Depois de 10 anos e 3 meses morando neste pedacinho de SP, estou finalmente de malas prontas para deixar a Vila Mariana. Fazer as malas em si não foi tão difícil, tirando a bagunça normal de mudança. Mas me despedir do meu cantinho e colocar no cérebro que essa fase está virando passado é mais complicado.
| A minha vista favorita. Fiz esta foto tantas vezes, mas esse dia ó <3 |
Não vou ficar contando aqui as mil histórias malucas, engraçadas ou dramáticas que vivi na José Antonio Coelho 435. Mas vou mostrar um pouquinho do porquê que alguém que esteja querendo encontrar um lugar aconchegante pra morar, um bairro delícia pra se apaixonar, e ver uma São Paulo linda, pode considerar morar por ali. E quem já está muito bem obrigada em outro lugar, pode achar razões pra visitar, né?
Pra começar que é meio Vila Mariana, meio Paraíso. Um pedaço espremido entre os metrôs Paraíso e Ana Rosa, entre o Parque do Ibirapuera e a Vergueiro. É abençoado no quesito mobilidade, cheio de metrô, de ônibus, de BikeSampa, com a 23 de maio no meio, te levando de uma ponta à outra da cidade, a 15 minutos de Congonhas. E apesar de assim, no meio do forfé, o microcosmo é de cidade pequena. Eu encontrava o povo do meu prédio na padaria, na academia, no mercadinho coreano da esquina.
Mas vamos ao que interessa!
Cinemateca Brasileira
É a meca do audiovisual em São Paulo. Lá eles são responsáveis pela conservação e restauração de todo o acervo audivisual do Brasil. Tem salas antigas, projeções em preto e branco, uma curadoria incrível. Infelizmente, tem sido negligenciada pelo nosso governo e está passando por uma crise bravíssima. Uma pena, pois é uma delícia de lugar. Tem um jardim lindo e um café super agradável. A arquitetura do lugar ajuda... É um antigo matadouro, hoje super bem conservado.
Mas vamos ao que interessa!
Cinemateca Brasileira
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| Foto do Portal Vila Mariana |
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| Foto do "Blog da Redação" |
Rua Ambrosina de Macedo
A Vila Mariana é famosa por seu passado de casinhas. Digo passado porque infelizmente essas casinhas foram dando lugar aos grandes condomínios e hoje a cara do bairro é quase outra. Ainda tem pequenas ruas que conservam esse casario, e eu acho elas puro charme. Lembram muito o que São Paulo já foi e como poderia ser. Normalmente são ruas pequenas, e com pouco movimento de carro, árvores bem cortada, vibe interior. Essa rua é pertinho de casa, tem casinhas coloridas e bate uma luz linda, porque fica num pedaço de poucos prédios. Me faz sempre querer sentar na calçada e tomar um solzinho.
Ele é feiosão por fora, mas tem absolutamente TUDO que você precisa. É uma beleza pra comprar coisas pra casa, presentes de última hora, meias, pijamas, trocar a bateria do relógio. Tem ótica, tem McDonalds, tem loja da Lupo, tem CHURROS minha gente. Cardeta churros, o melhor que já comi desde os tempos de quermesse em Pariquera. Em 10 anos de vizinhança, não teve uma vez que saí decepcionada: sempre que precisei resolver uma bucha, fui lá e saí feliz. Resistência do chuveiro, meia calça desfiada, Subway de última hora, moldura pro quadro que era presente, bilhete da megasena do desespero, Avon e Natura na pronta entrega com desconto. Vai me fazer muita, mas muuuuuita falta!
Sesc Vila Mariana
Colado no Multishopping tem o Sesc. É um dos grandes e bons. A programação de teatro é riquíssima, o restaurante tem comida ótima por um preço amigo, tem muita distração infantil também. O ambiente em si já é muito gostoso, e ainda que seja pra sentar lá ler um livro, já vale muito. Tem também uma biblioteca, jogos, piscina pública. Não fica devendo em nada para os outros grandes Sescs como o Pompeia.
