Aqui contei com um pouco dos nossos cinco dias em Bangkok. Agora vamos às dicas:
A chegada
Do aeroporto de Suvarnabhumi para a cidade é bem fácil de ir com o transporte público. Há um skytrain direito de lá para estação de Phaya Thai no centro, de onde é possível pegar transporte para outros lugares. Salvo engano o trajeto dá uns 80 Bahts por pessoa ( numa continha por alto, 1 dólar = 30 baht; 1 real = 10 baht), e levou coisa de uma hora e vinte minutos. Nós fizemos esse trajeto entre a cidade e o aeroporto 3 vezes, e em duas delas usamos taxi. Em uma, num domingo sem trânsito, gastamos em torno de 350 Bahts por 40 minutos de viagem. Em outra saiu algo como 500, porque estava trânsito e optamos por pegar uma via expressa pedagiada. Não tivemos nenhum problema para os taxistas ligarem o taxímetro, tudo bem tranquilo. O outro aeroporto da cidade é o Don Mueng, e fomos até ele uma vez de taxi, e deu também em torno de 400 Bahts.
Dinheiro
Nós não levamos nenhum dinheiro em espécie. Sacamos por lá. Tem ATM em cada esquina, e a taxa de conversão era boa. A única desvantagem é que tinha que pagar uma taxa de 220 Baht, que dá tipo 7 dólares. Então nos programamos para fazer poucos saques, e deu certo.
Transporte na cidade
Estando em até duas pessoas, vale a pena usar o transporte público se você estiver com tempo. O skytrain, um metrô de superfície, é bem fácil de usar, limpo e seguro. Mais do que duas pessoas, vale pegar taxi. Nós acabamos usando muito taxi porque é bem barato se comparado aqui com a Suíça, e como tínhamos acabado de chegar, estávamos meio jetlegados e acordamos meio tarde todos os dias. Aí não queríamos gastar tempo no transporte público (tinha hora que a diferença de tempo entre taxi e transporte dava mais de uma hora, foda).
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| Andamos de tuktuk também porque tem hora que é a melhor pedida. Você inala poluição mas chega rápido rs |
Internet
Falando em trajetos, uma coisa que facilitou muito a nossa vida por lá foi o chip de internet. Assim que chegamos na cidade compramos num 7 Eleven um chip com internet ilimitada para um mês, e foi bem barato, coisa de 10 dólares. Com isso usamos muito google maps, navegamos pela cidade e pelo transporte, fizemos reservas em restaurantes, check in nos voos e resolvemos os pepinos que foram surgindo na viagem (e também atualizamos as redes, néééé). Funcionou super bem no país inteiro, nas ilhas inclusive, e foi bem prático. Tem quiosque vendendo chip no aeroporto. Ajuda chegar lá e já mapear pra ir de skytrain pra cidade.
Onde ficar
A cidade é bem grande e espalhada, então onde quer que você fique, vai ter que se locomover para outras áreas. Nos primeiros dias lá ficamos na casa da Elô, minha amiga, que fica na área de On Nut, e é bem não turístico, cheio de gringos moradores. Fiz a melhor massagem tailandesa da viagem por lá. Para a nossa noite de Natal, quando voltamos de Chiang Mai para Bangkok, eu reservei um hotel 5 estrelas, o Avani Riverside. O hotel em si é maravilhoso, todos os quartos tem vista para o rio, tem uma piscina de borda infinita babadeira, um café da manhã incrível, e custou o preço de um Ibis aqui em Berna. Porém todos esses hotéis rycos ficam na beira do rio, e os taxistas simplesmente não queriam levar a gente lá, achavam longe. Foi mega saco, e numa hora de desespero tivemos que atravessar a cidade de tuktuk, rs. Então levem isso em consideração. Dizem que as áreas de Siam e Silom são muito boas para se hospedar, por ser perto de vários atrativos, na boca de duas linhas de skytrain. Muuuita gente fica na área de Khao San Road, a famosa rua dos mochileiros. Lá tem muito albergue, tem muito bar, bagunça, camelô na rua, e pode ser mesmo onde você vai encontrar acomodação mais barata. Porém achei tudo bem tourist trap, é uma área super explorada. Se você não liga, vai fundo. Eu devo dizer que as vezes ligo, as vezes não. Numa cidade doida que nem Bangkok, não acho que seja um deal breaker, já que caos você vai ter em todo canto, rs.
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| Mas olha, esse luxo de hotel cinco estrelas é bom demais, né... já quero ser rica pra desfrutar disso sempre rs |
Grand Palace
É bem controverso, vi dicas na internet falando que TEM QUE IR, e outros falando FUJA. Enfim, resolvemos ir no dia de Natal, nosso último dia em Bangkok, quando já tínhamos visto todas as outras coisas que queríamos. E a real é que chegando lá tava tão, mas tããão cheio, que desistimos. Sabe quando você não conseguem nem se desvencilhar da multidão? Pois é. Portanto, acho que a melhor dica é ir bem cedo, ou bem tarde. Ou simplesmente aceitar que vai ser meio que uma pipoca de bloco em Salvador, e se jogar, rs.
