Dando a largada pro nosso mês explorando a Suíça resolvemos não ir muito longe. Mais precisamente, começamos nossa jornada em Biel (ou Bienne), uma cidade aqui no Cantão de Berna, a 25 minutos de trem. A cidade fica na fronteira da suíça alemã com a suíça francesa, e por isso é a cidade com a população mais dividida do país. Tão dividida que até o nome oficial da cidade é Biel/Bienne. Biel é alemão, Bienne é francês. A população se divide entre as duas línguas, e não há uma só placa naquela cidade que não esteja em francês e alemão. Já que esse blog aqui anda focado no alemão, fiquemos com Biel hahaha.
Já há um tempo estávamos com curiosidade para conhecer a cidade, mas ninguém falou coisa boa de lá. O grande trunfo de Biel é ser a sede de grandes empresas de relógios, como Swatch, Omega, Tissot, entre outras. Mas nos disseram que isso não se traduzia em atrativos turísticos. Como há um lago, e nesses dias quentinhos estamos priorizando água, demos uma busca em coisas pra fazer na área e na segunda pegamos o trem. A real é que saindo da estação a cidade não tem nada demais mesmo, e é bem feinha. Mas andando uns 10 minutos chega-se na cidade velha ae coisa fica um pouco mais interessante. Tem uma pracinha medieval, com suas igrejas, sinos, prédios coloridos fofinhos, bares, janelinhas e escadinhas. Eu adoro. Tiramos algumas fotos, sentamos pra olhar a vida passar, mas depois de uma hora tínhamos esgotado a cidade velha. Um ps - Jean Jacques Rousseau, nascido em Genebra, passou um período na área, quando era foragido por perseguição religiosa. Em Biel, por acaso demos de cara com a casa onde ele se refugiou. Não é possível fazer visita, mas tem uma placa na parede. Ele ficou lá por pouco tempo e depois foi parar numa ilha, da qual vou falar um pouco ali embaixo.