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| Foto da Vejinha |
É por ali que a gente esquece a dieta. Tem 3 campeões da minha audiência, rs... Indo de baixo pra cima, comecemos no Tandoor, restaurante indiano. A comida é maravilhosa, o ambiente é super simples e o preço é justíssimo. As samosas e o lassi são leves, tem todos os tipos de curry, mas meu prato favorito de tudo é o Murg Nariyal, um frango no leite de coco. De chorar de emoção.
Subindo um pouco tem o Mitsuyoshi, restaurante japonês especializado em robatas. Veja bem, o sushi e o sashimi de lá são deliciosos, fresquinhos, muuuuito gostosos. Mas os espetinhos são a estrela da casa e a variedade é incrível. Tem de tudo, e obviamente não experimentei todos, mas nunca comi um mais ou menos. São todos bons.
Por fim, chegamos na sobremesa: a boa e velha Alaska. Sorveteria das antigas, e com muita cara de sorveteria do interior, que compra ficha antes. Começaram a aceitar cartão de débito há pouco tempo, rs. Os sorvetes são todos bons, e tem aquelas taças que a gente sonhava quando era criança: sunday, colegial e banana split. Mas o que me faz sair da linha mesmo é a cassata, aquele bolo cremoso assorvetado (?!). Dá nem pra se sentir culpada pela bomba calórica. É maravilhosa!
Subindo um pouco tem o Mitsuyoshi, restaurante japonês especializado em robatas. Veja bem, o sushi e o sashimi de lá são deliciosos, fresquinhos, muuuuito gostosos. Mas os espetinhos são a estrela da casa e a variedade é incrível. Tem de tudo, e obviamente não experimentei todos, mas nunca comi um mais ou menos. São todos bons.
Por fim, chegamos na sobremesa: a boa e velha Alaska. Sorveteria das antigas, e com muita cara de sorveteria do interior, que compra ficha antes. Começaram a aceitar cartão de débito há pouco tempo, rs. Os sorvetes são todos bons, e tem aquelas taças que a gente sonhava quando era criança: sunday, colegial e banana split. Mas o que me faz sair da linha mesmo é a cassata, aquele bolo cremoso assorvetado (?!). Dá nem pra se sentir culpada pela bomba calórica. É maravilhosa!
Rua José Antonio Coelho
Sim, ela, a minha querida. Vou nem fazer a ressentida e deixar o furto do carro (sim, em frente a minha casinha amada) dominar minhas lembranças. A José Antonio é maravioooosa. Tem uma boa padaria (e tem outra a caminho), tem uma locadora de video - siiiim, uma locadora!!!! - cheia de preciosidades, tem uma academia super boa com precinho de bairro, tem um mercadinho coreano para as necessidades de última hora e uma vendinha japonesa onde rola comprar fruta descascada e sushi fresco. Tem um campus da Belas Artes bem no finalzinho, onde rola curso de design, artes plásticas entre outros, o que garante uma fauna interessantíssima circulando de dia, de tarde e de noite. Tem meu salão cabelereiro favoritos, onde eu aprendi a domar a juba, e de quem ganhei um tratamento super mimado em domicílio depois do meu pós operatório em 2011. Tem um hostel fofinho, um casa de yoga, um estúdio de dança. José Antonio melhor Rua.
Quis falar um pouco dos tesouros mais escondidos. Mas importante lembrar de novo que vivi esses 10 anos há minutos do melhor parque urbano do planeta (ó o exagero aí minha geeeentchi), o Ibirapuera, que dispensa apresentações. Da mesma forma, era só caminhar 10 minutos e eu chegava na Paulista, puro ícone. Se estiver no pique com sebo nas canelas, chega-se andando na Liberdade (se não, é só andar duas estações de metrô). Acho que meu amor incondicional está pra lá de justificado, né?
Eu sou péssima pra despedidas, sempre fui, mas é isso aí... estou indo. Vou de coração aberto, ansiosa para ser feliz em outras paragens!
* ps - fotos publicadas neste blog e não creditadas são de autoria desta que vos escreve.








