo na faculdade, que eu não vejo desde então, mas to sempre sabendo se ta namorando, se tomou pé na bunda, porque um dia ele posta músicas melosas do Bon Jovi "praquele alguém especial", exatamente assim, tipo programa de rádio dos anos 90, e no outro tá lá "antes só do que mal acompanhado". A pior das piores foi uma amiga da escola, que estava grávida, e postou um meme que era uma criança no ultrassom com um balãozinho saindo da boca dizendo "ei papai, para de tomar o meu leitinho". EU JURO. Essas daí me dão muita vergonha, mas me dão ainda mais ternura, porque tão no limite da incapacidade, sentido jurídico da coisa. E é por elas que eu não consigo sair do Facebook. Eu preciso constatar todos os dias, com meus próprios olhos, que eu posso não ser o Steve Jobs, posso não ser uma gênia, e nem ter inventado nada revolucionário que me renderá royaties pro resto da vida, mas eu to bem. É nobre da minha parte? Nem um pouco. Mas todo mundo tem defeitos, e pelo menos os meus não passam por ser fã do Bolsonaro.
 
 

London called

Sempre tive expectativas altíssimas com Londres. Achava que era meu lugar no mundo, muito antes de sonhar em pisar nela. Foi aí que nosso relacionamento meio que esfriou, porque né... aquela máxima da vida "crie até pôneis, mas não crie expectativas". Veja bem, não é que não gostei de lá, gostei sim, e bastante. Mas eu achava que só entraria de volta num avião amarrada e empurrada a força pela polícia, e no fim, consegui ir andando sozinha mesmo. Isso foi porque a cidade é tão, mas tããão cara cheia de gente, de turista, de tudo, que você não consegue enxergar ela direito. É difícil ouvir inglês, é difícil conseguir parar pra olhar o que ta acontecendo em volta, e isso pra mim tira um pouco do encanto. Devo reconhecer, no entanto, que ao final dos meus dias lá, deu uma esfriadinha, e num sábado achei a cidade mais vazia e ó: <3.
Lendo fofocas no The Sun

Foi em 2012 que passei uma semana em Londres. Eu não gosto de viagens corridas, passar 2, 3 dias em cada lugar e ver muito pouco e superficialmente. Óbvio, tem lugar que não requer muito mais tempo do que isso, então beleza. Mas Londres é uma cidade gigante, cheia de coisa pra fazer e achei por bem reservar metade das férias pra ela.
Foi uma viagem de amigos, rolou uma mistura boa de turma, entre amigas da faculdade, amiga da vida, amigas do intercâmbio. Nem sempre tava todo mundo junto, porque né.. grupo grande é assim mesmo. Por óbvio, não tem como dar ruim. Danem-se as expectativas frustradas, you´re going to have the time of your life. Era março, a primavera estava dando as caras, pegamos dias maravilhosos de sol, calor de usar shorts durante o dia, noites amenas. Coisa fina.

Fiquei num hostel em Camdem (St. Christopher Inn) e não era muito bom, mas era OK. Além do que, os preços em Londres passaram há muito da hora da morte (socorro, libra!) e era o que dava pra pagar. Amei a localização - além de ter vários pubs, restaurantes e o famoso Camdem Market, é um bairro onde é possível ver muitos locais perambulando AND a uma distância andável do belíssimo Regents Park, com seus jardins lindos - passeio que vale a pena para quem tiver pela área. A região em si já é um programão, e passamos um bom tempo explorando as ruazinhas, lojinhas e minha nossa.. os cafés. Nada como Eggs Benedict em Londres :)
Fiz quase todos os passeios que a bula de turista recomenda: andei do BigBen ao Palácio de Buckingham, passei pela Abadia onde a Princesa casou (mas não entrei porque paga, e eu preferiria gastar com birita estava em choque com os preços da cidade), St. Paul Cathedral, London Bridge, Tower of London, Trafalgar Square, Hyde Park, Tate, Millenium Bridge, Picadilly Circus, Covent Garden. Presenciamos - e participamos - inclusive, de um protesto em frente ao Parlamento.
Não fui a alguns outros locais que gostaria, como Abbey Road, porque não tem jeito, você pode ficar 1 mês lá, e não vai esgotar as possibilidades. E como eu não gosto de passar correndo por tudo só pra dizer que fui, segui no meu ritmo. Mas vamos aos meus favoritos, aqueles lugares que fazem meu coração se encher novamente por aquela Londres dos meus sonhos.
St. James Park