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| A muvuca básica do Grand Palace |
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| E aí desistimos e ficamos tirando foto no muro pro lado de fora hahaha |
Roupas
Muita gente me perguntou como que eu fiz a bendita da mala para ir pra Tailândia, pra Rússia, pra praia, pros templos, rs. A verdade é que fazer essa mala foi um belo xadrez, rs. Mas em Bangkok e Chiang Mai, onde visitamos muitos templos, foquei em cobrir todo dia alguma parte do corpo. Um dia usava vestido longo de alcinha, outro dia vestido curto com camisa por cima. Eu carregava uma pashmina na bolsa, e no caso de entrar num templo, enrolava ela na parte "descoberta", nos ombros ou nas pernas. Essa dica vale para todos os templos, porém como o Grand Palace não é templo, mas a casa do rei, anotem: lá não aceitam pashmina enrolada em nada. Vá de mangas, saia longa ou calça não justa, homens devem ir de calça, etc. Pra todo o resto, a pashmina resolve.
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| Modelito assim |
Comida
Em Bangkok a gente simplesmente seguiu a Elô de olhos fechados, porque além de morar lá há tempos, a bixa é chef de cozinha ahaha.. aí ficou fácil, né? Com ela fomos à várias bibocas improváveis, que sequer tinham nome rs. Ela pedia tudo, a gente comia, chorava de emoção e agradecia. Mas sem ela, o que fazíamos antes de comer na rua era observar onde tinha tailandês comendo. Se tinha, a gente mandava ver. E assim passamos a viagem inteira sem nenhum acidente, rs (e olhe que numa dessas bibocas comemos nas companhias dos ratos, ou gatos haha). Tem também dois restaurantes mais arrumadinhos em que comemos MUITO bem, e eu recomendo muito:
Soul Food Mahanakorn (onde o Khao Soy é de chorar) e Namsaah Bottling Trust, onde comi a melhor comida da viagem inteira. Comi um bife ao curry vermelho com arroz de berries. Sério. Vontade de entrar num avião agorinha só pra comer de novo. Uma última dica, especialmente pra quem gosta de Noodles: Nanase. Eles tem uns 5 carrinhos pela cidade, e é o melhor noodles que eu já comi na vida. Mas como eu sou ninguém nesse mundo, mandamos nosso amigo que já morou no Japão e na China ir lá experimentar, e o cara amou. Então é isso aí, NANASE.
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| Numa das bibocas maravilhosas! |
Preços
No geral, acho que os preços em Bangkok acompanham um pouco São Paulo. Todo mundo falava que é super barato, e eu achei barato comparado à Europa, mas não se comparado ao Brasil. No fim, é uma cidade grande, capital país, tem mais de 8 milhões de pessoas, e o preço acompanha. A comida de rua é bem barata, e comemos (e tomamos cervejinha) muito bem com 10 dólares por cabeça (sem a cerveja ficava bem uns 6 dólares, acho). No caso desses restaurantes acima, os preços já eram mais salgados, preço de restaurante em SP, mas para ocasiões especiais (no nosso caso, comemorando nossa chegada na Ásia e Ceia de Natal) são baratos se comparado ao que se pagaria num restaurante do mesmo nível aqui na Suíça. Com drinks e tal, gastamos coisa de 80 dólares no total.
Segurança
Achei tudo seguro demais, sem problema algum para andar com câmera, celular. Acho que o único problema lá é batedor de carteira mesmo. Vi aviso em vários templos sobre isso, que tem gente que se aproveita da distração dos turistas nos templos, crente que estão num lugar seguro, para bater carteira. Tirando isso, tudo super sussa. Andamos em vários becos escuros, e nem sentimento de insegurança bate na gente.
Curiosidades
- não se usa garfo e faca na Tailândia, mas colher e garfo. A colher faz as vezes do garfo, e o garfo as vezes da faca. Esquisito, né?! Mas você acostuma rs...
- é muuuito comum ter papel higiênico na mesa dos restaurantes para ser usado como guardanapo. Na primeira vez me matei de rir, na segunda fiz vídeo, na terceira tava amarradona me limpando hahaha
- em Bangkok, tirando as grandes avenidas, é normal não ter calçada. Eu fiquei indignada de estar andando praticamente no "meio da rua" numa cidade com um trânsito maluco daqueles, mas no fim da tudo certo;
- se prepare para tirar o sapato pra entrar em tudo que é templo, em algumas lojas, em todas as casas de massagem, em vários lugares. É bem comum. Então se você tem nojinho, já leva umas meias e vai linda.
Caso tenha algo que eu tenha deixado de fora, mas que seja de interesse, mandem ver nos comentários ;)
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| Nós, desfocados e muito felizes em Bangkok |