Que parque lindo! O St. James vai do BigBen ao Palácio de Buckingham. Dá pra você fazer esse caminho por fora, ou ir por dentro dele, se apaixonando pelos lagos, esquilos, jardins e, se em março/abril, cerejeiras. De encher os olhos.
Borough Market
Outra maravilha na terra. Fomos sem pressa, descemos na London Bridge, e passamos algumas várias horas divinamente entretidas por muita comida boa. Sério... chegamos por volta das 11h da manhã e saímos perto das 15h, hahaha.. Tinha muitos londrinos almoçando de terno e gravata, no meio do expediente (se entendi bem, a área onde estão os bancos e afins é por ali). Mesmo assim, não estava super cheio. Estávamos em 3, e fomos dividindo os pratos pra todo mundo provar de tudo. Como não me deu uma dor de barriga, eu não sei. Mas comemos paella, um gnocchi super levinho, tortinha inglesa, pastas árabes, raclette suiça, macaroons  e sorvete de sobremesa. Fui muito feliz.
London Eye
É turistagem? Pura. Vale a pena? DEMAIS.
A fila anda rápido, e do preço você se recupera a hora que o negócio começa a subir. A vista é linda de doer. Fomos ao final do dia, e a luz natural estava bem bonita. A capsula é grande, cabe bastante gente, mas não deixam apinhar, então você consegue achar espaço na janelinha, e a volta toda demora tempo suficiente pra você olhar pra todos os lados da cidade com calma. Embaixo dela, tem um passeio que margeia o Thames, e ficamos lá até acender as luzes do BigBen, falando bobagens, dando risada, sendo puramente felizes, como o momento pede.
Notting Hill
Foi aqui que meu coração definitivamente fez as pazes com Londres. Fomos ao Portobello Market, que é o mercadinho de antiguidades famoso. Ele é bem lotado, e tem muita tranqueira, mas lá pelas tantas aparecem muitas coisas legais.
O mercado é bem longo, e da pra passar várias horas andando, vendo coisinhas, olhando as ruas laterais. Tem música, tem comidinhas e tem muita gente interessante.

Ao final, você chega no coração do bairro, onde tem casinhas britânicas coloridas, e da vontade de ficar ali mesmo, pra sempre. De achar marido, criar filhos e ver a vida passar. Tudo permeado por cerejeiras que estavam floridas e rosas. Eu não sei se eu sou muito retardada, mas de tempos em tempos a voz do Elvis Costello começava a cantar "She" na minha cabeça, e eu ficava com o sorriso de orelha a orelha. Ah é.. ainda tem essa. A lojinha do filme ta lá, mas não é mais uma livraria de viagem, mas de sapatos feios, rs.
Fomos a vários pubs, à uma taverna tradicionalíssima onde alguém muito importante estava quando a notícia do fim da 2a Guerra chegou (pois é, não lembro quem), e ao Fifteen do Jamie Oliver - que foi o programa rico da semana.
Londres tem esse detalhe: te faz sentir pobre, muito pobre. É tudo muito caro, e é possível gastar quase R$50,00 num café da manhã bem simples num restaurante idem. Por isso, dá uma desanimada. É muito ruim contar dinheiro em viagem, mas não tem jeito, se você não ficar esperto, muito antes do fim da sua estadia vai estar zerado. Por isso, é possível que eu não volte tão cedo.
Os dias estavam tão bonitos (ao contrário do que se espera da cidade) que queríamos aproveitar pra fora, então acabei indo a poucos - ou melhor, a UM - museu, o que é quase um pecado. Mas quem sabe alguma reviravolta na vida, tipo uma megasena, assim, não me empurra de volta pra lá em breve, né?
Mas é isso, na sessão nostalgia de férias que estou vivendo, muito me alegra lembrar que eu tive o prazer de passar uma semana ensolarada em Londres, que pode até não ser exatamente aquela do meu imaginário romântico, mas é sim uma cidade encantadora.

Follow @ Instagram

Back to Top